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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Museu polonês acerta as contas com o passado judeu

A Polônia só irá se refazer de seus traumas do século 20 quando reconhecer seu passado judeu



"A memória judaica está se tornando parte da memória polonesa", disse o rabino chefe, Michael Schudrich, em uma entrevista no novo Museu da História dos Judeus PolonesesPiotr Malecki/The New York Times
Recentemente, no novo museu judeu daqui, o rabino chefe da Polônia revelou uma escultura incomum: um tijolo velho, escavado no meio e com uma única letra hebraica gravada.  
O tijolo, uma adaptação imaginativa da mezuzah tradicional que os judeus colocam em suas portas como sinal de fé, veio de um prédio de apartamentos demolido em Nalewki Street, que já foi parte vital da Varsóvia judaica, e serve como um símbolo apropriado da relação entre os judeus e poloneses: conturbado, enterrado e apenas recentemente desenterrado.  
Quando os dignitários do mundo todo se juntaram aqui, em abril, no septuagésimo aniversário do levante do Gueto de Varsóvia, eles acharam o imponente monumento aos Heróis do Gueto ofuscado pelo grande museu, um símbolo extraordinário da transformação de Varsóvia de cidade escura e sombria pós-comunismo a capital próspera da Europa Central.  
Na vizinha Alemanha, a relação com os judeus pode ser conturbada, mas é muito mais simples. A sociedade alemã aceitou a culpa coletiva como autora do genocídio nazista e reconhece os judeus como vítimas. Mas a identidade polonesa também está ligada ao status de vítima da nação depois de uma história de séculos de conquistas, divisão e ocupação.  
Entre os líderes cívicos daqui, há uma forte sensação de que a Polônia só irá se refazer completamente de seus traumas do século 20 quando reconhecer seu passado judeu, e o museu é visto como um grande passo.  
"A memória judaica está se tornando parte da memória polonesa", disse o rabino chefe, Michael Schudrich, em uma entrevista no novo Museu da História dos Judeus Poloneses, "e o prédio onde estamos é o melhor exemplo disso".  
Cerca de 3,3 milhões de judeus moravam na Polônia no início da Segunda Guerra Mundial. O último censo mostrou apenas 7.508 pessoas se identificando como judias em 2011, e isso foi um salto das 1.133 que disseram ser judias em 2002.  
Revestido com painéis de vidro do lado de fora, o museu tem um corredor curvo do lado de dentro que corre do início ao fim, quase como um desfiladeiro natural, que os arquitetos do prédio compararam ao Mar Vermelho partido. Uma recriação meticulosa do teto pintado cheio de cores de uma sinagoga de madeira está completa, mas cabos enrolados saem do chão cru de concreto, esperando para serem conectados aos monitores multimídia que ainda devem ser instalados.  
Embora ele narre séculos de história judaica na Polônia, o museu não foi um empreendimento exclusivamente judaico. O governo polonês, grupos judaicos e doadores privados trabalharam juntos para levantar quase 100 milhões de dólares. A cidade proporcionou o espaço de graça e, junto ao governo federal, cobriu os custos de construção. A Associação do Instituto Histórico Judaico da Polônia arrecadou dinheiro para a mostra permanente, que não estava pronta para a recente abertura, mas estará pronta no próximo ano.  
"Economicamente, nós não somos mais um país pobre", disse Waldemar Dabrowski, o contato do ministro da cultura junto ao museu. "Enquanto sociedade é saudável ser moralmente capaz de fazer tal coisa."  
Enquanto muitas doações significativas vieram de organizações e indivíduos dos Estados Unidos, o homem mais rico da Polônia, Jan Kulczyk, que não é judeu, doou 6,4 milhões de dólares no verão passado.  
"Quando a nação judaica e a nação polonesa, quando estamos juntos, quando olhamos na mesma direção, isso é ótimo para nós, ótimo para a Polônia e ótimo para o mundo", disse Kulczyk, cujos atividades comerciais ao redor do mundo incluem petróleo, imóveis e cerveja.  
Nem sempre foi fácil. Uma proposta para construir na mesma área um monumento aos poloneses que arriscaram a vida para salvar judeus durante o Holocausto provocou uma oposição enfurecida.  
Escrevendo para o jornal principal, Gazeta Wyborcza, a estudiosa do Holocausto Barbara Engelking disse: "Isso é uma pequena parte de Varsóvia que pertence aos judeus e que não deveria ser apropriada".  
Quando 1.250 alunos do ensino médio de Varsóvia foram questionados recentemente sobre qual grupo sofreu mais durante a guerra, os poloneses ou judeus, quase metade, 44%, disse que os dois grupos sofreram igualmente; 28% responderam que foram os judeus; e 25%, os poloneses.  
Maciej Bulanda, de 23 anos, que, com seu pai, desenhou o suporte de mezuzah de tijolo, passou a se interessar por sua bisavó judia na adolescência, descobrindo que ela teve três irmãos que morreram no Holocausto e até achando suas sepulturas em Lodz.  
"A geração de nossos pais não teve coragem, ou vontade, ou interesse de pesquisar sobre isso", disse Bulanda sobre o crescente interesse entre os jovens poloneses em explorar seu passado judaico. "Nós fomos criados em um mundo completamente diferente."  
Isso não significa que foi sempre fácil. A mesma banca que examinou a questão do sofrimento judeu versus polonês descobriu que 61% dos alunos disseram que eles "ficariam descontentes" em descobrir que um namorado ou namorada fossem judeus, enquanto 45% preferiria não ter um judeu na família.  
"Quando você tem 7 anos e está jogando futebol no quintal, numa briga você ouve pessoas usando 'cigano' ou 'judeu' como xingamentos", Bulanda disse.  
Depois de o museu ter anunciado uma competição de design para a mezuzah, Bulanda levantou a possibilidade de integrar a mesa de jantar da família. Seu pai, Andrzej, arquiteto, teve a ideia de usar um tijolo.  
Eles usavam mapas antigos da cidade para descobrir por onde Nalewki Street passava e escavaram um lugar onde hoje é um parque público e que já foi o alicerce dos números 10 e 12 ou o muro de contenção entre eles.  
Piotr Wislicki, presidente da Associação do Instituto Histórico Judeu, falando ao público no auditório do museu depois que a mezuzah foi revelada, recordou: "Quando eu era garotinho, tinha medo de responder quando alguém dizia a palavra judeu. Eu tinha uma vontade enorme de correr. Quando jovem, eu contava apenas para os meus amigos mais próximos, pedindo que jurassem segredo".  
"Hoje", disse Wislicki, "estou aqui na sua frente orgulhoso de ser um judeu polonês".  

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Museu do Meio Ambiente recebe 'Orquídeas do jardim'


Destaque da mostra, no Jardim Botânico, de 6ª (03) a domingo (05), é aroma da Cattleya walkeriana

Jornal do Brasil
Não basta ser a planta com maior diversidade de cores e formas. Desta vez, o destaque é o aroma da Cattleya walkeriana. Conhecida como a rainha perfumada do Cerrado, esta orquídea estará entre muitas outras na exposição “Orquídeas no Jardim” que acontece de 3 a 5 de maio, no Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O evento, promovido pelo designer Antonio Bernardo e organizado pela OrquidaRio, maior associação orquidófila da América Latina, já levou cerca de 200 mil pessoas ao Jardim Botânico desde de sua primeira edição em 2002 e vem transformando o carioca num apaixonado cultivador de orquídeas.
Construído no final do século XIX, o Orquidário do Jardim Botânico está sendo reformado pela terceira vez. Por esta razão, a já tradicional edição de maio do evento, que faz parte da agenda do carioca, terá um novo cenário: o salão na entrada do Museu do Meio Ambiente que exibirá flores das coleções de produtores de diversos estados brasileiros em ambiente especialmente criado para  “Orquídeas no Jardim”.
Nessa edição, assim como em todas as duas anualmente realizadas, serão oferecidas  palestras, workshops e cursos. O espaço de venda de flores e o teatro infantil educativo continuarão sendo dentro do Jardim Botânico, no mesmo lugar de sempre, ao redor do Orquidário. Carrinhos estarão disponíveis para transporte do público. Grupos de até 20 pessoas receberão informações sobre as plantas que integram a mostra, as premiações recebidas pelas melhores em cada categoria e curiosidades sobre as espécies. 
Sobre a Cattleya walkeriana 
Em uma viagem a Minas Gerais, em 1839, o médico e botânico escocês George  Gardner coletou a espécie pela primeira vez.  Em 1843, Gardner a batizou em homenagem a seu assistente de campo, Edward Walker.
No Brasil, a Cattleya walkeriana foi mostrada em uma exposição de horticultura, no Rio de Janeiro, em 1871, por Barbosa Rodrigues.  A planta havia sido coletada em Caldas, MG.  A partir da década de 90 esta espécie vai se tornando mais comum nas coleções e exposições pelo Brasil a fora.  Hoje ela é provavelmente a planta brasileira que tem mais fãs e em Minas, São Paulo e Goiás, onde muitas exposições exibem exclusivamente a espécie.  
A espécie, com 28 variedades listadas, é uma das Cattleyas mais cobiçadas por colecionadores e tem sido bastante usada também para hibridação. Até o ano 2002 eram 1220 híbridos registrados.  Um híbrido de destaque é Cattleya Gisela Bündchen, registrado em 2009, pelo advogado carioca Fernando Setembrino. Existem também alguns híbridos naturais e o mais famoso é C. x dolosa (C. walkeriana x C. loddigesii). É uma raridade encontra-las crescendo juntas na natureza.
A grande atração desta espécie brasileira de orquídeas é o seu delicado e intenso perfume, principalmente na parte da manhã.  Muitas orquídeas emanam deliciosas fragrâncias e algumas são usadas na confecção de perfumes.  Entre elas, a Cattleya walkeriana é destaque.  
C. walkeriana cresce bem em vasos rasos ou caixetas de madeira com substrato de pinus. Um pedaço de madeira áspera inclinado na caixeta ou no vaso raso ajuda o crescimento, pois é onde fixam suas raízes. A umidade ideal para cultivo é entre 20 e 90%.  Luminosidade média de 70% (podendo variar de 50 a 80%). Temperaturas entre (10?) 15 a 35?C. As regas devem ser uniformes durante todo o ano todo.
Atividades paralelas
Dia 3/5 – sexta-feira
8h: Abertura ao público da área de vendas
9h: Abertura da Exposição, local Museu do Meio Ambiente
10h: Oficina de cultivo local: tenda ao lado da área de vendas
11h: Teatrinho infantil, local: tenda ao lado da área de vendas.
12h: Oficina de cultivo, local: tenda ao lado da área de vendas.
14h: Palestra: “Cattleya, híbridos e cultivo” com José Alexandre Maluf. Local: Auditório do Museu do Meio Ambiente.
15h: Oficina de cultivo, local: tenda ao lado da área de vendas. 
17h: Fechamento dos portões.
Dia 4/5 - sábado
8h: Abertura ao público da área de vendas
9h: Abertura da Exposição, local Museu do Meio Ambiente
10h: Oficina de cultivo local: tenda ao lado da área de vendas.
11h: Teatrinho infantil, local: tenda ao lado da área de vendas.
12h: Oficina de cultivo, local: tenda ao lado da área de vendas.
14h: Palestra: “Cattleya walkeriana, a Rainha Perfumada do Cerrado” com César Cherem. Local: Auditório do Museu do Meio Ambiente
15h: Oficina de cultivo, local: tenda ao lado da área de vendas.. 
17h: Fechamento dos portões.
Dia 5/5 - domingo
8h: Abertura ao público da área de vendas
9h: Abertura da Exposição, local Museu do Meio Ambiente

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