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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Museu de Arte Sacra tem exposição sobre Mosteiro da Luz

Mostra conta trajetória do local desde a fundação em 1774 até os dias de hoje

Para comemorar o aniversário do Mosteiro da Luz, o Museu de Arte Sacra de São Paulo exibe a mostra, a partir do dia 2 de fevereiro, "Mosteiro da Luz: 240 anos". A exposição conta a trajetória por meio de fotos, mapas, pinturas, esculturas, textos e cronologias, desde a fundação em 1774 até os dias de hoje.

O público também vai encontrar itens de destaque, como uma instalação audiovisual com imagens do Mosteiro e do entorno a partir de mapas, daguerreótipos (espécie de câmera escura) e imagens aéreas da cidade, entre 1810 e 2013. O cemitério interno, onde as monjas foram sepultadas, terá sua porta aberta para permitir a visão do público, com certas restrições de acesso.

A mostra conta também com exemplares de numismática do acervo - como uma moeda de Alexandre do século 4 a.C. Será exposta ainda a primeira obra do Museu, que são as esculturas de Nossa Senhora das Dores, de Aleijadinho, e a mais recente aquisição, que é a escultura de São Francisco Xavier.

O Mosteiro, projetado e construído por Frei Antonio de Sant'Anna Galvão, o primeiro santo brasileiro, é um exemplar significativo da arquitetura de taipa, técnica construtiva que utiliza argila, e foi essencial para as edificações coloniais paulistas do início do século XVIII. Atualmente, além do Convento das Irmãs Concepcionistas, que dedicam seus dias à oração e ao trabalho, abriga também a Igreja de Nossa Senhora da Luz e o Museu de Arte Sacra de São Paulo.


SERVIÇO
Mosteiro da Luz: 240 anos
Abertura 2 de fevereiro, às 10h
De 4 de fevereiro a 9 de março - de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, sábado e domingo das 10h às 18h
Museu de Arte Sacra de São Paulo - Avenida Tiradentes, 676 - Luz, São Paulo
Ingresso: R$ 6,00 (estudantes pagam meia entrada); grátis aos sábados
Tel.: (11) 3326-5393
fonte:
http://www.museuartesacra.org.br

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Com caminhão-museu no Pacaembu, clube recebe “Família Palmeiras”

O Palmeiras dá largada em ações de marketing no centenário nesta quinta-feira. Além da estreia da nova camisa, um caminhão com uma exposição dentro, servindo como museu de peças históricas do clube, foi estacionado na praça Charles Miller para recepcionar torcedores que forem ao jogo das 19h30 (de Brasília), contra o Penapolense.
Palmeiras

A campanha que convoca a participação maior de torcedores leva o nome de "Família Palmeiras". A ideia é que palmeirenses se cadastrem no site www.familiapalmeiras.com.br para participarem de outras ações ao longo do ano, em um plano de acúmulo de pontos a serem trocados por "experiências com o clube".

"O desafio é formar a maior família do mundo, envolvendo os mais de 18 milhões de torcedores", informou a Adidas, fornecedora de material esportivo e que divulga a ideia. O caminhão que está em frente ao Pacaembu leva o nome de "Casa adidas Palmeiras" e tem fila para visita.

A carreta é personalizada e tem não só a nova camisa, contando também com uniformes antigos, bolas, troféus, medalhas e itens históricos como a taça da Copa do Brasil de 2012 e partes do estádio Palestra Itália antes da reforma iniciada em 2010. O veículo circulará pelos principais pontos da cidade de São Paulo ao longo de 2014.

A aproximação de torcedores é um dos poucos argumentos de defesa do departamento de marketing. Os profissionais contratados pelo presidente Paulo Nobre se orgulham por terem elevado o número de sócios-torcedores de 9 mil para mais de 35 mil, mas, em um ano, não conseguiram nenhum patrocinador fixo para a parte frontal, as costas e as mangas da camisa.

Os jogadores usarão pela primeira vez o novo uniforme na partida desta quinta-feira, válida pela quarta rodada do Campeonato Paulista. O time venceu todos os jogos que disputou até agora na temporada do centenário.


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Museu quer acabar com mito de que Salieri teria envenenado Mozart


É um dos grandes mistérios da música: teria o compositor Antonio Salieri envenenado seu outrora protegido Wolfgang Amadeus Mozart com arsênico?

O famoso filme "Amadeus", de Milos Forman, de 1984, baseado na peça de Peter Shaffer, deixa poucas dúvidas de que sim. Mas agora o museu de Viena dedicado ao legado de Mozart lançou uma campanha para polir a reputação de Salieri como apoiador do jovem gênio austríaco - e não a de um vilão ciumento.

Uma nova exibição no Mozarthaus, onde Mozart viveu e trabalhou no final do século 18, mostra Salieri como um homem bem humorado, talentoso e generoso que louvava e honrava pupilos como Ludwig von Beethoven e Franz Schubert.

O problema, dizem os curadores, é que pessoas demais pensam em Salieri como a mente maligna da peça de 1979 que o diretor tcheco filmou em Praga e nos arredores, partes da qual se parecem muito com o que eram ao tempo de Mozart.

"Queremos simplesmente esclarecer as pessoas e mostrar o autêntico Salieri, afastando-nos de uma imagem muito fortemente ficcionalizada", disse o diretor do museu, Gerhard Vitek, nesta quinta-feira.

O talento de Salieri, que nasceu no norte da Itália em 1750 e se mudou para Viena aos 15 anos, fez dele um favorito da corte imperial. Ele escreveu óperas e outras peças para o palco, composições patrióticas e música sacra quando não estava lecionando.

A correspondência da família mostra que foi Leopold, pai de Mozart, quem viu Salieri como uma ameaça ao progresso da carreira do jovem Mozart, disse o musicólogo e curador Otto Biba.

"Com uma única exceção, Mozart só escreveu coisas positivas sobre Salieri. Ele ficou irritado uma vez, mas foi risível. Leopold resmungava constantemente sobre Salieri, e muitos outros. Era alguém capaz de se colocar no caminho de seu filho, e ele tinha que fazê-lo parecer mau", afirmou Biba durante uma visita da exposição para a mídia.

A geração posterior à morte de Mozart, em 1791, projetou retrospectivamente uma cisão crescente entre as escolas "italiana" e "alemã" de música nos laços entre os dois homens, acrescentou Biba.

A evidência de que os músicos eram próximos veio quando a esposa de Mozart, Constanze, enviou o filho nascido no ano da morte do Mozart a Salieri para treiná-lo como jovem talento, disse Ingrid Fuchs, também curadora da exposição.

"Acho que isso refuta toda a especulação. Nenhuma mãe envia o filho para ser educado pelo suposto envenenador de seu marido. Este é um testemunho muito poderoso".


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 http://diversao.terra.com.br/arte-e-cultura/museu-quer-acabar-com-mito-de-que-salieri-teria-envenenado-mozart,4c6ed77091fd3410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

Pinturas de Richter e Freud serão vendidas pela Sotheby's em Londres

Uma pintura abstrata do artista alemão Gerhard Richter será vendida pela primeira vez na Venda de Arte Contemporânea da Sotheby's, em Londres, com trabalhos de Lucian Freud e Andy Warhol, informou a casa de leilões nesta quarta-feira.

"Wand" (Parede), de Richter, pintada em 1994, foi exibida em 20 exposições em museus, incluindo a retrospectiva sobre os trabalhos dele intitulada "Quarenta Anos de Pintura", no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), mas nunca havia sido colocada à venda pelo artista, segundo a Sotheby's.

A pintura a óleo, com preço estimado em mais de 15 milhões de libras esterlinas (25 milhões de dólares), no leilão, tem "faixas ousadas de vermelho cádmio, azul e magenta", numa amostra da técnica revolucionária que Richter desenvolveu na década anterior.

Um outro novato de destaque no mercado da arte será o artista britânico nascido na Alemanha Lucian Freud, com "Cabeça em um Sofá Verde", pintura de 1961, que retrata sua companheira por um longo período Belinda 'Bindy' Lambton.

Na obra, cujo preço é estimado entre 2,5 e 3,5 milhões de libras, Bindy parece estar nua e seu famoso rosto anguloso aparece apoiado no braço de um sofá verde, "lindamente expressivo e quase escultural na forma".

Mao (1973), de Andy Warhol, parte da série de Mao que ele pintou logo depois de o presidente Richard Nixon visitar a China em 1972, também estará à venda no leilão de Londres, em 12 de fevereiro. A estimativa é que valha entre 5,5 e 7,5 milhões de libras.

(Reportagem de Julia Fioretti)

 fonte:

http://diversao.terra.com.br/arte-e-cultura/pinturas-de-richter-e-freud-serao-vendidas-pela-sothebys-em-londres,b7a9d77091fd3410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Dois meses após incêndio no Memorial, grandes museus de SP continuam irregulares

Maior parte dos centros culturais está com documentação pedente para obter alvará.

 

Auditório do Memorial passa por limpeza, desde a semana passada, e não tem prazo para ser reaberto Alice Vergueiro/Futura Press/Estadão Conteúdo

O incêndio que atingiu o auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina, completa dois meses nesta quarta-feira (29). O episódio serviu de alerta para que a Secretaria Municipal de Licenciamento iniciasse uma força-tarefa no fim do ano para regularizar a situação e garantir a segurança nos centros culturais de São Paulo. No entanto, passados mais de 60 dias, grandes museus da capital continuam sem o Alvará de Funcionamento para local de reunião.

Esse documento é obrigatório para espaços com capacidade para mais de 250 pessoas. Para obtê-lo, o estabelecimento precisa passar por vistorias que atestem a segurança dos frequentadores e funcionários. Uma das visitas é a do Corpo de Bombeiros, que emite o auto de vistoria após observar se as medidas de prevenção contra incêndios estão adequadas.


Segundo a Secretaria Municipal de Licenciamento, o MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo), no Ibirapuera; e o Centro Cultural São Paulo, no Paraíso, foram intimados pelos fiscais. Foi dado um prazo para que eles coloquem em dia a documentação necessária.

O Masp (Museu de Arte de São Paulo), a Pinacoteca, O CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), o Museu da Língua Portuguesa, a Sala São Paulo e o Auditório do Ibirapuera já deram entrada no processo, mas ainda não obtiveram o alvará. Segundo a prefeitura, o prazo para a liberação do documento depende do interessado. Se toda a documentação exigida por lei for apresentada, ele é expedido rapidamente, de acordo com a secretaria.

Memorial

O auditório Simón Bolívar passa por trabalhos de limpeza desde o começo da semana passada. Após essa fase, uma nova vistoria do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) vai definir quais reformas estruturais precisam ser feitas. O prédio não foi comprometido.

O escritório do arquiteto Oscar Niemeyer, que projetou o complexo cultural, localizado na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, deverá refazer a parte arquitetônica do auditório. A tapeçaria que revestia o espaço também será refeita pela artista Tomie Ohtake.

Segundo o coordenador da reforma, Sérgio Jacomini, não há prazo para que o auditório seja reaberto e nem o custo estimado das obras. A avaliação do IPT pode demorar até 75 dias e ainda nem começou.

Não havia público na hora em que o fogo começou, na tarde de 29 de novembro. Mas durante o combate às chamas, 25 bombeiros ficaram feridos, sendo que quatro permaneceram internados. No fim da semana passada, o laudo da perícia feita no Memorial foi divulgado. A conclusão foi de que um curto-circuito deu início ao incêndio.


fonte:
r7

 

Idosos foram ao Museu

Utentes da Misericórdia apreciaram presépios de Maria Cavaco Silva
Alguns utentes da Santa Casa da Misericórdia de Bragança puderam visitar, este sábado, a exposição de presépios de Maria Cavaco Silva, patente no Museu Abade de Baçal.

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Esta foi uma oportunidade para ver de perto os cerca de 250 exemplares da colecção da primeira-dama de Portugal.

Os idosos ficaram satisfeitos com o que viram. “Eu gosto de todos, ainda não vi nenhum que não gostasse”, refere Maria Joana Galhardo, acrescentando que “estes presépios são da senhora do Presidente da República, eu até já tinha dito às senhoras do lar para virmos cá a ver”. 

Já José António da Costa preferiu “aquele que está ali que tem o telhado a lousa, porque antigamente só havia lousa, não havia telha e aquele ali está muito bem feito”. Maria Beatriz Barreira diz que “sabia que estes presépios eram de uma senhora, mas não sabia que eram da primeira-dama. São todos muito bonitos”.

Esta iniciativa foi promovida por um estudante da licenciatura em Educação Social e que está a estagiar no museu. “Esta é uma forma de promover a interacção dos idosos com os espaços culturais através de actividades que fomentem o envelhecimento activo e preservar a memória”, afirma Pedro Santos.

Além da exposição, os idosos assistiram ainda à actuação de danças tradicionais apresentadas por elementos do rancho Folclórico da Mãe D´Água.

fonte:
http://www.jornalnordeste.com/noticia.asp?idEdicao=509&id=19755&idSeccao=4566&Action=noticia#.UujB0CFTu1s

Museu Histórico e Pedagógico de Araraquara reabre sexta após reforma

Prédio recebeu novos ambientes para interatividade com o público. Museu funcionará de segunda a sábado com entrada gratuita.
O Museu Histórico e Pedagógico Voluntários da Pátria, em Araraquara (SP), será reaberto para visitação do publico na próxima sexta-feira (31). O prédio estava fechado desde o dia 2 de abril para reformas. A entrada é gratuita.

O prédio, que foi construído no final do século 18, já abrigou o Fórum, a Câmara Municipal, a Prefeitura e Escola de Belas Artes. O museu está no local desde a década de 1970.

O museu recebeu nova pintura, revisão elétrica, hidráulica, instalação de ar condicionado e reparos em trincas. Novos ambientes foram planejados para interatividade com o público. O auditório no térreo recebeu novas poltronas e equipamentos de projeção, mesa de som e terminal de consulta.

O Museu Histórico e Pedagógico Voluntários da Pátria fica na Praça “Pedro de Toledo”, na região central da cidade. O horário de funcionamento será de segunda-feira, das 13h às 18h, de terça a sexta-feira das 9h às 12h e das 13h às 18h e, aos sábados das 9h às 12h. Mais informações pelo telefone (16) 3322-4887.

fonte:
http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2014/01/museu-historico-e-pedagogico-de-araraquara-reabre-sexta-apos-reforma.html

Museu Histórico e Pedagógico Voluntários da Patria reabre em Araraquara, SP (Foto: João Carlos)Museu Histórico e Pedagógico Voluntários da Patria
reabre em Araraquara, SP (Foto: João Carlos)


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Hyundai celebra parceria com o Museu Tate Modern

A Hyundai Motor anuncia a celebração de parceria com o Museu Tate Modern, em Londres, no Reino Unido. O contrato celebrado surge como o mais longo no género, na história do museu, com duração de 11 anos (2014-2025).

A marca coreana apelida a sua secção como «Hyundai Commission» que receberá séries de projetos anuais de artistas contemporâneos no «Turbine Hall», do Tate Modern. Um dos objetivos da Hyundai, com este acordo, é estabelecer parcerias a longo prazo que envolvam emocionalmente, as pessoas e a comunidade.

 

fonte>
http://www.abola.pt/motores/ver.aspx?id=456245

Sobreviventes do Holocausto transformam própria casa em museu na Cisjordânia

ARIEL, Cisjordânia, 27 Jan (Reuters) - Sobreviventes israelenses do Holocausto oriundos da Polônia transformaram a casa deles em um assentamento judaico em um museu, no qual estudantes podem aprender sobre o massacre nazista de seis milhões de judeus na Segunda Guerra Mundial.

Irena Wodzislawski, de 77 anos, diz que seu falecido marido, Yaacov, lançou o projeto em 2003, vendo nele uma forma de vingança pela matança da maioria da comunidade judaica, incluindo a maior parte de sua família, em sua cidade natal de Czestochowa.

Wodzislawski guia grupos de jovens israelenses e soldados por uma coleção particular de mil itens da época do Holocausto em mostruários de vidro, incluindo cartões postais escritos por detidos de campos de concentração e os uniformes que usavam.

O Yad Vashem, principal museu do Holocausto de Israel, em Jerusalém, realiza visitas guiadas com frequência para jovens, mas Wodzislawski afirma que, como sobrevivente, pode oferecer aos visitantes de seu museu uma visão pessoal única.

Ainda menina, Wodzislawski sobreviveu ao Holocausto em sua nativa Przemysl passando a maior parte da guerra escondida com uma família cristã, depois que sua mãe desapareceu do gueto judeu da cidade um dia e nunca mais voltou.

Ela emigrou para o território estabelecido pelo Mandato Britânico da Palestina alguns anos antes do estabelecimento de Israel, em 1948, e hoje vive em Ariel, um grande assentamento na Cisjordânia ocupada.

Engenheira química aposentada que outrora trabalhou para o Ministério da Defesa israelense, Wodzislawski diz que ela e seu marido compraram a maior parte da coleção em viagens pelo leste da Europa, buscando ajudar a preservar resquícios de comunidades judaicas destruídas.


fonte:
http://br.reuters.com/article/entertainmentNews/idBRSPEA0S4C820140127

Museu Vitória e Alberto publicará lista completa de quadros confiscados pelos nazistas (fotos)

O Museu Vitória e Alberto (V&A), em Londres, pretende publicar a lista completa das 16.500 obras de “arte degenerada” confiscadas pelos nazistas no final dos anos de 1930.




O termo pejorativo “arte degenerada”, ou Entartete Kunst, era usado por Hitler e pela propaganda nazista para designar a arte dos pintores-modernistas, nomeadamente dos expressionistas alemães. As suas obras tinham sido retiradas dos museus alemães antes do início da Segunda Guerra Mundial. As obras de Max Beckmann, Lovis Corinth, Paul Klee, Oskar Kokoschka e muitos outros eram primeiro exibidas em exposições da “arte degenerada”, sendo sujeitas ao escárnio das multidões em várias cidades alemãs. Muitas foram vendidas no exterior pelos nazistas através dos seus agentes de arte. Mais de cinco mil obras foram simplesmente destruídas.


O catálogo da coleção do Museu Vitória e Alberto foi preparado pelo Ministério da Propaganda nazista, chefiado por Joseph Goebbels, no final de 1941 ou princípios de 1942. O museu obteve esse valioso documento ainda em 1996 em conjunto com uma coleção de livros dedicados à arte alemã do início do século XX. Até então se pensava que a lista completa estaria perdida e que apenas alguns fragmentos estariam intactos e conservados em um museu de Berlim, explicou à Voz da Rússia o curador principal do Museu V&A Douglas Dodds:

“Essa lista apresenta cerca de 16 mil nomes e todos os objetos de arte referidos tinham sido confiscados de diversos museus alemães. A lista foi elaborada por ordem alfabética e está dividida por cidades e por museus. Até o nosso museu tê-la recebido em 1996, todos pensavam que a lista completa não existia. Ou seja, até ao momento em que a nossa cópia foi descoberta, se considerava que a segunda metade do catálogo estaria perdida. Assim, este é um documento valiosíssimo, sobretudo para o estudo da história da pintura alemã do início do século XX e do que aconteceu às obras enquanto os nazistas estiveram no poder.”

O acesso à lista sempre esteve disponível para os historiadores e para os críticos de arte, contudo, depois de a história da coleção de Cornelius Gurlitt, um aposentado de Munique, ter captado a atenção da mídia por todo o mundo e alertado a opinião pública para a questão da arte confiscada e roubada, o museu decidiu publicá-la no seu site. Além disso, com o desenvolvimento da Internet e da sua acessibilidade, a publicação faz hoje mais sentido.

Aliás, apesar de esta publicação estar diretamente associada à história de Gurlitt, os peritos pensam que ela não irá suscitar discussões acerca de possíveis restituições.

“As obras referenciadas nesta lista pertenciam, na sua maioria, a museus e não a coleções privadas. Além disso, os nazistas aprovaram na altura uma lei especial que lhes permitia apreender legalmente as obras dos museus. Assim, eu não sei qual será a situação do ponto de vista da restituição dos quadros aos museus. Muitos deles já foram vendidos no exterior, destruídos ou trocados. Alguns continuam em museus alemães. Portanto, se trata de uma situação muito complicada”, disse Douglas Dodds à Voz da Rússia.

Assim, ainda não esta claro se os museus alemães terão oportunidade para lutar pelos quadros que lhes foram apreendidos. Dodds sublinhou que a lista completa das obras de arte confiscadas no período entre 1937 e 1938 irá ser divulgada até o final de janeiro de 2014.

fonte:
http://portuguese.ruvr.ru/2014_01_27/photo-Museu-Vit-ria-e-Alberto-publicar-lista-completa-de-quadros-confiscados-pelos-nazistas-fotos-0276/?slide-3

domingo, 26 de janeiro de 2014

Morro de Santos abriga museu com obras de arte sacra e exposições itinerantes

Logo na entrada de Santos, no sopé do Morro São Bento, uma antiga construção similar a uma fortaleza alerta o visitante de que ele está chegando a uma cidade que respira história.




Trata-se do prédio do Museu de Arte Sacra de Santos (Mass), que fica na Rua Santa Joana D’Arc, 795. Erguido no século 16 – anexo à Igreja de Nossa Senhora do Desterro –, abrigou o extinto Mosteiro de São Bento até 1958.

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1948, o edifício também funcionou como um internato para refugiados russos entre 1958 e 1968, antes de receber a coleção de esculturas e pinturas sacras datadas desde o século 16.

Idealizado pelo antigo Bispo Diocesano de Santos, Dom David Picão (1923–2009), o museu possui em torno de 600 obras, das quais 400 estão em exposição permanentemente.

Na administração do espaço desde maio de 2013, Ana Cristina Requejo vem ajudando a pensar em exposições temporárias que estão ajudando a dinamizar a programação do museu, fazendo com que os visitantes retornem.



Acervo com 600 peças do gênero feitas em diferentes períodos e artistas retrataram a história da sagrada família

Hoje mesmo, será encerrada a mostra Menino Deus, com esculturas e pinturas de diferentes artistas, períodos e técnicas, que retratam a sagrada família para além da batida imagem do presépio.

Outra exposição que está em cartaz até 2 de fevereiro se chama Santo Anjo do Senhor, com fotografias de vitrais das igrejas santistas impressas em telas de voal espalhadas pelos corredores do museu, além de representações esculpidas e pintadas.


A entrada para o Mass custa R$ 5,00. O turista que apresentar o voucher do Bonde Turístico ou da linha de ônibus Conheça Santos paga R$ 2,50. O museu funciona de terça a domingo, das 10 às 17 horas. Mais informações pelo telefone 3219-2898.
 
fonte:
http://www.atribuna.com.br/cidades/morro-de-santos-abriga-museu-com-obras-de-arte-sacra-e-exposi%C3%A7%C3%B5es-itinerantes-1.362517

Museu na selva recria seringal

A série 'Bem Viver Indica' do jornal A Crítica faz um passeio pelo espaço cultural que remete ao tempo áureo da borracha




Local serviu de cenário para o filme "A Selva", lançado em 2002 (Luiz Vasconcelos)


Situado a 15 minutos de lancha da Marina do Davi, fazendo divisa com a Comunidade Nossa Senhora de Fátima, está o Museu Seringal Vila Paraíso, erguido há mais de dez anos entre espécies nativas da região e diversos exemplares da Hevea brasiliensis. Gerenciado pela Secretaria de Cultura, o espaço serviu de locação para o filme “A Selva” e hoje recebe visitantes das mais diferentes nacionalidades, curiosos em descobrir de onde saíram as riquezas que financiaram o luxo da Belle Époque amazonense.

Quem conduz a reportagem é Marilene Batista, moradora da comunidade vizinha e guia do museu há quase um ano. Para quem chega, ela começa explicando que o local é uma réplica do verdadeiro Seringal Vila Paraíso, localizado no Município de Humaitá, onde o escritor português Ferreira de Castro trabalhou durante quatro anos e no qual ele ambientou o seu livro “A Selva” (que viria a inspirar o longa-metragem homônimo).

A primeira parada da visita guiada é a sala de jantar do coronel, colada ao “canto da cultura”, que abriga um piano centenário e um autêntico relógio suíço. No ambiente, as únicas coisas que parecem ser genuinamente amazônicas são as tábuas que dão forma à casa e o teto, que naquela época era feito de palha de tupé – como explica a guia.

 

Casa do coronel e barracão de aviamento têm objetos de época

“O coronel morava no meio da selva amazônica, mas vivia no luxo. Na mesa dele tinha prata, porcelanas portuguesas e cristais italianos. Nas paredes, telas pintadas na Europa. Todas as peças são originais da época, mas não pertenciam ao seringal”, acrescenta Marilene. Conhecedora de cada palmo do lugar, por vezes ela fala como se recitasse o texto do livro de Ferreira de Castro.

Realidade e ficção

Os outros cômodos conduzem o visitante a um verdadeiro mergulho ao modo de vida em um seringal do fim do século 19 e início do século 20, período considerado como o ápice do ciclo econômico da borracha. Os ambientes, de certa forma, aproveitam o enredo de “A Selva” para contar passagens da História do Amazonas, assim como as extravagâncias da Belle Époque amazônica.

Na cômoda de um dos quartos, repousa uma caixa de charutos cubanos, hoje puídos pela ação do tempo. A guia, então, reconta causos já conhecidos pelos amazonenses: charutos que eram acesos com notas de 100 mil réis e roupas mandadas para lavar em Lisboa ou Paris, porque acreditava-se que a água do Rio Negro mancharia as peças.

Contraste

Na sequência, visita-se o barracão de aviamento, a pequena capela, e os locais de trabalho e descanso dos seringueiros do primeiro ciclo da borracha. É quando toda a experiência começa a ser contrastante.

A guia vai revelando detalhes da rotina de sofrimento e privações de quem ocupava o posto mais baixo no sistema produtivo que ergueu o Teatro Amazonas e deu contornos europeus à capital amazonense. “Era proibido caçar, plantar e pescar, para que os seringueiros comprassem tudo aqui e fizessem dívidas. Quanto mais dívidas, melhor para o coronel”, conta Marilene.


fonte:
 http://acritica.uol.com.br/vida/Manaus-Amazonas-Amazonia-cotidiano-museu_da_borracha-selva-seringa-borracha-historia-paraiso-realidade-ficcao-cultura-arte-passeio-turismo-Turistas_0_1073292668.html

 

Museus do Rio serão ligados por rede digital

Um sistema de gerenciamento de acervos museológicos será disponibilizado gratuitamente para os museus do estado. O projeto Musa – Rede Web de Museus vai permitir uma catalogação digital padronizada do acervo das instituições. Com isso, será possível fazer busca e visitas pela internet a todos os museus da rede, que poderão também montar exposições virtuais com peças e obras presentes em todas as instituições.

A superintendente de Museus da Secretaria de Cultura do estado (SEC), Mariana Várzea, explica que as oito unidades ligadas ao órgão utilizam o Sistema de Gerenciamento de Acervos Museológicos (Sisgam) desde 2009. Agora, a SEC planeja disponibilizar o sistema para integrar outras instituições.


“O conceito é atender a pequenos museus do Rio, que hoje não dispõem de recurso para ter um sistema próprio de documentação de seus acervos. As instituições que aderirem à rede poderão também contar com o conhecimento colaborativo na construção de seus trabalho e de seus desafios”, acrescenta Mariana

Atualmente, cada museu tem seu próprio sistema, o que impossibilita o intercâmbio de informações. Outro fator que será reforçado com a rede é a segurança, já que a digitalização vai melhorar a gestão e o controle dos acervos. De acordo com a superintendente, a implantação em 2014 é um piloto para verificar a viabilidade do projeto.

“É uma ideia inovadora. Do que a gente conhece, vai ser a primeira rede de um sistema colaborativo no Brasil, aberto a instituições públicas e privadas. http://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2014-01/para-fim-de-semana-museus-do-rio-de-janeiro-serao-ligados-por-rede-digital


 Acho que a gente está dando um passo importante não só para as instituições se organizarem, mas também para que o público possa ter acesso on-line a essas coleções. Será possível, inclusive, atender às escolas, aos curadores, aos pesquisadores e a todos aqueles interessados”.

Mariana ressalta que o sistema é uma tecnologia desenvolvida pela Secretaria de Cultura, em parceria com o Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro (Proderj). O edital de seleção para adesão ao Sisgam será publicado no segundo semestre deste ano. Devem ser abertas 20 vagas para instituições do interior que queiram organizar seus acervos.

O Projeto Musa é uma parceria do Clube da Cultura e da Superintendência de Museus da SEC e foi inaugurado oficialmente nesta semana, com o Colóquio Fazer e Vender Cultura: Museus em Rede, no Oi Futuro Flamengo.


fonte:

sábado, 25 de janeiro de 2014

Conferência debate presença sul-americana no futuro Fórum Humboldt

Evento reúne em São Paulo 20 personalidades do mundo das artes visuais da América do Sul. Elas discutirão a participação do subcontinente no Fórum Humboldt, centro internacional de cultura em construção na capital alemã.



Área onde está sendo construído o Fórum Humboldt em Berlim


O Instituto Goethe de São Paulo recebe neste fim de semana (25 e 26/01) o Fórum Humboldt, uma conferência fechada com participação de 20 personalidades selecionadas do mundo das artes visuais da Alemanha e da América do Sul.

O evento pretende definir a participação e a colaboração de instituições sul-americanas com o Fórum Humboldt, centro internacional de cultura que existirá dentro do Palácio de Berlim (Berliner Schloss der Hohenzollern), que está sendo reconstruído na capital alemã.

Segundo Klaus-Dieter Lehmann, presidente mundial do Instituto Goethe, e Hermann Parzinger, presidente da Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano, o Instituto Goethe de São Paulo é o escritório regional para América Latina e dispõe, portanto, "de uma rede adequada, tanto do ponto de vista logístico como também em termos de conhecimento dos especialistas da região".

No momento, o Instituto Goethe de São Paulo é também responsável pela programação cultural da Temporada Alemanha+Brasil 2013-2014 e já trabalhou com a Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano em diversas exposições e eventos culturais em todo o Brasil.

As discussões em São Paulo contarão, entre outros, com a presença do secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Marcelo Araújo; de Lidia Goldmann, da Fundação Bienal SP; de Victoria Giraudo, do Malba em Buenos Aires; e de José Carlos Levinho, diretor do Museu do Índio/Funai.



Klaus-Dieter Lehmann, presidente mundial do Instituto Goethe

"São museólogos especializados nas áreas de etnologia e arte, pesquisadores e representantes de grupos indígenas, assim como artistas e curadores", explicaram os representantes das instituições que encabeçam o projeto na América do Sul sobre os participantes da conferência.

Participam também representantes do Museu Nacional do Rio de Janeiro; Museu Nacional de Arte de La Paz; Museu Goeldi (Belém); Museu de Arte Moderna de Salvador; Instituto Colombiano de Antropologia e História de Bogotá; representantes da Escola de Arte em Santiago do Chile e da Universidad Ciudad Bolívar da Venezuela e importantes curadores e artistas de diferentes países.

Temas históricos, perspectiva atual

Esse encontro se realiza tendo como foco o ambicioso projeto da construção de um centro de culturas não europeias na praça central em Berlim, no lado oposto à Ilha dos Museus.

O Humboldt Fórum é a integração dessas coleções não europeias, interpretadas a partir de uma perspectiva contemporânea. Desde o início devem ser levados em conta os aspectos de cada região, dos quais o Fórum Humboldt se ocupará – Ásia, África, América do Sul e do Norte e Pacífico.

As instituições participarão do desenvolvimento de conceitos através de troca de informações e conhecimento e construção e manutenção de uma rede de pessoas. "Neste ponto, o Instituto Goethe vê uma tarefa decisiva. A Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano considera muito importante que o Fórum Humboldt mantenha relações duradouras com todas as culturas do mundo, para que possa constantemente refleti-las de forma dinâmica em Berlim", afirmaram os líderes da conferência em São Paulo.



Parzinger, Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano, reitera importância das relações entre as culturas

O Palácio de Berlim quer ser um ponto de encontro de pessoas de todo o mundo, um local único de alcance internacional para a arte, cultura, ciência e educação. De perspectivas muito diferentes, o local focalizará desde temas históricos até temas atuais de relevância global.

Unidade de culturas

O Fórum Humboldt vai contar com uma nova apresentação do acervo do Museu Etnológico de Berlim e Museu de Arte Asiática da cidade. Para expandir essa coleção e dar uma visão global ao projeto, a Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano criou o Advisory Board, uma equipe de museólogos internacionais colaboram no desenvolvimento do conceito de exposições, a fim de evitar visões eurocêntricas e também para enfrentar de forma moderna os desafios desse grande projeto.

"Deve ser criada uma comunidade de aprendizagem, responsável por fortalecer a capacidade de diálogo ente as culturas através de uma política museológica ativa e aberta. Isso vale tanto para os museus sul-americanos entre si, quanto em relação à Alemanha", explicaram os organizadores da conferência.

Para a Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano, é importante para a configuração concreta do Fórum Humboldt a maneira como os museus na América do Sul apresentam a sua cultura, "como eles gostariam de ser apresentados e representados na Europa, quais as conexões estabelecidas na América do Sul entre arte antiga, indígena e contemporânea e como é visto aqui o futuro papel dos museus e instituições culturais na sociedade".



Obra terá fachada histórica e interior moderno

Em 2008, o arquiteto italiano Franco Stella ganhou o concurso internacional para a construção do Palácio de Berlim. Sua concepção contempla o barroco das três fachadas históricas na construção das partes novas usando uma linguagem arquitetônica clássica atemporal.

Com a construção do Palácio de Berlim, a avenida Unter den Linden receberá de volta o prédio que abrigou os reis da Prússia na cidade. Ao mesmo tempo, o prédio exibirá a oposição entre a arquitetura histórica de sua fachada e moderna de seu interior. O Fórum Humboldt adota esse contraste como tema, integrando passado e presente num diálogo intercultural.

"O Humboldt-Forum tem como base a visão de mundo cosmopolita dos irmãos Humboldt, que parte da igualdade de direitos das culturas do mundo. As discussões e a troca de ideias que desejamos realizar com museus na América do Sul também com especialistas da África, Ásia ou Oceania. Além do mais, a vizinha Ilha dos Museus em Berlim mostra a cultura da Europa e do Oriente Médio. A Ilha dos Museus e o Fórum Humboldt formam uma unidade de todas as culturas de forma igualitária. No meio de Berlim o mundo inteiro deve poder olhar a si mesmo", concluíram.

fonte:
http://www.dw.de/conferência-debate-presença-sul-americana-no-futuro-fórum-humboldt/a-17383712

Vaticano vai monitorar eletronicamente suas obras de arte

Empresa de tecnologia vai avaliar estado de conservação dos itens dos museus da Santa Sé


Afresco 'A Criação de Adão', pintado por Michelangelo no teto da Capela Sistina, no Vaticano (Getty Images)

O Vaticano anunciou nesta sexta-feira que irá implantar um sistema eletrônico para monitorar continuamente o estado de conservação das obras de arte de seus museus. Segundo informou o jornal italiano Il Corriere della Sera, a Santa Sé assinou um acordo de colaboração com a empresa de tecnologia italiana Enea, que permitirá "desenvolver as técnicas mais avançadas para a tutela de bens culturais".

Leia também: Vaticano conclui restauração de afresco de Rafael

O diretor dos Museus Vaticanos, Antonio Paolucci, considerou que, assim, tecnologia e arte se unirão em uma "excelente aliança". Por sua vez, representantes da empresa Enea consideraram a Capela Sistina -- acessível ao público como parte dos Museus Vaticanos -- como um exemplo concreto da aplicação de sua tecnologia.

Segundo a empresa, a partir de agora será possível realizar inspeções oculares da Capela, de noite e sem necessidade de montar andaimes para chegar às pinturas da estadia, a fim de não incomodar os visitantes. As explorações poderão ser feitas a 25 metros de distância e com intervenções diagnósticas mais rápidas, com detalhes de até uma fração de milímetro. A empresa de tecnologia vai atuar também na proteção e prevenção de danos às obras de arte dos museus durante seus possíveis transportes e mudanças.

Os Museus Vaticanos receberam, em 2012, cerca de 5,5 milhões de visitantes, um número que os situa atrás somente do Museu do Louvre de Paris, do Museu Britânico de Londres e do Museu Metropolitano de Nova York.

fonte:
http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/vaticano-monitorara-eletronicamente-suas-obras-de-arte

Leia também: A herança do sagrado: obras-primas do Vaticano e de museus italianos

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Museu de Arte Islâmica é totalmente destruído em atentado

Entre os objetos da coleção que sofreram danos está o mihrab (nicho para estátuas nas mesquitas que indica a direção de Meca) de madeira do santuário de Rukia



Islamismo: ministro da antiguidades, Mohammed Ibrahimcriticou "o terrorismo islamita", que culpa pelo atentado e pela destruição do museu

Cairo - O Museu de Arte Islâmica, uma das joias culturais da capital egípcia, foi "completamente destruído" pela explosão de uma bomba nesta quinta-feira em suas imediações e precisará ser reconstruído, segundo o ministro de Antiguidades, Mohammed Ibrahim.



Ibrahim avaliou em 107 milhões de libras (R$ 426 milhões) os danos causados pelo atentado contra a Direção de Segurança do Cairo, situada em frente ao Museu de Arte Islâmica, e alertou que algumas peças foram gravemente atingidas.

Entre os objetos da coleção que sofreram maiores danos está o "mihrab" (nicho para estátuas nas mesquitas que indica a direção de Meca) de madeira do santuário de Rukia, que ficou totalmente destroçado, segundo o ministro.

"Reconhece-se que várias peças foram afetadas, várias paredes foram derrubadas, todos os vidros no exterior do edifício estão quebrados e caíram as vitrines que eram usadas para a exposição das peças arqueológicas", explicou Ibrahim em comunicado.

Como a Agência Efe pôde constatar de fora do edifício, cercado pela polícia, as janelas do museu estão quebradas, assim como as paredes, onde podem ser vistos grandes estragos.

Um cordão de isolamento foi instalado ao redor do museu para evitar que o povo chegue até o interior até que as relíquias sejam retiradas.

Inaugurado em 1903, o grande museu foi fechado um ano antes de seu centenário com o objetivo de reconstruir e modernizar suas deficientes instalações, e foi reaberto oito anos depois, em 2010.

O centro - provavelmente o melhor e mais moderno museu do Cairo - conta com uma coleção de 2.500 peças de arte islâmica dos mamelucos (1250-1517) e os otomanos (1517-1805), assim como das dinastias fatímida (969-1171) e aiúbida (1171-1250), entre outras.

O ministro criticou "o terrorismo islamita", que culpa pelo atentado e pela destruição do museu.

"Todos os que sentem ódio pelo povo egípcio não têm religião, nem pátria. São morcegos que agem na escuridão, e é preciso se desfazer deles e lutar sem piedade nem trégua", advertiu Ibrahim.

Três atentados sacudiram hoje vários pontos da capital egípcia e deixaram cinco mortos e quase 100 feridos, um dia antes da celebração do terceiro aniversário da revolução de 25 de janeiro de 2011 que derrubou Hosni Mubarak.


fonte:
http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/museu-de-arte-islamica-e-totalmente-destruido-em-atentado

 

Como salvar um museu sitiado?

A rua de Kiev que leva o nome do destacado historiador e político ucraniano Mikhail Grushevski liga as praças Europeia e do Arsenal. Podemos, se quisermos, ver na combinação destes nomes um símbolo profundo e, infelizmente, alarmante, sobretudo porque agora, nesse bairro da capital ucraniana se está escrevendo a nova história do país. 




museu, Ucrânia, Kiev
Na rua Grushevskogo - na fuligem dos pneus queimando e de marcas dos coquetéis Molotov, em contraposição aos oposicionistas mais agressivos e combatentes do Berkut - está a obra da herança cultural do país - o Museu Nacional de Arte da Ucrânia. Agora ele está fechado e em seu site no Facebook um retângulo preto e a informação sobre a suspensão dos trabalhos.

Nas condições de situação tensa, o museu mandou já a segunda mensagem aos cidadãos. Fala a vice-diretora geral do museu, Marina Skirda:

“O museu está no epicentro de cruel confronto civil, a situação desenvolve-se rapidamente. Aumenta a ameaça de ocorrência de incêndio, que pode ter consequências irreversíveis. O museu corre perigo real. Não é a primeira vez que nos dirigimos ao presidente, ao governo e a todos os compatriotas: vamos juntos preservar nosso museu. Em todas as guerras e revoluções que ele enfrentou em 115 anos, não sofreu destruições. Por isso, levando em consideração a envergadura e seriedade do perigo em conseqüência das operações de combate, praticamente no território do museu, nós exortamos todas as partes do confronto civil a considerar seu território zona neutra para todos os participantes do conflito”.

Aliás, nesta rua histórica de Kiev encontram-se também outras conhecidas obras culturais. O correspondente da Voz da Rússia, telefonou para algumas delas. Na importante instituição de informação científica - Biblioteca Parlamentar Nacional da Ucrânia - recusaram-se categoricamente a responder à inocente pergunta: “ o que ocorre perante suas janelas?” e a funcionária da biblioteca da Casa Central dos Oficiais das Forças Armadas da Ucrânia disse literalmente o seguinte:

“Nosso endereço é rua Grushevskogo, mas a biblioteca dá para a travessa Krepostnaia, por isso aqui tudo está em paz e tranquilo, trabalhamos normalmente. Não se ouve nada, os principais acontecimentos ocorrem no início da rua, e a dois quarteirões do epicentro do confronto tudo está normal”.

Os telefones da biblioteca que leva o nome do humorista e satírico ucraniano Ostap Vichnia não responderam. E isto pode ser interpretado de qualquer maneira, mas gostaríamos que em lugar do “retângulo negro” aparecesse na capa do site em breve uma foto do edifício inteiro e ileso do museu.

Museu em Savona exibe 9 mil relíquias da Apple



No 30° aniversário do Macintosh, a empresa norte-americana Apple ganha um novo "santuário" em Savona, na Itália, onde cerca de 9 mil peças estão expostas.

O museu traz diversas relíquias de Steve Jobs, desde o lendário Lisa, computador concebido no início dos anos 1980, até o Macintosh 128K, o PowerBook Duo, o Twentieth Anniversary Macintosh, o Newton e o primeiro mouse.

O presidente do estabelecimento, Alessio Ferraro, explicou que "as máquinas em exposição, ligadas e funcionando corretamente, contam uma viagem interativa, o nascimento, evolução, transformação da computação pessoal inventada pelos dois Steves, Wozniak e Jobs". A coleção, conhecida como "All about Apple


fonte:
http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2014/01/24/museu-em-savona-exibe-9-mil-reliquias-da-apple/

Estrela circense caldense é homenageada no Museu do Ciclismo

O Museu do Ciclismo presta homenagem a Maria Laura Andrade, a caldense que “foi o rosto e voz dos melhores circos do mundo”, refere o director daquele espaço, Mário Lino. A mostra, que será inaugurada amanhã, 1 de Fevereiro, pelas 16h00, apresenta fotografias de palhaços, ciclistas equilibristas e, sobretudo, de Laura, que se tornou numa figura “emblemática do circo, mas também ligada à história do ciclismo e da bicicleta”.

Maria Laura Cartaxo nasceu nas Caldas a 24 de Julho de 1926 e deixou a terra natal em jovem, para acompanhar o ilusionista Kyoto, por quem se tinha apaixonado durante a passagem do Circo Luftman pela Feira do 15 de Agosto. Foi depois artista e apresentadora em alguns dos circos mais famosos do mundo, como o Americano, o de Moscovo, o Alemão, o de Viena, da Hungria e de Espanha. Faleceu no ano passado em Barcelona, onde vivia.

Na investigação de Mário Lino é possível encontrar alguns anúncios da Gazeta das Caldas, datados de Agosto de 1959, que dão conta da actuação da artista caldense Laura, juntamente com o Circo Prin, instalado no Bairro do Borlão.

De acordo com Mário Lino, também terá sido em meados do século XIX que a bicicleta apareceu pela primeira vez em Portugal, no Circo Price, em Lisboa, situado junto à Rua do Salitre e demolido aquando a construção da Avenida da Liberdade, em Lisboa. “Daí para cá não houve nenhum circo que não tivesse tido impresso nos seus programas números de palhaços ciclistas equilibristas e ciclismo acrobático de alta performance”, refere.

A homenageada desta mostra, por diversas vezes fez a apresentação de números de ciclismo acrobático, que “muito contribuíram para a divulgação da bicicleta”, especifica Mário Lino justificando assim esta exposição no Museu do Ciclismo.



Simultaneamente no museu será inaugurada a exposição da colecção de Mário Lino “Latas embaladas com história”, onde se apresenta um vasto conjunto de latas litografadas, nacionais e estrangeiras, para recordar e homenagear artistas e operários das esquecidas artes litográficas. Entre elas, algumas são de empresas das Caldas, como é o caso da Frias & Gonçalves e da J.A. Mineiro, ambas datadas da primeira metade do século passado.

Podem ser apreciadas latas em “folha de flandres” e outras, que depois de servirem para embalar café, cacau, chá, bolos, bolachas, chocolates, rebuçados ou caramelos, foram “tantas vezes transformadas em cofres para guardar segredos de amores proibidos”, conta. Outras, depois de servirem o seu objectivo principal, foram recuperadas por costureiras para arrumar tesouras, dedais e agulhas necessárias à actividade de corte e costura, também podem agora ser apreciadas nesta mostra.
Fátima Ferreira

Barroco é referência na moda artesanal - e tem um respeitável acervo arquitetônico Barroco.

Uma das coisas mais bacanas que acontece anualmente em João Pessoa é o Experimenta Design PB. A semana de design da Paraíba reúne empresários, profissionais e alunos dos cursos de Design das instituições públicas e privadas de nível técnico e superior do Estado para realização de palestras, oficinas, desfiles e exposições. E tem trabalhos artesanais que merecem destaque, como já apontamos em outro post (veja aqui).


Os vestidos da coleção Barroco Artesanal criados pelos alunos do curso Criação e Produção de Moda da Funetec encantaram a Babel das Artes. Sob a coordenação de Leo Mendonça, os estudantes desenvolveram peças com referências na estética colonial da cidade como, por exemplo, o Complexo Cultural São Francisco (construído entre 1589 e 1779). Para quem não sabe, João Pessoa é a terceira cidade mais antiga do Brasil e tem um respeitável acervo arquitetônico Barroco.

As peças foram desenvolvidas com elementos orgânico como sementes, palha e juta dialogando com tecidos e materiais sintéticos como o voal, o tule e até mesmo o metal. Técnicas do artesanato tradicional marcam a coleção como a interferência da sofisticada renda renascença e do crochê e ainda aplicação dos singelos fuxicos e bonequinhas de pano.

O curso da Funetec em João Pessoa é anual. Saiba mais em http://www.funetec.com/

Veja mais fotos em Experimenta Design/Flickr. As fotos são do evento realizado em out/2013.
Vestido de metal
Vestido  metal com tule
Vestido renda e crochê
Vestido crochê com bordados
Vestido bordado
Vestido bordados e bonecas
Vestido de juta
Vestido  juta com pérolas

fonte:
babeldasartes

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Fax:+32 486-409-770
Belgium

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Mr.Pieter Hendriks.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Museu Nacional da Ucrânia fecha para proteger acervos

A mensagem foi publicada esta terça-feira no site do Museu Nacional de Arte da Ucrânia, em Kiev: “Devido aos eventos ocorridos na Rua Hrushevskoho a exposição do museu estará fechada a visitantes. Todos os eventos previstos para esta semana foram cancelados.”

Imagem dos protestos do fim-de-semana ANATOLII BOIKO/AFP


Com os violentos confrontos que no fim-de-semana terão envolvido cerca de 100 mil pessoas, as ruas da capital ucraniana tornaram-se num campo de batalha entre os apoiantes do Governo pró-Rússia, os opositores que defendem uma aproximação do país à União Europeia e a polícia. A zona à volta do museu tornou-se numa das mais violentas da cidade, com centenas de pessoas feridas devido ao arremesso de pedras, disparos com balas de borracha e gás lacrimogéneo e a explosão decocktails Molotov, que atearam fogos.

Já na segunda-feira, três dos mais altos responsáveis do museu tinham publicado online um apelo dirigido ao Presidente ucraniano, ao primeiro-ministro e a todo o Governo nacional, bem como aos membros da oposição. A directora-geral, Mariia Zadorozhna, a curadora principal, Juliya Lytvynets, e a representante do sindicato dos trabalhadores da instituição, Maryna Skyrda, assinaram uma carta aberta em que pedem a todos os manifestantes que “evitem acções que possam ameaçar o edifício do museu – um monumento de importância nacional e com uma colecção de arte única, bem conhecida em todo o mundo”.

No documento, que ainda está online, lê-se: “Tendo em conta a escala e seriedade do perigo que ameaça o Museu Nacional de Arte da Ucrânia pela escalada dos conflitos civis e das acções na vizinhança do museu, pedimos a todos os lados que: tenham em mente a responsabilidade de preservar a herança cultural nacional; evitem acções intencionais ou acidentais que possam danificar o museu e a área envolvente; ajudem o pessoal do museu a cumprir a sua missão”.

Com uma colecção de cerca de 40 mil obras, o Museu Nacional de Arte da Ucrânia teve a sua primeira exposição em 1899 e foi oficialmente inaugurado em 1904. Os seus acervos atravessam a história da arte desde o século XII à actualidade, reunindo tanto ícones de origem bizantina como pintura medieval dos séculos XIV a XV, pintura barroca e as várias transições nas artes visuais ucranianas a partir da figuração do século XIX e das vanguardas do princípio do século XX num conjunto que continua a ser ampliado e actualizado com as primeiras décadas do século XXI.

Segundo uma notícia publicada esta quarta-feira pelo The Art Newspaper, no fim-de-semana a polícia de choque terá acendido uma fogueira na escadaria do edifício neo-clássico do museu para tentar manter-se quente durante a noite. Ainda segundo esta publicação, Vladislav Pioro, o presidente do Center for Museum Development, terá avisado já que “mil anos da história” da Ucrânia estão sob ameaça.

Segundo a mais recente mensagem da direcção, o museu permanecerá fechado até nova indicação.
  

Museu histórico de Porto Velho deve ser inaugurado em outubro

Antigo prédio da Câmara Municipal vai abrigar nova obra.
Ideia partiu da Associação Cultural Rio Madeira.

Prédio da antiga Câmara Municipal de Porto Velho começa a ser reformado (Foto: Gaia Quiquiô/G1)

O projeto de restauração e criação do museu histórico no prédio da antiga sede da Câmara Municipal de Porto Velho, localizada na Rua José Bonifácio, no centro da cidade, teve licitação aprovada e ordem de serviço liberada. A ideia partiu da Associação Cultural Rio Madeira (ACRM) em parceria com a Câmara Municipal e tem previsão de inauguração até outubro deste ano, segundo o presidente da Câmara, Alan Queiroz.

Segundo Willian Haverly Martins, presidente da ACRM, a ideia surgiu entre amigos engenheiros e arquitetos, após relatos de figuras políticas, culturais e sociais, que contribuíram historicamente para a formação do município, o projeto conta com a realização de centro de pesquisa histórico e cultural para estudantes da escola pública e particular, orquestra sinfônica, administração dos eventos do Mercado Cultural, criação do Dia da Identidade Cultural do Rondoniense, revitalização do Monumento aos Pioneiros, participação e administração do Palácio da Cultura e cantata de Natal nas janelas do Palácio do Governo. A história do progresso de Rondônia deverão fazer parte do acervo do museu que contará com sistema de exposição totalmente digital com tecnologia touch screen para gerar mais interatividade para os visitantes.

Alan explica que o recurso para reforma e restauração do prédio histórico foi cedido pela própria câmara. Foi disponibilizado cerca de R$ 1.100 milhão. As obras devem ser concluídas em até oito meses e o presidente planeja a inauguração do museu para 2 de outubro, dia que é comemorado o aniversário de 100 anos da capital. “Queremos voltar a resgatar a identidade do nosso povo, um pouco da nossa história.”, diz Alan.

fonte:
http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2014/01/museu-historico-de-porto-velho-deve-ser-inaugurado-em-outubro.html

MAS recebe "Visite um Museu com Música" nesta quarta-feira

A programação do projeto “Visite um Museu com Música” prossegue, nesta quarta-feira (22), no Museu de Arte Sacra (MAS). Hoje, será realizada missa em louvor a Santa Rita e, após a celebração, acontece recital, às 19h45.

O projeto busca incentivar a ida das pessoas aos museus da cidade e está acontecendo às sextas-feiras no Museu de Arte Decorativa (Mada), às 16h, e aos domingos, às 10h, no MAS. A apresentação desta quarta-feira é especial ao dia em que se comemora Santa Rita.
É uma oportunidade única para estar no Museu de Arte Sacra, que é instalado na Igreja de Santa Rita, que, por si só, é uma obra de arte, construída em Uberaba, em 1854, erguida pelo advogado Cândido Justiniano da Lira Gama, e tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1939. O acervo do MAS, rico em peças barrocas dos séculos XVIII e XIX, conta a história da Igreja Católica na região, com muitas peças provenientes de doações da Cúria Metropolitana, sobressaindo-se as seções de vestes sacras, estandartes de procissões, paramentos, alfaias, imagens e mobiliário.




Museu de Arte Sacra será palco do “Visite um Museu com Música”, com recital na noite de hoje

Quem for ao MAS hoje, além de ouvir boa música, poderá ver esse valioso acervo, como o Conjunto de Casula, feito com tecido bordado com linha e fios de ouro, proveniente da França em 1909. Também poderá ver a escultura em madeira policromada de Santa Rita de Cássia ou Santa Rita das Causas Impossíveis, sendo a única imagem que restou da capelinha original.

No dia 24, o Mada receberá a música de “Talinho, Nosso Som Brazuca”, às 16h, e no último domingo do mês (26), às 10h, no MAS, a atração musical será do Tenor Henrique Nonato. Finalizando o projeto, no Mada, dia 31, acontece a apresentação de Eduardo in Concert, Teclado, Piano e Voz.

Segundo a presidente da Fundação Cultural, Sumayra Oliveira, a ideia de realizar o projeto foi para incentivar as pessoas, em especial crianças e adolescentes, a visitarem os museus, formando novos públicos, além de unir a cultura com o conhecimento aos acervos do município, aliado à boa música.
Vale lembrar que o Museu de Arte Sacra (MAA) fica na praça Manoel Terra, com exposição do acervo aberto para visitação de terça a sexta-feira, das 12h às 18h, e sábado e domingo das 8h às 12h. Já o Museu de Arte Decorativa (Mada) tem a exposição do acervo aberta para visitação de terça a sexta-feira, das 12h às 18h, e sábado das 8h às 12h, na rua Maria de Lourdes de Melo Coli, número 30.

fonte:
http://www.jornaldeuberaba.com.br/cadernos/cidade/9353/mas-recebe-

Reformulado, Museu do Futebol do Mineirão reabre na próxima terça

Com cinco novos espaços, o local oferece várias atrações para o público que quer conhecer um pouco mais da história do futebol mineiro.




A calçada da fama é uma das atrações que o visitante vai poder conferir no Museu do futebol








Os personagens que ajudaram a escrever os 48 anos de vida do Mineirão ganharam mais espaço no estádio. Remodelado, o museu do Futebol Brasileiro está pronto para ser reaberto ao público. Na próxima terça-feira, os visitantes já poderão conferir as novidades do local, que vai ser vistoriado pelos bombeiros nesta quinta-feira.




São cinco novos espaços para visitação e 14 no total. O coordenador do Museu, Thiago Costa, explicou como se deu o processo de expansão do projeto.

“A ideia é trazer o futebol não só com a história do estádio, mas ampliar o esporte dentro da história da cidade e do país como cultura”, destacou.

As salas contemplam dados da construção e inauguração do Mineirão, com relíquias como uma catraca original do estádio. A história de Belo Horizonte é outro material em exposição. Os visitantes também tem uma sala onde podem gravar o momento mais marcante que tiveram no Gigante da Pampulha.

A história do futebol é contada por meio de imagens, objetos, além de painéis multimídias que auxiliam o torcedor a compreender as regras do mundo da Bola e os esquemas táticos dos times.

O futebol mineiro tem um lugar especial na sala Campos Gerais. Há placas dos belos gols marcados no Mineirão, a calçada da fama dos jogadores e objetos de colecionadores.

O ex-jogador do Cruzeiro, Wilson Piazza, aprovou as mudanças no museu. “Nós ficamos orgulhosos de ter uma história que represente um ensinamento de vida e conquistas atreladas à história do clube e do próprio futebol mineiro”, disse o ex-atleta.

Outro craque do passado, Procópio Cardoso ressaltou um momento marcante que viveu no estádio. “Eu tive a felicidade de participar da inauguração do Mineirão. Conheço bem, joguei aqui várias vezes. Vejo com alegria. Bem cuidado, como esse museu. É uma história que fica. É uma arte que está dentro do museu. Museu é pra isso”, concluiu.

Serviço

Funcionamento:

Segunda à sexta: 09h às 17h

Sábado e domingo: 09h às 13h (exceto em dias de jogos)

Os interessados podem marcar data e horário para conhecer o Mineirão e o Museu Brasileiro do

Futebol pelo telefone (31) 3499-4333 ou e-mail: ouvidoria@minasarena.com.br.

Valor da entrada para o museu ou estádio: R$ 8

Museu e estádio: R$ 14


FONTE:
http://www.otempo.com.br/superfc/reformulado-museu-do-futebol-do-mineirão-reabre-na-próxima-terça-1.777228

França vai devolver três pinturas roubadas por nazistas

Esses quadros fazem parte das cerca de 2.000 obras sem proprietário identificado, com o status MNR (Museus Nacionais Recuperação) desde 1949


Visitante observa quadro "Vênus e Ninfa tomando banho": em 20 anos​​, o governo francês devolveu apenas cerca de 70 obras

Paris - A França vai restituir três pinturas roubadas pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, anunciou nesta terça-feira a ministra da Cultura, Aurélie Filippetti.

"Três obras serão restituídas ​​sem demora", declarou a ministra. Trata-se de uma "Paisagem montanhosa" do pintor flamengo Joos de Momper, um retrato de uma mulher do século XVIII e uma pintura a óleo sobre madeira representando a "Madonna com a Criança".

Dois quadros estavam expostos no Louvre e o terceiro, no museu de Dijon (centro-oeste da França).

"Eu vou devolvê-los o mais brevemente possível aos familiares de seu proprietário no momento do roubo", indicou a ministra.

Esses quadros fazem parte das cerca de 2.000 obras sem proprietário identificado, com o status MNR (Museus Nacionais Recuperação) desde 1949.

Elas são mantidas em museus franceses, sob custódia do Estado, que devem exibi-las ao público, enquanto uma reivindicação é aguardada.

Em março de 2013, a ministra já havia restituído sete trabalhos aos descendentes dos legítimos proprietários.

Em vinte anos​​, o governo francês devolveu apenas cerca de 70 obras.

Para agilizar o processo, a ministra pediu a sua equipe para procurar os proprietários, mesmo sem pedido de restituição.

"Das 145 obras cuja espoliação é quase certa, os direitos sobre 28 obras estão prestes a serem identificados pelo grupo de trabalho", indicou a ministra.

No ano passado, foi criado um grupo de trabalho, composto por membros da equipe MNR, curadores, arquivistas, historiadores, membros da Comissão de indenização das vítimas de espoliação (CIVS) e da Fundação para a Memória da Shoah.

fonte:
http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/franca-vai-devolver-tres-pinturas-roubadas-por-nazistas

Governo capacita profissionais para Sistema Estadual de Museus em Florianópolis

Marcelino Donizeth de Mello Correia, conservador e restaurador do Atecor, explica que a proposta é capacitar profissionais para atuarem na rede do Sistema Estadual de Museus. “Será escolhido um representante de cada uma das sete regiões museológicas”.

O estágio ocorrerá no período de 17 de março a 9 de dezembro de 2014, às segundas e terças feiras, uma vez por mês, das 9h às 12h e de 13h às 17h. As atividades ocorrerão nas dependências da Fundação Catarinense de Cultura, na Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600, Agronômica, em Florianópolis.

Os candidatos deverão preencher a Ficha Cadastral, no link http://tinyurl.com/ngyseus até o dia 21 de fevereiro. Após o preenchimento da ficha de inscrição cada candidato deverá enviar para o e-mail atecor@fcc.sc.gov.br a avaliação dissertativa.

Mais sobre o Atecor - Criado em 1982, o Atecor é um setor da Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural. Presta serviços de conservação-restauração aos acervos dos museus vinculados à Fundação Catarinense de Cultura e de obras de arte de propriedade do Estado.

É responsável pela aprovação de projetos e fiscalização de intervenções de conservação-restauração nos bens móveis e integrados existentes nos bens edificados tombados pelo Estado. Também assessoria técnica às instituições que necessitam de atendimento em conservação de acervos museológicos.

fonte:
http://www.correiodailha.com.br/noticias/lernoticia.php?id=20946

Museu Berardo eleito pelo Guardian com um dos melhores da Europa Ler mais

O Museu Coleção Berardo é um dos 10 melhores museus gratuitos da Europa. A lista foi divulgada pelo jornal britânico Guardian e salienta a diversidade das obras da coleção.

"Um recente e impressionante acréscimo na lista de atrações culturais em Lisboa." É assim que Will Coldow, repórter da secção de viagens do Guardian, descreve o museu português.

O espaço museológico é elogiado pela publicação inglesa, que descreve o museu como um moderno espaço "preenchido com obras vibrantes dos principais artistas do movimento pop art, como Warhol, Pollock e Lichtenstein, assim como trabalhos de grandes nomes como Picasso, Dali e Francis Bacon."

A exposição temporária "O Consumo Feliz" também é referida no artigo. Considerada única, a coleção de arte publicitária é descrita como "um maravilhoso painel de cartazes vintage que você gostaria de ter".

Para além do museu português, a lista inclui mais 9 museus com entrada gratuita na Europa. A iniciativa está inserida na secção "Como ver o mundo gratuitamente (ou quase)"da publicação inglesa.

Da lista de melhores museus também fazem parte o Museu de Arte Moderna (em Paris, França), o Amsterdam Stadsarchief (Arquivo da cidade de Amesterdão, na Holanda), o Memorial do Muro de Berlim (na Alemanha), o Museu Nacional de Copenhaga (na Dinamarca, o Museu de Belas-Artes de Nice (em França), o Museu do Prado (em Madrid, Espanha), o Museu Florence Nightingale (Em Istambul, na Turquia), o Museu Histórico da Libertação (em Roma) e o Museu de Fotografia de Reiquejavique (na Islândia).


fonte: http://visao.sapo.pt/museu-berardo-eleito-pelo-guardian-com-um-dos-melhores-da-europa=f766044#ixzz2r7TssIV4

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Estrasburgo ganha museu do vodu africano

Museu tem cerca de 220 peças vindas do Golfo da Guiné.
Ele é único no mundo, segundo os responsáveis.



Marc Arbogast no museu do vodu (Foto: Frederick Florin/AFP)

A cidade francesa de Estrasburgo ganha neste mês de janeiro um Museu do Vodu, centrado neste ritual africano, tornando-o, segundo seus responsáveis, o "único no mundo".

O museu está localizado em um depósito de água do século XIX totalmente restaurado e inclui cerca de 220 peças relacionadas ao vodu, das mais de mil que Marc Arbogast reuniu ao longo de 50 anos de viagens ao Golfo da Guiné.

Apaixonado pela África Ocidental, Arbogast começou aos 21 anos a ir anualmente à África para caçar leões. Lá, recolhia máscaras e fetiches vodus do solo, depois que os africanos foram obrigados pelos missionários brancos a abandonarem os objetos.

"Em uma das minhas viagens tive uma terrível dor em um dos pés. Um sacerdote vodu aplicou algumas ervas e realizou um ritual. Poucos dias depois, a dor desapareceu. Eu não acredito nisso, mas existe algo...", lembra Arbogast, engenheiro, químico e ex-presidente da cervejaria Fischer.

Além da peculiaridade de ser um reservatório de água construído em 1878, durante um dos períodos alemães de Estrasburgo, o edifício do museu foi projetado como uma torre com escada em espiral, vitrais e janelas com espaços abertos de 700 metros quadrados.

O diretor de Programação e Atividades do Museu, o antropólogo e etnólogo Bernard Müller, descreveu os diferentes andares como um espaço de hospedagem polivalente, de descobrimento educacional, com um olhar misterioso e sombrio, e, finalmente, no último andar do espetáculo dos trajes de dança.

A primeira coisa que o visitante vai encontrar são os restos de um recente ritual vodu, com cordas e telas cheias de cera, um copo e uma garrafa de gim. "O álcool sempre está presente nos rituais de vodu", afirma Müller.

Trata-se do único objeto "ativador" para o vodu, já que o resto das figuras expostas estão "desativadas", ou seja, foram submetidas a um ritual com ervas para tirar seu poder.

O sacerdote que realiza o ritual regularmente é o togolês Azé Kokovivina, que afirma que o vodu africano é muito diferente do haitiano. "Nós não picamos bonecos com alfinetes", explica.

Mas neste museu, há, por exemplo, alguns objetos que são usados para conseguir que um casal se separe.

O vodu nasceu no século XVII no antigo reino de Dahomey, atual Benin. Desta região africana, que engloba Togo, Benin, Gana e Nigéria, partiram três milhões de escravos que adaptaram o vodu a sua nova situação no Brasil e no Caribe.

Embora o Museu do Vodu tenha aberto suas portas em 10 de janeiro, a festa nacional do vodu no Benin será realizada na próxima primavera.

O primeiro andar abriga a exposição temporária "O vodu: a arte de ver além". Nos demais, estão expostos os talismãs (sacos de ervas, cascas e outros materiais) e objetos de "calar a boca", feitos com uma cabeça de pato, cujo bico é fechado com cordas para evitar que falem mal de alguém.

Além disso, há inúmeras oferendas com pedidos, entre eles estão: emigrar para a Europa ou ter sucesso no casamento, e "objetos poema" para ganhar poder social, que reúnem vários elementos, como uma colher de madeira para fazer purê de milho, chaves, uma cabeça de cachorro..., acumulados ao longo de várias gerações de uma família.

O último andar mostra uma coleção de trajes-máscara com os quais se realizam danças. Alguns deles, por exemplo, são usados para confirmar que um falecido chegou bem ao país dos mortos.

fonte:
http://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2014/01/estrasburgo-ganha-museu-do-vodu-africano.html

Museu do Oriente ( .pt )

Jiang Shanqing, grande pintor contemporâneo chinês, nasceu em Haining em 1961. Dizem-no “ habitado por uma luta interior entre o racional e a intuição”.

Todo o seu saber reside no facto de conseguir dominar a tinta sobre o papel chegando a criar diferentes tonalidades de manchas. Segundo Yves Kobry critico e historiador de arte “ se a fonte de inspiração de Jiang Shanqing é profundamente chinesa, quer pelo espírito que o habita quer pelas técnicas empregues, ela não é estranha para um ocidental lembrando, pela dinâmica gestual, certos artistas do século XX como Jackson Pollock”. 

No entanto existe uma diferença. Jiang nunca satura o espaço, antes deixa o movimento flutuar livremente no suporte de papel, conservando assim a sua autonomia e dinâmica. Por mais abstracto que seja o motivo, o mundo visível permanece sempre subjacente e conserva o seu poder evocativo.

O mesmo acontece com algumas das suas caligrafias que o artista deforma, abstraindo-se do signo até que este perca o seu significado, ainda que conservando a sua força sugestiva à maneira de um acorde musical.

Por mais complexa que seja a composição, a harmonia, o equilíbrio provêm da densidade, da difusão da tinta que faz a mancha e do espaço deixado para respirar.
JIANG SHANQING

JIANG SHANQING

Jiang vive em Beijing, dividindo o seu tempo entre a China, o seu ateliê parisiense e um pouco por todo o mundo onde é convidado a expor. Em 2012 alcançou o 4º lugar, na classificação mundial das vendas em leilões de artistas contemporâneos chineses. Talvez por isso, o Professor Ain Robertson do Departamento das Artes da Sotheby’s inglesa, especialista do mercado de arte contemporânea chinesa, considera Jiang Shanqing um dos maiores nomes da pintura do seu país.

Descobertas e sumiços

Mapeamento de mamíferos de grande e médio porte já encontrados no Nordeste revela novas espécies e mostra que animais como a onça-pintada e o tatu-bola estão extintos em alguns estados.





Durante o levantamento, uma nova espécie de porco-espinho, ‘Coendou baturitensis’ (na foto), foi identificada. Anteriormente, ela era confundida com a espécie ‘Coendou prehensilis’. (foto: Hugo Fernandes-Ferreira)


m recente estudo feito pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) mapeou as espécies de mamíferos de médio e grande porte que já foram registradas em parte do Nordeste do país. A análise dos animais terrestres encontrados na caatinga e na mata atlântica nordestina revelou duas novas espécies.

Feito durante o mestrado em zoologia do biólogo Anderson Feijó, o trabalho examinou 652 animais guardados e catalogados em museus de universidades. “Contabilizei os mamíferos depositados nos museus da Universidade Federal da Paraíba, da Universidade Federal de Pernambuco, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade de São Paulo, por serem as maiores coleções com representantes do Nordeste”, conta o pesquisador.
Foram identificadas 40 espécies diferentes de mamíferos de médio e grande porte naturais do Nordeste

O biólogo também olhou para a literatura científica relacionada aos estados de Alagoas, Ceará, Pernambuco e Paraíba, em busca dos locais de ocorrência e dos nomes populares de cada animal já registrado. No total, ele foi capaz de identificar 40 espécies diferentes de mamíferos de médio e grande porte naturais do Nordeste.

O sagui, a raposinha e o guaxinim estão entre os animais mais abundantes na região. Já a onça-pintada, o tatu-bola e o tamanduá-bandeira estão extintos em diversos locais desses quatro estados analisados e só podem ser encontrados nos acervos dos museus.

“O tatu-bola, uma espécie restrita ao Brasil, não é mais encontrado em algumas regiões, como o estado da Paraíba e o Araripe cearense”, conta o pesquisador. “Como ele se enrola em vez de correr dos caçadores, é facilmente capturado, o que aumenta seu risco de extinção.”
O estudo mostrou que o tatu-bola-da-caatinga (‘Tolypeutes tricinctus’), espécie própria do Brasil, já não é mais encontrado em alguns estados nordestinos. (foto: Wikimedia Commons/ Ltshears – CC BY-SA 3.0)

Feijó ressalta, no entanto, que algumas espécies para as quais não foram encontrados registros dentro dos estados estudados foram observadas em regiões muito próximas. “Há registros recentes de onça-pintada na Bahia e no Piauí, então é possível que haja espécimes em Pernambuco e Alagoas, mesmo que não tenham sido encontrados nas coleções dos museus”, comenta.

O trabalho foi o primeiro a analisar a distribuição e taxonomia dos mamíferos de médio e grande porte nesses estados. O biólogo acredita que o estudo é um pontapé inicial para organizar novas coletas. “Nossos resultados servirão de base para propor pesquisas em locais ainda não explorados”, diz.


Novidades no pedaço

A surpresa da pesquisa foi a descrição da cutia-de-garupa-laranja da mata atlântica como uma espécie independente e a identificação de uma nova espécie de porco-espinho.

Até então, acreditava-se que só havia uma espécie de porco-espinho no estado do Ceará, o Coendou prehensilis. Mas, durante a análise de crânios de porcos-espinhos da coleção do museu da UFPB, Feijó percebeu um diferente dos demais. “Ele era um pouco mais arredondado na região dos nasais”, conta. “Achei que se tratava de uma nova espécie, mas com um único crânio não dava para ter certeza”.

A suspeita foi confirmada quando, no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o pesquisador encontrou outro crânio com as mesmas características, mas classificado como outra espécie. O animal em questão tinha sido coletado na Serra de Baturité, no Ceará.

“Atualmente, estamos à procura de novos locais onde esse porco-espinho possa ocorrer para ampliar o nosso conhecimento sobre a distribuição dessa nova espécie”, afirma o pesquisador.
Ilustração da cutia-de-garupa-laranja descrita pelos pesquisadores da UFPB. A nova espécie, batizada de ‘Dasyprocta iacki’ e presente na mata atlântica dos estados da Paraíba e de Pernambuco, foi nos últimos anos confundida com a cutia ‘Dasyprocta leporina’, natural da Amazônia. (ilustração: Roy Baethe)

A descrição da cutia-de-garupa-laranja, também da coleção da UFPB, veio desfazer outra confusão. A espécie já era conhecida e havia sido descrita e batizada deDasyprocta aguti em um trabalho científico de 1766. Mas sofreu o que os biólogos chamam de problemática taxonômica.

“Outro estudo, feito em 2001, atribuiu erroneamente o nome científico dessa cutia nordestina a uma segunda espécie de cutia existente na Amazônia por causa da semelhança entre as duas”, diz Feijó. “Isso aconteceu porque o primeiro trabalho não especificava a localização do animal, que vive na mata atlântica nordestina. Assim, acreditou-se que se tratava de uma única espécie”, explica.

Depois que o pesquisador mostrou se tratarem de duas espécies diferentes, a cutia amazonense ficou com o nome de Dasyprocta leoprina e a nordestina, que já é velha conhecida dos moradores da região, recebeu outro nome científico: Dasyprocta iacki.
Por: Camille Dornelles
Publicado em 20/01/2014 | Atualizado em 20/01/2014
fonte:
http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2014/01/descobertas-e-sumicos

Museu Getty disponibiliza conteúdo digital gratuitamente

Mais de 10 mil obras de arte foram digitalizadas e disponibilizada para uso público, sem cobranças ou restrições

O MONET EM ALTÍSSIMA RESOLUÇÃO PODE SER BAIXADO NO SITE DO GETTY E USADO SEM RESTRIÇÕES - TUDO O QUE SE PEDE É QUE A IMAGEM SEJA CREDITADA (FOTO: DIGITAL IMAGE COURTESY OF THE GETTY'S OPEN CONTENT PROGRAM)

Museu J. Paul Getty fica em Los Angeles. Mas a sua coleção agora transcende suas paredes. Isso por que a instituição passou a disponibilizar, no fim de 2013, mais de 10 mil obras de arte em alta resolução. E o melhor: de forma gratuita e sem restrições.

O motivo da mudança da política de divulgação de conteúdo do Getty tem a ver com a forma de distribuição de imagens online. De acordo com o CEO do museu, James Cuno, é impossível vigiar a atividade online. "Então queríamos reconhecer esse poder e assegurar que os internautas possuíssem as melhores imagens possíveis, em alta resolução, assim como as informações mais corretas sobre elas".

Anteriormente, o uso das mesmas imagens era cobrado - o que, segundo Cuno, era uma 'faca de dois gumes'. "Existem custos associados com a renda gerada pelo licenciamento das imagens", declarou ele ao Digital Trends, referindo-se aos custos de monitoramento sobre a internet e a forma com que imagens eram usadas. "Com o programa de conteúdo aberto, eliminamos o lucro, mas também os custos. E podemos ter pessoas fazendo outras coisas, coisas mais importantes do que preenchendo formulários e monitorando o uso das imagens. A nossa renda com o licenciamento não era grande o suficiente para nos desencorajar a abrir o arquivo", declarou.

Apesar dos altos custos em equipamento - uma câmera usada no processo é avaliada em 50 mil dólares - o acesso do site do Getty deu um salto. De 200 visitas por dia, passou a receber 22 mil visitantes. E os downloads foram expressivos: 100 mil imagens de conteúdo aberto foram baixadas em dois meses enquanto, com o sistema antigo de licenciamento, os números ficavam na média de 120 downloads por mês. Os índices, por si só, mostram como a distribuição de cultural aumentou com a iniciativa de um único museu.

Embora a sua política de conteúdo aberto surpreenda, o Getty não é o único museu a digitalizar o seu acervo de forma similar. Durante 2013, o Museu Van Gogh anunciou uma parceria com a Fujifilm Europa através de um projeto chamado Relievo, que oferece a tecnologia da empresa para reproduzir pinturas originais em alta qualidade. Também não podemos deixar de mencionar o Google Art Project que, usando a tecnologia Google Street View, digitaliza não só as obras como também os museus - incluindo museus brasileiros como o Masp, Inhotim e a Pinacoteca.

fonte:
http://revistagalileu.globo.com/Cultura/Arte/noticia/2014/01/museu-getty-disponibiliza-conteudo-digital-gratuitamente.html