Listen to the text.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Agência Museu Goeldi – Estudos realizados no âmbito da Antropologia da pesca levaram pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG)



Comunidades ribeirinhas da Amazônia

Projeto Recursos Naturais e Antropologia das Sociedades Marítimas,
Ribeirinhas e Estuarinas (Renas) é tema do “Destaque Amazônia” desse mês de maio



Agência Museu Goeldi – Estudos realizados no âmbito da Antropologia da pesca levaram pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), com o Projeto Recursos Naturais e Antropologia das Sociedades Marítimas, Ribeirinhas e Estuarinas (Renas), a conhecer o universo das tradições culturais da vida a beira do rio, a partir de narrativas de moradores de diversas comunidades amazônicas.

O projeto, que começou em 1960, com pesquisas realizadas por antropólogos do MPEG, teve início quando a Dra. Lourdes Gonçalves Furtado, pesquisadora titular do Museu e Doutora em Ciência Social (Antropologia Social), acelerou o processo de captação de recursos para que o projeto pudesse se desenvolver.

O Destaque Amazônia, n° 62, de Maio de 2013, conta atividades atuais desenvolvidas pelopelo projeto, que garante formação e conhecimento para muitos estudantes que escolheram o Renas como tema de trabalhos de mestrado e doutorado. Júlio Matos, da Agência Museu Goeldi, assina os textos.

Economia mista – Ilha de Saracá, no município de Limoeiro do Ajuru, distante aproximadamente 200 km de Belém, a capital paraense, foi tema do trabalho de Genisson Chaves que associou a pesca e o açaí no dia a dia da comunidade. Estudante de Ciências Sociais da Universidade Federal do Pará (UFPA) e bolsista do Renas, Genisson estudou a pesca e o extrativismo do açaí como principais atividades e fonte de renda dos moradores locais.

Em Saracá, homens adultos são os maiores responsáveis pela coleta do açaí e as mulheres, junto com meninos e meninas, coletam o fruto para consumo familiar e comercialização. Já na pesca, os dois gêneros também participam, mas há um predomínio da presença masculina nesse tipo de atividade. Dessa forma, observa-se a chamada economia mista, da qual a comunidade vive.

A pesquisa de Genisson Chaves busca entender melhor como esses elementos se conectam e permitem com que ambas as atividades, tanto a pesca quanto a produção do açaí, sejam principal fonte de renda para moradores da ilha.

Da educação ao cultivo – Também desenvolveram pesquisas pelo projeto Renas, Thainá Nunes, estudante de Ciências Sociais da Universidade Federal do Pará (UFPA) e Francisco José dos Santos Rente Neto. Ambos são bolsitas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/Cnpq) no Museu Goeldi.

Thainá, que teve seu trabalho premiado entre os melhores da iniciação científica das Ciências Humanas do Museu Goeldi em 2012, fundamentou-se no modus vivendi de uma comunidade na qual a educação do cidadão baseia-se no conhecimento transmitido de geração a geração. Já Francisco explora aspectos da relação de uma comunidade em Curuçá, nordeste paraense ao cultivo da Mandioca.

A gente da beira do rio – Em destaque, no jornal, prevalecem aqueles que são fundamentais nos estudos dos pesquisadores: as populações tradicionais das comunidades ribeirinhas. O pescador, o homem que cata e a mulher que “disbulha” o açaí, o extrativista da mandioca e o produtor da farinha são os protagonistas dessa edição. Conhecer os conflitos, os recursos naturais e o trabalho dessa gente são pontos cruciais do projeto Renas.

E como trabalham... Homens e mulheres, agentes produtivos na coleta de recursos naturais, da pesca, do extrativismo, da produção dos paneiros, da cata ao caranguejo e camarão, dos que batem açaí. E trabalham do plantio até o processamento da mandioca. Mesmo com a ajuda da tecnologia da máquina do açaí ou da ancestral peconha, sem o dia a dia de produção, a sabedoria e o trabalho braçal, não há produto final. Sem a força humana não haveria a farinha, o açaí batido, o camarão para compor a mesa do paraense, de outros brasileiros e até de mesas internacionais.

Destaque Amazônia – Jornal bimestral, esse trabalho é feito pela equipe do Serviço de Comunicação Social (SCS) do Museu Goeldi, disponível gratuitamente no site da instituição. Para acessar, clique aqui. O produto da Agência Museu Goeldi é uma parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Para entrar em contato com a equipe do jornal, enviar e-mail para: destaqueamazonia@museu-goeldi.br.
Texto: Silvia de Souza Leão

fonte:

Longe do glamour, nova geração de curadores de museus e galerias tem rotina árdua



Eles nasceram "fora do Olimpo", têm as mãos "mais sujas" e dizem que há muito mais trabalho braçal do que glamour em ser curador. A nova geração desses profissionais que desponta no país já conquistou espaço no circuito, mas ainda tenta decifrar a arte contemporânea.

Decifrar, catalogar, ordenar, exibir, criticar, contextualizar e uma série de outros verbos aplicados à dissecação de um dos campos que mais cresce nas artes visuais brasileiras, projetando a imagem do país lá fora.

Curadores são tema de livros, mostra e seminário

Nos últimos dez anos, houve o que esses jovens curadores chamam de "desmistificação" da profissão, com a multiplicação de cursos formadores, a maior inserção da geração nos grandes museus e centros culturais do país e a voracidade de um mercado de arte que catapultou a demanda por novos nomes.
Victor Moriyama/Folhapress

Os curadores Paulo Miyada e Ana Maria Maia


"Nós somos a última geração autodidata, uma geração de passagem", diz Paulo Miyada, 27, que vem organizando mostras de relevância no Instituto Tomie Ohtake. "Mesmo que haja um 'star system' nas artes visuais, vivemos um cotidiano mais braçal do que glamouroso."

Bernardo Mosqueira, 24, carioca que montou sua primeira exposição há três anos, levando obras de 47 artistas a sua casa no Jardim Botânico, é mais direto e denuncia a "falência da imagem do curador", o fim da ideia exagerada "do cara vestido de Armani, viciado em cocaína e preso à agenda telefônica".

"Essa imagem é uma cilada, é irreal", diz Mosqueira. "A ponta visível do iceberg, que é a abertura da exposição, com todo mundo em volta de você, é só o topo brilhante da montanha. Mas abaixo dela, há um trabalho sinistro e árduo de pesquisa. Não é nada 'rock star'."

"Nossa geração já nasceu fora do Olimpo", diz Ana Maria Maia, 28, que será assistente de Lisette Lagnado no próximo Panorama da Arte Brasileira, uma das mostras mais relevantes deste ano.

"Era quase um desígnio divino exercer esse cargo, mas não somos mais essa figura soberba e cultuada. Artistas e curadores hoje são contemporâneos, travam uma conversa que acontece agora."

Moacir dos Anjos, que escalou Maia para ser sua assistente à frente da Bienal de São Paulo há três anos, vê uma "mudança perceptível de atitude" nesse campo. "Há uma insatisfação dessa geração com os modelos já existentes e uma disposição muito maior para experimentar."

Embora seja cedo, na opinião dele, para apontar novas tendências de curadoria, o sistema amadurece. "Essa geração consegue inserir o artista num campo mais amplo, tirar a arte de seu lugar específico e pôr ideias em conflito", diz Anjos. "Mas vai haver uma seleção natural entre os que têm algo a dizer e os que só têm uma pose a defender."

TESÃO E PODER

Isso porque existem os que trabalham "por tesão" e os que vão atrás de "poder", nas palavras de Mosqueira. Mas os que se firmam, na opinião de Luisa Duarte, 33, são os curadores que conseguem ser "intelectuais de seu tempo".

"É um trabalho de ir formando um olhar mais agudo sobre a produção contemporânea", diz Duarte. "Hoje há uma troca mais horizontal entre curadores e artistas, uma relação mais intensa do que nas gerações anteriores."

Solange Farkas, que costuma escalar jovens curadores para ajudar a organizar o festival Videobrasil, também enxerga relações mais próximas entre curador e artista, mas não atribui isso à geração.

"Vivemos um bom momento com a nova safra de curadores. É um contraponto ao mercado voraz", diz Farkas. "Mas, jovem ou velho, sempre acreditei num diálogo de igual para igual com o artista. Não acredito em grandes nomes da curadoria. Isso tem mais a ver com ego e vontade de projeção no mercado."

Se a arte e seu mercado são indissociáveis, equilibrar esses campos de forma inteligente é o desafio da nova leva de curadores, na opinião de Moacir dos Anjos.

"É um processo de construção e demolição constante", diz o curador. "Mas a ambição deve ser fugir da superfície, da coisa rasa, e fazer algo com significado real."

fonte:

Artesãs brasileiras vão expor na ONU em NY




A sede da Organização das Ações Unidas – ONU, em New York – EUA, vai realizar em setembro de 2013 a exposição Mulher Artesã Brasileira.

Foram 15 artesãs selecionadas, entre elas a rendeira da Paraíba Maria das Dores Ramos Silva, do Atelier Renascença, de Campina Grande. Dorinha, como nós a chamamos, participou do desfile de 10 criadores de moda sustentável da Paraíba com curadoria da Babel das Artes e realização do Movimento Ecochic Dayem São Paulo.

Os créditos da seleção para a exposição Mulher Artesã Brasileira são do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), e da Associação Brasileira de Exportação de Artesanato (ABEXA). O evento deve receber grande difusão da mídia! Vamos torcer!

Dorinha e sua renda renascença representa a Paraíba na exposição Mulheres artesãas do Brasil em exposição na ONU em New York. Foto: Marvimm | Produção Babel das Artes para Moda sustentável da PB no Mov Ecochic Day set/2012
Dorinha e sua renda renascença representa a Paraíba na exposição Mulher Artesã Brasileira na ONU em New York. Foto: Marvimm | Produção Babel das Artes Moda sustentável da PB no Mov Ecochic Day set/2012

Veja a listas das artesãs selecionadas:
1. ACRE – Raimunda Nonata Silva Pinheiro(Kaxinawa)
2. ALAGOAS – Wendy Sherry Oliveira Barros
3. AMAZONAS – Maria Marli das Chagas Oliveira
4. CEARA – Maria Miguel de Oliveira(Rozinha)
5. ESPIRITO SANTO – Berenicia Correa Nascimento
6. MINAS GERAIS – Maria Jose Gomes da Silva
7. MINAS GERAIS – Juracy Borges da Silva
8. MINAS GERAIS – Gercina Maria de Oliveira
9. MATO GROSSO – Neulione Alves Gomes
10. MATO GROSSO – Lucileicka da Silva David
11. PARAIBA – Maria das Dores Ramos Silva (Dorinha)
12. PERNAMBUCO – Ivonete de Moura Santana
13. PIAUI – Raimunda Teixeira da Silva
14. RIO DE JANEIRO – Monica Almeida de Carvalho
15. RIO GRANDE DO SUL – Elsa Pozzobon Noal

fonte: babeldasartes