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sábado, 5 de abril de 2014

Edição do dia 05/04/2014 05/04/2014 15h43 - Atualizado em 05/04/2014 15h43 Exposição do australiano Ron Mueck lota o Museu de Arte Moderna, no Rio

Os cariocas têm enfrentado longas filas pra ver as obras super realistas do artista australiano Ron Mueck. Essa é a primeira exposição dele no Brasil. São apenas nove obras, um quarto de toda a produção do artista. O suficiente para deixar o público assim: “É extraordinário, é como se fosse um gigante, uma pessoa de verdade, fiquei encantada", diz uma visitante.
São esculturas desconcertantes, que replicam a figura humana com uma riqueza impressionante de detalhes: unhas dos pés, rugas, cicatrizes, barba por fazer. Essa é a marca registrada do artista australiano, radicado em Londres.


Para fazer as esculturas e reproduzir cada detalhe da anatomia, o Ron Mueck leva até um ano e usa materiais como resina, fibra de vidro, silicone e acrílico. O resultado é tão realista que é muito difícil resistir à tentação de tocar nas obras. Mas isso não é permitido e uma marcação no chão deixa isso bem claro. O jeito, então, é se esticar pra chegar o mais perto possível.

A visitante Aziza levou binóculos. “Os fiozinhos, as dobrinhas, essa senhora por exemplo, as dobrinhas da pele", detalha ela. Para matar a vontade do público, um pedaço de pé, com unhas e tudo, circula pelo salão do MAM (Museu de Arte Moderna). É um molde de silicone que o artista manda junto com as esculturas.

As obras levam à uma reflexão: “quantas cenas assim você já viu por aí?”. Entre as figuras retratadas, está um casal de idosos na praia. "Você fica imaginando que à noite eles vão sair andando para brincar, sei lá. Eles estão só adormecidos para a gente olhar. É o que eu espero para mim, para a minha velhice, ficar com sombra e água fresca", diz outra visitante.

A mulher que carrega o bebê no casaco porque as mãos estão ocupadas com sacolas de supermercado. "Me parece que ela não tem com quem deixar o filho e faz tudo ao mesmo tempo", analisa uma mulher que estava na exposição.

O rosto gigante é um autoretrato do artista. Ron Mueck brinca com as proporções ora monumentais ora miniaturas. E não basta fotografar, tem que interagir com elas. É impossível ficar indiferente diante de tanta precisão. “Recriar a arte, o que já existe a gente entrou dentro da brincadeira totalmente. É muito legal, acho que todo mundo tem que vir”, diz a hoteleira Cristina Castro.

A exposição está no MAM (Museu de Arte Moderna) do Rio de Janeiro e pode ser vista até o dia 1º de junho.


fonte:
http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2014/04/exposicao-do-australiano-ron-mueck-lota-o-museu-de-arte-moderna-no-rio.html

Sisem estuda instalação de museu arqueológico em Presidente Epitácio


Início das obras não foi determinado. Investimento será de R$ 4 milhões. Material encontrado na cidade tem relevância no aspecto cultural regional.


Presidente Epitácio recebeu a visita do diretor do Sistema Estadual de Museus (Sisem), Davidson Panis Kaseker, para orientar e ordenar as etapas de implantação, construção e instalação do Museu Regional Arqueológico e Histórico no município.

De acordo com a prefeitura, cerca de R$ 4 milhões serão destinados ao museu através de recursos da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), como compensação ambiental.

O museu, segundo a prefeitura, é diferente do comum, “são passarelas construídas sobre os sítios arqueológicos, no entanto, por enquanto, o local não será divulgado para preservação”.

A escolha do município, conforme afirma o Executivo, se deu devido a “riqueza de material encontrado em sítio arqueológico localizado na cidade, ainda antes do enchimento do reservatório da Usina Hidrelétrica e Eclusa (UHE) 'Eng° Sergio Motta' “.

Para pesquisadores, segundo a prefeitura, o material é considerado de relevância no aspecto cultural regional e parte dele está sobre guarda da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp), no Campus de Presidente Prudente.

O diretor do Sisem, esteve no município na quarta-feira (2) e se reuniu com representantes do da cidade. Com eles, de acordo com o executivo, foram determinados a forma de condução das intervenções e competências dos parceiros, como Unesp, Universidade de São Paulo (USP) e Sisem.


Também foram estabelecidas diretrizes para as metas e prazos do cronograma de execução, conclusão e inauguração da obra, não divulgadas pelo executivo.





fonte:
http://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-regiao/noticia/2014/04/sisem-estuda-instalacao-de-museu-arqueologico-em-presidente-epitacio.html

Federação de Amigos de Museus participa de Fórum no MUBE


A Federação de Amigos de Museus do Brasil participa na próxima segunda-feira, dia 7 de abril, do Fórum MUBE|Arte|Hoje|, que escolheu o tema \"Júris\" nesta edição, para tratar de situações jurídicas em interface com a arte.

Nelson Colas, diretor de Relações Institucionais da Feambra, irá comentar o Código de Ética da Federação Mundial de Amigos de Museus em conjunto com o código de Ética do Conselho Mundial de Museus (ICOM).

Gustavo Horta, consultor de Novos Negócios da entidade, vai discutir a quem de fato pertence o produto cultural: ao artista, ao colecionador, ao investidor ou aos museu e galerias. O evento é gratuito e as inscrições podem ser feitas pelo email cursos@mube.art.br ou forummube@gmail.com.

O Museu Brasileiro da Escultura fica na Avenida Europa 218, São Paulo. 

fonte:
http://www.pautas.incorporativa.com.br/a-mostra-release.php?id=24528

Evento discute sistema integrado de museus no RJ

Presidente do Ibram destacou a necessidade de readequação urbanística, fundamental para a visibilidade e acesso à instituição

O presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo, esteve nesta semana, em Niterói (RJ), onde se reuniu com o prefeito da cidade, Rodrigo Neves, para discutir a necessidade de melhorias no entorno do Museu de Arqueologia/Socioambiental de Itaipu (MAI), que integra a rede de museus Ibram, além da criação de um sistema integrado de museus no município.

Angelo Oswaldo destacou, durante o encontro, a necessidade de readequação urbanística no entorno do MAI, que considera fundamental para a visibilidade e acesso à instituição. Instalado no antigo Recolhimento de Santa Teresa, fundada em 1764, o local, que reúne testemunhos da ocupação humana pré-cabralina na região, é considerado um dos sítios arqueológicos pré-históricos mais importantes do País.

“A requalificação urbana da área do entorno do museu irá organizar e valorizar o espaço público, como também o patrimônio histórico-cultural e as comunidades que o cercam”, declarou Pedro Heringer.

Entorno e valorização

Ficou definido no encontro que o Sistema Municipal de Museus, cuja criação será oficializada por decreto, será lançado no dia 15 de maio em cerimônia no Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Niterói, quando também será apresentado um folder com o roteiro dos museus locais.

A expectativa, a partir da criação do sistema, é aperfeiçoar a sinalização dos museus locais, organizar seus horários de funcionamentos e agendas, facilitar o diálogo entre museus e instituições afins, promover o compartilhamento dos acervos, mostras conjuntas e atividades museológicas, além de melhorar o entorno dos museus através da valorização paisagística e ordenamento urbano.

Além do MAC e do Museu de Arqueologia de Itaipu, Niterói reúne instituições importantes como o Museu Antônio Parreiras, o Museu do Ingá, o Solar do Jambeiro, a Casa de Oliveira Vianna e o Museu Janete Costa de Arte Popular, reaberto no ano passado, além de vários espaços expositivos, como o recém-inaugurado Espaço Cultural dos Correios.

De acordo com o prefeito, a cidade vai ganhar em breve mais três museus: o do Cinema Brasileiro, em São Domingos; o da Ciência e Criatividade, no Caminho Niemeyer; e o do Samba e Choro, em Jurujuba.

A reunião contou ainda com a participação do presidente da Fundação de Arte de Niterói (FAN), André Diniz, das coordenadoras do Sistema Estadual de Museus do Rio de Janeiro, Lucienne dos Santos, e do Patrimônio Museológico do Ibram, Vera Mangas, além do diretor do museu, Pedro Heringer.