sábado, 16 de fevereiro de 2013

Museu Alfredo Andersen abre inscrições para cursos do Atelier de Arte





Os interessados em participar do Atelier de Arte Alfredo Andersen podem se inscrever a partir do dia 18 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h30, na secretaria do Museu Alfredo Andersen. Serão ministradas gratuitamente aulas de pintura, desenho, cerâmica e arte. As vagas são limitadas. No momento da inscrição é necessário apresentar documento com foto.

As aulas começam no dia 5 de março de 2013. Há turmas nos três períodos - manhã, tarde e noite. As aulas de pintura serão ministradas por Luiz Lavalle e as de cerâmica por Juliana Alberini e Soraia Savaris. As aulas de desenho serão com Cida Lima e Luiz Lavalle e as sobre arte com Consuelo Calixto.

Serviço

Atelier de Arte Alfredo Andersen

Inscrições a partir de 18 de fevereiro

Local: Museu Alfredo Andersen (Rua Mateus Leme, 336. Centro).

Informações: 3222-8262 / 3323-5148

Vagas limitadas

fonte:
http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=73055&tit=Museu-Alfredo-Andersen-abre-inscricoes-para-cursos-do-Atelier-de-Arte

Museu em Tefen guarda história dos "yekkes"

Os judeus alemães em fuga do regime de Hitler não foram, de início, bem-vindos à Palestina. Mais tarde, viriam a ajudar na construção de Israel. Hoje, um museu lembra sua atuação e administra o acervo deixado por eles.





O local de trabalho de Nili Davidson não tem janelas. Até o teto acumulam-se montanhas de caixas de cor cinza. Não há nem luz do sol nem ar fresco ali. Mesmo assim, Davidson ama o que faz, pois naquelas caixas escondem-se incontáveis histórias. Cuidadosamente, ela guarda ali cartas, fotos ou anotações aparentemente insignificantes. "Não jogo quase nada fora", diz, deixando claro seu apreço pelo material. "Até o menor dos bilhetes pode ser a chave para uma coisa interessante", completa.
Funcionária do Museu dos Imigrantes de Língua Alemã, localizado em Tefen, no norte da Galileia, Nili Davidson está sempre recebendo novos documentos, deixados por parentes de pessoas falecidas. O museu possui salas, onde estão expostos aspectos da presença dos chamados yekkes (imigrantes de língua alemã) em Israel; e também um arquivo, que armazena e cuida de acervos familiares. Aquilo que, à primeira vista, não parece nada espetacular, pode ser algo sensacional após uma apreciação mais atenta.
Nili Davidson, diretora do arquivo: incontáveis histórias
Patriotas alemães
Com cuidado, Nili abre uma caixa e tira dela um telegrama: "Esse é de 1888, originário de Düsseldorf. Há descrições exatas de como está o imperador, que se encontra hospitalizado. Imagine só: os antepassados deste jovem guardaram o telegrama e ele trouxe isso para Israel. Devo jogar fora? Não! É uma imagem que mostra muito desta família. O patriotismo era gritante", analisa a responsável pelo acervo.
E enquanto Nili Davidson, em sua função de diretora do arquivo, trabalha nos bastidores, o Museu apresenta em salas de exposição claras e amplas a história dos yekkes. A curadora Ruthi Ofek, que na infância fugiu com seus pais de Salzburg para a Palestina, vivenciou ela própria o que significa começar do zero. "Era realmente difícil ficar aqui, não apenas em função do clima. A língua, a mentalidade, a nova vida – e também por causa das famílias que tinham ficado na Alemanha. Aqui nada era ideal", relembra a curadora.
Livro de receitas e prendas domésticas no arquivo do Museu de Tefen
Piano de cauda e utensílios domésticos
Dentro do que chamavam de lift, ou seja, de uma espécie de contêiner, os imigrantes transportavam seus pertences nas viagens de navio. Era comum, por exemplo, que os móveis de carvalho alemão, ou as camas de casal e os pianos de cauda da marca Blüthner, não coubessem nas novas casas. Mas tentava-se, mesmo assim, trazer um pedacinho da pátria, apesar do delírio racial assassino de Hitler. Utensílios de cozinha e até paninhos para pegar panelas ou livros de culinária – no Museu de Tefen, os objetos autênticos demonstram o quanto a população judia era profundamente ligada à cultura cotidiana alemã, tendo sido inclusive, responsável por defini-la.
No espaço público, contudo, os judeus de língua alemã achavam desagradável serem reconhecidos pela língua e idioma, afinal, tratava-se da mesma língua dos algozes nazistas. "Naquela época, me diziam: alemão só se fala bem baixinho", lembra-se Ruthi Ofek. "A sensação era a de se estar sempre sob pressão", recorda ela.
Isso também por causa das animosidades entre os yekkes e os imigrantes judeus do Leste Europeu, que já haviam se estabelecido na Palestina muito antes de 1933 e olhavam para os recém-chegados com arrogância. Consta inclusive que o termo na época depreciativo yekke para designar os imigrantes alemães surgiu de Jecke, porque em sua formalidade não deixavam de usar casaco (Jacke, em alemão) nem mesmo sob o calor do deserto.
Cozinha reconstruída no Museu: assim viviam muitos dos recém-chegados
Orgulho de Israel
Do ponto de vista político também havia diferenças: os judeus do Leste Europeu eram em sua maioria sionistas e queriam construir um Estado judaico. Ao contrário dos emigrantes de língua alemã. "Eles vieram para cá porque não podiam ir para nenhum outro lugar", conta Ruthi Ofek. "Os EUA e outros países não estavam mais dispostos a aceitá-los. Isso não significa que eles não tenham se tornado posteriormente sionistas. Eles tinham orgulho do que construíram em Israel", completa.
O Museu, que não pretende de forma alguma exercer a função de memorial do Holocausto, mostra o quanto esses judeus de língua alemã contribuíram para a construção do país. A existência do Museu se dá graças a um empresário vindo da Floresta Negra: Stef Wertheimer, nascido em 1926, emigrou para Israel com seus pais em 1937, onde fundaria mais tarde a metalúrgica Iscar. Com ela, ele teria se tornado o homem mais rico do país, fundando mais parques industriais e as instalações em Tefen, que ao lado de unidades da empresa abrigam atraentes museus.
Ruthi Ofek, curadora do Museu de Tefen, em uma das salas de exposição
Poucos pacientes
Wertheimer não é um caso único: já em 1933, os judeus de língua alemã fundaram na Palestina mais de 100 empresas, principalmente nos setores químico, alimentício, têxtil e metalúrgico. E eles eram presentes também na mídia: o jornal Ha'aretz, por exemplo, foi comprado em 1937 pelo executivo Salman Schocken. Hoje, 75% da propriedade ainda se encontram nas mãos da família, sob a liderança de Amos, seu neto.
Nos setores de educação e ciência, os judeus alemães também deram importantes contribuições, entre outros para a Medicina. "Antes da chegada deles, não havia médicos especializados em Israel", conta Ruth Ofek, "mas depois houve tantos, que eles quase não tinham pacientes". Tinha então chegado a hora de modernizar o sistema de saúde, inclusive os planos de saúde, aos moldes alemães.
Música como salvação
Nas artes plásticas, no teatro, na dança e na música, os yekkes também foram importantes: na Orquestra Sinfônica Palestina, a partir da qual se formou posteriormente a Orquestra Filarmônica de Israel, os músicos eram em sua maioria refugiados de língua alemã. Seu fundador, Bronislaw Huberman, um polonês, tinha morado por muito tempo em Berlim e Viena. Ao perceber que o Holocausto estava por vir, ele convenceu diversos músicos a emigrar, como ele próprio havia feito: "Assim ele salvou a vida deles", constata Ruthi Ofek.
Exposição: Museu reconta a história dos judues alemães no país
Por fim, também na arquitetura: ao lado de Tel Aviv, a "cidade branca junto ao mar", diversoskibutzim (coletividade comunitária israelita) carregavam a clara assinatura dos arquitetos da Bauhaus. Entre eles estavam Munio Weintraub e Erich Mendelssohn, que viveu por pouco tempo exilado em Jerusalém. "Depois vieram outros arquitetos, que deram continuidade à Bauhaus", fala a historiadora da arte Ofek. "Ali havia influência alemã", analisa.
Senhoras octogenárias
Quem encara a viagem até Tefen – localizada a duas horas e meia de carro de Tel Aviv – tem o prazer de encontrar um sem-número de objetos, documentos e vídeos, que Ruthi Ofek e sua equipe reuniram à custa de um trabalho incansável. E existem altos planos para o futuro da instituição, inclusive para o arquivo. "Queremos escanear todos os documentos", diz Nili Davidson. Atualmente eles são cerca de 30 mil, mas por mês chegam sempre de dois a quatro novos acervos.
Tudo deverá se tornar acessível a pesquisadores, pois são exatamente as gerações jovens que se interessam mais pela história dos yekkes. "Mas eles não falam alemão. Eu gostaria de ter alguém aqui que falasse hebraico e alemão", deseja a diretora do arquivo. Embora, para a sistematização dos documentos, nem isso seria suficiente, pois em alguns casos o material "está escrito em alemão antigo ou em Sütterlin [sistema de escrita germânico baseado nas antigas letras Blackletter, conhecidas erroneamente como góticas]. E com elas temos nossas dificuldades. Aí algumas senhoras de 80 e tantos anos nos ajudam. Elas ainda conseguem ler tudo", conta Davidson.
Autora: Aya Bach (sv)
Revisão: Roselaine Wandscheer


fonte:
http://www.dw.de/museu-em-tefen-guarda-hist%C3%B3ria-dos-yekkes/a-16601213

VISITA MONITORADA AO MUSEU DO CRIME


No dia 5 de março, às 15 horas, o Departamento de Cultura e Eventos da OAB SP promove , em parceria co a Acadepol, uma visita monitorada ao Museu da Polícia Civil de São Paulo (conhecido como Museu do Crime), na Academia de Polícia Dr Coriolano Nogueira Cobra (Praça Prof. Reinaldo Porchat, 219 – 2º andar – Cidade Universitária).
Com quadros, fotografias, documentos, armas antigas, distintivos e diferentes utensílios utilizados pela polícia paulista desde o início do século XX, o Museu do Crime traz ricas possibilidades de debate sobre a evolução da investigação criminal, como também sobre a jurisprudência na área e as formas de atuação do advogado criminalista em diferentes épocas, o que certamente pode revelar fundamentos de muitos dos aspectos observados hoje.
Um exemplo é o espaço reservado para a descrição psicológica e comportamental do “Maníaco do Parque”, o motoboy Francisco de Assis Pereira. O homem atraia as vítimas, mulheres, para o Parque do Estado, com a falsa promessa de emprego em agências de modelo, lá elas eram violentadas e, em alguns casos, assassinadas. Preso em agosto de 1998, quando tinha 30 anos, ele foi condenado por homicídio, estupro, roubo e atentado violento ao pudor.
O acervo presente hoje no Museu da Polícia Civil começou a ser formado na década de 1920, com a exposição de peças do cotidiano policial, na então Escola de Polícia, servindo de ilustração para as aulas. O acervo foi aumentando com o tempo e em 1952 passou a ser exposto ao público, chegando ao endereço atual em 1970. Reformulado e reorganizado, o Museu do Crime mudou de nome em 2005, quando por decreto estadual passou a se chamar Museu da Polícia Civil.
Serviço
Visita monitorada ao Museu da Polícia Civil
Data – 5 de março, às 15 horas
Saída da Sede da OAB SP – Praça da Sé, 385 – Centro
Inscrições no Departamento de Eventos e Cultura (Praça da Sé, 385 – 10º andar) ou pelos telefones 3291-8190 / 8191, mediante pagamento de R$ 25,00 para custeio do transporte ao museu.
Vagas limitadas.