domingo, 31 de agosto de 2014

Deve o Reino Unido devolver a coleção de mármores do Partenón a Atenas?

Foi há mais de dois séculos que o Reino Unido se apropriou de mais de metade do espólio do Partenón, em Atenas. O impasse dura desde aí: deve ou não devolver a coleção à Acrópole?
 
Coleção dos mármores do Partenón está desde o século XIX na posse do Museu Britânico, mas é controversaARIS MESSINIS



A história é antiga e a disputa já vai longa. Foi há mais de dois séculos que o Reino Unido se apropriou de grande parte do friso interno do Partenón - mais de metade da decoração daquele ícone da Grécia antiga – e não mais devolveu. São ao todo 75 metros de friso, de um total de 160, 17 esculturas e 15 painéis, que estão hoje no Museu Britânico e que os vários governos helénicos têm vindo a reclamar. A polémica não é de agora mas ganhou novo argumento quando, em 2009, os gregos construíram um novo museu, numa localização estrategicamente pensada, com uma sala vazia à espera do tão desejado regresso dos mármores.

A história, recuperada esta semana pelo El País, remete para o início do século XIX, entre 1801 e 1805, quando o embaixador britânico no Império Otomano, Thomas Bruce (conde de Elgin), fez uso de uma controversa permissão do Sultão para remover as peças de mármore do templo. A remoção demorou mais de 11 anos a ser dada por terminada e as esculturas foram depois transportadas para o Reino Unido por via marítima – apesar de muitos críticos compararem já na altura o ato do embaixador a um gesto de vandalismo. O objetivo inicial era o de decorar a sua casa (o Conde de Elgin era um conhecido apreciador de antiguidades), mas acabou por vender o espólio ao governo por 35 mil libras. Só depois, em 1816, após uma longa discussão no Parlamento, foi adquirido pelo Museu Britânico, onde permanece até hoje.

Mas não foi certamente por falta de apelos vindos da Grécia. O último esforço chegou este ano, em junho, depois de a embaixadora da Boa Vontade da UNESCO, Marianna Vardinoyiannis, ter lançado uma campanha sob o nome “Devolver (os mármores), Restaurar (o Partenón) e Recomeçar (a história)“, com o intuito de reacender o debate e intensificar esforços para o Londres devolver o espólio à Acrópole. Até porque, diz, “esta não é uma questão que diz só respeito à Grécia. É sobre a humanidade, e significaria o cumprimento do nosso dever com a história e a cultura para conseguir restaurar a unidade de um monumento icónico”.

Mas afinal o Reino Unido deve ou não devolver o espólio ao seu país de origem?

Os argumentos são muitos e pendem para os dois lados. Por um lado, há o argumento grego que diz que “o contexto é tudo” e a coleção, que dizem que deve estar unida para permitir contar a narrativa completa, só faz sentido se estiver alojada no local sobre o qual diz respeito – tal como a Capela Sistina não faria sentido se não estivesse no Vaticano. Daí que tenha sido criada uma sala envidraçada no novo museu a 300 metros da Acrópole, onde o friso e as esculturas de mármore ficariam posicionados precisamente de frente para o templo. Outro argumento é o da unidade, já que o espólio está espalhado, não só pelo Museu de Londres como também no Louvre, em Paris, e no Museu Nacional de Copenhaga, na Dinamarca.

Por outro lado, como defende o diretor do Museu do Prado, Miguel Zugaza, “os mármores de Elgin estão consolidados no seio de uma das coleções mais extraordinárias do planeta e mais necessárias nos dias de hoje para entender o mundo com uma perspetiva histórica completa”, e por isso estão bem entregues ao Museu Britânico. Segundo o diretor do museu de Madrid, “há um grande consenso entre os museus europeus sobre a resposta a dar a este tipo de reclamações”.

O certo é que é um tema complexo, que envolve muitos interesses não só culturais como económicos. “Do ponto de vista humano e lógico é justo que se devolvam ao lugar de onde foram retiradas, sobretudo porque existe já um museu na Acrópole desenhado para esse efeito”, diz ao El País o pintor Juan Uslé, que acrescenta que só se a UNESCO “contribuir de forma decisiva para estabelecer as diretrizes e os processos exatos nesse sentido” se sairá deste impasse secular.


fonte: @edisonmariotti http://observador.pt/2014/08/30/deve-o-reino-unido-devolver-colecao-de-marmores-partenon-atenas/

Ucrânia pretende desmontar exposição de ouro patente na Holanda

Os especialistas ucranianos do Museu Nacional de História da Ucrânia pretendem desmontar, a partir de 01 de setembro, os objetos da exposição de ouro da Crimeia patente na Holanda, declarou a vice-ministra da Cultura da Ucrânia, Svetlana Fomenko.




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A exposição é dedicada à arqueologia da Crimeia, desde o período da colonização grega (século VI aC.) até o início da Idade Média (séculos VI–VII d.C.). Entre os objetos da exposição há, em particular, achados arqueológicos das antigas cidades e assentamentos (Quersoneso, Panticapeu, Tyritake, Artesian), das sepulturas citas (Levadki, Ust-Alma), dos cemitérios góticos (Suvla-Kaia, Dzhurg-Oba, Neyzats, perto da aldeia Luchistoe).

Em 20 de agosto, o Allard Pierson Museum, em Amsterdã, decidiu deixar o ouro na Holanda. Até agora, o museu "não conseguiu tomar uma decisão e atender às exigências das duas partes interessadas" (da Ucrânia e da Crimeia).

Se toda a coleção não for devolvida à Ucrânia, durante setembro, já em 1 de outubro, os artefatos passarão a ser considerados contrabandeados, concluiu a vice-ministra.


Na foto: um dos objetos presentes na exposição

Olafur Eliasson cria um leito fluvial no Museu Dinamarquês Cortesia de Louisiana Museum of Modern Art

Diluindo os contornos entre o mundo natural e o artificial com um único gesto, a primeira exposição solo do artista dinamarquês-islandês Olafur Eliasson, intitulada Riverbed (Leito Fluvial), leva o ambiente externo para o interior do museu.

Recriando uma enorme e encantadora paisagem composta por um leito fluvial de solo rochoso o artista se inspira profundamente na arte site-specific. A localização do Louisiana Museum of Modern Art na costa dinamarquesa confere um caráter cru, elemental e poderoso que se estende até o edifício como uma grande intervenção transformada em obra de arte.

 
Cortesia de Louisiana Museum of Modern Art

A exposição de Eliasson questiona o significado e experiência do próprio museu, e as complexidades da relação entre o artista, o edifício e o espectador. Grandiosa e, ao mesmo tempo, humilde, a instalação subleva as expectativas do visitante e dança entre as definições do observador e participante. Ao explorar o processo de habitar o espaço, Eliasson direciona a atenção do visitante para a própria obra, encorajando o visitante a explorar a paisagem. Assim, o visitante está, simultaneamente, na exposição e sobre ela.Cortesia de Louisiana Museum of Modern Art

Ao produzir uma paisagem, o artista evoca um sentimento primitivo de liberdade. Evitando expectativas tradicionais de comportamento e, embora associado a museus, Eliasson se livra de informações superficiais através do vazio da paisagem. Não há nada nas paredes e não há expectativas quanto às ações e experiências espaciais, o que permite uma liberdade de reflexão, pensamento, experiência sensorial e auto compreensão.Cortesia de Louisiana Museum of Modern Art

Completando a exposição há uma série de vídeos (Your Embodied Garden, Movement Microscope, e Innen Stadt Aussen) que enfatiza o movimento, ao passo que o Model Room proporciona uma visão sobre o processo artístico de Olafur Eliasson.
 
Cortesia de Louisiana Museum of Modern Art 
Cortesia de Louisiana Museum of Modern Art
  Cortesia de Louisiana Museum of Modern Art

Cortesia de Louisiana Museum of Modern Art
  Cortesia de Louisiana Museum of Modern Art 
 
Cortesia de Louisiana Museum of Modern Art
 
  
Model Room. Cortesia de Louisiana Museum of Modern Art
   
  Model Room. Cortesia de Louisiana Museum of Modern Art
   
Cortesia de Louisiana Museum of Modern Art
 
Cita:Quddus, Sadia. "Olafur Eliasson cria um leito fluvial no Museu Dinamarquês" [Olafur Eliasson Creates an Indoor Riverbed at Danish Museum] 28 Aug 2014. ArchDaily. (Romullo Baratto Trans.) Accessed 31 Ago 2014.

fonte: @edisonmariotti Edisonmariotti http://www.archdaily.com.br/br/626113/olafur-eliasson-cria-um-leito-fluvial-no-museu-dinamarques
 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Los Museos Vacíos

“La mayoría de los museos de arte en China se inauguran con una gran exposición, para más adelante convertirse en una piscina sin agua.” The Economist (Artículo “La Revolución Cultural en China”, 24 de mayo de 2014).


“Sueño con mi pintura y pinto mis sueños.” Vicent van Gogh



Archivo EVE



Cuando los dirigentes chinos meten mano en el monedero, a los arquitectos del star system se les hace la boca agua, y punto. Si tienes suerte de coincidir con la inauguración de un nuevo museo de arte en China, cosa nada difícil por otra parte allí, puede que tengas suerte y veas una exposición de arte decente, pero que sepas que es temporal, tendrá fecha de caducidad y lo bueno volará regresando a donde en realidad estaba expuesto. En los últimos tiempos, la revolución cultural china moderna, herencia de la anterior, de la devastadora, ha generado museos como margaritas hay en los prados. 
 
Cada día se inaugura uno y eso es muy bueno, siempre y cuando tengan contenido de valor, y ahí está lo malo precisamente. ¿Cuál es el problema? En China faltan especialistas de gestión cultural, de gestión de museos y colecciones, de previsión, eso es un enorme problema para que los museos mantengan contenidos que no resulten ser una tomadura de pelo. 
 
En China se inaugura un museo y se olvidan de inmediato que hay que gestionarlo con rigor de experto. La consecuencia de este vacío es la minimalista gestión del museo, el escaso conocimiento del medio, y como resultado el vacío de sus salas de exposición. La mayoría de las colecciones que se exponen en esos museos ultramodernos, museos diseñados por Ghery, Hadid, Foster, Nouvel y otros arquitectos de relumbrón, no tienen valor alguno. Triste pero cierto.



Archivo EVE

Hubo quien pudo salvar piezas de la devastación arrasadora de la Gran Revolución Cultural China de Mao Zedong, ocultándolas del conocimiento público. Muchas de esas piezas artísticas, muchas de ellas de enorme valor, se encuentran fuera de China en museos y colecciones particulares de aquellos anónimos luchadores contra la destrucción. Entonces había arte en China, después ya no. 
 
Nosotros hemos visto con nuestros propios ojos, almacenes enormes que guardan centenares de piezas que aun no han encontrado un lugar de exposición permanente, y posiblemente nunca lo encontrarán porque construir un museo privado no es apto para la mayoría de los bolsillos. 
Aunque, sí podemos decir, que los únicos poquísimos museos que ofrecen calidad en sus colecciones dentro de China mainland son privados. Por ello, al gobierno chino no le queda más remedio que rellenar los centenares de museos de arte que han construido con algunas piezas que son morralla – de grandes proporciones que llena más, eso sí – de muy escaso valor artístico o nulo. Otro día hablaremos de lo que está ocurriendo en Arabia Saudí y sus nuevos museos. Hasta entonces os dejamos unos cuantos ejemplos de no se sabe qué, vosotros diréis.



“Dejando Caer una Hurna de la Dinastía Han” de Ai Weiwei



“What You See Might Not Be Real” de Chen Wenling



“Leviathanation” de Huang Yongping



“Tiger” de Cai Quo-qiang



“Cangrejos” de Ai Weiwei



“Yiwu Survey” de Liu Jianhua



“León danzante chino” de Hemos Querido Olvidar Su Nombre



“Gesto de manos” de Wu Jueei


 fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

Caminhos de futuro para os museus: tendências e desafios na diversidade. ( ,pt )

Vai realizar-se nos dias 13, 14 e 15 de Outubro o VIII Encontro Ibero-Americano de Museus Caminhos de futuro para os museus: tendências e desafios na diversidade, no Museu Nacional de Etnologia, em Lisboa.

São objetivos do VIII Encontro: aprofundar o conhecimento mútuo das realidades museológicas dos países ibero-americanos; proporcionar ocasiões de reflexão em torno do estado da questão das políticas públicas para museus; apresentar e debater ideias e linhas de futuro para a evolução dos museus ibero-americanos; servir de plataforma entre a Ibero-América, a Europa e o espaço da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), tirando partido da circunstância de Portugal ser o país anfitrião.
Estão abertas as inscrições 
 
 


O Programa Ibermuseus é uma iniciativa de cooperação dos 22 países ibero-americanos, com vista ao fomento e à articulação de políticas públicas na área de museus. Portugal é um dos países membros deste programa, fazendo parte do grupo de 11 países que integram o respetivo Comité Intergovernamental.

Entre as iniciativas anuais deste programa, contam-se os Encontros Ibero-Americanos de Museus, realizados desde 2007 sobre diversas temáticas em diferentes países. Considerando o interesse estratégico da participação portuguesa nesta cooperação internacional e perspetivando a potenciação desta iniciativa para a comunidade museológica nacional, realiza-se em Lisboa o VIII Encontro Ibero-Americano de Museus.
 
fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.patrimoniocultural.pt/pt/agenda/meetings-and-conferences/viii-encontro-ibero-americano-de-museus-caminhos-de-futuro-para-os-museus-tendencias-e-desafios-na-diversidade/


Feira do Património 2014 ( .pt )


Realiza-se nos dias 10, 11 e 12 de outubro mais uma Feira do Património, na Casa da Memória, em Guimarães.
Tema: "Comunicar Património"



O tema da segunda edição da Feira patrimonio.pt Millennium bcp, Comunicar Património, parte da premissa de que o património só existe na medida em que existem pessoas disponíveis para experimentá-lo / consumi-lo / visitá-lo: como tal, a comunicação estabelecida entre o recurso e o seu utilizador é a questão-chave para entender que pressupostos estão por detrás de uma maior dinâmica de visitação e consumo de património.

Seguindo o figurino da edição anterior, a Feira do Património 2014 contará igualmente com a realização de um Seminário Internacional sob o tema da Feira. Pretende-se, desta forma, conhecer experiências internacionais e nacionais no âmbito da comunicação em património, mas também perceber a visão de quem é de fora – de profissionais da comunicação e área afins ou dos ditos participantes/visitantes com quem pretendemos sempre estabelecer contacto. 
 

Museologa
Francisca Ribeiro de Andrade

O tema da segunda edição da Feira patrimonio.pt Millennium bcp, Comunicar Património, parte da premissa de que o património só existe na medida em que existem pessoas disponíveis para experimentá-lo / consumi-lo / visitá-lo: como tal, a comunicação estabelecida entre o recurso e o seu utilizador é a questão-chave para entender que pressupostos estão por detrás de uma maior dinâmica de visitação e consumo de património.

Seguindo o figurino da edição anterior, a Feira do Património 2014 contará igualmente com a realização de um Seminário Internacional sob o tema da Feira. Pretende-se, desta forma, conhecer experiências internacionais e nacionais no âmbito da comunicação em património, mas também perceber a visão de quem é de fora – de profissionais da comunicação e área afins ou dos ditos participantes/visitantes com quem pretendemos sempre estabelecer contacto.

A Feira patrimonio.pt Millennium bcp é um evento pioneiro que pretende promover o sector do Património Cultural enquanto bem que cria valor económico e social, sendo factor de atracção turística, gerador de receitas e fomentador do emprego. Esta iniciativa decorre directamente da plataforma online de informação com edição de conteúdos audiovisuais e escritos próprios sobre Património Cultural, a patrimonio.pt. A Feira é um encontro de profissionais do meio, alargado a outros agentes económicos dos sectores da Economia e do Turismo, numa sinergia potenciadora de novos negócios e fortalecimento de um mercado com grande potencial de desenvolvimento.

Adicionalmente, a Feira do Património é também um evento para todos que pretende demonstrar como o Património Cultural pode ter um lado lúdico e pedagógico valioso. Apresenta, desta forma, uma programação paralela de eventos culturais para o público generalista com gastronomia, vinhos, música, ateliers, demonstrações de técnicas tradicionais ao vivo, animação pedagógica, conferências e debates.

A Feira aposta numa apresentação contemporânea e mediática e defende uma larga abrangência do conceito de património: edificado, móvel, imaterial e natural.

Principais iniciativas previstas:

    Feira com a presença de cerca de 50 entidades, ocupando a totalidade da Casa da Memória - equipamento da Capital Europeia da Cultura 2012 -, contemplando serviço de restauração com produtos locais; loja com merchandising cultural dos expositores e de fornecedores exteriores à Feira; Programação Cultural com o apoio do Turismo Porto e Norte e Animação Pedagógica em contínuo com o apoio destacado da Cooperativa A Oficina, da Direcção Regional de Cultura do Norte e da Fundação de Serralves.

    Seminário Internacional dedicado ao tema Comunicar Património que conta, entre outros, com a participação de Ana Cela do Museu Thyssen-Bornemisza, Nigel Macdonal da Non-sense Interpretation, Odete Patrício da Fundação de Serralves - evento a ter lugar na Plataforma das Artes e da Criatividade. 

    Heritage Talks para apresentação de projectos pioneiros no sector, em parceria com a ADDICT e com o apoio do Micro Crédito do bcp - evento a ter lugar na Plataforma das Artes.

    Tourism Talks Pro, um evento para profissionais sobre as oportunidades na área do turismo cultural, promovido pelo Turismo de Portugal e a ter lugar no Palácio Vila Flor (presença por convite semente).

    Concerto de música ancorado no património cultural português na noite de Sábado, na Plataforma da Artes.
 


Making of Feira do Património 2013 – https://www.youtube.com/watch?v=siCdri0rMg0

fonte; @edisonmariotti #edisonmariotti http://patrimoniocultural.pt/pt/agenda/atividades-diversas/feira-do-patrimonio-millennium-bcp/

Exposição "Renina" é inaugurada na sede da FAPESP

Agência FAPESP – Nesta quarta-feira (27/08), foi inaugurada, na sede da FAPESP, a exposição Renina, com 30 reproduções de obras da artista plástica Renina Katz que ilustram o Relatório de Atividades 2013 da instituição, lançado na mesma ocasião.

“Renina é uma artista de múltiplas qualidades, que explorou vários caminhos da criação artística. Além disso, foi professora universitária e formou muita gente no âmbito da FAU [Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo]. Esta é, portanto, uma oportunidade de homenagear não só uma grande artista, mas uma artista que esteve ligada à formação de recursos humanos, uma das atividades e das tarefas da FAPESP”, disse Celso Lafer, presidente da Fundação.

Nascida em 1925, no Rio de Janeiro, Renina cursou a Escola Nacional de Belas Artes (ENBA), entre 1947 e 1950. No ano seguinte, mudou-se para São Paulo, passou a dar aulas no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) e, mais adiante, na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap).

Tornou-se docente da FAU/USP em 1965, instituição onde completou seu mestrado e doutorado e à qual esteve vinculada durante 28 anos.

“Precisávamos formar equipes e, para mim, sempre foi uma missão – o que sei tenho de passar para frente. Nesses quase 30 anos de docência, vi sair da FAU muitos alunos que não são apenas arquitetos – são artistas, e da melhor qualidade”, disse Renina à Agência FAPESP.

“A técnica costuma ser vista como algo que não pertence ao universo do artista, que viveria de inspiração. Não é bem assim. Se ele não tem o domínio da técnica, não avança. É preciso ter talento e qualidades particulares, mas também se equipar”, afirmou.

As reproduções expostas na sede da FAPESP incluem técnicas como água-forte e água-tinta, aquarela e litogravura, parte do universo explorado por Renina.

“Eu comecei pintando. Gostava muito de gravura, mas não havia ateliês em que se pudesse trabalhar com essa técnica. Mais tarde, tive um professor austríaco muito bom, que me iniciou na xilogravura”, disse.

“Muitos anos depois que cheguei a São Paulo, Elsio Motta [editor de gravura e fundador do ateliê Glatt & Ymagos] se atreveu a fazer algo que ninguém havia imaginado antes: montar um estúdio para edição de gravuras. Foi um impulso, porque lá comecei a fazer litogravura”, disse.

Boa parte da obra inicial de Renina é dedicada a temas de ordem social, como trabalhadores urbanos, personagens marginalizados e favelas, abordados de forma realista e emotiva. Posteriormente, afastou-se do realismo social e adotou um caráter não figurativo, marcado pelo jogo de transparências. Já na década de 1970, quando começou a produção de litogravuras, seu foco passou em especial ao tema paisagens.

“Como a gravura exige força física, com o passar do tempo foi ficando mais difícil trabalhá-la. Retomei as aquarelas, de que também gosto muito, e hoje me dedico quase que exclusivamente a elas”, disse.

A exposição permanecerá aberta ao público, gratuitamente, de 28 de agosto a 25 de setembro, das 9h às 17h.

Em edições anteriores, o Relatório de Atividades da FAPESP já homenageou Francisco Rebolo, Aldo Bonadei, Lasar Segall, Tarsila do Amaral, Candido Portinari, Anita Malfatti, Arcangelo Ianelli e Tomie Ohtake.

O Relatório de Atividades 2013 da FAPESP está disponível em: www.fapesp.br/publicacoes
 fonte: Por Noêmia Lopes  @edisonmariotti #edisonmariotti

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Família do Texas que achou esqueleto de mamute entrega fóssil a museu local

DALLAS (Reuters) - Uma família do norte do Texas que descobriu o esqueleto de um mamute que pode ter entre 20 mil e 40 mil anos de idade enquanto escavava sedimentos no solo de sua fazenda, está se preparando para entregar os restos mortais do animal pré-histórico para um museu.

Em maio, Wayne McEwen e sua família estavam recolhendo materiais em uma escavação de cascalho em sua propriedade, no sul de Dallas, quando seu filho acertou uma presa de 1,8 metro enquanto operava uma escavadeira.

O resto do esqueleto, que estava quase completo, foi desenterrado por uma equipe de uma faculdade comunitária da região, que determinou que o animal era um mamute columbiano - uma versão um pouco maior e menos peluda do mais célebre mamute lanoso.

A família decidiu doar os fósseis para o Museu Perot de Natureza e Ciência de Dallas.

Ron Tykoski, um paleontólogo do museu que está trabalhando com uma equipe para preparar o espécime para transporte, disse que o esqueleto está quase intacto, faltando apenas alguns ossos da perna.

"Achamos muitos fósseis de mamutes no ×Texas, mas normalmente é um dente aqui, uma presa ali, ou um pedaço de mandíbula, afirmou Tykoski na terça-feira.

"Isso é incomum. Parece que o animal só se deitou e morreu".

Não há indícios de que a carcaça tenha sido alterada por animais carniceiros, provavelmente porque uma inundação a cobriu de sedimentos pouco após sua morte, afirmou.

Acredita-se que o animal seja uma fêmea por causa do tamanho pequeno, do comprimento das presas e do alargamento nos ossos da pélvis.

O animal tinha entre 2,4 e 2,7 metros de altura, tamanho similar ao de uma fêmea de elefante asiático de hoje.

"Ela precisava ficar no norte do ×Texas, onde as comunidades locais possam apreciá-la por muito tempo", disse McEwen em comunicado.


(Reportagem de Jon Herskovitz) Por Lisa Maria Garza Fonte:  @edisonmariotti #edisonmariotti http://br.reuters.com/article/entertainmentNews/idBRKBN0GQ2CU20140826?pageNumber=1&virtualBrandChannel=0

Nova edição do Circuito Moda Carioca, no Museu Militar Conde de Linhares, em São Cristóvão,

A 4ª edição do Circuito Moda Carioca reunirá, nos dias 29, 30 e 31 de agosto, no Museu Militar Conde de Linhares, em São Cristóvão, mais de 70 marcas de moda feminina, masculina, infantil e acessórios como joias e bolsas a preços de fábrica, com descontos de até 70%. Entre as novidades desta edição estão novas marcas e uma programação cultural que inclui oficinas de moda, troca de livros e grafite. Já as vans gratuitas que percorrem museus e restaurantes do bairro durante o evento ganharam guias turísticos, enquanto a área de palestras terá um número maior de vagas.



Participam do evento marcas como Equatore, Complexo B e Joana João e de polos do interior do estado como de Nova Friburgo, Petrópolis, Sul fluminense, Campos e outros. Todas as informações sobre o evento estão no portal www.circuitomodacarioca.com.br, que traz também informações sobre o setor e São Cristóvão. A expectativa dos organizadores é reunir até 15 mil pessoas e movimentar R$ 2 milhões em negócios. O evento, que acontece duas vezes por ano nos períodos da troca de coleções, tem o patrocínio do Sebrae/RJ e apoio de empresas como Concal, Tecidaria e Caçula.



ATRAÇÕES:

Espaço Circuito - Gastronomia, Diversão e Cultura

Estão programadas oficinas de bijuterias e de moda, além de troca de livros para adultos e crianças. O público poderá ainda fazer doações para a biblioteca do projeto Instituto Bola Pra Frente. Já o projeto Casa Geração do Vidigal mostrará, ao vivo, o processo de customização de roupas, enquanto o grupo Trapa Crew irá interagir com o público por meio da pintura em grafite de um grande painel, que fará parte da cenografia da tenda. As crianças contarão, ainda, com playground. Já na área de gastronomia estarão presentes Hare Burguer, Geneal, Nuvem Sorvete, Capilé Carioca, La Dulce Confeitaria, Brigadeiros da Pat e Café Sobre Rodas.

Vans percorrerão museus e restaurantes

Para que o público conheça as atrações culturais de São Cristóvão, vans do Circuito, com guias turísticos e embarque gratuito, farão um roteiro cultural e gastronômico do bairro durante os três dias do evento das 13h às 18h. O roteiro inclui atrações como o Museu Militar Conde de Linhares, o Museu de Astronomia, o Museu Nacional, a Quinta da Boa Vista, o Campo de São Cristóvão e principais restaurantes. A ação será coordenada pela empresa Embarque Cultural, que irá oferecer também em seu estande 150 convites gratuitos (50 por dia) para uma visita ao Museu Nacional da Quinta da Boa Vista . Os consumidores receberão também um mapa com os endereços das lojas de fábrica de moda feminina, masculina, íntima, praia e fitness, além de restaurantes e museus do bairro, para que possa ser utilizado no decorrer do ano por quem quer ficar na moda, mas economizar.



Palestras sobre temas do setor

Outra novidade desta edição é a ampliação da área de palestras e mesas redondas, que passará de 80 para 120 lugares. Estão previstas oito encontros de profissionais que são referências da moda no Brasil sobre temas como transformações no varejo, joias, cultura, e-commerce, marketing e mídias digitais. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do evento.



"O objetivo é criar em São Cristovão uma nova praça de venda de varejo de moda e, consequentemente, fortalecer outros segmentos do bairro que também se destacam como a cultura e a gastronomia" explicam Ana Paula Gomes e Adriana Jordan, sócias da AAposta, organizadora do evento.

Marcas participantes:

Equatore, Complexo B, Joana João, Langak, Ajorio, Lust, Carmesita, Galaxxy, Amo Bijou, Artes Marcianas, Retalhos Cariocas, Celi Grache, Atelie Pepita, Brasil Brasileiro, Bê de Maria, Território Carioca, Tagas, Crystal Rio, TaiDai, Dayrell, Budha khe rhi, Pantas, Maria Moda, Izola, Ame Bijoux, Eneida França, Mbex, Pilis Secret, Mimos e Acessórios, In Bits, Molusco, Mork, Tristar, Bossanova, Agressive, Dados e Dadinhos, Garage, Indistripe, Casa Geração, Ajorio, Medida Carioca, Devoi, Polo de Moda de Petrópolis.

Serviço

4ª Edição do Circuito Moda Carioca
Inscrições pra as palestras são feitas pelo site www.circuitomodacarioca.com.br
Data: 29, 30 e 31 de agosto de 2014
Horário: das 12h às 20h
Local: Museu Conde de Linhares: Av.Pedro II, 383, São Cristóvão, RJ. (Próximo aos Portões da Quinta da Boa Vista)
Transporte: O evento promove a campanha: "VÁ DE TÁXI". Há ainda estacionamentos privados na Quinta da Boa Vista e o do Pavilhão de São Cristóvão (ambos com taxa).
Linhas de ônibus: 284, 665, 472, 474, 209 e 624
Metrô: É preciso descer na estação de São Cristóvão e pegar um ônibus
Mais informações: www.circuitomodacarioca.com.br
http://facebook.com/circuitomodacarioca
Contato: 21-2486-3249

Fotografia: Divulgação

presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, observou que o País ainda tem uma grande área a ser explorada com a criação de mais museus, concentrados em apenas 20% dos municípios do País. -

Audiência discute direito à memória e à participação da sociedade
Assegurar a representação de todas as classes sociais, etnias e religiões do País é um dos desafios dos articuladores e gestores que atuam na área de museu e patrimônio. O assunto foi discutido, nesta terça-feira (26), em audiência pública sobre Direito à Memória, no Tribunal de Contas da União (TCU).Na abertura do evento, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, defendeu a importância da preservação da memória brasileira: “a nossa soberania só estará completa quando todos os cidadãos deste país tiverem acesso a sua memória, a sua história, como uma busca incessante pelo autoconhecimento e a autopreservação”.

Além da ministra, participaram do evento o presidente do TCU, ministro Augusto Nardes, o ministro-substituto André de Carvalho – relator de Cultura no tribunal –, o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo de Araujo Santos, e a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional (Iphan), Jurema Machado e representantes do meio acadêmico e da sociedade civil.

O ministro Augusto Nardes ressaltou a relevância das atividades do Ibram e do Iphan na preservação e divulgação aos cidadãos da memória nacional.

Durante a audiência, foi apresentado o histórico da construção de políticas públicas incluindo a elaboração do Plano Plurianual 2012-2015, passando pelo Plano Nacional de Cultura e o Plano Nacional Setorial de Museus. Foram apontados alguns problemas do setor como a falta de orçamento e a necessidade de ampliar a acessibilidade nos museus.

A presidente do Iphan, Jurema Machado, destacou que a insuficiência de outras políticas nas cidades brasileiras faz com que a entidade se torne refúgio desses segmentos, deixando sob a responsabilidade única do instituto a preservação de prédios históricos.

Com relação ao patrimônio imaterial, Jurema apontou que, nos últimos 10 anos, houve um reconhecimento maior das atividades ligadas a culturas antes marginalizadas como afro e a indígena. Atualmente, na lista de bens imateriais brasileiros estão o frevo, a capoeira e arte Kusiwa, de pintura corporal e gráfica dos povos indígenas Wajãpi.

Já o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, observou que o País ainda tem uma grande área a ser explorada com a criação de mais museus, concentrados em apenas 20% dos municípios do País.

Os panoramas apresentados poderão contribuir na elaboração pelo TCU do Relatório Sistêmico de Fiscalização da Função de governo Cultura (Fisc-Cultura), referente ao exercício de 2014, previsto para ser apreciado pelo plenário do tribunal ainda este ano.

Fonte: Ascom Ministério da Cultura @edisonmariotti #edisonmariotti

Drinking About Museums - The Art Institute of Chicago


Carolina Kaufman compartilhou originalmente:
 
Museum3D Capstone Celebration:
Experiments in Engaging Audiences Using 3-D Printing and Scanning
The Art Institute of Chicago cordially invites you to participate in the Museum3D Capstone Celebration highlighting a year-long IMLS Sparks! Ignition grant led by the Department of Digital Experience and Access and the Department of Museum Education.

* Engage with 3-D scanning and printing and learn how the museum experimented with these technologies to measure its impact on audience engagement with the Art Institute’s collection.

* Participate in an interactive fair highlighting five education programs, each designed for a specific audience.

*Meet project participants from the museum, education and maker communities.

Event Program:
4:30 – 5:30 Interactive Fair
5:30 – 6:30 Presentations, Discussion, Q&A
6:30 – 7:30 Interactive Fair continues
Where: Please enter the Art Institute at the Modern Wing entrance on Monroe Street for easy access to the Ryan Education Center, where admission is always free.

RSVP for this event: http://tinyurl.com/mewbqwy

We look forward to your participation! 

Seminário Historiando a Arte Brasileira

Seminário de Arte

Para mais informações e inscrição acesse:

http://www.comartevirtual.com.br/pages/inscricao

 https://bibliobelas.files.wordpress.com/2014/08/seminc3a1rio-de-arte.jpg

fonte @edisonmariotti #edisonmariotti

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Noite de Prazeres» nos claustros do Museu de Faro - Este evento, de todo inédito em espaço municipal, destina-se a maiores de 16 anos e terá a duração de duas horas, aproximadamente. ( .pt )


Pratos afrodisíacos e poemas eróticos acompanhados de música sugestiva prometem aquecer a noite de sexta-feira, 29, data em que os claustros do Museu Municipal de Faro recebem o evento «Noite de Prazeres», uma verdadeira comemoração das delícias de Afrodite.

Com início marcado para as 21:00 horas, esta iniciativa está a ser promovida pela Tertúlia Algarvia, a quem cabe servir o jantar afrodisíaco, e pela associação DoisMaisUm, que assegura a leitura encenada de poesia erótica desde os tempos clássicos.

As reservas devem ser feitas até esta terça-feira, através do endereço eletrónico reservas@tertulia-algarvia.pt ou do telefone 289821044. O custo é de 50 euros por pessoa e a lotação está limitada a 30 pessoas.





fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=148300

Firmino Filho assina ordem de serviço para construção do Museu da Imagem e Som do Piauí

O espaço representará também um avanço econômico, já que também servirá de galeria para comercializar obras


O prefeito Firmino Filho assinou ordem de serviço para a criação do Museu da Imagem e do Som e da Pinacoteca do Piauí na tarde desta segunda-feira (25), em solenidade realizada no Palácio da Música, localizado no centro da capital.

O secretário municipal de Economia Solidária, Olavo Braz, o arquiteto Júlio Medeiros e o museologista Chico Aragão apresentaram o projeto do MIS-PI e Pinacoteca. Este foi o terceiro passo para o início do projeto, o primeiro se deu com a desocupação do prédio da antiga Câmara de Vereadores de Teresina, onde abrigará o museu. O segundo foi a finalização do projeto.

Olavo Braz contou como surgiu o projeto. “Não temos em Teresina um espaço digno para abrigar e apresentar nossa cultura, além de produzir e comercializar as obras dos artistas locais. O espaço também irá receber obras de artistas de todo o mundo. É preciso resgatar a cultura do povo e incentivar os diversos segmentos das artes. O MIS – PI e Pinacoteca será um centro de interação”, explicou.

O museologista Chico Aragão está há 5 meses em Teresina montando o projeto do Museu. “O MIS – PI será um equipamento para guardar e divulgar a memória da cidade. Espaços como este elevam a autoestima do povo e difundem a história e os valores”, frisou.

Ao todo serão investidos R$ 6.180.945,41, com recursos próprios da Prefeitura, e a obra deverá ficar pronta em 270 dias, após a licitação. O projeto terá cinco pavimentos com loja, café, cine-clube, auditório, estúdio de som, laboratório de cinema, ilha de edição, midiateca, videoteca, núcleo de digitalização, restauração e catalogação, laboratório de fotografia e espaço destinado a eventos.

Para o prefeito Firmino Filho o museu é um aparelho cultural importante para o resgate da cultura. “Tudo isso faz com que possamos incorporar nossa cultura como instrumento de produção. Vamos expor nossos valores visuais e pôr em prática as boas ideias da economia criativa. É uma forma de valorizar nossa cara, nossa gente, nossos costumes”, comemorou.

O Museu da Imagem e Som e Pinacoteca contará com elementos como fotografias, desenhos, pinturas, hemerotécnicos, videográficos, fonográficos.

 
fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.jornaldeluzilandia.com.br/txt.php?id=32334

Patrimonio, ¿Producto Turístico?

“El mundo es un libro, y aquellos que no viajan leen solo una página”. San Agustín

Cuando se planifica una estrategia de producto turístico, pensamos en aquello que cubre un viaje de ocio en todo su conjunto, desde que el turista sale de casa hasta que regresa. El producto turístico es el conjunto de servicios que se prestan en un lugar determinado, en unas condiciones de calidad comprometidas con el precio. En todo producto turístico se incorporan prestaciones remuneradas (hablamos globalmente): desplazamientos, alojamientos, comidas, actividades complementarias, etcétera. Existen otras prestaciones gratuitas: clima, paisaje, naturaleza, cultura, etcétera. Estas últimas prestaciones, a pesar de no estar bajo precios de consumo, influyen poderosamente en la decisión de compra del producto turístico por parte del consumidor. Por tanto, el patrimonio es un factor decisivo en la afluencia de visitantes a determinado destino.

 
magen: How to work better by Fischli/Weiss (Flickr Photo Sharing)

No debemos confundir el producto patrimonial con el turístico. Las palomitas forman parte de la experiencia de ir al cine; la película es otro elemento; pero ni las palomitas ni la película hacen toda la experiencia completa de la salida del sábado tarde. Hay más, mucho más. Podemos establecer otra relación para explicar nuestro planteamiento con mayor claridad. El producto patrimonial integrado dentro de una estrategia de venta del producto turístico relacionado con la experiencia cultural y el patrimonio, es el resultado de:

- Puesta en valor del patrimonio.

- Planificación integrada.

- Gestión cultural.

 
Imagen: Archivo EVE

Dibujar patrimonio como parte del cuadro del producto turístico en su totalidad, incluido el marco, implica definir un concepto o criterio clave, que, a modo de los que hoy solemos denominar Marca, se posicione y delimite en el territorio a partir del cual desarrollemos el argumento que permita soportar nuestra propuesta turística completa, ya diseñada previamente, bajo una unidad conceptual única. Así generamos un producto. Por supuesto, el territorio a que se convertirá en producto anexo al turismo necesitará previamente un estudio, una investigación de su historia, desarrollo y potenciación a nivel de comunicación de las características principales que sustentarán su interpretación fidedigna, su valor científico-histórico. Y pensando en nuestro cliente, el turista, toca ofrecerle el producto cultural que hemos creado e integrado en el paquete global de su viaje. Hay que decir en este punto que la prestación del servicio, la entrega del producto, determina los puntos clave en la relación visitante con la cultura que le ofrecemos; es la puerta al éxito o al fracaso de nuestro diseño de producto. Para afrontar este momento con la máxima seguridad posible, debemos acometer las siguientes tareas:

- Un trabajo conjunto, detallado y comprensivo del sector público y del privado relacionado con el patrimonio que ofrecemos.

- La asistencia continua de un órgano director único que controle y supervise.

- La asistencia de una dirección cultural que corrija siempre los posibles desvíos (ruidos) que la prestación del producto pueda generar en los objetivos previamente trazados.

- La existencia de una MARCA del plan que impacte en el visitante y funcione como un sello de garantía único e intransferible, aplicada a todos los servicios que se ofrecen, tanto los directamente ligados al plan que ha conformado el producto principal, como todos aquellos aspectos complementarios de la oferta turística integral, como es la gastronomía, la hostelería, transporte y otros servicios complementarios.

 
Imagen: Archivo EVE

Sobre esto último, hay que decir que la información, la orientación al visitante es fundamental. La comprensión de los mensajes científico-culturales debe ser fluida y apta para todo tipo de mentalidades, intereses y capacidades. Por ello, el trabajo que se desarrolla en los centros de recepción de visitantes es absolutamente vital. Si se falla ahí, estamos perdidos.

El ciclo se completará con la actualización de los recursos constantemente, renovando investigación, adecuando productos y soluciones a los tiempos – que evolucionan muy rápidamente -, así como mejorar ofertas y formas de difusión y comercialización del producto con el objetivo de crear un sistema sólido y activo. Este es el cambio de orientación que recaerá para la correcta gestión del patrimonio como producto turístico en su creación, interpretación, producción y presentación relacionado con sitios, monumentos, edificios, lugares históricos, y objetos artísticos de valor material o simbólico. Sin mencionar algo tan sumamente importante como son las manifestaciones culturales de origen social-local, vinculadas a la etnografía y la historia, y así disfrutar del territorio hasta sacarle el último suspiro de placer para los sentidos.

Fotografías utilizadas en las redes sociales para esta entrada: Follow me to, de Murad Osmann


fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti 

Academia de arte chinesa está a construir museu desenhado por Siza Vieira, irá acolher nomeadamente "uma grande coleção" de peças da famosa escola alemã de arte Bauhaus

O museu desenhado por Siza Vieira irá acolher nomeadamente "uma grande coleção" de peças da famosa escola alemã de arte Bauhaus, fundada em 1919 pelo arquiteto Walter Gropius
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O Pritzker Prize, considerado o Nobel da Arquitetura, foi atribuído a Siza Vieira, em 1992ESTELA SILVA/LUSA



Uma academia de arte de Hangzhou, na costa leste da China, vai construir um museu desenhado pelo arquiteto português Álvaro Siza Vieira, em parceria com o atelier de Carlos Castanheira, disse esta segunda-feira à Lusa fonte ligada ao projeto.

“O projeto está concluído e as obras já começaram”, confirmou Siza Vieira à agência Lusa, explicando que o futuro museu terá uma área semelhante ao de Serralves, no Porto.

Esta será a segunda obra de Siza Vieira e Castanheira na China, depois do edifício de escritórios de uma fábrica de produtos químicos de HuaiAn, na província de Jiangsu, que vai ser inaugurada no próximo sábado com a presença dos dois arquitetos portugueses.

O futuro museu, que deverá estar concluído em 2016, tem cerca de 15.000 metros quadrados, “uma área sensivelmente igual à de Serralves”, adiantou Siza Vieira.

Trata-se de uma encomenda da China Art Academy de Hangzhou, cuja escola de arquitetura é dirigida por Wang Shu, o único arquiteto chinês galardoado com o Pritzker Prize, em 2012.

“Temos contado com o apoio da equipa de Wang Sho”, salientou Carlos Castanheira.

Hangzhou é a capital da província de Zhejiang, uma das mais prósperas da China, pouco maior do que Portugal e cerca de 55 milhões de habitantes. O museu desenhado por Siza Vieira irá acolher nomeadamente “uma grande coleção” de peças da famosa escola alemã de arte Bauhaus, fundada em 1919 pelo arquiteto Walter Gropius.

O Pritzker Prize, considerado o Nobel da Arquitetura, já foi também atribuído a Siza Vieira, em 1992, e a Eduardo Souto Moura, em 2011, e aos brasileiros Óscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha, em 1988 e 2006, respetivamente. Entre os outros arquitetos já distinguidos com o Pritzker Prize figuram I.M.Pei, Frank Gehry, Renzo Piano, Rem Koolhaas, Norman Foster e Tadao Ando.

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://observador.pt/2014/08/25/academia-de-arte-chinesa-esta-construir-museu-desenhado-por-siza-vieira/

Da foto para o livro, do livro para o museu

Museu do Livro de Fotografia, em Colônia, reúne 30 exposições individuais para mostrar que, compiladas em livros, imagens podem contar histórias numa linguagem universal. 



Instalação do fotógrado japonês Daido Moriyama no Museu do Livro de Fotografia



Um salão do antigo complexo industrial Carlswerk, em Colônia, exibe 5 mil metros quadrados de charme industrial, luzes fluorescentes, teto de vidro e piso de concreto. No início do século 20, o primeiro cabo telefônico transatlântico, que ligou o norte da Europa à América, foi produzido no local. Hoje, conectar o mundo também é um dos objetivos do Museu do Livro de Fotografia, inaugurado em agosto no Carlswerk, por ocasião dos 175 anos da fotografia.

"Quando ouvem falar num Museu do Livro de Fotografia, a primeira coisa que vem à cabeça das pessoas são quatro mil vitrines com preciosos e caros livros, que elas podem observar à distância", diz Markus Schaden, idealizador do projeto. "Mas aqui é diferente. Queremos mostrar que em um museu de livros de fotografia, se fala uma língua que todos podem entender, no Japão, no Brasil ou em qualquer outro lugar."

Schaden não é um desconhecido na cena da fotografia de Colônia, no oeste da Alemanha. Sua loja de livros de fotografia, que leva seu nome, tornou-se uma instituição na cidade, e hoje existe apenas online. Com sua editora, ele já lançou mais de cem livros de fotografia e, agora, o Museu do Livro de Fotografia.

O museu compreende 30 exposições individuais, separadas por contêineres e biombos. O percurso começa com um livro numa vitrine: um simples álbum de fotografias. Schaden chama o objeto de um "aperitivo" para quem está apenas começando a descobrir o mundo dos livros de fotografia.


Jiang Jian, famoso na China, ganhou destaque na mostra

O mestre Jiang e os órfãos

O artista chinês Jiang Jian, chamado de "mestre Jiang" em sua terra natal, é uma celebridade na cena da fotografia chinesa. No Museu do Livro de Fotografia, há caixas penduradas na parede com diferentes fotos de seus ensaios.

O primeiro trabalho mostra órfãos em imagens de corpo inteiro, fotografados contra um fundo preto. Ao lado das imagens, uma ficha do orfanato com os dados da criança: quando ela nasceu, de onde ela veio, quando ela chegou ao orfanato, quem são seus pais. As crianças não sorriem ou posam para a câmera, mas olham sobriamente para o espectador. Ainda assim, elas são reconhecidas como crianças, como indivíduos, para além do que está escrito na ficha de dados. Jang tem o olhar sóbrio de sociólogo.

"Ele é o August Sander da China", diz Schaden, mostrando que o Museu do Livro de Fotografia não exibe apenas fotos dos grandes mestres como o alemão August Sander, famoso por trabalhos como Homens do Século 20.


Schaden, idealizador do museu, é dono de uma conhecida loja de livros de fotografia em Colônia

O mestre Jiang não é muito conhecido fora da China. Ele é violinista e, durante a Revolução Cultural Chinesa, foi enviado, assim como outros intelectuais, para viver numa aldeia. No remoto vilarejo, ele teve uma câmera de formato médio nas mãos pela primeira vez e começou a fotografar seus companheiros.

Além dos órfãos, o Museu do Livro de Fotografia também exibe fotos que Jiang fez das famílias camponesas de Henan, uma das províncias mais pobres da China, e uma série feita com uma classe de uma escola para meninas. Jiang pediu às mulheres, reunidas numa foto de formatura em 1966, que posassem da mesma maneira 40 anos mais tarde. Ele mostra todas as mulheres em fotos 3x4 de 1966 e de 2006.

990 rostos

Retratos são o tema principal do trabalho de Hans Jürgen Raabe. Num período de dez anos, o alemão fotografou 990 pessoas em 33 lugares diferentes. Em cada localidade, ele fez 30 retratos e 10 fotos, as quais mostravam detalhes sobre o lugar onde elas foram feitas, sem serem óbvios à primeira vista. Papua Nova Guiné, o santuário de Lourdes, a Torre Eiffel, o Portão de Brandemburgo e muitos outros lugares foram registrados pelo fotógrafo.

"Eu quero captar uma imagem do meu tempo, e isso é, naturalmente, uma imagem global. Para isso, não é necessário ir muito longe, ir até o Portão de Brandemburgo já é suficiente", diz Raabe. Mesmo que, à primeira vista, não se reconheça, Papua Nova Guiné também é um "caldeirão de culturas", que une diferentes tribos e línguas. Raabe quer mostrar que a globalização já aconteceu há muito tempo e que, nesses lugares que ele visita, a coexistência dessas pessoas funciona muito bem.


Na série "990 rostos", o alemão Hans Jürgen Raabe retratou pessoas em 33 lugares do mundo

Raabe começou seu projeto em 2010, e até agora, já fez 300 retratos e detalhes, que podem ser vistos agora no Museu do Livro de Fotografia. Numa grande instalação de LED, os enormes retratos tomam conta do salão no Carlswerk. E os livros de fotos também estão presentes: para cada lugar que visitou, Raabe publicou um livro, que pode ser folheado pelos visitantes da mostra.

O objetivo do museu é que o público interaja com o que vê. Além dos contêineres e biombos, cada um dedicado a um fotógrafo, há um quarto escuro, uma câmera escura, uma sala de leitura, uma livraria e um bar, que é uma réplica do Café Lehmitz – uma referência ao fotógrafo sueco Anders Petersen, que retratou o café em Hamburgo com o mesmo nome em 1978.

Colônia ontem e hoje

No porão do Carlswerk, há uma homenagem ao fotógrafo Chargesheimer, um dos grandes nomes da fotografia de Colônia. Em seu mais famoso livro, Köln 5 Uhr 30 (Colônia 5h30) , ele documentou sua cidade nos anos 1970. Aparentemente sóbrio, mas ao mesmo tempo com um olhar melancólico, Chargesheimer – cujo nome real era Karl-Heinz Hargesheimer – retratou uma cidade deserta, que, a seu ver, foi novamente destruída com a arquitetura da reconstrução depois dos bombardeios da Segunda Guerra Mundial. Uma triste declaração de amor à cidade. Para a exposição Chargesheimer Reloaded – Köln 5 Uhr 30, os moradores de Colônia foram convidados a enviar fotos da cidade, mais uma vez vazia e deserta.


Contêineres abrigam 30 exposições individuais do Museu do Livro de Fotografia

Muitos podem achar que os livros de fotografias não são relíquias do passado, perguntando-se se ainda há quem compre esses pesados e caros objetos em tempos em que as imagens podem ser vistas online. Schaden diz que sim, afirmando que, na última década, mais livros de fotografia foram publicados do que nos 170 anos anteriores. Além disso, não há mais nenhuma feira de fotografia que não tenha uma sessão dedicada aos livros de fotografia, destaca.

Grandes instituições – como a Tate Modern, em Londres, e o Museu de Belas Artes, de Houston – adquiriram grandes coleções de livros de fotografia nos últimos anos. Mas um museu dedicado exclusivamente a eles ainda não existe.

Por enquanto, o Museu do Livro de Fotografia é apenas uma exposição temporária, em cartaz no Carlswerk até 3 de outubro. No fim da mostra, os contêineres azuis serão empacotados e poderão ser vistos em outros lugares. Mas Schaden pretende encontrar um espaço em Colônia para abrigar o Museu do Livro de Fotografia permanentemente.


fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.dw.de/da-foto-para-o-livro-do-livro-para-o-museu/a-17868401

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Vasco Araújo expõe "O Inferno Não São os Outros" em Loures. Os museus de Guimarães mostram o têxtil enquanto arte. ( .pt )

"O Inferno Não São os Outros"

O artista plástico Vasco Araújo expõe "O Inferno Não São os Outros". A mostra reúne obras em escultura, instalação, fotografia e vídeo de um dos artistas portugueses revelados em finais do século XX que mais projecção internacional tem nos nossos dias. Araújo nasceu em Lisboa, em 1975, e participou em inúmeras exposições individuais e colectivas, para além de programas de residências como Artscape Gibraltar Point em Toronto (Canadá), Pinacoteca do Estado de S. Paulo (Brasil), Récollets em Paris (França) e Core Program em Houston (EUA). A exposição pode ser vista na Galeria Municipal Vieira da Silva (Loures), até 17 de Janeiro, de segunda a sábado, das 10h às 13h e das 14h às 18h. Grátis.

Vasco Araújo expõe





O têxtil enquanto arte nos museus de Guimarães

A segunda edição da bienal de arte têxtil de Guimarães ocupa grande parte dos espaços culturais da cidade nos meses de Verão. São seis exposições, em cinco museus e mais de 100 artistas envolvidos, com diferentes propostas que têm em comum o propósito de trazer o têxtil para o centro da criação contemporânea. Os grandes destaques da programação são “Fiber Futures”, que reúne obras de artistas japoneses que criam com as chamadas “fibras do futuro” (palacete de S. Tiago, centro histórico) e a mostra competitiva internacional, constituída por 53 obras de artistas de 34 países, patente na Casa da Memória. No mesmo espaço podem também ser vistas as exposições dos países convidados: Lituânia, Estónia e Espanha. As propostas da Contextile 2014 estendem-se para a Plataforma das Artes, onde estão expostos os resultados da residência artística de Sindy Steitler com as artesãs do bordado tradicional local, e Instituto do Design, que acolhe “Emergências”, com trabalhos de alunos de escolas artísticas. No Paço dos Duques, há ainda “Em busca do silêncio”, de Margarida Reis.

 fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://lazer.publico.pt/noticias/338143_sugestoes-do-dia-25-de-agosto

Cuál debería ser el papel de un Centro Cultural? ¿Cultura (con c mayúscula) o cultura?

¿Cuál debería ser el papel de un Centro Cultural? ¿Cultura (con c mayúscula) o cultura?


Hace tiempo que por procedimientos internos esta duda me ronda por la cabeza. La cultura es un derecho humano y por tanto toda persona tiene derecho a revalorizarla, a difundirla y sobretodo a apropiarse de ella. Pero, ¿qué o quién define cuál es tipo de cultura que se debe fomentar?

Os dejo algunos de los principios que establece la Convención sobre la protección y promoción de la Diversidad de las expresiones culturales por la UNESCO.

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Un Centro Cultural, por lo que yo entiendo, es un espacio en el cual se fomenta la diversidad cultural y distintas manifestaciones de diferentes culturas, podemos encontrar desde una exposición de un artista emergente hasta una exposición de gastronomía popular, pasando por un sin fin de disciplinas, de niveles de formación y de necesidades culturales. Pero, a la hora de conceptualizar sobre este espacio, ¿en qué me baso para definir que “algo” tiene el grado de definirse “Cultura” o sin embargo es simplemente ocio?

Recientemente leí un artículo llamado “El culto a lo Culto” de Manuel Delgado Ruiz muy interesante y en el cuál me apropié de alguna terminología que emplea. Hacía el paralelismo de lo “Culto” con mayúscula como una nueva religión, el adoramiento a un tipo de cultura que desde una élite (como tradicionalmente ha sido la élite sacerdotal) es designada como “digna” de establecerse en este altar y el resto “cultura”. Pero, ¿qué diferencia hay entre una manifestación artistística de un artista plástico conceptual y la gastronomía típica de una familia que domingo tras domingo celebra su ritual? ¿por qué una cultura es válida para ser difundida y revalorizada y por qué la otra se invisibiliza y se la deja en un segundo lugar? ¿Por qué una manifestación cultural de masas, por ejemplo el fútbol o un grupo de música más “comercial”, no es una cultura digna de albergarse en un Centro Cultural, sólo aquella que cuenta con pocos adeptos pero con una formación elevada y constituyen una élite académica? ¿Por qué si en el ámbito de cultura se habla tanto de apropiación y procesos de identificación se segmenta a una cultura estipulada por las instituciones académicas, o en su defecto las instituciones culturales (en su gran mayoría públicas)? ¿Quién tiene el derecho a decir que esa es cultura de “calidad” o de ocio? ¿Estamos cayendo en el gran abismo que tradicionalmente ha existido entre las instituciones culturales y el gran público? Sí, uso “gran público” para definirme a mi misma a toda esa masa de gente con apetencias culturales diarias, con manifestaciones culturales creadas desde su propia identificación y que se apropian cada día de su cultura, que, sólo en raros casos, encuentra cobijo o simplemente identificación en las ofertas de las instituciones culturales.

Recientemente escuché un comentario “En época de bonanza en España había una oferta cultural muy variada, había una gran inversión en cultura, desde que no existen esas “subvenciones” ya no hay tanta oferta cultural; y lo más triste de todo es que la población no la demanda, no la siente como propia, no siente que se les ha recortado un derecho.” Aquí hay un punto fuerte, ¿qué tipo de oferta cultural se ofrecía para que la población no la sintiese como propia? ¿se creaban proyectos de un tipo de cultura que fomentaba la apropiación? ¿o se centraba en una oferta cultural, designada por una élite y ofrecida gratuitamente a un público que no la demandaba? Caigo otra vez en la misma pregunta: ¿Quién o qué es capaz de definir una manifestación cultural como lo bastante importante para que sea difundida y rechazar el resto? Y esto me lleva a otra pregunta, ¿realmente ha habido una democratización de la cultura o simplemente una cultura elitista ofrecida a “precios populares”? Porque he visto muchas muchas manifestaciones culturales que siguen adelante sin esas “subvenciones” pero curiosamente todas tienen un denominador común, la población que las demanda las siente como propias y son sus propios promotores. Esta población siente que debe pagar para ver un grupo emergente en su lengua, porque es algo suyo, paga también por ferias gastronómicas, porque lo sienten como un elemento propio como su ritual diario, en cambio, no pagarían por ir a un Centro Cultural o Institución Cultural a valorar un tipo de cultura impuesta que la sienten alejada de su día a día, no nos engañemos ni aún siendo gratuítas irían.

He tenido la gran suerte de participar en dos actividades culturales muy distintas: Una exposición sobre fútbol “Las Catedrales del Fútbol” producida por el MUVIM e itinerada en Costa Rica y una mesa redonda “#Blogsxarte: Blogs y Nuevas Tecnologías aplicadas al mundo del Arte Contemporáneo”. Dos actividades opuestas completamente, con públicos objetivos opuestos y apetencias culturales distintas.

En la exposición “Las Catedrales del Fútbol” valoré mucho que el tipo de visitante fuera alguien que no había ido nunca a un Centro Cultural ni Museo, que apasionadamente hablaba de como había estado ahorrando para ir a ver el Bernabeu o el Camp Nou, y de la emoción que sintió cuando Keylor Navas hacía sus paradas míticas en el Mundial Brasil 14. Todos estos “sentimientos” los intentamos plasmar en un evento “Historias de Estadio” en el cual el visitante se apropiaba de la sala de exposiciones y la hacía suya: colgaba una fotografía en un estadio o relacionada con el fútbol y alrededor contaba su historia. Sí se apropiaron del espacio y sí dejaron de sentirse tan paganos. Tengo que decir que a mi, personalmente, no me gusta el fútbol y no siento ninguna pasión al ver un partido, pero valoro y me sorprende toda esa devoción, apropiación e incluso patriotismo que surge a raíz de esta cultura de masas. Para la élite cultural, ¿esta exposición debería haber existido? ¿Cómo es que un hecho como es el fútbol que abarca a todo tipo de clases sociales ha tenido su presencia en un Centro Cultural? Sí, conozco personas que NO creían que este tipo de manifestaciones se debían revalorizar y difundir desde las Instituciones Culturales. Aprovecho para apuntar un museo que creo que está rompiendo este abismo y está teniendo realmente un enfocque “social”, el caso del MUVIM de Valencia.
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Por otro lado, estuve en la organización de la mesa redonda “#blogsxarte: Blogs y Nuevas Tenologías aplicadas al mundo del Arte Contemporáneo”. Artistas, gestores culturales, bloggers críticos comentaban sobre el mundo del Arte Contemporáneo y su situación actual. Una conclusión extraje: el Arte Contemporáneo existe a 10.000km de la gran masa de la población actual, el abismo entre lo “incomprensible” y el “paganismo” es enorme. Pero un hecho me sorprendió aún más: una mujer del público comentó que los bloggers éramos una élite a la cual los artistas nos temían. Otra duda asaltó mi mente: ¿los bloggers somos una élite? Si surgimos como alternativa a las regias directrices propagadas por las universidades e instituciones públicas, surgimos como una voz alternativa sin miedo a decir “hacéis un tipo de cultura para una élite y la disfrazáis de cultura para todos”; ¿en qué momento también nos constituimos una élite? ¿Cómo podemos hacer una crítica o una gestión cultural ausentes de élites? Lo siento, no encuentro respuesta.
 
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Sólo creo que el tipo de cultura que se debería fomentar, difundir y revalorizar es el tipo de cultura que crea procesos de identificación y apropiación, porque si seguimos así la “Cultura”, en mayúscula, está destinada a ser siempre mantenida por las instituciones públicas y alejada de la gran mayoría de las personas que pagan los impuestos; mientras que la “cultura” seguirá estando ahí, creciendo, haciéndose sentir como un derecho y, al fin y al cabo, estando defendida por los propios agentes culturales, que en la gran mayoría son las personas que día a día la viven, la crean y la comparten.

 fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://gestionandolaculturacritica.wordpress.com/2014/08/25/cual-deberia-ser-el-papel-de-un-centro-cultural-cultura-con-c-mayuscula-o-cultura/

Conhecimento indígena é preservado em livro de papel sintético

Agência FAPESP – Um papel sintético feito de plástico reciclado – resultado de uma pesquisa desenvolvida com apoio da FAPESP – está ajudando a preservar o conhecimento sobre plantas medicinais transmitido oralmente há séculos pelos pajés do povo Huni Kuĩ do rio Jordão, no Acre.

Descrições de 109 espécies usadas na terapêutica indígena, bem como informações sobre a região de ocorrência e as formas de tratamento, foram reunidas no livro Una Isĩ Kayawa, Livro da Cura, produzido pelo Instituto de Pesquisa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (IJBRJ) e pela Editora Dantes.

A obra teve uma tiragem de 3 mil exemplares em papel comum, cuchê, voltada ao grande público e lançada recentemente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Outros mil exemplares, destinados exclusivamente aos índios, foram feitos com papel sintético, que é impermeável e tem a textura de papel cuchê, com o intuito de aumentar a durabilidade no ambiente úmido da floresta. O lançamento foi realizado com uma grande festa em uma das aldeias dos Huni Kuĩ do rio Jordão.

O trabalho de pesquisa e organização das informações durou dois anos e meio e foi coordenado pelo botânico Alexandre Quinet, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O grande idealizador do projeto, porém, foi o pajé Agostinho Manduca Mateus Ĩka Muru, que morreu pouco tempo antes de a obra ser concluída.

“O pajé Ĩka Muru era um cientista da floresta, observador das plantas. Há mais de 20 anos ele vinha reunindo esse conhecimento até então oral em seus caderninhos. Buscando informações com os mais antigos e transmitindo para os aprendizes de pajé. Ele tinha o sonho de registrar tudo em um livro impresso, como os brancos fazem, e deixar disponível para as gerações futuras”, contou Quinet.

Também conhecidos pelos nomes de “Kaxinawá” – termo que os índios não gostam – , “gente verdadeira” ou “gente do cipó”, os Huni Kuĩ formam o grupo indígena mais numeroso do Acre. Sua presença vai até parte do Peru. No Brasil, somam mais de 7 mil indivíduos, divididos em 12 diferentes terras. O “livro da cura” retrata a terapêutica praticada nas 33 aldeias de uma dessas terras indígenas que se estende pelo rio Jordão.

Além das informações sobre as plantas, a obra apresenta, por meio de relatos e desenhos, um pouco da cultura do povo Huni Kuĩ, como seus hábitos alimentares, suas músicas e suas concepções sobre doença e espiritualidade. Todo o conteúdo está escrito em “hatxa kuĩ” – língua falada nas aldeias do rio Jordão – e traduzido para o português.

De acordo com Quinet, foram feitas cinco viagens à região acreana para a realização da pesquisa, além de quatro períodos de residência de tradutores Huni Kuĩ no Rio de Janeiro.

“Realizamos uma oficina que durou 15 dias e reuniu os 22 pajés das aldeias do rio Jordão. Os capítulos do livro são, na verdade, transcrições literais dos temas abordados por eles, organizados dentro da sistemática indígena. Apenas sofreram revisões para facilitar a compreensão”, contou Quinet.

Das 351 espécies elencadas pelos pajés como medicinais, os pesquisadores coletaram 196 amostras – resultando na seleção das 109 plantas que integram o livro. O material botânico foi identificado de acordo com as técnicas taxonômicas e depositado no herbário do Instituto de Pesquisa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

A partir do nome científico das espécies, os pesquisadores também levantaram na literatura científica, quando possível, o uso feito por outros povos do mundo. O trabalho contou com a colaboração de 21 taxonomistas de instituições brasileiras e internacionais.

“O objetivo inicial do pajé Ĩka Muru era criar um material de ensino para aprendizes de pajé, visando a facilitar a localização das plantas nos jardins medicinais. Mas o livro também tem o objetivo de difundir a cultura da tribo e a importância de preservar a floresta de forma ampla. Buscaram o Jardim Botânico para que esse conhecimento pudesse ser universalizado dentro de bases científicas”, disse Quinet.

Vitopaper

Para representar o conteúdo escrito em “hatxa kuĩ”, a editora Anna Dantes criou uma fonte tipográfica especial inspirada nas letras manuscritas nos cadernos indígenas. Também foi dela a ideia de produzir uma edição especial em papel sintético.

“Logo na primeira reunião feita com os pajés na floresta eu pude observar que os livros enviados para os povos indígenas sofrem muitos danos por causa da umidade e tornam-se muito perecíveis. As páginas vão entortando e grudando umas nas outras. Também são danificadas pela presença de pequenos animais, como cupins. Era um projeto muito ambicioso, que demandaria um grande esforço, e não poderíamos criar um produto que desapareceria em pouco tempo”, disse Dantes.

Dantes contou que foi a primeira vez que trabalhou com o Vitopaper, material produzido pela empresa Vitopel e originalmente desenvolvido por Sati Manrich, pesquisadora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

“Quando iniciamos o projeto, em 2003, nossa ideia era encontrar uma solução comum a dois grandes problemas: derrubada de árvores para a produção de celulose e a dificuldade de dar um destino adequado ao grande volume de lixo plástico produzido nos centros urbanos”, contou Manrich.

No processo desenvolvido por ela na universidade, o plástico oriundo de embalagens de alimentos, produtos de limpeza ou garrafas de água é higienizado e moído. Recebe, então, a adição de partículas minerais para a obtenção de propriedades ópticas – como brilho, brancura, contraste, dispersão e absorção de luz – e resistência mecânica ao rasgamento, tração e dobras.

A mistura é colocada em uma máquina extrusora a altas temperaturas, onde amolece e se funde. No final, o material transforma-se em uma folha grande fina, semelhante a um papel fabricado com celulose, que é enrolada e cortada de acordo com a aplicação.

Segundo a Vitopel, para cada tonelada de Vitopaper produzido são retiradas das ruas e lixões 750 quilos de resíduos plásticos. Além disso, segundo Manrich, cerca de 30 árvores deixam de ser derrubadas.

“Gostaria que esse exemplo fosse adotado não apenas para imortalizar o conhecimento dos índios como também na produção de livros didáticos, pois eles teriam uma durabilidade muito maior”, afirmou Manrich.


fonte @edisonmariotti fapesp

Una Isĩ Kayawa, Livro da Cura - Por Karina Toledo
Organizadores: Agostinho Manduca Mateus Ĩka Muru e Alexandre Quinet
Lançamento: 2014
Preço: R$ 120,00
Páginas: 260 Mais informações: www.facebook.com/UnaIsiKayawa?fref=ts

Ambulatório recebe exposição coletiva de artes plásticas

Contemplando o projeto Arte no HGG, exposição marca abertura da nova galeria de arte do Hospital Alberto Rassi – HGG, que será inaugurada nesta segunda-feira, dia 23, juntamente com o Ambulatório de Medicina Avançada

Dando continuidade à política de humanização do Hospital Alberto Rassi – HGG, o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech) convidou 12 artistas plásticos goianos para exibirem suas obras na unidade hospitalar. A exposição coletiva contempla o projeto “Arte no HGG” e marca a abertura da galeria de arte implantada no novo Ambulatório de Medicina Avançada, que será inaugurado nesta segunda-feira, dia 23.

A artista plástica Helena Vasconcelos, que já promove a exposição “Senhora das Cores” no Hospital Alberto Rassi – HGG desde o dia 29 de maio, está entre as convidadas para compor a nova galeria de arte. Além dela, abrilhantam a lista de artistas expositores os nomes de Mairone Barbosa, Juca de Lima, Saida Cunha, Alessandra Telles, Robert Cortes, Amaury Menezes , Selvo Afonso, Nonatto Coelho, Alexandre Liah, Isa Costa e Omar Souto, pioneiros da arte no Estado.

Helena conta que, para participar desta segunda galeria de arte implantada no hospital, ela preparou uma obra exclusiva e inédita. De acordo com a artista, compartilhar do projeto é contribuir para a promoção da inclusão cultural.

“Expor no HGG tem sido muito importante para mim, porque vejo a alegria estampada no rosto das pessoas quando elas param para apreciar as minhas obras. Essa parceria têm me dado a sensação de que meu dever enquanto cidadã e artista, em fazer o bem e praticar a solidariedade, está sendo cumprido.”

Com obras que retratam paisagens, Amaury Menezes será um dos grandes representantes da arte figurativa na exposição coletiva. Ele explica que nunca participou de um projeto que leva a obras de arte para o ambiente hospitalar, e que se surpreendeu com o convite. “Só de imaginar que uma pessoa vai olhar para a minha arte e sentir paz interior, eu já fico satisfeito. Porque o meu lema é esse, pintar e fazer arte” ilustra.

Arte no HGG
O projeto Arte no HGG, inserido no Programa de Humanização do Hospital Alberto Rassi, tem como objetivo levar exposições artísticas de temas variados para a unidade, promovendo o acesso à cultura por parte de seus pacientes, acompanhantes e colaboradores.

A iniciativa teve ponto de partida em março, quando a artista Rucélia Ximenes, referência no mundo da moda, completou 40 anos de carreira com a mostra “Os caminhos da arte de Rucélia Ximenes”. Helena Vasconcelos, com acervo colorido e que retrata personagens e festas populares goianas, ocupa atualmente a galeria da entrada principal da unidade hospitalar.


Fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti IDTECH - See more at: http://www.idtech.org.br/principal.asp?edoc=conteudo&secaonome=Not%EDcias&secaoid=168&conteudoid=9794#sthash.oHtNbMRe.dpuf
Ambulatório recebe exposição coletiva de artes plásticas

Contemplando o projeto Arte no HGG, exposição marca abertura da nova galeria de arte do Hospital Alberto Rassi – HGG, que será inaugurada nesta segunda-feira, dia 23, juntamente com o Ambulatório de Medicina Avançada

Dando continuidade à política de humanização do Hospital Alberto Rassi – HGG, o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech) convidou 12 artistas plásticos goianos para exibirem suas obras na unidade hospitalar. A exposição coletiva contempla o projeto “Arte no HGG” e marca a abertura da galeria de arte implantada no novo Ambulatório de Medicina Avançada, que será inaugurado nesta segunda-feira, dia 23.

A artista plástica Helena Vasconcelos, que já promove a exposição “Senhora das Cores” no Hospital Alberto Rassi – HGG desde o dia 29 de maio, está entre as convidadas para compor a nova galeria de arte. Além dela, abrilhantam a lista de artistas expositores os nomes de Mairone Barbosa, Juca de Lima, Saida Cunha, Alessandra Telles, Robert Cortes, Amaury Menezes , Selvo Afonso, Nonatto Coelho, Alexandre Liah, Isa Costa e Omar Souto, pioneiros da arte no Estado.

Helena conta que, para participar desta segunda galeria de arte implantada no hospital, ela preparou uma obra exclusiva e inédita. De acordo com a artista, compartilhar do projeto é contribuir para a promoção da inclusão cultural.

“Expor no HGG tem sido muito importante para mim, porque vejo a alegria estampada no rosto das pessoas quando elas param para apreciar as minhas obras. Essa parceria têm me dado a sensação de que meu dever enquanto cidadã e artista, em fazer o bem e praticar a solidariedade, está sendo cumprido.”

Com obras que retratam paisagens, Amaury Menezes será um dos grandes representantes da arte figurativa na exposição coletiva. Ele explica que nunca participou de um projeto que leva a obras de arte para o ambiente hospitalar, e que se surpreendeu com o convite. “Só de imaginar que uma pessoa vai olhar para a minha arte e sentir paz interior, eu já fico satisfeito. Porque o meu lema é esse, pintar e fazer arte” ilustra.

Arte no HGG
O projeto Arte no HGG, inserido no Programa de Humanização do Hospital Alberto Rassi, tem como objetivo levar exposições artísticas de temas variados para a unidade, promovendo o acesso à cultura por parte de seus pacientes, acompanhantes e colaboradores.

A iniciativa teve ponto de partida em março, quando a artista Rucélia Ximenes, referência no mundo da moda, completou 40 anos de carreira com a mostra “Os caminhos da arte de Rucélia Ximenes”. Helena Vasconcelos, com acervo colorido e que retrata personagens e festas populares goianas, ocupa atualmente a galeria da entrada principal da unidade hospitalar.


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