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domingo, 6 de janeiro de 2013

Sesc Santo André tem shows de mágica




Quem visitar o Sesc Santo André (Rua Tamarutaca, 302, tel.: 4469-1200) nas férias vai curtir a programação especial e gratuita Num Passe de Mágica!, que traz espetáculos com importantes ilusionistas brasileiros. Hoje, às 16h, o mágico Rokan e a assistente Ranny apresentam Abracadabra - A Vida é Mágica, no qual a plateia é convidada a participar dos números.

Aos sábados, às 11h, um ilusionista apresenta truques pertinho do público em diferentes espaços da unidade. Alguns usam até objetos pessoais dos espectadores para realizá-los. A partir do dia 13, sempre aos domingos, às 11h, acontece workshop em que os participantes aprendem técnicas básicas de mágica. A inscrição é feita no local 30 minutos antes; as vagas são limitadas.


fonte:  Diário do Grande ABC
http://www.dgabc.com.br/News/6001388/sesc-santo-andre-tem-shows-de-magica.aspx

Prêmio de Modernização dos Museus



Ibram/MinC recebe inscrições para 2ª edição da premiação, até 24 de janeiro
O Ministério da Cultura (MinC) está com inscrições abertas para a 2ª Edição do Prêmio de Modernização de Museus – Microprojetos. A premiação é realizada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) e tem como objetivo o fomento e  o desenvolvimento de ações destinadas à preservação e difusão do patrimônio museológico. Serão distribuídos 50 prêmios no valor total de R$ 1,21 milhão.
O edital contemplará iniciativas voltadas à preservação do patrimônio museológico, implementadas por instituições museológicas ou mantenedores de museus constituídos como pessoas jurídicas de direito público e pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos, com finalidade cultural. Os interessados podem se inscrever até o dia 24 de janeiro, de forma gratuita, por meio do sistema SalicWeb disponível nos sites do MinC (www.cultura.gov.br ) e do Ibram (www.museus.gov.br ).
A premiação será distribuída em quatro categorias e os participantes devem apresentar Plano de Trabalho para a utilização dos recursos. Além do Plano de Trabalho, no ato da inscrição, deverão ser enviados descrição da iniciativa; cópias de documentos do responsável legal pela instituição; declarações que estão anexas ao edital; dentre outros documentos.
As iniciativas que forem admitidas serão selecionadas por uma comissão, presidida por servidor do Ibram e composta por no mínimo três profissionais de notório saber e de reconhecida atuação na área cultural.
Confira o edital e acesse o manual para inscrição no site do Ibram
(Texto: Lara Aliano, Ascom/MinC)

Museus de papel

"A descrição sem imagem vira mera declamação." Datada de 1779, a frase é do professor Christian Gottlob Heyne, especialista em filologia clássica e, desde 1767, responsável pelo primeiro curso de arqueologia da Universidade de Göttingen. Com simplicidade programática, a afirmação resume um manifesto de longo alcance. No século 18 já não se podia enunciar um julgamento artístico nem demonstrá-lo sem o fundamentar em exame visual das obras em análise. Assegurava-se o princípio básico dos métodos científicos de pesquisa e de classificação.
A atitude teórica de Heyne - tornar o saber humano visível graças à ajuda de bem organizado banco de dados - é posta em prática pela estudiosa francesa Elisabeth Décultot. Ela somou o esforço da Biblioteca Nacional de Paris ao do Museu do Louvre a fim de narrar - com imagens gravadas e/ou impressas - a pré-história dos museus públicos. Foi curadora da exposição Musées de Papier - l’Antiquité en Livres (1600-1800), cujo belo, rico e indispensável catálogo se encontra à venda nas boas livrarias. Dele consta ainda um excelente ensaio de Valentin Kockel, Métodos e Modos de Reprodução da Arte e da Arquitetura Clássicas no Século 18.
Se lida retrospectivamente, a afirmação de Heyne destaca o trabalho pioneiro de coleção e de reprodução de imagens levado a cabo pelo antiquário e mecenas italiano Cassiano dal Pozzo (1588-1657). E recupera a importância revolucionária de Cassiano, alicerce na criação da história da arte e da arqueologia como disciplinas acadêmicas. Ao lado do irmão Carlo Antonio, Cassiano dal Pozzo foi o responsável pela circulação em escala europeia de uma história da arte e da ciência narrada pela imagem e não mais só pela palavra.
Séculos antes da descoberta da fotografia, do projeto Mnemosyne, de Aby Warburg, e do Museu imaginário, de André Malraux, o industrioso romano tornou o conhecimento disciplinar da arte e da ciência tributário da alta qualidade das reproduções da Antiguidade, reproduções produzidas sob a forma de desenhos, aquarelas, gravuras, etc. Para conhecer as obras, não era indispensável viajar até as fontes geográficas do saber. Elas viajavam em papel.
Na primeira metade do século 17, os irmãos Dal Pozzo entregaram aos estudiosos europeus as mais de 7 mil planchas que compõem o Museo Cartaceo (Museu de Papel). Objeto híbrido, o Museo Cartaceo concilia imagem e texto, arte e ciência, livro e coleção, já que representa o intento de exteriorizar visualmente todo o conhecimento humano na época em que a invenção e o uso do microscópio e do telescópio são associados às escavações de catacumbas e à descoberta do Novo Mundo com sua fauna e flora desconhecida.
O Museo Cartaceo documenta a arqueologia, a geologia e a arte antiga, a botânica, a ornitologia e a zoologia. E abre espaço para uma sucessão infindável de livros que o complementam e o atualizam. Planchas e mais planchas reproduzirão os primórdios do cristianismo, a produção da Idade Média e anunciarão os primeiros achados etruscos. As planchas dos irmãos Dal Pozzo são hoje accessíveis a toda biblioteca digna do nome (será que existe alguma no Brasil atual?) graças à diligência da Royal Collection (Londres), que as reproduz em livros e os distribui em duas séries de volumes, Antiquities and Architecture Natural History(www.licosa.com/editori/brepols/Cassiano_prospectus.pdf).
À época de Luís XIV, quando as duas Academias Reais da França - a das Artes e a das Ciências - se deram as mãos, a dimensão enciclopédica do Museo Cartaceo foi ampliada. As gravuras de edifícios ou de esculturas, assim como os desenhos de animais e de plantas seguem um novo esquema de apresentação. Dividida em duas partes, cada plancha distingue dois níveis de conhecimento: a parte inferior propõe uma imagem accessível ao leigo (cena de monumento ou de animal no seu próprio ambiente), enquanto a parte superior representa uma forma de saber especializado ou científico (planta arquitetônica de um templo ou o resultado de uma dissecação anatômica).
Às planchas dadas à luz por Cassiano vão suceder as dactiliotecas, que são armários (cabinets) com formato de livro encadernado. Nas gavetas duma dactilioteca colecionavam-se e se expunham pedras gravadas que reproduziam obras notáveis da antiguidade. A mais conhecida e viajada delas é a de Philipp Daniel Lippert (1753), de que se serviram com proveito tanto Goethe (1749-1832) quanto o próprio Heyne, mencionado acima. Sucedem-se ainda as maquetes em cortiça de monumentos clássicos. Justifica-se a preferência pela casca do sobreiro: a cortiça transmite melhor a grandiosidade em ruína que o gesso alvo e liso. Bom exemplo é a maquete em cortiça do templo circular Vesta, em Tivoli.
Ao mesmo tempo em que recuperava o passado recente, a afirmação de Heyne anunciava a vida curta do museu de papel - do livro como lugar privilegiado de coleção e de exibição a todo e qualquer interessado do saber universal. A partir de meados do século 18, as capitais do Ocidente passam a ostentar um edifício público qualificado de Museu. Nele são apresentados os grandes acervos de cada nação.
Na Itália, onde a herança da Antiguidade sobressai na associação dos mercadores e banqueiros com o poder eclesiástico, surgem coleções particulares notáveis, como a que nasce, no século 15, das mãos de Cosme de Médici em Florença. A coleção de Cosme foi desenvolvida pelos seus descendentes até ser requisitada pelo Estado em 1743. Era do interesse que ela se tornasse acessível "ao povo da Toscana e de todas as nações". Fundava-se em Roma o Museu Capitolino. Seguiu-se a inauguração do Museu Britânico em Londres (1759) e do Museu do Louvre em Paris (1793). Em 1818, no Campo de Sant’Anna carioca, abriu-se ao público o Museu Real, hoje Nacional. 

fonte:
http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,museus-de-papel,980773,0.htm

Exposições do Museu da Amazônia atraem mais de 30 mil visitantes em 2012



Jovens e crianças lideram as visitas ao museu. Nos finais de semana, a frequência se estende para grupos sociais.


MANAUS – Cerca de 30 mil visitantes passaram pelo Museu Vivo, do Museu da Amazônia (Musa), durante o ano de 2012. Apenas nas exposições ‘Peixe e Gente’ e ‘Sapos, Peixes e Mustos – a vida entre a terra e a água na Reserva Ducke’ atraiu mais de mil pessoas. O público foi recebido pela  equipe formada por 17 monitores das áreas de Biologia, Ciências Naturais, Turismo, Engenharia  Florestal e Psicologia.
Geralmente, durante a semana, são os jovens e as crianças que costumam visitar o museu. Nos finais de semana, a frequência se estende para grupos sociais, como hip hop, capoeiristas e desbravadores. Além desses, a comunidade do entorno tem visitado o museu frequentemente, o que demonstra que o trabalho realizado pelo Musa também tem despertado a atenção da população local.
Foto: Divulgação/Musa
Foto: Divulgação/Musa
Durante a semana, o público foi de estudantes da rede municipal, estadual e particular de ensino, algumas previamente agendadas junto à coordenação do Musa, no Jardim Botânico. Já nos finais de semana, o público foi mais variado, e o JB, como de costume, recebeu um público maior, formado por moradores de Manaus e turistas nacionais e estrangeiros.
As armadilhas utilizadas pelos índios no Alto Rio Negro, especialmente no Tiquié, algumas das quais confeccionadas no próprio local da exposição pelos artesãos que vieram especialmente para esta finalidade, foram as mais visitadas: caiás, cacuris, jequis variados, imirõ (cacuri portátil), matapis, esteiras, puçás, entre outros dispositivos utilizados na captura dos peixes.
Além das armadilhas, os visitantes apreciaram os aquários, com espécies de peixes pulmonados, a cozinha indígena, com peças de cerâmica (panelas, camotis, pratos fornos e potes usados para diversas finalidades), além de painéis e totens sobre a diversidade de sapos,  e outros que contam a evolução das plantas e animais da água para a terra.
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Museu judaico na Áustria pode abrigar obras roubadas por nazistas















Programa de triagem identificou 900 livros e 500 obras de origem incerta.
Museu contratou cientista para checar procedência de objetos, diz jornal.


O Museu Judaico de Viena, na Áustria, mantém centenas de obras de arte e livros que podem ter sido adquiridos anos depois de haverem sido roubados pelos nazistas, informou o jornal "Der Standard" neste sábado (5).
Um programa de triagem, iniciado em 2007, anos depois de outros museus austríacos começarem a vasculhar suas coleções em busca de obras retiradas de seus legítimos proprietários, concluiu que cerca de 500 obras de arte e 900 livros são de origem incerta ou duvidosa, afirma o periódico.

Em especial foram mencionados quadros de Jehudo Epstein. O artista, quando estava no exterior, em 1936, deixou 172 obras sob custódia do empresário Bernhard Altmann. O industrial fugiu do país em 1938, quando a Alemanha nazista anexou a Áustria, e sua fábrica foi anexada pelo regime de Hitler.

De acordo com o jornal, a viúva de Epstein, que morreu na África do Sul, em 1945, tentou em vão rastrear as pinturas após 1947, algumas das quais foram posteriormente vendidas em leilões tradicionais da Áustria.
Várias obras são agora parte da coleção do Museu Judaico, disse o "Der Standard", citando informações obtidas do museu depois de muitos pedidos.
O jornal menciona Danielle Spera, que se tornou diretora do museu em 2010. Ela diz que, apesar de limitações financeiras, o museu contratou pela primeira vez, em dezembro de 2011, um pesquisador para verificar a procedência de suas obras de arte.
"Tudo o que foi adquirido ilegalmente deve ser devolvido. Não haverá nenhuma hesitação quanto a isso", declarou Danielle "Der Standard".
O jornal afirmou que os líderes da comunidade judaica da Áustria, cujas coleções estão em empréstimo permanente ao museu, aprovaram em outubro do ano passado a devolução para os herdeiros de Epstein a pintura que o artista chamou de "Paisagem Italiana" (Italienische Landschaft, em alemão), e um trabalho localizado em outro museu.
O Museu Judaico pemanece fechado aos sábados e ninguém pode ser encontrado para comentar o assunto.
A instituição contém ainda a própria coleção da comunidade judaica, legada em 1992, uma coleção de Max Berger comprada pela cidade em 1988, a coleção Sussmann, emprestada desde 1992, e doações de uma coleção de Martin Schlaff, entre outras obras.
Outros museus austríacos já tiveram de lidar com a questão da devolução aos legítimos proprietários de obras de arte saqueadas durante o regime nazista.
*Com informações da Reuters






Objetos exibidos no Museu Judaico de Viena, na Áustria (Foto: Divulgação/Klaus Pichler/Jewish Museum Vienna)