sexta-feira, 3 de maio de 2013

Quinze Km ao norte de Kochi, uma escavação revelou uma canoa, com seis metros de comprimento e com 2 mil anos, o que reforça a ideia de um antigo porto na foz do rio Peryiar.





Kerala: dançar com o passado




Kerala, a sul da Índia, é um destino turístico conhecido pelas praias, florestas, lagoas e tradições. No entanto, este estado tem uma forte herança. A zona conhecida como Muziris saltou para a fama com algumas descobertas arqueológicas feitas há dez anos, que levantaram o véu de um passado antigo.
euronews: “Os turistas adoram esta zona, o sol, a cultura, a atmosfera. Nada de novo, há 2 mil anos para os gregos, romanos e os chineses que vieram para estas costas, para a antiga cidade portuária de Muziris, trazendo ouro e presentes, em troca de especiarias. Estas fragrâncias ainda estão no ar, mas os vestígios do antigo porto, praticamente desapareceram, ou não?”
Quinze quilómetros ao norte de Kochi, uma escavação revelou uma canoa, com seis metros de comprimento e com 2 mil anos, o que reforça a ideia de um antigo porto na foz do rio Peryiar.
Professor Cherian arqueólogo: “O mais importante é o contexto. Debaixo deste barco haviam muitos potes que vieram do Mediterrâneo e do Mar Vermelho, por isso também tivemos a prova contextual que pertencia a esse período, e que pertencia a um excelente sistema de cais, com esta informação podemos dizer que fazia parte de Muziris”.
A canoa e todas as descobertas tiveram de ser protegidas. O clima aqui é muito destrutivo, mas escavação após escavação as equipas vão mapeando a zona.
Cherian: “Estamos a pensar como podem fazer sentido. Temos alguns potes grandes, que contam a história, podem ter sido usados para destilar. Dá uma pista para o fato de que somos conhecidos pela nossas tradições ayurvédicas. Portanto, esta grande herança de Kerala podia estar muito presente na época. As especiarias estavam em voga, mas hoje muitas pessoas também olham para Kerala pelas tradições ayurvédicas”.
Kerala tem uma história de trocas culturais, é uma mistura, algo evidente até hoje.
“Diferentes grupos culturais vieram aqui, e a sua interação produziu um tipo de globalização, na medida em que as culturas se encontravam, trocavam mercadorias, ideias e coisas assim.”
O Património de Muziris abrange séculos. Depois do porto da cidade entrar em declínio por volta de 500 dC, chegaram outros conquistadores como os árabes, portugueses, os holandeses e os britânicos. Preservar os artefactos da decadência e da procura de terreno para construção é um grande desafio. Alguns locais estão a ser transformados em museus. As técnicas da olaria tradicional são demonstradas nestes museus.
Osha, oleira: “A minha avó ensinou-me, ela foi ensinada pela sua avó e foi assim por séculos, mas agora o preço da argila e da lenha subiu, não é viável, mas este é o único trabalho que posso fazer.”
Shine, Projeto Patrimonial de Musiris: “Kerala tem adotado uma política de turismo responsável, juntamente com os museus, temos museus ao vivo, estes são os museus vivos”.
Nada é encenado, a cultura da antiga Kerala ainda está presente, como a dança Katakhali, ainda realizada nos templos, noite após noite. Em busca do passado Kerala tem encontrado o seu presente
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Ibram abre inscrições para Bolsa de Intercâmbio na Escola do Louvre, em Paris


O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), em parceria com a Escola do Louvre, na França, publicou hoje, 2, no Diário Oficial da União, edital de abertura de inscrições para Bolsa de Intercâmbio de Formação no Seminário Internacional de Verão de Museologia da Escola do Louvre (Siem) e estágio em museus franceses.

As inscrições, que começaram ontem, seguem até às 18h do dia 17 de maio. Serão concedidas três bolsas para brasileiros, sendo uma para servidor do Ibram/MinC e duas para público em geral, com duração de três meses, não renováveis. Os selecionados receberão bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível superior (Capes), na modalidade Capacitação. O objetivo é adquirir conhecimentos práticos com os profissionais da Escola do Louvre e, ainda, experiência com os profissionais de museus franceses durante o estágio.
O intercâmbio será de 1º de setembro a 30 de novembro de 2013, em Paris. Para concorrer, os interessados devem estar inscritos em curso de pós-gradução em nível de mestrado na área da Museologia, História da Arte, Arqueologia ou Antropologia, possuir proficiência em língua francesa comprovada e nacionalidade brasileira, não cumulada com nacionalidade francesa.
O convênio com a Escola do Louvre foi firmado durante visita oficial da ministra da Cultura à França com a diretora-geral da Unesco, em dezembro passado.

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Museu de miniaturas resgata memória dos patrimônios históricos do Ceará





Andar pelos corredores de um galpão e ainda poder viajar na história do Ceará, conhecendo um pouco mais dos prédios históricos erguidos, ou existentes no século 19. E tudo isso, em miniatura. Essa é a proposta educativa de um museu que muitos cearenses (e turistas) desconhecem: O Siará em Miniatura.

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Theatro José de Alencar foi recriado entre as 1,5 mil peças em miniatura
Foto: Leonardo Heffer / NE10 Ceará

Leonardo HefferDo NE10/Ceará


A busca pela história do estado e sua cultura já nasce no nome do equipamento. Siará, assim era grafado o nome do território que, de capitania, veio se tornar autônomo no séculos 18 (despois de subordinado ao Maranhão e a Pernambuco) e virar o estado do Ceará.

No acervo do museu, todas as peças são miniaturas. Elas representam os principais equipamentos do Ceará, passando pela Igreja Matriz, Praça e Museu Sacro do município de Aquiraz, cruzando pelos sítios de escravos e sua libertação no município de Redenção, até os prédios da então Fortaleza afrancesada do final dos século 19 e início do século 20, quando a moda e arquitetura de Paris eram uma coqueluche na sociedade fortalezense e extremamente copiada.
Theatro José de Alencar
Miniatura do Theatro José de Alencar e a Casa Juvenal Galeno
Entre as miniaturas dos prédios é possível encontrar a Estação Engenheiro João Felipe (erguido entre 1873 e 79), o Theatro José de Alencar (de 1896, porém inaugurado em 1910), a Santa Casa de Misericórdia (inaugurada em 1861), todos ainda de pé e funcionando em Fortaleza. Além do Forte de Nossa Senhora Assunção (1812) e a Igreja Pequeno Grande (construída entre 1898 e 1903).

Estação João Felipe
Miniatura da Estação Ferroviária João Felipe, no Centro de Fortaleza

Também é possível resgatar prédios que nem existem mais, como o Cinema Majestic (1917), luxuoso cinema que pertencia ao Grupo Severiano Ribeiro e que ficava na Praça do Ferreira, mas que na década de 50 foi abaixo depois de um grande incêndio.
Outro prédio que já não existe mais é o palacete Plácido de Carvalho, erguido entre 1919 a 1921, a mando do comerciante Plácido de Carvalho para a italiana Pierrina Rossi, por quem era apaixonado. Ela se recusava a sair da Itália e vir para o Brasil, mas Plácido prometeu a ela a construção de um palácio igual ao que eles tinham conhecido em Veneza, na Itália. Com a promessa, Pierrina veio para o país no ano seguinte. O prédio ocupava uma quadra inteira, onde hoje existe a praça Luíza Távora e o complexo conhecido como "castelinho", construído a mando a italiana para serem alugados após a morte do esposo.
Cinema Majestic
Miniatura do Cinema Majestic, construído em 1917 e que não existe mais em Fortaleza
O museu conta com 1.500 peças em miniatura, entre janelas, balcões dos prédios, os próprios edifícios construídos e personagens nas ruas. Todas as peças foram construídas pela artesã Eliete Dantas. O que impressiona é a riqueza de detalhes em todas as peças. Desde as grades da Igreja Pequeno Grande ao detalhamento dos vitrais nos prédios como o Cine Majestic, até mesmo o altar dentro da primeira catedral de Fortaleza, com direito a pequenos oradores dentro da igreja; ou a escadaria montada dentro do prédio do Cine Majestic.

Palacete placido
Palacete Plácido Carvalho e os detalhes do prédio
Eliete Dantas era responsável pelo Museu há alguns anos, porém não teve condições para mantê-lo funcionando. Para não deixar o equipamento se perder, procurou uma ONG que pudesse dar continuidade ao trabalho educativo. Foi quando entrou em cena a ONG Intervalo.

Com 15 anos de existência, a Organização já tinha um trabalho de cunho educativo e de formação profissional para crianças e jovens. O museu continuou ainda no mesmo espaço até o início de 2012, quando os custos de manutenção do aluguel se tornaram complicados para manter.

Em uma parceria com o Condomínio Espiritual Uirapuru, no bairro Castelão, em Fortaleza, o museu mudou de casa. Agora ocupa um galpão, que segundo Tiago Silva, coordenador do museu, já recebeu aprovação da própria Eliete. "Ela já visitou o espaço e gostou e já disse que vai trabalhar na restauração das peças", diz Tiago.
Igreja pequeno grandre
Miniatura da Igreja Pequeno Grande e outros prédios históricos de Fortaleza
Atualmente o museu funciona apenas para visitas agendadas. "É aberto pra quem quiser visitar, mas é preciso agendar antes de vir", avisaTiago, que também marca os agendamentos. Para escolas particulares e público em geral, o ingresso custa R$ 12. Já as escolas públicas, que representam o maior público do local, podem levar os alunos gratuitamente.

Durante a visita, ao som de músicas francesas (resgatando a Fortaleza Belle Époque), um ator encarna o poeta Pilombeta, clássico personagem boêmio que explica a época e o período para os visitantes, situando os prédios na história da cidade naquele período.

O equipamento é mantido pela ONG, que de acordo com o superintendente, Alencar Lage, não recebe apoio cultural de nenhum poder público. "Os projetos da ONG, que vão muito além do museu, são mantidos através de parceria com empresas", comenta.

SERVIÇO

Museu Siará em Miniatura
Condomínio Espiritual Uirapuru: Av. Alberto Craveiro, 2222 - Castelão
Visitas de segunda a sábado, com agendamento pelo (85) 8583.1033
Entrada: R$ 12 (individual) // gratuito para escolas públicas

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Iphan recupera Museu do Trem


Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC) em 2011, o Museu do Trem (RJ) reabriu as portas no dia 2 de abril, em caráter experimental, para medir o potencial de público e a capacidade das instalações em receber visitantes.
A casa de memória possui um dos maiores acervos sobre estradas de ferro no país. Foi montada ainda na época em que pertencia à Rede Ferroviária Federal, em um dos antigos galpões de manutenção das locomotivas, uma construção do século XIX que remete ao início da arquitetura industrial do país.
Quando a RFF foi extinta, há seis anos, o museu foi incorporado pelo Iphan, juntamente com toda a sua coleção, considerada de relevante valor histórico e cultural para o patrimônio brasileiro. A casa estava fechada desde 2007 a espera de obras de restauração. Recentemente o projeto de recuperação foi retomado pelo Iphan, que conseguiu incluí-lo no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas. A direção do Iphan está aguardando a chegada dos recursos para dar início às obras.
A superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Maria Cristina Vereza Lodi, disse que a ideia é realizar a reconstrução de um antigo pavilhão que ficava ao lado do atual prédio, para permitir a expansão da área de exposições. "Existe todo um acervo importante para contar a história do início das ferrovias no país, espalhado pelo Rio de Janeiro, e eu gostaria de trazê-lo para cá", comentou. Ela citou como exemplo a 'Locomotiva Leopoldina' que está depositada no pátio da Estação Barão de Mauá.
Além da reconstrução do galpão o projeto de recuperação também inclui a realização de benfeitorias no prédio sede, tais como a restauração do telhado e dos banheiros, além de concertos na rede elétrica.
Visitantes
Apesar de estar aberta em fase de experiência, a casa vem recebendo centenas de visitantes por semana. Só nos primeiros 12 dias foi registrada a presença de 550 pessoas. Esta procura surpreendeu a dirigente da Iphan, que não esperava tamanho movimento e dispõe de uma equipe de apenas duas pessoas para atender ao público. "Apesar do susto inicial, considero muito positivo este interesse pelo museu. Isto demonstra o tamanho da demanda e a importância de preservar esta memória", afirmou Cristina.
O prédio do Museu do Trem está localizado na Rua Arquias Cordeiro, 1046, Engenho de Dentro, na cidade do Rio de Janeiro. Fica aberto ao público de segunda a sexta-feira, no horário das 10h às 15h. A entrada é franca. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2233-7483, inclusive a respeito de visitas guiadas.
Acervo
O acervo do museu passou por um criterioso inventário e está composto por mais de mil itens que vão desde equipamentos ferroviários, utensílios, mobiliário e locomotivas. Entre as peças de maior destaque na coleção do Museu do Trem constam um vagão utilizado pelo ex-presidente Getúlio Vargas e outro onde viajou o Rei Alberto, da Bélgica, durante sua visita oficial ao Brasil em 1922. Também faz parte do acervo a 'Locomotiva Baronesa', movida a vapor e construída na Inglaterra. Foi a primeira locomotiva a trafegar na estrada de ferro de Petrópolis.
(Texto: Patrícia Saldanha, Ascom/MinC)
(Fotos: Divulgação Museu do Trem)

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Museu do Oriente assinala 500 anos da chegada dos portugueses à China



LISBOA – O Museu do Oriente acolhe, de 8 a 10 de Maio, a International Conference on Macau Narratives, iniciativa que assinala os 500 anos da chegada dos portugueses à China e das relações sino-ocidentais. A entrada é livre.

Na conferência participam cerca de 70 oradores, sobretudo estrangeiros, que debatem temas relacionados com os Estudos de Macau nas suas mais variadas vertentes (história, literatura, sociedade, política, arquitetura).
Na mesma ocasião são ainda lançadas duas obras, um livro de poemas de Kit Kellen e um estudo sobre a presença inglesa em Macau de Rogério Miguel Puga (Royal Asiatic Society).
A conferência é uma organização conjunta da Fundação Oriente, do Centre for English Translation and Anglo-Portuguese Studies e do Centro de História de Além-Mar, ambos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

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Museu da Imagem e do Som começa projeto para melhor idade

O Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR), com apoio do Conselho Estadual dos Direitos do Idoso (Cedi), promove a partir de segunda-feira (6), às 15 horas, a “Sessão Sabedoria”, com exibição comentada de filmes. As exibições serão nas primeiras segundas-feiras do mês, no Auditório Brasílio Itiberê, anexo à Secretaria de Estado da Cultura. A entrada é grátis.

Voltada ao público a partir de 60 anos de idade e aberta a toda a comunidade, o projeto reúne filmes selecionados. Um convidado, que pode ser crítico, artista ou intelectual, fará breve introdução, ressaltando aspectos artísticos ou temáticos relevantes da película. No final da exibição, é realizado debate com o público, estimulando sua manifestação em relação à obra ou ao tema apresentados.

O primeiro filme a ser exibido é “Elza e Fred”, uma comédia argentina dirigida por Marcos Carnevale sobre um viúvo e sua vizinha, que lhe ensina a alegria de viver. A classificação indicativa para esta sessão é livre e quem conduz o bate-papo é o crítico de cinema Marden Machado.

O objetivo principal da “Sessão Sabedoria” é estimular intelectualmente a os idosos e abrir um canal para expressão de suas ideias. Neste primeiro semestre do ano ainda serão exibidos os filmes “Almoço em Agosto” (03/06), ”Chega de Saudade” (01/07) e “O Exótico Hotel Marigold” (05/08), sempre às 15h. Todos os filmes estrangeiros serão exibidos com legendas em português.

Serviço:

Sessão Sabedoria

Exibição comentada de filmes com temática relacionada à melhor idade

Datas: 06/05, 03/06, 01/07 e 05/08 sempre às 15h

Local : Auditório Brasílio Itiberê (anexo à Secretaria de Estado da Cultura)

Rua Cruz Machado, 138 – Centro – Curitiba – PR

Mais informações: (41) 3321- 4729

Entrada Grátis

Dia 06/05 (segunda-feira)

“Elza e Fred” (de Marcos Carnevale) - apresentação do crítico Marden Machado

Classificação indicativa livre

Dia 03/06 (segunda-feira)

“Almoço em Agosto” (de Gianni Di Gregorio) - apresentação do ator e diretor teatral Edson Bueno

Classificação indicativa 10 anos

Dia 01/07 (segunda-feira)

“Chega de Saudade” (de Lais Bodanzky) - apresentação de crítico Miguel Haoni

Classificação indicativa 12 anos

Dia 05/08 (segunda-feira)

“O Exótico Hotel Marigold” (de John Madden) - apresentação do ator e diretor teatral Chico Nogueira

Classificação indicativa 10 anos 

MACRS participa de intercâmbio com Museus do Reino Unido


O diretor do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS), André Venzon, e o diretor do departamento Artístico e Cultural da Secretaria de Estado da Cultura, Manoel Paulo, também diretor da Casa de Cultura Mario Quintana, vão integrar um grupo de representantes de museus brasileiros que visitará os principais museus de Londres, Liverpool e Glasgow de 29 de abril a 03 de maio e irá debater os desafios enfrentados para atrair, manter e fidelizar o público planejando projetos conjuntos de 2012 a 2016.

A visita é um convite do  British Council que realiza o intercâmbio por meio do Transform – programa de artes e criatividade – que tem como objetivo desenvolver o diálogo artístico entre o Reino Unido e o Brasil, o Museum Study Tour, encontro entre representantes de alguns dos mais importantes museus dos dois países.
O British Council preparou um roteiro de visitação aos museus mais relevantes do Reino Unido, como o Victoria & Albert Museum, o British Museum, Museum of London e Horniman Museum, em Londres; o Museum of Liverpool e Tate Liverpool, em Liverpool; o Riverside Museum, o Open Museum e a Gallery of Modern Art (GoMA), em Glasgow, na Escócia. Desta forma, além de Londres outras realidades poderão ser conhecidas, como é o caso de Glasgow e Liverpool, onde os museus têm tido um papel importante na revitalização das cidades, paralelo importante com a situação atual das cidades brasileiras.
Além do Rio Grande do Sul estarão representadas instituições de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerias e dois representantes da Subdireção Nacional de Museus do Chile, Alan Jorge Trampe Torrejón e Mario Marcelo Castro Domínguez. A consultora especialista em Museus e Patrimônio do British Council, Jane Weeks, além de Lucimara Letelier, diretora assistente de artes do British Council, acompanharão o grupo.  ”A viagem é um reflexo do momento atual do mercado de museus no Brasil e nosso maior desafio é atrair, manter e fidelizar o público para que seja presença permanente e ativa nos museus. Este é um desafio que o Reino Unido também enfrentou e enfrenta com iniciativas de marketing, comunicação, educação, pesquisa e programação, que poderão ser discutidas durante a viagem e perpetuadas em projetos futuros dentro do Transform”, conta Lucimara.

Programa de Museus
A iniciativa faz parte do Programa de Museus, intercâmbio de experiências para formação de novas competências na área de museologia no Brasil e no Reino Unido, de 2012 a 2016. O programa tem por objetivo criar impacto positivo no desenvolvimento dos museus e na criação de políticas públicas no Brasil e no Reino Unido. ?O Programa de Museus, como um dos projetos do Transform,  é um trabalho de longo prazo que visa não só possibilitar que os brasileiros aprendam com a experiência britânica, mas também que os britânicos aprendam com a experiência brasileira, sobretudo em áreas de inovação e especificidade como a museologia social?, explica Lucimara.
Neste contexto, o programa se desenvolve a partir de três eixos de atuação principais: Políticas Públicas, Museus e Universidades. O primeiro deles visa promover o intercâmbio de práticas e metodologias inovadoras para o setor museológico a partir de indicadores de desempenho, pesquisas, programas de capacitação profissional e sistemas  de fortalecimento dos museus entre profissionais dos governos municipal, estadual e federal. Em 2012, uma delegação com superintendências estaduais de museus do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul foi levada ao Reino Unido pelo Programa.
Há também a troca de expertise entre diretores e profissionais de museus brasileiros com britânicos para colaborarem em capacitação de suas equipes, internacionalização, programas de residência técnica e artística, itinerância de exposições, desenvolvimento de conteúdos e programação. Cerca de 15 diretores e profissionais de museus visitarão o Reino Unido para estudo aprofundado este ano. Importantes acordos de parceria a longo prazo já estão em curso entre museus com áreas de atuação similares nos dois países, entre eles o Science Museum, Victoria & Albert Museum, Tate, British Museum e Natural History Museum.
Em relação às universidades, o British Council proporciona o intercâmbio para identificação de áreas de pesquisa comuns e a geração de conhecimento, desenvolvimento de novas metodologias e formação de multiplicadores entre professores e estudantes com projetos de relevância para o Brasil e Reino Unido. Em março de 2013, a Dra. Sheila Watson, diretora da Escola de Museologia da Universidade de Leicester, esteve no Brasil para uma série de palestras e workshops na UNIRIO, sinalizando o início de uma parceria entre ambas as universidades com o apoio do British Council.
Para este ano, o British Council se prepara também para promover diversas atividades com especialistas britânicos durante a Conferência Mundial do ICOMo mais importante encontro de museus no mundo, que acontecerá no Rio de Janeiro. Haverá, ainda, um Museum Study Tour ao Brasil com representantes de museus britânicos para conhecerem as experiências no Brasil, além do apoio à participação britânica nos principais eventos e conferências em Museologia, como o  Museus e Cidades Criativas, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura do RJ.
Programação
DATA
MUSEU
29 de abril
British Museum - Lizzy Moriarty, Diretora de Treinamento Internacional; Xerxes Mazda, Diretor de Educação e Interpretação
Victoria & Albert Museum - Anais Aguerre, Gerente de Estratégia Internacional
30 de abril
Museum of London - Sharon Ament, Diretora
Horniman Museum - Finbarr Whooley, Vice-Diretor
01 de maio
Museum of Liverpool - David Fleming, Diretor
Tate Liverpool - Andrea Nixon, Diretora
02 de maio
Riverside Museum - Lawrence Fitzgerald, Gerente Geral
03 de maio
Open Museum e GoMA ?-Chris Jamieson, Gerente

Sobre o Transform
O Transform é um programa de artes do British Council de 2012 a 2016, que conecta produtores, artistas, autoridades e as organizações de artes do Brasil e Reino Unido, fortalecendo os laços entre profissionais e instituições de ambos os países para resultados em longo prazo. O programa se iniciou na UK Brazil Season, de setembro de 2012 a abril de 2013, com uma mostra da excelência artística com compromisso de aprendizagem e colaboração entre as nações. O Transform atua em parceria para a cocriação, apoio e desenvolvimento de projetos em seis áreas: artes visuais e museus, cinema, música,  economia criativa, literatura, dança e teatro, sempre buscando mudanças sociais, acesso e oportunidades, impacto econômico e formação de novas capacidades. Informações no www.britishcouncil.org.br/transform.

 Sobre o British Council
O British Council é a organização internacional do Reino Unido para oportunidades educacionais e relações culturais. Seu trabalho busca estabelecer a troca de experiências e criar laços através do intercâmbio de conhecimento e de ideias entre pessoas ao redor do mundo. Atua em cinco áreas: educação, língua inglesa, artes, esportes e exames. A organização está presente em 223 cidades e 109 países, com parceiros como os governos em diversas instâncias, organizações não governamentais e iniciativa privada. No Brasil, tem escritórios em Brasília, Rio de Janeiro, Recife e São Paulo. Para mais informações, visite o site www.britishcouncil.org.br.