terça-feira, 8 de outubro de 2013

MAC-USP recebe telas de Volpi apreendidas pela Justiça e estimadas em R$ 12 milhões



"É de matar". Tadeu Chiarelli, o diretor do MAC-USP (Museu de Arte Contemporânea da USP), não se conteve e soltou um palavrão ao receber quatro obras do artista Alfredo Volpi (1896-1988), depositadas em comodato no museu, na última segunda (7/10).

Apreendidas pela Justiça, no final do ano passado, as pinturas, estimadas agora em R$ 12 milhões, permaneceram na antiga casa de Volpi, onde atualmente reside sua neta, Mônica Volpi. No entanto, por iniciativa do Instituto Alfredo Volpi de Arte Moderna, elas foram transferidas para o museu.

"Solicitamos à Justiça essa medida porque as obras estavam em um local sem seguro e sem preservação adequada", disse o advogado Pedro Mastrobuono, pelo Instituto.

Há cerca de um mês, no dia 4 de setembro, os herdeiros do artista se reuniram com a juíza Vivian Wipfli, responsável pelo espólio do artista e, por consenso, aprovaram a transferência. A Folha acompanhou, com exclusividade, a abertura das embalagens com as obras no MAC.

Volpi no MAC-USP Ver em tamanho maior »












Tadeu Chiarelli, diretor do MAC-USP, observa as obras de Volpi recém-chegadas ao museu

"É muito importante o que está acontecendo. A proposta do comodato era para apenas um ano, nós convencemos a Justiça que o melhor seria estender para cinco, assim vamos ter tempo para expor e estudar as obras", disse Chiarelli.

Desde que Volpi morreu, há 25 anos, essas obras não eram vistas. Duas delas são consideradas obras-primas: "Nu de Judite", uma espécie de versão da "Maja desnuda", de Goya, com a mulher do próprio artista, e "Retrato de Hilde Weber", em um estilo bem próximo a Matisse.

"Estou totalmente seduzido por essa obra", derretia-se Chiarelli referindo-se ao "Retrato". Cada uma vale cerca de R$ 5 milhões.

A partir desta quarta (9/10), "Retrato" e uma pintura de dom Bosco já estarão em exibição no MAC, como um preâmbulo à mostra com 18 obras de Volpi do acervo do museu, organizada por Paulo Pasta.

CUPIM

A ideia original não era expor a pintura com temática religiosa, mas o "Nu de Judite". Contudo, enquanto desembalava a obra, a conservadora do MAC, Márcia Barbosa, identificou nela sinais de cupim, o que também aconteceu com a quarta pintura, uma representação de leques.

Assim, ambas foram encaminhadas à higienização, e o "Nu", ironicamente, foi substituído por D. Bosco. Em novembro, as duas telas a serem restauradas devem participar de outra mostra no museu. "Isso comprova a importância de nossa iniciativa", afirmou Mastrobuono, ao constatar a deterioração das duas telas.

Com o comodato dos quatro Volpis, o MAC recebe uma terceira remessa de obras envolvidas em litígio. A primeira é a coleção que pertenceu ao ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira, parcialmente em exposição, e a segunda, um depósito da Receita Federal de uma tela do alemão Gerhard Richter, que vale cerca de R$ 20 milhões e também se encontra em exibição.

"Acho que isso vem acontecendo porque se sabe que aqui as obras são estudas, mantidas e, com o novo espaço, exibidas", avalia Chiarelli.

A disputa pela herança de Volpi

Fevereiro de 2010 A juíza Viviam Wipfli, que cuida do inventário de Alfredo Volpi, destitui Maria Eugênia Volpi Pinto, uma das quatro filhas legítimas do artista como inventariante e nomeia em seu lugar o advogado Guilherme Santana. O motivo é que ela estaria cometendo irregularidades no espólio.

Maio de 2012 Wipfli publica em despacho no Diário Oficial do Estado de SP que mais de R$ 1,2 milhão foi desviado do espólio de Volpi, por conta de um contrato firmado em 2004 pela então inventariante Maria Eugênia.

Dezembro de 2012 A Justiça de SP apreendeu nove telas e cerca de 3.000 gravuras de Volpi: quatro que estavam com sua filha, Maria Eugênia, uma com Patrícia Volpi, neta do artista, e quatro com terceiros, que se manifestaram espontaneamente. Todas as obras foram mantidas com os proprietários, até que seja determinado pela Justiça se irão a leilão.

Setembro de 2013 Em audiência com os inventariantes do espólio de Volpi, a Justiça determina que o MAC-USP receba em comodato, por cinco anos, as quatro telas que estavam com Maria Eugênia, por risco à segurança



Outubro de 2013 O MAC-USP recebe as quatro obras e passa a exibir duas delas

fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/10/1353412-mac-usp-recebe-telas-de-volpi-apreendidas-pela-justica-e-estimadas-em-r-12-milhoes.shtml

Arqueólogos encontram ruínas de edifício da Romanização em Alcoutim

Uma equipa arqueológica luso-austríaca encontrou as ruínas de um edifício do período da Romanização, do século II a I antes de Cristo (A.C), construído na margem do rio Guadiana, em Alcoutim. 

As escavações foram iniciadas em 2008 e concluídas no verão deste ano, estando o local atualmente coberto com plásticos para proteger as paredes do piso térreo, as únicas que subsistiram após mais de 2.000 anos e que têm quase 2,5 metros de altura, disse a arqueóloga Alexandra Gradim, da Câmara de Alcoutim, que integrou a equipa internacional com investigadores da Universidade de Innsbruck, da Áustria.

«Estamos a falar de um edifício que as escavações colocaram à vista com mais de 2,35 metros de altura dos seus muros e estamos a falar apenas do nível térreo, porque o edifício teria mais dois patamares, ou seja, mais dois andares, e seria algo que se veria como colossal para quem vinha do rio, com 10 metros de altura e uma largura que atingia os 13,5 metros», explicou.

Localizado no cimo de um cerro de difícil acesso, perto aldeia das Laranjeiras, onde existe já um núcleo arqueológico da época romana, o edifício apresentava ainda muros exteriores com 1,60 metros e «era algo que se impunha na paisagem», mas por via do «poder económico do senhor [proprietário]», segundo a investigadora portuguesa.

«O próprio edifício foi construído de forma paralela ao rio, as fachadas principais são paralelas ao Guadiana, e está na parte mais sinuosa que abrange o concelho de Alcoutim. Seguramente que este edifício está aqui localizado devido a uma relação comercial que chegava pelo rio Guadiana», afirmou.

Os investigadores chegaram a esta conclusão porque não foram encontrados muitos vestígios de materiais metálicos utilizados militarmente e a arquitetura do edifício «não permitiria uma utilização em termos de defesa e ataque que fosse útil para o sistema bélico, porque nem havia ângulo de balística».


«Não conseguimos encontrar qualquer tipo de objeto que indiciasse esse uso militar, aliás, os objetos metálicos são escassos e, em compensação, o que encontrámos foram uma série de elementos de peças cerâmicas, que não estão completas, mas temos as formas, que eram as tais ânforas que vinham de fora deste espaço, da zona do Mediterrâneo, quer de Itália, quer da bacia de Cádis, e aqui estão as provas de que havia algum relacionamento comercial», precisou Alexandra Gradim.

Apesar da sua antiguidade, a investigadora apontou vários obstáculos para que esta descoberta possa ser vista pelo público, como a zona de difícil acesso ou os elevados custos que seriam necessários para a sua conservação e musealização.

Por isso, esta descoberta irá permanecer coberta, protegida dos elementos, de forma a tentar conservar o máximo do que ainda resta de um dos edifícios mais antigos identificados no concelho de Alcoutim.

fonte:
http://pam-patrimonioartesemuseus.com/forum/topics/arqueologos-encontram-ruinas-de-edificio-da-romanizacao-em-alcout  

Arte norueguesa em exposição no Museu de Arte de Santa Catarina


A partir do dia 14 de outubro, o público poderá conferir 50 telas de Alfredo Andersen, pintor norueguês que chegou ao Brasil no fim do século XIX. O pintor viveu no Paraná e lá, retratou a sua percepção dos dois países.




A exposição será realizada no Museu de Arte de Santa Catarina - MASC, até o dia 1º de dezembro de 2013. O secretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Valdir Walendowsky, destaca que as telas de Alfredo Andersen representam um importante elo cultural entre a Noruega e o Brasil. “A exposição Andersen em Florianópolis será, sem dúvida, uma oportunidade única para que os catarinenses conheçam a obra deste grande artista norueguês e brasileiro”, afirmou.

A mostra em Florianópolis conta com o apoio de diferentes parceiros, como Embaixada Real da Noruega, Museu Alfredo Andersen, Associação de Amigos de Alfredo Andersen, Secretaria da Cultura do Paraná e Consulado geral da Noruega em São Paulo.

Alfredo Andersen nasceu na Noruega em 1860. Estudou artes no norte da Europa e realizou a primeira exposição individual em 1884. Chegou ao Brasil em 1892. Em Paranaguá conheceu Anna de Oliveira - e desse relacionamento nasceram quatro filhos. Viveu em Curitiba até 1935.

Além da mostra Andersen em Florianópolis, o Museu de Arte de Santa Catarina preparou uma composição de obras do acervo que possuem relações artísticas com as pinturas de Andersen, no intuito de promover um novo olhar sobre as telas. É a exposição Olhar estrangeiro, sob curadoria de Edson Busch Machado.

Para complementar, o público também poderá conferir a exposição Três fotógrafos noruegueses, com imagens de Verena Winkelmann, Rune Johansen e Per Berntsen.

Serviço:

Andersen em Florianópolis | Olhar estrangeiro | Três fotógrafos Noruegueses
Abertura: 14 de outubro, às 19h30
Local: Masc, Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600, Agronômica, Florianópolis
Entrada gratuita.


fonte:
http://www.correiodailha.com.br/noticias/lernoticia.php?id=19685/arte-norueguesa-em-exposicao-no-museu-de-arte-de-santa-catarina

Museu em Seul retrata feito da Coreia e conquista da seleção brasileira


Exposição exalta desempenho dos donos da casa na Copa de 2002 e relembra feito do Brasil de Ronaldo nos campos coreanos e japoneses

Foram 32 jogos. Muitas recordações. Festa num país com pouco mais de 48 milhões de habitantes. Tantas lembranças não poderiam ser esquecidas. E é justamente no estádio que vai receber a seleção brasileira no próximo sábado, às 8h (de Brasília), contra os donos da casa, que muitas delas estão reunidas. Todas no Museu do Futebol Copa de 2002, no World Cup Stadium, em Seul.

Da história e do desenvolvimento do futebol coreano às passagens do país por Copas do Mundo. Da lembrança de Mundiais históricos à campanha da Coreia do Sul no torneio de 2002. Tudo está em exposição para os fãs do esporte e os saudosos torcedores locais, que vibram ao relembrar da conquista da quarta colocação na competição. Feito inédito para uma nação do Oriente. 

A entrada do museu que lembra a Copa do Mundo de 2002 em Seul (Foto: Márcio Iannacca)

Antes mesmo de entrar no local, com exceção do próprio World Cup Stadium, todos os outros estádios utilizados na competição são exibidos em belas maquetes no hall de acesso ao museu. Além disso, as mascotes Kaz, Ato e Nik dão as boas vindas aos fãs que chegam à exposição para se divertir com a história do futebol.

Para ter acesso ao museu, o torcedor precisa desembolsar US$ 1 (R$ 2,20). A partir daí, é só diversão. Logo nos primeiros passos, o fã pode acompanhar o desenvolvimento do futebol na Coreia do Sul. Desde as primeiras seleções até a evolução da bola utilizada no país. Grandes jogos, rivais de peso e até mesmo um registro fotográfico de Pelé com os coreanos, em 1972, faz parte do acervo.
Painel destaca os jogadores da seleção sul-coreana na Copa de 2002 (Foto: Márcio Iannacca)

O passeio continua e as edições de Copa do Mundo são lembradas, com ênfase aos torneios em que a seleção coreana esteve presente. Até o momento, o país disputou oito campeonatos e já está garantido no Mundial de 2014. A melhor colocação foi em 2002, quando foi sede da competição ao lado do Japão e ficou em quarto.

E é justamente essa parte da história que ganha destaque na exposição. Em um primeiro momento, os uniformes utilizados no torneio. Em seguida, os 23 convocados, o técnico holandês Guus Hiddink e membros da comissão técnica têm os rostos estampados em uma parede do local. Todos são considerados ídolos nacionais. Em volta, televisores exibem os jogos do time no Mundial. 

Outras Copas do Mundo são lembradas no museu, com destaque para Pelé (Foto: Márcio Iannacca)

A próxima sala relembra a final do Mundial de 2002, disputada em Yokohama, no Japão. De cara, você encontra uma TV com lances da partida, com o troféu da Copa do Mundo e uma grande imagem do goleiro alemão Oliver Kahn e do brasileiro Ronaldo – protagonistas do duelo entre Brasil e Alemanha na decisão da competição. Em volta, todos os grupos do torneio, com fotos das seleções posadas e as escalações. Tudo em coreano. 

Guus Hiddink é exaltado por ter levado a Coreia ao
4º lugar em 2002 (Foto: Márcio Iannacca)

Por fim, o museu exibe nas paredes outros momentos marcantes do futebol mundial. Nos expositores, minicraques de atletas que fizeram história dentro das quatro linhas. Pelé, Cruyff, Maradona, Puskas... Um passeio pelas várias fases do esporte. Por fim, uma rápida passada pelas regras e táticas utilizadas em campo.




Ponto final no passeio que relembra a história do principal torneio de seleções do mundo. No próximo sábado, às 8h (de Brasília), o torcedor poderá conferir o duelo entre Brasil e Coreia do Sul, no próprio World Cup Stadium. O confronto será transmitido ao vivo pela TV Globo, Sportv e GLOBOESPORTE.COM. O site também acompanha a partida em Tempo Real.



Réplica da Jules Rimet faz parte do acervo sul-coreano no museu (Foto: Márcio Iannacca)

fonte:
http://globoesporte.globo.com/futebol/selecao-brasileira/noticia/2013/10/museu-em-seul-retrata-feito-da-coreia-e-conquista-da-selecao-brasileira.html