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quarta-feira, 27 de março de 2013

Ação truculenta na desocupação do Museu do Índio repercute mundialmente

A retirada de forma truculenta dos índios e manifestantes que ocupavam o antigo Museu do Índio, pelo Batalhão de Choque da PM, recebeu ampla repercussão da mídia internacional. Nas redes sociais também é grande o número de pessoas condenando a decisão do governo.
Após clima de muita tensão e expectativa desde as primeiras horas desta sexta-feira (22), a policia entrou, por volta das 11h50, na Aldeia Maracanã para cumprir a ordem de desocupação do local. Munidos de balas de borracha, bombas de efeito moral e spray de pimenta, eles enfrentaram a resistência de índios, ativistas e políticos e usaram da força para garantir a desocupação do terreno. 

O defensor público Daniel Macedo, que acompanha o caso desde o início da polêmica, afirmou que a invasão policial foi precipitada, e utilizou força desproporcional. "Estamos estudando a possibilidade de entrar com uma representação contra o comandante por crime de abuso de autoridade"
O agência de notícias Reuters, da Alemanha, destacou a expulsão dos índios: "Policia do Rio desaloja nativos da Amazônia de palco da Copa do Mundo".
A rede BBC da Inglaterra também deu destaque à ação: "Polícia brasileira expulsa manifestantes de museu indígena".
Outro jornal ingles, o Daily Mail, enfatizou a ação truculenta. "Tumulto no Maracanã! Policia brasileira espanta nervoso protesto como parte das preparações para a Copa do Mundo"

fonte:
jornal JB

Obama visita Museu do Holocausto


Presidente afirmou que criação de Israel não foi produto do Holocausto. Na véspera, ele defendeu solução de dois Estados na região.

 

O presidente dos Estados Unidos,Barack Obama, disse nesta sexta-feira (22) que a criação do Estado de Israel em 1948 não foi produto do Holocausto, afirmação que os líderes israelenses esperavam há quatro anos.
"O Estado de Israel não foi criado devido ao Holocausto", avaliou Obama ao concluir uma visita ao Museu Yad Vashem, que guarda a lembrança dos seis milhões de judeus que morreram nas mãos dos nazistas antes e durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A afirmação, a princípio irrelevante, era esperada pelo governo israelense desde 4 de junho de 2009, quando em um discurso no Cairo Obama estabeleceu uma relação direta entre ambos os episódios históricos.
O comentário, à época, indignou autoridades de Israel, para quem a afirmação parecia respaldar a tese palestina de que os judeus estão em uma terra que não lhes pertence e com a qual não têm nenhum vínculo histórico.
A conclusão retiraria o direito de existência de Israel como estado judeu.
O presidente dos EUA, Barack Obama, visita o Museu do Holocausto nesta sexta-feira (12) (Foto: AFP)O presidente dos EUA, Barack Obama, visita o Museu do Holocausto nesta sexta-feira (12) (Foto: AFP)
Obama afirmou hoje que "um Israel forte" é o que garante precisamente que "não se produzirá outro Holocausto". Em sua primeira visita ao museu como presidente, sua segunda em caráter pessoal, o presidente ressaltou que o anti-semitismo e o racismo em geral "não têm cabimento no mundo", porque "nossos filhos não nasceram para odiar".
"Aqui lembramos não só a maldade que pode chegar o ser humano, mas também sua bondade, como daqueles que não ficaram à margem (e salvaram judeus)", disse sobre a instituição.
"É um relato da atrocidade, mas também um lugar de inspiração", observou ao final de sua visita.
Acompanhado pelo presidente israelense, Shimon Peres, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Obama começou o percurso na Sala dos Nomes, um espaço circular coberto que em suas paredes têm fotografias e biografias de vítimas do Holocausto.
Obama, que na véspera foi condecorado por Israel com sua máxima distinção, a medalha presidencial, visitou antes os túmulos do ideólogo do Estado judeu, Teodoro Herzl, e do primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin, assassinado em 1995, situados em uma colina em frente ao Museu Yad Vashem.
O presidente americano embarca ainda na sexta-feira para a Jordânia, onde discutirá com o rei Abdullah, aliado dos EUA, problemas como a guerra civil da vizinha Síria e a dificuldade na retomada do processo de paz entre israelenses e palestinos.
Durante sua visita, Obama buscou tranquilizar o público israelense sobre o apoio dos EUA ao país, num momento de crescente tensão por causa do programa nuclear iraniano e da guerra na Síria.
Mas, em um discurso na quarta-feira, ele também disse que os israelenses deveriam pressionar seus líderes a assumirem riscos e buscarem a paz com os palestinos. Pediu à sua plateia de estudantes universitários que se colocasse no lugar dos vizinhos sob ocupação.
Na quinta-feira, Obama visitou a Cisjordânia, onde teve recepção menos calorosa do que em Israel.

fonte:
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/03/estado-de-israel-nao-e-produto-do-holocausto-afirma-obama.html

 

Museu da Família, em toda sua inovação, já pode ser considerado o maior projeto de preservação da memória social já feito no Estado.

100 mil museus

Fotos antigas como esta, por exemplo, da família de Edson Pereira, serão digitalizadas para compor o projeto (Crédito: Arquivo do Museu da Família)
Instituto de Maringá é autorizado a captar mais de R$ 8 milhões para o Museu da Família, que digitalizará as histórias de 100 mil famílias do norte e noroeste do Estado
A Geada Negra, que assolou principalmente o Norte Pioneiro do Paraná na madrugada de 18 de julho de 1975, esvaziou a região. Na época, dos 174 municípios cafeicultores, 71 perderam mais da metade da população e 88 perderam mais de 1/5, segundo o documentário “Geada Negra”, dirigido por Adriano Justino. Cidades pequenas ficaram ainda menores. Distritos sumiram do mapa sem deixar rastro. E não é só uma questão geográfica: apagou-se, com isto, muita história de vida, história de gente que ajudou a colocar no mapa este pedaço do Brasil.
Já virando esta boca pra lá, se vier outra calamidade como a de 75, pelo menos as histórias de tantas famílias da região – e que, em seu conjunto, constroem a verdadeira e rica história local – não mais serão dizimadas assim como os milhares de pés de cafés ceifados pela geada. Isso porque, o Instituto Memória e Vida (IMV) obteve aprovação na Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, responsável pela análise das iniciativas inscritas na Lei Rouanet, para viabilizar o projeto Museu da Família, com captação de R$ 8.215.546. Isso significa a possibilidade, para inúmeras pessoas da região, de garantirem o registro histórico familiar a custo zero.
O Museu da Família, em toda sua inovação, já pode ser considerado o maior projeto de preservação da memória social já feito no Estado. Serão 100 mil famílias, totalizando quase 500 mil pessoas, localizadas em 211 municípios de quatro regiões paranaenses (norte pioneiro, norte central, noroeste e centro ocidental), assistidas pelo projeto e que terão suas histórias familiares registradas por meio da digitalização de diversos materiais históricos – fotos, fitas cassete, filmes, receitas culinárias, exames médicos, películas etc – que comporão uma página da internet no site do Museu da Família. Além da digitalização de material já existente, estão previstas a captura de depoimentos em vídeo de três mil pioneiros e a realização de 50 exposições em pequenos municípios.
Essa espécie de museu particular será uma imensa árvore genealógica digital, com garantia de perenidade em um software livre e com a responsabilidade do IMV em armazenar todos esses dados em um banco confiável.
O presidente do IMV, Edson Pereira, e o diretor de projetos Marcelo Seixas anunciaram ontem que os trabalhos já foram iniciados e que os moradores da região de atuação do projeto interessados em participar já podem acessar o site www.museudafamilia.org.br para obterem informações. Seixas confirmou para 13 de maio, em meio à Semana Nacional de Museus deste ano, em local a definir em Maringá, o evento de lançamento oficial da campanha de cadastramento das famílias para o museu.
Iniciando em maio, o diretor calcula finalizar a primeira etapa do cronograma do Museu da Família – com visitas, esclarecimentos, cadastramentos de famílias e digitalização dos materiais históricos – até outubro deste ano. Para isso, o IMV contará com cerca de 450 pessoas que, direta ou indiretamente, trabalharão no projeto em pelo menos quatro setores: educativo, tecnológico, núcleo histórico e logístico. Cada município terá um professor representando o Museu da Família. Só aí já são mais de 200 pessoas envolvidas. O prazo para a “entrega da obra” é de dois anos.
Começar o processo de divulgação da ideia por meio de professores não foi por acaso. Em uma primeira fase do Museu da Família – iniciada em 2011 na comunidade rural do município de Jussara (a 65 quilômetros de Maringá) – eles perceberam que uma das características marcantes das pequenas comunidades da região é a importância e atuação que escolas estaduais ou municipais têm. E será nelas, contam, que o pontapé inicial será dado e onde, nas cidades com menos de 30 mil habitantes (prioritárias no projeto), funcionarão núcleos de digitalização.
MaringáNo projeto, está previsto para Maringá e Londrina, em pontos estratégicos, a instalação de dois laboratórios de digitalização de documentos históricos de famílias que se interessarem pelo projeto. Eles ainda não definiram uma data para a viabilização dos laboratórios. Mas, segundo Seixas, quando essa etapa se tornar realidade, o processo de digitalização será rápido e as pessoas poderão aguardar a devolução dos documentos tomando um cafezinho enquanto a equipe responsável catalogará os materiais históricos e dados importantes de identificação. “Em 20 minutos, hoje já se consegue digitalizar até 700 documentos.”
Com a ideia ousada, mas muito bem vinda e importante, Edson Pereira ressalta o caráter de preservação da história regional por meio da memória privada e o ineditismo do que chama de “museu de primeira pessoa”. De forma colaborativa e invertendo a ordem habitual dos livros de história – cujos fatos quase sempre partem de cima para baixo e se limitam aos relatos oficiais, aos acontecimentos heróicos das figuras públicas – o Museu da Família pretende, assim, criar, em sua primeira etapa, 100 mil museus, de 100 mil famílias, de 100 mil histórias recheadas de peculiaridades mas que, ao mesmo tempo, contam com uma série de fatores em comum, principalmente a relação irrefutável que todos têm com a terra e com a saga do café nas regiões norte e noroeste do Paraná.
Histórias de família
Quando, em dado momento de sua vida, Marcelo Seixas percebeu o quanto foi importante para suas duas filhas verem um relato gravado que ele fez da bisavó delas, que morreu com mais de 100 anos, não teve dúvida do quanto poderia contribuir para a história pessoal de cada família com o Museu da Família. “Vi o quanto a história da bisavó foi importante para minhas filhas, para saberem que também faz parte da história delas.”
Edson Pereira lembra-se da mãe, que, mesmo já tendo seis filhos, resolveu ainda, em Jussara, adotar outras quatro crianças. “A família é a base e que te passa segurança e conhecimento. Por mais que você esteja distante, você pode voltar para sua família a qualquer momento”, diz. Com o Museu da Família, os dois estão contentes. Afinal, os familiares aumentarão.
*Matéria publicada no D+, do Diário de Maringá.

Museu de História Natural e Jardim Botânico tem nova diretoria

O professor Antônio Gilberto Costa, do Instituto de Geociências, e a bióloga Flávia Santos Faria tomam posse nesta segunda-feira, 25, às 10h, como diretor e vice-diretora do Museu de História Natural e Jardim Botânico (MHNJB) da UFMG. A solenidade acontece no auditório Pau-Brasil, no 2º andar do prédio da administração, à Rua Gustavo da Silveira, 1.035, Bairro Santa Inês.

A nova diretoria tem como meta fazer com que o espaço se torne efetivamente um museu de ciências na área da História Natural. Isso significa, segundo Antônio Gilberto Costa, recompor no âmbito do museu e em parceria com os institutos da UFMG as áreas de pesquisa de interesse como a da Paleontologia, da Zoologia, da Espeleologia, da Antropologia e Etnografia, entre outras, que em conjunto com a da Arqueologia, da Botânica e da Geologia, que são as áreas presentes atualmente no museu, deverão conferir identidade ao mesmo. É também meta importante a criação de espaços expositivos para cada uma dessas áreas, bem como reservas técnicas adequadas.

Um incremento na produção de ciência – no próprio Museu ou em conexão com os institutos sediados no campus Pampulha – é outro aspecto importante para essa nova imagem do espaço, explica o professor, que deixou em fevereiro a coordenação da Rede de Museus e Espaços de Ciência da UFMG, para assumir a diretoria do MHNJB.

Nessa direção, Antônio Gilberto afirma que “um museu de ciências, mais do que qualquer outro, tem que comportar atividades de pesquisa, com envolvimento de ações na área da pós-graduação, o que vai permitir a realização de ações de extensão sintonizadas com a evolução do conhecimento”.
Segundo ele, a proposta de gestão recebeu apoio de professores e pesquisadores com ligações com o museu e de outros vinculados com diversas unidades acadêmicas e consultados durante a preparação do programa de gestão, assim como de funcionários e de estudantes, estes últimos vinculados ao programa de extensão do museu.

Benefícios
Terceira maior área verde do município de Belo Horizonte, com cerca de 650 mil metros quadrados, o MHNJB traz desde sua criação oficial – em 1968 – e no próprio nome a intenção de funcionar como um museu de história natural. Com a mudança, as atividades de receber estudantes e outros visitantes, já desenvolvidas no Museu, terão maior alcance, explica o diretor, principalmente ao mostrar coleções, que se encontram guardadas, assim como os avanços da ciência nas áreas envolvidas. “Trata-se de um espaço muito importante para a cidade, e tudo o que for feito nele significará benefício não só para a comunidade da UFMG e do entorno do museu, mas para toda a população de Belo Horizonte”, afirma.
Os recursos para a implantação do projeto precisam ser captados, mas Costa acredita na viabilidade de parcerias com entidades públicas e privadas.

Currículo
Antônio Gilberto Costa possui graduação em Geologia pela UFMG e doutorado em Petrologia e Petrografia pela Technische Universitaet Clausthal Zellerfeld (Alemanha). Coordena o Centro de Referência em Cartografia Histórica da UFMG e sua experiência em administração universitária envolve atividades de direção de unidade acadêmica, de colegiado de curso, de uma rede de museus universitários, de centro de pesquisa e de laboratório de pesquisa. Tem experiência na área de geociências, com ênfase em petrologia e petrografia de rochas ígneas e metamórficas, em rochas ornamentais e de revestimento, em materiais geológicos e patrimônio cultural edificado, em patrimônio geológico e em cartografia histórica.

Flávia Santos Faria possui graduação em Ciências Biológicas e mestrado em Biologia Vegetal pela UFMG. Tem experiência na área de botânica, com ênfase em biologia reprodutiva, taxonomia vegetal, florística e fitossociologia e educação ambiental. Trabalha no Centro Especializado Jardim Botânico do MHNJB.

fonte:
https://www.ufmg.br/online/arquivos/027746.shtml

Sertanejos descobrem o mar por museu de oceanografia no semi-árido

Iniciativa ganhou corpo em 2010 e foi aberta ao público há um ano, em Serra Talhada. 60% das crianças da região nunca viram o mar




Marcos Henrique de Barros, de Serra Talhada, conhece o mar pelos museus (Teresa Maia/DP/D.A.Press)
Marcos Henrique de Barros, de Serra Talhada, conhece o mar pelos museus

Até hoje, o sertão nunca virou mar. A profecia, comumente atribuída a Antônio Conselheiro, líder da resistência da Guerra de Canudos, na verdade, ecoava na região do semi-árido bem antes do sertanejo. No entanto, os mistérios de um oceano ainda pouco conhecido e desbravado acabou sendo levado ao interior de Pernambuco muito antes da capital, que sempre insistiu em esbravejar pioneirismo. É junto a estradas de barro e em frente a cactos e mandacarus que está localizado o primeiro museu oceanográfico do Nordeste. O laboratório da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), no campus de Serra Talhada, acaba de completar o primeiro aniversário de abertura para visitação popular desde a inauguração. 

A ironia do projeto, inspirado na máxima “o sertão vai virar mar”, é ter sido construído justamente porque seis entre cada dez jovens locais, com idade entre 5 e 15 anos, nunca estiveram no mar (nem o conheciam). Marcos Henrique Lopes de Barros, 7, é apenas um dos garotos que circulam pelos corredores da academia. Aluno do 1° ano fundamental, sempre que possível, passa horas interagindo com os jogos eletrônicos com bichos oceânicos, dispostos nos dois corredores do museu. A dobradinha “tecnologia + animais” normalmente não falha e deixa crianças como Marcos Henrique fascinado. Olhos vidrados na tela, movimentando uma baleia digitalizada, fala pouco sobre a relação com o lugar, quase mágico: “É bonito. Muito divertido”.

Cerca de quatro mil pessoas já passaram pelo Museu de Oceanografia de Serra Talhada. São algumas centenas de fósseis, conchas, invertebrados marinhos e até lixo marinho. Para encher os olhos dos mais jovens, réplicas de navios, simulador de tsunami (que, convenhamos, não tem perigo de atingir o sertão) e muitos jogos interativos, físicos e eletrônicos, que exibe sempre o selo “é proibido não tocar”.

De acordo com a coordenadora do projeto, a professora de oceanografia Jacqueline Santos Silva, apesar de parecer estranho, o contexto do mar no sertão não é tão alheio à academia. Isso porque a UFRPE mantém cursos como o de engenharia de pesca na região, que pode ser direcionado ao desenvolvimento animal em açudes e rios, bem como experiências e estudos com espécies marítimas. “Queremos fomentar esse conhecimento desde cedo na população, por isso, temos muito material voltado ao ensino fundamental, mas o acervo também agrada aos adultos. É uma forma de expor e ensinar conteúdos de sala de aula com recursos simples e visuais”, explica.

Inspirada em outro grande ditado, “Se Maomé não vai à montanha…”, a equipe do museu também promove exposições itinerantes em sedes de ONGs e escolas públicas dos municípios vizinhos, como forma de viabilizar a disseminação do conhecimento sobre o oceano. Além disso, estudantes e profissionais mantém atualizada a página www.diariodeummuseu.com.br, na rede mundial de computadores. E se há quem julgue ser contrasenso estudar o oceano em pleno sertão, cabe ao sábio Riobaldo, de Grande Sertão Veredas, a justificativa: “no centro do sertão, o que é doideira às vezes pode ser a razão mais certa e de mais juízo”. Que assim seja.
 
fonte:
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2013/03/26/interna_vidaurbana,430617/sertanejos-descobrem-o-mar-por-museu-de-oceanografia-no-semi-arido.shtml

Peças em terracota estão expostas no Museu de Arte Sacra em São José

A exposição “Santos Barrocos”, do artista plástico Renato Gobbi, está desta terça-feira, dia 26, aberta à visitação no Museu de Arte Sacra de São José dos Campos, mantido pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR). As esculturas ficarão expostas até o fim de junho e podem ser visitadas de terça a sexta-feira, das 9h às 17h.
Entre as 20 peças da mostra estão: São Francisco, Santa Clara, Santa Rita, Arcanjo São Rafael, Imaculada Conceição, Santo Expedito, São José, Menino Jesus. Todas confeccionadas em terracota, técnica que utiliza argila cozida no forno.
Natural de Jundiaí, Renato Gobbi começou a produzir presépios e “santinhos” na infância, quando brincava com barro na olaria do avô. Aos 15 anos, ingressou em um seminário para se dedicar ao sacerdócio. Após desistir de ser padre, aos 25 anos, começou a modelar o barro e fazer as esculturas.
Acervo
O Museu de Arte Sacra de São José dos Campos, inaugurado no dia 17 de dezembro de 2007, pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo, está instalado na Capela Nossa Senhora Aparecida (Travessa Chico Luiz, 67), no Centro. O espaço possui um acervo com imagens, paramentos, objetos litúrgicos, oratórios, livros religiosos, bandeiras de procissão, entre outras peças.

Entre as 20 peças da mostra estão: São Francisco, Santa Clara, Santa Rita, Arcanjo São Rafael, Imaculada Conceição, Santo Expedito, São José, Menino Jesus. (Foto; Paulo Amaral/FCCR)
Entre as 20 peças da mostra estão: São Francisco, Santa Clara, Santa Rita, Arcanjo São Rafael, Imaculada Conceição, Santo Expedito, São José, Menino Jesus. (Foto; Paulo Amaral/FCCR)

fonte:
http://www.portalr3.com.br/2013/03/pecas-em-terracota-estao-expostas-no-museu-de-arte-sacra-em-sao-jose/#.UVLhtR072pU

Funcionamento do Museu de Presidente Prudente é prejudicado por conta da chuva



Calhas do salão na frente do local são muito antigas e não aguentaram a quantidade de água que caiu nesta madrugada


Por conta da forte chuva que atingiu Presidente Prudente na madrugada desta terça-feira (26), o funcionamento do Museu Municipal e Arquivo Histórico Prefeito Antônio Sandoval Netto foi prejudicado. Porém, a situação pode estar prestes a mudar, já que uma reforma está prevista.

De acordo com os funcionários, assim que eles chegaram para trabalhar, a partir das 7h, o local foi encontrado com bastante água vinda das calhas e escorria pelas paredes. Os móveis e alguns itens do acervo tiveram que ser afastados para não estragar.

Segundo o diretor do Museu, José Carlos Vieira, não é a primeira vez que isso acontece, já que o prédio tem mais de 50 anos.

“Isso acontece há uns 30 anos. A calha é muito antiga. O local não chega a alagar, mas a água escorre pelas paredes. A manutenção e a reforma da parte da frente do Museu já estavam programadas para começar a partir da semana que vem. O projeto já havia sido aprovado e esse problema estará resolvido em breve”, explica.

O local ficou fechado por cerca de seis meses no ano passado para reformas na parte de trás do prédio, onde funcionam o escritório, o almoxarifado, o acervo técnico e o arquivo histórico.

“Quando chovia, antes da reforma, isso acontecia no prédio todo. Depois da reforma, quando chove, só temos problemas na parte da frente”, revela o diretor.

De acordo com a Secretaria de Comunicação da Prefeitura, a licitação para a realização da manutenção no telhado e na parte da frente do prédio já foi aprovada.

“Essa manutenção na calha realmente deve começar na próxima semana. Não serão feitas grandes reformas, até porque o prédio é tombado. Porém, a a resolução do problema causado pela chuva já está certa e deve custar cerca de R$ 8 mil”, explica a assessora de imprensa Daniele Capelasso.

Móveis precisaram ser arrastados para não serem atingidos pela água (Foto: Erika Foglia/iFronteira)

fonte:
http://www.ifronteira.com/noticia-presidenteprudente-46893