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terça-feira, 3 de junho de 2014

6º Encontro Paulista de Museus

O Encontro Paulista de Museus configura-se hoje como o maior evento do setor museal paulista, reunindo a cada ano mais de 1.000 profissionais de museus, gestores públicos de cultura, estudantes e interessados. Desde 2009 é realizado pela Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Sistema Estadual de Museus (SISEM-SP), reunindo um público múltiplo, que inclui participantes de outros Estados e países – por meio de transmissão online – e, também, de representantes de outros Sistemas Estaduais de Museus.
 




Nesta sexta edição do evento temos algumas novidades. Além da mudança de local de realização, teremos também um processo de eleições visando à renovação do Conselho de Orientação do SISEM-SP (COSISEM-SP) e das Representações Regionais. Em 2012, fizemos as primeiras eleições para compor oficialmente essas duas instâncias. Neste momento de renovação, estamos trabalhando na consolidação dessas estruturas – que incluem a participação de profissionais do setor e de representantes da sociedade civil –, com novas propostas de Resoluções que organizam o Grupo de Trabalho dos Representantes Regionais do SISEM-SP, inclusive com minuta de regimento interno, além de pautas de discussão junto ao COSISEM-SP.

O Encontro Paulista de Museus também tem se consolidado como oportunidade-chave para consulta e debates junto à comunidade museal paulista, visando à elaboração de documentos estruturantes para o setor. Com a adesão do Governo do Estado de São Paulo ao Sistema Nacional de Cultura em 2013, reforça-se a importância de estreitar a interlocução com a comunidade museológica e consolidarmos as bases para a Política Estadual de Museus.

O tema proposto neste 6º Encontro Paulista de Museus, que permanecerá subjacente a todas as mesas e painéis, é o processo de ressignificação dos museus. Atualmente, já é senso comum a definição de museus como “lugares de memória”, termo apropriado de Pierre Nora. Na perspectiva apontada por Nora, que a memória produzida nessas instituições é voluntária e seletiva, reafirma-se a necessidade de repensar o papel dos museus e de suas práticas, bem como os modos de atuação dos seus profissionais e gestores públicos e privados. Neste momento de sistematização de uma política pública voltada para os museus paulistas, acreditamos que este seja um tema oportuno e pertinente.
 
fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti  
local: Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas Rua Voluntátios da Pátria, 547 
- Santana - SP

Museu de Tiananmen, em Hong Kong, com mais de 5.000 visitas no primeiro mês

Macau, China, 02 jun (Lusa) - Aberto há um mês, um pequeno museu em Hong Kong já teve cinco mil visitantes para homenagear a memória de Tiananmen e a morte dos estudantes que exigiam reformas democráticas no regime, há 25 anos. 

Foto: 有人用相機拍下歷史,有人用謊言扭曲事實……

【拍下擋坦克照 美國記者:說六四不算屠城是無知】
http://bit.ly/1oRlpK8
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今年六四25周年,《蘋果》動新聞將由凌晨零時開始,連續24小時播放六四專題報道。
詳情:http://bit.ly/1udpQPb


O sonho da democracia foi interrompido a 04 de junho de 1989 e o museu quer agora recordar essa luta num território de administração chinesa que mantém garantidos as liberdades e as garantias de quando era uma colónia britânica.

Localizado num discreto quinto andar do edifício Foo Hoo Centre, na Avenida Austin da antiga colónia britânica e hoje região administrativa da China, o espaço é o primeiro em todo o mundo subordinado ao massacre de 04 de junho na praça de Tiananmen e tem sido um sucesso, segundo os promotores.


Teatro Amazonas reabre museu e prepara programação especial de passeios para a Copa Expectativa do Governo é atrair cerca de duas mil pessoas, todos os dias, entre 1º de junho e 13 de julho; as novas atividades já estarão abertas ao público na próxima semana

Principal cartão-postal do Estado e um dos mais importantes centros culturais do planeta, o Teatro Amazonas também está na reta final dos preparativos para a Copa do Mundo, com novas e surpreendentes atrações e também no atendimento à população local, turistas e torcedores que visitarem o centenário prédio durante e após o torneio.
 
Construído no período áureo da borracha, teatro é um dos cartões-postais do Amazonas

Dentre as novidades estão quatro novos roteiros de visitação que incluem o modernizado e interativo Museu do Teatro e áreas antes restritas apenas aos servidores, equipes de manutenção, pesquisadores e arquitetos.

A expectativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, que administra o espaço cultural, é que entre os dias 1º junho a 13 de julho – período do projeto “Amazonas de Todas as Artes” criado pelo órgão especialmente para a temporada – duas mil pessoas passem pelo local diariamente.

“É um projeto multidisciplinar desenvolvido pela equipe técnica da Secretaria ao longo do último ano e que ao lado dos 997 eventos já programados para toda a cidade, será um dos marcos culturais da Copa no Brasil que permanecerá após o evento”, declarou o secretário Robério Braga ao acrescentar que 150 profissionais estarão diretamente atuando no teatro durante a temporada.

As novas atividades estarão abertas ao público a partir da próxima semana e para atender a demanda. O principal destino turístico e cultural de Manaus terá o horário de funcionamento ampliado: entre os dias 1º e 9 de junho, estará aberto de segunda-feira a sábado das 9h às 17h; entre 9 e 29 de junho, o teatro funcionará todos os dias das 9h às 19h e, do dia 30 de junho a 13 de julho, o horário será das 9h às 18h, de segunda-feira a sábado.

Os novos horários são válidos para as datas sem shows ou espetáculos já programados para o local.

Aventura

O primeiro roteiro é a visita livre. Sem guias, o itinerário permite acesso aos três pavimentos, museu (veja box), salão de espetáculos, salão nobre, camarotes e o inédito camarim de época, com peças, trajes e decoração do século 19.

A segunda opção é a visita guiada com profissionais bilíngues e especialistas na história do teatro e do imenso acervo artístico e histórico. Além de incluir todos os espaços anteriores, o* tour* permite acesso ao palco.

O Livro Vivo/Teatro História é o terceiro roteiro e é uma verdadeira máquina do tempo, na qual grupos de teatro caracterizados de personagens como o governador Eduardo Ribeiro, o pintor Crispim do Amaral, o compositor Carlos Gomes e a bailarina Margot Fonteyn recebem e levam os visitantes por uma divertida e emocionante volta à Belle Époque.

Por fim, o quarto itinerário possibilita aos mais aventureiros acesso, pela primeira vez, a estrutura superior do teatro acima do terceiro pavimento para ver de perto as imensas colunas de ferro inglês que sustentam o telhado, a cúpula, a estrutura do teto e do maravilhoso lustre sobre a sala de espetáculos e ainda conhecer o funcionamento do urdimento, espaço localizado sobre o palco onde estão as roldanas e ganchos que amparam a iluminação, os cenários e o pano de boca.

Cada um dos programas funcionará em horários e dias da semana específicos (ver tabela no fim do texto).

O secretário Robério Braga destaca que assim como já acontece atualmente, amazonenses com a carteira de identidade, carteira de trabalho, passaporte ou qualquer outro documento oficial com foto que ateste o local de nascimento, estão isentos das taxas.

Museu do teatro

Presente em todos os percursos, o Museu do Teatro estreia no local bem modernizado, com destaque para os painéis interativos instalados em diversos pavimentos com informações em quatro idiomas (português, inglês, espanhol e italiano) e telões onde o visitante assistirá trechos de alguns dos principais espetáculos e entrevistas com os mais renomados artistas que já se apresentaram no Teatro Amazonas.

Outro destaque é a ampliação das ações para garantir e ampliar a acessibilidade a pessoas com deficiência. Para isso, aconteceram reformas nas rampas de acesso para cadeirantes, equipamentos de audiodescrição e guias especializados na linguagem braile (assim como placas informativas).

A rede de internet Wi-Fi na área interna também foi ampliada, melhorada e estará disponível sem custos para o público e duas novas entradas serão abertas nas varandas inferiores laterais para facilitar o acesso.

Ingressos
A venda dos ingressos para visitação do Teatro Amazonas de 2 de junho à 13 de julho segue no sistema online pelo www.bestseat.com.br e também na venda na bilheteria do teatro. Mais informações no (92) 3232-1768. Seguem valores abaixo:
Visitação guiada: R$ 20,00 = U$10,00
Visitação livre: R$ 15,00 = U$ 6,00
Teatro - História: R$ 25,00 = U$ 12,00
Visitação guiada + Urdidura: R$ 30,00 = U$ 15,00
Visitação livre + Urdidura: R$ 25,00 = U$ 12,00
Teatro - História + Urdidura: R$ 35,00 = U$ 16,00
Urdidura: R$ 10,00 = U$ 5,00
* Com informações da assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Cultura.

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://acritica.uol.com.br/vida/Teatro-Amazonas-reabertura-programacao-Copa_0_1149485083.html

Deborah de Robertis expõe sexo perante os visitantes do Museu D'Orsay

A artista luxemburguesa Deborah de Robertis expõe o seu sexo diante do quadro "L'Origine du Monde", no Museu D'Orsay, em França.




A performance de Deborah de Robertis, embora muito aplaudida, valeu-lhe uma queixa do museu por exibição sexual.


A artista que foi modelo do quadro "L'Origine du Monde" de Gustave Courbet, apresentou a perfomance que intitulou de "O espelho da origem".

Algo que ainda mais acentuou o escândalo levantado pelo quadro exposto nas paredes do museu de Paris.

Segundo o site Secondsexe, a artista plástica sentou-se de costas para o quadro com um vestido dourado, mas antes caminhou de uma forma elegante até frente da obra ao som de "Avé Maria" de Schubert interpretada por Maria Callas. Perante o olhar fusilante dos guardas do museu, disse um poema sentada a mostrar o sexo.

Eu sou a origem.
Sou todas as mulheres.
Tu não me viste.
Quero que me reconheças.
"virgem como a água criadora do esperma"

Ainda de acordo Secondsexe, a administração do museu chamou a polícia. Deborah de Robertis foi colocado sob custódia. O Ministério Público arquivou o processo sem mais recurso e chamou-a atenção para o que vem escrito na lei.
fonte: @edisonmariotti @edisonmariotti http://www.hardmusica.pt/cultura/museus/26054-deborah-de-robertis-expoe-sexo-perante-os-visitantes-do-museu-d-orsay.html
Na próxima quinta-feira (05/06), terá início no Museu Coral Gables, em Miami, uma megaexposição sobre as 12 cidades sedes da Copa 2014. A mostra "12 Stadiums & 12 Cities: Brazil 2014 World Soccer Destination" (12 estádios e 12 cidades: Brasil, Destino da Copa do Mundo 2014) exibirá perfis das doze cidades e estádios que sediarão os jogos e representarão o Brasil diante do mundo. A exibição é dividida em três seções: Cidades, Estádios e Futebol na Cultura Urbana.

“A exposição exibe a nova arquitetura de ponta de diferentes regiões do Brasil e inclui vistas panorâmicas dos estádios”, disse Christine Rupp, diretora Executiva do Museu de Coral Gables. "A exposição e as atividades e programas paralelos proporcionarão à comunidade de Miami e do Sul da Flórida uma maneira diferente de assistir a Copa do Mundo e unirá pessoas de todas as nacionalidades através do futebol".

A mostra será apresentada na grande Fewell Gallery, e tem a curadoria da arquiteta e designer brasileira Adriana Sabino. O Museu também transformará a sua praça externa de dois mil metros quadrados em um campo de futebol durante a duração da Copa. A cancha será usada para transmitir duas partidas– a abertura da Copa com o jogo Brasil x Croácia no dia 12 de junho e a partida Brasil x México no dia 17, com festa brasileira patrocinada pela ESPN.


Para mais informações sobre a exibição acesse:  www.coralgablesmuseum.org.
fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

Museu de Joinville é exemplo de acessibilidade para o Brasil

O Museu Nacional de Imigração e Colonização de Joinville, em Santa Catarina, é atualmente um dos museus mais visitados do estado e do sul do país. E como forma de melhorar seu atendimento e uso do seu espaço, o museu vem pautando suas ações pela acessibilidade universal e o respeito à diversidade cultural.


Minuto da Inclusão: Programete que trata de temas ligados à inclusão das pessoas com deficiência na sociedade. Realização: Instituto Midi. É publicado de segunda a sexta-feira.


fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti edisonmariotti  http://radioagencianacional.ebc.com.br/direitos-humanos/audio/2014-06/museu-de-joinville-e-exemplo-de-acessibilidade-para-o-brasil  http://museudeimigracao.blogspot.com.br/

USP destrói raro Cerrado em São Paulo onde seria construído “Museu Vivo”

Um polêmico conjunto de obras para o “Parque dos Museus” e o novo Centro de Convenções teve início há três anos na Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP). O problema é que o local escolhido abrigava uma extensa mancha de vegetação próxima à Faculdade de Veterinária, o que provocou diversos protestos.



Em nota, a USP prestou esclarecimentos sobre o corte de árvores em que uma das justificativas afirma que diversas das árvores eram exóticas, ou seja, de origem estrangeira, e muitas também invasoras. O que não se sabia ou não se levou em consideração foi a existência de uma área nos fundos do terreno, e mais escondida da visão do público, que abrigava uma vegetação ancestral e praticamente extinta na cidade de São Paulo: os Campos-Cerrados.

Essa formação nativa, de grande biodiversidade, já existiu em profusão na metrópole, a ponto de nomear bairros como “Campo Belo” e “Perdizes”. Entretanto, foi desaparecendo do território da cidade e da vista de seus habitantes.

Descoberta a existência dessa rara vegetação em profusão nas margens da grande escavação, a Reitoria da Universidade foi alertada. Cientes do fato, não houve outra saída a não ser paralisar as obras e divulgar que a área seria preservada, com a criação de um “Museu Vivo do Cerrado na capital” nos entornos da obra que conservavam a vegetação. A inauguração do monumento foi prometida para o dia sete de dezembro de 2011, fato que não se cumpriu.

A vegetação de cerrado que foi removida das obras para transplante não aguentou e a maioria perdeu-se, mas o entorno da obra continuou com as raríssimas plantas típicas dos antigos “Campos de Piratininga” e agora supostamente asseguradas pela criação do “Museu Vivo”. Nessa área, a vegetação típica de Cerrado encontra-se em alguns trechos misturada com uma planta invasora nativa, a samambaia-do-campo, que pode ser facilmente manejada para o retorno dos Campos Cerrados típicos.

Em 2012, o Jornal USP Destaques, um boletim de imprensa da Reitoria da USP, trouxe uma notícia animadora: declarava através da portaria n° 5.648 de 05 de junho de 2012 assinada pelo Reitor João Grandino Rodas, a preservação de duas áreas no Campus da capital, uma área de 10.000 m² (supostamente os campos cerrados em volta da obra como prometido) e outra, de mesmo tamanho com também campos-cerrados. No entanto, as obras prosseguiram e acabaram destruindo outras parcelas importantes de campos cerrados, incluindo uma (foto abaixo) com um excelente grau de conservação e que não encontrava semelhança a nenhuma outra área natural de campos-cerrados na malha urbana paulistana. Espécies de plantas nativas totalmente ligadas a história da cidade e que sobreviveram a poucas dezenas de exemplares na metrópole, como o arbusto frutífero araçá-do-campo, que nomeou o antigo “Caminho do Araçá” e depois “Cemitério do Araçá” e a língua-de-tucano, uma bela planta que o Padre Anchieta utilizava para fazer alparcatas, e muitas outras, começaram a sofrer diretamente o impacto das obras, e foram arrancadas ou esmagadas. O cenário atual mostra que cerca de 40% da vegetação “relíquia” de campos cerrados que haviam sobrevivido foram totalmente arrasadas e receberam o plantio de mudas de árvores em desenho geométrico (aparente e absurda “compensação ambiental” em cima de uma vegetação raríssima). Outra extensa parte virou o refeitório e chuveiros dos funcionários da obra. Espécies nativas e material genético únicos na cidade de São Paulo foram perdidos e não se sabe que destino terão os outros 60% da área de campos cerrados que restaram.

Na década de 1940, o Professor Aylthon Brandão Joly publicou em seu doutorado na USP um estudo dos “Campos do Butantã” (de onde a vegetação dos atuais entornos da obra são remanescentes) com várias fotos das espécies que considerou na época mais importantes e significativas. Não é coincidência que são as mesmas e atualmente raras espécies hoje totalmente esquecidas e largadas no canteiro de obras.

É fundamental que a atual gestão da USP tenha a sensibilidade de imediatamente cercar toda a área proposta e cumprir a promessa pública feita em 2011 de transformá-la em um “Museu Vivo” da História, Botânica e Cultura da cidade de São Paulo e também recuperar os trechos arrasados para a “compensação ambiental” e construção do galpão.

Fonte: Ciclo Vivo @edisonmariotti #edisonmariotti http://rr4.com.br/meio-ambiente/usp-destroi-raro-cerrado-em-sao-paulo-onde-seria-construido-museu-vivo/

Interior do museu MAXXI, projetado pela arquiteta iraquiana Zahadi CULTURA PARA O POVO

Roma não se fez em um dia. E pede muito tempo para um mínimo de entendimento. A cidade é um caleidoscópio de atrações, monumentos, exposições de arte, visitas indispensáveis e básicas, shows, concertos, turistas. Muitos turistas. Chineses e russos, lotando todos os espaços, mudando hábitos dos verdadeiros romanos. Hoje Roma é também a cidade dos imigrantes de Bangladesh e alguns do Egito.E sobram os ciganos da Europa central.

Interior do museu MAXXI, projetado pela arquiteta iraquiana Zahadi CULTURA PARA O POVO



Roma vista de Trinita dei Monti, com as famosas escadarias da Praça Espanha (foto: Dayse Regina Ferreira)

Pequenos, morenos, estão por toda parte, como formigas: vendendo rosas, que costumam empurrar nas mãos ou bolsas dos visitantes; oferecendo uma bola de gel que jogam para esparramar no chão e voltar à primeira forma; carregando uma penca de guarda chuvas conforme a previsão do clima; empurrando cartões postais, mini Coliseus, chaveiros e toda sorte de parafernália made in China. Os africanos são os que vendem cópias de acessórios e sempre fogem quando aparece a polícia.

A verdade é que as bancas e as tendas autorizadas ou não, estão em todas as calçadas e escadarias com os vendedores atacam aos passantes, insistentes, em um modus operandi bem consolidado. Vestidos, bolsas, bagagem, quinquilharias são produtos oferecidos por 80% dos imigrantes. Um comércio milionário, explorado pelos empregadores da mão de obra barata, escrava. Cosméticos, acessórios de cozinha, echarpes, anéis e brincos, colares e objetos tecnológicos, tudo pode ser adquirido nas bancas ou no pano estendido na calçada. Todas as ruas por onde passam turistas estão tomadas, não importa o destino. Onde até o poste de aviso de estacionamento proibido, acaba se transformando em cabide para mostruário.

Tomam conta das calçadas, invadem caminhos e dominam completamente a famosa feira dominical do Trastevere, -- Porta Portese --, que já não é mais aquela. Ao invés de ser o lugar de comprar antiguidades e velharias, como era o Mercado das Pulgas, agora tem quilômetros de barracas como um corredor polonês, só com roupas e bijuterias, óculos de sol , meias e sapatos de quinta categoria, também made in China. Todas atendidas pelos que imigraram de Bangladesh. O mundo mudou.

As filas são colossais em todas as atrações e lugares. Na Notte dei Musei, quando as grandes salas de exposições de 90 museus permaneceram abertas até 22 horas, 210.000 visitantes esperaram até 2 horas na fila para entrar no Mercado de Trajano, na Scuderie del Quirinale e Museu Capitolino, entre outros 150 eventos. No Capitolino foram 8.600 ingressos em um único dia. Uma verdadeira loucura cultural de cidadãos e turistas. Entradas grátis ou a 1 euro, bons motivos para tanto esforço e tanta paciência.

Nos dias normais, pagando em geral 16 ou 18 euros a entrada sem descontos, tudo fica mais fácil. Dá para ver uma das maiores mostras do trabalho de Frida Kahlo no Quirinal, rever as maravilhas da Galeria de Villa Borghese ( é indispensável fazer reserva com antecedência, por telefone ou e-mail), conhecer a modernidade do Maxxi, --Museo nazionale delle arti del XXI secolo -, a incrível transformação de uma caserna em cenário futurista, criado pela arquiteta iraquiana Zaha Hadid.

Foi lá que o príncipe Harry, sua Alteza Real, apresentou no domingo 18 de maio, em meio a música ao vivo, danças e filmes, o projeto do pavilhão da Grã-Bretanha para a Expo Milão 2015, evento que tem ocupado as primeiras páginas dos jornais italianos, embora pelo lado negativo. O museu é ligado aos trabalhos arquitetônicos no mundo e, no momento, faz destaque para os arquitetos italianos e seus projetos internacionais. Lina Bo Bardi e o museu paulista Masp figuram na mostra.

Também dá para ver Andy Warhol, Turner e outros ingleses de 1800. Quem perdeu Giacometti na Galeria Borghese, vai poder ver Michelangelo no Museu Capitolino. Roma é assim.


Detalhe da fontana dei Fiumi, na Piazza Navona, antigas ruínas do stadium de Diocleciano, praça onde fica a embaixada do Brasil

REVENDO A HISTÓRIA
É sempre bom rever o Forum Romano, subir os inúmeros degraus do Campidoglio e visitar Marco Aurélio e a Loba com Romulo e Remo originais, guardados dentro do museu, em espaços especiais.O museu Capitolino é o mais antigo do mundo e um dos mais importantes de Roma.No acervo, antiguidades romanas, trabalhos de Bernini, Cavalier d’Arpino, Caravaggio. Desde 27 de maio, o museu tem mostra dedicada à celebração dos 450 anos de morte de Michelangelo (1564 -2014). A estátua de bronze de Marco Aurélio, uma das únicas remanescentes da Antiguidade (as outras foram derretidas para fazer decoração e o baldaquino de Bernini, onde só o papa pode rezar missa), foi colocada no centro da praça projetada por Michelangelo. Hoje, a que fica ao ar livre, é cópia.

O QUE ESTÁ NA MODA
A nova onda é fazer casamento civil no Colosseum. Chineses, japoneses, turistas que viajam para realizar casamento, já estão adotando o esquema. Outros ainda preferem fazer o casamento em Trinita del Monte, para descer a escadaria da Praça de Espanha. Não é difícil, em dia de chuva, encontrar a noiva oriental carregando a barra do vestido branco levantada, na calçada estreitinha da via del Babuino, o noivo empurrando uma mala vindo atrás .É uma cena kitsch, com a qual os romanos vão se habituando.

O lugar preferido para casamentos seria a Capela Sistina, mas têm destaque a pequena igreja consagrada nas termas de Caracalla ou em Ostia Antica. Uma cerimônia que custa 150 euros para os romanos, e 1.200 euros para os turistas estrangeiros. Tarifas que estão em constante aumento pela grande procura .Uma preciosa receita para o município.

Forum Romano, a cidade antiga, vista da colina Capitolina


O QUE FAZ SUCESSO
O papa Francisco continua fazendo sucesso de público e crítica. No momento, todos esperam as quintas feiras para adquirir, junto com o jornal Corriere della Sera, os livros editados com licença de La Civilità Cattolica – “La biblioteca di Papa Francesco” – livros preferidos por Jorge Mario Bergoglio, que confessa: “Amei muitos autores diferentes entre si. Amo muito Dostoievski e Hölderlin. De Hölderlin lembro sempre da poesia para o aniversário de sua avó, que é de grande beleza e que me fez muito bem espiritualmente”.

Lendo os livros preferidos do papa, fica mais fácil encontrar a chave para entrar em seu mundo interior. São vinte volumes reunidos por Antonio Spadaro, entre clássicos de todos os tempos e obras de valor reencontradas: textos sérios, romances, teatro e poesia. Uma verdadeira galáxia de pensamentos e de histórias, que refletem a riqueza interior e a experiência do homem Bergoglio. O primeiro volume foi “Tardi ti ho amato”de Ethel Mannin. Também foi lançado no Vaticano um perfume-souvenir, algo como Perfume da Fé.


Constantino II em pedaços de uma estátua gigantesca do século 4o d.C. no pátio do Museu Capitolino



COMIDINHAS
A Itália em geral, e Roma em particular, ganham destaque no quesito gastronomia. Massas, molhos, vinhos, queijos, embutidos. No momento, no entanto, os italianos estão preocupados com a qualidade do que está sendo oferecido no mercado. É que a massa de tomate está vindo do Marrocos, o presunto da Alemanha, o azeite da Espanha e a pasta não tem indicação da origem do trigo, a carne suína dos embutidos é importada, a metade da mozzarela é feita com leite sem definição da proveniência, carneiros, ovelhas e coelhos não indicam de onde saíram. Mas tudo leva a etiqueta “made in Italy”, um problema que agora alguns políticos e comerciantes estão tentando resolver, visando a feira de alimentação que vai acontecer em Veneza, junto com a Expo Milão 2015.

As afirmações são de Roberto Moncalvo, presidente da Coldiretti: “os enganos do fingido made in Italy já estão em dois de cada três presuntos vendidos como italianos, mas provenientes de porcos criados no exterior. Em cada quatro pacotes de leite de longa vida, três são estrangeiros, sem especificação na etiqueta. Um terço das massas de grãos é feito com cultivos fora da Itália, sem que o consumidor seja alertado, assim como a metade da mozzarelle”.

Tudo porque os importados custam menos, mas são de baixa qualidade. As adulterações custaram ao país, em 15 anos, 5 bilhões de euros. E 82% dos problemas alimentares verificados na Itália em 2013, foram devidos aos produtos de baixa qualidade e origem não indicada. Em 2003, quando surgiu a peste da vaca louca, foi criada a obrigação de indicar a proveniência da carne bovina e a qualidade, variedade e proveniência dos produtos como frutas e verduras frescas. Há regras também para ovos (2004), mel, e até de azeitonas utilizadas no azeite (2009). Mas as etiquetas continuam uma incógnita para carnes, salames, sucos de frutas, massas e queijos, entre outros. Regras existem. Difícil é controla-las, já que 33% dos produtos contêm materiais estrangeiros, embora levem a marca made in Italy.


Marco Aurélio, estátua equestre do 2o sec. d.C., que ficava no centro do Campidoglio. Hoje está no palazzo Nuovo



BOA MESA
Quem quiser provar da boa culinária romana ou internacional tem algumas boas escolhas: em ambiente luxuoso e requintado, a gastronomia do Hotel Majestic, na Via Veneto, assinada por Massimo Riccoli. O brunch de domingo é famoso e, para os hóspedes, o café da manhã diário é um banquete, regado a Prosecco. Tradicional é o Ristorante da Fortunato, na Via del Pantheon. Infelizmente o dono morreu em março deste ano, mas a equipe continua a qualidade de sempre, desde 1975. Também tradicional é o Cetímio al Arancio, sempre levado pela mesma família há décadas. Fica na pequena travessa Arancio, logo atrás do edifício-loja da Fendi, onde a Via Condotti encontra a Via del Corso (Largo Goldoni).

Um restaurante que foi o preferido de todas estrelas no passado, hoje reduto dos americanos, é o Flavia, sempre boa opção. Para cor local, La Carbonara, no Campo de Fiori. É comida simples, feita com os produtos do próprio mercado em frente. No primeiro andar, as mesas dão para a feira de frutas, legumes e flores e para a estátua de Giordano Bruno, filósofo queimado na fogueira, no meio daquela praça, em 1600. Saindo do Campidoglio, experimente o Vecchia Roma (Piazza Campitelli), com culinária regional em interior do século 18 e bom atendimento.

Muito famoso é o Checchino dal 1887, via di Monte Testaccio, em frente ao antigo matadouro, hoje museu. Fica longe do centro e o táxi vai custar para chegar ao local da origem da cozinha romana, há mais de um século. As especialidades são vísceras, tripas, intestinos, cauda, que antes eram jogadas fora pelo matadouro. Pratos recomendados só para os iniciados, é claro.

Pode ser interessante, mas pode acontecer também de você ficar sozinho, único cliente, e o ambiente pesar. O maître, gripado, assoava o nariz a todo instante, como as trombetas do Apocalípse. Nada agradável. Garçons, sommelier e até o chef, ficavam adejando em torno. Não foi boa experiência, ainda mais que no centro das mesas, vasinhos tinham a flor cravo de defunto como enfeite. E a conta é salgada.Tradição também se paga.

Como o café da manhã pode ser farto, se você estiver hospedado no Majestic, por exemplo, e o almoço costuma ser depois das 14 horas, o melhor é passar em um mercado e comprar as boas frutas da época, resolvendo o jantar. Ou inverter tudo, fazer lanchinho no almoço e escolher a melhor mesa para curtir a noite, agora que o verão se aproxima e a vida noturna é animada. Roma continua bela, aproveite.

O BÁSICO INDISPENSÁVEL

FORUM ROMANO – Colina Palatina: coração da antiga Roma, com o Arco de Titus, Templo de Saturno, Casa das Vestais. Subindo a Colina do Palatino, Domus Flavia e o Museu Palatino. BASILICA DE SÃO PEDRO – A maior igreja do mundo, com trabalhos de Michelangelo (Pieta) e o baldaquino de Bernini, entre outras grandes obras de arte. CAPELA SISTINA – Além de arte egípcia, etrusca, romana e da Renascença e do Barroco, obras de Rafael, Caravaggio, Canova, Michelangelo. PALACIO QUIRINAL – centro do governo italiano, que abre portas para visitação somente aos domingos entre 8h30 e meio dia. COLOSSEUM – para explorar os templos do conhecimento e o mundo antigo. CASTELO ST. ANGELO – mausoléu do imperador Adriano, transformado em fortaleza muitos séculos depois, hoje museu. CAMPIDOGLIO e MUSEU PALATINO – para ver Roma de outro ângulo. PIAZZA NAVONA – uma das mais bonitas praças de Roma, e do mundo. O centro é a Fonte dos Quatro Rios, de Bernini, com obelisco egípcio e esculturas dos maiores rios do mundo. ESCADARIA da Praça de Espanha – os degraus mais famosos do planeta. Ponto turístico mais procurado, a igreja de Trinità dei Monti e o largo em frente, proporcionam uma fantástica vista sobre Roma, agora lotado de ambulantes de Bangladesh. FONTANA DE TREVI – Jogar três moedas na fonte lembra os filmes da MGM do passado e o clássico de Fellini.A fonte barroca foi projetada por Nicola Salvi e a visita, com moedinhas e fotos, garante um retorno certo.
 
fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.bemparana.com.br/noticia/328827/roma-dourada-do-passado-e-do-presente

Feira Franca "A ocasião faz o Artista" no Palácio das Artes - Fábrica de Talentos ( .pt )

No primeiro fim de semana de junho, o Palácio das Artes - Fábrica de Talentos recebe a 45ª Feira Franca, sob o mote "A ocasião faz o Artista".

Acessórios de Moda e Bijuteria; Artes Plásticas, Visuais e Ilustrações; Artesanato e Artesanato Urbano; Design; Design de Moda; Design e Joalharia; Doces e Artigos de Festa; Produtos Alimentares Artesanais; Gourmet e Cake Design; Saboaria e Cosmética Natural são as áreas representadas neste evento, a demonstrar o talento de inúmeros jovens artistas nas mais diversas áreas.

imagem da 45ªfeira franca

45ª edição

No primeiro fim de semana de junho, o Palácio das Artes - Fábrica de Talentos recebe a 45ª Feira Franca, sob o mote "A ocasião faz o Artista".

Acessórios de Moda e Bijuteria; Artes Plásticas, Visuais e Ilustrações; Artesanato e Artesanato Urbano; Design; Design de Moda; Design e Joalharia; Doces e Artigos de Festa; Produtos Alimentares Artesanais; Gourmet e Cake Design; Saboaria e Cosmética Natural são as áreas representadas neste evento, a desmontrar o talento de inúmeros jovens artistas nas mais diversas áreas.

Horário: sábado, das 11h às 20h e domingo das 11h às 19h.

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.fjuventude.pt/pt/destaques/731/a-ocasiao-faz-o-artista.aspx