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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Museu Internacional de Arte Naïf reabre no Rio

Joalheiro, mecenas, acima de tudo um apaixonado por arte, o francês feito carioca ainda adolescente Lucien Finkelstein legou à família e ao Rio a maior coleção de arte naïf do mundo. São seis mil obras de mais de 120 países, reunidas em quatro décadas de viagens pelos cinco continentes, sendo as mais antigas datadas do século 15.

Em 1995, ele fundou o Museu Internacional de Arte Naïf (Mian), para compartilhá-las e divulgá-las. Em 2008, aos 76 anos, morreu desgostoso, vítima de um ataque cardíaco, ao ver o museu fechado, por falta de patrocínio. Nos anos seguintes, o funcionamento foi irregular, possível somente com o agendamento prévio, a despeito dos esforços de sua diretora, Jacqueline Finkelstein, filha de Lucien.

Sua neta Tatiana Levy trabalha agora para dar uma gestão mais profissional ao espaço, reaberto há vinte dias graças a investimentos nacional e estrangeiro. A intenção é perpetuar sua existência. A localização é superprivilegiada: o casarão centenário, tombado, fica colado à estação do trenzinho que leva os visitantes ao Corcovado, no Cosme Velho.

Por conta disso, e pela inclusão do destino em guias turísticos da cidade, a coleção é visitada principalmente por quem vem de fora (somente 30% do público é de moradores). O Mian tem ainda um potencial pouco explorado que está ganhando força com Tatiana, egressa da área pedagógica: a interação com as crianças, que se identificam facilmente com a pintura e a escultura de nascimento espontâneo, que não seguem escolas artísticas e cujos criadores são autodidatas.

Um programa educativo foi desenhado ao mesmo tempo em que o espaço expositivo era modernizado: três janelões, sobre os quais antes pendiam quadros improvisadamente, foram fechados com painéis de MDF, de modo a uniformizar a parede principal do salão e aumentá-la em 4 metros de altura e 7 metros de extensão. No subsolo, as vitrines foram abolidas, deixando as telas mais agradáveis aos olhos.

O museu está ganhando nova identidade visual. A iluminação foi suavizada e agora tem filtro UV. Outra novidade é o audioguia - por enquanto, apenas em português. Legendas em braile estão para chegar. A partir de agosto, o funcionamento deve se estender pelos fins de semana.

A reserva técnica, inundada em 2010 por conta de chuvas fortes, que derrubaram o telhado, foi recuperada, e ganhou exaustores e desumidificadores. As 300 telas danificadas pela água ainda estão comprometidas.

A verba para a recuperação estrutural, de 35 mil euros (R$ 87,5 mil) veio do fundo holandês Prince Claus, destinado a socorrer acervos que sofrem com desastres naturais. Outros R$ 400 mil, usados para as demais melhorias, vieram da prefeitura do Rio, que no passado fazia repasses ao Mian. 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Conhecendo Museus


Unidade responsável: Departamento de Difusão, Fomento e Economia dos Museus (DDFEM) 


O quê é: Série Televisiva sobre museus brasileiros para veiculação em canais educativos da rede aberta e privada de televisão e disponibilização em site na internet para acesso e exibição de toda a série.

Metas:

- 112 filmes sobre os museus brasileiros

Resultados:

- Museus brasileiros apresentados de forma instigante e didática, objetivando sempre atingir o interesse do maior número possível de ouvintes ou telespectadores;

- Estimular o público a discutir as questões contemporâneas e a preservação da memória;

- Contribuir para o resgate da memória brasileira – inscrita nos objetos, obras de arte e documentos –, consolidando-a num conjunto de informações acessíveis a fim de colaborar na formação e no apuro da consciência crítica dos telespectadores, em particular os mais jovens.

- Site, disponibilizando todos os episódios produzido: 

www.conhecendomuseus.com.br




dinte:Ibram