domingo, 14 de abril de 2013

Museo Chileno de Arte Precolombino, em Santiago do Chile



Um livro de guia de viagens dizia “um museu de dar inveja aos faraós”. O mais famoso de Santiago, capital do Chile, possui no seu acervo dezenas de múmias chinchorros, que eram um povo de pescadores que viveu no norte do Chile e Sul do Peru há mais de sete mil anos. Muitas múmias são mais antigas que as egípcias.

O prédio de estilo neoclássico onde se encontra instalado o Museu foi construído em 1807, tendo como arquiteto, o italiano Joaquin Toesca, o mesmo que projetou o Palacio de la Moneda que é a sede do governo chileno. Está classificado como Monumento Nacional desde 1960.




Museo Chileno de Arte Colombino, em Santiago do Chile
Museo Chileno de Arte Colombino, em Santiago do Chile



O seu acervo inclui esculturas maias, cerâmicas milenares, obras de arte de prata e cobre, peças dos povos de diversas culturas indígenas americanas antes do século XVI, da Mesoamérica (norte do México) para o sul dos Andes, além da região amazônica.

(fotografia de/photos by Rogério P.D. Luz – 2010)

*fontes de consulta: site oficial do museu, Turistic Chile e coleção Viagem e Turismo de bolso

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Visitei o museu em Setembro de 2010 após assistir a troca de Guarda além de conhecer o Palacio de la Moneda. Passeando pelo interessante centro de Santiago, o prédio estava no caminho para a Catedral Metropolina na Plaza de Armas. É muito interessante pelo seu acervo que nos conta a vida dos antigos povos indígenas. Porém se o visitar em 2013 certifique-se se já foi reaberto, pois constava do site oficial do museu – http://www.precolombino.cl/ - que estava fechado para reforma.
Uma múmia chinchorro
Uma múmia chinchorro
As múmias chincorros são conhecidas como a forma mais antiga de preservação de cadáveres humanos. Os chinchorros, como dito acima, eram um povo de pescadores que viveu no norte do Chile e Sul do Peru. Após retirarem os órgãos internos dos cadáveres, enchiam-nos com galhos, folhas e barro, e em seguida juntavam as partes dos corpos novamente colocavam uma máscara, como na foto, e pintavam tudo com ocre vermelho. Ao contrário dos egípcios, os chinchorros mumificavam crianças, homens e mulheres, sem distinção da classe social.
O Palacio de la Real Aduana (Palacio de la Real Casa de Aduanas o Palacio de la Aduana), posteriormente conhecido como Palacio Viejo de los Tribunales (o Palacio de los Tribunales Viejos), é um edifício construído entre 1805 e 1807. Em 1969 foi declarado "Monumento Histórico de Chile". Desde 1981 albriga o  Museo Chileno de Arte Precolombino. (fonte e foto> Wikipedia)O Palacio de la Real Aduana (Palacio de la Real Casa de Aduanas ou Palacio de la Aduana), posteriormente conhecido como Palacio Viejo de los Tribunales (ou Palacio de los Tribunales Viejos), é um edifício construído entre 1805 e 1807. Em 1969 foi declarado “Monumento Histórico de Chile”. Desde 1981 abriga o Museo Chileno de Arte Precolombino. (fonte e foto> Wikipedia)
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MUSEUS E AFETO: O QUE ELES TÊM EM COMUM?

Lançamento do Reprograme, livro organizado por Luis Marcelo Mendes, apresentou uma nova proposta para o futuro dos museus



Luis Marcelo Mendes

O convite foi feito: reprogramar sua concepção de museu! E o público não só compareceu em peso no lançamento do livro Reprograme na quinta-feira, 04/04, no Museu das Minas e do Metal (MMM), como comprou a ideia de pensar museus de uma forma diferente. Luis Marcelo Mendes, organizador do livro que conta com cases nacionais e internacionais de museus que se transformaram na era da informação, veio a Belo Horizonte e falou para uma plateia de mais 100 pessoas sobre o livro que é “uma rede de pensamentos sobre comunicação e museus”, como ele mesmo definiu. Para uma troca de ideias e debate com o jornalista, foram convidados ainda Alysson Lisboa, especialista em comunicação digital interativa e professor do UniBH, e Ana Paula Gaspar, coordenadora de comunicação digital e mídias sociais do MMM. Gaspar ainda coordena a Rede MMM, rede social própria do Museu, pioneira no Brasil, que abriga mais de 900 conteúdos postados por alunos, professores e visitantes do Museu das Minas e do Metal, que expandem a visita ao Museu por meio da rede. A Rede MMM é um dos cases do livro Reprograme e atualmente conta com cerca de 900 usuários.



Ana Paula Gaspar e Alysson Lisboa também foram convidados para o debate sobre novas tendências de museus durante o lançamento do livro

Luis Marcelo Mendes abriu a discussão falando da mudança dramática da noção de constituição de museus atualmente. Segundo ele, “museu não é mais lugar de coleção”. Outra provocação feita pelo especialista foi a possibilidade de se pensar estrategicamente em branding e cultura. “É perfeitamente possível aliá-los. Todo museu deveria se entender como prestador de serviço e entender seus visitantes como clientes. Por que não?”, indagou Mendes.

Gestão do Afeto

Luis Marcelo ainda lançou um novo conceito de gestão para os museus se reinventarem na era da informação: a gestão do afeto. “Existem cerca de 55.000 museus ao redor do mundo e não é o dinheiro que os move, embora ele seja importante. É o afeto que move as pessoas. A experiência conjunta e o compartilhamento dos momentos estão intrinsecamente ligados ao afeto das pessoas com esses lugares”, explicou Mendes, que ainda acrescentou que cerca de 1% do total desses museus no mundo, aproximadamente 550, estão inseridos nesta nova tendência: museus que integram tecnologia como recurso em suas exposições e dialogam de forma diferenciada com seu público.



Mais de 100 pessoas lotaram o auditório do MMM para participar do lançamento do Reprograme

O especialista citou exemplos de pessoas e museus que mobilizaram comunidades e recursos em prol de um objetivo, como foi o caso da artista Amanda Palmer, que, por meio de um crowd-fundingtinha a meta de arrecadar 100.000 dólares para lançar seu álbum solo e acabou arrecadando mais de 1 milhão de dólares. Ou ainda do MoMa (Museu de Arte Moderna de Nova York), que ofereceu abrigo, energia elétrica e apoio às comunidades, museus e galerias atingidos pelo furação Sandy, ocorrido em outubro de 2012. “É preciso possibilitar a troca de experiências e ideias. A possibilidade de se comunicar com uma ideia é melhor do que tudo e dita a profundidade da relação. Isso é gestão do afeto, é a construção de um relacionamento com a comunidade, é ajudar as instituições a criarem esses laços fortes. É o que o MoMA faz com sua marca, que vocês podem chamar de brandingtambém, se preferirem”, definiu.



O público pôde interagir com Luis Marcelo Mendes e com os convidados: momento de reflexão foi bastante elogiado

Fotos: Acervo MMM

A professora Beatriz Magalhães trouxe sua turma de alunos de Turismo, da PUC Minas, e defendeu, durante o debate, que os museus estejam a serviço da comunidade. “Qual é a razão de existir de um museu se não for para estar a favor da comunidade? Esse deve ser o papel dos museus e isso precisa ser comunicado, pois você só tem afeto pelo que você conhece”, opinou a professora. Vários estudantes de Museologia que estavam presentes elogiaram o encontro proposto pelo MMM e a importância da participação dos jovens para discutirem os museus do futuro, o que foi endossado por Luis Marcelo Mendes. “Gostaria de parabenizar pela palestra e principalmente pelo foco no tema gestão de afeto”, comentou o estudante universitário, Marcos Alves, por meio da pesquisa de opinião. Natália Marques, estudante da PUC Minas, também registrou seu elogio pela pesquisa: - “Um excelente programa cultural, perfeitamente acessível às pessoas”.

fonte:

Dia do Índio no Museu



O Museu de Pré História Casa Dom Aquino sedia o VI Encontro Indígena, que acontecerá entre os dias 15 e 19 de abril no próprio Museu. Confira a programação



O Dia do Índio é comemorado em 19 de abril, mas já tem muita programação rolando por toda a Capital e pelo estado afora. O Museu de Pré História Casa Dom Aquino, por exemplo, sedia o VI Encontro Indígena. Artesanatos indígenas, danças, cantos, oficinas, astronomia, culinária, pinturas corporais, visitação a exposição e palestras fazem parte da programação, que neste ano tem início nesta segunda-feira (15) e se estende até o dia 19.

O Museu Dom Aquino compreende a importância dos povos indígenas e por isso a necessidade desse encontro ter continuidade e já estar em sua 6ª edição. Este encontro representa um momento de reflexão sobre a atual situação dos indígenas no Estado de Mato Grosso, buscando alternativas, sugestões, e melhorias na conjuntura do presente e do futuro para esse povos.

Nesse contexto cultural, também será inserida a questão política com as discussões de dois temas de grande importância: “A inserção do indígena profissional nível superior no mercado de trabalho” e “A inserção indígena na Copa do Pantanal”. A expectativa é que essas discussões possam gerar propostas e amadurecimento para ações concretas.

A programação tem início na manhã do dia 15, às 08 h com apresentações de canto e dança. Em seguida, às 10 h haverá a palestra “O que é ser índio?” com Daniel Munduruku (Prof. Dr. Em Educação / USP).

Na terça (16) pela manhã, às 08h30 haverá uma mesa redonda com o tema “Conhecendo as etnias de Mato Grosso”. Logo mais, às 09h30 haverá oficinas de artesanatos, pinturas corporais, dança, jogos e brincadeiras indígenas. Às 10h30 será a vez da palestra “Patrimônio Waurá Kaji Waurá”, que será ministrada por um acadêmico de Pedagogia da Unemat.

A tarde a programação continua às 13h30 com segue com mesa redonda com o tema “Conhecendo as etnias de Mato Grosso”. Às 15 h é a vez das oficinas, brincadeiras e jogos indígenas. Às 16 h tem Mostra de vídeos e documentário sobre a temática.

Na quarta (17) pela manhã se repete o tema da mesa redonda “Conhecendo as etnias de Mato Grosso” e às 09h30 as oficinas. Às 10h30 a palestra é sobre Terra Indígena Maráiwatsédé Pajé José Tserité Xavante ministrada pelo Dr. César Augusto Lima do Nascimento.

A tarde a programação continua às 13h30 com segue com mesa redonda com o tema “Conhecendo as etnias de Mato Grosso”. Às 15 h é a vez das oficinas, brincadeiras e jogos indígenas. Às 16 h tem Mostra de vídeos e documentário sobre a temática. O diferencial é que neste dia, às 19 h, haverá observação astronômica, guiada pelo professor Dr. Denilton Carlos Gaio (Instituto de Física da UFMT).

O tema da mesa redonda na quinta pela manhã (18) é “Inserção do profissional indígena nível superior no mercado de trabalho”. Logo mais, às 10h30 haverá apresentação cultural, Dança do Macaco com a etnia Kuikuro e Dança dos Homens com a etnia Xavantes.

A tarde, às 13h30 a programação retoma com Grupos de Trabalhos que deverão formular propostas de trabalho que deverão ser apresentadas posteriormente. Às 16h é a vez de abrir espaço para a programação cultural. Haverá canto da etnia Bororo e Dança do Tatu com a etnia Kuikuro.

No Dia do Índio e último dia do Encontro (19), o tema da mesa redonda às 08h30 é “A inserção do indígena na Copa do Pantanal. Logo mais, às 10h30 haverá apresentação cultural, Dança do Macaco com a etnia Kuikuro e Dança dos Homens com a etnia Xavantes.

A tarde a programação segue às 13h30 com os Grupos de Trabalho que devem apresentar as formulações de propostas levantadas. Às 16 h haverá apresentação de flauta Kuikuro e Dança e ritual de caça Kuikuro. O encerramento da programação está previsto para às 19 h com apresentações culturais com canto, danças, pajelança e gastronomia. A entrada custa R$ 5,00. Mais informações pelo telefone (65) 3634-4858. 


fonte:
http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=429914

Museu holandês Rijksmuseum é reaberto após uma década de reforma

Fogos de artifício adornaram a fachada restaurada em cerimônia.
Entre as principais obras está o quadro 'A Ronda Noturna', de Rembrandt.

Fogos de artifício adornaram a fachada restaurada do Museu Nacional de História e Arte dos Países Baixos, o Rijksmuseum, durante a cerimônia de sua reinauguração neste sábado (13). O prédio localizado em Amsterdã, na Holanda, estava em reforma há uma década. Entre as principais obras expostas no local está o famoso quadro “A Ronda Noturna”, de Rembrandt, assim como obras de Johannes Vermeer, Jacob van Ruysdael e Frans Hals. Neste primeiro dia da retomada do museu, ele ficará aberto até meia-noite com entrada gratuita
Fogos de artifício adornaram a fachada restaurada do Museu Nacional de História e Arte dos Países Baixos, o Rijksmuseum, durante a cerimônia de sua reinauguração neste sábado (13). O prédio estava em reforma há uma década. Entre as principais obras expost (Foto: Peter Dejong/AP)Fogos de artifício adornaram a fachada restaurada do Rijksmuseum (Foto: Peter Dejong/AP)
A cerimônia de reinauguração será uma das últimas conduzidas pela rainha Beatrix, queabdicará do trono em favor de seu primogênito, o príncipe Willem-Alexander, depois de quase 33 anos de reinado. A cerimônia acontecerá no dia 30 de abril.
A cerimônia de reinauguração será uma das últimas conduzidas pela rainha Beatrix, que abdicará do trono em favor de seu primogênito, o príncipe Willem-Alexander, depois de quase 33 anos de reinado. A cerimônia acontecerá no dia 30 de abril. (Foto: Peter Dejong/AP)A cerimônia de reinauguração será uma das últimas conduzidas pela rainha Beatrix (Foto: Peter Dejong/AP)

fonte:http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/04/museu-holandes-rijksmuseum-e-reaberto-apos-uma-decada-de-reforma.html

Especialistas alemães tentam definir como seria o museu ideal


Embora a escolha sobre qual museu visitar seja absolutamente subjetiva, especialistas apontam, com opiniões surpreendentemente unânimes, as características do que se pode chamar de "museu moderno".


A gama de museus existentes na Alemanha é enorme: no país há milhares deles, de A (Museu dos Aliados) a Z (Museu Zoológico), passando por curiosos, como o Museu do Botão e o Museu do Penico. Recentemente, um pesquisador descobriu que um visitante gasta em média 11 segundos para contemplar um objeto exposto num museu.

Ou seja, do ponto de vista meramente matemático, o Museu Histórico Alemão, com suas 700 mil peças, requereria 2.139 horas do visitante. Como isso vai além da capacidade humana, é preciso definir critérios: como um museu deve ser organizado hoje? E o que o visitante pode esperar dele?

A historiadora e especialista em mídia Beate Schreiber, da agência Facts & Files, presta serviços para organizadores de exposições. A empresa fornece consultoria nos setores de pesquisa e preparação de conteúdos históricos, tendo trabalhado, entre outros, na mostra Tutancâmon, que rodou o mundo.

"São os museus que precisam contribuir com algo, não os visitantes", reza o credo de Schreiber, para quem um museu moderno é aquele que atrai público e não aquele que aspira ser uma instituição educativa. Segundo a especialista, as exposições hoje têm muito mais um caráter de mediação do que de formação educacional, como antigamente. "Às pessoas, sobretudo às mais jovens", é preciso primeiro contar os fatos. "Por isso os museus não podem, de imediato, se aprofundar", diz.
Museu Histórico Alemão, em Berlim

Anja Hoffmann é presidente da Confederação Alemã de Pedagogia de Museus. Ela tem em mente os interesses e necessidades dos visitantes de museus e defende um trabalho conjunto entre historiadores, curadores, expositores e pedagogos. "Na prática, isso acaba não acontecendo. O curador é quem dá as cartas: 'Quero expor 300 peças'. Quem monta exposições tem em foco determinados pontos de vista estéticos. Nós, pedagogos, nos esforçamos para atrair as pessoas e o interesse delas", diz Hoffmann.

A palavra-chave dos pedagogos de museus é a "orientação do visitante". Para eles, a função do profissional desta área é construir pontes para que tanto os objetos expostos quanto suas mensagens cheguem ao observador.

O que caracteriza a "modernidade" de um museu?
Casa da História, em Bonn

Joachim Scholtyseck é professor de História da Universidade de Bonn. Ele acredita que o conceito de "moderno" hoje seja, em primeira linha, no contexto de uma exposição, a presença de constatações científicas recentes: "A objetividade e a veracidade da apresentação precisam estar garantidas. Além disso, é preciso apresentar as coisas e a história a partir de diversas perspectivas", diz o historiador. O visitante deve, ele próprio, formar sua opinião, completa o historiador. Embora "seja também bom deixar questões em aberto", acrescenta. O visitante deve ser incentivado a se esforçar intelectualmente e não apenas a se curvar perante a exposição, diz Scholtyseck.

Judith Behmer é especialista em mídia do Instituto Rheingold, situado em Colônia, no oeste alemão. Para ela, um museu moderno precisa contar não apenas com um setor multimídia, mas precisa também de um ambiente agradável: um café para passar o tempo, uma loja que venda catálogos e suvenires, além de visitas guiadas curtas e informativas. "Uma boa exposição deverá me levar a ver o cotidiano com outros olhos: como se vivia antigamente e o que isso tem a ver comigo hoje", diz Behmer. Segundo ela, a visita ao museu só impressiona o visitante quando permite a ele transpor suas próprias experiências e hábitos.

Os museus prediletos dos especialistas
Museu Judaico de Berlim

O favorito de Beate Schreiber é o Museu Judaico de Berlim. Segundo ela, "o princípio didático" do museu é bom. "Eles informam primeiro as bases, os fatos", diz ela. Já para a especialista em mídia Judith Behmers os destaques ficam por conta do Museu Histórico Alemão, também localizado em Berlim, e da Casa da História, em Bonn. Behmers elogia sobretudo a apresentação multimídia dos temas.

Joachim Scholtyseck visitou há pouco o Tränenpalast, em Berlim, onde ficou impressionado com o saguão do antigo ponto de passagem entre Leste e Oeste da capital alemã na Friedrichstrasse, na antiga República Democrática Alemã, onde as pessoas tanto de um lado quanto de outro do muro se despediam em lágrimas. "Um clássico é naturalmente o Museu Alemão" de Munique, diz Scholtyseck.

A pedagoga de museus Anja Hoffmann recomenda visitas não guiadas somente a grandes instituições, como a Casa da História ou o Museu Histórico Alemão. "Sou fã de museus municipais, que fazem um trabalho in loco e muito valioso", diz. "Ali, as pessoas podem experimentar algo em relação ao espaço onde vivem, localizando-se nele, a fim de entenderem melhor sua história e seu presente", completa.

Melhorias possíveis
Tränenpalast, em Berlim

Na opinião de Beate Schreiber, há na Alemanha um excesso de exposições rotativas por ano. "Com cinco ou seis mostras diferentes por ano, as pessoas não conseguem acompanhar", diz ela. Schreiber aposta primeiro na qualidade das exposições e nas necessidades de visitantes de fora do país.

Entre outros problemas, a qualidade dos áudios em língua estrangeira é consideravelmente deficitária – mesmo em Berlim. Também no que diz respeito à presença na web, haveria muito que melhorar: "Principalmente para grupos de escolares e para um público jovem é importante que possam se preparar antes e participar depois da visita à mostra", completa Schreiber.

Judith Behmer alerta, contudo, que não se deve exagerar. "Deveria ser chamada a atenção para o material exposto, para que o visitante o observe e não assista apenas a filmes", fala a especialista. Ela não acredita, portanto, que o museu virtual venha algum dia a substituir o museu real. "O mais interessante é o contato direto com os objetos. Uma caneta-tinteiro usada pelo Imperador Guilherme 2° tem uma qualidade material e exerce um fascínio diferente do que sua reprodução na internet", conclui Behmer.

DW.DE


Museu de Frankfurt examina ideais clássicos de beleza na arte

Mostra "Beleza e Revolução", em Frankfurt, rastreia os ideais do belo da Antiguidade e mostra como eles ainda se refletem nos dias de hoje. Da publicidade e moda à cirurgia plástica (21.03.2013)


Museu de caricaturas se dedica ao humor alemão

Na Alemanha as pessoas não só têm senso de humor como guardam milhares de caricaturas em um lugar especial. Em comemoração aos seus 75 anos, o Museu Wilhelm Busch expõe obras que fazem os alemães rir. (02.11.2012)


Daniel Libeskind projeta ampliação do Museu Judaico de Berlim

Mais de sete milhões de pessoas já visitaram o Museu Judaico desde 2001. Com ofertas didáticas e científicas, um das atrações berlinenses precisa agora de mais espaço para atender às necessidades dos visitantes. (20.08.2012)





fonte:
http://www.dw.de/especialistas-alem%C3%A3es-tentam-definir-como-seria-o-museu-ideal/a-16739181