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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Estrasburgo ganha museu do vodu africano

Museu tem cerca de 220 peças vindas do Golfo da Guiné.
Ele é único no mundo, segundo os responsáveis.



Marc Arbogast no museu do vodu (Foto: Frederick Florin/AFP)

A cidade francesa de Estrasburgo ganha neste mês de janeiro um Museu do Vodu, centrado neste ritual africano, tornando-o, segundo seus responsáveis, o "único no mundo".

O museu está localizado em um depósito de água do século XIX totalmente restaurado e inclui cerca de 220 peças relacionadas ao vodu, das mais de mil que Marc Arbogast reuniu ao longo de 50 anos de viagens ao Golfo da Guiné.

Apaixonado pela África Ocidental, Arbogast começou aos 21 anos a ir anualmente à África para caçar leões. Lá, recolhia máscaras e fetiches vodus do solo, depois que os africanos foram obrigados pelos missionários brancos a abandonarem os objetos.

"Em uma das minhas viagens tive uma terrível dor em um dos pés. Um sacerdote vodu aplicou algumas ervas e realizou um ritual. Poucos dias depois, a dor desapareceu. Eu não acredito nisso, mas existe algo...", lembra Arbogast, engenheiro, químico e ex-presidente da cervejaria Fischer.

Além da peculiaridade de ser um reservatório de água construído em 1878, durante um dos períodos alemães de Estrasburgo, o edifício do museu foi projetado como uma torre com escada em espiral, vitrais e janelas com espaços abertos de 700 metros quadrados.

O diretor de Programação e Atividades do Museu, o antropólogo e etnólogo Bernard Müller, descreveu os diferentes andares como um espaço de hospedagem polivalente, de descobrimento educacional, com um olhar misterioso e sombrio, e, finalmente, no último andar do espetáculo dos trajes de dança.

A primeira coisa que o visitante vai encontrar são os restos de um recente ritual vodu, com cordas e telas cheias de cera, um copo e uma garrafa de gim. "O álcool sempre está presente nos rituais de vodu", afirma Müller.

Trata-se do único objeto "ativador" para o vodu, já que o resto das figuras expostas estão "desativadas", ou seja, foram submetidas a um ritual com ervas para tirar seu poder.

O sacerdote que realiza o ritual regularmente é o togolês Azé Kokovivina, que afirma que o vodu africano é muito diferente do haitiano. "Nós não picamos bonecos com alfinetes", explica.

Mas neste museu, há, por exemplo, alguns objetos que são usados para conseguir que um casal se separe.

O vodu nasceu no século XVII no antigo reino de Dahomey, atual Benin. Desta região africana, que engloba Togo, Benin, Gana e Nigéria, partiram três milhões de escravos que adaptaram o vodu a sua nova situação no Brasil e no Caribe.

Embora o Museu do Vodu tenha aberto suas portas em 10 de janeiro, a festa nacional do vodu no Benin será realizada na próxima primavera.

O primeiro andar abriga a exposição temporária "O vodu: a arte de ver além". Nos demais, estão expostos os talismãs (sacos de ervas, cascas e outros materiais) e objetos de "calar a boca", feitos com uma cabeça de pato, cujo bico é fechado com cordas para evitar que falem mal de alguém.

Além disso, há inúmeras oferendas com pedidos, entre eles estão: emigrar para a Europa ou ter sucesso no casamento, e "objetos poema" para ganhar poder social, que reúnem vários elementos, como uma colher de madeira para fazer purê de milho, chaves, uma cabeça de cachorro..., acumulados ao longo de várias gerações de uma família.

O último andar mostra uma coleção de trajes-máscara com os quais se realizam danças. Alguns deles, por exemplo, são usados para confirmar que um falecido chegou bem ao país dos mortos.

fonte:
http://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2014/01/estrasburgo-ganha-museu-do-vodu-africano.html

Museu do Oriente ( .pt )

Jiang Shanqing, grande pintor contemporâneo chinês, nasceu em Haining em 1961. Dizem-no “ habitado por uma luta interior entre o racional e a intuição”.

Todo o seu saber reside no facto de conseguir dominar a tinta sobre o papel chegando a criar diferentes tonalidades de manchas. Segundo Yves Kobry critico e historiador de arte “ se a fonte de inspiração de Jiang Shanqing é profundamente chinesa, quer pelo espírito que o habita quer pelas técnicas empregues, ela não é estranha para um ocidental lembrando, pela dinâmica gestual, certos artistas do século XX como Jackson Pollock”. 

No entanto existe uma diferença. Jiang nunca satura o espaço, antes deixa o movimento flutuar livremente no suporte de papel, conservando assim a sua autonomia e dinâmica. Por mais abstracto que seja o motivo, o mundo visível permanece sempre subjacente e conserva o seu poder evocativo.

O mesmo acontece com algumas das suas caligrafias que o artista deforma, abstraindo-se do signo até que este perca o seu significado, ainda que conservando a sua força sugestiva à maneira de um acorde musical.

Por mais complexa que seja a composição, a harmonia, o equilíbrio provêm da densidade, da difusão da tinta que faz a mancha e do espaço deixado para respirar.
JIANG SHANQING

JIANG SHANQING

Jiang vive em Beijing, dividindo o seu tempo entre a China, o seu ateliê parisiense e um pouco por todo o mundo onde é convidado a expor. Em 2012 alcançou o 4º lugar, na classificação mundial das vendas em leilões de artistas contemporâneos chineses. Talvez por isso, o Professor Ain Robertson do Departamento das Artes da Sotheby’s inglesa, especialista do mercado de arte contemporânea chinesa, considera Jiang Shanqing um dos maiores nomes da pintura do seu país.

Descobertas e sumiços

Mapeamento de mamíferos de grande e médio porte já encontrados no Nordeste revela novas espécies e mostra que animais como a onça-pintada e o tatu-bola estão extintos em alguns estados.





Durante o levantamento, uma nova espécie de porco-espinho, ‘Coendou baturitensis’ (na foto), foi identificada. Anteriormente, ela era confundida com a espécie ‘Coendou prehensilis’. (foto: Hugo Fernandes-Ferreira)


m recente estudo feito pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) mapeou as espécies de mamíferos de médio e grande porte que já foram registradas em parte do Nordeste do país. A análise dos animais terrestres encontrados na caatinga e na mata atlântica nordestina revelou duas novas espécies.

Feito durante o mestrado em zoologia do biólogo Anderson Feijó, o trabalho examinou 652 animais guardados e catalogados em museus de universidades. “Contabilizei os mamíferos depositados nos museus da Universidade Federal da Paraíba, da Universidade Federal de Pernambuco, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade de São Paulo, por serem as maiores coleções com representantes do Nordeste”, conta o pesquisador.
Foram identificadas 40 espécies diferentes de mamíferos de médio e grande porte naturais do Nordeste

O biólogo também olhou para a literatura científica relacionada aos estados de Alagoas, Ceará, Pernambuco e Paraíba, em busca dos locais de ocorrência e dos nomes populares de cada animal já registrado. No total, ele foi capaz de identificar 40 espécies diferentes de mamíferos de médio e grande porte naturais do Nordeste.

O sagui, a raposinha e o guaxinim estão entre os animais mais abundantes na região. Já a onça-pintada, o tatu-bola e o tamanduá-bandeira estão extintos em diversos locais desses quatro estados analisados e só podem ser encontrados nos acervos dos museus.

“O tatu-bola, uma espécie restrita ao Brasil, não é mais encontrado em algumas regiões, como o estado da Paraíba e o Araripe cearense”, conta o pesquisador. “Como ele se enrola em vez de correr dos caçadores, é facilmente capturado, o que aumenta seu risco de extinção.”
O estudo mostrou que o tatu-bola-da-caatinga (‘Tolypeutes tricinctus’), espécie própria do Brasil, já não é mais encontrado em alguns estados nordestinos. (foto: Wikimedia Commons/ Ltshears – CC BY-SA 3.0)

Feijó ressalta, no entanto, que algumas espécies para as quais não foram encontrados registros dentro dos estados estudados foram observadas em regiões muito próximas. “Há registros recentes de onça-pintada na Bahia e no Piauí, então é possível que haja espécimes em Pernambuco e Alagoas, mesmo que não tenham sido encontrados nas coleções dos museus”, comenta.

O trabalho foi o primeiro a analisar a distribuição e taxonomia dos mamíferos de médio e grande porte nesses estados. O biólogo acredita que o estudo é um pontapé inicial para organizar novas coletas. “Nossos resultados servirão de base para propor pesquisas em locais ainda não explorados”, diz.


Novidades no pedaço

A surpresa da pesquisa foi a descrição da cutia-de-garupa-laranja da mata atlântica como uma espécie independente e a identificação de uma nova espécie de porco-espinho.

Até então, acreditava-se que só havia uma espécie de porco-espinho no estado do Ceará, o Coendou prehensilis. Mas, durante a análise de crânios de porcos-espinhos da coleção do museu da UFPB, Feijó percebeu um diferente dos demais. “Ele era um pouco mais arredondado na região dos nasais”, conta. “Achei que se tratava de uma nova espécie, mas com um único crânio não dava para ter certeza”.

A suspeita foi confirmada quando, no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o pesquisador encontrou outro crânio com as mesmas características, mas classificado como outra espécie. O animal em questão tinha sido coletado na Serra de Baturité, no Ceará.

“Atualmente, estamos à procura de novos locais onde esse porco-espinho possa ocorrer para ampliar o nosso conhecimento sobre a distribuição dessa nova espécie”, afirma o pesquisador.
Ilustração da cutia-de-garupa-laranja descrita pelos pesquisadores da UFPB. A nova espécie, batizada de ‘Dasyprocta iacki’ e presente na mata atlântica dos estados da Paraíba e de Pernambuco, foi nos últimos anos confundida com a cutia ‘Dasyprocta leporina’, natural da Amazônia. (ilustração: Roy Baethe)

A descrição da cutia-de-garupa-laranja, também da coleção da UFPB, veio desfazer outra confusão. A espécie já era conhecida e havia sido descrita e batizada deDasyprocta aguti em um trabalho científico de 1766. Mas sofreu o que os biólogos chamam de problemática taxonômica.

“Outro estudo, feito em 2001, atribuiu erroneamente o nome científico dessa cutia nordestina a uma segunda espécie de cutia existente na Amazônia por causa da semelhança entre as duas”, diz Feijó. “Isso aconteceu porque o primeiro trabalho não especificava a localização do animal, que vive na mata atlântica nordestina. Assim, acreditou-se que se tratava de uma única espécie”, explica.

Depois que o pesquisador mostrou se tratarem de duas espécies diferentes, a cutia amazonense ficou com o nome de Dasyprocta leoprina e a nordestina, que já é velha conhecida dos moradores da região, recebeu outro nome científico: Dasyprocta iacki.
Por: Camille Dornelles
Publicado em 20/01/2014 | Atualizado em 20/01/2014
fonte:
http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2014/01/descobertas-e-sumicos

Museu Getty disponibiliza conteúdo digital gratuitamente

Mais de 10 mil obras de arte foram digitalizadas e disponibilizada para uso público, sem cobranças ou restrições

O MONET EM ALTÍSSIMA RESOLUÇÃO PODE SER BAIXADO NO SITE DO GETTY E USADO SEM RESTRIÇÕES - TUDO O QUE SE PEDE É QUE A IMAGEM SEJA CREDITADA (FOTO: DIGITAL IMAGE COURTESY OF THE GETTY'S OPEN CONTENT PROGRAM)

Museu J. Paul Getty fica em Los Angeles. Mas a sua coleção agora transcende suas paredes. Isso por que a instituição passou a disponibilizar, no fim de 2013, mais de 10 mil obras de arte em alta resolução. E o melhor: de forma gratuita e sem restrições.

O motivo da mudança da política de divulgação de conteúdo do Getty tem a ver com a forma de distribuição de imagens online. De acordo com o CEO do museu, James Cuno, é impossível vigiar a atividade online. "Então queríamos reconhecer esse poder e assegurar que os internautas possuíssem as melhores imagens possíveis, em alta resolução, assim como as informações mais corretas sobre elas".

Anteriormente, o uso das mesmas imagens era cobrado - o que, segundo Cuno, era uma 'faca de dois gumes'. "Existem custos associados com a renda gerada pelo licenciamento das imagens", declarou ele ao Digital Trends, referindo-se aos custos de monitoramento sobre a internet e a forma com que imagens eram usadas. "Com o programa de conteúdo aberto, eliminamos o lucro, mas também os custos. E podemos ter pessoas fazendo outras coisas, coisas mais importantes do que preenchendo formulários e monitorando o uso das imagens. A nossa renda com o licenciamento não era grande o suficiente para nos desencorajar a abrir o arquivo", declarou.

Apesar dos altos custos em equipamento - uma câmera usada no processo é avaliada em 50 mil dólares - o acesso do site do Getty deu um salto. De 200 visitas por dia, passou a receber 22 mil visitantes. E os downloads foram expressivos: 100 mil imagens de conteúdo aberto foram baixadas em dois meses enquanto, com o sistema antigo de licenciamento, os números ficavam na média de 120 downloads por mês. Os índices, por si só, mostram como a distribuição de cultural aumentou com a iniciativa de um único museu.

Embora a sua política de conteúdo aberto surpreenda, o Getty não é o único museu a digitalizar o seu acervo de forma similar. Durante 2013, o Museu Van Gogh anunciou uma parceria com a Fujifilm Europa através de um projeto chamado Relievo, que oferece a tecnologia da empresa para reproduzir pinturas originais em alta qualidade. Também não podemos deixar de mencionar o Google Art Project que, usando a tecnologia Google Street View, digitaliza não só as obras como também os museus - incluindo museus brasileiros como o Masp, Inhotim e a Pinacoteca.

fonte:
http://revistagalileu.globo.com/Cultura/Arte/noticia/2014/01/museu-getty-disponibiliza-conteudo-digital-gratuitamente.html

Museu britânico vai divulgar lista de "arte degenerada" confiscada por nazistas

Na tentativa de trazer mais transparência à busca por obras de arte roubadas pelos nazistas, museu londrino anuncia que vai publicar na internet lista com obras confiscadas pelo regime de Hitler.




Incumbido por Adolf Hitler, o historiador da arte Rolf Hetsch listou quais obras de arte foram confiscadas pelos nazistas para serem expostas na mostra "Arte Degenerada", que aconteceu em Munique em 1937. O inventário foi além das obras exibidas na exposição e também listou peças confiscadas logo depois da mostra.

Tratava-se de uma lista com mais de 16 mil obras, ordenadas alfabeticamente seguindo o nome dos museus de origem. Da lista constavam também os sobrenomes dos artistas e informações a respeito do destino das obras. Na letra K, por exemplo, estava categorizado o museu Kunsthalle Hamburg, dentro do qual estava registrada a obra Neujahrsgruß (Mensagem de Ano Novo), de Karl Schmidt-Rottluff – vendida a um certo Hildebrand Gurlitt, explica Martin Roth, diretor alemão do Museu Victoria e Albert de Londres.

Até agora, essa lista de obras só era acessível a pesquisadores. "No final de janeiro, vamos disponibilizar a lista para todo mundo na internet", diz Roth, que dirige o museu londrino desde 2011. Ele só se deu conta há pouco tempo de que a única cópia completa existente da "Lista Harry Fischer" é a que se encontra no Museu Victoria e Albert. "Isso é, a meu ver, espetacular, sendo quase constrangedor o fato de a lista não ter sido ainda publicada", completa o diretor.

Acesso a obras de arte confiscadas


Martin Roth, diretor do Museu Victoria e Albert de Londres

A lista pertencia ao espólio do marchand (negociante) austríaco Heinrich Robert (Harry) Fischer, que fugiu para o Reino Unido em 1938. "Ninguém sabe ao certo até hoje como ele chegou a esse documento completo. Provavelmente, será segredo para sempre", acrescenta Roth.

Duas cópias do primeiro volume que inventaria as obras de arte dos museus cujos nomes começam com as letras de A a G (Aachen a Grefswald) já eram conhecidas desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Mas todas as cópias do segundo volume, contendo as listas de obras dos museus de H a Z (Hagen a Zwickau) permaneceram desaparecidas. Em 1996, uma cópia tida como verdadeira da listagem completa foi encontrada e entregue ao Museu Victoria e Albert de Londres pela viúva de Harry Fischer.

Historiadores da arte da Universidade Livre de Berlim já trabalharam com a lista, tendo criado, a partir dela, um banco de dados online com informações sobre o que os nazistas chamaram de "arte degenerada". O banco de dados pode ser acessado pela internet desde 2010. Ali é possível ver todas as obras de arte confiscadas pelos nazistas nos museus alemães.

Pistas sobre o paradeiro de obras de arte


Cartaz da mostra de 'arte degenerada', de 1937

No final de janeiro, quando a Lista Harry Fischer for publicada, será possível obter novas pistas a respeito de obras de arte ainda desaparecidas, facilitando a busca de herdeiros de colecionadores judeus particulares e também de museus alemães. "Espera-se que mais coisas sejam esclarecidas a partir da trajetória comercial das obras e que, num caso ou em outro, chegue-se a peças cujos rastros tinham desaparecido", diz Gilbert Lupfer, diretor da Pesquisa de Proveniência das Coleções de Arte Estatais da cidade de Dresden.

Willi Korte, também pesquisador da área, recomenda a leitura da lista: "Espero que muita gente encontre imagens de obras que tenham desaparecido de uma coleção particular e que, através da lista, saibam em que museu a obra acabou indo parar".

Mas saber se a obra em questão ainda está no referido museu já é outra pergunta. A lista, contudo, parece ser uma peça importante no quebra-cabeça das pesquisas acerca da proveniência de obras de arte. E sua publicação um passo importante rumo à transparência, uma reivindicação reiterada de críticos em relação à coleção de Gurlitt, cuja apreensão foi divulgada em novembro do ano passado.

Exemplo em termos de transparência?


O pesquisador Willi Korte

"Se, a partir disso, surgir uma exigência de que todo museu terá que publicar todos os seus documentos, haverá um pensamento muito simplista por trás deste raciocínio", diz o pesquisador Gilbert Lupfer. Para o especialista, é sobretudo tarefa dos museus pesquisar melhor seus acervos. "Se você cair de paraquedas no arquivo de um museu, sem qualquer ideia sobre aquilo, isso não vai levar você adiante", explica.

Willi Korte, por sua vez, critica o fato de que se tornou mais difícil obter informações de museus depois do caso que ficou conhecido como "Tesouro de Munique". "Insisto até hoje na luta para obter acesso às pastas de documentos dos museus", relata.
Autora: Annika Zeitler (sv)

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