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quarta-feira, 27 de março de 2013

Obama visita Museu do Holocausto


Presidente afirmou que criação de Israel não foi produto do Holocausto. Na véspera, ele defendeu solução de dois Estados na região.

 

O presidente dos Estados Unidos,Barack Obama, disse nesta sexta-feira (22) que a criação do Estado de Israel em 1948 não foi produto do Holocausto, afirmação que os líderes israelenses esperavam há quatro anos.
"O Estado de Israel não foi criado devido ao Holocausto", avaliou Obama ao concluir uma visita ao Museu Yad Vashem, que guarda a lembrança dos seis milhões de judeus que morreram nas mãos dos nazistas antes e durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A afirmação, a princípio irrelevante, era esperada pelo governo israelense desde 4 de junho de 2009, quando em um discurso no Cairo Obama estabeleceu uma relação direta entre ambos os episódios históricos.
O comentário, à época, indignou autoridades de Israel, para quem a afirmação parecia respaldar a tese palestina de que os judeus estão em uma terra que não lhes pertence e com a qual não têm nenhum vínculo histórico.
A conclusão retiraria o direito de existência de Israel como estado judeu.
O presidente dos EUA, Barack Obama, visita o Museu do Holocausto nesta sexta-feira (12) (Foto: AFP)O presidente dos EUA, Barack Obama, visita o Museu do Holocausto nesta sexta-feira (12) (Foto: AFP)
Obama afirmou hoje que "um Israel forte" é o que garante precisamente que "não se produzirá outro Holocausto". Em sua primeira visita ao museu como presidente, sua segunda em caráter pessoal, o presidente ressaltou que o anti-semitismo e o racismo em geral "não têm cabimento no mundo", porque "nossos filhos não nasceram para odiar".
"Aqui lembramos não só a maldade que pode chegar o ser humano, mas também sua bondade, como daqueles que não ficaram à margem (e salvaram judeus)", disse sobre a instituição.
"É um relato da atrocidade, mas também um lugar de inspiração", observou ao final de sua visita.
Acompanhado pelo presidente israelense, Shimon Peres, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Obama começou o percurso na Sala dos Nomes, um espaço circular coberto que em suas paredes têm fotografias e biografias de vítimas do Holocausto.
Obama, que na véspera foi condecorado por Israel com sua máxima distinção, a medalha presidencial, visitou antes os túmulos do ideólogo do Estado judeu, Teodoro Herzl, e do primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin, assassinado em 1995, situados em uma colina em frente ao Museu Yad Vashem.
O presidente americano embarca ainda na sexta-feira para a Jordânia, onde discutirá com o rei Abdullah, aliado dos EUA, problemas como a guerra civil da vizinha Síria e a dificuldade na retomada do processo de paz entre israelenses e palestinos.
Durante sua visita, Obama buscou tranquilizar o público israelense sobre o apoio dos EUA ao país, num momento de crescente tensão por causa do programa nuclear iraniano e da guerra na Síria.
Mas, em um discurso na quarta-feira, ele também disse que os israelenses deveriam pressionar seus líderes a assumirem riscos e buscarem a paz com os palestinos. Pediu à sua plateia de estudantes universitários que se colocasse no lugar dos vizinhos sob ocupação.
Na quinta-feira, Obama visitou a Cisjordânia, onde teve recepção menos calorosa do que em Israel.

fonte:
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/03/estado-de-israel-nao-e-produto-do-holocausto-afirma-obama.html

 

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