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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Pirenópolis conta com museus, antiquários e fazenda colonial que revive o século 18

Além das 82 cachoeiras, trilhas em meio ao cerrado, esportes radicais no rio, bares e restaurantes distribuídos pela charmosa Rua do Lazer, Pirenópolis, localizada a 150km de Brasília, oferece atrativos para quem busca por cultura e arte. A cidade conta com quatro museus que guardam a história do lugar, dois antiquários e a Fazenda Babilônia, construída em 1795, que ainda conserva a estrutura rústica da casa grande, senzala e engenho, da época dos escravos.

Os museus de Pirenópolis abrigam, principalmente, objetos que representam as festas e a religiosidade do povo. De acordo com o ex-secretário de Cultura, atual responsável pelo Museu do Divino, Itamar Gonçalves, esses lugares são uma forma de conservar a rica cultura da cidade. “Há um acervo enorme de livros, jornais, máscaras, vídeos, instrumentos, tudo relacionado à cidade. Não podemos deixar que essas raridades desapareçam, são séculos de história”, ressalta.

O Museu do Divino preserva relíquias da principal festa de Pirenópolis: objetos preservam a religiosidade do povo da cidade (Breno Fortes/CB/D.A Press)
O Museu do Divino preserva relíquias da principal festa de Pirenópolis: objetos preservam a religiosidade do povo da cidade


ROTEIRO

Museu das Cavalhadas 

Máscaras com cara de boi, ornamentos, fotos, livros, cartazes, roupas e fantasias que já foram usadas nas Cavalhadas, entre várias outras relíquias que Maria Eunice Pina juntou durante décadas, estão no Museu das Cavalhadas. O museu particular, que completou 30 anos, ocupa dois cômodos grandes do casarão da família Pina. Fica na Rua Direita, 39, e está aberto de sexta a domingo, das 9h às 18h. Para visitação é cobrado um valor simbólico de R$ 2.

Museu da Família Pompeu

O casarão do século 18, onde funcionava a sede do Matutina Meiapontense, primeiro jornal de Goiás, hoje é o Museu da Família Pompeu. O local conta com um acervo de fotografias, jornais e livros que remetem à história do local. O museu fica na Rua Nova, 31. Para visitação, é necessário fazer agendamento pelo número 
(62) 3331-1543

Fazenda Babilônia 
O casarão e a área da senzala e do engenho, de 1795, foram tombados pelo Patrimônio Histórico em 1965. No local, é oferecido um café da manhã colonial. A fazenda fica na rodovia GO-431, Km 3. Funciona aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 16h. Visitas pela semana devem ser agendadas no telefone (62) 9294-1805. O passeio com o café custa R$ 60 por pessoa. Para quem deseja só visitar, são R$ 15 por pessoa.

Museu Rodas do Tempo

O único museu da cidade que não abriga a história de Pirenópolis é o Museu Rodas do Tempo. O local expõe uma das maiores coleções particulares de veículos antigos de duas rodas existente no Brasil — motocicletas, bicicletas motorizadas e scooters. O visitante ainda poderá conhecer uma coleção de brinquedos movidos à corda da década de 1980. O museu fica localizado na Av. Prefeito Luiz Gonzaga Jayme. Aberto de quarta a domingo e feriados, das 10h às 18h. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia para idosos, estudantes, motociclistas e ciclistas).

Museu de Arte Sacra

O Museu de Arte Sacra integra a Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Construído há 260 anos, o templo fica à margem direita do Rio das Almas, logo após a ponte de madeira. O museu abriga imagens de santos, sinos e outros itens religiosos. O acervo permanente fica nas duas salas laterais da igreja. A peça mais valiosa artisticamente é uma imagem de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, do século 18, assinada pelo escultor Veiga Valle, ícone do barroco goiano. A igreja-museu pode ser visitada de quarta a domingo, das 11h às 17h. Entrada franca.

Museu do Divino
 
A cadeia de Pirenópolis foi desativada, há sete anos, para abrigar o Museu do Divino. A Casa de Câmara e Cadeia, construída em 1919, é uma réplica do prédio original, de 1733. O enorme casarão de madeira foi restaurado e ganhou um destino nobre — abriga relíquias da Festa do Divino Espírito Santo. Até hoje, a placa em frente ao casarão permanece um tanto dúbia: refere-se à Casa de Câmara e Cadeia e, abaixo, ao Museu do Divino. Mas de prisão só restou o nome, basta entrar no local para se encantar com as cores, as roupas e os instrumentos da festa que estampam o museu. A Casa de Câmara e Cadeia fica no Centro Histórico, Av. Beira Rio. É aberto de quarta a domingo, das 11h às 17h. Entrada franca.

O Bacalhau da Bibba 

O maior antiquário da cidade fica dentro do restaurante O Bacalhau da Bibba. No acervo, é possível encontrar pratas, quadros, esculturas, lustres, tapetes e móveis. A peça mais antiga é uma santa entalhada em uma raiz de árvore feita pelos escravos no século 18. Os quadros são um dos destaques: há obras de artistas renomados, como Antonio Poteiro, Iolovich, M. Nonato. Waldomiro de Deus, Fé Cordula, entre outros. O Bacalhau da Bibba fica aberto de quinta a domingo, 
das 11h às 23h.

Antiquário Golinelli 

Já o Golinelli, que fica na Pousada Walkeriana, oferece máquinas de escrever antigas, gramofones, discos, móveis rústicos, lustres de cristal, quadros e esculturas. O antiquário do restaurante O Golinelli, funciona todos os dias, das 8h às 23h. Os dois estão localizados na Rua do Rosário, próximos à Praça do Coreto. 

fonte:
http://df.divirtasemais.com.br/app/noticia/programe-se/2013/07/07/noticia_programese,142899/pirenopolis-conta-com-museus-antiquarios-e-fazenda-colonial-que-revive-o-seculo-18.shtml

Minecraft é exposto ao lado de Picasso e Van Gogh em museu de NY

Minecraft, famoso game com blocos de montar, foi incluído no acervo de jogos do Museu de Artes Moderna de Nova York (MoMA), sob a curadoria de Paola Antonelli. A coleção, que possui o objetivo de juntar 40 títulos, começou a ser feita sete meses atrás e já se encontra na metade. A exibição "Design Aplicado" está rendendo intensos debates sobre a iniciativa do museu de expor jogos virtuais ao lado de grandes artistas, como Picasso e Van Gogh.
Como jogar Minecraft (Foto: Como jogar Minecraft)Como jogar Minecraft (Foto: Como jogar Minecraft)
Junto com Minecraft, outros cinco novos jogos entraram na lista, incluindo trabalhos dos pioneiros Atari e Taito. Eles são Pong (1972), Space Invaders (1978), Asteroids (1979), Tempest (1981) e Yar’s Revenge (1982). Além disso, foi incluído também o console Magnavox Odyssey (1972), do conhecido “pai do videogame” Ralph Baer.
Dentre os próximos títulos a serem adicionados, estão previstos Donkey Kong e Super Maior Bros. Confira abaixo a lista completa dos títulos adicionados no acervo do Museu de Arte Moderna de Nova York:

fonte:

Espetáculo Museo Medea, que integra o 26º Fitub, será apresentado no Museu de Arte de Blumenau

As salas do Museu de Arte de Blumenau (MAB), da Fundação Cultural de Blumenau, vão ganhar espaço para outra arte: o teatro. Além dos desenhos e obras que já são tradicionais nas paredes e nos corredores do local, nesta segunda e terça o museu recebe a peça Museu Medea, da Universidad Nacional de Tucumán, de San Miguel de Tucumán, na Argentina. 

No espaço, o público poderá assistir ao espetáculo da Mostra Ibero-Americana enquanto visita às salas de exposição do MAB e o Espaço Alternativo, tudo dentro do contexto da peça. A gerente do MAB, Mia Ávila, destaca que a peça será um diferencial dentro das atrações oferecidas pelo museu e vai poder contemplar um público que não está habituado a visitar o museu: 

— Estou bem curiosa para ver o espetáculo e acho que vai ser bem interessante utilizar o espaço como cenário da peça. Temos várias exposições bacanas que foram abertas durante a Noite Multicultural, semana passada, e acredito que as pessoas vão se impressionar com o espetáculo.

Museo Medea é uma leitura do mito de Medeia, da cultura grega antiga. A obra modifica e traz ao mundo contemporâneo o argumento do relato, mas mantém um dos núcleos do mito: o desejo de vingança a partir do abandono do cônjuge. 

O drama é centrado na intimidade das personagens de Ella (Medeia) e da Empregada nos preparativos da festa de aniversário do ex-marido de Ella. É uma celebração inútil, já que ele não virá. Ella foi abandonada e continuou vivendo com a Empregada, na casa que o marido dela comprou. Ella e a Empregada oferecem aos visitantes a própria intimidade e, ao fazê-lo, utilizam o MAB para apresentar esta casa-museu. 

Poucos ingressos 
A peça tem texto e direção de Guillermo Katz e é indicada para maiores de 18 anos. O número de espectadores é de apenas 50 pessoas por apresentação, mas terá quatro sessões. A coordenadora da bilheteria do Fitub, Ana Paula Moser, a Mock, destaca que os ingressos estarão à venda uma hora antes na Fundação Cultural de Blumenau.

— É importante destacar que apenas 40% dos ingressos estarão disponíveis. Por isso, é bacana chegar cedo e garantir a entrada — alerta

fonte:
http://www.portalvitrine.com.br/espetaculo-museo-medea-que-integra-o-26-fitub-sera-apresentado-no-museu-de-arte-de-blumenau-news-39242.html

Artista Paulo Nazareth abre mostra com instalação e vídeos, no Bairro Veneza, em Ribeirão das Neves


Artista está com trabalho no pavilhão principal na Bienal de Veneza, na Itália 

Depois de ir a pé aos EUA para participar da Art Basel Miami e da presença em Veneza, Paulo Nazareth se prepara para participar, em setembro, da Bienal de Lyon ( Marcos Vieira/EM/D.A Press)Depois de ir a pé aos EUA para participar da Art Basel Miami e da presença em Veneza, Paulo Nazareth se prepara para participar,esetembro, da Bienal de Lyon
A 55ª Bienal de Veneza começou em 1º de junho, na Itália, e vai até 24 de novembro. Um evento paralelo da mostra vai ser aberto quarta-feira, às 10h, em uma outra Veneza: o bairro com o nome da cidade italiana, em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ação do artista plástico mineiro Paulo Nazareth, que apresenta versão menor do mesmo trabalho que está mostrando na Itália. A exposição fica aberta no mesmo período da bienal: até 24 de novembro, de segunda a sexta, das 10h às 18h.
Paulo Nazareth tem 36 anos, nasceu em Governador Valadares e vive em Belo Horizonte. Tem garantido lugar e prestígio em mostras internacionais com performances rumorosas e fotos com textos questionadores, de encontros ocorridos durante andanças pelo mundo – valendo-se de todos os meios, percorrendo grandes distâncias a pé. Em alguns casos, o percurso vai do Brasil até o local das exposições para as quais é convidado. Correu o mundo imagem do mineiro, diante de uma Kombi, vendendo bananas na feira Art Basel Miami (EUA). Para a Bienal de Lyon (França), que será aberta em setembro, Paulo Nazareth leva 'Caderno de África', resultado de perambulações pelo continente africano.
“Existe a Veneza do glamour, do imaginário, onde é realizada a Bienal, a maior, a mais antiga, referência do lugar da arte, onde ‘todos’ querem ir. É a Veneza da fotografia, do consumo. Estou fazendo exposição em outra Veneza, que não está neste lugar do objeto de desejo, que pouca gente conhece e às vezes tem até medo dela”, observa Paulo, sentado na cozinha da casa do irmão, no Bairro Palmital, em Santa Luzia, onde mora. Cruzar um trecho da favela até o local da exposição é parte do projeto.
“A nossa pequena Veneza é parecida com o Palmital: bem viva, com gente na rua fazendo a vida acontecer”, acrescenta. Credita a fama de violento dos dois locais ao sensacionalismo do jornalismo policial. “Coisas da mídia” , lamenta. O trabalho que vai apresentar chama-se 'Todos os santos da minha mãe'. É reunião de produtos que têm nomes de santo, desde filtro São João até pãozinho San Carlo e correntes São Rafael, exemplifica. “É trabalho sobre disseminação de santos como produtos, no lugar de comércio”, observa.
Vai estar ainda no ponto de cultura mantido pelo artista no Bairro Veneza o vídeo 'Aprendi a rezar em guarani e kaiowá para o mundo não se acabar'. Trata-se de registro de noite passada com índios de Mato Grosso do Sul, numa quinta-feira, “um bom dia para rezar, já que da tarde até o amanhecer estão abertos os portões dos 14 mundos que, para eles, formam o universo”. O “além do material”, explica, é questão importante para o artista. Como a questão da promessa. E o Paulo considera que algumas obras são ex-votos.
 (Marcos Vieira/EM/D.A Press)
Na feira Paulo Nazareth vive desde os 15 anos no Bairro Palmital. “Já morei no Mangabeiras”, brinca, referindo-se a período alojado em sauna de mansão que estava em reforma. Residiu ainda na zona rural de Curvelo (MG) e na favela do Cafezal. “Já fiz de tudo: fui jardineiro, padeiro, agente de saúde e bonequeiro”, conta o artista. Foi fazendo bonecos e vendendo publicações e imagens avulsas, em feira de domingo no Bairro Palmital, que conseguiu manter e comprar o material necessário durante o curso de belas-artes.
O material gráfico, explica, são gravuras e parte importante de sua obra. Com relação ao preço dos trabalhos, conta que é muito variado – “a partir de R$ 0,10 ou de acordo com o bolso de quem se interessa”. Os letreiros que ele apresenta das fotos, assim como as havaianas que usa para caminhar, “são mais caros”. O artista se formou em 2005, em desenho e gravura, na Escola de Belas-Artes da UFMG. Estudou entalhe em madeira com mestre Orlando (1944-2003), e, até o fim do ano, deve realizar mostra com trabalhos próprios e de seu mestre.
As andanças pelo mundo, ao sabor do inesperado, deixa às vezes a família preocupada. “Mando notícias”, observa. “Minha mãe é devota de todos os santos, o que ameniza a preocupação dela, faz com que eu sinta os santos e almas me protegerem e seguir bem”, garante. Foi a devoção da mãe uma das fontes para o trabalho que está nas duas Venezas. O artista não foi a Veneza, na Europa, porque é promessa dele só ir à Europa depois de passar pela África. A mãe, Ana Gonçalves Silva, viajou na sexta-feira, com uma amiga, para representar o filho na Itália.
Paulo Nazareth
• Exposição
Instalação, vídeo e gravuras. Rua Nossa Senhora do Rosário, 36, Bairro Veneza, Ribeirão das Neves. De segunda a sexta, das 10h às 18h. Até 24 de novembro. Ônibus: 6260. Informações e visitas guiadas: (31) 8777-8490 (com Júlio).
• Livro
'Paulo Nazareth, arte contemporânea/LTDA', Editora Cobogó. Edição bilíngue (português/inglês), com mais de 150 imagens e textos de Kiki Mazzucchelli, Maria Angélica Melendi, Hélio Alvarenga Nunes, Walter Chinchilla, Julio Calel, Edgar Calel, Pedro Calel, Janaina Melo e do próprio Paulo Nazareth.
• Internet
artecomtemporanealtda.com.br (com links para outros blogs).
Três perguntas para...
Paulo Nazareth, artista plástico
Você vê influencia do Bairro Palmital nos seus trabalhos? 
Se não morasse no Palmital minha arte seria outra. Morar aqui é uma opção. O local é criação da Cohab. Mas criaram conjuntos habitacionais com moradias tão precárias, que são piores do que as das favelas. Então, a gente tem que favelizar para melhorar. O gato coloca as patas onde há carência de serviços.
O que você tem visto em suas andanças pelo mundo? 
Que as pessoas que menos têm são as que mais abraçam o outro, que têm menos medo do outro, que acolhem. Chamam você para entrar em casa, puxam cadeira, oferecem café, dividem o mundo dela, têm curiosidade em conhecer você. Meu trabalho são imagens desses encontros com várias culturas diferentes. Às vezes, penso que sou um criador de casos afetivos, que levo para contar para outros lá na frente, ou que vão parar nas minhas gravuras e panfletos.
Como você vê o seu trabalho?
Fui aluno de mestre Orlando, fiz entalhe em madeira e pedra. Comecei a fazer uma carranca, mas nunca a terminei. Fiquei pensando: o que faço são carrancas. Não aquela cara, aquele objeto em madeira, mas, de alguma forma, carrancas. Carrancas, dizem, são para afastar os maus espíritos, o olho- grande, quando você vai abrindo caminhos. Dizem que, por isso, carranca tem que ser feia, mas, às vezes, a gente erra e elas não ficam tão feias assim.
Palavra dos curadores
“Paulo é um dos artistas mais complexos e inesperados que surgiu nesta geração. Cria uma economia paralela, vendendo suas obras à comunidade, e também uma realidade paralela, com trabalhos de longa duração."
Hans Ulrich Obrist
“Paulo Nazareth está reinventando a performance. Essas caminhadas de longa duração produzem obras de arte sobre contextos sociais e as pessoas que ele encontra. É um artista imprevisível e ao mesmo tempo incrível."
Gunnar Kvaran
Por Walter Sebastião - Dicponível em: EM CulturaPublicação