sexta-feira, 15 de março de 2013

Trajetória da única mulher a construir um museu no Brasil vira livro


Será lançado no próximo dia 18 de março, segunda-feira, às 18h30, o livro “Museu Brasileiro da Escultura Marilisa Rathsam – Da criação a 2008”, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. O livro traz a história de esforço e obstinação de uma artista plástica paulistana, Marilisa Rathsam, que, para impedir a construção de um shopping Center num dos últimos bairros verdes de São Paulo, se empenhou numa cruzada que fez história no país.






Marilisa Rathsam, fundadora do MuBE, lança publicação dia 18 de março na Livraria Cultura do Conjunto Nacional



Por causa dela, São Paulo ganhou, em maio de 1995, um de seus mais belos presentes. Localizado no coração do Jardim Europa, projetado pelo premiado arquiteto Paulo Mendes da Rocha com belíssimos jardins de Burle Marx, o Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) surgiu depois do primeiro movimento ecológico-urbanístico da cidade movido por Marilisa Rathsam. Por 20 anos ela lutou sem descanso pela natureza e pela cultura. Primeiro liderando a mobilização contra a construção de um shopping center em um bairro-jardim, depois capitaneando a campanha de arrecadação de recursos para as obras do museu. Sob a gestão de Marilisa, desde a fundação até 2008, o MuBE também promoveu suas mais importantes exposições, nacionais e internacionais. Os detalhes dessa trajetória e as pessoas que ajudaram a torná-la possível dão alma à publicação inédita.

No livro, Marilisa Rathsam passeia também pela história de sua família, desde seus avós, para explicar de onde vem seu amor pela cidade e sua vontade de lutar. Por meio de uma narrativa que mais parece uma agradável conversa na sala de estar, a artista conta ainda das suas exposições em galerias do mundo todo, como L´Oeil de Bouef e Galeria Debret, de Paris, além de Buenos Aires, Miami, Salvador e, claro, São Paulo, sua cidade natal.

Na apresentação do livro, Paulo Mendes da Rocha descreve a experiência da criação como uma orquestra em sintonia: “Marilisa contratou o escritório do doutor Mario Franco para fazer as estruturas e escolheu uma construtora. Resolvemos tudo com o maior afinamento. Como se estivéssemos tocando um violoncelo”. E, diferentemente da imagem de “grã-fina” pintada por alguns, Paulo completa: “Marilisa comprou um capacete de obras e estava lá todos os dias, às 7h da manhã. (…) Se chovia, usava aquela capa amarela dos operários. E eles devem ter se divertido, porque não costuma haver isso – uma grande senhora que visita a obra vestida de alta costura”.

Única mulher a construir um museu no Brasil, Marilisa pode ser comparada a apenas outro exponencial na América Latina: a venezuelana Sofia Imber, fundadora do Museu Contemporâneo de Caracas.

Sobre a autora - Presidente, criadora e fundadora da Sociedade Amigos dos Museus – SAM Nacional, a primeira sociedade de amigos dos museus fundada no Brasil.

Marilisa foi coordenadora da construção do MuBE durante o período de oito anos e responsável pelo trabalho de fund-raising, visitando mil empresas em que 160 fizeram doações, em esforço inaudito, devido à situação econômica em que o país se encontrava para a construção do MuBE. À época, construir um museu deste porte e importância em um país com tamanha crise econômica, exigia muita coragem e determinação. Foi uma verdadeira saga cultural, singular na América Latina e pioneira no Brasil.



Lançamento do livro

Segunda-feira, 18 de março às 18h30

Autor: Marilisa Rathsam

Editora: Bússola

Local: Livraria Cultura (Loja Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073 – Bela Vista – São Paulo/SP)

Preço: R$ 120



Especificações técnicas

ISBN: 856296901x

ISBN-13: 9788562969010

Idioma: português

Encadernação: Brochura

Dimensão: 30 x 30 cm

Edição: 1ª

Ano de Lançamento: 2013

Número de páginas: 370


fonte:
http://www.inteligemcia.com.br/110824/2013/03/14/trajetoria-da-unica-mulher-a-construir-um-museu-no-brasil-vira-livro/

Museu Nacional apresenta em coletiva o maior pterossauro da América do Sul


Na próxima quarta-feira, 20 de março, às 9h, no auditório da biblioteca do Museu Nacional/UFRJ (Quinta da Boa Vista, s/nº, São Cristóvão), será apresentado numa coletiva de imprensa fósseis e uma réplica do maior pteurossauro já encontrado na América do Sul.


A descoberta foi feita por uma equipe de pesquisadores liderada pelo paleontólogo Alexander Kellner, e pesquisador do Museu Nacional/UFRJ e Cientista do Nosso Estado, da FAPERJ. 

Angaturama limai







Mais informações: www.museunacional.ufrj.br


IPHAN institui regras para solicitação de pesquisas arqueológicas


DISTRITO FEDERAL, Brasília - Já estão em vigor, desde o dia 1º de março, as novas regras do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) para a solicitação de permissão ou autorização para realizar estudos arqueológicos, no que diz respeito à exigência de idoneidade técnico-científica, determinada pela Lei 3.924/61.

Como a profissão de arqueólogo ainda não foi regulamentada, o IPHAN solicitou posicionamento da Procuradoria Federal para a implantação das novas regras.

Poderão pedir autorização ou permissão para os estudos profissionais que tenham concluído curso ou programa de nível superior em Arqueologia ou em áreas de conhecimento próprias do trabalho de arqueólogo, reconhecidos pelo Ministério da Educação. O solicitante deverá comprovar a graduação em curso superior, mesmo os de curta duração, ou possuir curso de pós-graduação em Arqueologia.

O IPHAN também instituiu regras de transição, com base nos Princípios da Segurança Jurídica, da Confiança Legítica e da Razoabilidade. Desta forma, os profissionais que tenham recebido autorização ou permissão do IPHAN há cinco anos ou mais, contados a partir de 1º de março de 2013, poderão receber nova autorização ou premissão. Já os que recebereram a autorização ou permissão há menos de cinco anos, terão prazo de até cinco anos para se adequarem às novas regras.

O objetivo do IPHAN com a medida é a preservação do Patrimônio Arqueológico no país e fazer com que as descobertas ocorridas em função de obras de infraestrutura, por exemplo, tenham a destinação correta, garantindo às futuras gerações o conhecimento da história brasileira e a formação da cultura nacional.

Veja o ofício 001/2013 [aqui]
Fonte: Iphan

Museóloga inglesa fala da importância de tornar museus mais atraentes Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/museologa-inglesa-fala-da-importancia-de-tornar-museus-mais-atraentes-7822627#ixzz2Nc3B6hZz © 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Pela primeira vez no Rio, Sheila Watson diz que contratação de profissionais de fora do país também precisa ser levada em consideração






Sheila Watson. Ela inaugura nesta quarta-feira curso de pós-graduação na UniRio
Foto: Márcio Alves / O Globo
Sheila Watson. Ela inaugura nesta quarta-feira curso de pós-graduação na UniRioMÁRCIO ALVES / O GLOBO

RIO — Não poderia haver época mais oportuna para a inglesa Sheila Watson pisar pela primeira vez no Rio. No momento em que a cidade acaba de inaugurar o Museu de Arte do Rio e aguarda outras quatro instituições de peso — Museu do Amanhã, Museu da Imagem e do Som, Casa Daros e Museu da Moda —, a visita da vice-diretora do Departamento de Museologia da Universidade de Leicester, na Inglaterra, é significativa. Convidada para inaugurar o curso de pós-graduação em museologia e patrimônio da UniRio, nesta quarta-feira, ela fala da importância de tornar os museus atraentes para novos públicos, além de sublinhar que a contratação de profissionais de fora também precisa ser levada em consideração.


fonte: http://oglobo.globo.com/rio/museologa-inglesa-fala-da-importancia-de-tornar-museus-mais-atraentes-7822627#ixzz2Nc3MeELF

O QUE ESTAMOS APRENDENDO COM A COCRIAÇÃO INTERATIVA



Nós não sabíamos bem o que era cocriação interativa até que começamos a não-obstruir a livre-interação.

O problema é que nós não sabíamos nem o que era não-obstruir. Até que aprendemos o que é obstruir. Alguns exemplos:

OBSTRUIR É fazer uma reunião participativa, daquelas em que a pessoa chega, entra na roda e levanta o dedo para pedir a palavra a um coordenador;

OBSTRUIR É ter um coordenador (com o pretexto de evitar a bagunça e a confusão);

OBSTRUIR É adotar metodologias obrigatórias (com o pretexto de garantir a obtenção de algum resultado);

OBSTRUIR É incentivar a discussão e o debate;

OBSTRUIR É propor temas para as pessoas tratarem (com o pretexto de não deixar as coisas "muito soltas");

OBSTRUIR É fazer broadcasting presencial (uma pessoa falando e todas as outras ouvindo) ou chamar pessoas para fazer palestras (com o pretexto de atrair mais gente);

OBSTRUIR É dizer coisas assim: "Pessoal, vamos começar!?" ou "Então tá, pessoal: hoje já deu, nos encontramos no dia tal".

OBSTRUIR É (este foi o aprendizado mais recente) adotar plataformas centralizadas (exigir que as pessoas publiquem suas ideias que ensejarão processos de cocriação em uma mesma plataforma única e determinada e não onde bem entenderem, de modo distribuído - desde que haja alguma mecanismo de interação).