terça-feira, 22 de abril de 2014

Evento na USP - Temas como memória coletiva, iconomia, arquivos e museus digitais, metodologia de pesquisa em estudos culturais, redes sociais e games integram a agenda preliminar.


ECA promove o encontro "Beyond the Digital"

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23/04/2014 14:57
25/04/2014 14:57
Fruto do Edital Researcher Links, que é uma parceria entre a Fundação ao Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o British Council, acontece na ECA, entre os dias 23 e 25 de abril, o evento Beyond the Digital. Coordenado pelos professores Gilson Schwartz, do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR), e Joanne Garde-Hansen, da Universidade de Warwick (Reino Unido), o encontro contará com os professores Paulo Nassar, do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP), Lucia Santaella (PUC-SP), Anna Reading (King's College de Londres) e Michael Pickering (Loughborough University, Reino Unido).
O objetivo do evento é reunir os 20 doutores de universidades britânicas e paulistas que foram selecionados pelo Edital para que, assim, seja definida uma agenda de cooperação internacional em pesquisa a partir dos interesses comuns de todos os participantes. "O pano de fundo é uma esfera digital que acontece fora das telas e redes, que se realiza, amplia e transforma nas ruas, na mobilização social, no empreendedorismo e na economia da cultura", afirma o professor Schwartz. Temas como memória coletiva, iconomia, arquivos e museus digitais, metodologia de pesquisa em estudos culturais, redes sociais e games integram a agenda preliminar.
O evento conta com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais (PPGMPA-ECA), do Programa Interdisciplinar Diversitas (FFLCH-USP), do Núcleo de Pesquisa em Política e Gestão Tecnológica (PGT-FEA-USP), do Interdisciplinary Research for the Internet of Things (POLI-USP), do Grupo de Estudos de Novas Narrativas (GENN-ECA) e do grupo de pesquisa  Iconomia (CTR-ECA-USP). As atividades serão transmitidas pela internet.
Os debates serão transmitidos pelo IPTV e, de acordo com o professor Schwartz, haverá comunicação online com o público. 

Museu Vanuíre realiza encontro paulista sobre questões indígenas

Pesquisadores, indígenas e profissionais da área de cultura se reunirão para debater a relação entre as comunidades e as instituições museais, a partir do dia 29 de abril, no Museu Índia Vanuíre, em Tupã (SP).


De 29 de abril até 1 de maio, o museu realizará o III Encontro Paulista Questões Indígenas e Museus. A ação, organizada em conjunto com o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, acontecerá paralelamente ao IV Seminário Museus, Identidades e Patrimônio Cultural, na sede do equipamento museológico.

Os eventos reunirão um grupo de profissionais e interessados, indígenas e não indígenas, e professores da rede pública de ensino, para os debates divididos em conferências e palestras. Também serão propostas discussões entre as instituições, em busca da ampliação desses assuntos, analisados a partir dos métodos atuais.

O tema desta edição é “Museus e indígenas – Saberes e ética, novos paradigmas em debate”. O destaque será o debate em torno de uma nova ética para os museus. Entre os enfoques estão a educação indígena e o museu, desde os tradicionais ensinamentos, a formação escolar e os saberes.

No dia 29 haverá a exibição do trabalho do Centro de Referência Kaingang do Museu Índia Vanuíre com Tamimi Borsatto, do Museu Índia Vanuíre, Marília Xavier Cury, do MAE/USP, e Josué Carvalho, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na sequência, José Ribamar Bessa Freire, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e Renata Motta, diretora da Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico, (UPPM/SEC), se apresentarão.

Entre os convidados dos três dias estão o italiano Massimo Canevacci, do Instituto de Estudos Avançados da USP, a boliviana Elvira Espejo, do Museo Nacional de Etnografia y Folklore, de La Paz, que abordará em sua fala o papel da mulher indígena, Alexandre Oliveira Gomes, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Pernambuco e da Rede Cearense de Museus Comunitários, Suzenalson da Silva Santos, do Museu Indígena Kanindé, no Ceará, e George de Vasconcelos, da Casa da Memória do Tronco Velho Pankararu, em Pernambuco. Os dois últimos contarão suas experiências como gestores indígenas de museus.

Todos os dias, ao final dos debates, haverá uma programação cultural com os espetáculos de grupos de danças indígenas Kaingang, Krenak e Terena, da T.I.Vanuíre. As inscrições podem ser feitas pelo site.

A taxa de inscrição é de R$ 30 para docentes universitários, profissionais de museus e interessados. São isentos indígenas, estudantes universitários e professores da rede pública de ensino. Mais informações pelo telefone (14) 34911-2333.

MUSEO COMO ORGANIZACIÓN INTELIGENTE

Aun hoy, hay quien entiende los museos como organismos institucionales decimonónicos, burocratizados al máximo con una gran tradición de inercia “anti-cambios”. En otras palabras, la típica percepción de una institución subida a un inalcanzable pedestal construida por gente sapientísima subida, a su vez, a otro pedestal. Algunos opinarán que esta forma de gestión no ha ido tan mal a lo largo del tiempo, porque ahí siguen. Es un entorno donde se puede encontrar técnicos que reivindican que lo que funciona no se debe cambiar, y así no se complica uno la vida. Nosotros opinamos que si se pretende aspirar a tener una institución mucho más eficaz y mucho más inteligente, se deben tomar medidas y muchas precauciones. Ha habido especialistas como es el caso de Carlos Obseso, que en su libro Homo Faber, homo Sapiens, propone algunas pautas que nosotros suscribimos al efecto. Se repiten ciertas obviedades, pero conviene recordarlas de todas formas de vez en cuando, suele ser útil hacerlo ¿no os parece?. Vamos allá.
 
 





Hay que introducir modificaciones en el lenguaje del museo; director, jefe, conserje, guía, son palabras propias de una burocracia administrativa que se ha quedado anacrónica, y no solo porque son denominaciones masculinas. Muchas de estas palabras, además, nos remiten a cosas muy aburridas: vitrina, sala, conservador… Debemosimplicarnos en la modernización del lenguaje del museo, es muy importante.



Debemos enfatizar lo colectivo sobre lo individual. La investigación es colectiva; la exposición es el resultado de muchos esfuerzos, la tarea de difundir una exposición, de movilizar a un público, es también tarea de un grupo de personas. Evidentemente, somos individuos, pero debemos trabajar coordinadamente , cada uno en su correspondiente área de responsabilidad o su espacio profesional, pero siempre enfocando a un objetivo colectivo.



Tener como objetivo la promoción del aprendizaje no a través de “lo que soy” sino de “lo que hago”. Se aprende no por el hecho de “ser museólogo” o “ser museógrafo”, sino porque “hago proyectos de museología” o “hago proyectos de museografía”; lo que más valoramos los profesionales por serlo, es participar en proyectos activamente. También es importante que en vez de “mandar”, se debe “apoyar” en el desarrollo profesional ajeno. El museólogo y/o museógrafo responsables de un equipo debe estar al tanto de que capacidades y competencias tienen los integrantes de su equipo, que dificultades profesionales o personales se presentan, etc.



Disponer de memoria histórica. Puede tenderse a “usar” a un técnico o a un asesor mientras sea útil y abandonarlo cuando ya no lo es – no sabe nformática, no tiene carnet de conducir… -, lo que puede ser rentable a corto plazo acaba reforzando la famosa cultura del “desprecio profesional” que es totalmente inaceptable. Quien se mantenga en esa dinámica de desprecio, además de ser un estúpido, provocará su propia tumba profesional. Es hecho probado.



Es muy importante ser coherente entre lo que se predica y lo que se hace. La incoherencia es un enemigo mortal para una comunidad que pretende ser inteligente. Funciona como un virus letal. Se debe aprender en grupo de nuestros éxitos y también de los fracasos. Los fracasos nos ayudan a comprender mejor las dificultades. En un equipo, todos han de aprender del fracaso y no simplemente echarle la culpa al eslabón más débil, es una responsabilidad colectiva y sirve para que aprendamos, no para pisarle la cabeza a alguien.



Para poder transferir conocimiento hay que tenerlo primero. No se puede transferir a otros lo que no se tiene. En el equipo, lo que más debemos valorar es la posesión del conocimiento. Y la transmisión de esos conocimientos al equipo, es más efectiva si se hace cara a cara. Los informes escritos, los emails y no digamos los whastapps, nunca superarán el valor del cara a cara como manera de transmisión del conocimiento. Por eso, no basta con saber, hay que saber transmitir ese conocimiento también, es fundamental. La transmisión concreta y directa supera con creces a la abstracta multimedia. Si el conocimiento que queremos transmitir, además, lo conectamos con experiencias de la vida que podamos aportar, esta transmisión será mucho más eficaz, será amablemente contundente.



Esperamos que estas reflexiones – obviedades os hayan sido útiles.


fonte 
http://evemuseografia.com/2014/04/22/museo-como-organizacion-inteligente/
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tradutor google

MUSEU ORGANIZAÇÃO tão inteligente


Ainda hoje, há quem entenda os museus do século XIX como órgãos institucionais , burocratizados ao máximo com uma grande tradição de inércia " anti- mudança " . Em outras palavras, a percepção de uma instituição tipicamente subir a um pedestal inatingível mais sábio construído por pessoas sobem, por sua vez, para outro pedestal. Alguns argumentam que essa forma de gestão não foi tão ruim ao longo do tempo , porque há . É um ambiente onde você pode encontrar técnicos afirmando que o que funciona não deve ser alterado , e assim a vida de ninguém é complicada. Acreditamos que, se houver a aspirar a uma instituição mais eficaz e mais inteligente, e medidas devem ser tomadas muitas precauções . Houve especialistas como Charles Freak, que em seu livro Homo Faber, Homo Sapiens , propõe algumas diretrizes que se inscrever para o efeito. Alguns chavões são repetidos, mas deve lembrar-se de qualquer maneira ao longo do tempo , muitas vezes é útil fazê-lo não é? . Aqui vamos nós.


Você tem que fazer mudanças na linguagem do museu ; conselheiro, diretor , guarda , guia, são característicos de uma burocracia administrativa que se tornou palavras anacrônicas , e não apenas porque eles são nomes masculinos . Muitas destas palavras também nos remetem a coisas muito chatas : showcase , vivendo ... Debemosimplicarnos conservador na modernização da linguagem do museu , é muito importante.


Devemos enfatizar o coletivo sobre o individual. A pesquisa é coletiva; A exposição é o resultado de muitos esforços , a tarefa de espalhar uma exposição, a mobilização pública, é também a tarefa de um grupo de pessoas. Obviamente, somos indivíduos , mas temos de trabalhar em conjunto , cada um em sua respectiva área de responsabilidade ou espaço profissional, mas sempre com foco em um objetivo coletivo.


Com o objetivo de promover a aprendizagem não através de " o que eu sou ", mas " o que eu faço " . Você não aprender pelo fato de ser " o diretor do museu " ou " ser museographer ", mas porque "eu Museologia projetos " ou " fazer projetos de museologia " ; o que mais valoriza por profissionais para ser , está ativamente envolvida em projetos. Também é importante que, em vez de "enviar" deve "apoiar" no desenvolvimento profissional dos outros. O diretor do museu e / ou museographer responsável por uma equipe deve estar ciente de que eles têm as habilidades e competências de sua equipe , dificuldades profissionais ou pessoais que surgem , etc .


Ter memória histórica . Você pode mentir para " usar " um técnico ou consultor embora seja útil e sair quando não é - não sei nformática , carteira de motorista ... - o que pode ser rentável no curto prazo, apenas reforçando a cultura popular " desprezo profissional ", o que é totalmente inaceitável. Quem mantém essa dinâmica de desprezo , além de ser estúpido, fará com que a sua própria cova profissional. É fato comprovado .


É muito importante ser consistente entre o que se prega eo que se faz . Inconsistência é um inimigo mortal para uma comunidade que afirma ser inteligente. Funciona como um vírus mortal. Grupo deve aprender com os nossos sucessos e fracassos. Falhas nos ajudar a entender melhor as dificuldades . Em uma equipe , todo mundo tem que aprender com os erros e não simplesmente culpar o elo mais fraco, é uma responsabilidade colectiva e serve para aprender, para não pisar na cabeça de alguém.


Para transferir o conhecimento deve ser tomada em primeiro lugar. Você não pode transferir para os outros o que você não faz. No computador , o que mais aprecio é a posse de conhecimento. E a transmissão desse conhecimento para a equipe, é mais eficaz se for feito cara a cara . Os relatórios escritos , e-mails , sem falar no whastapps , nunca ultrapassar o valor de face a face como uma forma de transmissão de conhecimento. Portanto, não basta saber , precisa saber para passar esse conhecimento também é essencial. O concreto e transmissão direta excede em muito multimídia abstratos. Se queremos transmitir conhecimentos também ligado a ele com experiências de vida que nós fornecemos , esta transmissão será muito mais eficaz , será educadamente contundente.


Esperamos que estas reflexões - banalidades eu ter sido útil .

No Sertão artista desenha a realização dos sonhos dos agricultores

Em Choró, sertão central do Ceará, Nordeste do Brasil, tem grafitti do artista pernambucano Derlon nas comunidades de Riacho do Meio, Tauá e Quixeramobim. As obras referem-se ao sonho de moradores em textos coletivos “traduzidos” em imagens que associam street art à xilogravura.
Entre as cenas, a luta pela dignidade, desde a conquista da terra, até o aprendizado das técnicas da agroecologia, passando pela construção das primeiras moradias, das cacimbas para facilitar o acesso à água e da criação das primeiras escolas para assegurar a educação das novas gerações. Em resumo, um sonho realizado: terra para plantar, casa para morar.



Homenagem a Luiz Barbosa, antigo agricultor. O abraço do Lar. Derlon/2014

O abraço do lar. Homenagem a Luiz Barbosa, antigo agricultor (já falecido).  Derlon/2014



Pintura na residência do agricultor João Felix, um dos grandes líder da comunidade, defensor da agricultura orgânica. Derlon/2014

Pintura na residência do agricultor João Felix, um dos grandes líder da comunidade, defensor da agricultura orgânica. Derlon/2014

O trabalho do artista foi feito em março. Como desdobramento, a exposição Ouro Branco será realizada com a técnica do lambe-lambe (papel e cola) a partir de 10 de maio nos muros da Praça Benedito Calixto em São Paulo, de 22 de maio na Galeria Artur Fidalgo no Rio de Janeiro e, no início de julho, nas ruas de Paris.

O nome da mostra tem como tema o algodão cultivado na região, cuja produção orgânica, realizada por 700 famílias, é comprada integralmente pela marca de tênis franco-brasileira VERT, que também patrocinou a residência artística de Derlon. Além do algodão agroecológico, a empresa usa borracha produzida em parceria com os seringueiros da Reserva Chico Mendes, no Acre, na região Norte.

Além de Derlon, a empresa convidou o fotógrafo Pablo Saborido e o cineasta Gonçalo Savino para documentar a relação dos moradores com as imagens produzidas pelo artista e a vida cotidiana local. As imagens também estarão na exposição Ouro Branco. Além disso, desenhos de Derlon serão usados em uma coleção de Inverno da marca.

“Os traços do Derlon são marcantes. Como nosso tênis, sua arte leva a cultura popular brasileira para as ruas do mundo. Conhecemos seu trabalho em Marseille em 2009 e nos tornamos amigos. Ficou marcado de fazer uma parceria quando lançássemos a VERT no Brasil. Agora é a hora.”
Sébastien Kopp e François-Ghislain Morillion, fundadores da VERT.


A saga, família vitoriosa. Derlon/2014.

A saga, família vitoriosa. Derlon/2014.


Homenagem a Dona Francisca Lúcia, para lembrar dos tempos em que carregava água na cabeça. Hoje é só fartura.

Homenagem a Dona Francisca Lúcia, para lembrar dos tempos em que carregava água na cabeça. Hoje é só fartura. Derlon/2014


Bezouro, Moderno, Ezequiel,Candeeiro, Seca Preta, Labareda, Azulão, Arvoredo, Quina-Quina, Bananeira, Sabonete,Catingueira, Limoeiro, Lamparina, Mergulhão, Corisco. Volta Seca, Jararaca, Cajarana, Viriato, Gitirana, Moita-Brava, Meia-Noite, Zambelê. Foto cedida por Derlon.

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fonte:
babeldasartes