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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Programa de Fomento Ibram 2012: quatro editais ainda recebem inscrições




Memória social e do esporte, construção e modernização de museus: quatro dos editais lançados como parte do Programa de Fomento Ibram 2012, com oportunidades de financiamento para iniciativas diversas na área museológica, ainda recebem inscrições.

Voltado para ações de reforma, reaparalhamento, modernização e adaptação de museus, preservação e digitalização de acervos e capacitação de funcionários e gestores, entre outras, o edital Modernização de Museus – Microprojetos recebe inscrições até o próximo dia 24. Serão distribuídos 50 prêmios em quatro categorias, no valor total de R$ 1,2 milhão.

Uma semana depois, encerra-se o prazo de inscrição para o Prêmio Ibram Memórias Brasileiras, que vai selecionar e premiar dez iniciativas de preservação da memória brasileira, com ênfase nos movimentos sociais do Brasil (sindical, rural, estudantil e outros), para apoio a ações de divulgação, preservação e difusão de acervo. Cada prêmio terá o valor de R$ 30 mil.

Outra novidade desta edição do programa, o Prêmio Ibram Memória do Esporte Olímpico, que vai contemplar 12 iniciativas neste campo com prêmios de R$ 35 mil cada, inscreve até o dia 24 de fevereiro.

Já a segunda edição do Prêmio Pontos de Memória encerra suas inscrições um pouco antes, no dia 14 de fevereiro. Nesta edição, o edital vai selecionar 60 iniciativas de museologia social, sendo 50 no Brasil e dez no exterior, distribuindo um total de R$ 2 milhões.

fonte:fonte:Instituto Brasileiro de Museus - IBRAM :: Ministério da Cultura

Ibram adquire “A Primeira Missa no Brasil”, de Portinari




O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) adquiriu o quadro “A Primeira Missa no Brasil”, de autoria de Cândido Portinari.

A obra, um painel datado de 1948 com dimensões de 271 cm X 501 cm e realizado em têmpera sobre tela, será incorporada ao acervo do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro.

Encomendada a Portinari por Thomaz Oscar Pinto da Cunha Saavedra (1890-1956) para compor a então sede do Banco Boavista, no Rio de Janeiro, a tela encontra-se ainda hoje no mesmo prédio, projetado por Oscar Niemeyer em 1946 e tombado em 1992, que hoje serve ao Banco Bradesco.

O processo de compra foi iniciado em setembro de 2012 com a realização de vistorias técnicas de funcionários do MNBA e a elaboração de pareceres por especialistas com larga experiência no mercado de arte, que atestaram o valor artístico e bom estado de conservação da obra. O Ibram utilizou o direito de preferência na aquisição de bens culturais móveis, disposto na lei nº 11.906/2009. O valor da compra foi de R$ 5 milhões.

Formação de público - Com a aquisição, o Ibram torna acessível à visitação pública uma das obras mais representativas da arte moderna brasileira, fortalecendo os museus brasileiros como espaços de formação de público para a arte em geral, além de difusão e reflexão sobre a memória nacional.

A previsão é de que o quadro poderá ser visto no MNBA a partir de março, quando “A Primeira Missa no Brasil” de Portinari será exposta ao lado da obra homônima de Victor Meirelles – que é datada de 1860 e também integra o acervo do museu – junto com os estudos realizados pelos artistas na criação e execução das telas.


fonte:Instituto Brasileiro de Museus - IBRAM :: Ministério da Cultura

UFSC abre vaga para professor na área de Museologia




A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) abriu nesta quinta-feira (10) inscrições para concurso público destinado à contratação de quatro professores assistentes na área de Museologia.

As vagas são voltadas para as subáreas de Conservação de Bens Culturais (uma vaga), Gestão de Acervos (uma vaga) e Teoria e Comunicação Museológica  (duas vagas, sendo uma reservada para pessoas com deficiência física). A carga horária é de 40 horas semanais, em regime de dedicação exclusiva.

As inscrições podem ser feitas até o próximo dia 31. Mais informações nos telefones (48) 3721.9913 ou (48) 3721.9497, ou no endereço segesp.ufsc.br/concursos.

fonte: fonte:Instituto Brasileiro de Museus - IBRAM :: Ministério da Cultura

Frescos de Rafael no Vaticano como nunca os tínhamos visto

Depois da Capela Sistina, obra maior de Miguel Ângelo, os Museus do Vaticano terminaram agora o restauro dos frescos que Rafael criou para o palácio dos Papas, encomendados ao mestre do Renascimento por Júlio II
 
 
Com os frescos da famosa Sala de Heliodoro, os Museus do Vaticano concluem a empresa de restauro das pinturas realizadas ou projectadas por Rafael Sanzio (1483-1520) no início do século XVI, em resposta a uma encomenda do Papa Júlio II, em Roma.

A Sala de Heliodoro faz parte de um complexo de quatro câmaras no 3.º andar do Palácio do Vaticano, que dá acesso à icónica Capela Sistina, cujo restauro terminou em 1999 sob intensa polémica.

“Desmontámos o último andaime na parede que representa o encontro de Leão I, o Grande, com Átila. A partir de agora, a Sala de Heliodoro, a principal obra de Rafael, que leva até ao zénite a arte do fresco, é oferecida à admiração de qualquer pessoa que tenha olhos para ver”, disse o director dos Museus, Antonio Paolucci, ao jornal oficial do Vaticano, L’Osservatore Romano.

A Sala de Heliodoro foi decorada entre 1511 e 1514 e é a segunda nesta ala do palácio que começa com a da Assinatura (1508-1511) e segue com a do Incêndio do Borgo (1514-1517) e a Sala Constantino (1517-1525). Se os frescos de todas elas foram projectados e desenhados por Rafael, os das duas últimas foram já acabados após a morte do grande mestre do Renascimento. Mas é na Sala de Heliodoro que o artista atinge o cume da sua arte, como referiu Paolucci, responsável por este complexo de museus que recebe quatro milhões de visitantes por ano.

As quatro paredes desta divisão – que acolhia as audiências privadas do Papa – estão forradas com outros tantos frescos representado, respectivamente, a Missa de Bolsena, O Encontro de Leão I, o Grande, com Átila, A Expulsão de Heliodoro do Templo e A Libertação de São Pedro. Uma sucessão de quadros que expressa o programa político do Papa Júlio II, não só ilustrando o poder da Igreja sobre o paganismo e os então designados “bárbaros”, mas também a preocupação de libertar a Itália da época do domínio francês.

Já do ponto de vista estético, o fresco que representa a libertação do apóstolo S. Pedro da prisão por um anjo é especialmente notado por introduzir um contraste pioneiro entre a luz e a sombra, o claro e o escuro, na história da pintura, antes mesmo de Caravaggio e de Goya, e da Ronda da Noite de Rembrandt.

Este conjunto majestoso pintado pelo mestre de Urbino e pelos seus alunos e discípulos – entre os quais normalmente se referem os nomes de Luca Signorelli, Bramantino, Lorenzo Lotto e Cesare da Sesto –, “a partir de agora, pode ser contemplado no seu todo”, acrescentou Paolucci. Os responsáveis da instituição não disponibilizaram agora – nem ao longo do processo – nenhuma imagem dos frescos restaurados. Também não divulgaram o custo da operação, que começou há 30 anos e que, segundo noticiou em 2007 o jornal americano The Seattle Times, foi patrocinado em meio milhão de dólares por um mecenas privado de Nova Iorque (o restauro da Capela Sistina, por seu turno, foi pago por uma televisão japonesa).

O facto de o restauro da famosa capela ter dado origem a uma acesa polémica entre especialistas e investigadores pode justificar o aparente recato do Vaticano relativamente aos frescos da ala de Rafael.

O trabalho nesta ala dos Museus do Vaticano foi realizado por uma equipa de especialistas da instituição, dirigida por Paolo Violini, com o acompanhamento do professor de História da Arte Arnold Nesselrath, especialista na obra de Rafael.
“Os frescos foram todos vistos, ligeiramente limpos, restaurados quando necessário, e sobretudo minuciosamente analisados e estudados”, disse ainda Antonio Paolucci ao Osservatore Romano.

Durante esse trabalho, foram descobertas algumas curiosidades relativas aos trabalhos originais, entre as quais uma mão marcada numa parede – que não se sabe se será do próprio Rafael, que só acompanhou o processo até à conclusão da Sala do Incêndio do Borgo, em 1517 – e uma mancha vermelha no nariz do anjo no quadro da libertação de S. Pedro.

Refira-se que as duas últimas salas foram terminadas já por iniciativa do Papa Leão X, sucessor de Júlio II, que morreu em 1513.

fonte:
http://www.publico.pt/cultura/noticia/museus-do-vaticano-concluem-restauro-dos-frescos-de-rafael-1580234
 

Acervo do Museu de Arte de SC é disponibilizado na íntegra na internet

Cerca de 1,8 mil obras que compõem o acervo do Masc estão disponíveis.
Coleção nacional tem nomes como Di Cavalcanti e Cândido Portinari.


Pescadores, de Di Cavalcanti (Foto: Reprodução/Masc)Pescadores, de Di Cavalcanti (Foto: Reprodução/Masc)
 
As cerca de 1,8 mil obras que compõem o acervo do Museu de Arte de Santa Catarina (Masc) podem ser acessadas de qualquer lugar do mundo por meio do Acervo On-line, disponível na página oficial da instituição administrada pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC). Internautas podem navegar entre as obras, fazendo buscas por nome do artista, título da obra ou técnica usada na elaboração do trabalho.

A arte catarinense está representada, entre outros, por obras de Eduardo Dias, Malinverni Filho, Martinho de Haro, Hassis, Eli Heil, Rodrigo de Haro, Elke Hering, Rubens Oestroem, Luiz Henrique Schwanke e Juarez Machado.

Sala e Atelier, de Juarez Machado (Foto: Reprodução/Masc) 
Sala e Atelier, de Juarez Machado
(Foto: Reprodução/Masc)
 
Na coleção nacional, figuram nomes como Di Cavalcanti, Cândido Portinari, Djanira, Emeric Marcier, Alfredo Volpi, Tarsila do Amaral, Guignard, José Pancetti, Carlos Scliar, Iberê Camargo, Tomie Ohtake, Aldo Bonadei, Mário Zanini, Lula Cardoso Ayres, Frans Krajcberg, Antonio Maia, Marcelo Grassmann, Fayga Ostrower, Antonio Henrique Amaral e Lívio Abramo.

A formação do acervo do Museu de Arte de Santa Catarina teve início com a "Exposição de Arte Contemporânea", trazida a Florianópolis em 1948 pelo escritor carioca Marques Rebelo. A mostra, que na época repercutiu na cidade, foi apresentada no Grupo Escolar Modelo Dias Velho, hoje Escola Básica Antonieta de Barros, no centro da cidade, deixando, na época, importantes doações por parte do próprio escritor, de artistas participantes, e aquisições oficiais.

A ideia do escritor era que a exposição frutificasse em museu, e juntamente com o apoio de um grupo de intelectuais de Florianópolis, conhecido por Grupo Sul, essa intenção deu certo, e no dia 18 de março de 1949, através de Decreto Estadual, foi criado o então Museu de Arte Moderna de Florianópolis (MAMF), atual Museu de Arte de Santa Catarina (Masc).

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fonte:
http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2013/01/acervo-do-museu-de-arte-de-sc-e-disponibilizado-na-integra-na-internet.html