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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Gerenciamento de Risco em Acervos Culturais com José luiz Pedersoli Júnior




Resumo da Palestra
Acervos culturais são frequentemente confrontados com a necessidade de estabelecer prioridades na alocação dos recursos disponíveis para a adoção de medidas de preservação dos acervos. Isso implica, por exemplo, ter que escolher entre a implantação de um plano de emergência, a instalação de controle climático, sistema de vídeo-vigilância ou equipamento de detecção e combate a incêndio.


O que fazer primeiro? Quais as prioridades do acervo? O gerenciamento de riscos é um método que nos permite definir essas prioridades e, assim, otimizar o uso de recursos para garantir a salvaguarda de nossos acervos culturais para as gerações futuras. Este método se baseia na identificação e comparação de todos os perigos (riscos) possíveis para o acervo, desde eventos emergenciais e catastróficos como a enchente em São Luiz do Paraitinga (janeiro de 2010) ou o incêndio no Instituto Butantan (maio de 2010), até os processos graduais e contínuos de degradação. A palestra apresenta, de forma interativa, os principais conceitos, ferramentas e aplicações da metodologia do gerenciamento de riscos em acervos culturais, detalhando cada uma de suas diferentes etapas.


Sobre o Palestrante
José luiz Pedersoli Júnior é Bacharel em química pela Universidade Federal de Minas Gerais e mestre em química de polímeros, com ênfase em materiais celulósicos e aplicações na área da conservação patrimonial, pela Universidade de Helsinki, Finlândia. Trabalhou como cientista da conservação no Instituto Holandês do Patrimônio Cultural (www.icn.nl), em Amsterdã, entre 1997 e 2003, e no ICCROM

- Centro Internacional para o Estudo da Preservação e Restauração do Patrimônio Cultural

(www.iccrom.org), em Roma, entre 2005 e 2008. Atualmente, atua como profissional independente no Brasil e no exterior na área da conservação do patrimônio cultural, com ênfase no gerenciamento de riscos e na ciência da conservação. Suas atividades incluem a consultoria técnico-científica e a organização e im
plementação de atividades de formação e capacitação de profissionais do setor patrimonial.



Local
Estação Ciência - Auditório Ernst Hamburger - Rua Guaicurus, 1394 - Lapa - São Paulo - SP
Data
quarta-feira, 7 de novembro de 2012.
Inscrições a partir de 23/10/2012
Horário
9h às 17h
Vagas
130

Encontro no Uruguai define diretrizes para museus ibero-americanos


Trabalhadores de museus e comunidades estão no centro da Declaração de Montevidéu, aprovada ao final do 6º Encontro Ibero-Americano de Museus. O evento, que aconteceu entre os últimos dias 22 e 24 na capital uruguaia, definiu diretrizes para o setor museal nos países latino-americanos de língua espanhola, portuguesa e península ibérica.
Declaração de Montevidéo foi resultado do encontro no Uruguai esta semana
Durante os três dias do encontro, que trouxe como tema Museu: território de conflitos? Olhares a 40 anos da Mesa Redonda de Santiago do Chile, representantes dos 22 países ibero-americanos apresentaram a situação atual dos museus em suas regiões e debateram suas experiências a partir das reflexões da Declaração da Mesa Redonda de Santiago do Chile de 1972.
Memória social
Reconhecendo o legado da mesa de Santiago, na qual a função social do museu adquiriu uma dimensão, a declaração aponta a necessidade de fortalecer o papel dos arquivos e bibliotecas dos museus como instrumentos fundamentais para a construção da memória social das comunidades.
O documento também estabelece como diretriz o fomento à interlocução dos museus com a sociedade e o estímulo a sua participação na tomada de decisões com o objetivo final da apropriação social do patrimônio, além do incentivo à implementação de sistemas de avaliação e ferramentas de pesquisa de público que ajudem a tomada de decisões no planejamento museal.
Outras diretrizes de destaque na Carta de Montevidéu são o fomento à educação, formação e capacitação crítica dos profissionais de museus e sua participação nas instâncias de discussão sobre as mudanças institucionais e processos de transformação; e a criação de políticas públicas contra a privatização do patrimônio cultural.
6º Encontro Iberoamericano de Museus foi promovido pelo Ibermuseus, programa de cooperação cultural que agrupa mais de 10 mil museus de 22 países ibero-americanos e é atualmente presidido por José do Nascimento Jr., presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC). Leia o texto integral da Declaração de Montevidéu.
Texto: Ascom/Ibram
Foto: Ministério da Educação e Cultura do Uruguai

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