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quinta-feira, 7 de março de 2013

Arqueologia ajudará a desvendar origem da biodiversidade amazônica




Agência FAPESP – A origem e as transformações pelas quais passou a megabiodiversidade da Amazônia ao longo de milhões de anos são questões que intrigam muitos biólogos, em diferentes partes do planeta.
Na tentativa de respondê-las, foram lançadas diversas hipóteses nas últimas décadas. Muitas delas, no entanto, não passaram pelo escrutínio científico em razão da escassez de dados paleológicos (fósseis) e de evidências geomorfológicas. Agora, especialistas das mais diversas áreas – incluindo paleoecologia e arqueologia – investigam o tema.
Um grupo internacional de pesquisadores, liderado por brasileiros e norte-americanos, deu início a um Projeto Temático para reconstruir a origem e a distribuição dos organismos na Amazônia nos últimos 20 milhões de anos.
O projeto é apoiado pela FAPESP e pela National Science Foundation (NSF) no âmbito de umacordo que prevê o desenvolvimento de atividades de cooperação entre os programas "Dimensions of Biodiversity" (NSF) e BIOTA-FAPESP. O estudo também conta com o apoio da agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa.
“Há muito interesse por parte de paleoecologistas como eu – que estudam a ecologia no passado a partir de pólens fósseis – em relação a questões como a origem da biodiversidade da Amazônia, o que ocorreu na floresta durante e depois do Último Máximo Glacial [ocorrido há aproximadamente 20 mil anos], as mudanças surgidas no bioma no Holoceno médio [há 6 mil anos] e se a floresta era intocada ou foi um ambiente altamente domesticado nas eras pré-colombianas [antes de 1492]”, disse Frank Mayle, professor da Universidade de Edimburgo, na Escócia, durante o simpósio “The assembly and evolution of the Amazonian biota and its environment”, na sede da FAPESP, em São Paulo.
Realizado no dia 4 de março, o evento serviu como reunião preparatória dos pesquisadores integrantes do projeto e foi aberta ao público. Entre os dias 5 e 8 de março, os especialistas voltaram a se reunir na Fundação, a portas fechadas, para definir os detalhes do andamento da pesquisa.
De acordo com Mayle, uma das hipóteses apresentadas nas últimas décadas para explicar a grande biodiversidade amazônica foi a “Teoria dos Refúgios”. Proposta pelo ornitólogo e biogeógrafo alemão Jürgen Haffer (1932-2010) em um artigo publicado na Science em 1969, a teoria defendia que durante os períodos glaciares algumas áreas da floresta amazônica se tornaram secas. Por causa disso, formaram-se diversos fragmentos florestais – separados uns dos outros por áreas de savana – que teriam servido de refúgio para diversas populações de animais.
Durante o período de isolamento geográfico (vicariância), essas populações de animais “sem floresta” evoluíram longe de seus semelhantes e sofreram especiação geográfica (alopátrica). Quando retornava o período úmido, as regiões abertas voltavam a apresentar vegetação e os fragmentos florestais se conectavam novamente, permitindo que estendessem sua distribuição.
A teoria, contudo, não se sustentou por falta de dados paleológicos, explicou o especialista. “A Teoria dos Refúgios gerou um paradigma para os biólogos, mas faltavam dados paleológicos e precisávamos de mais evidências geomorfológicas para testar suas hipóteses”, disse Mayle.
“A teoria não passou por um escrutínio científico e hoje a maioria de nós não dá muito mais crédito para ela”, afirmou. Segundo o pesquisador, os primeiros dados de paleovegetação da bacia amazônica foram fornecidos por Paul Colinvaux, em um artigo publicado também na Science em 1996 e contradisseram a Teoria dos Refúgios.
Colinvaux achou registros de florestas de umidade contínua onde se achava que fosse área de savana no Último Máximo Glacial, quando a temperatura média do planeta era cinco graus mais fria do que a atual. “Isso levou muitos de nós, paleoecologistas, a inferir que a Teoria dos Refúgios estava incorreta”, afirmou.
Questões em aberto
De acordo com o pesquisador, uma pergunta ainda sem resposta sobre a Amazônia é: que tipo de floresta tropical existia na região no Último Máximo Glacial? Para respondê-la, estão em curso esforços para tentar modelar a extensão de floresta úmida e de floresta seca na época. A qualidade dos dados disponíveis, no entanto, representa um dos principais gargalos para esclarecer as dúvidas.
“As controvérsias sobre a Amazônia no Último Máximo Glacial resultam do conjunto de dados dos quais dispomos”, disse Mayle. “Há poucas informações; o desafio é identificar qual escala espacial e o tipo de cobertura florestal que correspondem ao perfil de paleodados mais antigos. Por isso, somos forçados a fazer extrapolações e trabalhar com modelagem de vegetação.”
Outra pergunta que move os pesquisadores é o que ocorreu na Amazônia no Holoceno médio, quando as condições climáticas eram muito mais secas do que em outros períodos e já havia presença humana na região – e a ocorrência de ações como queimadas.
“Olhar para o que ocorreu na Floresta Amazônica no Holoceno pode nos dar alguma ideia do que pode acontecer na região no futuro”, avaliou Mayle.
Já a linha de interesse de pesquisa mais recente, segundo o pesquisador, é sobre o uso da terra na região no período pré-colombiano – questão que envolve tanto ecologia como arqueologia.
“Há argumentos de que quando os europeus chegaram à região eles se depararam com uma selva virgem. Mas há dados arqueológicos que nos mostram que o uso da terra na Amazônia nessa época não era apenas para agricultura de pequena escala”, disse Mayle.
“Nós vemos traços de uso da terra na Amazônia no período pré-colombiano, na Guiana Francesa e na Bolívia”, exemplificou. Os pesquisadores também querem saber se o aumento da atividade humana, do fogo e do uso de espécies economicamente importantes para os habitantes da região no período pré-colombiano e no Holoceno influenciaram a composição da biodiversidade.
“Não podemos descartar a hipótese de que parte da biodiversidade da Amazônia pode estar relacionada a fatores antropogênicos [desencadeados pela ação humana]”, afirmou.
“Quando falamos da porcentagem da biota que seria antropogênica, é difícil distinguirmos quais espécies são de ocorrência natural e quais foram economicamente importantes e surgiram em função da presença humana. Essa é uma das razões pelas quais pretendemos trabalhar com arqueólogos nesse projeto para tentarmos integrar diferentes linhas de evidências”, explicou. 

Por Elton Alisson
fonte:
http://agencia.fapesp.br/16937

Museu da Inconfidência guarda peças históricas e obras de poetas árcades


Na praça onde a cabeça de Tiradentes ficou exposta após seu martírio, em 1792, está o Museu da Inconfidência. O prédio é o panteão de Ouro Preto, cidade onde ocorreram histórias feitas de ouro, amor, liberdade e traições.
Nele estão enterrados, numa sala decorada com a bandeira dos inconfidentes e atual símbolo do Estado de Minas Gerais, o alferes Joaquim José da Silva Xavier (o Tiradentes), o poeta Tomaz Antônio Gonzaga e sua musa, Maria Doroteia Joaquina de Seixas (a “Marília de Dirceu”), e o poeta Inácio José de Alvarenga Peixoto e sua musa, Barbara Eliodora Guilhermina da Silveira, entre outros.

Ao conceber seu “Romanceiro da Inconfidência” (1953), Cecília Meireles deu voz aos fantasmas da liberdade que a cidade ecoa do seu passado grandioso e traumático.

“Concentrou entre estes muros de pedra, tão longe do convívio fácil dos lugares ilustres do século 18, um grupo de homens que estiveram, na sua época, tão ao corrente dos fatos e dos vultos seus contemporâneos – que puderam repercutir, neste pequeno recanto, as ideias mais avançadas da Europa, e foram murmurados nestes ares os nomes mais famosos do mundo, e lidos a esta luz os livros mais arrojados do tempo -, com uma naturalidade que impressiona, comove e quase assusta”, declara a poeta em sua conferência de 1955.

De fato, por Ouro Preto passaram as mais avançadas ideias democráticas do século 18. No Museu da Inconfidência há um livro que a isto atesta: a Constituição norte-americana numa edição em francês, de 1788, clandestina e de circulação proibida na colônia.

Estão também no museu edições raras dos poetas árcades: as “Obras de Claudio Manoel da Costa, Árcade Ultramarino, Chamado Glauceste Saturnio”, livro impresso em Coimbra, Portugal, em 1768, e a “Marília de Dirceu”, de Tomaz Antônio Gonzaga, impresso em Lisboa, em 1792 – quando a desgraça já se abatera sobre a vida dos inconfidentes.

O museu ainda guarda os “Autos da Devassa”, processo que levou Tiradentes ao patíbulo e à forca – cujos resquícios de madeira, expostos numa sala, são uma relíquia macabra em que, parafraseando versos de Cecília Meireles em seu “Romanceiro da Inconfidência, “Escuto os alicerces que o passado/ tingiu de incêndio: a voz dessas ruínas/ de muros de ouro em fogo evaporado”.


Museu Sacaca receberá mulheres carapirás em passeio comemorativo ao Dia Internacional da Mulher


O Governo do Estado Amapá (GEA) promoverá nesta sexta-feira, 8 de março, no Museu Sacaca, um passeio para as mulheres carapirás, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Diversos órgãos governamentais realizarão, em parceria, ações sociais e eventos culturais durante todo o mês de março para propiciar diversos serviços e homenagear as mulheres amapaenses.
O passeio no Museu Sacaca é parte da programação dedicada ao Mês da Mulher e será coordenado pelas Secretarias de Estado da Inclusão e Mobilização Social (SIMS) e Extraordinária de Políticas para as Mulheres (SEPM). A finalidade é proporcionar momentos de lazer e descontração às carapirás, que são as mulheres que trabalham na coleta de resíduos sólidos recicláveis.
O Museu Sacaca foi escolhido para o passeio por ser um dos principais pontos turísticos de Macapá e um dos mais importantes centros culturais e científicos do Estado, além de reproduzir os principais ambientes amazônicos e o modo de vida das comunidades amapaenses.
Durante o passeio, as mulheres carapirás conhecerão a exposição a céu aberto que foi construída com a participação de comunidades indígenas, ribeirinhas, extrativistas e produtoras de farinha para demonstrar lugares como a Casa dos Índios Waiãpi, Casa dos Índios Palikur, Barco Regatão, Sítio Arqueológico do Maracá, Praça do Pequeno Empreendedor Popular, Praça do Sacaca, Casa da Farinha, Casa da Fitoterapia e a Casa dos Ribeirinhos.

fonte:
http://www.correaneto.com.br/site/noticias/38854

Museu do Futebol faz programação para comemorar o Dia Internacional da Mulher


SÃO PAULO  - O Museu do Futebol terá uma programação especial para comemorar o Dia Internacional da Mulher, nesta sexta-feira (8). As amantes do futebol que visitarem o museu no próximo dia 8 de março terão entrada gratuita e poderão testar seus conhecimentos nos jogos educativos que acontecerão das 14h às 15h30.
Na Sala das Origens e na Sala Copas do Mundo os jogos “Palavra e Imagem” e “Caça-Detalhe” permitirão aos participantes uma maior proximidade e compreensão do acervo do Museu através de atividades lúdicas e interativas.
Também haverá uma visita educativa de um grupo de catadoras de lixo e mães de crianças e adolescentes do instituto Nova União da Arte como parte do projeto Filó Cabruêra, que estimula e proporciona capacitação profissional.
Nos dias 7 (às 11h e às 14h) e 9 (às 11h) haverá visitas educativas com o destaque para a história da Seleção Brasileira. Os educadores utilizarão imagens das Copas do Mundo em que o Brasil foi campeão, bem como de uniformes inusitados, apresentando uma verdadeira linha do tempo. As visitas são limitadas para 20 pessoas.
O Museu do Futebol fica localizado na Praça Charles Miller s/n.

fonte:
http://www.oreporter.com/Museu-do-Futebol-faz-programacao-para-comemorar-o-Dia-Internacional-da-Mulher-,9594298970.htm