terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Mostra 'Narrativas poéticas', no Museu Inimá de Paula, tem período ampliado até dia 26

Exposição reúne obras de artistas modernos e contemporâneos em diálogo com a poesia



Cristiane, a irmã Priscila e a prima Nayara observama 'Tocadora de guitarra', de Victor BrecheretMuito além do obrigatório e sugestivo barroco das cidades coloniais, a capital mineira tem surpreendido os visitantes pela extensa agenda de artes plásticas em pleno período de férias. Que o diga o jornalista paulista Liandro Lindner. “Tenho notado que há muita coisa para ver por aqui aqui, além do barroco”, atesta ele, que, de passagem por Belo Horizonte para conhecer o Instituto Inhotim, em Brumadinho, na região metropolitana, acabou atraído para a mostra 'Narrativas poéticas' – Coleção Santander Brasil, em cartaz no Museu Inimá de Paula, no Centro, dia 26.


“Legal a população poder acessar, de graça, uma exposição com tanta variedade de técnicas”, elogia Liandro. Em Narrativas poéticas, além do instigante diálogo entre arte e poesia modernas brasileiras, promovida pela curadoria, a mostra possibilita ao visitante o contato direto com pinturas, esculturas, litografias, serigrafias, gravuras, fotografias e estudos dos mestres Candido Portinari, Carybé, Manabu Mabe, Cícero Dias, Siron Franco, Alfredo Volpi, Roberto Burle Marx, Fayga Ostrower e do próprio Inimá de Paula, entre outros. Todos oportunamente associados à poética de Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes e João Cabral de Mello Neto, além dos famosos hai-cais de Alice Ruiz.

“Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la/ Em cofre não se guarda coisa alguma/ Em cofre perde-se a coisa à vista”, adverte o poeta Antonio Cícero no programa da mostra, com a qual o banco abre a sua coleção ao público. São cerca de 80 obras em exposição, com destaque para raridades, como estudos de Portinari que, recentemente, atraiu milhares de pessoas ao Cine Theatro Brasil-Vallourec para ver Guerra e Paz. Com a despedida dos célebres paineis que o artista fez para a sede da ONU, nos Estados Unidos, resta ao belo-horizontino conferir os estudos para os paineis 'Pau-brasil', de 1938, e 'Colheita de feijão', de 1955.

As irmãs Cristiane e Priscila Correia, ao lado da prima Nayara Correia, visitaram a exposição e se impressionaram com a Tocadora de guitarra, escultura em bronze de Victor Brecheret. Radicada no Rio, onde se acostumou à intensa vida cultural, a professora Cristiane chegou a BH e propôs à irmã e à prima que fizessem o Circuito Cultural Rua da Bahia, que nunca saiu do papel, antes de passarem pela Avenida João Pinheiro e chegar, este sim já em atividade, ao Circuito Cultural Praça da Liberdade. “Começamos aqui pelo museu, que não conhecia, e estou gostando muito”, confessa Cristiane Correia. “O período de férias é oportuno para passeios assim”, constatou a professora, elogiando a montagem de Narrativas poéticas, com curadoria de Helena Severo, Antonio Cícero, Eucanaã Ferraz e Franklin Espath Pedroso.

Imagem e poesia

Segundo a estagiária Brunna Frade, do setor de arte-educação do Museu Inimá de Paula, a grande procura pela atual mostra fez a direção do museu estendê-la até o dia 26. Narrativas poéticas ficaria em cartaz, inicialmente, até dezembro. Inaugurada em outubro, a exposição tem atraído média de 50 visitantes/dia, número normalmente ampliado em feriados e fins de semana. Na manhã da última sexta-feira, mais de 10 pessoas haviam passado pelo Inimá de Paula até as 11h40.

Além do extenso painel da arte moderna, a exposição exibe a poesia brasileira, seja por meio de paineis expostos ao lado das obras e da projeção audiovisual das mesmas. Depois de Porto Alegre e Brasília, 'Narrativas poéticas' chegou a Belo Horizonte reunindo modernistas (Portinari, Di Cavalcanti, Volpi, Iberê Camargo e Tomie Otake, entre outros) a contemporâneos (Tuca Reinés, Fernanda Rappa e Renata de Bonis, entre outros). “A proposta é revelar as múltiplas possibilidades de diálogo entre as artes plásticas e a poesia”, adverte os curadores, salientando que ao sugerir o cruzamento entre obras de diferentes gêneros eles pretendem potencializar a capacidade do jogo de faculdades que constitui a experiência estética.

NARRATIVAS POÉTICAS – COLEÇÃO SANTANDER BRASIL
Terça, quarta, sexta e sábado, das 10h às 19h; quinta, das 12h às 21h; e domingo, das 12h às 19h. Museu Inimá de Paula, Rua da Bahia, 1.201, Centro. Informações: (31) 3213-4320 e no site do museu. Até dia 26. Entrada franca.


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Ibram reconhece Museu da Humanidade no Rio

Rio de Janeiro – O Rio de Janeiro ganhou hoje (13) mais um museu oficial, reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o Museu da Humanidade, do Instituto de Pesquisa e Arqueologia do Rio de Janeiro (Ipharj). Criado em 2002, o espaço fica no bairro de Anchieta, na zona norte da cidade, tem 2,4 mil metros quadrados e funciona às sextas-feiras e aos domingos, das 10h às 17h, com visita marcada pelos telefones (21) 3358-0809 e 3358-4908.

Idealizador do espaço, o arqueólogo Cláudio Prado de Mello explica que o prédio do museu reproduz com exatidão o estilo islâmico da dinastia mameluca (1.250DC e 1.517DC), no Oriente Médio. “É um prédio complexo e incomum. É uma recriação desse estilo específico da idade média, extremamente belo, pujante e suntuoso. Temos o uso extensivo de mármores desde os pisos aos tetos”, disse. “Foi um desafio. Demoramos cerca de 35 anos para reunir o acervo, que é muito rico, tanto do Brasil quanto de outros países. Para nós, da instituição, é uma satisfação enorme poder contribuir para o conhecimento coletivo e poder dividir tudo o que reunimos nestes anos todos”.

Com abordagem eclética, as exposições incluem coleções de cerâmica, tecelagem, lamparinas e documentos escritos com exemplares de vários períodos históricos. “Como um museu da humanidade, temos a preocupação de mostrar o desenvolvimento dessas artes passando por diversas culturas do mundo, desde a formação do planeta até o século 19”, explica o arqueólogo. “É um acervo realmente muito extenso e bonito”.

Dentre as relíquias pertencentes ao acervo, Mello ressalta anotações da esposa do pintor germânico renascentista Lucas Cranach (1473-1553), descobertas em capas de livros do período. “Naquela época, como não tinham muito papel disponível, pois era um produto caro, quando faziam as capas de livros aproveitavam as cartas de correspondência que viravam lixo e colavam uma na outra com cola de farinha até virar papel grosso”, diz o arqueólogo. “Estudiosos conseguiram descobrir essas cartas retirando essa cola de farinha”.

Edição: Fábio Massalli

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Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2014-01-13/ibram-reconhece-museu-da-humanidade-no-rio

Montalegre recebe 2ª edição do “Ecomuseums”

Montalegre recebe de 3 a 5 de Setembro a segunda edição do “Ecomuseums”, evento que «pretende ser lugar de reunião e discussão de académicos, universitários e profissionais que trabalham e investigam no âmbito dos ecomuseums e dos museus de comunidade, por todo o mundo». Um encontro à escala mundial que promete colocar o Ecomuseu de Barroso num patamar nunca antes alcançado.
O encontro pretende «uma discussão alargada que permita avançar na compreensão do fenómeno dos ecomuseus e museus de comunidade».

Embrião Francês

«A origem do movimento pelos ecomuseus situa-se em França, nos finais da década de 1960, quando o papel que os museus podem desempenhar no entrelaçar das pessoas e das comunidades com o seu património, nas suas diversas expressões e situações, foi inicialmente trabalhado. Por esse período, olhava-se o museu como uma instituição centrada essencialmente nas suas coleções – que deveriam ser interpretadas pelos profissionais de museus nos limites de um edifício, sem ir mais além. Em período mais recente, observou-se a instalação de ecomuseus em várias partes do mundo. Tais museus correspondem a uma larga variedade de objetivos e de formas – por exemplo, e dependendo dos locais, um ecomuseu tanto pode assemelhar-se a um museu convencional (ao menos na sua aparência) quanto pode ser um museu de ar livre, gerido e controlado pela comunidade. Assim, este vasto panorama de ecomuseus e de museu de comunidade aponta para a existência de um fenómeno de largas dimensões, internacional e influente no que respeita a uma forma alternativa de gerir o património».

Encontro Mundial

Por todas estas razões “Ecomuseums 2014″ procura reunir, no mesmo evento, académicos, investigadores, arquitetos, profissionais do património e dos museus para discutir os pontos comuns, as diferenças, os vários ângulos de abordagem desta prática de preservação do património que é, na sua essência, holística e orientada para as comunidades. Como na versão anterior deste evento, os jovens investigadores (Early Stage Researchers) são também bem-vindos a apresentar e partilhar os resultados do seu trabalho, dos seus projetos e da sua investigação (seja a nível de pós-graduação, projetos de doutoramento, ou outros). As melhores contribuições destes jovens, segundo o critério do Comité Científico, terão condições especiais de inscrição.


fonte:
http://diarioatual.com/?p=136363