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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Museu de Arte Sacra, recebe exposição de bordados litúrgicos de Teresina

Em paralelo a exposição, o Museu de Arte Sacra está promovendo um mini-curso gratuito de bordado

Iniciou nesta segunda (12) uma mostra que promete atrair um grande público para o Museu de Arte Sacra Dom Paulo Libório, mantido pela Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves. É a Exposição de Bordados Litúrgicos, que acontece no período de 12 a 30 de maio, em comemoração a 12ª Semana Internacional dos Museus.

A exposição mostra vários tipos de bordados que ornamentaram as vestes sacerdotais, as casulas de bispos de Teresina e os paramentos de altar do culto litúrgico no século XX, contando com peças do Museu de Arte Sacra Dom Paulo Libório, da Arquidiocese de Teresina e de algumas igrejas da capital. O evento ainda conta com o apoio da Secretaria Municipal de Economia Solidária.

O Museu de Arte Sacra também está promovendo um mini-curso gratuito de bordado, com pontos diversos, fazendo interagir os trabalhos de algumas das atuais bordadeiras de Teresina com os bordados litúrgicos realizados por bordadeiras do passado. O mini-curso está sendo ministrado pela professora de bordado, Lúcia de Fátima, até o 16 de maio, das 14 às 18 horas.

No sábado, 17 de maio, véspera do Dia Internacional dos Museus, bordadeiras de Teresina que se dedicam ao bordado litúrgico estarão presentes no Museu de Arte Sacra, contando suas experiências nesse trabalho e confraternizando com os integrantes do curso de bordado e, também, com os visitantes que queiram participar desse encontro. O Museu fica localizado na Rua Olavo Bilac, 1481 – Centro-Sul (esquina com rua 24 de janeiro).

fonte:http://www.capitalteresina.com.br/noticias/teresina/museu-recebe-exposicao-de-bordados-liturgicos-11850.html
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A descoberta de novos talentos e a busca pelo caráter questionador das expressões artísticas são o mote da “Mostra Nordeste de Artes Visuais”, que está em cartaz até o dia 30 de junho, no Museu Assis Chateaubriand (MAC) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande

mac2A exposição tem acesso gratuito e conta com a curadoria do professor José Rufino. A iniciativa tem o objetivo de incentivar a circulação de produções e aumentar o intercâmbio cultural entre artistas, público e entidades voltadas ao setor.
mac3De acordo com José Rufino, o elo entre os nomes selecionados para a mostra é um paradoxo artístico. Eles possuem em comum o fato de serem nordestinos, ao mesmo tempo em que suas produções não se limitam às questões regionais. “A mostra possui um direcionamento semelhante ao ambiente globalizado em que vivemos. Comparando com as décadas anteriores, possuímos um cenário mais prolífico graças à tecnologia atual, que permitiu uma maior interação entre artistas, público e pesquisadores”, destaca.
Outro critério utilizado foi o diálogo estabelecido entre criador, obra, público e contexto no qual todos estão inseridos. Segundo o professor Rufino, as artes visuais prestam um serviço ao cidadão quando ela contribui na formação de um senso crítico. “A produção de um artista precisa transcender o nosso olhar, provocar questionamentos e nos despir de ideias pré-concebidas. Aí sim, estamos diante de uma ação verdadeiramente transformadora”, salienta. O trabalho de curadoria também contou com o apoio das Secretarias Estaduais de Cultura e outras entidades da Região Nordeste voltadas ao setor.
Segundo o representante da Funarte Nordeste, Naldinho Freire, a realização da mostra serve para reforçar a eficácia da articulação no segmento das artes visuais. “Quando queremos saber o que está correndo por fora do circuito, recorremos a outros autores e nomes importantes de cada região, para que nos ponham a par das novidades. Quando a classe se apoia numa postura colaborativa e integrada às outras esferas, todos saem ganhando. Foi assim que conseguimos encontrar boas surpresas que agradarão ao público e conquistarão novos espaços”, explica Naldinho.
Para José Rufino, os três pilares que fortalecem a produção contemporânea são: contatos, referências artísticas e conceituais, além de uma produção constante. Estes fatores contribuem para que novas obras cheguem aos olhares dos curadores. “As criações precisam circular, por que arte é movimento. Neste aspecto, o Nordeste segue a sua trajetória em alta velocidade. O que estamos trazendo é uma chance para o público não perder de vista o que está sendo produzido atualmente”, conclui.
fonte:http://www.uepb.edu.br/mostra-nordeste-de-artes-visuais-esta-em-exposicao-no-museu-assis-chateaubriand-ate-o-dia-30-de-junho/ @edisonmariotti on twitter - #edisonmariotti

The Metropolitan Museum of Art, New York, The Crosby Brown Collection of Musical Instruments, 1889 - Kalimba, or the "Thumb Piano"

Hall plays a rather unusual combination of two instruments, one that he calls the "kalimbatar." This hybrid instrument merges an acoustic guitar with a specially designed version of the West African kalimba. Kalimba is one name for a type of instrument known as a lamellaphone, consisting of thin metal or split cane tongues mounted on a resonating board or box. Depressing the free ends of the tongues with the thumb produces a gentle ringing sound, which is sometimes augmented by jingling objects. An example of a similar instrument, possibly by the Barwe people—members of the Shona community in the Zambesi province of Mozambique—can be found in the Museum's collection.

Nyonganyonga. Zambesi province, Mozambique, ca. 1900

Nyonganyonga. Zambesi province, Mozambique, ca. 1900. Wood, shell, metal, beads.


The Metropolitan Museum of Art, New York, The Crosby Brown Collection of Musical Instruments, 1889 (09.163.6)

In conjunction with the exhibition Early American Guitars: The Instruments of C. F. Martin, on view through December 7, the Department of Musical Instruments is presenting a series of monthly concerts on Friday evenings in the Museum's Charles Engelhard Court. The next concert in this series will be held on May 16, featuring the guitarist, composer, and instrument designer Trevor Gordon Hall.

Trevor Gordon Hall performing an original composition on the kalimbatar, 2011

This example has thirty-one metal keys and disks made of snail shells that are pinned to the body and rattle when played. Tuning is accomplished by sliding the tongues in or out to alter their vibrating length and pitch.



Lamellaphones are found across sub-Saharan Africa and were brought to Latin America by enslaved Africans. They are known by many names that may be shared with xylophones, but, overlooking differences in construction, are generally identified by two regional terms: mbira or sanza. Depending upon the context and regional tradition, lamellaphones may be used to accompany narratives and children's songs, or to summon spirits and induce trance and spirit possession, thus bridging this world with that of watchful ancestors.

The use of thumbs to play the instrument is the reason why the lamellaphone is often known to Westerners as the "thumb piano."

Left: Seated Chief Playing Thumb Piano (Mwanangana). Angola, before 1869. Wood (Uapaca), cloth, fiber, beads. The Metropolitan Museum of Art, New York, Rogers Fund, 1988 (1988.157)




Related Link
Gallery Concert: Trevor Gordon Hall, Guitar
Department(s): Musical Instruments
fonte>http://www.metmuseum.org/about-the-museum/museum-departments/curatorial-departments/musical-instruments/of-note/2014/kalimba?utm_source=Twitter&utm_medium=tweet&utm_content=20140512&utm_campaign=ofnote  @edisonmariotti - #edisonmariotti

Kalimba, or the "Thumb Piano"

Ken Moore, Frederick P. Rose Curator in Charge, Department of Musical Instruments
Posted: Monday, May 12, 2014

'Sinfonia da Metrópole' encanta o público do Museu do Estado do Pará (MEP).

Um dos mais famosos filmes mudos, em preto e branco, produzido em 1927, “Berlim - Sinfonia da Metrópole”, do diretor Walther Roitman, ganhou um brilho especial com o acompanhamento musical de parte da Orquestra de Câmera de Berlim, na noite do último sábado, 10, no Museu do Estado do Pará (MEP). A apresentação, inédita no Brasil, batizada de “Berlim - Sinfonia da Metrópole” encantou o público que prestigiou por cerca de duas horas um espetáculo aplaudido em países como Alemanha e China.

Sob a batuta dos maestros Marcelo Falcão e do alemão Hans Brandner, acompanhados pelos músicos brasileiros, com formação na Alemanha, Cássio Vieira (flauta), Gabriel Peter (clarinete), Carlos Bertão (fagote), Werley Nicolau (trompa) e Wellington Gonçalves (trompete), o clássico de Roitman que apresenta o dia-a-dia da Berlim de sua época, ganhou som em forma de poemas musicados.

A professora Sandra Correia, que acompanhou a apresentação ao lado do marido Ricardo Souza, contou que ficou encantada com o que viu. “Poucas são as oportunidades de ver um espetáculo dessa qualidade e ainda de graça, em nossa capital. Um trabalho irretocável dos maestros e músicos que toca a alma de qualquer pessoa, sem falar no filme que é um clássico”, opinou.

A aposentada Leila Santos, classificou a apresentação como “uma das mais bonitas”, que já acompanhou. “Tudo estava perfeito, o local escolhido, a músico e o filme, que trata de um período muito importante da história mundial, disse.

A coordenadora da Casa de Estudos Germânicos da Universidade Federal do Pará, Sabine Reiter, que promoveu o evento em parceria a Secretaria de Estado de Cultura (Secult), detalhou que “Berlim - Sinfonia da Metrópole” surgiu do projeto do pianista e arranjador Hans Brandne, que criou uma nova orquestração da obra original, em comemoração ao jubileu de 200 anos da Universidade Humboldt de Berlim, numa formação para a orquestra de câmara. A nova versão foi lançada em 2011 pela editora especializada em cinema-mudo Ries & Erler. “Ela já foi apresentada na Europa e China, e agora no Brasil. Primeiramente na capital paraense e depois segue para apresentações no Rio de Janeiro e em São Paulo”, ressaltou.

O diretor do MEP, Sérgio Melo, afirmou ser uma honra para o museu receber trabalho dessa importância e garantiu que a Secult vai continuar se empenhando para trazer obras dessa magnitude. “O público paraense pode esperar mais eventos de qualidade como o “Berlim - Sinfonia da Metrópole”. Já estamos negociando para trazer ainda este ano, “Os Mestres da Gravura” e o “Ciclo de Modernidade”, adiantou.

A apresentação “Berlim - Sinfonia da Metrópole” foi promovida pelo Governo do Estado do Pará, por meio da Secult, Secretaria de Promoção Social, Sistema Integrado de Museus, Museu do Estado do Pará e Casa de Estudos Germânicos da UFPA, com patrocínio do Bertelsmann e Visit Berlim.
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Alexandra Cavalcanti
Secretaria de Estado de Cultura
fonte:http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=101295

Instituições públicas e privadas de Florianópolis cultivam acervo valioso de artistas catarinenses

Fora dos cofres e distante das paredes dos museus e galerias de arte, Florianópolis possui acervos valiosos assinados pelos mais importantes artistas plásticos catarinenses, a decorar salas e corredores de instituições públicas e privadas. Telas de Meyer Filho, Rodrigo de Haro, Willi Zumblic, Valda Costa, Eli Heil. Painéis de Martinho de Haro. Tapeçarias de Pedro Paulo Vechietti. Entre outras obras, há algumas assinadas por brasileiros e estrangeiros que por aqui deixaram suas influências, como Tarcila do Amaral, Di Cavalcanti e Jean Baptiste Debret.
Divulgação

Obra de Martinho de Haro faz parte do acervo da sala do governador do Estado



Mantenedor do maior acervo público catarinense, o Governo do Estado também é a instituição com maior número de quadros fora do catálogo de museus. Enquanto o Masc (Museu de Arte de Santa Catarina) possui mais de mil obras, o Estado coleciona um patrimônio artístico que chega aos 300 títulos. A maior parte das produções está na Casa Civil e Casa da Agronômica, mas há obras cedidas à todas as secretarias, fundações e autarquias. As mais valiosas enfeitam os gabinetes do governador, vice e secretários.

A maior parte dos itens do Governo pertencia ao extinto Besc (Banco do Estado de Santa Catarina). A aquisição aconteceu quando a instituição financeira foi incorporada ao Banco do Brasil em 2008. O conjunto das obras, de valor estimado em R$ 1 milhão, foi retirado das agências e distribuído entre os prédios públicos do Estado. Mas, diferente dos objetos de arte dos museus, estes objetos, embora sejam de instituição pública, não são de responsabilidade da FCC (Fundação Catarinense de Cultura) e não têm um profissional específico para zelar pela sua conservação. Acontece que, diante da importância artística e histórica destas peças, alguns servidores abraçaram a causa e assumiram a responsabilidade de cuidar delas.

Por estarem em espaços “não abertos ao grande público” as obras permanecem apenas ao alcance do olhar de funcionários e visitantes, ficando expostas a condições não adequadas de luz e temperaturas o que pode acelerar a sua decomposição. Por esse motivo, a servidora pública Sônia Margarete Fraga Machado assumiu o compromisso de catalogar e restaurar as obras do acervo do governo. “Eu sempre me interessei por arte e quando essas obras chegaram ao Centro Administrativo notei que muitas estavam danificadas pela luz e pelo calor. Algumas, como os painéis do Martinho de Haro estavam craqueladas, outras estavam tomadas por cupins”, lembra.

A partir dessa constatação levou técnicos da Atecor (Ateliê de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis) da FCC, onde também fez um curso de restauração. 

Com as obras restauradas e de volta às suas salas, Sônia deu início ao processo de catalogação, para que seja de conhecimento público o exato lugar de cada uma. Entre as mais relevantes, ela cita o painel gigante do folclore açoriano pintado por Martinho de Haro na Cada D’Agronômica e um quadro histórico de Willi Zumblic da Serra do Rio do Rastro, quando o caminho era apenas uma picada. No Centro Administrativo, os holofotes são para as do gabinete do governador, onde uma tapeçaria de Tirelli permanece na parede de trás da mesa, e na lateral há uma série três quadros de Meyer Filho e outra de Martinho de Haro.

Na época, pensando na conservação e possibilidade de mais visualização das peças, a servidora que hoje está “emprestada” para a Defesa Civil Estadual, sugeriu em projeto que o material fosse levado a um espaço expositivo. “São obras de valor histórico muito grande, mas há uma limitação de acesso e só quem circula por esses ambientes acaba conhecendo. Apesar de restauradas, continuam em local inadequado e a sugestão era para que fossem colocadas reproduções no seu lugar e elas levadas a um museu”, comenta.

Pela conservação da história

Com acervo de pouco mais de 10 obras, mas com nomes de peso, como os catarinenses Eli Heil, Martinho de Haro, Valda Costa e Hamilton José Machado, a paulista Tarsila do Amaral, a uruguaia Elena Castellanos, e o francês Debret, a Secretaria de Estado da Fazenda, também tem seu “curador” voluntário. O interesse de Edson Murilo Prazeres, do analista da Receita Estadual pelas obras, faz parte de um longo processo de conservação cultural dos bens e da memória da pasta.

Autor de três publicações sobre o cinquentenário do Palácio das Secretarias, no Centro, as campanhas do ICMS e os 175 anos da Secretaria de Estado, Prazeres é um defensor da retomada do antigo prédio, hoje utilizado pela prefeitura de Florianópolis pelo Pró-Cidadão, para reativação do Memorial da Fazenda. O espaço cultural foi inaugurado em dezembro de 2002, na gestão de Espiridião Amim, e fechado pouco mais de um ano depois, quando Luiz Henrique da Silveira assumiu o governo. O material que estava em exposição foi enviado a uma pequena sala, na sede do governo na SC-401.

Enquanto o projeto de reativação do memorial não é aprovado, ele cuida da manutenção do material e mantém aberta a visitação virtual do acervo histórico e artístico na página www.sef.sc.gov.br/criacao-do-memorial. “A ideia é levar crianças para conhecer a História da Fazenda, o cofre do tesouro, os documentos e apólices antigos e ter um espaço para exposição das obras de arte. Estou com 33 anos de casa, quase me aposentando, mas vou batalhar por isso até meu último dia”, comenta.

Valor histórico incalculável

Agente importante no de fomento à cultura catarinense o BRDE (Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul), além de manter o Espaço Cultural Governador Celso Ramos, mantém um acervo expressivo nas paredes institucionais. Ao todo são 124 obras, de 87 artistas, a maioria catarinense, de diversas correntes artísticas.

Obras de Vera Sabino, Cipriano, Eli Heil, Martinho de Haro, Tercio da Gama e Joel Figueira estão entre as dezenas espalhadas pelo prédio da Hercílio Luz. “Elas estão em todos os setores, em gabinetes e áreas de convivência, e esporadicamente a gente faz releitura e as coloca na área térrea, que é com certeza a mais valorizada do banco”, reitera o superintendente do BRDE em Santa Catarina, Nelson Ronnie.

Como o banco não tem pretensão de vendê-las, não há uma atualização de valores do material, existe apenas a estimativa de ultrapassar os R$ 150 mil. “O valor histórico é incalculável, se simplesmente convertermos a moeda, a obra de Martinho de Haro, de 1968, custaria hoje, algo como R$ 52”, conta Ronnie.

Acervo modernista

Herança cultural da família Hoepcke, o acervo do Istituto Carl Hoepck é formado por peças, móveis e obras de arte adquiridos pela matriarca, D. Ruth. “Há um recorte interessante dos modernistas de Santa Catarina, de grande representatividade nas décadas de 1970 e 1980”, comenta o superintendente do espaço, Max José Müller.

Na lista de artistas desse movimento, constam Eli Heil, Martinho de Haro, Meyer Filho, Rodrigo de Haro, Vera Sabino, Willy Zumblick, Durval Pereira. Mas há presença de nomes do näif com criações de Loly Hosterno, Nini, Neri Andrade, entre outros. Há ainda, tapeçaria de Pedro Paulo Vechietti e outras obras datadas dos séculos 19 e 20. O instituto fica na antiga casa da família e está aberto a visitação mediante agendamento pelo telefone (48) 32222580.

Destino incerto as obras

Com pinturas de Rodrigo de Haro, Meyer Filho, Silvio Pleticos, Eli Heil, Hassis, entre outros artistas, o acervo particular do Clube Doze de Agosto está entre os mais importantes da cidade e já figurou entre os mais mal conservados. Em 2011, conforme matéria publicada no Notícias do Dia, os quadros adquiridos no final dos anos 1970, permaneciam empilhados em uma sala do clube. Na época, havia em posse do clube, cerca de 20 obras avaliadas em RS 300 mil. O presidente do clube - que foi interditado em abril de 2013, e passa por uma polêmica referente a sua venda - Wilson José Marcinko, não foi encontrado e nem retornou as ligações à reportagem para falar sobre o acervo.

Catalogação do acervo

Hoje, no Brasil, não há registros sobre o número de obras de arte nos acervos particulares. Segundo coordenador de sistema de museus da FCC, o que está em processo é o Inventário Nacional de Museus, que pretende levantar o acervo de todos os museus do Brasil, entre eles, dos 192 catarinenses.

“Há uma proposta do Ibram (Instituto Brasileiro de Museus) uma proposta para fazer um Inventário Nacional de Bens Culturais, que visa identificar, registrar e tombar os acervos museológicos que estejam fora do sistema público”, comenta o museólogo. A ideia, segundo ele, não é de apropriação sobre o bem privado, mas uma forma de garantir a permanência desse material em território nacional, e de se evitar que obras que registram a história do país sejam vendidas a colecionadores e museus estrangeiros, a exemplo do “Abapuru”, obra clássica do modernismo brasileiro, pintada por Tarcila do Amaral, que foi vendido ao MALBA (Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires).

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fonte:http://ndonline.com.br/florianopolis/plural/165463-obras-de-artistas-catarinenses-estao-no-acervo-de-instituicoes-publicas-e-privadas-de-florianopoli.html

MUSEO ETNOGRÁFICO Y OBJETO

Si queremos tener una idea clara de la situación y forma de exposición que el objeto etnográfico debe tener dentro de un museo, es necesario que hagamos un breve recorrido histórico y observar, antes de hacer cualquier conjetura, como éste ha sido valorado y entendido a lo largo del tiempo, pasando de ser observado como un mero instrumento utilitario durante el siglo XIX, a ser considerado un auténtico objeto artístico a comienzos del siglo XX. 

A partir de los años finales del siglo XIX los exploradores y misioneros europeos que viajaban al continente africano con el objetivo de conquistar nuevos imperios unos e intentar evangelizar a todo lo que se les ponía por delante, otros, comenzaron a su vez a estudiar las costumbres nativas, sus tradiciones autóctonas y sus utensilios y herramientas. Con el tiempo los estudiosos describen en sus escritos estos estudios acompañando las descripciones con dibujos, y comienzan a coleccionar aquello que les resulta más exótico y curioso para mostrarlo a quien lo quisiera ver ya de vuelta en casa, dando lugar a las importantes colecciones etnográficas exhibidas y que finalmente derivan transformándose en los primeros museos etnográficos europeos y también del mundo, con el permiso de los ingleses. Francia será uno de los primeros países que dispuso de un museo, como así documentó Ernest-Théodore Hamy en 1980 y, ya en tiempos recientes, por Nelia Dias (1991).



En 1843, el esfuerzo de Edme-Francois Jomar y Frantz von Siebold por realizar lo que sería el primer museo como tal en Paris, irá evolucionando como institución en el estudio de etnográfia, para finalmente convertirse, dos años más tarde, en el Museo del Hombre del Trocadero de París, hoy las piezas importantes han sido trasladadas casi totalmente al Museo Quai Branly, que se encuentra al borde del Sena un poco más allá vadeando el río, y que dispone de una museografía más moderna, pero no la más moderna disponible en absoluto.


Objetos que hace 100 años era meras herramientas como se ven en algunos museos, en muchos otros se exponen como objetos artísticos alejándose del discurso didáctico de referencia histórica


Podemos considerar a los museos etnográficos como el medio para comparar las distintas sociedades primitivas unas de otras, tomando los objetos pertenecientes a cada una como elemento de referencia para su conocimiento, objetos que son vestigios que actúan como testigos de una realidad. Pero la presencia de esta referencia física, el objeto, no debe reducirse a su dimensión material, sino que va mucho más allá, está llena de significados sutiles como si fuera un código que un experto especialista debe descifrar y simplificar en su fundamento para el visitante. 

La subjetividad no es buena si queremos que es espectador del objeto se interese realmente por él. La nueva museografía debe ayudar a que el visitante interprete el objeto siguiendo el rastro de su historia, no solo desde su posible observación puramente estética, en el caso de las expresiones artísticas, sino también por el valor de su funcionalidad en el caso de los objetos herramientas, su lugar en el tiempo y en el espacio como elemento narrador, y así divulgar didácticamente su importancia: el papel que desempeñaba el objeto para el usuario del otro tiempo y como transcendió en su vida cotidiana. Y esta esta realidad debe ser adaptada en función del amplio espectro de capacidades de comprensión posibles del público. Los profesionales de la museografía no podemos dar por hecho que todos disponemos de la misma capacidad imaginativa, no debemos exigir al visitante que haga un esfuerzo mental determinado en su visita al museo y mucho menos a un niño. Resultaría ser una visita agotadora que acabaría dejando el museo vacío, acabaría por generar rechazo.


Una museografía que “sacralize” el objeto etnográfico lo aleja de su valor como documento para describir un momento de la historia en relación a lo humano (Museo Etnográfico de Shanghai)


Cuando observamos el objeto expuesto en el museo, un objeto iluminado con un led dentro de una vitrina, se genera un fenómeno que resulta a veces imperceptible, dependiendo del momento, y es el de la transformación del objeto simple ante nuestros ojos en testigo de la historia universal. Pero el objeto debe contar su historia y debe hacerlo bien, insistimos. 

La contemplación de la estética del objeto es algo natural en todos nosotros – es bonito o feo, o me deja indiferente -, pero el objeto debe estar por encima de esa valoración primaria y su exposición debe ayudar a que el espectador vaya más allá, asimile con fluidez otra serie de factores de importancia que no había tenido en cuenta. Para ello los objetos deben estar contextualizados, nosotros defendemos la escenografía del objeto y lo prescindibles que son los textos en paneles o en cristal. Si la escenografía se acerca lo más fielmente posible a la realidad del objeto u objetos, los espectadores sabrán apreciarlos en su justa medida. Creemos que exponer menos objetos y contextualizar más las colecciones es muy importante. 

No sirve de nada observar ciento cincuenta máscaras ceremoniales Bámbara oDogón de Africa occidental, en vitrinas enormes si la exhibición de esas máscaras y figuras no nos ayudan a comprender el comportamiento de las etnias ante su forma de ver el mundo, su realidad como tribu, la esencia de los ceremoniales, costumbres ancestrales y mucho más. Incluso, las guías tanto en papel como de audio (audioguías), no cumplen su función al 100% porque exigen que el visitante se apoye en la imaginación, y no todos andamos sobrados de esa capacidad que se nos exige o estamos cansados de pensar y pensar a la vista ya de tres vitrinas. Mucho no es más, los museos deberían entenderlo. Los museos no deberían obligar al visitante a darse un atracón maratoniano de información y contenidos. Abogamos por la simplicidad y la contextualización de las exposiciones etnográficas de la mano de objetos bien expuestos.



Actualmente, con la llegada de las nuevas tecnologías al servicio de la museología y museografía, podemos conseguir lo que anteriormente era muy costoso, incluso casi imposible de hacer por la ausencia de espacio en las exposiciones, sobre todo en los museos pequeños museos locales. Hoy podemos contextualizarlo todo, sin excepción, con el uso de la realidad aumentada. Y aun más en los días en los que vivimos ya que los smartphonesson de uso común y generalizado en la sociedad. 

No tenemos que manejar grandes presupuestos para construir carísimos aunque maravillosos dioramas contextualizadores, ni fabricar fácsimiles. Los marcadores de las aplicaciones de realidad aumentada - lo que hace que la aplicación se ponga en marcha en función del contenido que quiere mostrar -, ya no requieren incluso de códigos QR para “dispararse”; pueden reconocer un detalle de la vestimenta, un dibujo del ornamento expuesto, la forma del utensilio, etc., para que automáticamente genere a la vista la “contextualización” virtual. 

Incluso se puede integrar al visitante en la acción contextualizada como elemento de referencia. Es algo que sobre todo funciona muy bien con los niños que reclaman una didáctica más divertida que no salas y salas llenas de vitrinas. Lo importante, en cualquier caso, es que el objeto no pierda su rango de importancia como vestigio de la historia de la humanidad, como testigo de la historia, pero que,al mismo tiempo, pueda ser entendido y valorado por el gran público sin exigir esfuerzo a cambio.


Diorama de la caza del bisonte en las grandes llanuras del oeste americano (Museo Nacional de Historia Natural de Nueva York)

fonte · en MUSEOGRAFÍA.
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