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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Ecomuseu na Ilha de Porto Belo traz história de mamíferos gigantes

Animais eram nativos de SC e do Rio Grande do Sul na Era do Gelo. Mostra conta com originais e réplicas de materiais coletados em pesquisas.


Exposição conta com originais e réplicas da Era do Gelo (Foto: Wagner Mezoni/Univali)

O Ecomuseu da Univali, localizado na Ilha de Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina, abriga diversas exposições permanentes e itinerantes. O local busca divulgar e preservar o patrimônio natural da região. Com 500 metros quadrados, o museu abriga, atualmente, uma exposição dos Gigantes da Era do Gelo, que reúne uma mostra paleontológica sobre os grandes mamíferos que viveram na América do Sul durante a chamada “Era do Gelo”.

Ecomuseu abriga diversas exposições
(Foto: Ecomuseu/Divulgação)

Em destaque estão espécies encontradas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, incluindo as mais conhecidas e curiosas como tigres-dentes-de-sabre, preguiças-gigantes e o mastodonte (elefante primitivo). Ela conta com originais e réplicas de materiais coletados em pesquisas desenvolvidas por profissionais da Univali e parceiras. O grupo já realizou a coleta de mais de quatro mil peças no sul do Rio Grande do Sul por meio de financiamento do Instituto Litoral Sul (ILS) e Instituto Cultural Soto Delatorre (ICSD).

“Queremos implementar o conhecimento sobre a megafauna sul-brasileira por meio do estudo sistemático e paleoecológico, além de gerar uma coleção científica de referência, da qual uma pequena amostra encontra-se exposta”, diz Jules Marcelo Rosa Soto, curador do Ecomuseu Univali (ECOU). Ele relata que, desde 1993, milhares de fósseis foram coletados formando uma das mais expressivas coleções da América do Sul.

Jules explica, ainda, que os fósseis contam a história da migração dos continentes, das mudanças climáticas, das extinções em massa e das modificações ocorridas na fauna e flora ao longo do tempo geológico. “São mais de um bilhão de anos de história da vida na Terra, que só podem ser conhecidos por meios dos restos de animais e vegetais ou evidências de suas atividades que ficaram preservados nas rochas. É isso que torna a paleontologia tão encantadora”, descreve o pesquisador.

A visitação pode ser realizada todos os dias, das 9h até as 17h30. A entrada no Ecomuseu é gratuita, porém, a travessia para a ilha é feita por barcos, mediante pagamento de passagem. O embarque é feito no píer turístico da cidade de Porto Belo. Contato: (47) 3261-1287/3345-2210, com Jules Soto, curador.

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A Associação Transfronteiriça Alcoutim-Sanlúcar (ATAS) foi distinguida pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM), na categoria de Cooperação Internacional, pela organização do 1º Encontro Transfronteiriço de Profissionais de Museologia.

Promovido em 19 e 20 de outubro de 2012, o 1º Encontro Transfronteiriço de Profissionais de Museologia foi organizado em parceria com a Direção Regional de Cultura do Algarve e a Associação de Museografia e Museologia da Andaluzia, com o apoio da Câmara Municipal de Alcoutim.

Segundo a vice-presidente da ATAS e delegada regional da APOM Maria Luísa Francisco, o Encontro Transfronteiriço de Museus em Alcoutim “ajudou a que se desse a conhecer o concelho como destino cultural de riqueza patrimonial” e agora “este prémio faz sentir que valeu a pena o esforço, as reuniões, as deslocações e principalmente a cooperação entre instituições”.

Os prémios da APOM visam “incentivar e premiar a imaginação e a criatividade dos Museólogos portugueses e o seu contributo efetivo na melhoria da qualidade dos museus em Portugal, sendo também uma forma de dar visibilidade ao que de melhor se faz no âmbito da museologia”.

O Município de Alcoutim felicita a ATAS pelo ótimo trabalho de cooperação transfronteiriça, cujas ações estratégicas de desenvolvimento sociocultural têm aproximado cada vez mais as povoações de Alcoutim e Sanlúcar, e manifesta o seu apoio e colaboração aos projetos futuros da associação.

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http://www.barlavento.pt/index.php/noticia?id=58986

Museu de Salto passa por processo de regularização

Até o final de 2014, o museu Ettore Liberalesso terá um inventário de todas as suas duas mil peças

Até o final de 2014, o museu Ettore Liberalesso, da cidade de Salto, terá um inventário de todas as suas duas mil peças. A medida - uma exigência de órgãos museológicos como o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) -, para segurança e levantamento histórico, é uma das ações que começaram a ser desenvolvidas este ano, quando o museu passou a existir legalmente, a partir da aprovação de uma lei específica para sua criação, aprovada pelo legislativo da cidade no mês de outubro.

Implantado em 1991, o museu existia na prática, mas não em forma de lei, o que inviabilizava a instituição de receber recursos dos governos estadual e federal. "Em 2009 o Governo Federal tentou organizar toda essa questão dos museus do Brasil, e criou o Estatuto dos museus. Este ano, a presidente baixou um decreto homologando esse estatuto, e reafirmando a importância do Ibram. O estatuto pede para que os museus funcionem da forma mais correta possível, e dentro dessas recomendações está a necessidade da criação institucional do museu, enquanto lei, a formulação de um plano museológico e um inventário das peças, importante para recuperar bens roubados", explica o coordenador do museu, Rafael Barbi.

Tanto a criação em forma de lei, quanto inventário e um plano museológico não existiam no museu de Salto. Por isso, desde meados deste ano até o término de 2014, o foco de trabalho será a regularização da situação do local. "Começamos do zero. E além dessas recomendações também vamos fazer a estruturação do setor educativo, para aproximar o museu dos cidadãos", emenda Rafael.

Além do cumprimento das exigências, a legalização do museu é fundamental para a sua manutenção, pois com uma lei específica é muito mais fácil criar mecanismos de preservação do patrimônio museológico e histórico da cidade e de fiscalização da população sobre o uso e decisões tomadas pelo poder público em relação ao seu patrimônio histórico e cultural.

Na lei aprovada, consta todos os objetivos, e ainda a retomada da ideia de estender as ações de preservação de memória para núcleos externos, como o museu da Memória Operária, museu de Lavras, museu da Estação Ferroviária, painéis do roteiro histórico da cidade e o Circuito da Memória.

Essa concepção permite que as ações não se concentrem apenas na sede do museu, que funciona como uma espécie de introdução à história da cidade, mas que ela se estenda para esses outros pontos históricos. "Esses pontos são prédios, espaços como cemitérios, o grupo escolar mais antigo da cidade... No museu temos cerca de duas mil peças, que falam sobre a importância do rio, as questões geográficas, indígena, a industrialização, os imigrantes, a religião... Para cada assunto, tem peças que remetem a esse período da cidade", defende o coordenador.



O museu de Salto fica na rua José Galvão, 104, Centro. A visitação é gratuita e pode ser feita de terça a domingo, das 9h às 17h.

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A figura de Chico Mendes é "peça" de museu em Xapuri.

Três instituições culturais foram abertas para mostrar a história do ambientalista, nascido em 1944 num seringal do município. O Museu do Xapury, dedicado ao ciclo da borracha, que ostenta uma estátua em tamanho natural dele, funciona no antigo prédio da prefeitura. 

A Casa Chico Mendes guarda móveis e livros. A toalha ensanguentada e os prêmios internacionais estão expostos na Fundação Chico Mendes. 

"Essas meninas que trabalham no museu dizem aos visitantes que a terra do Chico é uma lindeza. Que lindeza vocês estão vendo? Hoje, só tem briga e disputa de poder", diz o seringueiro aposentado Luiz Targino de Oliveira. / L.N.

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