quarta-feira, 26 de junho de 2013

Maior museu holandês reabre após dez anos

Foi uma obra de igreja -ou de estádio da Copa do Mundo, como o leitor preferir. Depois de uma longa reforma de dez anos, com gastos que ultrapassaram R$ 1 bilhão, Amsterdã voltou, enfim, a contar com o Rijksmuseum.



Fachada do Rijksmuseum, reaberto após dez anos de reforma
Por fora, o palacete de 1885 continua o mesmo. Por dentro, ganhou novos espaços e restaurou a opulência original da Galeria de Honra, onde estão as joias mais conhecidas de seu acervo.
Mais que um museu de arte, o Rijksmuseum é o melhor lugar para se entender como um país tão pequeno conseguiu se tornar uma potência mundial no século 17.
A tarefa ficou mais fácil com a decisão de reorganizar as mais de 8.000 peças em ordem cronológica. Agora, quadros, esculturas, porcelanas e outras peças ocupam as mesmas salas, num passeio que vai da Idade Média até a era contemporânea.
Para quem tem pouco tempo ou gosta de começar o bolo pela cereja, a dica é subir direto para o segundo andar. Lá estão, divididos em 30 galerias, os tesouros da chamada Era de Ouro holandesa, período entre 1600 e 1700.
Foi quando o comércio pujante e a expansão marítima proporcionaram uma época de prosperidade, turbinada por riquezas trazidas da Ásia e das Américas.
O lar das obras-primas é a Galeria de Honra (Eregalerij, em holandês), um espaço monumental que volta a ter o mesmo aspecto de quando o museu foi aberto, em 1885.
O centro de tudo é "A Ronda Norturna", concluída por Rembrandt em 1642. A tela mostra, com incrível domínio do contraste claro-escuro barroco, o momento em que a companhia militar do capitão Frans Cocq começava a patrulhar as ruas da cidade.
É uma das pinturas mais famosas do mundo, e o assédio a ela no museu lembra o frenesi em torno da "Monalisa" no Louvre, em Paris. É preciso ter paciência para chegar perto do quadro, com mais de quatro metros de largura, e driblar os aprendizes de fotógrafo com suas câmeras e celulares em punho.
Em áreas um pouco menos congestionadas, estão outras grandes obras de Rembrandt, como o "Autorretrato como Apóstolo Paulo" (1661) e "Os Síndicos" (1662).
EM MOVIMENTO
Lá, também podem ser vistas quatro obras de Johannes Vermeer, que se voltou mais para a vida comum dos holandeses da Era de Ouro.
Vista de perto, "A Leiteira" (1660) impressiona pela perfeição no uso da luz e do movimento: quase dá para ouvir o leite escorrendo da jarra. Outra joia é "A Carta de Amor" (1670), com a tensão latente entre a empregada que traz o envelope e a patroa ansiosa para ler a mensagem.
Fora da galeria, mas ainda no segundo andar, estão algumas paisagens pintadas por Frans Post no Brasil durante a passagem dos holandeses pelo Nordeste até a expulsão pelos portugueses.
A coleção de telas náuticas lembra a quantidade de guerras que a Holanda travou para garantir suas rotas marítimas, numa época em que a única lei era a do mais forte.
Também merecem ser vistas as porcelanas de Delft, incluindo as surpreendentes pirâmides de flores.
Da era moderna, vale conferir o "Waterloo" de Pieneman, um dos grandes registros da maior derrota de Napoleão Bonaparte, e as cenas urbanas de Breitner, que pintou a Amsterdã do século 19.
Para quem gosta de moda, o museu exibe, entre as novidades, o vestido "Mondrian", do francês Yves Saint Laurent. Quem gosta de design vai apreciar uma rara cadeira branca do holandês Gerrit Rietveld.
RIJKSMUSEUM
ENDEREÇO Museumstraat 1;
FUNCIONAMENTO aberto todos os dias, das 9h às 17h,
QUANTO € 15 (cerca de R$ 43); jovens de até 18 anos não pagam entrada
SITE www.rijksmuseum.nl

Cascavel recebe exposição de bens tombados do Paraná





A mostra “Bens tombados: imagens do Patrimônio Cultural do Paraná” apresenta fotos do patrimônio histórico, artístico e natural e faz parte do programa Museus Paraná, do Governo do Estado. A exposição fica em cartaz de quarta-feira (26) a 2 de agosto, em Cascavel (Oeste do Estado), no Museu Histórico Celso Formighieri Sperança. A entrada é gratuita.

Organizada pela Coordenação do Patrimônio Cultural da Secretaria de Estado da Cultura, a exposição apresenta exemplares da arquitetura dos séculos XVIII, XIX e XX, entre eles a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, na Ilha do Mel, e a Igreja da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, em Antônio Olinto.

Segundo Rosina Parchen, coordenadora do Patrimônio Cultural, a exposição revela a riqueza dos bens culturais protegidos pelo Governo do Estado. “A mostra apresenta exemplares da diversidade do patrimônio histórico, artístico e natural do Paraná buscando divulgar a importância deste conjunto de bens culturais para a preservação e a valorização do nosso patrimônio”.

Serviço:

Exposição “Bens Tombados: Imagens do Patrimônio Cultural do Paraná”.

Local: Museu Histórico Celso Formighieri Sperança | Centro Cultural Gilberto Mayer (Rua Duque de Caxias, 379. Cascavel/PR).

Período expositivo: 26 de junho a 2 de agosto de 2013.

Horário de visitação: segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30.

Entrada gratuita.

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