quarta-feira, 16 de abril de 2014

Colecionismo na arte é primeiro tema do Museu de Ideias em 2014

No dia 29 de abril, o projeto Museu de Ideias – A Educação em Debate promove a primeira palestra de 2014: "Colecionismo na arte: um relato de sua história e perspectivas brasileiras". A palestra será feita por Anna Paola Baptista, historiadora da arte e curadora do Museu da Chácara do Céu. A convidada irá traçar uma breve história do colecionismo da arte e dos espaços para coleções, seguida de um panorama do caso brasileiro. 

Em sua sexta edição, o Museu de Ideias traz como tema central "Museus: as coleções promovem conexões” com o propósito de refletir sobre como, a partir desses acervos, pode-se promover a ligação entre visitantes, gerações e culturas. O projeto é uma parceria entre o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast/MCTI), o Museu da Chácara do Céu e a Fundação Casa de Rui Barbosa.
O Museu de Ideias foi criado com o intuito de ampliar a visibilidade das pesquisas realizadas no âmbito da educação não formal e promover a socialização dos conhecimentos produzidos, bem como suscitar o debate e a reflexão acerca das múltiplas questões referentes às ações educativas em museus.
O projeto é um ciclo de palestras sobre as mais recentes pesquisas e ações educativas em museus. Divide-se em três blocos temáticos: Museus de Ciências, Museus Históricos e Museus de Arte. O evento ocorre ao longo do ano, uma vez ao mês, com entrada gratuita.
Sobre o Mast
Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) é uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), criada na cidade do Rio de Janeiro em 1985. Tem como missão ampliar o acesso da sociedade ao conhecimento científico e tecnológico por meio da pesquisa, preservação de acervos, divulgação e história da ciência e da tecnologia no Brasil.
Na área de divulgação da ciência, estão entre os destaques a Observação do Céu, a Visita Orientada e a Visita Escolar, que deve ser agendada com antecedência. Nos finais de semana, há programação alternada para o público visitante, tais como: Ciclo de Palestras de Astronomia, Cine Ciência, Contando Mitos, Planetário Inflável, Cozinhando com a Química, Brincando de Matemático, ASTROmania e Faça você mesmo.
As exposições permanentes e temporárias são exibidas no prédio sede, mas as exposições itinerantes tem por finalidade estender para escolas e outras instituições o trabalho desenvolvido no Mast.


Museu Municipal de Santiago comemora 83 anos de fundação

A programação de aniversário do Museu Municipal Pedro Palmeiro no município de Santiago está definida, com três noites de comemoração, 22, 23 e 24 de abril, no auditório Caio Fernando Abreu (anexo à Câmara de Vereadores). A data marca os 83 anos de fundação, 30 anos da inauguração da instituição e 112 anos do patrono Pedro Palmeiro (in memorian).

A abertura será às 19h30min, do dia 22 de abril com um Sarau – apresentação do Clube de Música – Amigos de Beethoven e de poetas santiaguenses. Na quarta-feira, Noite do Cinema, com exibição de documentário histórico sobre o museu, produzido por Márcio Brasil e Marcus Manzoni e, o lançamento da edição especial do Jornal Letras Santiaguenses.

Para finalizar, na noite de 24, Concerto Musical pela fanfarra da 1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, com execução especial de “tangos para o patrono”, sempre às 19h30min, com entrada franca. O Museu Pedro Palmeiro está localizado no terceiro piso do edifício cultural Melvin Jones.

fonte:
http://radioprogresso.com.br/?pg=desc_noticia&id=8541&nome=Museu%20Municipal%20de%20Santiago%20comemora%2083%20anos%20de%20funda%C3%A7%C3%A3o

Conselho Consultivo do Patrimônio Museológico do Ibram, divulga nota após reunião

A primeira reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Museológico do Ibram, que aconteceu após a posse dos novos conselheiros no dia 11 de abril, em Brasília (DF), teve como resultado uma nota assinada por todos os representantes presentes e pelo presidente do Instituto Brasileiro de Museus, também presidente do conselho, Angelo Oswaldo. 



Conselho teve primeira reunião após a posse dos novos membros

Tendo em conta a importância do Estatuto de Museus como “instrumento fundamental para a valorização do patrimônio museológico brasileiro”, a nota registra o interesse dos membros “no aperfeiçoamento dos dispositivos legais do Decreto nº 8124″, que regulamenta o Estatuto de Museus, “visando instrumentalizar o instituto para o cumprimento de sua missão”.

Por se tratar de um conselho formado por representantes de entidades culturais assim como da sociedade civil, o documento reconhece ainda ” a importância estratégica do colecionismo privado para o desenvolvimento da cultura brasileira” e destaca que serão feitos esforços para que o colecionismo seja valorizado “inclusive por parte dos poderes públicos”.

No último aspecto, o conselho garante que serão feitas sugestões para o “aprimoramento da Declaração de Interesse Público e de seus consequentes direitos, nos quais se inclui o de preferência”. Leia o documento na íntegra.

A próxima reunião ordinária deve acontecer durante o 6º Fórum Nacional de Museus, programado para o segundo semestre.


Texto e foto: Ascom/Ibram

Aprender a pensar, não (apenas) a executar ( .pt )

As práticas de aprendizagem informal, saídas de campo, visitas guiadas a museus, jardins botânicos devem ser estimuladas porque podem levar a aprendizagens mais intensas e sistemáticas sobre o mundo real.

Após a publicação do quinto volume do relatório do PISA, verifica-se que Portugal está na média dos países da OCDE. No entanto, os estudantes portugueses são ágeis em planear e a executar, mas não a questionar, pensar e experimentar alternativas. Falta-lhes capacidade de trabalho autónomo, curiosidade para colocar questões, saber partilhar o seu conhecimento em grupo e competências necessárias ao desenvolvimento de uma cidadania activa. E isto adquire-se com métodos de aprendizagens activas.

Durante este período de crise económica, o crescimento deve estar mais dependente de investimentos em melhores práticas pedagógicas, autonomia das escolas e incentivos aos docentes do que em trabalho burocrático.

A experiência que o Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural e da Ciência – Universidade de Lisboa – e o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra obtiveram nos últimos três anos com a oferta de oficinas de formação sobre a aplicação do método de aprendizagem activa (IBSE – Inquiry Based Science Education) no ensino da biodiversidade, permitiu o lançamento de um documento estratégico dividido em duas partes: (i) uma mensagem política, dirigida a entidades responsáveis pelo ensino, pais, encarregados de educação e instituições de ensino, com propostas que permitam medir o sucesso educativo; (ii) medidas estratégicas com metas a serem implementadas a médio/longo prazo (vide www.inquirebotany.org/pt).

A mensagem política. Repensar a educação com vista a melhores práticas de ensino.

1. Clarificar o significado de aprendizagem activa. Importa treinar docentes e incentivar a sua formação a título individual e a nível das comunidades escolares, aumentando a reflexão sobre a sua própria aprendizagem e as suas práticas lectivas. A metodologia IBSE estimula os estudantes a desenvolver os seus conhecimentos epistemológicos, competências sociais e, simultaneamente, a compreensão sobre a complexidade da ciência.

2. Estabelecer pontes entre educação formal e informal. Há evidências concretas e comprovadas de que a educação informal, desde que concebida de forma planeada e adequada, oferece excelentes oportunidades de aprendizagem, particularmente por permitir a ligação a conteúdos lectivos dados em sala de aula.

3. Envolver a comunidade e as famílias em todo o processo de aprendizagem. O envolvimento de um público alargado num projecto educativo requer um sistema educativo que privilegie a formação contínua dos professores e a melhoria da relação entre escola e associação de pais, comunidade científica e cultural. E isto implica maior autonomia das escolas.

4. Valorizar o papel dos educadores. Aos monitores, guias ou educadores dos espaços de aprendizagem fora da sala de aula, enquanto “comunicadores de saberes”, deve-lhes ser conferido reconhecimento profissional e de mérito.

As medidas estratégicas - Identificação de objectivos (três) e metas (dez) centrais à reforma educativa.

Objectivo 1: Métodos educacionais

1. “Motivação dos estudantes” como indicador de “melhor sucesso”. As escolas necessitam de trocar experiências de como motivar os estudantes e promover a sua criatividade.

2. Promoção e divulgação do trabalho de investigação individual de cada estudante. O sistema educativo deve ser reorientado de modo a conferir competências aos estudantes no saber colocar questões científicas e a incentivar a comunicação de resultados.

3. Repercussões sociais da educação. As escolas devem ter papel relevante a nível local e regional para estimular a cidadania e o envolvimento da comunidade, envolvendo os estudantes e as suas famílias no processo de aprendizagem e no progresso educativo.

4. Aprendizagem activa. O estímulo de metodologias pedagógicas intelectualmente mais estimulantes e diversificadas pode levar à criação de novas ideias, à melhoria da literacia científica e a hábitos de cidadania activa entre os jovens.

Objectivo 2: Autonomia das escolas

5. Aumento de responsabilidades. As escolas devem estimular os docentes a desenvolver metodologias pedagógicas inovadoras desde que previamente planeadas, justificadas e posteriormente autorizadas.

6. Quebrar de barreiras entre disciplinas. As escolas devem encorajar a troca de conhecimentos e experiências pedagógicas entre docentes e motivar a partilha e interacção de conteúdos científicos.

7. Interacção escola/associação de pais. O planeamento escolar deve ser apresentado no início de cada ano aos pais, promovendo a discussão aberta dos problemas e vantagens das opções tomadas.

Objectivo 3: Aprendizagens diversificadas

fonte:

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/aprender-a-pensar-nao-apenas-a-executar-1632258

Mais de 700 mil alunos visitarão museus, centros históricos e teatros gratuitamente

Neste ano, serão mais de 200 instituições culturais parceiras do programa Cultura é Currículo


O maior programa de incentivo à cultura da Educação, o Cultura é Currículo, inicia suas atividades nesta semana. A expectativa para este ano é levar, ao menos, 747 mil alunos, entre crianças, jovens e adultos para visitas monitoradas a mais 200 instituições.



Realizado em parceria com a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), órgão da Educação, o projeto Lugares de Aprender promoverá 14,8 mil visitas, beneficiando cerca de 595 mil estudantes. Por meio do projeto, 175 instituições culturais parceiras como museus, pinacotecas, zoológicos, parques e exposições, abrirão suas portas aos alunos da rede ao longo deste ano.

Teatro

Já o projeto Escola em Cena levará cerca de 152 mil alunos para assistir a diversos espetáculos de teatro, música e dança. Foram firmados convênios com 34 instituições em todo o Estado, o que garante mais de 3,8 mil visitas.

As vagas são disponibilizadas mensalmente às diretorias regionais de ensino, que fazem a distribuição para as escolas, responsáveis pela organização das visitas. O transporte e a alimentação dos estudantes são oferecidos pela Secretaria.

Cinema

Além das visitas culturais, a Educação também oferece produções cinematográficas para as unidades de ensino. Por meio do projeto Cinema Vai à Escola, foram distribuídos, no primeiro semestre de 2014, seis novos títulos, ampliando o acervo das escolas para 63 filmes em DVDs de diferentes gêneros e temas, que vão do clássico ao contemporâneo. O programa contribui para ampliar a bagagem cultural de 1,5 milhão de estudantes do Ensino Médio.


fonte:
http://www.educacao.sp.gov.br/noticias/mais-de-700-mil-alunos-visitarao-museus-centros-historicos-e-teatros-gratuitamente

El Concepto de Patrimonio Cultural ( .es )

Patrimonio Cultural es un término que nos encontramos últimamente nos encontramos con bastante frecuencia, pero es una denominación no muy clara y difusa. Sabemos que este tema es un tanto árido y más en puertas de las vacaciones, pero hay que afrontarlo con valentía. Por ello nosotros vamos a dar una opinión sobre lo que consideramos es tan manoseada denominación.

Como en algunos otros términos relacionados con la cultura, el de partrimonio cultural es un poco lío

Patrimonio cultural, cultual heritage en los países anglosajones, se mencionó como tal por primera vez en la revista Publics et Musées (1995) dirigida por André Desvallées, tratando de generar unas pautas claras para el estudio y la profundización del término y así ayudando a hacer comprender su significación, la que ha ido adquiriendo a lo largo del tiempo. Hay que decir también que ya en 1903, un historiador austriaco llamado Alois Riegl, estando frente a la Comisión de Monumentos Históricos, escribió un ensayo titulado El culto moderno a los monumentos, en el que definía que valores que se puede aplicar a ese concepto.