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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Contemporaneidade e memória marcam Museu da Imagem e do Som de SC

MIS tem 3.868 peças registradas entre filmes, fotografias, discos e equipamentos antigos

O Museu da Imagem e do Som (MIS) de Santa Catarina, apesar da breve trajetória de 15 anos completados em setembro, é um símbolo do diálogo entre a memória e a contemporaneidade. Em seu acervo de raridades preservadas em horas de áudio e vídeo, há diversas pistas do processo de integração entre a tecnologia e a sensibilidade do homem para fazer sua criação aqui no Estado.


Escondido na ala norte do Centro Integrado de Cultura (CIC) de Florianópolis, a que ainda não foi reformada, o MIS tem exatamente 3.868 peças registradas entre filmes, fotografias, discos e equipamentos antigos que pedem para ser vistos. A atual administração planeja ampliar o acesso ao museu, que atualmente tem apenas uma sala de exposição temporária. Por enquanto, para assistir às produções históricas e apreciar objetos antigos, é preciso agendar visita com antecedência. A prioridade é para estudantes e pesquisadores.

— O forte do MIS sempre foi o cinema, mas com a reforma do CIC ficamos sem a antiga sala multimídia. Estamos agora planejando uma área de exposição permanente — diz a administradora da instituição, Cristiane Pedrini Ugolini.

Nesta sala estarão expostas permanentemente joias da tecnologia audiovisual, como rádios antigos e equipamentos impensáveis para os nascidos a partir dos anos 1990. Será também um local para exibição de produções cinematográficas. A data de abertura ao público ainda não foi definida.

— No acervo do MIS as peças são únicas e originais, por isso temos o cuidado para que nada saia do museu — explica Cristiane.

Isso explica o fato de o acervo estar literalmente guardado a sete chaves. Para os cinéfilos, curiosos e os que não querem esperar as novidades do MIS, o Diário Catarinense mostra algumas curiosidades do museu.

Edital aberto para exposições

Projetos de exposição no MIS podem ser inscritos até 6 de dezembro no edital público da instituição. Serão aceitos trabalhos nas áreas de fotografia, audiovisual e outras mídias de interesse artístico, histórico, sociológico ou cultural. Os contemplados poderão usar o espaço de exposições temporárias por um período de 60 dias. Eles serão escolhidos por uma comissão de pautas. Saiba como participar no site do MIS.

Agende-se

O quê: Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina
Quando: visitação de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h (necessário agendamento)
Onde: anexo ao CIC (Av. Governador Irineu Bornhausen, 5.600, Agronômica, Florianópolis)
Quanto: gratuito
Informações: (48) 3953-2329.

fonte:
http://www.clicrbs.com.br/especial/sc/itapemafmsc/19,0,4316578,Contemporaneidade-e-memoria-marcam-Museu-da-Imagem-e-do-Som-de-SC.html

CAROL MACÁRIO | caroline.macario@diario.com.br

Museu de ciências naturais, no PR, está abandonado há quase um ano

Peças do acervo foram retiradas do local por falta de segurança do prédio. Prefeitura de Guarapuava disse que uma reforma está prevista para 2014.



O prédio do Museu de Ciências Naturais da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava, na região central do Paraná, está abandonado há quase um ano. As peças que compõem o acervo do museu foram retiradas do local por falta de segurança do prédio, após várias tentativas de roubo. Até os fios da rede elétrica da estrutura já foram roubados.

Além disso, as salas estão sujas e os vidros foram quebrados. Agora, o acervo composto por coleções de insetos do mundo todo, animais empalhados, rochas e minerais oriundos de vários continentes, foi deixado dentro de caixas em um depósito.

Durante os 15 anos de funcionamento, o museu já foi visitado por mais de 350 mil pessoas. Ele ficava em um prédio cedido pela prefeitura, no Parque das Araucárias.


“O museu ajuda na construção da cultura de um povo. Ajuda no desenvolvimento intelectual da cidade. Não é apenas um local onde ficam coisas velhas. O museu reúne coisas da nossa identidade”, diz o diretor do museu, Maurício Camargo Filho.

O secretário do Meio Ambiente, Celso Araújo, informou que um pré-projeto já foi feito e que a reforma deve custar cerca de R$ 150 mil. Segundo ele, a previsão é de que a obra comece em 2014, mas ainda não há uma data definida para terminar.

“Nós já estamos buscando fontes para saber aonde conseguir recursos para reformar o prédio e ampliar a segurança aqui no parque”, afirma o secretário.
 
fonte:
http://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/noticia/2013/10/museu-de-ciencias-naturais-no-pr-esta-abandonado-ha-quase-um-ano.html

Ministério da Cultura conclui pesquisa que pode mudar modelo de educação



Uma pesquisa-ação inédita realizada pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela organização social Casa da Arte de Educar apontou que professores brasileiros têm muita dificuldade no diálogo com demais instituições educativas - como museus e bibliotecas - e muitas vezes entendem cultura como sinônimo de "cultura letrada", aquela explicitada somente nos livros.

O levantamento também revelou que escolas e demais equipamentos culturais precisam de apoio técnico e financeiro para se tornarem um sistema de educação ampliado como discute e planeja o Ministério.

O MinC realizou encontros em todas as regiões brasileiras no ano passado, chamados de pesquisa-ação, que fazem parte do projeto nacional Um Plano Articulado para Cultura e Educação, que prevê a elaboração de uma nova política pública que faça da escola um grande espaço de produção e circulação da cultura brasileira, com acesso aos bens culturais e respeito à diversidade.

"As escutas revelaram que são muitas as iniciativas de parcerias entre escolas e equipamentos culturais no país, no entanto, estas iniciativas são instáveis e necessitam de investimentos técnicos e financeiros para se efetivarem como parceiros reais para as escolas. É preciso investir em canais constantes entre educação e cultura", destaca Sueli de Lima, pesquisadora da Faculdade de Educação da USP e coordenadora da pesquisa.

Os encontros reuniram, além de professores, representantes de museus, bibliotecas, pontos de cultura, educadores, estudantes, artistas e lideranças comunitárias para debater as dificuldades e apresentar propostas de articulação entre Cultura e Educação. No total foram ouvidos 1.664 atores, em 165 municípios e 26 estados.

O "Plano Articulado para Cultura e Educação" é uma das iniciativas previstas no Acordo de Cooperação Técnica assinado entre o MinC e o MEC, em dezembro de 2011. Este acordo apresenta um orçamento total estimado em R$ 80 milhões para a realização de diversas ações entre as duas pastas.

Algumas conclusões

- A pesquisa-ação apontou que os professores têm demonstrado muita dificuldade no diálogo com saberes não instituídos, os chamados saberes do cotidiano, e muitas vezes entendem cultura como sinônimo de cultura letrada e que se aprende na escola.

- A pesquisa revela a necessidade de investimento para a conquista de práticas pedagógicas e de gestão democrática nas escolas. Sem condições de diálogo e participação não será possível a conquista da intersetorialidade entre as politicas de cultura e educação.

- O levantamento apontou a necessidade de investir em uma maior aproximação dos cursos de pedagogia e das licenciaturas com os estudos culturais, com a sociologia e a antropologia visando fortalecer a dimensão cultural das práticas educativas. Entre os pesquisados a mediação cultural é prática ainda distante das licenciaturas e podem auxiliar muito o trabalho de sala de aula.

- A pesquisa aponta que os equipamentos culturais também precisam conquistar e efetivar a dimensão educativa de suas práticas. Bibliotecas com espaços exclusivamente de consultas ou museus voltados somente para contemplação já não possuem mais lugar na sociedade de hoje. Vale destacar que os professores reclamam por identificação e mapeamento das iniciativas e equipamentos culturais no Brasil, assim como maior diálogo entre as práticas culturais e as universidades.


fonte:
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2013/10/29/ministerio-da-cultura-conclui-pesquisa-que-pode-mudar-modelo-de-educacao/

Praça dos Museus abrigará MAE e MZ



 
Para idealizadores, o novo projeto atrairá mais visitantes. Segundo o USP Destaques, a área total será de 53 mil m² 




O projeto da Praça dos Museus contará com 4 edifícios
O Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) e o Museu de Zoologia (MZ) ganharão novas sedes, com entrada pela Avenida Corifeu de Azevedo Marques. Os prédios fazem parte da Praça dos Museus, projeto idealizado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha. Além das novas sedes do MAE e do MZ, serão erguidos mais dois edifícios, um para exposições e atividades referentes ao museu e outro para atividades culturais.
MAE: de galpão à nova sede

Para Maria Beatriz Florenzano, diretora do MAE, a ida para a Praça é extremamente positiva, pois o museu “poderá contar com espaço condizente a todo o seu potencial científico, de docência e de extensão”. O museu está instalado atualmente em um galpão que foi construído com finalidade administrativa. “O MAE cresceu em termos de coleções e de atividades e o espaço ficou limitado para tantos eventos. Não tenho dúvidas de que o público que visita e usufrui de nossas atividades educativas aumentará significativamente com a mudança”, afirma.
MZ: saindo do Ipiranga

A saída do Museu de Zoologia do Museu Paulista para a Cidade Universitária é positiva pela estrutura que o prédio oferecerá aos visitantes e pesquisadores, afirma Isabel Landim, docente do MZ. “Itens de acessibilidade e segurança estão contemplados para o nosso acervo, uma das maiores coleções de animais brasileiros do mundo. Acreditamos que o público que nos frequenta sentirá imenso orgulho de nos visitar na Cidade Universitária, onde poderemos oferecer muito mais conteúdo e conforto a todos”.
Etapas para construção

Segundo a Superintendência de Espaço Físico (SEF) da USP, a primeira etapa, composta pelas obras do MAE e da passarela aérea, está sendo construída pela empresa Brookfield e a Maragogipe Investimentos e Participações, por acordo com a USP, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e o MPF. De acordo com a SEF, “a obra em sua parte civil deverá ser entregue à USP em novembro de 2013, cabendo à universidade completá-la com a execução da parte interior do prédio”. Para as obras do MZ, do complemento da infraestrutura da passarela e da praça de eventos, foi aberta uma licitação, vencida pelo consórcio das construtoras GPO/COMSA, por R$123 milhões. A SEF ainda afirma que a terceira etapa da obra teve sua licitação aberta em agosto e os papéis serão abertos no dia 28 de outubro.
MAC: novo lugar, na USP

Segundo o USP Destaques, o Museu de Arte Contemporânea (MAC), o Instituto de Estudos Avançados e o Núcleo de Estudos da Violência terão nova sede, de 21 mil m², integrada à Praça. Segundo Tadeu Chiarelli, diretor do MAC, o prédio atual, apesar de “espetacular”, “não possui auditório nem espaço suficiente para a recepção da biblioteca e do arquivo”. Com a nova sede, o museu ganhará grandes salas, auditório, biblioteca, espaço para arquivo e condições para receber artistas visitantes.


fonte:
http://www.jornaldocampus.usp.br/index.php/2013/10/praca-dos-museus-abrigrara-mae-e-mz/

Quadros de museus na Holanda são saques de nazistas, diz estudo


Pelo menos 60 obras foram roubadas de judeus e outros na 2º Guerra. Foram devolvidas 12 pinturas; comissão diz que valor pode ser alto.

'Odalisque', pintura de Matisse de 1921, identificada como um dos quadros possivelmente saqueados por nazistas (Foto: AP Photo/Van Abbemuseum)


Uma comissão que investiga os saques de propriedades de holandeses durante o período nazista afirmou, nesta terça-feira (29), ter identificado mais de 100 obras de arte que são possíveis produtos de roubos.

De um total de 139 peças que podem ser produtos de saques, 61 puderam ser ligadas a seus proprietários originais, na maioria judeus, disse o chefe da comissão que realizou o levantamento, Rudi Ekkart.

A conclusão é o resultado de uma investigação de quatro anos, feita por um consórcio de museus holandeses, sobre as origens de obras de arte em museus do país que poderiam ter sido roubadas de proprietários judeus na Holanda entre 1933 e 1945.

Ekkart não quis fazer comentários sobre o valor das obras identificadas, dizendo que essa não era a finalidade da pesquisa, mas afirmou que elas claramente incluem peças de arte de "algum valor".

"Há objetos que têm uma certa fama, portanto, você pode imaginar que eles receberiam um alto valor se fossem colocados no mercado", disse o diretor da Associação de Museus da Holanda, Siebe Weide, quando indagado sobre quanto os itens poderiam valer.

Oito pinturas no Rijksmuseum, museu que abriga uma das maiores coleções de arte da Europa, estão na lista, e incluem o "Retrato de Guilherme II, príncipe de Orange, quando criança", uma pintura de Adriaen Hanneman, de 1654, e o "Retrato de Lorde Dubbeldam", de Govert van Slingelandt, datada de 1657.

Outras obras que podem ser produtos de saques incluem assinaturas de Matisse, Klee and Kandinsky.

Lacunas no histórico de propriedade das obras levantaram suspeitas de que pudessem ter sido saqueadas durante a Segunda Guerra Mundial, ou que seus donos originais, muitos deles judeus, tenham sido forçados a vendê-las, disse a associação.

Justiça
"A Holanda vem sentindo nos últimos anos uma crescente urgência de ter clareza sobre as origens das coleções públicas de arte, de fazer justiça às vítimas da Segunda Guerra Mundial", declarou a ministra da Cultura, Jet Bussemaker, um comunicado.

Herdeiros dos proprietários originais podem encaminhar uma requisição para um comitê de restituição, que é subordinado ao Ministério da Cultura, mas atua de modo independente e pode fazer recomendações sobre o destino de peças disputadas.

Isso pode incluir a devolução das pinturas aos donos originais ou descendentes, ou o pagamento de compensação.

Até o momento, cerca de 12 obras foram devolvidas, segundo o diretor do Comitê de Restituição, Willibrord Davids.

Cerca de 20% das obras de arte na Europa foram pilhadas pelos nazistas, de acordo com um estudo feito pelo Arquivo Nacional dos Estados Unidos em 1997.
 
fonte:
http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2013/10/quadros-de-museu-holandes-sao-saques-de-nazistas-diz-estudo.html