sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Dezenas de quadros foram roubados do Museu Nacional de Belas Artes de Havana

Divulgou hoje um 'site' noticioso dedicado a Cuba, que refere que as obras de arte poderão estar em Miami, Estados Unidos, para serem vendidas ilegalmente.

Segundo o 'site' Café Fuerte, dedicado à atualidade de Cuba e de Miami e citado pela agência noticiosa espanhola EFE, as obras roubadas têm um grande valor patrimonial e histórico.

Pode tratar-se do «maior desfalque de património pictórico cubano das últimas décadas», afirmou uma fonte do museu.

As obras roubadas do armazém do museu nacional cubano são, na maioria, «quadros de vanguarda» e o seu desaparecimento foi detetado na semana passada, quando algumas obras começaram a circular em Miami e a serem promovidas por comerciantes de arte, relatou o 'site' noticioso.

Peritos do Ministério do Interior cubano e outros especialistas estão a investigar as circunstâncias do roubo, acrescentou a mesma fonte.

«As autoridades cubanas não têm o hábito de informar sobre o roubo de obras de artes e muitas nem sequer» constam dos registos internacionais, referiu o 'site' Café Fuerte, indicando que o Museu Nacional de Belas Artes de Havana não divulga o seu catálogo de obras, em parte porque «foram confiscadas aos respetivos proprietários no início da revolução de Fidel Castro».


fonte:
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=3713634

Grupo desvenda história evolutiva de grupo mais comum de aves da Amazônia

Agência FAPESP – A história evolutiva de um grupo bastante diverso de aves, composto por mais de 230 espécies que representam aproximadamente 10% da avifauna brasileira, está prestes a ser desvendada.

Pesquisadores do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP) estão concluindo a filogenia – estudo da relação evolutiva entre espécies – de aves da família Thamnophilidae, conhecidas popularmente no Brasil como papa-formigas.

Desenvolvido no âmbito do projeto de pesquisa “Sistemática, biogeografia e evolução fenotípica dos Thamnophini (aves Thamnophilidae): uma aproximação baseada em sequenciamento maciço de DNA”, apoiado pela FAPESP, alguns dos resultados do estudo foram apresentados na quarta-feira (26/02), último dia do UK-Brazil-Chile Frontiers of Science.

A Royal Society, do Reino Unido, a FAPESP e as Academias Brasileira e Chilena de Ciências organizaram o evento em Chicheley, no sul da Inglaterra, com o objetivo de fomentar a colaboração científica e interdisciplinar entre jovens pesquisadores brasileiros, chilenos e do Reino Unido em áreas de fronteira do conhecimento.

“Estamos concluindo a primeira filogenia da família Thamnophilidae. Já temos amostras de 99% das espécies e agora temos uma hipótese bastante completa da história evolutiva desse grupo de aves”, disse Gustavo Adolfo Bravo Mora, pesquisador do Museu de Zoologia da USP, à Agência FAPESP.

De acordo com o pesquisador, os papa-formigas representam o grupo mais comum de aves da Amazônia, com a maior diversidade de espécies da família, podendo chegar, por exemplo, a 45 espécies diferentes em um mesmo local.

Além de povoar a Floresta Amazônica, o grupo também está presente em outros biomas brasileiros, como a Mata Atlântica – que possui regiões com até 12 espécies endêmicas (próprias) –, a Caatinga e o Cerrado, nestes em menor proporção.

Uma das características comuns dessas aves, segundo Mora, é o fato de serem pequenas, medindo, em média, entre 25 e 30 centímetros. A menor tem 3,5 centímetros e vive na copa das árvores da Floresta Amazônica. A maior, conhecida como matracão (Batara cinerea), mede pouco mais de 30 centímetros e é mais fácil de ser encontrada na Mata Atlântica. “Há uma variação muito grande entre as espécies”, disse Mora.

Outra característica dessas aves é que elas se alimentam principalmente de insetos; daí a alcunha de papa-formigas. Além disso, cantam o tempo todo. “Ao entrar em uma região da Floresta Amazônica, é muito difícil vê-las, mas é possível escutar seu canto”, disse Mora.

As gravações do canto dessas aves e a quantificação das variações, feitas por meio de softwares especiais, são utilizadas pelos pesquisadores para entender padrões de evolução usando a filogenia do grupo, com base em dados genéticos.

Os registros do canto são complementados com medições de bico, asa, cauda e pata das espécimes, que fornecem estimativas da variação na forma dos animais, e de sequenciamento de dadosmoleculares obtidos de amostras de tecidos de espécimes da coleção do Museu de Zoologia da USP e de outros museus situados principalmente no Brasil e nos Estados Unidos.

Além disso, os pesquisadores usam sistemas de informação geográfica para realizar análises de distribuição e quantificar os ambientes onde essas aves podem estar presentes.

“Com base nesse conjunto de dados geográficos, podemos estimar quais espécies preferem áreas com maior precipitação ou menor temperatura, por exemplo”, indicou Mora. “A ideia é integrar esses diferentes tipos de dados para tentar entender como a diversidade de espécies de aves tem evoluído na família Thamnophilidae.”

Compreensão da biodiversidade

Os pesquisadores atualmente analisam o conjunto de dados coletados. De acordo com Mora, os resultados das análises permitirão entender e quantificar a biodiversidade desse grupo de aves. Será possível avaliar, por exemplo, se um determinado tipo de morfologia de ave evoluiu mais rapidamente do que outro, ou se animais que vivem em áreas de floresta mais secas evoluem mais velozmente do que os que habitam locais mais úmidos.

Além disso, o conjunto de informações poderá ser utilizado em estudos de conservação da biodiversidade desse grupo de aves. “Por enquanto, só o número de espécies em uma determinada área ou aquelas ameaçadas têm sido usado em estudos de conservação”, afirmou Mora.

“Mas há todo um conjunto de outras informações evolutivas, de distribuição e de morfologia, como essas que geramos do grupo Thamnophilidae, que poderia ser utilizado para a tomada de decisões de conservação de forma mais objetiva”, apontou.

A conclusão da filogenia da família Thamnophilidae também deverá facilitar a identificação de novas espécies do grupo, indicou Mora. Durante o projeto foram descobertas 15 novas espécies de aves da Amazônia no início de 2013.

De acordo com o pesquisador, das 15 espécies descobertas, quatro são papa-formigas e foram descritas por ele. “Há mais cinco novas espécies que estamos descrevendo agora dentro da família Thamnophilidae”, afirmou.

Importância da coleta de dados

Na palestra ministrada em Chicheley, Mora chamou a atenção para a importância dos museus de história natural como fontes de informação para o estudo evolutivo de espécies. Na avaliação dele, apesar da clara importância científica dessas instituições, elas são subutilizadas pelos estudos evolutivos.

“Os museus de história natural possuem bancos de dados de espécies gigantescos e são peças-chave na pesquisa sobre biodiversidade porque nos permitem olhar para o passado e, ao mesmo tempo, mirar o futuro”, avaliou.

Com as novas tecnologias de sequenciamento de DNA, é possível analisar com mais rapidez os dados genéticos de espécimes centenárias que integram as coleções para a construção da filogenia de diversos grupos.

Já as novas tecnologias de comunicação móveis, como celulares com câmeras fotográficas e gravadores e acesso à internet, permitem que o cidadão comum contribua de forma mais ativa em estudos sobre a biodiversidade.

A avaliação foi feita por Nick Isaac, pesquisador do Centro de Registros Biológicos do Centro de Ecologia e Hidrologia (Nerc) do Reino Unido. “Os smartphones tornaram-se ferramentas muito úteis para os ‘cientistas cidadãos’ fazerem registros de sons e imagens de animais, que são muito úteis para alimentar os bancos de dados científicos de biodiversidade”, afirmou o pesquisador, na palestra que proferiu após a de Mora.

De acordo com Isaac, no Reino Unido os cidadãos comuns contribuem há mais de 200 anos com observações da vida selvagem. “Isso tem nos proporcionado um vasto repositório de dados para compreender mudanças na biodiversidade de diversos grupos de espécies”, avaliou o pesquisador.

O problema é que muitos desses registros apresentam “ruídos”, como a falta de dados como data e local da coleta – informações importantes para o estudo de comportamento das espécies.

A fim de eliminar os “ruídos” dos registros, o pesquisador trabalha no desenvolvimento de modelagens estáticas. “As modelagens que estamos desenvolvendo podem nos ajudar a recuperar informações relevantes que muitas vezes estavam ‘apagadas’ em meio aos ruídos”, afirmou.
fonte:
http://agencia.fapesp.br/18697

Academia terá museu do Oscar em Los Angeles


LOS ANGELES, EUA, 28 de fevereiro (Folhapress) - Os sapatinhos vermelhos de Dorothy em "O Mágico de Oz" (1939) e a mini-estatueta do Oscar dada à atriz mirim Shirley Temple (1928-2014) em 1935 finalmente vão brilhar juntos debaixo do mesmo teto, no Academy Museum of Motion Pictures, em Los Angeles, ao lado da câmera de 1918 do pioneiro D.W. Griffith (1875-1948) e muitas outras relíquias do cinema. 

O museu de cinco andares só deve abrir em 2017, mas os planos para construí-lo vêm de longe e tomaram fôlego nos últimos meses, com uma campanha liderada por Tom Hanks, Bob Iger e Annette Bening que já levantou mais de US$ 200 milhões para o projeto de US$ 300 milhões (cerca de R$ 464,8 milhões para R$ 697,2 milhões). 

A soma inclui a generosa doação de US$ 25 milhões (R$ 58,23 milhões) do produtor David Geffen. Ele dará nome ao principal cinema da casa, dentro de um globo de vidro com capacidade para mil lugares e programação o ano todo, com pré-estreias e retrospectivas. 

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo projeto e pela cerimônia do Oscar, coleciona materiais desde os anos 1930, um arquivo que engloba 165 mil filmes, 10 milhões de fotografias e 12 mil desenhos de figurinos. 

A instituição será construída num terreno do Museu do Condado de Los Angeles, na esquina das ruas Wilshire e Fairfax, onde está um prédio de 1939 que, no momento, abriga uma retrospectiva da estilista Diane von Furstenberg. 

Os arquitetos Renzo Piano, italiano ganhador do Pritzker, e o americano Zoltan Pali, conhecido por ter desenhado a nova casa de espetáculos da cidade Wallis Annenberg Center, serão responsáveis pelo projeto. Eles vão reutilizar o antigo edifício e criar uma esfera de vidro com cinema e terraço para festas, ambos conectados por uma estrutura de cinco andares. Os estágios de demolição e construção estão agendados para o próximo semestre. 

Os detalhes do novo museu foram divulgados no mês passado. Haverá espaços para exposições permanentes e temporárias, com mais três cinemas com cerca de 100 lugares cada. "Queremos dar oportunidade para cobrir temas em profundidade que não terão lugar nas exibições permanentes", diz Bill Kramer, diretor-gerente do Academy Museum. "Algumas exposições devem ser realizadas com outras instituições culturais." 

No terceiro andar ficará um centro educacional para professores e estudantes e, no quarto, uma mostra sobre a Academia e o Oscar. No térreo, a loja tem orçamento de US$ 5 milhões (R$ 11,65 milhões) e venderá fotografias com edições limitadas. 

A ideia para um museu do cinema vem de longe. A última tentativa foi no início dos anos 2000, num terreno em Hollywood de dois quarteirões e com desenho do francês Christian de Portzamparc. O jornal "New York Times" chegou a dizer na época que tratava-se do "mais ambicioso monumento à influência internacional do cinema".

Por Fernanda Ezabella 

fonte
http://www.tnonline.com.br/noticias/geral/58,245620,28,02,academia-tera-museu-do-oscar-em-los-angeles.shtml