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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Fifa recebe aprovação para construir museu da história do futebol na Suíça

Local ficará em Zurique e tem previsão de inauguração para o começo de 2016

O Museu da Fifa, em Zurique, Suíça, vai sair do papel. A entidade recebeu a aprovação das autoridades para iniciar a construção do local, que deve ser inaugurado no começo de 2016. Segundo a Fifa, o objetivo do Museu é criar um ambiente que vá exaltar "como o futebol mexe com a vida das pessoas".


Museu da FIFA deve ser inaugurado no início de 2016 (Foto: FIFA)

A entidade afirma que a base do museu vai ser a interatividade, com um "mundo de experiências" multimídia. Além de contar a história do futebol e das Copas, o museu também deve ser utilizado como um ponto de encontro para fóruns de futebol, com clubes, associações e patrocinadores.

Em novembro de 2013, as autoridades da cidade de Zurique deram permissão para o projeto, que atendeu a diversos requerimentos. No entanto, ainda foi necessário cumprir certos requerimentos, especialmente relacionados ao tráfego, antes de a construção começar.

Desde meados de abril, o executivo Martin Schlatter vem atuando como Diretor do Museu Fifa AG, e a firma TRIAD Projektgesellschaft mbH é a responsável pelo design e implementação do museu, que também terá um prédio com 136 estações de trabalho e 34 apartamentos.
 
fonte:http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2014/05/fifa-recebe-aprovacao-para-construir-museu-da-historia-do-futebol-na-suica.html @edisonmariotti #edisonmariotti

 

Museu cristão exibe fóssil de dinossauro que “morreu afogado no dilúvio”

A exposição do esqueleto de 30 metros de comprimento de um Alossauro, espécie que se assemelha a um Tiranossauro Rex, no Museu da Criação chamou atenção da mídia essa semana.

Museu cristão exibe fóssil de dinossauro que “morreu afogado no dilúvio”Museu exibe fóssil de dinossauro que morreu afogado no dilúvio


O problema é que o museu, ligado ao ministério cristão Answers in Genesis, afirma que o dinossauro em questão morreu durante o dilúvio universal, ocorrido cerca de 4.300 anos atrás. Os cientistas dizem que os últimos dinossauros viveram na Terra há mais de 60 milhões de anos.

O fundador do Museu da Criação, Ken Ham afirma que a nova exposição “vai nos ajudar a defender o livro de Gênesis e expor os problemas científicos com a evolução”. A nova exposição quer provar que os dinossauros viveram ao lado de seres humanos alguns milhares de anos atrás e foram extintos durante o dilúvio narrado pela Bíblia.

O ministério cristão explica que cerca de 50% dos ossos do esqueleto foram recuperados numa escavação no Estado do Colorado, mais de uma década atrás. “Os evolucionistas usam dinossauros para atrair as crianças e, acima de tudo, promover sua visão de mundo”, reclama Ham. “Nosso museu utiliza dinossauros para ajudar a contar a sua verdadeira história, segundo a Bíblia”. O esqueleto recebeu dos cientistas cristãos o nome de “Ebenezer”, termo bíblico para “gratidão a Deus”.

As maiores escolas de geologia dos EUA defendem que o Alossauro era o carnívoro mais comum na América do Norte durante o período Jurássico, cerca de 150 milhões de anos atrás.

A questão do dilúvio nos tempos de Noé, que segundo o Antigo Testamento matou todos os animais e seres humanos que não estavam na arca, é sempre motivo de discórdia entre os defensores do evolucionismo. Daniel Phelps, presidente da Sociedade Paleontológica Americana, disse em um comunicado que o Museu da Criação “decidiu, sem fazer pesquisa alguma, que o fóssil de dinossauro é uma evidência do dilúvio de Noé”.

Segundo o cientista Bill Nye, que apresentava programas de TV sobre dinossauros, a alegação do Museu é piada. “Se houve um grande dilúvio sobre a terra, os ossos de todos os tipos de animais estariam misturados com fósseis de dinossauros, o que não aconteceu. Isso é evidência suficiente para reconhecer que eles pertencem a um período de tempo muito anterior”, sentencia.
Com informações Huffington Post. @edisonmariotti #edisonmariotti

O responsável pelo setor de comunicação informou que os salários atuais oferecidos são de R$ 3.066,02 para assistente e de R$ 4.514,22 para técnico e analista.

Órgão ligado ao Ministério da Cultura, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) confirmou ao JC&E que pretende realizar concurso público com 230 oportunidades de níveis médio e superior. No momento, a instituto está aguardando a autorização do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) para iniciar os preparativos da seleção.

Segundo informações da assessoria de imprensa, o Ibram enviará novamente um novo pedido ao MPOG para que possa tirar o processo seletivo do papel e coloca-lo em prática. As ofertas serão para os cargos de assistente técnico I, técnico em assuntos educacionais, técnico em assuntos culturais e analista I.

Ensino médio completo será necessário para concorrer ao posto de assistente. Já as carreiras de técnico e analista exigirão diploma de curso superior em diversas áreas de atuação, desde que seja fornecido por instituição reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

O responsável pelo setor de comunicação informou que os salários atuais oferecidos são de R$ 3.066,02 para assistente e de R$ 4.514,22 para técnico e analista.

@edisonmariotti #edisonmariotti

Segundo o departamento de comunicação do Ibram, os vencimentos atuais são de para os cargos de nível médio e de os que exigem curso superior. Nesses valores já estão inclusas as gratificações de desempenho.

Seleção anterior – Organizado pela Funcab e lançado em 2010, o último edital apresentou 294 ofertas distribuídas nos empregos de assistente técnico I, técnico em assuntos educacionais, técnico em assuntos culturais e analista. A remuneração oferecida chegou a R$ 3.012,82.

Na época, a lotação das vagas ocorreu nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além do Distrito Federal.

A seleção constou de prova objetiva para todos os concorrentes. Em seguida, houve avaliação discursiva e análise de títulos para os postos de nível superior.

Os testes foram compostos de perguntas sobre língua portuguesa, noções de informática, conhecimentos gerais e conhecimentos específicos. Os exames para técnico e analista também tiveram perguntas de língua estrangeira (inglês ou espanhol).

Para os empregos de nível médio, a validade do certame expirou em abril deste ano. Já para as colocações que necessitam de ensino superior, o prazo terminará em 16 de junho.

Sobre o órgão – O Instituto Brasileiro de Museus foi criado pelo ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2009, com a assinatura da Lei nº 11.906. A nova autarquia sucedeu o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no que se refere aos direitos, deveres e obrigações dos museus federais.

O órgão é responsável pela Política Nacional de Museus (PNM) e pela melhoria dos serviços do setor – aumento de visitação e arrecadação dos museus, fomento de políticas de aquisição e preservação de acervos e criação de ações integradas entre os museus brasileiros. Atualmente, cuida da administração direta de 30 museus.
Fonte: JC Concursos

Brigas familiares atrapalham a maior doação de obras de arte já feita no Brasil

Vista do Catete e Laranjeiras 1825
Óleo de Thomas Ender
Acima de R$ 1 milhão


Em 1999, o milionário Paulo Geyer doou mais de 4 mil peças ao Museu Imperial de Petrópolis. Após sua morte, seus parentes passaram a reivindicá-las de volta.



Vista do Catete e Laranjeiras
1825
Óleo de Thomas Ender
Acima de R$ 1 milhão
Vista do Catete e Laranjeiras



SOLIDÃO
Maria Cecília, a viúva de Paulo Geyer. Aos 92 anos, ela vive sozinha na mansão do casal
(Foto: Arquivo Agência O Globo)


O Museu Imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro, recebeu em 1999 a maior doação de uma coleção de arte já feita no Brasil. O milionário Paulo Geyer, do ramo da indústria química, e sua mulher, Maria Cecília, decidiram doar todo o seu acervo de livros antigos, móveis raros e obras de arte reunidos ao longo de décadas, além da mansão onde o casal vivia, no bairro carioca do Cosme Velho. Com mais de 4 mil peças, incluindo pinturas de artistas viajantes, como o alemão Johan Moritz Rugendas, o francês Nicolas-Antoine Taunay e o austríaco Thomas Ender, a coleção Geyer é uma das mais completas do país sobre temas brasileiros. O gesto de generosidade rendeu ao casal elogios da alta sociedade carioca, além do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade e da Ordem do Mérito Cultural, concedidos pelo Ministério da Cultura. O casal Geyer continuou morando na mansão. Ela deveria se transformar em museu depois da morte de ambos.

Paulo Geyer morreu em 2004, com a glória de ser um dos grandes mecenas brasileiros. Deixou cinco filhos e uma herança milionária, que incluía o grupo Unipar, gigante na área petroquímica. A partir de então, as coisas começaram a desandar para o clã. Os filhos se dividiram em sucessivas brigas pela herança. O grupo Unipar passou por diferentes comandos e mergulhou numa crise, depois da qual foi obrigado a vender praticamente todos os seus ativos e a encerrar uma história de seis décadas no setor. A doação ao Museu Imperial fora uma medida do casal para que a coleção de arte não se dispersasse pela briga entre os filhos. Em 2008, numa atitude que surpreendeu a todos, a viúva Maria Cecília entrou com uma ação na Justiça contestando a lista das obras doadas. Ela pedia que 220 peças fossem retiradas do conjunto. Ao mesmo tempo, fechou a casa e não deixou mais nenhum técnico do museu entrar. Entre os quadros que ela não quer doar estão obras importantíssimas. É o caso de uma paisagem carioca de Thomas Ender, cujo valor de mercado supera R$ 1 milhão, e de uma vista da Baía de Guanabara, do alemão Emil Bauch, de valor semelhante (as imagens no final da reportagem). O Museu Imperial recusou o pedido. “A retirada de qualquer um dos itens é inaceitável, pois feriria um princípio básico do colecionismo, a unidade do conjunto”, diz o diretor, Maurício Ferreira.

No passado, Maria Cecília vivia com seus salões cheios de empresários, embaixadores, bons-vivants e suas respectivas mulheres. Ela comandava recepções memoráveis com bom humor e grande presença de espírito. Apaixonada por pintura e objetos antigos, estava sempre em viagem com o marido, para participar de leilões na Europa ou nos Estados Unidos. Também era ativa nos negócios. Quando Paulo sofreu um infarto, ela assumiu as rédeas da companhia, demitiu diretores e recolocou a empresa nos eixos. Hoje, aos 92 anos, vive sozinha na mansão do Cosme Velho, cercada de enfermeiras, motorista e seguranças. Anda de cadeira de rodas, recebe poucas visitas e quase não sai de casa. Sua memória está fraca, e seu poder de compreensão, comprometido. Pessoas próximas dizem que ela não consegue entender o que se passa à sua volta.

Seu pedido na Justiça para retirar peças da doação ao museu prosperou. Em fevereiro deste ano, o Ministério Público Federal deu parecer favorável ao pleito de Maria Cecília. A justificativa é que ela foi casada em comunhão de bens e deveria ratificar a lista da doação. O pedido fora negado em primeira instância. Agora, será julgado pelo desembargador federal Reis Friede. Ao mesmo tempo que os advogados brigam na Justiça, movimentos suspeitos começaram a acontecer na mansão. Há sete anos sem ver a coleção, os técnicos do Museu Imperial receberam a denúncia de que alguns quadros já foram retirados de lá e desviados para local incerto. Uma testemunha que visitou a casa recentemente diz que um conjunto de pinturas que estava perto do corredor principal desapareceu. “Nenhuma obra da coleção doada pelo casal foi retirada. Algumas das obras que não deveriam integrar o inventário já haviam sido entregues às pessoas queridas que Paulo Geyer e Maria Cecília Geyer gostariam de presentear. Isso aconteceu quando Paulo ainda era vivo”, diz o advogado Sérgio Terra, que representa Maria Cecília.

Os advogados do Instituto Brasileiro de Museus, que representam o Museu Imperial, demoraram a agir nesse caso. Somente quatro anos depois de os técnicos serem impedidos de entrar na mansão, eles entraram com uma petição solicitando que os quadros fossem depositados em local seguro ou que o museu voltasse a ter acesso a eles. Esse pedido ainda não foi julgado. Além da possível retirada de algumas peças, o estado de conservação dos quadros e livros antigos também preocupa. A mansão dos Geyers fica num local cercado de mata e extremamente úmido. Por isso, livros de quase 400 anos de idade e pinturas dependuradas nas paredes ou até no teto da casa precisavam de manutenção periódica. “Paulo Geyer morava no pior lugar do Brasil para acondicionar obras de arte. Ele tirava litros de água da sua casa. Se o ambiente não for controlado, e as obras monitoradas por um especialista, a coleção corre risco”, diz o marchand Jones Bergamin, que conviveu com os Geyers.

O comportamento da viúva Maria Cecília não diz respeito apenas ao imbróglio envolvendo a doação para o Museu Imperial. Nos últimos anos, nem todos os filhos e netos têm acesso a ela e são barrados na entrada da mansão pelos seguranças. A filha mais próxima é Maria Geyer, de 54 anos, uma espécie de tutora da mãe. Essa proximidade tem feito com que ela seja contemplada com doações generosas. Recentemente, Maria Cecília deu R$ 1 milhão de presente a ela, sem distribuir aos irmãos a mesma quantia. A doação provocou a ira de outra filha, Joanita, que entrou na Justiça pedindo a interdição da mãe. O pedido foi negado na última quarta-fei­ra. Para Joanita, Maria Cecília não tem consciência do que acontece e é manipulada por Maria. Os advogados de Joanita conseguiram um laudo pericial que atesta que a assinatura da viúva na doação de dinheiro à filha Maria foi falsificada. A família diz que o laudo está equivocado. O Ministério Público do Rio de Janeiro requisitou a abertura de um inquérito policial.

No final do ano passado, Maria Cecília foi levada de cadeira de rodas à presença de um juiz no centro do Rio. Ele queria ouvi-la no processo de interdição, para verificar seu real estado de consciência. Ela apresentava momentos de confusão mental, trocava nomes de pessoas e confundia valores. Disse que ainda não fizera a doação da coleção Geyer ao Museu Imperial, mas que doaria a casa e as obras de arte. Apesar da confusão aparente, um médico perito acionado pelo juiz emitiu laudo atestando que ela ainda é capaz, embora tenha restrições provocadas pela idade. Joanita, favorável à doação integral da coleção ao Museu Imperial, entrou com outro processo, cobrando do museu mais empenho para ter acesso à coleção. Segundo ela, parte das obras já foi dada de presente a alguns de seus irmãos, e o pedido de Maria Cecília para que 220 peças não integrem a doação foi apenas uma forma de legitimar esse gesto.

Quando Paulo Geyer morreu, Maria Cecília fez de tudo para que os filhos se mantivessem unidos. Ao perceber o crescimento da hostilidade entre eles na briga pela herança, dividiu as ações do grupo e doou em partes iguais para cada um. O grupo Unipar tinha dez fábricas e mais de 3 mil funcionários. Os irmãos não se entenderam e logo iniciaram uma era de disputas pelo poder dentro da empresa. Os Geyers começaram a aparecer nos jornais como uma família beligerante. Em 2007, eles se dividiram em duas facções na luta pelo poder. As irmãs Maria, Cecília e Vera se uniram. Assumiram o comando do grupo e alijaram da direção os irmãos Alberto e Joanita. As disputas prejudicaram o andamento dos negócios. O grupo ficou conhecido pelas turbulências de gestão. Em 2008, os irmãos acertaram um armistício para que a Unipar se associasse à Petrobras e criasse uma nova companhia chamada Quattor, a segunda maior petroquímica do Brasil, com faturamento estimado em R$ 9 bilhões por ano. A família colocou seus principais ativos nesse negócio, mas saiu dele sem nenhuma fábrica. Vendeu tudo em 2010 para o grupo Braskem. O valor da venda, R$ 870 milhões, foi considerado baixo pelo mercado.

Essa operação foi comandada pelo jovem Frank Geyer, de 41 anos, neto de Paulo Geyer e filho de Cecília, que morreu em 2010. Frank se uniu às tias Maria e Vera e dirigiu o grupo sob grande hostilidade dos tios Alberto e Joanita. Esta última entrou com pedido judicial contra a tentativa de Frank de vender a Quattor em 2009. Acabou aceitando um acordo de R$ 80 milhões por sua parte na sociedade. Alberto entrou com uma ação também contra a mesma venda em 2010, mas não conseguiu impedir o negócio. Joanita e Alberto se sentiram prejudicados na condução dos negócios pelos outros irmãos. Agora, a disputa pela herança se volta para os bens privados que ainda ficaram em posse da viúva Maria Cecília. A coleção de quadros faz parte desse conjunto, ainda que o grosso tenha sido doado ao museu. Joanita acredita que os bens são aos poucos entregues à irmã Maria, que manipula a mãe, com o sobrinho Frank.

Maria tem uma vida social ativa. Suas festas são disputadíssimas e chegam a reunir mais de 1.000 pessoas. Foi ela quem tornou o cantor Latino conhecido na alta sociedade, depois de contratá-lo para um show em seu aniversário. Em 2011, Maria deu uma festa para inaugurar sua nova mansão no Jardim Botânico. A casa tem boate, pizzaria, salão de beleza, piscina estilosa e banheiras acionadas pelo celular. As paredes são decoradas com quadros do século XIX. Espalhadas pela mansão há louças da Companhia das Índias e uma coleção de pinhas de cristal – peças semelhantes a alguns itens da coleção Geyer doada ao museu.

Seu sobrinho Frank também gosta de dar festas. Ele mora em Salvador, num apartamento luxuoso de 1.000 metros quadrados. As paredes também estão cobertas de quadros antigos, e ele ostenta, como os avós, uma grande coleção de pinhas de cristal. Frank costuma andar de jatinho e vive cercado de seguranças. Seu estilo de vida, como o de Maria, desperta a desconfiança dos outros herdeiros. Eles acham que Frank e Maria tiraram proveito na condução dos negócios da família e de eventuais doações de Maria Cecília. Recentemente, Frank esteve com a ministra da Cultura, Marta Suplicy, numa reunião a portas fechadas, em que apresentou o pleito da família para retirar as 220 peças da doação. Marta confirmou a visita, mas não quis comentar o caso. Frank e Maria, como o irmão de Frank, Alberto Geyer, herdeiros da coleção, também não quiseram falar.

Em 2007, antes de entrar com a ação pedindo que as peças fossem retiradas da doação ao museu, Maria Cecília abriu sua casa para uma festa com 400 convidados. Na época, ainda entusiasmada com o gesto generoso feito com o marido, disse a um jornalista: “Acho ótimo que vire um museu. Iam dilacerar a casa e a coleção”. Os fatos recentes mostram que seu receio tinha razão de ser.

VALOR SENTIMENTAL
O preço estimado de algumas obras que Maria Cecília Geyer quer retirar da doação feita ao Museu Imperial





Vista da Enseada de Botafogo
1817
Óleo de Thomas Ender
Acima de R$ 1 milhão



Rua da Gamboa, com vista para a Baía de Guanabara
1887
Óleo de Emil Bauch
R$ 1 milhão


(Fotos: Coleção Geyer)
fonte:http://epoca.globo.com/vida/noticia/2014/05/brigas-familiares-atrapalham-maior-bdoacao-de-obras-de-arteb-ja-feita-no-brasil.html @edisonmariotti #edisonmariotti

BRITÂNICOS PARTICIPAM DO 6º ENCONTRO PAULISTA DE MUSEUS

O 6º Encontro Paulista de Museus, em parceria com o Programa Transform de Museus do British Council Brasil, traz ao Brasil os britânicos David Fleming, diretor do National Museums Liverpool, e Georgina Young, curadora sênior do Museum of London.

O encontro configura-se hoje como o maior evento do setor museal paulista, reunindo a cada ano mais de 1.000 profissionais de museus, gestores públicos de cultura, estudantes e interessados. Desde 2009, é realizado pela Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Sistema Estadual de Museus (SISEM-SP), reunindo um público múltiplo, que inclui participantes de outros estados e países – por meio de transmissão online – e, também, de representantes de outros Sistemas Estaduais de Museus.

Em 2 de junho, às 10 horas, Fleming falará na primeira conferência internacional do EPM. Já Georgina Young participará do painel "Que memória preservar?", no dia 3, às 14 horas, ao lado de Kátia Felipini, do Memorial da Resistência. O debate será mediado por Paulo Garcez.
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As inscrições para o EPM estão abertas até 29 de maio no site www.encontropaulistademuseus.org.br.
6º Encontro Paulista de Museus
Data: de 2 a 4 de junho de 2014
Local: Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas
Endereço: Rua Voluntátios da Pátria, 547 - Santana - São Paulo, SP
Inscrições e informações: www.encontropaulistademuseus.org.br

Após 7 anos em restauração, igreja de 1756 é reinaugurada no centro de SP

Após sete anos de interdição e obras, a igreja da Ordem Terceira de São Francisco, datada de 1756, será reinaugurada nesta sexta-feira (23-5-2014).







Operários trabalham na reforma da Igreja da Ordem Terceira de São Paulo no Largo São Francisco; igreja de 1726 estava fechada devido às más condições de conservação. Fotos: Danilo Verpa/Folhapress




O imóvel, localizado no largo São Francisco, região central de São Paulo, foi tombado em 1982 e possui um acervo de objetos e obras de arte do período barroco.

A igreja foi interditada em 2007 por risco de desmoronamento. As paredes de taipa estavam infestadas por cupins e o teto ameaçava ruir.

Desde então, passou por restauração, ao custo de cerca de R$ 13 milhões, bancada pelo governo do Estado.

A fachada foi restaurada por ação do Instituto de Cultura Democrática (ICD). Segundo seu presidente, Antonio Carlos Malufe, foi captado R$ 1,1 milhão, por lei de incentivo à cultura.

A reinauguração será às 10h, com presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP). A primeira missa, com reabertura ao público, será em 1º de junho.

A igreja é administrada pela Ordem Terceira de São Francisco, entidade privada e secular. Por Walter Porto