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terça-feira, 28 de maio de 2013

Declaração de amor chega à destinatária em diário 70 anos após ter sido escrita. "Não fazia ideia de que lá estava um diário", disse a mulher, agora com 90 anos, do estado de Indiana, nos EUA. Ficou com lágrimas nos olhos. Laura Mae Davis Burlingame - que acabou por casar com um oficial do exército em 1945 - foi ao museu a 24 de abril à procura de uma exposição sobre o namorado de escola.


Antes de o oficial Thomas "Algodão" ter sido morto por um atirador japonês no Pacífico Central, em 1944, escreveu aquilo a que chamou "o meu último pedido em vida" para quem pudesse encontrar o seu diário: dá-lo a Laura Mae Davis, a rapariga que amava.
Laura chegou a ler o diário - mas só quase 70 anos depois - quando o viu numa vitrine no Museu Nacional da II Guerra Mundial.


"Não fazia ideia de que lá estava um diário", disse a mulher, agora com 90 anos, do estado de Indiana, nos EUA. Ficou com lágrimas nos olhos.

Laura Mae Davis Burlingame - que acabou por casar com um oficial do exército em 1945 - foi ao museu a 24 de abril à procura de uma exposição sobre o namorado de escola. "Pensei que veria fotografias e artigos dele e dos companheiros ", afirmou. Assim que encontrou o relato do oficial de 22 anos, ficou chocada.

Curate Eric Rivet, funcionário do museu, deixou Laura ver o diário. Teve de usar luvas para proteger os papéis antigos dos óleos da pele. Foi a primeira vez, em 17 anos de trabalho, que alguém se "encontrou mencionado numa peça do museu", disse Rivet.

Laura e Thomas conheceram-se na turma de 1941, na escola secundária de Winslow. "Ele era um jogador de basquetebol e eu uma cheerleader", conta. Laura deu-lhe o seu anel de curso, no entanto, garante que não estavam comprometidos. Saíram durante o secundário. E foram ao baile de finalistas juntos.

A primeira mensagem de Thomas no diário foi escrita enquanto estava em Camp Elliott, em San Diego, menos de um ano antes de ter sido morto. Descreveu-a como: "a história da minha vida, dos meus dias no Corpo da Marinha dos Estados Unidos... E, acima de tudo, o meu amor por Laura Mae, por quem o meu coração está completamente preenchido. Por isso, se houver oportunidade, devolvam-no. Estou a escrevê-lo como o meu último pedido em vida."

A bala do atirador que matou Thomas, acertou-lhe no meio dos olhos, a 17 de setembro de 1944, no terceiro dia do assalto do Corpo da Marinha dos Estados Unidos, na ilha do Pacífico de Peleliu, em Palau. Peleliu foi onde as forças dos Estados Unidos se aperceberam que o Japão tinha mudado as táticas de defesa da ilha.

Thomas, cuja alcunha era "algodão" na escola secundária devido ao seu cabelo loiro, era o primeiro da divisão "L" da companhia da Marinha, no terceiro batalhão. Estava entre os 1.794 americanos mortos em Pepeliu e nas ilhas próximas. Outros 7.302 americanos ficaram feridos. Estimou-se que cerca de 10.900 japoneses foram mortos e 19 soldados e marinheiros tornaram-se prisioneiros de guerra.

Laura diz que não sabe porque nunca lhe foi entregue o diário. Aparentemente, o diário esteve, primeiro, com uma irmã do oficial de 22 anos, que ela nao conhecia muito bem, segundo afirmou.
Robert Hunt of Evansville, o sobrinho que deu os objetos de Thomas ao museu em 2001, contou-lhe que o recebeu vários anos após a morte do tio e que não o deu à destinatária com medo de provocar problemas no seu casamento. No entanto, segundo Laura, não causaria problemas, uma vez que o marido "e Tommy eram bons amigos." Quando se aperecebeu que Robert estava a recolher objetos para o museu, Laura lembrou-se das fotografias e do anel de curso que lhe tinha dado.

A última mensagem no diário, escrita a bordo do USS Maui, a 1 de dezembro de 1943, referia uma quantia de dinheiro que Thomas tinha ganho num jogo. Thomas escreveu que se voltasse a casa, ele e "Laura Mae teriam um Natal maravilhoso" e questionou se conseguiria ganhar dinheiro suficiente para comprar um presente à sua amada.

"Isso não aconteceu", disse Laura.
Laura não pôde ficar com o diário, contudo o museu digitalizou-o e enviou-lho. A capa do diário estava coberta com uma fotografia sua. Era a preto e branco, mas o fotógrafo tingiu o rosto de rosa e os lábios de vermelho escuro.  Ela assinou-a: "Love, Laurie".



 
 
 
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fonte:
 http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2013/05/27/declaracao-de-amor-chega-a-destinataria-em-diario-70-anos-apos-ter-sido-escrita

Minas poderá ter extensão do Museu do Louvre

A intenção de internacionalizar Minas Gerais poderá beneficiar agora também a área cultural. Em reunião, nesta segunda-feira (27), com o governador da região de Nord-Pas de Calais, em Lille, na França, Daniel Percheron, o governador Antonio Anastasia iniciou tratativas para trazer parte dos acervos de um dos museus mais importantes do mundo para Minas Gerais. “Monsieur Percheron mencionou a possibilidade de fazermos um acordo na área cultural com o museu do Louvre que abriu aqui nessa região (Lille) uma espécie de filial do Museu do Louvre de Paris, que é um grande sucesso. Portanto, ele vem acenando com essa possibilidade de termos um acerto para que o Louvre exponha peças suas em Minas Gerais”, informou o governador.

Antonio Anastasia ressaltou que movimento nesse sentido ganha força “especialmente porque temos hoje em Minas o Circuito Cultural, que é uma grande realização, uma realidade muito positiva de Minas Gerais, como também o Museu do Inhotim, conhecido em todo o mundo como um dos melhores museus de arte contemporânea que existem no planeta”.

Na viagem, além de atrair mais negócios e empresas para Minas Gerais, o governador vem buscando promover e divulgar a cultura mineira, uma das mais ricas e diversificadas do Brasil. Minas concentra, hoje, cerca de 60% de todo o patrimônio cultural do Brasil. Anastasia conheceu, nesta manhã, o Louvre Lens, próximo à Lille. Esta “filial” do Louvre de Paris é um dos mais dinâmicos museus franceses, peça fundamental do processo de reestruturação econômico-social e cultural da região de Nord-Pas de Calais.

De acordo com o governador Daniel Percheron, o presidente do Louvre já conhecia o Inhotim, em Minas Gerais, e teve a oportunidade de conhecer Belo Horizonte, onde pretende instalar a extensão do Louvre de Paris. “Haverá quatro cidades do Louvre: Paris, Londres, Lens (próximo à Lille) e Abu Dhabi, onde o Louvre vai inaugurar um museu em 2015. Propusemos que entre as cidades do Louvre também esteja Belo Horizonte. E o Louvre disse sim porque trata-se do Brasil”, ressaltou o governador de Nord-Pas de Calais.
Cooperação Cultural - Durante a audiência com Percheron, Anastasia assinou carta de intenções que tem por objetivo a cooperação entre as duas regiões (Minas e Nord Pas de Calais), buscando a descentralização da ação pública em matéria cultural e sua governança. A intenção é facilitar o diálogo intercultural e o intercâmbio de experiências com identificação e socialização das melhores práticas, a fim de fomentar a formação, a inclusão social e a empregabilidade por meio da cultura.

Para isso, a região francesa de Nord-Pas de Calais e Minas Gerais se propõem, a partir de agora, a compartilhar experiências, informações, metodologias, estratégias de formação e de capacitação humana em patrimônio cultural, formação por meio da arte e tecnologia, políticas museais e redes de museus, cultura digital, políticas culturais e territoriais, atribuindo dimensão internacional à cultura e ao espaço regional e local, e artes performáticas, incluindo pesquisa, inovação e intercâmbio.

A fim de viabilizar os objetivos da Carta de Intenções, os dois entes vão estimular parcerias nos programas culturais existentes e desenvolver novos programas culturais conjuntos, que garantam a participação mútua e a consolidação da pluralidade cultural. A Região de Nord-Pas de Calais vai repassar ao Governo de Minas o equivalente a 75 mil euros para a realização de ações relativas à Carta.

A Carta de Intenções está inserida no Acordo de Irmandade iniciado em 2008 entre o Estado de Minas Gerais e a Região de Nord-Pas de Calais, durante a visita do então governador Aécio Neves a Lille. O acordo institui os laços de cooperação e amizade entre as partes. A partir do encontro, um Acordo de Cooperação foi assinado em 2009, definindo os objetivos, as áreas da cooperação e promovendo a aproximação entre instituições públicas, privadas, universidades e centros de pesquisa. “Desde então, em diversas áreas, Minas e Nord-Pas de Calais vem desenvolvendo programas e parcerias para o desenvolvimento econômico e social das duas regiões. Este acordo é, sem dúvidas, muito importante para Minas Gerais”, disse o secretário-geral de Governo, Gustavo Magalhães, que também coordena a Assessoria Internacional do Governo de Minas.



Em visita à França, o governador Antonio Anastasia deu início às tratativas para trazer parte de um dos acervos mais ricos do mundo para o Estado

fonte:
http://www.jornaldeuberaba.com.br/cadernos/geral/2971/minas-podera-ter-extensao-do-museu-do-louvre