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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Museus portugueses nomeados para Museu Europeu do Ano

Os museus portugueses dos Transportes, no Porto, e da Baleia, na Madeira, foram incluídos na lista de nomeados para o Prémio Museu Europeu do Ano 2014, revelou hoje à agência Lusa fonte ligada à organização do galardão.
Museus portugueses nomeados para Museu Europeu do Ano

De acordo com o diretor do Museu da Farmácia, João Neto, representante em Portugal do Fórum Europeu dos Museus (European Museum Forum - EMF), entidade organizadora do prémio, os diretores dos dois museus portugueses já foram notificados da seleção.

Na área da museologia, o Prémio Museu Europeu do Ano (European Museum of the Year Award - EMYA, na sigla original, em inglês) é o principal e o mais antigo dos galardões atribuídos pelo EMF e também o mais prestigiado na Europa.

Criado em 1977 pelo Conselho da Europa, o Fórum Europeu dos Museus é uma organização transnacional sem fins lucrativos que se dedica há 35 anos a várias iniciativas para melhorar a qualidade dos museus europeus.

A candidatura do Museu dos Transportes e Comunicações, no Porto, baseou-se no processo de requalificação que desenvolveu recentemente e da apresentação de duas exposições permanentes: "Comunicar", em dezembro de 2012, e "O motor da República: os carros dos Presidentes", em maio de 2013.

O Museu também criou um novo percurso de visita ao edifício da Alfândega do Porto, que acolhe aquela entidade.

Quanto ao Museu da Baleia, situado no município de Machico, na Madeira, narra a história da caça à baleia no arquipélago, desde os anos 1940, e incluí ainda informação sobre a biologia e a proteção das baleias e golfinhos.

"São dois museus com características muito diferentes: um está virado para o oceano e tem uma ligação científica à universidade, o outro é uma memória do Porto, sobretudo do período industrial", comentou João Neto em declarações à Lusa.

O vencedor de 2013, anunciado em maio último, foi o Museu Riverside de Glasgow, na Escócia, e em 2012 o galardão foi conquistado pelo Museu Madinat al-Zahra, da cidade espanhola de Córdova.

Na edição deste ano estavam também nomeados dois museus portugueses: o Museu da Comunidade da Concelhia da Batalha e o Museu Machado de Castro, de Coimbra, que acabou por ser distinguido com outro galardão Fórum Europeu dos Museus, o Prémio Kenneth Hudson.

O vencedor do Prémio Museu Europeu do Ano 2014 vai ser anunciado em maio, em Tallinn, na Estónia, onde irá decorrer a assembleia anual do Fórum Europeu dos Museus.

Diário Digital com Lusa

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Iphan garante terceiro Museu de Arqueologia em Rondônia

Parceria entre cultura e educação leva museu a Ariquemes


O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), através da Superintendência em Rondônia, realizou, na quinta-feira (5), uma reunião para firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Empreendimento Canaã Geração de Energia, garantido uma série de medidas que visam à construção de um Museu de Arqueologia no município de Ariquemes/RO. O objetivo é diminuir os impactos ao patrimônio arqueológico com a construção da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Santa Cruz, nos municípios de Cacaulândia e Monte Negro.

O Museu de Arqueologia, segundo o acordo, deve ser construído em 12 meses na sede do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (Ifro), em Ariquemes. Após a obra, o Museu será mantido e gerido pelo Ifro. Além da construção da reserva técnica, que abrigará as peças arqueológicas resgatadas nas PCHs Jamari, Santa Cruz e Canaã, o TAC prevê a publicação de mil livros que retratam a arqueologia da região, 10 mil guias didáticos sobre educação patrimonial e cursos com 200 horas/aula para os colaboradores do Ifro e comunidade em geral.

Segundo o superintendente substituto do IPHAN em Rondônia, Danilo Curado, o Museu levará para a região de Ariquemes um centro de pesquisa em Arqueologia, contribuindo para a preservação da memória do povo brasileiro e da cultura local. “As pesquisas apontaram que Ariquemes e demais municípios vizinhos possuem um potencial arqueológico extremamente relevante, tornando imprescindível a existência de um local de pesquisa e exposição permanente”, sinaliza Curado.

O Termo, que teve acompanhamento ininterrupto do Procurador Federal junto ao IPHAN, Dr. Osvaldo Vieira Costa, foi ajustado para as reais necessidades da região de Ariquemes, possibilitando não apenas a criação do Museu, mas de uma série de ferramentas educativas em prol dos cidadãos.



Parceria

Diante das ações de compensação a serem executadas, o Campus do Ifro em Ariquemes, através do diretor Osvino Schimidt, pleiteou o recebimento do Museu de Arqueologia a ser construído pela Canaã Geração de Energia. Após uma série de reuniões, sempre pautadas nas possibilidades orçamentárias de gestão, o IPHAN deferiu o projeto de construção do Museu na sede do Instituto Federal da região.

Conforme o superintendente substituto do IPHAN esclarece, a iniciativa do diretor do IFRO foi plausível, pois o Museu será mantido e gerido por uma instituição pública e educacional, promovendo e dissipando todo o conhecimento sobre o passado humano daquela região. “É uma bela parceria entre Cultura e Educação. É mais um caso de sucesso, pois consentimos que o Instituto Federal possui totais condições logísticas e orçamentárias para gerir um acervo arqueológico, o qual é tido como patrimônio cultural do povo brasileiro”, sintetiza Curado.



Museus de Arqueologia em Rondônia

Ciente da importância indiscutível de Rondônia no cenário da arqueologia brasileira, a Superintendência do IPHAN trabalha desde 2007 na busca por parcerias nos mais diversos municípios do Estado.

Inicialmente, o primeiro Museu de Arqueologia criado em Rondônia foi o Centro de Pesquisa e Museu Regional de Arqueologia de Rondônia. Instalado em Presidente Médici/RO, o Museu foi um resultado profícuo de parceria firmada entre IPHAN e Prefeitura Municipal de Presidente Médici. A contar com um corpo técnico de professores, o museu trata-se da primeira instituição em Rondônia com temática exclusiva voltada para o patrimônio arqueológico.

Já em 2008, no contexto da instalação das usinas hidrelétricas no Rio Madeira (Jirau e Santo Antônio), o IPHAN solicitou a criação de uma grande Reserva Técnica de arqueologia – com espaço musealizado – dentro da Universidade Federal de Rondônia. Ainda em andamento, o projeto prevê uma área de 2 mil metros quadrados, a qual irá dar guarda a todo acervo arqueológico resgatado nas usinas do Madeira.

Neste contexto, perpetuando a política de parcerias, o IPHAN firmou o presente TAC no final de 2013. “Apesar de ser nossa atribuição institucional, temos ciência de que sem estas parcerias o trabalho se tornaria subaproveitado. Considerando os três Museus que o IPHAN proporcionou para Rondônia, nosso intuito é de ampliar nossas parcerias, levando cultura e acesso à nossa memória nacional para todos os cidadãos do Estado”, encerra Curado.


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Ministério Público vai investigar seis museus de SP por falta de alvará

Informação sobre ausência de documentação foi antecipada pelo 'Estado'; promotor cobrou esclarecimentos dos centros culturais

SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual divulgou nota na segunda-feira, 9, afirmando que abriu inquérito civil para investigar centros culturais que não possuem alvará. A investigação começou após o Estado informar no dia 4 que Masp, Pinacoteca, Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Museu da Imagem e do Som (MIS), Museu de Arte Moderna (MAM) e Museu da Língua Portuguesa não têm a documentação em dia.

O promotor Mauricio Antônio Ribeiro Lopes enviou ofícios aos museus solicitando esclarecimentos. Ele também chamou o Corpo de Bombeiros para dar informações sobre a situação de segurança dos locais. O inquérito também vai apurar a pretensão de instalação de grades no vão livre do Masp.

Os espaços culturais, onde há frequentes excursões de escolas, afirmam que cumprem as medidas de segurança e aguardam a documentação da Prefeitura ser emitida. A Pinacoteca afirma ter o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e pediu o alvará há um ano e meio. Depois disso, a Prefeitura fez duas visitas ao local, a última há 30 dias.

O Masp também afirma ter o AVCB. Além de possuir o documento dos bombeiros, o MIS afirma que "segue todos os requisitos de segurança necessários para a garantia da integridade de seu público". O CCBB afirma que tem AVCB válido até 10 de julho de 2014, mas que também aguarda o alvará.

Justificativas. Dois dos locais informam que, além do alvará, também estão em processo para obtenção do AVCB. O MAM afirma que já tem "projeto aprovado no Corpo de Bombeiros e atualmente está dando prosseguimento no Conpresp, Condephaat e Prefeitura". Já o Museu da Língua Portuguesa afirma que o "projeto técnico de segurança para revalidação do AVCB está concluído e em processo de entrega para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), com quem compartilhamos um condomínio na Estação da Luz". Outros três locais consultados pelo Estado apresentam a documentação exigida: o Museu do Futebol, a Bienal de São Paulo e o Catavento Cultural.

O Auditório Simón Bolívar, do Memoria da América Latina, atingido por incêndio no dia 29 de novembro, estava com o alvará vencido desde 1993. A fundação afirma ter atendido exigências feitas pela Prefeitura e diz que o documento não havia sido emitido.

Questionada na segunda-feira, 9, sobre a falta de alvará dos espaços culturais, a Prefeitura afirmou que "podem ser emitidos em até dois meses, caso a documentação exigida seja apresentada".

Desde janeiro, quando houve o incêndio da boate Kiss, em Santa Maria (RS), a administração municipal vem adotando uma postura de focar a fiscalização nos aspectos de segurança, aceitando que os locais permaneçam abertos desde que tenham o AVCB ou o Atestado de Equipamento feito por um técnico. Eles certificam que o local apresenta os dispositivos de segurança exigidos por lei.

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