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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Museu do Mar em São Francisco do Sul homenageia velejador Amyr Klink

Sala conta a história do velejador por meio de três embarcações.
Fundado em 1993, local possui 15 salas com mais de 60 barcos.


Museu Nacional do Mar (Foto: FCC/Divulgação)

O Museu Nacional do Mar, em São Francisco do Sul, guarda um pouco da história das embarcações brasileiras. Localizado no Centro histórico da cidade, o local busca valorizar a arte e o conhecimento dos homens que vivem no mar. São mais de 60 barcos em tamanho natural e cerca de 200 peças de modelismo e artesanato naval, todos identificados com textos e imagens explicativas. O local utiliza o espaço dos antigos armazéns da empresa Hoepcke.


IAT, barco no qual Amyr Klink atravessou o oceano
a remo (Foto: Museu Nacional do Mar/Divulgação)

Segundo informações do Museu, as embarcações são organizadas por temas. No local, há explicação da história de cada uma e do uso das peças em exposição. Uma das salas conta a história do velejador Amyr Klink. No local, estão expostas a canoa Max, o primeiro barco de Amyr, utilizado aos seis anos de idade; o IAT, embarcação em que o velejador cruzou o Atlântico em cem dias, utilizando apenas das correntes marítimas e da força de seus remos; e o diorama Paratii, famoso veleiro de casco vermelho com o qual Amyr viajou para a Antártida.

Outro destaque é a sala Amazônia. Ambientada com um espelho d'água e decorada com vitórias-régias, peixes-boi e botos, ilustrando o cenário para as canoas indígenas daquela região. As embarcações são de diversas regiões brasileiras, e no local estão representadas as jangadas, canoas, botes, baleeiras e até barco a vela.

Museu do Mar
Rua Manoel Lourenço de Andrade, s/n – Centro Histórico
Fone: (47) 3444-1868 ou (47) 3444-2612
De terça a sexta, das 9h às 18h
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
R$5 e 2,50 meia-entrada
Idosos acima de 60 anos não pagam ingresso


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Egipto tenta impedir que peças traficadas cheguem aos leilões

Autoridades egípcias aumentam pressão sobre leiloeiras e vão conseguindo recuperar alguns artefactos.
O número de turistas nos museus egípcios caiu substancialmente AFP/KHALED DESOUKI



O Governo egípcio tem feito um enorme esforço para travar o contrabando do seu património e recuperar muitas das peças históricas que perdeu no meio da instabilidade política dos últimos anos.

A iniciativa mais recente, este mês, visou as leiloeiras Sotheby’s e Gorny & Mosch, ameaçadas de processos judiciais se não conseguissem provar a proveniência legal de peças levadas a leilão.

O Ministério das Antiguidades egípcio controla, através da Internet, os lotes que são levados a leilão e recentemente, noticiou o El Mundo, pediu à norte-americana Sotheby’s que retirasse de venda 23 peças do Antigo Egipto, um conjunto que incluía estátuas, bustos, vasos e fragmentos de inscrições.

Às duas leiloeiras citadas, a Interpol e as autoridades egípcias pedem os documentos que certifiquem a propriedade das peças e os respectivos certificados de exportação. Se estes não existirem, é iniciado o processo legal para que as peças regressem ao Egipto.

A pressão tem dado alguns resultados. O Egipto já conseguiu, por exemplo, a devolução de peças que estavam em Israel e que iam ser entregues a uma leiloeira israelita; recentemente foi o Governo francês a devolver cinco peças que tinham sido roubadas do Egipto depois da revolta da Primavera Árabe, em 2011, e que iam ser vendidas online; e uma outra colecção de artefactos antigos, que estava nos Estados Unidos, deverá também ser devolvida ao Egipto nos próximos dias, depois de três anos de negociações para que as autoridades egípcias pudessem provar a propriedade das peças, encontradas durante escavações ilegais.

Ao mesmo tempo que decorre este esforço de recuperação do património, o Museu Egípcio do Cairo, onde estão guardadas muitas das mais valiosas peças do Egipto faraónico, enfrenta também uma luta pela sobrevivência. Muitas das manifestações, protestos e confrontos a que o Cairo tem assistido, e que antecederam o afastamento do islamista Mohammed Morsi da Presidência, aconteceram precisamente na Praça Tahrir, onde fica situado o museu.

O ministro responsável pelas Antiguidades, Mohammed Ibrahim, disse, citado pela Associated Press, que “por vezes mesmo com a praça fechada, o museu mantém-se aberto”, mas a jornalista da AP que o visitou notou a quase total ausência de visitantes estrangeiros, que nos últimos tempos, devido precisamente à instabilidade política, tendem a desaparecer do país.

A circulação de peças egípcias por museus estrangeiros também foi substancialmente reduzida, o que afecta aquela que era outra das grandes fontes de rendimento do museu. No ano passado, o Governo deu ordens para suspender uma exposição sobre a figura de Cleópatra na sequência de uma decisão judicial baseada no facto de as peças serem únicas e por isso demasiado valiosas para saírem do Egipto.

Apesar disso, há planos ambiciosos para o futuro das antiguidades egípcias. Está já a nascer junto à Pirâmide de Gizé um novo grande museu, o Grand Egyptian Museum (GEM), para as antiguidades do período faraónico – uma colecção tão grande que mais de metade não pode ser exposta no Museu da Praça Tahrir. Está previsto que o novo museu abra em 2015, e receba, entre muitos outros objectos, o tesouro de Tutankhamon.

Mas o velho Museu Egípcio também está a sofrer melhoramentos, sobretudo nos sistemas eléctrico e de segurança, resultado de uma parceria com a Alemanha. Além disso, ainda segundo a Associated Press, deverá ganhar uma área de exposições exterior, junto ao Nilo, no local onde funcionava o quartel-general do Partido Nacional Democrático do antigo Presidente Hosni Mubarak, um edifício que ardeu na sequência dos protestos no Cairo. Com tudo isto, os responsáveis egípcios esperam conseguir fazer regressar os turistas ao país.


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domingo, 29 de dezembro de 2013

Rede museológica reforça atractividade limiana - ( .pt )

Valorizar os recursos endógenos e promover a dinamização económica do centro histórico são objectivos da Rede Museológica que o Município de Ponte de Lima está a tecer no concelho limiano. Para 2014 está prevista a abertura do Centro de Interpretação da História Militar de Ponte de Lima e em 2015 abre portas o Centro de Interpretação do Vinho Verde.

“Com esta rede pretendemos valorizar a nossa cultura, os nossos recursos endógenos, mas também promover a dinamização económica do centro histórico porque os museus de qualidade constituem factor de atracti- vidade para muita gente”, afirmou Victor Mendes ao ‘Correio do Minho’, em declarações à margem da cerimónia de assinatura dos documentos de doação ao Museu do Brinquedo Português, que decorreu ontem de manhã, no salão nobre dos Paços do Concelho.

Na ocasião, Victor Mendes realçou precisamente a aposta do município limiano em criar museus de qualidade, recordando que o concelho já conta com equipamentos de excelência como o Museu do Brinquedo Português, o Museu Rural ou o Museu dos Terceiros.

Sobre o Centro de Interpretação da História Militar de Ponte de Lima, o edil avançou que a sua abertura está prevista para 2014 e entre o seu espólio poderá encontrar-se, por exemplo, muitos dos documentos do espólio do General Norton de Matos, um militar referência nacional, natural de Ponte de Lima.

“O espólio do General Norton de Matos, que está aqui e à disposição de todos os portugueses, integra um conjunto de documentos únicos no país tendo em conta aquilo que foi o seu percurso, nomeadamente nas nossas ex-colónias”, referiu a propósito o presidente da câmara.

No que ao Centro de Interpretação do Vinho Verde diz respeito, Victor Mendes sublinhou que mais do um museu regional, este será um museu nacional pois será o único a contar a história da região demarcada dos vinhos verdes que é única no país.

Município apela a doações para enriquecer espólio

O presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima agradeceu ontem aos 22 doadores que entregaram peças ao Museu do Brinquedo Português e apelou a que o seu exemplo seja seguido por outras pessoas, não só no que a brinquedos diz respeito, mas também de documentos que enriqueçam a história da vila mais antiga de Portugal.

O apelo foi lançado na cerimónia de assinatura dos autos de recepção das peças doadas ao Museu do Brinquedo Português. De realçar que os doadores não são todos limianos, pois muitos vieram de outros pontos do país, como foi o caso de Dolores Seabra que confiou a este museu a rica colecção de 96 bonecas antigas que eram da sua mãe. “A minha mãe, antes de morrer, pediu-me para um dia entregar as bonecas a um museu. Vi na televisão uma reportagem sobre o Museu do Briquedo em Ponte de Lima e soube que era aqui que as bonecas deviam ficar”, contou a doadora que veio do Porto para participar na cerimónia que decorreu no salão nobre dos Paços do Concelho.

O presidente da câmara realçou que esta é uma prova de que o Museu do Brinquedo começa a ser uma “referência nacional que é visitada cada vez por mais pessoas e de mais regiões”.
Victor Mendes realçou que o museu tem “óptimas condições” para preservar o espólio” além de que possibilita o seu acesso a toda a população. “Com estas doações o Museu do Brinquedo fica ainda mais rico”, constatou o presidente da autarquia, agradecendo o acto generoso dos doadores.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Em busca de esperança para um museu

Juiz tenta evitar venda de obras do Instituto de Artes de Detroit; dinheiro seria usado para pagar dívidas da cidade

Uma campanha lançada por um juiz federal é a nova esperança para o Instituto de Artes de Detroit. Ao longo deste ano, a prefeitura da cidade, que vive uma crise financeira que vem sendo tratada como a pior da história dos municípios americanos, decidiu vender algumas das principais obras do museu compradas com dinheiro público. A casa de leilões Christie’s acredita que o lote, que representa 5% do acervo da instituição, poderia alcançar entre US$ 467 e US$ 867 milhões – e a ideia é usar o dinheiro para pagar por serviços públicos básicos e honrar vencimentos.



Joshua Lott/Reuters
O Art Institute of Detroit

Parte da população da cidade e especialistas em arte, no entanto, têm se colocado contra a decisão. Para eles, o dinheiro arrecadado com a venda das peças de Van Gogh, Matisse, Brueguel e Rembrandt, entre outros, não será suficiente para resolver os problemas financeiros da cidade – mas vai significar uma perda considerável para o acervo daquele que é considerado um dos principais museus dos Estados Unidos.

Foi com esse pensamento em mente que o juiz federal Geraldo Rosen lançou uma campanha dirigida às fundações privadas mais importantes do país. O objetivo é arrecadar com elas US$ 500 milhões, valor que, segundo seus cálculos, seria suficiente para honrar o pagamento de pensões e outros débitos municipais e evitar a venda das obras mais famosas da cidade.

Rosen, no entanto, foi além. Segundo ele, precisa haver uma mudança no regimento do museu, que passaria a ser uma entidade sem fins lucrativos, independente tanto das fundações doadoras quanto do poder público – o que impediria novas ocorrências do que ele chamou de “constantes tentativas de assalto” ao acervo.

Em um comunicado, o Instituto de Arte disse que apoia “100%” a ideia de Rosen, iniciativa considerada “criativa e razoável” – segundo o texto, o sucesso da campanha levaria o museu a ser “otimista” com relação ao futuro. O plano de Rosen, no entanto, precisa ser aprovado ainda pelo juiz Steven Rhodes, que deu luz verde para que a cidade declarasse falência. E, entre alguns dos credores, já há quem defina a campanha como um “contratempo” no processo de busca de uma solução para o pagamento das dívidas que com eles mantém a prefeitura. Para eles, é consensual a ideia de que a venda das obras é não apenas a melhor como a única maneira de resolver a questão.



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http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,em-busca-de-esperanca-para-um-museu,1112904,0.htm
 

Câmara de Arganil quer instalar Museu Internacional do Rali em 2014

A criação do Museu Internacional do Rali é uma das apostas do município de Arganil para 2014, no âmbito do reforço da competitividade local, disse hoje à Lusa o presidente da Câmara.

"O reforço da competitividade do concelho é uma das nossas prioridades no próximo ano", adiantou o social-democrata Ricardo Alves.

O autarca disse que o Museu Internacional do Rali será instalado na antiga Cerâmica Arganilense, que foi requalificada nos últimos anos pela Câmara Municipal.

Para o efeito, a autarquia admite recorrer aos fundos comunitários e avançar com diversas parcerias, incluindo com o Automóvel Clube de Portugal.

O concelho de Arganil, numa zona montanhosa do distrito de Coimbra, acolheu, durante décadas, importantes provas mundiais do Rali de Portugal.

"Neste museu, pretendemos expor alguns dos carros que marcaram a história dos ralis e passaram pelo concelho", revelou Ricardo Alves.

Este espaço museológico da Cerâmica Arganilense disporá ainda de "uma componente interativa", com recurso às novas tecnologias, incluindo "simuladores que ajudarão a recriar o ambiente dos ralis".

A criação do Museu Internacional do Rali está incluído nas grandes opções do plano da Câmara Municipal de Arganil para o próximo ano, as quais, tal como o orçamento, no montante de 14,8 milhões de euros, já foram aprovadas pelo executivo e pela Assembleia Municipal (AM).

Com 23 eleitos, o PSD detém maioria absoluta na AM, que integra também nove socialistas, dois independentes e um representante da CDU.

Ricardo Alves disse que "o reforço da coesão social e a manutenção da ação social escolar" são outras das prioridades do plano de 2014.

"A Câmara já comparticipa 60% das refeições do 1.º ciclo e do pré-escolar", acrescentou, realçando que a autarquia também apoia "mais de metade dos alunos" na aquisição de livros.

Em 2014, o município "prescinde da cobrança dos 5% de IRS a que tem direito, beneficiando todas as famílias" de Arganil.

A requalificação da rede viária "em grande parte do concelho" e a construção de cinco estações de tratamento de águas residuais são outras das prioridades.

Devido à contenção de despesas, a autarquia optou por realizar a requalificação do Teatro Alves Coelho, no centro da vila, por fases e ao longo dos próximos quatro anos.

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São Petersburgo dedicará 2014 aos 250 anos do Museu Hermitage

O Governador de São Petersburgo, Georgy Poltavchenko, declarou que o ano cultural da cidade em 2014 será dedicado ao aniversário de 250 anos do Museu Hermitage. Os eventos comemorativos acontecerão durante o ano inteiro. Entre os dias 23 de junho e 30 de outubro, acontecerá a Bienal de Arte Contemporânea Manifesto – 10. Já entre os dias 7 e 10 de dezembro será realizado o III Fórum Cultural Internacional de São Petersburgo, que desta vez terá a instituição cultural como tema principal.

Outro evento que marcará o Ano Cultural de São Petersburgo será o I Festival Marítimo Internacional, que será realizado entre os dias 21 e 27 de julho. O tema náutico unirá dezenas de atividades, desde os desfiles de navios esportivos e de guerra a produções de moda e apresentações teatrais.
O Museu Hermitage será o grande homenageado do ano cultural de São Petersburgo


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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Colecionadores árabes se firmam como os principais investidores de arte

Em meio à crise global e dispondo de quantias incomparáveis a outros compradores, os colecionadores dos Emirados Árabes e do Qatar se destacaram



'Three studies of Lucian Freud', tríptico de Francis Bacon, foi comercializado por US$ 142,4 milhões: obra mais cara já vendida em leilão 

 O mês de novembro foi de agitação no mercado de arte internacional. A casa de leilões Christie’s vendeu um tríptico do britânico Francis Bacon por US$ 142,4 milhões. Não se sabia quem era o comprador, até que um jornal americano garantiu se tratar da sheika Al-Mayassa, que encabeça a lista dos 100 nomes mais podersos da arte feita pela Art review em outubro. Ela é a idealizadora da Qatar Museum Authority, instituição que pretende construir uma rede de museus equipada com as melhores coleções do mundo árabe. Al-Mayassa também é apontada como a compradora de O jogador de cartas, do francês Paul Cézanne, vendido por US$ 250 milhões. “De qualquer forma, hoje toda grande compra é atribuída ao Qatar”, repara a escritora francesa Judith Benhamou-Huet, autora de As obras de arte mais caras do mundo e O valor da arte.

O Oriente Médio se tornou um território de cobiça para casas de leilões, galeristas e marchands de arte. Com a crise europeia, é das arábias que vêm agora as grandes somas investidas em arte. É um investimento planejado e com objetivos muito claros na maioria das situações. Boa parte desses mecenas são os próprios governantes dos países do Golfo Pérsico, especialmente os Emirados Árabes Unidos, que querem transformar a região em um pólo cultural. Uma filial do Museu do Louvre e outra do Guggenheim estão em construção em Abu Dhabi. A previsão de inauguração foi adiada algumas vezes. Agora, fala-se em 2014 para o Louvre oriental.

No Qatar, a sheika Al-Mayassa toca um projeto que inclui o imenso Museu de Arte Islâmica e um Museu de Arte Moderna. Em Charjah, o emirado mais pobre, a Bienal de Arte de 2009 se dizia a maior do Oriente, mas o evento ficou restrito a duas edições. O emirado mais rico realiza anualmente a Art Dubai, essa sim a maior feira de arte do Oriente Médio. Para alimentar a demanda crescente, a Christie’s abriu escritório em Dubai e a Sotheby’s, em Doha (Qatar).

Confira entrevista com Judith Benhamou-Huet

O que muda nesse cenário do mercado de arte, o que estamos assistindo nesse momento?

Na verdade, não muda nada. O que houve é uma rarefação dos impressionistas e modernos, o quer dizer que os grandes quadros de Van Gogh, de Monet e os grandes quadros cubistas desapareceram. Hoje, eles estão nos museus. Então, em cima de quê os colecionadores vão trabalhar? A pintura antiga é difícil e rara, resta a pintura contemporânea. E na pintura contemporânea, a demanda se exerce em cima das obras já consideradas clássicas, de artistas dos quais se conhece o nível da produção. Warhol morreu em 1987, então podemos incorporar completamente sua obra, sabemos que as obras top do início também são legais. Ao mesmo tempo que há uma demanda de arte, a arte contemporânea está muito na moda e se tornou uma paixão das pessoas muito ricas. Há cada vez mais pessoas milionárias. A China ganhou 18 milionários no ano passado. E depois de comprarem casas, carros e joias, o que mais eles podem comprar? Arte. É um passaporte social. Isso quer dizer que todos os mais ricos concorrem via arte.

E porque o Oriente Médio tem se destacado nas compras?

Hoje há uma competição entre o Qatar e Abu Dabi para criar um hub cultural. O Qatar compra muito mais que Abu Dabi, aliás. Porque em Abu Dabi, eles têm um projeto claro, é o governo quem compra. No Qatar, eles têm uma série de museus que querem construir, mas não revelaram todos os projetos. E o sheik do Qatar, que acabou de se retirar e deixou o lugar para o filho, escreveu uma carta constituinte para os próximos 30 anos na qual diz que a cultura é uma espécie de ponta da lança, uma saída do obscurantismo e uma abertura para o mundo. E a sheika à qual os rumores atribuem a compra do Bacon conhece muito bem a arte contemporânea e é apaixonada por arte, e por uma arte muito midiática. O marido dela também é um grande colecionador. E eles têm um orçamento que ultrapassa tudo que conhecemos. Mas estamos 100% na incerteza quando se trata do que eles possuem ou não possuem, assim como sobre onde estão essas obras.

Você acha que isso pode mudar o pólo cultural do mundo? Qua as pessoas podem viajar a Abu Dabi para ver o Guggenheim ou o Louvre?

Fui várias vezes em Abu Dabi, há uma feira agora lá. Quando eles tiverem coleções excepcionais — porque eles já têm parques de golfe excepcionais, piscinas excepcionais, pistas de corrida excepcionais, praias excepçcionais — não vejo por que não ir para lá.

Com o que resta de disponível de arte histórica no mundo, você acha que é possível fazer uma coleção excepcional?

Claro. Os rumores dizem que foram eles também que comparam o Jogador de cartas, do Cézanne. De qualquer forma, todos os boatos agora dizem que foi o Qatar que comprou quando há um valor muito alto. No início de setembro, houve um quadro de Picasso vendido por US$ 22 milhões e dizem que um artista chinês comprou, mas eu não acredito que o chinês seja o comprador. Os rumores dizem que o Qatar comprou. De qualquer forma, eles hoje fazem exposições excepcionais. E de grande qualidade.

Qual a diferença entre a maneira como o Oriente Médio consome arte e a China?

Hoje não há política de estado de compra de arte na China. O estado chinês encoraja os parceiros privados a comprar arte para que ela não fique no país ou volte para o país. Mas há muitos colecionadores chineses e eles fazem isso com objetivo puro da especulação. Não tem nada a ver com o Oriente Médio. Em contrapartida, o mundo inteiro coleciona arte chinesa já antecipando as compras chinesas. Um chinês (o empresário Wang Jianlin) comprou um Picasso de 1954 por US$ 28 milhões. Eles compram, mas não há uma potência de colecionadores chineses como tem no Oriente Médio. No Qatar, é muito centralizado.

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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Presépio tradicional em cortiça patente na Casa Museu João de Deus


Até ao próximo dia 7 de janeiro, estará patente na Casa Museu João de Deus (CMJD), em São Bartolomeu de Messines, no concelho de Silves, um presépio tradicional em cortiça, da artesã Alzira Cabrita. 

Presépio da artesã silvense Alzira Cabrita


Desde a adoração do menino à chegada dos Reis Magos, passando pela representação de monumentos e cenas do quotidiano, são mais de uma dezena as peças em exposição na obra da artista silvense.

Trata-se de um presépio que foi doado à CMJD há mais de uma década tendo as suas peças sido, em 2010, alvo de restauro por Horário Campos Trindade, antigo colaborador do museu da Cortiça da Fábrica do Inglês, equipamentos atualmente encerrados.

A Casa Museu João de Deus está aberta de segunda a sexta-feira, das 10:00 horas às 13:00 e das 14:30 às 18:30.

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O museu de arte de Detroit já tem um preço final

O baile de casamento, de Brueguel, o Velho, custaria no mercado de arte entre 100 milhões e 200 milhões de dólares (237 milhões e 474 milhões de reais); um autorretrato de Van Gogh alcançaria os 150 milhões de dólares; La Visitación, de Rembrandt, não chegaria aos 90 milhões. 

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'O baile de casamento', de Pieter Bruegel, o Velho. / CORTESÍA DEL DIA



Estes são os três quadros mais valiosos do Instituto de Arte de Detroit (DIA, em suas siglas em inglês) de acordo com a última estimativa que Christie’s realizou nesta semana. 

O escritório responsável de gerenciar a bancarrota da cidade encarregou em meados do ano à casa de leilões que avaliasse parte da coleção do museu para se ter uma ideia aproximada de seu preço caso fosse necessário vender parte de suas obras para fazer frente à falência municipal

O relatório se tornou público na quinta-feira passada e nele há recomendações para incrementar o valor da pinacoteca e garantir sua propriedade. Os responsáveis pelo DIA não estão de acordo com essas propostas e advertiram que usarão todos os mecanismos legais para manter sua coleção íntegra.



A potencial venda de parte das obras do DIA é um dos episódios que geraram mais controvérsia na corrente de polêmicas e reclamações do processo da bancarrota de Detroit, em uma clara amostra da cumplicidade entre arte e política. As quase 150 páginas do relatório de Christie’s unicamente recolhem a valoração de 2.773 peças das 66.000 que integram a coleção do museu, o equivalente a 5%. Trata-se de obras que se adquiriram diretamente com fundos da cidade que são as que que, de acordo com o responsável por administrar a bancarrota, Keyvn Orr, poderiam ser vendidas mais facilmente, já que as demais estão protegidas pelas condições dos contratos de cessão ou de empréstimo de seus titulares.

A casa de leilões estima que a parte da coleção que lhe correspondeu avaliar poderia alcançar entre 454 milhões e os 867 milhões de dólares, no caso de que se vendesse, um preço ligeiramente superior ao que estabeleceu no relatório preliminar que entregou a Orr em dezembro. Muitos credores e especialistas em arte consideram que as quantidades atribuídas estão bastante por abaixo de seu valor real. “É esperado que se tenha essa sensação, mas há que ter em conta que há obras, como a de Bruegel, que não costumam estar no mercado e não há uma possibilidade de comparar ou estabelecer paralelismos com outros preços que possa alcançar peças similares em outros leilões, precisamente porque não costumam incluir nos lotes”, explicaram a este jornal desde Art Media Agency. A taxação de Christie's é um fenômeno inédito, já que muito poucos museus têm estudos sobre quanto custariam suas peças caso fossem postas à venda.




Desde que começou a avaliar a possibilidade de que parte da coleção do DIA se empregasse para fazer frente aos 18.000 milhões de dólares nos que se cifra a dívida de Detroit, a instituição foi muito clara de que vai fazer tudo o que for preciso para que não se venda nenhuma peça. “O DIA considera que a cidade de Detroit e o museu mantêm a coleção em qualidade de um fiel depositário que pertence diretamente a seus cidadãos”, assinalou a galeria de arte em um comunicado. Seus responsáveis advertiram em várias ocasiões de que se desfazer, não só dos 5% avaliados, senão de uma única obra, suporia o fim da instituição.

O DIA também não está de acordo com as cinco medidas propostas por Christie´s para incrementar o valor da coleção e assegurar sua titularidade. As recomendações incluem servir das obras como aval para futuros empréstimos à cidade, arrendar parte das obras a outros museus, criar um fundo que permita a outras pinacotecas alugar ou ceder algumas peças, permitir a instituições ou particulares sem fins lucrativos adquirir as peças para as ceder, de novo, de maneira permanente ao DIA e realizar exposições itinerantes. “Muitas das iniciativas não só reportariam ganhos simbólicas senão que colocariam em sério risco a coleção. A ideia de um fundo jamais se pôs em prática e sofre com condições econômicas”, especifica o museu.

A proteção sobre a coleção do DIA não está muito clara. O promotor geral do Estado de Michigan argumenta que sua venda seria ilegal porque a obra faz parte do patrimônio público da localidade, mas vários juristas asseguram que o responsável por gerenciar a bancarrota sim poderia forçar a venda se se prova que não existem outras alternativas viáveis para fazer frente à dívida.
O DIA e as crises econômicas de Detroit

Esta não é a primeira vez que o DIA se vê ameaçado, contudo. Em seus quase 128 anos de história o museu sofreu a devastação das crises cíclicas da economia de Detroit. A galeria se constituiu como uma entidade privada em 1885 e seus problemas financeiros começaram quase desde o princípio. Em 1893, ao constatar que as doações de particulares não eram suficientes para manter as obras, seus proprietários se viram obrigados a solicitar empréstimos públicos da cidade.

Em 1919, o Instituto de Arte passou, finalmente, para as mãos da prefeitura e a coleção foi cedida para a cidade, financiando-se através de dotações orçamentárias atribuídas a parques e jardins e à polícia. E nas duas décadas seguintes, quando o museu começou a adquirir suas peças mais emblemáticas, quase todas as que foram avaliadas pela Christie's. Durante a Grande Depressão os cidadãos começaram a se questionar se uma cidade podia se permitir ter um museu em plena crise econômica. O declínio de Detroit nos anos 1970 e a inflação galopante provocaram um corte drástico dos fundos destinados à manutenção do DIA.




Em 1975 a deterioração financeira de Detroit obrigou a prefeitura a fechar as portas da pinacoteca durante várias semanas como parte de seu plano de recuperação. No começo dos anos 1990, um novo corte orçamental determinou que o DIA se visse obrigado a fechar várias salas e a adiantar o horário de fechamento. Em 2009, em plena recessão, o museu teve que despedir a mais 50 empregados.

Ainda que em 2012 os cidadãos tenham aprovado a prefeitura a criar um imposto específico para manter o museu, em plena bancarrota, cada vez mais há quem sustente que é uma imoralidade proteger as obras do DIA enquanto as pensões e os serviços públicos básicos da cidade estão por um fio. Quem se opõem à venda, ao contrário, asseguram que o que se obtenha pelas peças não só não mitigará em absoluto o problema do endividamento de Detroit senão que destruirá uma das instituições mais prestigiadas da cidade, debilitando ainda mais, a fragilidade social e econômica do município.


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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Ecomuseu na Ilha de Porto Belo traz história de mamíferos gigantes

Animais eram nativos de SC e do Rio Grande do Sul na Era do Gelo. Mostra conta com originais e réplicas de materiais coletados em pesquisas.


Exposição conta com originais e réplicas da Era do Gelo (Foto: Wagner Mezoni/Univali)

O Ecomuseu da Univali, localizado na Ilha de Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina, abriga diversas exposições permanentes e itinerantes. O local busca divulgar e preservar o patrimônio natural da região. Com 500 metros quadrados, o museu abriga, atualmente, uma exposição dos Gigantes da Era do Gelo, que reúne uma mostra paleontológica sobre os grandes mamíferos que viveram na América do Sul durante a chamada “Era do Gelo”.

Ecomuseu abriga diversas exposições
(Foto: Ecomuseu/Divulgação)

Em destaque estão espécies encontradas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, incluindo as mais conhecidas e curiosas como tigres-dentes-de-sabre, preguiças-gigantes e o mastodonte (elefante primitivo). Ela conta com originais e réplicas de materiais coletados em pesquisas desenvolvidas por profissionais da Univali e parceiras. O grupo já realizou a coleta de mais de quatro mil peças no sul do Rio Grande do Sul por meio de financiamento do Instituto Litoral Sul (ILS) e Instituto Cultural Soto Delatorre (ICSD).

“Queremos implementar o conhecimento sobre a megafauna sul-brasileira por meio do estudo sistemático e paleoecológico, além de gerar uma coleção científica de referência, da qual uma pequena amostra encontra-se exposta”, diz Jules Marcelo Rosa Soto, curador do Ecomuseu Univali (ECOU). Ele relata que, desde 1993, milhares de fósseis foram coletados formando uma das mais expressivas coleções da América do Sul.

Jules explica, ainda, que os fósseis contam a história da migração dos continentes, das mudanças climáticas, das extinções em massa e das modificações ocorridas na fauna e flora ao longo do tempo geológico. “São mais de um bilhão de anos de história da vida na Terra, que só podem ser conhecidos por meios dos restos de animais e vegetais ou evidências de suas atividades que ficaram preservados nas rochas. É isso que torna a paleontologia tão encantadora”, descreve o pesquisador.

A visitação pode ser realizada todos os dias, das 9h até as 17h30. A entrada no Ecomuseu é gratuita, porém, a travessia para a ilha é feita por barcos, mediante pagamento de passagem. O embarque é feito no píer turístico da cidade de Porto Belo. Contato: (47) 3261-1287/3345-2210, com Jules Soto, curador.

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A Associação Transfronteiriça Alcoutim-Sanlúcar (ATAS) foi distinguida pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM), na categoria de Cooperação Internacional, pela organização do 1º Encontro Transfronteiriço de Profissionais de Museologia.

Promovido em 19 e 20 de outubro de 2012, o 1º Encontro Transfronteiriço de Profissionais de Museologia foi organizado em parceria com a Direção Regional de Cultura do Algarve e a Associação de Museografia e Museologia da Andaluzia, com o apoio da Câmara Municipal de Alcoutim.

Segundo a vice-presidente da ATAS e delegada regional da APOM Maria Luísa Francisco, o Encontro Transfronteiriço de Museus em Alcoutim “ajudou a que se desse a conhecer o concelho como destino cultural de riqueza patrimonial” e agora “este prémio faz sentir que valeu a pena o esforço, as reuniões, as deslocações e principalmente a cooperação entre instituições”.

Os prémios da APOM visam “incentivar e premiar a imaginação e a criatividade dos Museólogos portugueses e o seu contributo efetivo na melhoria da qualidade dos museus em Portugal, sendo também uma forma de dar visibilidade ao que de melhor se faz no âmbito da museologia”.

O Município de Alcoutim felicita a ATAS pelo ótimo trabalho de cooperação transfronteiriça, cujas ações estratégicas de desenvolvimento sociocultural têm aproximado cada vez mais as povoações de Alcoutim e Sanlúcar, e manifesta o seu apoio e colaboração aos projetos futuros da associação.

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Museu de Salto passa por processo de regularização

Até o final de 2014, o museu Ettore Liberalesso terá um inventário de todas as suas duas mil peças

Até o final de 2014, o museu Ettore Liberalesso, da cidade de Salto, terá um inventário de todas as suas duas mil peças. A medida - uma exigência de órgãos museológicos como o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) -, para segurança e levantamento histórico, é uma das ações que começaram a ser desenvolvidas este ano, quando o museu passou a existir legalmente, a partir da aprovação de uma lei específica para sua criação, aprovada pelo legislativo da cidade no mês de outubro.

Implantado em 1991, o museu existia na prática, mas não em forma de lei, o que inviabilizava a instituição de receber recursos dos governos estadual e federal. "Em 2009 o Governo Federal tentou organizar toda essa questão dos museus do Brasil, e criou o Estatuto dos museus. Este ano, a presidente baixou um decreto homologando esse estatuto, e reafirmando a importância do Ibram. O estatuto pede para que os museus funcionem da forma mais correta possível, e dentro dessas recomendações está a necessidade da criação institucional do museu, enquanto lei, a formulação de um plano museológico e um inventário das peças, importante para recuperar bens roubados", explica o coordenador do museu, Rafael Barbi.

Tanto a criação em forma de lei, quanto inventário e um plano museológico não existiam no museu de Salto. Por isso, desde meados deste ano até o término de 2014, o foco de trabalho será a regularização da situação do local. "Começamos do zero. E além dessas recomendações também vamos fazer a estruturação do setor educativo, para aproximar o museu dos cidadãos", emenda Rafael.

Além do cumprimento das exigências, a legalização do museu é fundamental para a sua manutenção, pois com uma lei específica é muito mais fácil criar mecanismos de preservação do patrimônio museológico e histórico da cidade e de fiscalização da população sobre o uso e decisões tomadas pelo poder público em relação ao seu patrimônio histórico e cultural.

Na lei aprovada, consta todos os objetivos, e ainda a retomada da ideia de estender as ações de preservação de memória para núcleos externos, como o museu da Memória Operária, museu de Lavras, museu da Estação Ferroviária, painéis do roteiro histórico da cidade e o Circuito da Memória.

Essa concepção permite que as ações não se concentrem apenas na sede do museu, que funciona como uma espécie de introdução à história da cidade, mas que ela se estenda para esses outros pontos históricos. "Esses pontos são prédios, espaços como cemitérios, o grupo escolar mais antigo da cidade... No museu temos cerca de duas mil peças, que falam sobre a importância do rio, as questões geográficas, indígena, a industrialização, os imigrantes, a religião... Para cada assunto, tem peças que remetem a esse período da cidade", defende o coordenador.



O museu de Salto fica na rua José Galvão, 104, Centro. A visitação é gratuita e pode ser feita de terça a domingo, das 9h às 17h.

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A figura de Chico Mendes é "peça" de museu em Xapuri.

Três instituições culturais foram abertas para mostrar a história do ambientalista, nascido em 1944 num seringal do município. O Museu do Xapury, dedicado ao ciclo da borracha, que ostenta uma estátua em tamanho natural dele, funciona no antigo prédio da prefeitura. 

A Casa Chico Mendes guarda móveis e livros. A toalha ensanguentada e os prêmios internacionais estão expostos na Fundação Chico Mendes. 

"Essas meninas que trabalham no museu dizem aos visitantes que a terra do Chico é uma lindeza. Que lindeza vocês estão vendo? Hoje, só tem briga e disputa de poder", diz o seringueiro aposentado Luiz Targino de Oliveira. / L.N.

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sábado, 21 de dezembro de 2013

Museu do Seminário de Corupá é revitalizado

Espaço abre nova exposição, que contempla os mais de 50 anos de história da instituição. Visitação pode ser feita aos domingos, das 11 às 17 horas

Museu do Seminário de Corupá é revitalizado Germano Rorato/Agencia RBS
Coordenadora Roseli Siewert (E) e a monitora Joice Jablonski trabalham na catalogação de materiaisFoto: Germano Rorato / Agencia RBS
As paredes do Seminário Sagrado Coração de Jesus, em Corupá, escondem segredos. Ou escondiam: parte desse material está à disposição do público desde novembro, com a nova requalificação do Museu do Seminário. O espaço, antes dedicado quase que exclusivamente ao vasto acervo de taxidermia do Irmão Luiz Godofredo Gartner, agora contempla os mais de 50 anos de história da instituição, propondo um passeio desde sua formação até os dias atuais.

O projeto era um desejo antigo da coordenadora Roseli Siewert, e começou a tomar forma em maio deste ano.

— Havia muito material armazenado na sala superior, sem os visitantes poderem ter acesso — lembra.

As cerca de dez mil peças, entre animais empalhados, arte sacra, minerais, miniaturas, coleção de moedas, discos de vinil e cédulas, entre outra infinidade de itens, aos poucos, foram sendo catalogadas e organizadas.

Muito do acervo histórico agora compõe as quatro novas salas expositivas do museu. A primeira, como explica a monitora Joice Jablonski, tem como tema a fundação da Congregação do Sagrado Coração de Jesus e a criação do Seminário em Brusque pelo padre Leão Dehon. Na sequência, a transferência para Corupá, em 1932, a construção da edificação histórica e as constantes ampliações do espaço.

Na terceira sala, completa Joice, há coleção de itens que remetem ao trabalho educacional da então Escola Apostólica, desde móveis até materiais didáticos e pedagógicos como microscópios e livros. Por fim, a exposição chega ao Recanto de Paz que é hoje o Seminário, com coleções de miniaturas. 

— É uma parte daquilo que o museu tinha e os visitantes não conheciam –  pontua a monitora.

Todos os animais empalhados foram agora para o segundo piso. É a forma de manter vivo o dom de Irmão Gartner, que aprendeu sozinho o processo de conservação de animais e contou com a ajuda de pais de seminaristas para montar um rico acervo.

A visitação no Museu do Seminário acontece aos domingos, das 11 às 17 horas, com ingressos custando R$ 5. Durante a semana deve ser feito agendamento antecipado pelo telefone (47) 3375-2083 ou no e-mail museu@seminariodecorupa.com.br


Muito mais material para mostrar aos visitantes
As novas áreas expositivas mostram apenas um pouco da riqueza histórica do Museu do Seminário. Acima da sala de taxidermia, a coordenadora Roseli Siewert e a monitora Joice Jablonski trabalham diariamente na catalogação de materiais que vão desde imagens sacras passando por instrumentos musicais, partituras, fitas cassete até registros em vídeo gravados em Super 8.

— A continuidade do projeto prevê que essas peças também venham a público e possam servir a pesquisadores interessados — ressalta a coordenadora.

Muito deste acervo servirá para as aulas práticas de Museologia, que o Seminário oferecerá quinzenalmente entre maio e junho de 2014. Com módulos de gestão de acervo museológicos, conservação, ação cultural e expografia, o curso de extensão é aberto ao público, com inscrições entre 17 a 20 de dezembro e 13 a 31 de janeiro. Outras informações no telefone do Museu ou pelo e-mail museologiafsl@gmail.com

Organização de encontro museológico distinguida por associação do setor - ( .pt )

Três instituições foram distinguidas pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM), na categoria de «Cooperação Internacional», pela organização, em outubro passado, em Alcoutim, do 1.º Encontro Transfronteiriço de Profissionais de Museologia.

O 1.º Encontro Transfronteiriço de Profissionais de Museologia foi organizado em parceria entre a Associação Transfronteiriça Alcoutim-Sanlúcar, pela direção regional de Cultura do Algarve e pela Associação de Museografia e Museologia da Andaluzia, com o apoio da Câmara Municipal de Alcoutim.

Segundo a vice-presidente da ATAS e delegada regional da APOM, Maria Luísa Francisco, o Encontro Transfronteiriço de Museus em Alcoutim “ajudou a que se desse a conhecer o concelho como destino cultural de riqueza patrimonial”.

Agora, este prémio “faz sentir que valeu a pena o esforço, as reuniões, as deslocações e principalmente a cooperação entre instituições”, acrescentou.

O município de Alcoutim felicita a ATAS pelo ótimo trabalho de cooperação transfronteiriça, cujas ações estratégicas de desenvolvimento sociocultural têm aproximado cada vez mais as povoações de Alcoutim e Sanlúcar, e manifesta o seu apoio e colaboração aos projetos futuros da associação.

Em relação ao Algarve, os prémios da APOM distinguiram ainda o jornal Sul Informação, na categoria de «Melhor Trabalho Jornalístico/Media», e a investigadora Helena Correia, cuja tese de mestrado lhe valeu uma menção honrosa na categoria «Melhor Estudo sobre Museologia».

Estes galardões visam “incentivar e premiar a imaginação e a criatividade dos museólogos portugueses e o seu contributo efetivo na melhoria da qualidade dos museus em Portugal, sendo também uma forma de dar visibilidade ao que de melhor se faz no âmbito da museologia”.

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O Museu de Biologia Professor Mello Leitão será transformado no Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA).

Criação de Instituto da Mata Atlântica é finalmente aprovado no Senado
Matéria que transfere a gestão do Museu Mello Leitão para o MCTI agora depende de sanção presidencial

O Museu de Biologia Professor Mello Leitão será transformado no Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA). O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 55/2013 foi finalmente aprovado, em regime de urgência, no Plenário do Senado nessa terça-feira (17). Agora, o projeto segue para a sanção presidencial, após já ter passado pela Câmara dos Deputados.

O requerimento de urgência aprovado pelo colegiado é de autoria do senador Ricardo Ferraço (PMDB), que também foi relator da matéria na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) e apresentou relatório favorável ao projeto, sem emendas. No mês passado, o PLC foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJ) e na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), com relatoria favorável da senadora Ana Rita (PT). 
 
O PLC altera o nome e a estrutura do Museu de Biologia Professor Mello Leitão, localizado em Santa Teresa (região serrana), que passa a se chamar Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) e deixa, assim, a atual estrutura do Ministério da Cultura (MinC), para ser gerido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O projeto também cria o Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste, o Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal e o Instituto Nacional de Águas. Além disso, o texto também prevê a criação de 83 cargos comissionados. O impacto anual no orçamento com o pagamento de pessoal, como informa a Agência Senado, será de R$ 5,3 milhões.
 
Há anos o Museu Mello Leitão passa por uma fase de carência de material de estudos e de pessoal. Os investimentos federais ainda não podiam ser feitos pelo MCTI e não eram feitos pelo MinC, já que o trabalho passaria para as mãos de outro ministério. O apoio que a área de museu recebe do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em nível de pessoal, se resume ao trabalho de dois estagiários de graduação, que podem se manter por no máximo dois anos na atividade. Segundo a Associação de Amigos do Museu de Biologia Mello Leitão (Sambio), tradicionalmente, em outros museus e instituições que possuem Coleções Biológicas, existe uma estrutura de pelo menos um curador de cada grupo biológico, com nível em geral de doutorado, que é responsável pelo desenvolvimento da coleção e pesquisas relacionadas, além de alguns técnicos e pesquisadores.
 
Em outubro, durante uma reunião no MCTI, o secretário executivo do órgão, Luiz Antônio Rodrigues Elias, garantiu empenho do ministério em montar um grupo de trabalho para a implementação do Instituto e, além disso, afirmou que em 2014 haverá recursos financeiros disponíveis para o futuro INMA. 
 
O Mello Leitão foi criado em 1949 pelo naturalista Augusto Ruschi (1915-1986), que recebeu do Congresso Nacional, em 1994, o título de “Patrono da Ecologia do Brasil”. A instituição, que desenvolve trabalhos com foco na biodiversidade da Mata Atlântica do Estado e voltados para educação e difusão científica na área de biodiversidade e na área de pesquisa e investigação científica, é uma das principais do país ligadas ao patrimônio natural.

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Ano do Catar no Brasil destacará cultura e esportes


Iniciativa da Autoridade de Museus do Catar trará ao País, em 2014, mostras de cinema, exposições esportivas e de arte, além de exibição de pérolas naturais. Atividades acontecerão em várias cidades.

São Paulo – Escolhido para ser o Ano do Catar no Brasil, 2014 abrigará diversos eventos para promover a cultura do país árabe por aqui. A iniciativa foi anunciada na quarta-feira (18), em Brasília, na presença de representantes governamentais das duas nações.



Alhayki: cultura e esporte aproximam países

“A ação de divulgar a cultura do Catar para países amigos é uma iniciativa da sheikha Maysa Bint Hamad Al Thani, presidente da Autoridade de Museus do Catar. É ela quem está liderando a iniciativa de criar pontes com outras culturas”, conta Mohamed Alhayki, embaixador do Catar em Brasília.

O Brasil é o terceiro país selecionado para sediar um ano cultural dedicado ao Catar. As ações começaram em 2012, com o Japão, e seguiram este ano, no Reino Unido. “Foi um grande sucesso e decidimos estender para o Brasil”, relata Alhayki.

Entre as atividades que serão realizadas no país estão apresentações musicais, mostras de cinema e uma exibição dos esportes do Catar. “E o que é mais importante: a exibição em São Paulo de pérolas naturais”, destaca o embaixador. Ele explica que, antes da descoberta do petróleo em seu país, a economia local dependia do comércio das pérolas. Assim, no próximo ano, os brasileiros poderão ver algumas das joias que já foram a base financeira do país do Golfo.

As ações do Ano do Catar no Brasil acontecerão em diversas cidades, entre elas Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e João Pessoa. A realização destas atividades no país deverão ter o apoio do Ministério dos Esportes e do Ministério da Cultura brasileiro. O acerto para que o evento acontecesse aqui foi realizado com o Itamaraty.

O anúncio feito na quarta aconteceu durante a festa de comemoração do Dia Nacional do Catar, que se celebra em 18 de dezembro. Na ocasião, discursaram o embaixador Alhayki e a representante da Autoridade de Museus do Catar, Rafah Barakat. O subsecretário-geral político para África e Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, representou o governo brasileiro no evento.

Em 27 de janeiro de 2014, haverá o lançamento oficial do Ano do Catar no Brasil no Museu de Arte Islâmica, de Doha. “Acho que vai ser um evento muito grande”, avalia Alhayki sobre o ano cultural. “O esporte e a cultura são uma das principais pontes para aproximar dois países e fortalecer o relacionamento”, completa.


fonte: Aurea Santos
aurea.santos@anba.com.br

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Museu Ferroviário de Bauru recebe exposição de telas de Vivaldo Pitta

Mostra é aberta ao público de segunda-feira à sábado.
Obras retraram a ferrovia na região Centro-Oeste Paulista.


O Museu Ferroviário Regional de Bauru (SP) está com nova exposição de telas sobre ferrovia.

A exposição é composta por 10 telas do pintor Vivaldo Pitta, que fazem parte do acervo do Museu.

Vivaldo Pitta, que morreu em 2011, foi um dos restauradores da história e memória ferroviária em Bauru e região. Foi fotógrafo, pintor, historiador, memorialista e criador do Museu Municipal de Avaí Francisco Pitta.

A exposição fica aberta ao público até janeiro, de terça à sexta-feira, das 8h30 às 12h e das 13h30 às 17h, e aos sábado das 8h30 às 13h30. O Museu Ferroviário Regional fica na Rua Primeiro de Agosto, s/n, Centro, telefone (14) 3212 8262.

fonte:

http://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2013/12/museu-ferroviario-de-bauru-recebe-exposicao-de-telas-de-vivaldo-pitta.html





Exposição traz obras que retratam a ferrovia em
Bauru (Foto: Divulgação / Priscila Medeiros)

Museu de Arte Antiga compra em Londres uma peça “ímpar” resgatada aos escombros de 1755



Baixo-relevo de cerca de 1575 retrata o teólogo Diogo de Paiva de Andrade e foi adquirido por 43 mil euros, anunciou esta sexta-feira a Direcção-Geral do Património Cultural.

Não se sabe quem a terá resgatado intacta às ruínas da Capela de S. Nicolau de Tolentino, da Igreja do Convento da Graça, de Lisboa, depois do terramoto de 1 de Novembro de 1755. Sabe-se apenas que em algum momento depois esta peça “ímpar” entrou para a colecção de Sebastião José de Carvalho e Mello, Marquês de Pombal. Terá estado com os seus herdeiros até em 1997 surgir pela primeira vez no mercado. Agora, 16 anos volvidos, o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) conseguiu adquirir este baixo-relevo datado de cerca de 1575 e que retrata Diogo de Paiva de Andrade, um dos mais importantes teólogos portugueses.

A obra, um medalhão em bronze com 33 centímetros de diâmetro, posteriormente emoldurado e com uma base em mármore, chegou esta quarta-feira ao MNAA, onde integrará as colecções de escultura.

“Já na época do Marquês de Pombal se percebeu a importância histórica deste medalhão”, explica Anísio Franco, conservador de escultura e vidros do museu. Também especialista em leilões, Anísio Franco chama a atenção para uma segunda placa aplicada no século XVIII ao reverso do medalhão quinhentista. Nessa segunda placa, uma longa inscrição em latim explica vários aspectos da memória transportada pela peça em que o rosto de Diogo de Paiva de Andrade ficou gravado num retrato lateral, feito na tradição renascentista das peças “ao romano” com que mais de um século antes, em Itália, se tinham começado a celebrar os grandes heróis antigos e contemporâneos.

A inscrição setecentista estabelece, por um lado, os principais dados biográficos de Paiva de Andrade, contemporâneo de D. Sebastião e o mais importante agostinho do reino, participante, aos 33 anos, no Concílio de Trento, considerado um dos três concílios fundamentais da Igreja Católica. Por outro lado, a inscrição fala do processo de achamento do próprio medalhão, contando como “foi recuperado intacto das ruínas” da capela onde o teólogo foi enterrado em 1575 e como a peça foi depois “esquecida até ao momento em que (…) Sebastião José de Carvalho e Mello (…) corrigiu esta negligência”, fazendo com que a memória de Paiva de Andrade “fosse protegida da devastação do tempo”.

“A inscrição demonstra que havia já, nitidamente, uma vontade de preservação de memória”, sublinha Anísio Franco. Uma vontade que se liga hoje tanto à importância da personagem retratada quanto às características formais da própria peça e ao seu percurso histórico.

Com dimensões que ultrapassam em muito a medalhística no sentido em que hoje estamos habituados a pensá-la, não se conhece, em Portugal, outra peça semelhante. “Tem alguma raridade, mesmo considerando a produção internacional”, diz Maria João Vilhena de Carvalho, também conservadora de escultura do MNAA.

“No contexto das obras do museu é ímpar. Não temos nenhuma que se possa assemelhar a esta”, refere a especialista, apontando exemplos de produção internacional em quase todos os grandes museus do mundo, instituições como o Victoria & Albert, de Londres, ou o Kunsthistorisches Museum, de Viena.

Um feliz achado
Só agora, com a entrada nos acervos do MNAA, começará o estudo aprofundado deste medalhão. Até aqui desconhece-se, por exemplo, a sua autoria. No entanto, segundo Maria João Vilhena de Carvalho, a sua produção é “provavelmente” nacional, eventualmente por influência de – ou executada por – algum artista italiano a trabalhar, à época, no reino.

Não se sabe também de quem terá partido a encomenda. Outras peças internacionais semelhantes serviam, na maior parte dos casos, como presentes de aparato – ofertas, por exemplo, entre príncipes. O medalhão português “terá sido pensado para uma parede ou mesmo para o túmulo” de Paiva de Andrade, explica ainda Maria João Vilhena de Carvalho.

Depois de por volta de 1438 Pisanello ter cunhado a medalha comemorativa normalmente considerada como a cabeça de série renascentista desta forma de difusão do retrato – com o busto de João VIII, penúltimo imperador bizantino, por ocasião de uma sua visita a Itália –, muitos dos mais importantes artistas do período deixaram peças deste tipo. No entanto, a importância para Portugal do medalhão dedicado a Paiva de Andrade foi evidente para o conhecido comerciante de arte londrino Rainer Zietz.

Anísio Franco conta que o marchand entrou pela primeira vez em contacto com o MNAA em 2005, oito anos depois de a peça ter aparecido pela primeira vez no mercado, num leilão da Christie’s de Londres, onde foi vendida por mais de 16.500 libras (20 mil euros, ao câmbio actual). Nesse primeiro contacto, quando os especialistas do MNAA primeiro tomaram conhecimento da peça, Zietz propunha ao museu uma compra no valor de 150 mil euros – mais de sete vezes o valor por que a obra tinha antes ido à praça. Ainda assim, o museu entendeu que a aquisição devia ser feita. O parecer enviado à tutela acabou, no entanto, na altura, por não ter seguimento. Entretanto, já em Julho deste ano, a peça voltou ao mercado, desta vez através da Sotheby’s. E com uma expectativa de venda inferior: entre as 40 mil e as 60 mil libras (aproximadamente 48 mil e 72 mil euros).

Não suscitando interesse, a peça, que compunha o lote 81, acabou por ser retirada sem licitações – o que permitiu ao MNAA fazer uma proposta de aquisição mais vantajosa: 36 mil libras (43 mil euros).

Os valores inicialmente propostos por Zietz eram “equivalentes aos [de obras semelhantes] do mercado internacional”, explica Anísio Franco. O especialista aponta, contudo, o que o proprietário acabou por perceber: que “esta peça só interessa realmente ao mercado português”. Depois, o marchand teve ainda que considerar o actual contexto nacional: “Nas circunstâncias actuais, o proprietário percebeu que o valor de 2005 seria impossível.”

“Acaba por ser um achado, um feliz achado”, conclui Maria João Vilhena de Carvalho.

Foi uma de apenas duas aquisições que o MNAA, o mais importante museu nacional, fez em 2013, juntando-se a uma peça de joalharia da Colecção António Barreto.




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