domingo, 15 de junho de 2014

"É mais simples mostrar arquitectura num museu de arte"

Vindo directamente da Bienal de Veneza, Barry Bergdoll, curador do Museum of Modern Art de Nova Iorque, passou pelo Porto, onde defendeu as possibilidades que se abrem quando a arquitectura se expõe perante grandes audiências. E também a pertinência de criar um museu à altura da "riquíssima" cultura arquitectónica da cidade de Siza e Souto Moura.

Barry Bergdoll é o curador principal do departamento de arquitectura e design do MoMA desde 2007



Barry Bergdoll é desde 2007 curador do departamento de Arquitectura e Design de um dos mais importantes museus do mundo, o Museum of Modern Art (MoMA), em Nova Iorque, onde nos últimos dois anos tem trabalhado com o português Pedro Gadanho. Entre as exposições que organizou para o MoMA estão acontecimentos de referência como Bauhaus (2009), Foreclosed: Rehousing the American Dream (2012), Le Corbusier: An Atlas of Modern Landscapes (2013) e, já este ano, Frank Lloyd Wright and the City: Density vs. Dispersal. Em trânsito desde Veneza - esteve na abertura da Bienal de Arquitectura comissariada por Rem Koolhaas -, Barry Bergdoll passou pelo Porto na quarta-feira para apresentar a conferência At Home in the Museum? Reflections on the Role of Architecture in the Art Museum in the Global Experience Economy, que encerrou o ciclo Container & Content, organizado pela arquitecta e investigadora em museologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto Susana Rosmaninho.

Na Bienal de Arquitectura de Veneza, sob o lema Absorbing Modernity, Rem Koolhaas convocou a história e a arquitectura do passado como estratégia para pensar o presente. Qual a sua percepção desta bienal?
Nos últimos anos foi a bienal que criou mais expectativa. Por causa de Rem Koolhaas e da dúvida: “Como é que um star architect passa a ser um star curator?” A curadoria tem-se transformado numa palavra que serve para tudo: “curar” uma refeição, “curar” o guarda-roupa, “curar” as férias… A noção ganhou proeminência, talvez excessiva. Para além disso, Koolhaas lançou o tema com muita antecedência e procurou dar coerência aos pavilhões nacionais. Ou seja, toda a bienal se transformou numa espécie de projecto OMA [Office for Metropolitan Architecture]. Sendo um edifício construído por muitas pessoas, esta edição tem uma personalidade singular.

Eu estava curioso porque quando Koolhaas toma uma coisa em mãos, transforma-a em algo com um enorme valor. O projecto de pesquisa histórica implícito em Absorbing Modernity e o grande entusiasmo que gerou deram-lhe relevância. Até porque a nossa história pode ser diferente da que associamos à primeira Bienal de Arquitectura de Veneza, A Presença do Passado, organizada por Paolo Portoghesi em 1980. Sendo historiador, naturalmente apreciei a conjugação desta colossal acumulação de material, particularmente nos pavilhões nacionais. Mas admito a minha perplexidade: vim embora e ainda não absorvi a absorção da modernidade. Continuo a procurar compreender qual a mensagem sobre a nossa condição; como é que este trabalho gigantesco respondeu ao desafio de nos mostrar alguma coisa sobre o presente. Talvez daqui a duas semanas já pense de uma forma diferente porque, sendo esta bienal tão provocadora, fiquei a reflectir e a falar sobre o que vi. Foi a primeira vez que estive numa bienal em que a cada jantar e a cada almoço não se falava de outra coisa. E isso é um enorme sucesso. Mas como é que a partir da reflexão sobre como diferentes culturas, diferentes lugares e diferentes figuras absorveram a modernidade se pode organizar um conjunto de conclusões ou de hipóteses de trabalho sobre o momento presente? Como é que tudo isto se relaciona com o debate pós-moderno versus neo-moderno? Continuo com reticências...

Há um paralelismo entre esta bienal e a forma como o MoMA gere a relação entre o passado e o presente da arquitectura, usando a História para encarar a contemporaneidade?
A arquitectura no MoMA nasceu como uma exposição em 1932 – Modern Architects – e essa exposição foi tão marcante e ganhou tanta aura que até hoje, quatro gerações mais tarde, pessoas que não a viram sabem o que ela quis dizer. Do mesmo modo, a arquitectura na Bienal de Veneza nasceu com Paolo Portoghesi – apesar de ter havido experiências anteriores – numa exposição construída como um manifesto do pós-modernismo. É interessante juntar estes dois momentos e enquadramentos institucionais, mas é uma questão delicada. Não posso dar uma resposta conclusiva. Não acredito verdadeiramente que seja necessário instrumentalizar toda a história; por outro lado, sempre que se leva a cabo uma pesquisa histórica num contexto público deve ser-se capaz de responder às questões propostas. Porquê este assunto e porquê agora?

Nas exposições do MoMA parece existir uma grande tensão entre comunicar para um público alargado e preservar uma aproximação rigorosa – quase académica – aos conteúdos. Como é que estes dois extremos dialogam entre si?
O desafio é esse, a sobreposição de audiências. O MoMA é um departamento de arquitectura num museu de arte. Por isso é muito diferente, por exemplo, do Royal Institute of British Architects, que faz exposições para um público profissional. No MoMA, por causa do seu impacto, os profissionais seguem de muito perto as exposições, tanto para serem influenciados como para as odiarem ou terem assunto de conversa. O extraordinário é que, das quase 750 mil pessoas que viram a primeira grande exposição que organizei – Home Delivery (2008) –, a maioria não era especializada. É um desafio conceber uma forma de expor que tenha algo a dizer tanto aos profissionais como ao público em geral. Como juntar dois géneros de público, com diferentes capacidades de leitura de documentos arquitectónicos? Numa exposição de arte é mais simples: apesar de nos últimos anos a presença do curador ser cada vez mais forte, prevalece a noção de criar uma experiência não mediada e o mais tranquila possível, uma experiência directa de relação com o objecto de arte. Ora, é um cliché mas é verdade, a não ser que se construam edifícios em tamanho natural – o que foi feito com frequência –, em 95% dos casos as exposições de arquitectura exibem documentos. Muitos desses documentos são difíceis de ler. É como expor pautas de música. Nem todos os que lêem uma pauta são capazes de ouvir mentalmente a música que está escrita. É necessário saber ler música para perceber que não se está apenas a olhar para a caligrafia de Mozart mas também a observar uma música bela. Da mesma forma, que público vai ficar entusiasmado a ver o corte de um edifício? Enquanto o curador de arte procura ter uma personalidade discreta e não se impor, o curador de arquitectura assume com frequência o papel de tradutor entre o trabalho do arquitecto e o público em geral.

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.publico.pt/cultura/noticia/e-mais-simples-mostrar-arquitectura-num-museu-de-arte-1639872

Museu adquire carro oficial de Mussolini por 180 mil euros

Por 180 mil euros, museu russo comprou hoje Alfa Romeu conversível no qual ditador Benito Mussolini se dirigiu à sessão em que foi votada sua destituição




Benito Mussolini: ditador italiano usou carro em viagem com Hitler em 1938

Paris - Um museu russo adquiriu neste sábado por 180 mil euros o carro oficial de Benito Mussolini, um Alfa Romeu conversível, automóvel no qual o ditador se dirigiu à sessão do Grande Conselho Facista na qual foi votada sua destituição em 1943.

Trata-se do mesmo carro no qual o ditador alemão Adolf Hitler se deslocou durante sua viagem para Itália em 1938 e no qual Mussolini realizava todos seus trajetos oficiais no país, indicou a casa de leilões AIOLFI & Partners, que se encarregou da venda na cidade francesa de Caen.

Este Alfa Romeo 6C 2300B, segundo a casa de leilões, é um carro histórico, 'testemunha de uma época' e reflexo da história do automoção italiana, do que atualmente se conserva somente o chassi.

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/museu-adquire-carro-oficial-de-mussolini-por-180-mil-euros

 

Arte contemporânea em exibição este fim-de-semana em Zurique

A galeria Arthobler recebe este fim-de-semana uma exposição de Robert Schad, sobre "Dança Rígida". Há mais artistas que em breve se vão juntar à galeria para as respectivas exposições.



 
Até às 18:00 deste domingo, a galeria Arthobler, em Zurique, acolhe uma exposição de Robert Schad, um dos mais aclamados escultores de aço da actualidade. Logo a seguir, entre 16 e 22 de Junho, a galeria recebe a "Basel Art Week", durante a qual só será possível visitar as obras com marcação, o que antecipa a grande procura que vai haver.


Jakub Nepraš, Eva Kot'áková, Petra Herotavá, Adela Babanova e Václav Madid estarão numa exposição que dura até ao próximo dia 19 de Agosto no Museu de Arte Moderna de Bonn, Alemanha, relacionada com o prémio "Dorothea Von Stetten Art Award", um prémio entregue de dois em dois anos.


Até ao próximo dia 19 de Outubro, estará em exibição uma escultura na ilha de Mainau, na Alemanha, com a participação de Robert Schad, Thomes Röthel, Carlo Borer, Sibylle Pasche e Armin Göhringer.

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.hardmusica.pt/cultura/museus/26208-arte-contemporanea-em-exibicao-este-fim-de-semana-em-zurique.html

Casarão do Século 19 vai unir o 'antigo' ao moderno: muita tecnologia

O casarão do Século 19 que abriga o Museu Pelé traz uma impressionante mistura do antigo com o moderno. E o pavilhão em que fica a área interativa multimídia deixa isso ainda mais evidente. São diversas telas, mesas de jogos, em que o visitante poderá participar virtualmente da vida do Rei.


Casarão do Valongo foi totalmente modernizado

Esse prédio abriga, ainda, um espaço para mostras temporários – a primeira, do falecido fotógrafo José Dias Herrera –, um auditório com capacidade para 90 lugares, a Sala do Rei e a parte administrativa.

Os recursos para o museu, de R$ 50 milhões, vieram de diversas frentes, como explica o secretário de turismo, Luiz Dias Guimarães.

“Da Lei Rounet, do Programa de Ação Cultura (Proac), do Estado, do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Governo do Estado, do Ministério do Turismo transferido para o Município pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e da iniciativa privada. Temos um exemplo de empreendimento com diversas frentes de ajuda. O gerenciamento do espaço ficará a cargo da Ama Brasil”.

Por falar nisso, Guimarães conta que Pelé fez questão de ir até algumas empresas para captação de verba. “Quando foi preciso a presença dele, ele colaborou de forma efetiva, o que foi essencial”.

Entorno

Segundo o secretário Luiz Dias Guimarães, a segurança será reforçada no entorno do ponto turístico, com a presença da Guarda Municipal e agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Para deixar o carro, ele sugere estacionamentos da região. “Os ônibus turísticos terão um bolsão na Avenida Perimetral”.

Por causa do fluxo de visitante, ele cogita ampliar o Restaurante Escola, diante do museu. “Ainda mais que, a partir de terça, haverá o Prato do Rei (arroz, feijão, picanha e farofa)em seu cardápio fixo”.
 
fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.atribuna.com.br/cidades/casar%C3%A3o-do-s%C3%A9culo-19-vai-unir-o-antigo-ao-moderno-muita-tecnologia-1.385869

Exposição em NY celebra América Latina

"Ouro falso", diz o artista paulistano Adriano Costa sobre a instalação que ele criou com toalhas de banho e pedaços de plástico que, pintados de dourado, repousam geometricamente no chão do museu Guggenheim de Nova York. Aos 39 anos, o brasileiro afirma que ainda está para entender o convite que Hélio Oiticica fez décadas atrás: "Vamos colocar a cor no espaço?". Mas, na verdade, Straight From The House - Ouro Velho, realizada em 2013, guarda, na contemporaneidade, outras muitas questões. Traz a referência ao “brilho do ouro” do barroco brasileiro, “que nada mais é do que dominação”; fala de dinheiro e poder, que, no Brasil, considera, é uma equação oscilante e rápida. "Há pouco tempo atrás, éramos a quinta economia do mundo e agora já não mais."


Brasileiros são destaque

Condensando uma natureza solar e precária, o trabalho de Adriano Costa é um dos destaques da mostra Sob o Mesmo Sol: Arte da América Latina Hoje, inaugurada ontem em três espaços do Guggenheim nova iorquino. Com curadoria do mexicano Pablo León de La Barra, a exposição, formada por obras de 40 criadores de 15 países, será apresentada entre abril e junho de 2015 no Museu de Arte Moderna de São Paulo - e depois seguirá para o Museo Jumex, na Cidade do México.
"Já não podemos falar de uma só America Latina, a representação regional não mais funciona", afirma Pablo de La Barra. "Mesmo assim, há uma série de coincidências, paralelismos, conexões históricas e contemporâneas nas sensibilidades que existem abaixo do mesmo sol", continua o curador. Sobre o título da exibição, o mexicano ainda lembra que as colônias espanholas e portuguesa eram “impérios onde o sol nunca se punha". "É presente nos trabalhos dos artistas a maneira como eles respondem a essas histórias."
Jogar com os clichês, expressa La Barra, foi uma estratégia para transformar conceitos sobre latino-americanos. A instalação Ya Veremos Como Todo Reverbera (2012), do mexicano Carlos Amorales, é uma das primeiras peças da exposição, um móbile de pratos de bateria suspensos a serem tocados pelo público. Alguns visitantes extravasam com a obra, outros participam mais timidamente do trabalho - existe algum humor em trechos da exposição, derivados da raiz crítica-conceitual, um caráter sensorial e sutilezas potentes como nos cartões-postais da mineira Rivane Neuenschwander em Mapa-Múndi BR (2007), sequência de imagens feitas no interior do Brasil.
Mais ainda, ativismo político, a ideia de "tropical" como estética "divergente da Europa e América do Norte", a abstração e a participação ativa do visitante são segmentos que vão costurando a mostra. Deste último nicho, o curador exemplifica sua escolha pela instalação Cartazes para o Museu do Homem do Nordeste, que o alagoano residente no Recife Jonathas de Andrade exibiu no ano passado no Brasil com grande sucesso. O espectador é convidado a rearranjar as peças do trabalho, que trata de miscigenação e resgata conceito do antropólogo Gilberto Freyre.
Do Brasil, Sob o Mesmo Sol, em cartaz até outubro e que também apresenta programação de filmes, coloca ainda a presença de Paulo Bruscky, Tamar Guimarães, Erika Verzutti, Carla Zaccagnini - as participações do sueco Runo Lagomarsino (em Contra Tempos, ele registrou, na marquise do Parque do Ibirapuera, rachaduras na forma do mapa da América Latina, numa reflexão sobre a modernidade) e da francesa Dominique González-Foerster podem ser consideradas brasileiras também, já que os artistas vivem em São Paulo e Rio, respectivamente, há tempos.
De outros países latinos, há trabalhos, por exemplo, das argentinas Marta Minujín e Amalia Pica, dos mexicanos Gabriel Orozco e Damian Ortega, dos cubanos Wilfredo Prieto e Tania Bruguera, do venezuelano Javier Téllez e do chileno Alfredo Jaar. A seleção preza, afinal, a mistura de criadores de diferentes gerações.
Aquisição
A exposição de arte da América Latina integra o projeto Guggenheim UBS Global Art Initiative, que já "mapeou", em 2012, o Sul da Ásia com mostras que foram apresentadas em Nova York, Cingapura e Hong Kong, e depois, em 2016, será dedicado ao Norte da África e Oriente Médio. Mas, mais do que as exposições, o programa promove a aquisição de todas as obras participantes para o acervo do museu norte-americano.
Trabalhos de jovens entram, assim, para a coleção da prestigiada instituição, como também os de criadores de trajetórias exemplares nas décadas de 1960, 70 e 80. “Era muito importante mostrar que há uma pré-história das práticas conceituais contemporâneas”, afirmou Pablo Léon de La Barra. "Muitos dos artistas da exposição haviam estado nos EUA trabalhando durante esses anos, exilados de seus países por causa da situação ditatorial ou repressiva dos governos."
"Em Nova York encontraram um solo fértil para desenvolver seus trabalhos em diálogo com a cena artística do momento", continuou o curador. Ele acredita que criadores como o chileno Juan Downey" desapareceram desta história escrita desde os EUA". Mais ainda, muitos deles foram bolsistas da família Guggenheim, como Luis Camnitzer e Paulo Bruscky.
O pernambucano, por exemplo, participa de Sob o Mesmo Sol com um de seus históricos anúncios publicados nos classificados de jornais, feito em 1982, nos EUA, com Daniel Santiago. A dupla solicitou a colaboração das pessoas com propostas para uma composição de nuvens coloridas para o céu de Nova York. Era a "Air Art", naquela época.
Depois da América Latina, o foco do projeto Guggenheim UBS Map vai se voltar para a arte do Norte da África e do Oriente Médio. As mostras derivadas da iniciativa ocorrerão a partir de 2016, mas a região escolhida envolve um tema polêmico referente à instituição americana, a construção bilionária de uma filial do museu na ilha de Saadiyat, em Abu Dhabi.
Nos últimos anos, a obra, anunciada em 2006, com projeto do arquiteto Frank Gehry, vem recebendo duras críticas. Artistas, como o libanês Walid Raad e os membros do grupo Guerrilla Girls, têm sido expoentes recentes de protestos contra as denúncias de violações de leis trabalhistas relativas ao projeto. “Todos estão preocupados em trabalhar corretamente, não importa onde estivermos", disse Richard Armstrong, diretor do Museu e Fundação Solomon R. Guggenheim. "No caso de Abu Dabi, estamos trabalhando com o governo no sentido de fazer mudanças nas leis de trabalho, estabelecendo um novo modelo para a região", completou.
A itinerância da mostra Sob o Mesmo Sol: Arte da América Latina em abril de 2015 para o Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo é a primeira ação nesse sentido. "É uma cidade de grande público e sabemos que teremos profissionais importantes nas aberturas da exposições, possíveis futuros parceiros”, falou Armstrong. Avesso a falar do orçamento do projeto Guggenheim UBS Map, que inclui a compra das obras expostas - da Ásia, foram 26; de arte latino-americana, 50 -, ele declara que a maior parte das despesas da mostra no MAM será do patrocinador americano.



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