quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Museus de Israel protegem suas obras de arte de foguetes

TEL AVIV — Quem vê as paredes do Museu de Arte de Tel Aviv completamente vazias, cobertas apenas por tinta vermelha, pode achar que ladrões ousados levaram as quase 100 obras do pintor flamengo Pieter Brueghel (1525-1569) que estavam em exposição. Mas, assim como outros trabalhos do acervo do museu, as telas foram levadas para um cofre do tamanho de um auditório e à prova de foguetes depois que o centro financeiro de Israel foi atingida pela artilharia do Hamas. Durante quase uma semana, o Exército israelense promove ataques aéreos contra a Faixa de Gaza, enquanto militantes palestinos bombardeiam Israel com foguetes. Mais de cem pessoas já foram mortas.



O museu não adotava medida semelhante desde 1991, quando o ditador iraquiano Saddam Hussein (1979-2003) atacou Tel Aviv durante a Guerra do Golfo - também a última vez em que a cidade foi bombardeada:

- Mesmo que exista uma possibilidade muito pequena (de dano), não podemos brincar com isso. Nós não vamos arriscar - disse Doron Lurie, curador do museu. - Temos guardado estes quadros como se fossem nossos próprios filhos.

Um outro museu de arte de Israel seguiu o exemplo, protegendo algumas de suas obras de arte mais premiadas em abóbadas subterrâneas fortificadas. Na cidade de Ashdod, que sofreu ataques de foguetes frequentes por causa de sua proximidade com a Faixa de Gaza, o curador do Museu Ashdod-Monart Center retirou dali 15 obras da artista contemporânea Tsibi Geva. No domingo, elas foram escondidas em um cofre em pisos subterrâneos concebidos para resistir a disparos de foguetes e armas biológicas. É a primeira vez que o museu esconde suas obras de arte desde que abriu as portas, em 2003.

- É audacioso dar uma chance a eles - afirmou a curadora Yuval Biton.
Durante os combates em Gaza há quatro anos, o museu de arte da cidade de Beersheba também havia transferido suas peças para um cofre reforçado na prefeitura, de acordo com Idit Amihai, oficial do governo encarregado de museus. Mas, naquela época, a maioria dos principais museus de Israel, nas cidades no coração de Jerusalém e Tel Aviv - longe de alcance dos foguetes - tinham poucos motivos para esconder suas obras de arte.

Alguns museus, no entanto, não parecem temer os ataques. O Museu Eretz Israel, em Tel Aviv, que exibe antiguidades orientais, manteve seus quadros no local. Precauções extras de segurança também não foram tomadas no Museu de Israel em Jerusalém, onde estão algumas das mais valiosas antiguidades e bens culturais de Israel.

- Nós não vamos entrar em pânico e tirar as coisas dos mostruários - disse o porta-voz do Eretz, Miri Tsedaka.

Lenny Wolfe, um conhecido negociador de antiguidades na cidade, disse não ter tomado precauções extras:

- Estou mais preocupado com a minha segurança e a da minha família do que com algumas peças de cerâmica.


fonte: http://oglobo.globo.com/mundo/museus-de-israel-protegem-suas-obras-de-arte-de-foguetes-6775774#ixzz2CriEGyk6 








O curador Doron Lurie do Museu de Arte de Tel Aviv protege um quadro em um cofre
Foto: AP/Dan Balilty

O curador Doron Lurie do Museu de Arte de Tel Aviv protege um quadro em um cofreAP/DAN BALILTY



 



TEL AVIV — Quem vê as paredes do Museu de Arte de Tel Aviv completamente vazias, cobertas apenas por tinta vermelha, pode achar que ladrões ousados levaram as quase 100 obras do pintor flamengo Pieter Brueghel (1525-1569) que estavam em exposição. Mas, assim como outros trabalhos do acervo do museu, as telas foram levadas para um cofre do tamanho de um auditório e à prova de foguetes depois que o centro financeiro de Israel foi atingida pela artilharia do Hamas. Durante quase uma semana, o Exército israelense promove ataques aéreos contra a Faixa de Gaza, enquanto militantes palestinos bombardeiam Israel com foguetes. Mais de cem pessoas já foram mortas.

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TEL AVIV — Quem vê as paredes do Museu de Arte de Tel Aviv completamente vazias, cobertas apenas por tinta vermelha, pode achar que ladrões ousados levaram as quase 100 obras do pintor flamengo Pieter Brueghel (1525-1569) que estavam em exposição. Mas, assim como outros trabalhos do acervo do museu, as telas foram levadas para um cofre do tamanho de um auditório e à prova de foguetes depois que o centro financeiro de Israel foi atingida pela artilharia do Hamas. Durante quase uma semana, o Exército israelense promove ataques aéreos contra a Faixa de Gaza, enquanto militantes palestinos bombardeiam Israel com foguetes. Mais de cem pessoas já foram mortas.

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Computador mais antigo em funcionamento é religado em museu


O primeiro computador digital do mundo, uma máquina de mais de duas toneladas batizada como "The Witch" ("A Bruxa"), voltou a ser ligado nesta terça-feira no Reino Unido, onde será exposto como peça de museu após um reparo de três anos.
Em cerimônia no Museu Nacional do Computador em Buckinghamshire (centro da Inglaterra), vários dos criadores da histórica peça, assim como estudantes que aprenderam a programar com ela, apertaram o botão "on".
Nos anos 50, durante seus dias de glória, "The Witch", cuja construção começou em 1949, foi a peça central do programa britânico de Pesquisa de Energia Atômica.
Sua missão era facilitar o trabalho dos cientistas realizando de forma eletrônica operações matemáticas que até então deviam ser feitas através de simples máquinas de calcular.
Apesar da lentidão de seus primeiros trabalhos - demorava dez segundos para multiplicar dois números - em breve se transformou em uma peça indispensável e chegou a ser utilizado 80 horas por semana, um recorde para a época.
Quando em 1957 foi superado por computadores mais rápidos e pequenos, foi transferido para a atual Universidade de Wolverhampton (leste da Inglaterra), onde serviu para ensinar os primeiros alunos de informática a programar.
De lá, passou para o Museu de Ciência e Indústria de Birmingham, mas no fechamento deste a máquina foi desmontada e levada para um armazém municipal em 1997.
Há três anos, Kevin Murrell, membro do conselho de administração do Museu Nacional do Computador, reconheceu o painel de controle de "The Witch" em uma fotografia tirada por um antiquário de computadores.
Após várias viagens ao armazém, a equipe de restauração colocou mãos na massa e em três anos de trabalho conseguiu salvar até 1.390 peças originais.

Máquina de 1951 que realizava cálculos armazenava os dados em tiras de papel. Foto: Computer Conservation Society/Divulgação
Máquina de 1951 que realizava cálculos armazenava os dados em tiras de papel

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