sexta-feira, 5 de abril de 2013

Esqueleto de 'gigante irlandês' é atração polêmica em museu londrino


Charles Byrne pode ter medido mais de 2,40 metros no século 18. Ele pediu para ser sepultado no mar, mas ossada acabou exposta.


Visitante observa o esqueleto do 'gigante irlandês' em museu londrino (Foto: Dennis Barbosa/G1)Visitante observa o esqueleto do 'gigante irlandês' em museu londrino (Foto: Dennis Barbosa/G1)




O Museu Hunterian, mantido por uma entidade britânica de cirurgiões, tem uma peça polêmica em sua coleção: o esqueleto de Charles Byrne, que ficou conhecido como o “gigante irlandês”.
Este homem, nascido em 1761, tinha fama de medir mais de 2,5 metros e, graças a isso, chegou a fazer muito dinheiro apresentando-se como uma atração bizarra. A fama também acabou levando-o ao alcoolismo.
Seus ossos indicam que Byrne,que sofria de acromegalia (excesso de hormônio do crescimento), media, na verdade, em torno de 2,40 metros. Ainda assim, era uma altura considerável, ainda mais considerando-se que a população humana cresceu um bom pedaço nos últimos dois séculos.
Byrne chegou com 21 anos em Londres e teve cerca de um ano para se apresentar a plateias de curiosos. Em seguida, ele morreu. Religioso, pedia em vida para que seu corpo fosse sepultado no mar – ele já desconfiava que havia gente interessada em se apoderar de seus restos mortais.  E foi exatamente o que aconteceu.
À revelia de seu pedido, a ossada de Byrne acabou como parte da coleção do renomado anatomista John Hunter, em meio a outras centenas de peças. O acervo do Museu Hunterian inclui toda sorte de animais e seres humanos, inteiros e em pedaços, conservados de diferentes maneiras.
Todo esse material foi comprado pelo governo britânico em 1799, e passou a ser administrado pelo Colégio Real de Cirurgiões, que mantém o impressionante acervo aberto ao público, gratuitamente, num museu na região central de Londres.
O caso de Byrne fez com que Thomas Muinzer, um pesquisador da area jurídica, escrevesse no “British Medical Journal”, em 2011, ao defender a retirada do esqueleto do “gigante irlandês” de exposição:  “O que foi feito não pode ser desfeito, mas pode ser moralmente retificado. Certamente é tempo de respeitar a memória e a reputação de Byrne”.
Somente da coleção original de John Hunter, o Museu Hunterian mantém 3.500 espécimes preservados, que permitem ao visitante mergulhar na história da medicina. Há ainda outros 2.500 objetos adquiridos posteriormente, além de uma extensa coleção odontológica, com peças raras como, por exemplo, dentes de soldados da batalha de Waterloo (1815).
Hunterian Museum
35-43 Lincoln's Inn Fields - Londres
Metrôs Holborn e Chancery Lane
Aberto de 3ª a sábado, das 10h às 17h
Grátis


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Museus de Moscou fazem exposição conjunta sobre Alexei Remizov



O Ministério da Cultura da Rússia, a Prefeitura da capital russa e o governo da região de Moscou estão organizando uma mostra conjunta de muitos museus moscovitas intitulada “Alexei Remizov,  o Regresso.” A exposição será realizada no período de 17 de abril a 22 de maio, abordando a vida e a obra deste que é considerado um dos mais importantes escritores russos do século XX.
Boa parte do acervo do Ministério da Cultura da Federação Russa será cedido para esta exposição, sendo, posteriormente, encaminhado ao Museu Estatal de Literatura. Aleksei Mikhailovich Remizov nasceu em 6 de julho de 1877, em Moscou, e morreu em Paris, em 26 de novembro de 1957. Ele era considerado um modernista de muita imaginação e criatividade. 

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Subnotificação de roubos a museus dificulta recuperação de peças, diz Ibram


Rio de Janeiro – O Cadastro de Bens Musealizados Desaparecidos, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), contabiliza 113 obras do acervo roubadas e não recuperadas. O número já inclui a pena de ouro que pertenceu ao ex-presidente Afonso Pena e foi furtada esta semana do Museu da República, no Rio de Janeiro.
A lista, no entanto, deveria ser muito maior e poderia ajudar mais no rastreamento das peças, segundo o diretor de Processos Museais do Ibram, Cícero de Almeida, já que a notificação dos roubos praticamente se limita aos 30 museus do Ibram.
Como a inclusão de uma peça no cadastro depende do registro voluntário por parte das administrações dos museus, as 30 instituições coordenadas pelo Ibram respondem por 94% dos objetos enumerados. Cícero garante que o número de furtos no país é muito maior que o contabilizado no cadastro e que a falta de notificações dificulta a recuperação das peças.
"É um cadastro aberto para que os museus alimentem por adesão, mas a adesão dos museus de fora do Ibram é mínima. Nós [Ibram] resolvemos assumir e divulgar as peças roubadas e cortar na carne. Os museus têm muito medo de divulgar que tiveram peças roubadas, o que deveria ser exatamente o contrário. Quanto menos tempo levamos para divulgar o roubo, mas fácil e rápido é rever as peças", diz Cícero.
Segundo o diretor, tornar os roubos públicos poderia ajudar na formulação de políticas públicas e na intimidação de compradores: "A divulgação imediata pode interromper esse circuito. Qualquer um que queira comprar essa peça, assume o risco ao saber que é roubada".
Para contornar a falta de informação, o Ibram estuda a formulação de um cadastro alternativo, feito pelos próprios servidores a partir de roubos noticiados pela imprensa.
O Rio de Janeiro lidera a lista de peças desaparecidas – posição que se deve principalmente ao roubo ao Museu da Chácara do Céu, de onde foram tiradas em 2006 obras como Marinha, de Claude Monet, A Dança, de Pablo Picasso, Os Dois Balcões, de Salvador Dali e O Jardim de Luxemburgo, de Henri Matisse.
Das 58 peças subtraídas de museus do Rio, 50 foram levadas apenas desse centro cultural. O Museu da República, roubado esta semana, já tinha sido vítima de ladrões em 1993, quando foi roubado um revólver que pertenceu ao também ex-presidente marechal Deodoro da Fonseca. As outras seis peças pertencem à Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, em Paraty, e incluem coroas de ouro e imagens sacras.
A outra metade da lista é composta basicamente por museus de Minas Gerais, entre os quais se destaca o Museu do Ouro, com 47 peças roubadas, muitas delas de arte sacra. O Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, também aparece na lista, junto do Museu Regional de São João Del Rey e do Museu do Diamante, em Diamantina. O estado tem 53 peças desaparecidas na lista.
A Prefeitura de Porto Alegre foi a única da Região Sul a registrar o desaparecimento de uma obra – o quadro Retrato de Mulher, de Alberto Guignard. No Centro-Oeste, um grilhão de uso infantil foi levado do Museu das Bandeiras, na Cidade de Goiás (GO).
A maior parte dos objetos roubados era usada no interior de prédios, como tapetes e castiçais. Objetos pessoais, como cachimbos, vêm logo depois, seguidos de artigos de arte sacra.

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