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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Um museu digital sobre a Primeira Guerra

Um museu digital sobre a Primeira Guerra

Conflito começou há cem anos. As testemunhas morreram, mas fotos, cartas e outros artigos de arquivos pessoais estão sendo digitalizados pelo projeto Europeana, que torna os itens públicos na internet. 




Arquivos de jornais britânicos foram digitalizados para fazer parte do projeto Europeana 1914-1918

Carregando uma pasta de couro marrom, Christine Sörje espera no hall de entrada da Biblioteca Estadual de Berlim. Ansiosa, ela quer logo revelar o conteúdo da pasta e finalmente mostrá-lo a alguém.

Um pouco nervosa, ela ajeita os óculos e olha para o relógio. São exatamente dez horas da manhã. Faixas delimitam um quadrado no amplo hall que normalmente tem aspecto frio e vazio. Duas fileiras de mesas ocupam a parte dianteira do espaço. Na parte de trás, há dois grandes scanners.

A biblioteca realiza um chamado "dia de ação", organizado pela iniciativa Europeana 1914-1918. Ela permite que, quem quiser, digitalize documentos da Primeira Guerra Mundial que guarda em casa, para torná-los acessíveis ao público.

Fotos, cartas e diários

Christine Sörje é uma das que querem muito divulgar o arquivo particular. Finalmente, ela é chamada e pode se sentar ao lado do historiador Simon Renkert, o arquivista digital da biblioteca. Ela mostra então o próprio acervo: pacotes com fotos, cartões postais, desenhos, cartas e diários. São peças de memória da Primeira Guerra, o espólio de uma avó e um tio-avô seus. 




Christine Sörje mostra o arquivo de sua família ao arquivista Simon Renkert

Simon Renkert registra os dados dos parentes de Christine. Ele começa com Kurt Kässler, nascido no dia 30 de dezembro de 1896. Em 1915, ele partiu para a guerra, "voluntário", acredita a neta.

Ela começa a contar a história de seu querido avô Kurt, que combateu primeiro na Frente Ocidental, na França. Mais tarde, ele trabalhou como operador de rádio na Macedônia, onde fotografava durante as folgas.

Os motivos, conta Christine, eram de pessoas em mercados, de mulheres com trajes típicos, de montanhas e da natureza. As fotos não mostram os combates nas trincheiras. "Fiquei surpresa com essa curiosidade, essa abertura que se tem quando se está num país estrangeiro", diz a neta de Kässler. "O olhar sobre as pessoas é interessado, não julga. Essa postura parece ter se perdido completamente em seguida", constata.

Segundo ela, o avô não quis aceitar que a Alemanha perdeu a Primeira Guerra em 1918. Logo em seguida, ele se tornou membro do Partido Nacional-Socialista Alemão dos Trabalhadores (NSDAP) de Hitler. Mais tarde, se tornaria oficial da SS, a Schutzstaffel, polícia de elite do regime nazista.

Projeto para todo o continente

O que Christine Sörje está espalhando sobre a mesa da Biblioteca Estadual de Berlim é uma parcela da história alemã do século 20 – que ela conta ao arquivista digital, que pela idade poderia ser seu filho.

Simon Renkert agora é responsável por fazer com que qualquer pessoa possa ler a história da família de Christine por meio de documentos digitalizados apenas com um clique na internet. Essa nova ferramenta não se restringe à história da família de Christine, mas mostra os arquivos pessoais de dezenas de milhares de famílias em toda a Europa.

O projeto Europeana 1914 – 1918 é um gigantesco museu digital sobre a Primeira Guerra. Centenas de milhares de documentos já podem ser acessados no site www.europeana1914-1918.eu. Grande parte deles é oriundo de bibliotecas e arquivos, dezenas de milhares vêm de acervos particulares. Quase todas as fotos, filmes e documentos podem ser utilizados sem necessidade de licença.

O Europeana teve início em 2008 no Reino Unido, quando a Universidade de Oxford convocou cidadãos britânicos a digitalizar coleções particulares sobre a Primeira Guerra, ajudando também na classificação dos documentos, identificando locais e pessoas retratadas. Os arquivos passariam a fazer parte do chamado Great War Archive, ou Arquivo da Grande Guerra.


O casco de tartaruga trazido da guerra pelo pai de Frank Drauschke

Crowdsourcing para historiadores

O Great War Archive foi considerado um "crowdsourcing" (colaboração coletiva) para historiadores. Três anos depois, a Biblioteca Estadual de Berlim e a Biblioteca Nacional de Paris decidiram iniciar um projeto conjunto e mais amplo. Desde então, o Europeana teve a adesão de 20 países. "Dias de ação" já foram realizados em 12 deles. Cerca de 90 mil objetos privados já estão disponíveis online.

Para Frank Drauschke, "a marca dos cem mil será ultrapassada logo". Ele é responsável pelos "dias de ação" na Alemanha e também já disponibilizou objetos da própria família para o Europeana. Quando criança, brincava com o casco de tartaruga que o avô trouxe para casa, e tinha fascínio por um abridor de cartas cujo punho é feito de um estilhaço de granada.

Drauschke não acredita que cartões postais isolados mudem "a historiografia". "Mas a possibilidade de sentar diante do computador em casa e poder comparar diários franceses, alemães, dinamarqueses e cipriotas pode dar novos impulsos para a pesquisa. É como um diamante bruto que precisa ser lapidado pelos especialistas", opina o historiador.

Mas o arquivo digital também dá oportunidade a não historiadores de ler as cartas dos antigos inimigos e, na opinião de Drauschke, talvez reconhecer que as saudades de casa e o sofrimento eram parecidos em todas as frentes da guerra – mas que também a imagem dos inimigos era similarmente difundida em cartões postais de propaganda.


O portal www.europeana1914-1918.eu tem centenas de milhares de documentos online

Na sessão de Christine Sörje na Biblioteca Estadual de Berlim, testemunhos da propaganda de guerra ficam visíveis. Na mesa ao lado de Christine, Heinrich Reitz mostra um álbum em grande formato do bisavô. As páginas cinzentas são coladas com faixas de seda coloridas e ostentam dizeres heroicos e citações imperiais como: "Se o mundo estiver repleto de diabos e voltar suas armas contra nós, temos o poder de acabar com ele".

Trata-se de um volume conhecido como "Álbum Vivat". A cada batalha, artistas famosos elaboravam um novo álbum para vender. Os lucros eram destinados à Cruz Vermelha. "Vocês querem esse álbum? Eu quero me livrar dele", diz Reitz. A biblioteca quer o álbum, que após análise demonstra ser uma peça única. Todos os álbuns Vivat produzidos estão na Biblioteca Estadual de Berlim.

Christine Sörje, porém, não quer se livrar dos documentos de memória de sua família e deve levá-los de volta para casa depois da digitalização. "É um assunto muito emocional", diz. "Isso me aproxima dos meus avós, com todos os altos e baixos que fazem parte da história deles. E esse assunto também me torna responsável. Eu quero viver o presente de forma lúcida e consciente, e isso inclui ter conhecimento sobre o passado", afirma.

DW.DE

Museu divulga descoberta de brinquedos de Anne Frank

Bolinha de gude, jogo de chá e livro ficaram com vizinha.
Peças da adolescente morta pelos nazistas ficarão expostas.


O Museu Anne Frank de Amsterdã, na Holanda, divulgou nesta terça-feira (4) a recuperação de brinquedos que a adolescente morta pelo regime nazista deixou com uma vizinha antes de se esconder com sua família na década de 1940. Entre os itens está uma caixa com bolinhas de gude guardada por mais de 70 anos.

A vizinha, Toosje Kupers, guardou as bolinhas de gude, um jogo de chá e um livro. As peças só chegaram ao museu no ano passado, quando a mulher, já com 83 anos, foi se mudar de casa e resolveu informar sobre a existência dos itens.

As peças serão exibidas em uma exposição a partir desta quarta-feira (5) na galeria de arte Kunsthal, em Roterdã, também na Holanda.

Em entrevista à imprensa local, a mulher disse que não considerava as peças tão importantes. Ela contou que pouco antes de a família Frank se esconder dos nazistas, Anne a abordou pedindo um favor.

“Estou preocupada com minhas bolinhas de gude, tenho medo que elas caiam em mãos erradas”, teria dito Anne a Toosje. “Você poderia ficar com elas?”

Anne e Toosje brincavam juntas frequentemente nas casas das ruas e em uma praça próxima.

Anne e sua família se esconderam em um apartamento escondido em Amsterdã em 1942, durante a ocupação nazista na Holanda. Dois anos depois, a família foi descoberta e enviada a campos de concentração. O "Diário de Anne Frank", no qual a jovem conta como passou parte de sua vida escondida, é um dos livros mais lidos no mundo.

Frank morreu em 1945, quando tinha 15 anos, no campo de concentração de Bergen-Belsen, norte da Alemanha.

Conjunto de bolinhas de gude que pertenciam a Anne Frank ficaram guardados por mais de 70 anos por vizinha da menina (Foto: Anne Frank House Amsterdam, Diederik Schiebergen/AP)


fonte:
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/02/museu-divulga-descoberta-de-brinquedos-de-anne-frank.html

 

Museu tenta ressucitar o CDC 6500, um dos primeiros supercomputadores da história

Há um certo tempo o Living Computer Museum (ou museu do Computador Vivo, em uma tradução literal), que fica em Seattle, abriu espaço em sua coleção para um enorme CDC 6500, equipamento que foi um dos precursores da primeira geração de supercomputadores. Ele foi fabricado pela Control Data Corporation, em 1967.



Essa máquina gigante foi levada até lá em 3 partes diferentes, pesando ao todo quase duas toneladas. Agora o museu, que foi criado por Paul Allen, co-fundador da Microsoft em 2012, vai restaurar essa peça da história dos computadores e colocá-la de volta em funcionamento.

Aparentemente a restauração vai demorar dois anos e ainda assim, não há garantias de que no final do processo ele vá de fato funcionar perfeitamente exatamente como acontecia em suas épocas de glória. O principal desafio aqui é a refrigeração, já que o CDC 6500 era esfriado com um complexo sistema líquido, com engrenagens mecânicas e hidráulicas. E possivelmente não existam peças de reposição.

A série de computadores CDC 6000 foi criada pelo legendário Seymour Cray na década de 60, sendo lançado em 1964 com preço estabelecido em US$ 8 milhões. E ele era 10 vezes mais rápido que qualquer computador da época. Aliás, até bem pouco tempo atrás – anos 90 – os computadores pessoais ainda não eram páreo para esse vovô.

Bom, pra mim os anos 90 foram há bem pouco tempo atrás, não tem jeito.

 

Seu processador tinha 24 registradores. Os registradores X eram de 60 bits, os A 18 e os B… vamos dizer que “é complicado”. É razoável dizer simplificadamente que o CDC6500 era um misto de 60 e 18 bits.

Em relação a cálculos matemáticos, ele era um monstro em seu período, com ciclo de 100 ns (10 MHz) e picos de velocidade de ponto flutuante de 2 a 3 MFLOPS, contra os costumeiros 100 KFLOPS de computadores convencionais.

Para termos uma ideia de como a computação evoluiu desde então, vamos comparar com o novo processador do iPhone, o A7. Esse modelo, que muitos de nós carregamos no bolso, pode atingir 115,2 GFLOPS! Quase 120 mil vezes mais rápido para instruções matemáticas que o CDC6500.

No museu, este é o projeto mais ambicioso até então, tanto em tamanho quanto em complexidade. Mas o local abriga vários outros computadores dos anos 80 e 90 que ainda funcionam.

De acordo com o site oficial, a meta da instituição é “dar nova vida a essas máquinas de forma que o público possa usá-los, vê-los, a ter a experiência de como era trabalhar com um computador como esse no passado, ouví-los e interagir com eles.”

De fato é uma viagem no tempo. E, em relação a tecnologia, sabemos que olhar pra trás muitas vezes é o primeiro passo para poder olhar pra frente.

Museu Afro Brasil terá filial na África

Como Martin Luther King, o criador do Museu Afro Brasil, Emanoel Araújo, tem um sonho: o de resgatar a história de pessoas que um dia foram obrigadas a dar voltas em torno de um baobá africano, renegando o próprio nome e abjurando crenças religiosas e origem, antes de embarcar em navios negreiros com destino ao Brasil.

Cumprida a missão de instalar em São Paulo o primeiro museu dedicado à cultura negra, com 164 exposições montadas desde 2004, Araújo pretende levar a Benin essa experiência.

“Escolhi o Benim porque é o mais democrático país africano e por ter uma relação profunda com o povo e a arte do Brasil”, justifica o diretor, que busca viabilizar a instalação de uma filial do Museu Afro Brasil lá.

Ele já tem garantida uma verba de R$ 200 mil para a recuperação de um centro cultural desativado na capital Porto Novo. Em setembro, Araújo vai trazer cinco artistas contemporâneos do Benim para uma mostra coletiva.

fonte:
http://www.bemparana.com.br/noticia/302089/museu-afro-brasil-tera-filial-na-africa

‘Situação do Masp ainda é preocupante’, diz presidente do museu

No aniversário de 20 anos de uma de suas maiores crises institucionais, o Masp enfrenta o que sua presidente, Beatriz Pimenta Camargo, 82, chama de “situação financeira preocupante”. “Todo museu tem seu acervo de desafios. Os do Masp têm a dimensão de sua grandiosidade.” 



masp
Faz duas décadas que a eleição do bibliófilo José Mindlin (1914-2010) para a presidência do museu foi anulada na Justiça, levando o arquiteto Júlio Neves ao cargo e desencadeando uma debandada de intelectuais do maior museu da América Latina.

Na época, os curadores Fábio Magalhães e Maria Alice Milliet deixaram o museu em apoio a Mindlin. Desde 1994, Neves e seus aliados vêm se revezando na direção do Masp, sendo um deles a atual presidente, que neste mês completa um ano no cargo.

Há ainda outra data redonda. O centenário da arquiteta Lina Bo Bardi, em dezembro, faz relembrar o fato de sua museografia -tão experimental quanto o prédio, com cavaletes de vidro em sucessão vertiginosa na grande galeria do museu-, ter sido aposentada naquela época.

Numa entrevista concedida à Folha por e-mail -uma exigência dela-, Pimenta Camargo disse que o Masp “vai comemorar condignamente o centenário de Bardi”, acrescentando que “o casal Bardi é uma referência para nós”.

“Os painéis de vidro se acham preservados e são utilizados esporadicamente”, diz a presidente. “Os museus, hoje, não falam mais em exposição permanente e sim de longa duração, porque há necessidade de renovação.”

VÃO LIVRE

Mas, mesmo em meio a ideias de renovação, o museu continuou enfrentando problemas. Em 2006, o Masp teve a energia elétrica e linhas de telefone cortadas, somando então dívidas de R$ 3,5 milhões -a presidente não quis detalhar a situação atual. No ano seguinte, ladrões invadiram o museu e levaram quadros de Picasso e Portinari.

Uma tentativa de saldar as dívidas por meio de uma parceria com a Vivo, que comprou e doou o prédio vizinho ao museu em troca da permissão para batizar seu anexo, também não se concretizou, com as obras paralisadas e sem previsão de retomada, segundo Pimenta Camargo.

No fim do ano passado, o museu voltou ao centro das atenções com o debate sobre cercar o vão livre para evitar que fosse usado por traficantes e usuários de crack.
Pimenta Camargo discorda do curador-chefe do museu, Teixeira Coelho, para quem cercar o vão livre “amenizaria” esses problemas.

“Nunca pensei em cercar o vão livre, que faz parte do espaço sociocultural do museu e da cidade”, afirma ela. “Problemas circunstanciais são recorrentes e devem ser enfrentados com serenidade.”

Enquanto corria a discussão sobre o espaço externo do museu, o Masp não conseguia confirmar qualquer exposição de peso em sua programação do lado de dentro. Até agora, o museu não anunciou oficialmente o calendário de mostras deste ano.

Pimenta Camargo diz que “no ano da Copa do Mundo, é compreensível que os patrocínios tenham migrado da cultura para o esporte” e que a comparação com museus como a Pinacoteca do Estado ou o Museu da Imagem e do Som não são válidas, já que essas instituições “têm um aporte financeiro estatal”.

Ela lembra que o Masp é uma entidade privada, que depende em grande parte “de leis de incentivo e mecenas”.

Mesmo assim, Pimenta Camargo conseguiu apoio para o restauro da tela “Moema”, pintada por Victor Meirelles (1832-1903) em 1866 e um dos ícones da coleção do museu, além de garantir a catalogação de obras de peso, como a coleção de arte oriental do diplomata Fausto Godoy.

De certa forma, é um avanço notável, já que o orçamento anual do Masp gira em torno de R$ 11 milhões -cerca de um terço do que gasta a Pinacoteca, por exemplo.

É um valor 32 vezes menor que o orçamento anual de 2013 (aproximadamente R$ 350 milhões) da Tate, em Londres, da qual o Masp, segundo sua presidente, é um “similar latino-americano”.

RAIO-X
MASP

FUNDAÇÃO
Em 1947, o empresário Assis Chateaubriand e o crítico Pietro Maria Bardi criam o museu no prédio dos Diários Associados, no centro de São Paulo. O museu tem cerca de 8.000 peças, com obras de Rafael, Botticelli, Monet e Picasso. Projetada por Lina Bo Bardi, a sede na av. Paulista foi inaugurada em 1968. A estrutura tem como principal atrativo o vão livre

SUCESSO
Entre as mostras de maior público estão as de Claude Monet (1997), com 400 mil pessoas, Salvador Dalí (1998), com 200 mil, e Pablo Picasso (1999), com 202 mil. Das mais recentes, a de Caravaggio fez de 2012 o ano de maior visitação da história do museu: 851 mil pessoas passaram por lá

CRISE
A anulação da eleição do bibliófilo José Mindlin à presidência do museu, em 1994, foi o estopim de uma crise que se arrasta até hoje. A Justiça viu irregularidades no pleito, como o fato de a convocação não ter explicitado que era um encontro para definir a nova diretoria. O caso conduziu o arquiteto Júlio Neves ao comando do museu, onde permaneceu até 2008. Desde então, seus aliados se revezam no poder

CAVALETES
O projeto de Lina Bo Bardi previa que os quadros parecessem flutuar em sucessão vertiginosa, já que estariam pendurados em cavaletes de vidro. A famosa museografia da arquiteta foi aposentada também em 1994

GRADES
Denúncias de que havia usuários de crack, traficantes e moradores de rua no local levaram o curador do Masp, Teixeira Coelho, a dizer que instalar grades ao redor do espaço “amenizaria” a ocorrência de crimes ali, detonando um debate sobre a função do vão livre.


 Fonte: Folha Ilustrada

Abertas as inscrições para a Semana de Museus



Seguem abertas, até a sexta-feira (7), as inscrições para museus e centros culturais interessados em participar da 12ª Semana de Museus. A temporada de eventos, que celebra o Dia Internacional dos Museus (18 de maio), acontecerá de 12 a 18 de maio de 2014 com o tema “Museus: as coleções criam conexões”.

Exposições, seminários, oficinas, debates, visitas mediadas, exibição de filmes, espetáculos de teatro, dança e música são alguns exemplos de eventos que podem ser promovidos pelos museus participantes durante o período. A efetiva participação do museu dá-se apenas com a inscrição de pelo menos uma atividade.

Os museus que participam dessa ação conseguem alcançar importantes resultados, como o aumento da visitação, maior envolvimento da comunidade, fortalecimento da imagem do museu e o aumento de sua visibilidade.

A expectativa é de que a comunidade participe, reflita, discuta e troque experiências sobre o tema proposto.

A inscrição é feita exclusivamente por meio do preenchimento de formulário eletrônico, disponível no site www.museus.gov.br.

A última edição da Semana de Museus (2013) envolveu mais de 1,2 mil museus e contou com 3.910 eventos em 535 municípios brasileiros.

Instituições vivas

O tema da 12ª edição da Semana de Museus segue o mote do Dia Internacional dos Museus, definido pelo Conselho Internacional de Museus (Icom). O tema sugerido para 2014 lembra que os museus são instituições vivas que ajudam a criar vínculos entre visitantes, gerações e culturas ao redor do mundo.

Criado em 1977, o Dia Internacional de Museus tem como objetivo sensibilizar sobre o papel dos museus no desenvolvimento da sociedade. O Brasil é considerado um dos países que mais celebram a data.

fonte:
http://www.odocumento.com.br/materia.php?id=451964