quinta-feira, 22 de maio de 2014

Museu de Recife recebe certificado de excelência

Museu do Homem do Nordeste teve melhor desempenho na categoria Museus, de acordo com avaliações do maior site de viagens do mundo


Museu do Homem do Nordeste, Recife (PE)

O Museu do Homem do Nordeste, localizado em Recife (PE), recebeu, nesta quinta-feira (22), o Certificado de Excelência de site especializado em viagens. Esse reconhecimento, que premia a excelência no setor hoteleiro, é dado apenas aos estabelecimentos de alto nível ao redor do mundo com perfis no site e que recebem constantemente as melhores avaliações dos viajantes.

Para selecionar os premiados com o Certificado de Excelência, é usado um algoritmo proprietário que leva em conta as pontuações das avaliações. Os estabelecimentos devem manter uma pontuação geral mínima de quatro a cinco círculos no site, assim como o volume e a recenticidade das avaliações, além de um ranking de popularidade e tempo em atividade do estabelecimento.

Fundado em 1979, pelo sociólogo Gilberto Freyre, o Museu do Homem do Nordeste é ligado à Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte da Fundação Joaquim Nabuco, e tem a missão de pesquisar, documentar, preservar, difundir e atualizar o rico patrimônio cultural do Nordeste, material e imaterial.

O acervo, representativo da formação histórica, étnica e social da atual Região Nordeste, possui cerca de 15 mil peças, heranças culturais do índio, do europeu e do africano na formação do nordestino brasileiro. De materiais de construção dos Séculos XVIII e XIX aos mocambos; dos ex-votos aos objetos de cultos afro-negros; das bonecas de pano e brinquedos populares à cerâmica regional de Vitalino, Nhô Caboclo, Zé Rodrigues, Porfírio Faustino e de outros notáveis e anônimos artistas do povo. Das tecnologias do trabalho no açúcar à vida nas casas grandes e senzalas. Tudo isso compõe o acervo de um dos mais importantes museus histórico-antropológicos do Brasil.

O Museu do Homem do Nordeste constitui referência na museologia contemporânea por sua atuação na área educativo-cultural, consolidando cada vez mais sua integração com a sociedade, especialmente com escolas, universidades, instituições governamentais e não governamentais, agentes culturais, dentre outros. Para os visitantes, o Museu constitui oportunidade rara para descobrir, questionar e construir, através de registros museológicos, o Homem do Nordeste.
fonte:http://www.brasil.gov.br/cultura/2014/05/museu-de-recife-recebe-certificado-de-excelencia @edisonmariotti #edisonmariotti

Museu de História Natural de Londres recebe carcaça mais bem conservada de mamute

Lyuba é um exemplar da espécie que morreu há 42 mil anos, com 1 mês. Restos mortais foram encontrados congelados na Sibéria em 2007.

O pesquisador Adrian Lister, observa o corpo de Lyuba, um exemplar de mamute de um mês que viveu no planeta há 42 mil anos (Foto: Matt Dunham/AP) O pesquisador Adrian Lister observa o corpo de Lyuba, um exemplar de mamute, morto ainda filhote, que agora vai integrar temporariamente o Museu de História Natural de Londres. Segundo cientistas, é o mais completo resto mortal desta espécie, já extinta no planeta.

O espécime foi encontrado congelado na Península Yamal, na Sibéria, em 2007. Estima-se que Lyuba, nome derivado da palavra amor, em russo, tenha morrido há 42 mil anos, com um mês de idade. O mamute mede 85 centímetros de altura e 130 de comprimento.

O corpo foi levado com todo cuidado para o museu londrino, onde será exposto na exposição “Mamutes: Gigantes da Era do Gelo”, que teve início em março e segue até setembro. A peça pertence ao Museu de Shemanovsky, na Rússia.

Extintos
Os mamutes apareceram na África há três milhões ou quatro milhões de anos. Há dois milhões de anos, emigraram para Europa e Ásia, e chegaram à América do Norte há 500 mil anos, passando pelo Estreito de Bering.

Para a ciência, continua sendo uma incógnita a causa de seu desaparecimento, que começou há 11 mil anos, quando a população destes animais reduziu drasticamente até a total extinção dos últimos exemplares siberianos, há 3,6 mil anos.

A maioria dos especialistas estima que os mamutes foram extintos devido a uma brusca mudança das temperaturas na Terra, embora há também quem atribua seu desaparecimento ao ataque de caçadores ou a uma grande epidemia.
 

O exemplar foi emprestado pelo Museu de Shemanovsky à instituição inglesa para integrar, temporariamente, uma exposição sobre esses animais já extintos (Foto: Matt Dunham/AP)


fonte:http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/05/carcaca-de-filhote-de-mamute-e-exposta-em-museu-de-londres.html @edisonmariotti #edisonmariotti 

Museu do Tropeiro em Boituva resgata a história da região


Espaço preserva peças e memórias de uma tradição de mais de 300 anos.
Dia do Tropeiro é comemorado nesta quinta-feira (22) no estado de SP.



Nesta quinta-feira (22), é comemorado o Dia do Tropeiro no estado de São Paulo. Para celebrar a data, Boituva (SP) promoveu a 1ª Semana de Museus com foco no tropeirismo. Na cidade, um sítio foi transformado em um espaço de exposição de objetos usados pelos tropeiros. São aproximadamente 700 peças que foram apresentadas aos alunos da rede municipal de ensino em excursões.

De acordo com o diretor de cultura do município, Rogério Viana, o objetivo da semana foi aproximar a população, principalmente as crianças, da cultura tropeira. “Como o objetivo da cultura é salvaguardar a memória, só existe uma forma de fazer isso. Não é só guardar o objeto, mas mostrar esse objeto para outra pessoa para que ela tenha o conhecimento do significado e da importância daquilo naquele contexto histórico. Portanto, foi feita essa parceria entre o Museu do Tropeiro e a prefeitura para trazer as crianças da rede municipal para elas terem esse contato com a cultura”, comenta.



O responsável pelo museu é Izael Cruz. Durante as visitas, ele leva os alunos a uma viagem pela cultura daqueles que foram os desbravadores em várias regiões do país. Os estudantes aprendem um pouco da história e da cultura dos tropeiros. “Essa cultura faz parte da nossa vida. Nós somos oriundos de tropeiros também”, explica.

E este é só o começo de uma viagem no tempo de mais de 300 anos. Os tropeiros foram responsáveis por levar mercadorias de uma região à outra usando mulas e cavalos como meio de transporte. Além de vender alimentos e tralhas, os tropeiros também vendiam os animais. Quase todas as cidades da nossa região têm a origem tropeira.

Cruz afirma que começou a colecionar as peças há vinte anos. Elas chegam até ele vindas de famílias de várias regiões. No entanto, a paixão pelo tropeirismo começou ainda infância incentivada pelo avô. “Isso começou quando eu tinha cerca de sete anos de idade. Meu avô tinha um quartinho onde ele guardava e preservar as tralhas dele, todas as peças ligadas ao tropeirismo. Eu me sentava com ele naquele quarto e ali ficávamos. Ele conta histórias. Minha avó até mesmo trazia a comida para gente porque não saímos de lá. Eu olhava aquelas coisas dele com encanto. Quando cresci, saí para correr atrás da vida, mas sempre com a ideia de que um dia iria montar um quartinho igual ao que o meu avo tinha. Isso resultou em um museu”, diz.

A paixão do idealizador do museu é tanta que ele garante: sabe onde fica cada uma das 700 peças e percebe quando alguma é tirada do lugar. “Sei de todas as peças que estão aqui. Conheço a história de todas e eu tenho muito ciúmes delas. Isso faz parte da minha vida e da minha história... não é só minha, é da minha família também, além de muitas outras famílias da nossa região. É algo indescritível”, ressalta.

O Museu do Tropeiro é aberto a toda a população e as visitas são agendadas. O telefone é (15) 3363.8800.
Izael Cruz apresenta a cultura tropeira a estudantes (Foto: Carlos Alberto Soares / TV TEM)
 
fonte:http://g1.globo.com/sao-paulo/itapetininga-regiao/noticia/2014/05/museu-do-tropeiro-em-boituva-resgata-historia-da-regiao.html @edisonmariotti #edisonmariotti

 

Museu Virtual dos Descobrimentos já pode ser visitado

O portal dos Descobrimentos sobre a epopeia que juntou há cinco séculos navegadores numa aventura por mares desconhecidos já pode ser visitado online.

Trata-se de um museu virtual que foca o papel dos portugueses e espanhóis nas expedições marítimas da época e espera atrair centenas de internautas que depois procurem o Algarve para férias.

Alojado emhttp://www.portaldescobrimentos.pt, este espaço interativo é uma das ações do projeto «Descubriter – Rota Europeia dos Descobrimentos», que une o Algarve e a Andaluzia numa rota turística criada para promover a cultura, a história e o património das duas regiões de onde partiram as primeiras embarcações rumo à descoberta do mundo, entre os séculos XV e XVII.

As portas virtuais do museu abriram esta semana ao público com muitos documentos, vídeos e uma cronologia que ajuda a identificar as rotas, as personalidades e os acontecimentos que marcaram as viagens ultramarinas da época.

Há ainda um separador com alguns factos que despertam o interesse dos mais curiosos: que expedições partiram de Sagres? Terá existido uma escola náutica na vila algarvia? Estas são algumas das perguntas com resposta no sítio que propõe aos internautas uma viagem ao passado.

A maior parte dos conteúdos já estão carregados, mas até ao fim do ano estarão disponíveis novas informações, também noutras línguas, para quem quiser saber mais sobre o tema.

O museu surge no âmbito do «Descubriter», um projeto mais amplo alvo de candidatura ao Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal 2007-2013 que liga seis entidades do território ibérico: Fundación Nao Victoria, Prodetur (Diputación de Sevilla), Região de Turismo do Algarve (RTA), Promosagres, Direção Regional de Cultura do Algarve e Câmara Municipal de Vila do Bispo.

“Este portal de rigor histórico tem uma finalidade lúdica e turística. Esperamos que ao informarmos o internauta sobre os Descobrimentos ele sinta vontade de visitar em pessoa o Algarve e a Andaluzia e todo o património luso-espanhol associado à epopeia”, afirma o presidente da RTA, Desidério Silva.
 
 
fonte:http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=146244 @edisonmariotti #edisonmariotti

Museu Ground Zero. Documento histórico, cemitério e atracção turística

Quase 13 anos volvidos sobre os atentados ao World Trade Center, duas portuguesas residentes em Nova Iorque ajudam a compreender o significado dos memoriais às vítimas. Veja também o vídeo em baixo.

Abre esta quarta-feira ao público, em Nova Iorque, o Museu Ground Zero, onde estão os restos mortais das vítimas não identificadas dos atentados de 11 de Setembro de 2001 contra as Torres Gémeas.

A Renascença quis perceber o significado do novo museu para os norte-americanos e falou com duas portuguesas residentes na cidade. Para quem lá vive, o Ground Zero não é necessariamente um local de romagem constante. É a presença permanente de uma tragédia cruel que nunca mais se esquece, diz Filipa Correia, funcionária das Nações Unidas.

Foi pela primeira vez a Nova Iorque em 1999, como turista. Esteve então “mesmo ao pé das duas torres do World Trade Center” e, quando o 11 de Setembro aconteceu, teve “a percepção exacta do que era aquela imensidão a cair em cima das pessoas e com tanta gente lá dentro”. Uma experiência chocante vivenciada à distância.

Tal como a maioria dos portugueses, Filipa assistiu ao 11 de Setembro em directo pela televisão à hora de almoço. “Era algo inconcebível para os norte-americanos”, diz esta portuguesa, que se fixou há cerca de um ano em Nova Iorque, mas que nunca mais regressou ao local dos atentados.

“A vida do dia-a-dia não permite e sempre que passo lá perto vejo filas intermináveis”, que duram horas e mais horas. Só os muitos milhões de turistas que andam de passagem por Nova Iorque não desencorajam e esperam o tempo necessário para visitarem o local.

Tirar partido da experiência
Inês Coutinho vive em Lisboa, mas passou recentemente por Nova Iorque. Foram três meses “à procura de trabalho e para melhorar o inglês”. Esta arquitecta paisagista recorda “a vulnerabilidade” que sentiu ao visitar o memorial às vítimas do 11 de Setembro. Ao mesmo tempo, choca-a “a forma como a morte de inocentes e o desespero das famílias são aproveitados para fins comerciais na loja de ‘souvenirs’”.

O assunto gerou polémica nos Estados Unidos, com as famílias das vítimas a acusarem o museu de tentar ganhar dinheiro à custa dos mortos. Na resposta, os responsáveis pelo espaço contrapõem com as receitas das vendas de produtos e recordações, essenciais para financiar o projecto que mantém viva a memória dos piores atentados da história recente.
A empresa EarthCam filmou durante dez anos a construção do museu

O espaço é todo ele um convite à reconstituição da tragédia. “O espaço onde se encontravam as torres está preenchido por dois tanques a uma cota muito baixa”, em que a água cai das cascatas, “dando a sensação de que os edifícios estão a cair ali mesmo outra vez, aos nossos pés”, descreve Inês Coutinho.

A normalidade pós-11 de Setembro
A sensação de segurança dos nova-iorquinos não é a mesma. Mas a vida é a de sempre. A cidade tem um ritmo frenético 24 sobre 24 horas, sete dias por semana. “É o mais normal possível”, admite Filipa. Mas há alertas, receios e preconceitos que os atentados criaram. E que, provavelmente, irão perdurar por muitas gerações de norte-americanos.

“Há sempre alguma desconfiança quando se vê alguém de ascendência árabe e esse é um preconceito que está profundamente enraizado na sociedade norte-americana”. Assim como o medo. E “basta andar de metro em Nova Iorque para ver e escutar permanentemente os apelos às pessoas para que denunciem toda e qualquer atitude ou objecto eventualmente suspeito”.

Até os dados pessoais se tornaram mais permeáveis em função da febre securitária que se instalou nos Estados Unidos. “Uma pessoa não faz ideia dos dados que tem de fornecer a vários serviços para coisas tão simples como um contrato de electricidade para casa”, refere esta cidadã portuguesa.

A cidade das homenagens espontâneas
Por causa da correria do quotidiano, Filipa nunca conseguiu regressar ao local dos atentados. Mas diz que por toda a cidade surgem instantes espontâneos de homenagem aos inocentes e aos heróis que perderam a vida.

“Qualquer evento relacionado com os atentados é motivo para despertar a memória colectiva, enaltecendo aqueles que, à custa da própria vida, fizeram o possível para salvar milhares de vidas”.

Esta quarta-feira é mais uma oportunidade para os recordar. O Museu Ground Zero é um misto de documento histórico, cemitério e atracção turística.

O projecto da Associação de Famílias das Vítimas dos Atentados de Nova Iorque vai receber os corpos de 1.115 das pessoas que morreram nas Torres Gémeas e que nunca foram identificadas.

Através de passeios e visitas guiadas, exposições e programas será possível conhecer a história de cada pessoa que ali perdeu a vida.

fonte:http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=26&did=149322 @edisonmariotti #edisonmariotti