sexta-feira, 20 de junho de 2014

A obra-prima de Vermeer é a estrela da reabertura do Mauritshuis de Haia, após dois anos de trabalhos para a ampliação e reforma do célebre museu


‘A moça da pérola’ volta para casa

Um visitante tira fotos da “Moça com brinco de pérola” / LEX VAN LIESHOUT (EFE)



O Mauritshuis já não é um museu de um conto qualquer, é um verdadeiro best-seller. A pequena pinacoteca, verdadeira caixa de bombons de arte antiga holandesa situada no coração de Haia, reabre suas portas semana que vem depois de dois anos de trabalhos de ampliação e reforma. Conhecida por sua espetacular coleção, exibe em suas paredes entre outras joias, ícones como “A Moça de brinco de pérola” de Vermeer, que volta para casa; “A Lição de anatomia”, de Rembrandt e sua mais recente estrela: “O pintassilgo”, de Carel Fabritius.

Mais do que uma limpeza facial, o Mauritshuis submeteu-se a uma delicada operação interna de 30 milhões de euros, dirigida por Hans Heeswijk, autor das reformas do Van Gogh e do Hermitage de Amsterdã. Para reviver sua velha e nobre figura, o museu duplicou seu espaço graças a união, por meio de um vestíbulo subterrâneo, do edifício original com outro adjacente para exposições temporárias, oficinas educativas e pesquisa. A enorme expectativa que desperta a excelente coleção de arte holandesa do século XVII que possui transformou a reabertura em um acontecimento amplificado por uma circunstância curiosa: O sucesso do último romance de Donna Tartt, cujas mais de mil páginas são vendidas agora na nova loja de souvenires do museu ao lado dos postais que reproduzem o pequeno quadro que dá título ao livro, “O pintassilgo”. Theo Decker, o adolescente protagonista do romance, se torna dono da pequena moldura holandesa depois de um atentado simulado no Metropolitan de Nova York. É quando morre sua mãe depois de confessar sua obsessão por esta obra, por este pássaro, esta “criatura viva” que surge depois de ver tantas obras de natureza-morta representado faisões mortos.




A fachada do museu Mauritshuis de Haia após a reforma. / LEX VAN LIESHOUT (EFE)

“Quando o livro foi publicado o quadro estava emprestado para a coleção Frick de Nova York”, um dos destinos de turnê com paradas no Japão, Itália e Estados Unidos, que serviu para financiar as obras. “E já então despertou enorme interesse”, recordou recentemente em Haia Emilie Gordenker, diretora do museu desde 2008 e principal fomentadora da nova fachada do museu. “Mas o mais curioso é que pouco depois, Oprah Winfrey recomendou em seu programa outro romance, A Lição de anatomia, de Nina Siegal, que também cria uma ficção a partir de outra de nossas obras primas”.

Para Gorfenker trata-se de algo mais que uma coincidência. “A pintura antiga holandesa possui algo único: fala de nossas vidas. Por isto a sentimos tão próxima, por isto gostamos tanto de contemplá-la de perto. Nos leva a olhar, olhar e continuar olhando. É esta intimidade que cria uma relação especial com o quadro. Além disso, e não se surpreenda, creio que também tem a ver com sua reprodução; são quadros que ficam bem em postais e pôsteres. E estas qualidades os fazem especiais, mais acessíveis, mais populares”.

O mistério de “O pintassilgo” já está enclausurado no Mauritshuis, de onde deixou de brilhar em um painel móvel em um corredor para contar com lugar de honra. É uma das escassas obras que se conhecem de Carel Fabritius, que morreu aos 33 anos, em 1654, vítima da terrível explosão que destruiu Delft. Muitas vítimas – reais e de ficção – para a memória de um pobre passarinho. A diretora do museu reconhece o estranho poder da obra, a ilusão de ótica que causa sua contemplação. O pássaro realmente parece vivo.




Um visitante fotografa a “Moça com brinco de pérola” / Peter Dejong (AP)

A reforma do Mauritshuis, um casarão do século XVII, foi decidida ao verificar-se que o edifício necessitava mudar sua climatização e suas janelas. Sua situação, vizinho de porta do parlamento holandês, dificultava qualquer ampliação, finalmente resolvida com um sensato exercício de sustentabilidade: utilizar um edifício vizinho, do princípio do século XX e fora de uso, no qual agora estão localizadas os escritórios, a biblioteca e as demais novas dependências.

No velho edifício há apenas uma concessão para a nova vida do museu: um elevador circular e transparente que liga a rua ao novo lobby subterrâneo (onde está a loja, a cafeteria e a nova entrada de acesso aos dois edifícios). O resto, uma vez cruzadas as portas da pinacoteca, é uma explosão de história e antiguidade. Paredes pintadas de cores escuras, madeiras nobres e uma sala, chamada o quarto dourado, restaurada detalhadamente para reviver os 15 murais de Pellegrini. Um momento de assombro ao esplendor desta velha glória que ainda flutua sobre o lago Hofvijver.

Talvez o que mais preocupe agora a diretoria do museu seja a popularidade crescente do lugar, algo que choca com os propósitos de intimidade e recolhimento que as salas propõem e que pretendem preservar. “Na realidade não sabemos o que acontecerá e nos preocupa porque a visita deve ser confortável e tranquila. Quando fechamos tínhamos por volta de 260.000 visitas. Esta porcentagem não pode crescer além de 25%. Não podemos ter um milhão. Nem pretendemos isto. Nos importamos com a qualidade, não com a quantidade. Neste sentido transmitimos uma mensagem diferente do resto dos museus do mundo. Não queremos filas, obrigado”.

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://brasil.elpais.com/brasil/2014/06/20/cultura/1403280351_462325.html

i.d.e.a Museum inspires children of all ages to experience their world differently through art, technology, science, creativity and imagination.

After 35 years as the go-to museum for original, fun, inspiring and educational hands-on art, a new era in art, creativity and imagination began Feb. 7, 2014, when the Arizona Museum for Youth officially opened its doors as the i.d.e.a. Museum.







The name i.d.e.a. is an acronym for: Imagination. Design. Experience. Art. It is the new museum’s guiding, creative thrust for the future that creatively enhances, improves and expands the use of art and art-inspired activities by adding science, engineering, technology and design in multi-sensory experiences.

The i.d.e.a. Museum’s goal is to provide even more opportunities for families to create together. Its passion is to develop individual and collective creativity in its many forms, not just art. The vision is to maintain a place for your child and the child within you to engage science, technology, engineering and math through an art focus.

INTERACTIVE SPACES INCLUDE...

1. Whiteman Family Exhibition Gallery:

This space will house three fun, educational and hands-on, art exhibitions that will be presented each year, incorporating S.T.E.A.M. (science, technology, engineering, art and math) concepts through local, national and international artists’ work. Its goal is to inspire children to tap into their own imagination and creativity using art to appreciate different viewpoints and cultures.

2. HUB:

Like the central part of a wheel or a computer networking device where several routes meet, the HUB is designed for diverse activities leading the explorer to one’s own imagination. It is the intersection of imagination and experience through collaborative making, spontaneous creation, full-body movement, problem-solving and inspiration. Among the offerings will be ‘Oodles of Doodles’ that will let your inner child loose to collabra-doodle with your child and family.

** iART:
Visitors will create their own iArt-works similar to what Curator Deborah McMillon-Nering gathers together, using images by local and national artists for:

* Me & My Big Idea: Celebrates the ideas and idea-makers that have changed the world. You tell the museum what your greatest idea is for the world by connecting with it on Facebook (ideaMuseum) and Twitter (ideaMuseumMesa).

* Soundscape: Full body, interactive sound and movement activities that explore other “sound worlds,” developed by digital sound artist, Kim Headlee, who originally designed the activity for Autistic children.

* Recyclery: Reuse and recycle materials to “make” individual artwork or projects, inspired by “green artists’” whose works are on display.

* Tech Table: Interactive activities and games on a light-and-motion, enhanced table at child level.

* Snap Flix: Bring your own props or use those available to star in your own film. This was created by students from the ASU Polytechnic College of Technology and Innovation.

* Face Frames: Sketch and make your own fashionable, functional and even zany eyewear. Explore Garret Leight’s private sunglass collection spanning 100 years and learn about the science & art of spectacles.

* Design Our World: Re-imagine or design the next phase of the i.d.e.a. Museum’s outdoor space using your own ideas and solutions. Draw inspiration from examples that ASU students created for the next 35 years.

* Odyssey Café: Stretch your thinking beyond its limits through creative, collaborative problem-solving activities using common objects.


3. ArtVille:

Always a fan-favorite, this interactive gallery returns with a revitalized design to immerse visitors in the museum’s national, trend-setting, larger-than-life art town. Little ones will experience key developmental and neurological milestones birth to 4 years. ArtVille will continue to help shape motor skills, tactile senses, early literacy, vocabulary, self-expression and imagination through:
Wee Design & Build: A new space for early learners to imagine, create, be curious and discover. Tots will build with LEGO Duplo blocks, columns, roofs, bridges, characters and vehicles; create splashes of color in the lighted “Pixel Wall” or larger color mosaics on a specially designed light table.

* S.T.E.A.M. Train & TOT Depot: The train engine and depot may stand still, but not the mind of a child playing with real buttons, dials and levers that carry the train down a simulated video track. You can help the museum name its lady train by connecting with it on social media (links mentioned above).

* Town Squares (soft blocks): An engaging, collaborative space to build teamwork, communication, problem-solving, critical thinking and quality family time.

* Art’s Studio: A new, larger wet and messy space for little artists to create to their heart’s content.

* Performing Arts Center: A stage with an assortment of cool costumes, instruments and props that are perfect for self-expression and dramatic play.

* Art’s Puppet Gallery: A version of a puppet theatre featuring props galore.

* Art’s Living Room: A cozy place for families to hang out, read a great book, solve puzzles and view art.

* Art’s Kitchen: An active space for imaginative play, cooperation, social interaction and motor-skill development.

@edisonmariotti #edisonmariotti https://www.facebook.com/ideaMuseum/infofonte:

Victoria and Albert Museum (V&A), em Londres, vai criar um arquivo daquele que é o maior festival de música e arte do Reino Unido.

 
A história de Glastonbury é agora uma parte da colecção do V&A
 
São 45 anos de história contados através de posters antigos, fotografias das várias edições e até filmes até agora desconhecidos do grande público. O Victoria and Albert Museum (V&A), em Londres, vai criar um arquivo daquele que é o maior festival de música e arte do Reino Unido e um dos maiores do mundo, o Glastonbury, permitindo a toda a documentação acumulada até à data sair do armário em que esteve guardada ao longo dos anos, enchendo caixas, caixas e mais caixas. 
 


A cada edição de Glastonbury, mais material se acumula, sem que se saiba já ao certo o que existe. É por isso que Michael Eavis, que em 1970 organizou a primeira edição do festival na sua quinta em Somerset, no Reino Unido, decidiu fazer qualquer coisa. Com a ajuda da filha, Emily Eavis, que agora está à frente do festival, reuniu toda esta memorabilia e entregou-a ao V&A. Há mapas do recinto do festival, que foi crescendo ao longo dos anos, setlists dos milhares de artistas que ali actuaram, cartas, posters, passes da produção, roupa. “Não fiquem surpreendidos se ouvirem que nunca nada disto foi catalogado”, observou ao The Guardian Kate Bailey, a curadora do Victoria and Albert Museum que ficou encarregada de pôr em ordem esta colecção.

Para Martin Roth, director do V&A, receber este espólio “extraordinário e sem precedentes” é uma honra para o museu londrino. “O arquivo é interessante não só pela sua diversidade, como também pelo seu testemunho fascinante da mudança criativa, social e política no Reino Unido”, defendeu, garantindo que esta não será uma colecção estática e que já nesta edição do festival, que se realiza entre 27 e 29 deste mês, vai ser recolhido mais material. Kate Bailey estará no festival e além de recolher objectos vai querer ouvir histórias de todos — dos artistas aos seguranças, passando pelos vendedores e pelas pessoas que ali vivem mesmo quando não há festival.

Da parte da família Eavis, a colaboração será total. Afinal, para Michael Eavis não há melhor espaço para abrigar este arquivo do que o V&A, “um lugar inspirador”.

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/a-historia-de-glastonbury-e-agora-uma-parte-da-coleccao-do-va-1659507

O diretor de cinema George Lucas procura um lugar para construir um museu que abrigue sua coleção particular de obras de arte e artigos cinematográficos,

Disputa pelo "tesouro" de George Lucas continua acirrada nos EUA.

O diretor de cinema George Lucas procura um lugar para construir um museu que abrigue sua coleção particular de obras de arte e artigos cinematográficos, um projeto que o cineasta está disposto a pagar do próprio bolso e é disputado por San Francisco, Los Angeles e Chicago.

O complexo, batizado Lucas Cultural Arts Museum, quer ser uma referência mundial da narrativa visual, desde as tradicionais ilustrações até a cinematografia clássica e sua evolução na era digital.

Em suas salas ocupará um lugar destacado o universo da saga "Guerra nas Estrelas", onde será exibido a vestimenta completa do vilão Darth Vader, uma maquete da nave Millenium Falcon e o "landspeeder" de Luke Skywalker em tamanho real.

"Não existe um museu como este", assegurou Lucas em sua proposta final a The Presidio Trust, agência federal criada para tramitar a antiga fortificação espanhola chamada Presidio, um enclave em San Francisco com vista para o Golden Gate onde o pai de "Guerra nas Estrelas" sonhava construir sua instalação.

O desejo de Lucas foi barrado em fevereiro quando The Presidio Trust rejeitou o projeto por considerar que não era apropriado para esse entorno e, embora tenha oferecido uma alternativa, o contratempo foi suficiente para que o diretor começasse a estudar outras opções.

Apareceu em cena Chicago, cidade da mulher de George Lucas, Mellody Hobson, cujo prefeito Rahm Emanuel juntou um grupo de analistas para encontrar com urgência um destino atraente para o prédio.

Esse local, no caso, é um terreno de 17 acres na margem do lago Michigan que acabou por transformar Chicago em um "adversário muito sério" nessa luta, segundo o porta-voz do museu.

Mas San Francisco não ficou de braços cruzados. A prefeitura buscou um espaço propício perto do Embarcadero, zona turística de píeres na baía, e se buscou o apoio de líderes da comunidade para que o projeto não escapasse de suas mãos.
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"Estamos comprometidos para sermos parceiros durante todo o processo, desde a questão meio ambiental até a construção e a abertura", disse o prefeito Ed Lee em carta que enviou a Lucas.

Lee colocou um cartaz na entrada da Prefeitura no qual se lia: "George Lucas, por favor construa seu museu em San Francisco para que o mundo o desfrute".

Eric Garcetti, seu colega em Los Angeles, já havia orquestrado sua própria campanha para conseguir que o criador de "Indiana Jones" olhasse para o sul da Califórnia.

Garcetti também enviou uma carta e ofereceu o espaço que ocupa o recinto poliesportivo Los Angeles Memorial Sports Arena, junto ao Coliseum (o estádio Olímpico), e a Universidade do Sul da Califórnia (USC), onde Lucas estudou cinema.

A prefeitura também convidou os moradores locais a usarem as redes sociais para expor seus razões pelas quais acreditam que o museu estaria melhor em Los Angeles, para o que se propôs a "hashtag" "#WhyLucasInLA".

No Twitter começaram a proliferar filmes de personagens de "Guerra nas Estrelas" em Hollywood, na praia, e se gerou o cruzamento de mensagens entre moradores nas cidades aspirantes.

"San Francisco pensa que é boa demais para você e Chicago se parece com Hoth (planeta gelado em "Star Wars")" disse um usuário, enquanto outro assegurou que o museu tinha que ir para Chicago para que a esposa do artista ficasse feliz.

O projeto inicial previsto para San Francisco foi orçado em US$ 300 milhões, um investimento que ficaria a cargo de George Lucas, que, além disso, doaria ao morrer US$ 400 milhões para garantir que a instalação pudesse continuar em funcionamento.

A coleção de George Lucas, cujo valor estimado é de US$ 1 bilhão, fez parte já de exposições itinerantes que durante os últimos 15 anos passaram por 69 cidades e recebeu mais de 10 milhões de visitantes.

Além dos elementos de "Guerra nas Estrelas", no catálogo do museu estão desenhos originais de contos como "Alice no País das Maravilhas" (1864) e "Chapeuzinho Vermelho" (1911), ilustrações digitais como "Flamengo" (2011) de Francisco José Albert Albusac, e elementos do uso das técnicas visuais na cinematografia moderna.

Está previsto que George Lucas se pronuncie sobre o local de seu museu durante o verão no hemisfério norte.

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://cinema.terra.com.br/disputa-pelo-tesouro-de-george-lucas-continua-acirrada-nos-eua,4be3df8bd27b6410VgnCLD200000b2bf46d0RCRD.html

Google Glass pode ser guia multimídia em museus

Empresa GuidiGO criou aplicativo que mostra identifica obras de arte. Com isso, usuário tem informações adicionais; há também mapa virtual.

Tour em museus com o Google Glass oferecem informações sobre obras em vídeos e em áudio (Foto: Divulgação/GuidiGo)

O Google Glass pode em breve ser usado como um guia multimídia em museus. A empresa fez uma parceria com a GuidiGo para criar um programa para os óculos de realidade aumentada que guiarão os visitantes pelas obras expostas e oferecerão mais informações sobre elas, com direito a vídeos e fotos.

Os visitantes poderão levar seus óculos e usar o aplicativo no museu. Há a intenção de oferecer os óculos por um tempo determinado. Ao dizer "comece o tour", o aplicativo começa a dar instruções para o usuário. Por meio de reconhecimento de imagens. É possível identificar obras e oferecendo informação extra relevante para onde o usuário está olhando. Tudo é feito por meio da câmera do Glass que, por meio do aplicativo, fica sempre ativada durante o passeio.

O aplicativo ainda oferece o tradicional tour em áudio, comum em museus no exterior, e mapa em tempo real que mostra a localização do usuário, mostrando o caminho que deve ser percorrido para encontrar alguma obra de arte, por exemplo.

A parceria é um resultado do programa Glass at Work, que certifica empresas que fazer aplicativos para o Glass voltados para negócios. A GuigiGo foi uma das primeiras cinco escolhidas para o programa.

Os museus interessados devem se registrar no site da empresa para obter o licenciamento do tour virtual do Google Glass, que é feito de forma personalizada para cada local. A empresa afirma que já testou o recurso em dois museus nos Estados Unidos nos últimos seis meses e que o retorno tem sido positivo.

A GuidoGO já tem mais de 200 visitas virtuais em museus para o Glass. Quem não tem o dispositivo pode usar o aplicativo da companhia para iOS e Android.

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2014/06/google-glass-pode-ser-guia-multimidia-em-museus.html

 

Agencias Mundi XXX

Seguimos nuestra investigación particular en forma de viaje que bien se podría titular: “la vuelta al mundo en mil museos o más”. Hoy miramos de nuevo hacia el sur para comenzar una nueva andadura en Nicaragua. De Belice a Managua atravesando de un salto volador Honduras, como si fuéramos un canguro de los aires. Nos apoyaremos en la Red de Museos Centroamericanos (REDCAMUS) una vez más que nos viene siendo muy útil. Nicaragua es otro de los países de Latinoamérica que nunca hemos tenido la suerte de visitar con anterioridad. Como iremos muy pronto y es un lugar que tiene una gran cantidad de museos, vamos a estudiar que instituciones son las más importantes del país desde el punto de vista de sus proyectos museológicos y museográficos, aquellos que los tengan. Salgamos de dudas.



1. Museo Nacional de Nicaragua “Dioclesiano Chaves” / Managua

 
Fundado en 1897. El Museo Nacional de Nicaragua se ubica en el centro histórico de la capital y ocupa la primera planta del antiguo Palacio Nacional, hoy Palacio Nacional de la Cultura, edificio histórico de estilo neoclásico, adecuado sin alterar su estilo arquitectónico, para albergar las instituciones culturales nacionales. Posee las colecciones arqueológicas más importantes del Estado de Nicaragua. Cuenta con diez salas de exposiciones, las que presentan de manera didáctica la historia natural, paleontología, arqueología, antropología, historia colonial. Contamos con una muestra importante de arte pictórico colonial y moderno del país. En resguardo conservamos la colección de arte latinoamericano “Julio Cortázar”. Renombrados muralistas nacionales e internacionales dejaron plasmadas sus obras en las paredes del edificio.

2. Casa Natal de Rubén Darío / León

 
Inaugurado oficialmente el 8 de Febrero 1964. Localizado cerca del centro de la ciudad. Ocupa la casa solariega de la Familia Darío, donde Rubén vivió hasta los 14 años de edad. Esta casa es una hermosa y elegante muestra de nuestra arquitectura colonial, restaurada y ambientada para mostrar la vida y obra de nuestro Insigne Poeta Universal. El Museo consta de cuatro salas en donde se exhiben objetos personales de Rubén Darío, sus obras principales, documentos originales y objetos personales de la familia Darío. Quizá lo más destacado de esta casa museo es la sala donde se expone el traje diplomático usado por Darío como embajador de Nicaragua ante el gobierno real de España, un guante, un pañuelo de seda y el espadín complementario del traje. Un cuadro al óleo del poeta con su traje de diplomático, realizado por el Maestro de la pintura nicaragüense Rodrigo Peñalba; y cartas de Rubén en el ejercicio de sus funciones diplomáticas, una pluma fuente, y un retrato donde aparece el poeta con destacados intelectuales españoles. Uniforme famoso por la fotografía tan popular que se hizo el escritor vistiendo tan vistoso uniforme.



3. Museo del Sitio de las Huella de Acahualinca / Managua

 
Las huellas de Acahualinca – como las llamaron posteriormente los especialistas-, pertenecen al Paleo indios en estampida ante una hecatombe sin precedentes en la región. Son vestigios del primer gran desastre natural rescatado por la historia, miles de años después de haber sucedido; fue una criminal mezcla de aluvión y erupción volcánica. Los hombres, mujeres y niños de Managua en esa época remota, estaban siguiendo su vida diaria, nocturna o diurna; uno de los volcanes de la zona hizo erupción y arrojó cenizas las que cayeron al suelo y posteriormente fueron cubiertas por lodo (Lahar), que ya estaban bastantes fríos y cuando el lodo dejó de moverse, la gente y los animales comenzaron a caminar a través de él e imprimieron sus huellas en el material que rápidamente se solidificaba. El museo está ubicado en el Barrio Acahualinca, situado al noroeste de Managua. Este sitio exhibe las evidencias más tempranas del ser humano en Nicaragua, las que fueron fechadas por método de C14 y datan aproximadamente unos 6 mil años de antigüedad. El máximo exponente es una senda de pasos dejadas por los amerindios de manera accidental cuando caminaban sobre el lodo volcánico proveniente de una erupción del Volcán Masaya. Se trata de unas doce personas que en diferentes momentos pasaron por el lugar y dejaron impresas sus huellas, al igual que otras especies como venados, aves y roedores.

4. Museo de Antropología e Historia de Rivas / Casa Hacienda Santa Úrsula de Rivas

 
El museo de Antropología e Historia de Rivas, fue fundado el 21 de septiembre de 1975, el museo se alberga en la Casa –Hacienda Santa Ursula, declarada Patrimonio histórico de la Nación, este casa hacienda fue escenario de la guerra nacional, lugar donde el filibustero norteamericano William Walker preparó la estrategia militar para atacar a Rivas siendo derrotado, el 29 de junio de 1955, por un grupo de nicaragüenses entre ellos, el Maestro Emmanuel Mongalo. Los fundadores del museo son Jaime Marenco Monterrey, Ramón Ernesto Valdez Jiménez y Alfonso Herrera. El museo está auspiciado por la Asociación Civil Pro- Desarrollo Cultural del Departamento de Rivas (ADCRI). El museo se compone de Historia Natural, que comprende la fauna de la región, y Arqueología con la sala de exposiciones de cerámica precolombina, y lítica: metates y morteros de las culturas prehispánicas Nicaraos o Nahoas y Chorotegas.

5. Museo Ecológico de Trópico Seco / Departamento de Varazo



El proyecto del Museo Ecológico nació a partir de los problemas identificados en un diagnóstico realizado a la subcuenca territorialmente más representativa del departamento de Carazo en el año de 1994, como es la Subcuenca (?) del Río Grande de Carazo, siendo uno de los problemas más sentidos la falta de Educación Ambiental, dicho diagnostico fue promovido por la Asociación para el Desarrollo Comunitario de Carazo (ADECA), ONG, que gesto el proyecto del Museo. El proyecto inicia con dos salas de exposición permanente, la cual fue inaugurada el 23 de Julio de 1996 con financiamiento del gobierno de Canadá. Inicios del 1997 el estado de Hessen de Alemania, a través de la Comisión Hanaú financió la construcción de la segunda etapa, que consistió en una sala de uso múltiple que funciona como auditorio, biblioteca y audiovisual. Y para el 2000 se construyo un segundo Auditorio con el apoyo de Alemania. El Museo Ecológico apoye el proceso de Educación Ambiental a nivel nacional, en el ámbito formal e informal a través de:
• Despertar y fomentar el interés por la naturaleza
• Facilitar el estudio de la diversidad de ecosistemas forestales
• Proveer información para la recuperación, la conservación y el manejo sostenible de los ecosistemas
• Exponer los ecosistemas más representativos del departamento de Carazo y de Nicaragua
• Servir de punto de encuentro a organizaciones e instituciones ambientalistas nacionales e internacionales
• Divulgar las acciones que se están realizando a favor del Medio Ambiente y los Recursos Naturales

6. Fortaleza Castillo de la Sagrada Concepción / Río de San Juan

 
La Fortaleza de la Inmaculada Concepción es el lugar más significativo del poblado, siendo la única fortaleza de la época, construida en 1675; constituye por sí misma un valor histórico y un atractivito turístico. La Fortaleza fue construida para oponer resistencia a los piratas y corsarios que más de una vez incursionaron desde el Caribe nicaragüense a la ciudad de Granada. Por su valor histórico sobrepasa los límites de la región, habiendo sido declarada Patrimonio Histórico según decreto número 527, gaceta no.78 del 23 de agosto de 1990. Ofrece un Centro de Interpretación conteniendo datos históricos y objetos que fueron utilizados durante el sistema defensivo del siglo XVIII. Además, se encuentra la biblioteca pública con amplia bibliografía general. La Fortaleza El Castillo de la Inmaculada Concepción, alberga una sola sala de Exposición a doble altura. La temática principal son las diferentes etapas históricas, relacionadas a la construcción de la Fortaleza El Castillo, La construcción del Canal de Panamá, relacionado a que originalmente se propuso construir el Canal Interoceánico, en el lugar en donde históricamente se llamó “La puerta de Nicaragua”, o “El Desaguadero”, del Río San Juan en la Costa del Caribe, o Atlántico de Nicaragua. La gesta heroica de Rafaela Herrera, en defensa de la Fortaleza del Castillo, en 1762, cuando tropas compuestas por ingleses, zambos y caribes, atacaron la fortaleza.

7. Centro de Arte Fundación Ortiz Guardián / León

 
El Centro de Arte de la Fundación Ortiz Gurdián está localizado cerca del centro de la ciudad conformando con otros edificios coloniales un complejo cultural y turístico digno de admirar. Ocupa tres casas señoriales y solariegas restauradas que datan de finales del Siglo XVIII y principios del XIX. Su colección comprende pintura al óleo, serigrafía, litografía, grabados, estampas, esculturas en bronce, madera y piedra, pinturas de la escuela austriaca, escuela quiteña y escuela cuzqueña, piezas artísticas que datan del siglo XVI finalizando con arte contemporáneo. También expone artesanía contemporánea de alta calidad que han merecido el reconocimiento internacional y piezas de diversas casas de arte que se encuentran en calidad de préstamo. Otras piezas son de artistas participantes en las bienales nacionales de arte.

8. Mi Museo / Granada

 
Inaugurado en Diciembre de 2005. Mi Museo está ubicado en el Centro Histórico de la ciudad colonial más antigua del continente, Granada. Ocupa una casa edificada en un área de 1700 m2, construida en el año 1868. El inmueble fue restaurado respetando su diseño inicial y se preservan algunos de sus muebles originales. Mi Museo cuenta con cuatro salas de exhibición de cerámica precolombina, las que son rotadas trimestralmente. La colección consta de más de 5000 piezas que muestran la secuencia del desarrollo social y arte de la zona desde 500 a.C. hasta el contacto con los españoles.

9. Arboretum Nacional / Managua

 
Ubicado dentro de la ciudad de Managua, el Arboretum es un pequeño bosque educativo ambiental con 235 especies de la flora nicaragüense nativos y representativos de cuatro regiones ecológicas, con su respectivo nombre común y científico. Cuenta con un vivero con malla sombra y con sistema de riego por micro aspersión. A través de medios audiovisuales se orienta sobre el buen uso y aprovechamiento de nuestros recursos naturales, principalmente los recursos renovables.

10. Archivo General de la Nación / Managua

 
Se reglamentan sus funciones en 1863 y se crea en 1896, constituido por fondos documentales de los Poderes Ejecutivos, Judicial y Legislativo, además de archivos Judiciales y Municipales. Se ubica en el centro histórico de la capital ocupando la segunda planta del edificio del antiguo Palacio Nacional, hoy Palacio Nacional de la Cultura, edificio histórico de estilo neoclásico, adecuado sin alterar su estilo arquitectónico, para albergar las instituciones culturales nacionales. Resguarda los fondos de las instituciones y colecciones privadas o archivos particulares como de colecciones especiales. El Archivo Nacional posee documentos originales que datan de 1848, resguardando aproximadamente 10 millones de documentos, agrupados en 16 fondos bibliográficos.

Reiteramos nuestro agradecimiento a la Red de Museos Centroamericanos por los datos e imágenes que hemos podido usar para completar este Agendas Mundi XXX (viernes 20 de junio de 2014). La semana que viene seguiremos viajando hacia el sur. Como ya estuvimos en su día en Costa Rica nos iremos directamente a Panamá, hasta entonces os deseamos que paséis y disfrutéis de un muy feliz fin de semana.

BIBLIOGRAFÍA:

TROBAT, R.
Aquí junto al agua
Editorial BLUME, 2008
Resumen del libro: Rafael Trobat, doctor en Bellas Artes por la Universidad complutense de Madrid, nos muestra aquí el fruto de dieciocho años de trabajo en Nicaragua, creando un retrato de la sociedad nicaragüense en un periodo de cambio tras la experiencia revolucionaria. Su obra se centra en el ser humano, desde una visión humanista i …
MEISELAS, S. Nicaragua
Editorial LUNWERG, 2009
Resumen del libro: Un libro clásico contemporáneo, una contribución fundamental a la literatura del fotoperiodismo consciente. Presenta una narrativa extraordinaria de un país en turbulencia. Imágenes que trazan la evolución de la resistencia popular que dio lugar a la insurrección y que culminó con el triunfo de la revolución sandinista en 1 979. Reconocido cuando se publicó inicialmente hace más de veinticinco años como un nuevo capítulo en la historia del fotoperiodismo, Nicaragua ha adquirido una dimensión de culto. Este trabajo perdura por muchas razones: es un relato admonitorio sobre las barbaridades de una guerra civil moderna; nos implica en la lucha política represiva de América Latina; expone cómo el color usado con efectividad puede añadir peso emocional al reportaje, y muestra que Meiselas es, realmente, una artista extraordinaria. (Andy Grundberg, 2008). Esta nueva edición se publica en el 30º aniversario de la insurrección popular y del primer viaje de Meiselas a Nicaragua. La edición de 2008 incluye un DVD de la película Imágenes de una revolución, donde Meiselas regresa a los escenarios que fotografió originalmente, busca a las personas y las entrevista sobre la realidad de la Nicaragua posrevolucionaria.

ISAL, A.
Nicaragua, el país de las pequeñas cosas
ALCALÁ Grupo Edirorial, 2009
Resumen del libro:Nicaragua, el país de las pequeñas cosas en es un relato fotográfico que aglutina la suma vivencias y experiencias que hicieron que Nicaragua se convirtiera para sus autores en un destino especial. Las pequeñas cosas que vieron y vivieron en este hermoso país han dado lugar a un intenso trabajo fotográfico que nos habla de la Nicaragua actual, de sus gentes y sus volcanes.
DARÍO, R.
Antología poética
Editorial LOSADA, 2012
DARÍO, R.
Azul
ALIANZA Editorial, 2008
Resumen: En esta obra fundamental para el desarrollo de la corriente modernista en el ámbito de las letras hispanas, Rubén Darío (1867-1916) aportó una nueva sensibilidad y una diferente concepción del arte, al tiempo que demostraba una extraordinaria capacidad para apropiarse y transformar en sustancia propia las influencias más va riadas. Animada por una decidida voluntad de renovar la poesía castellana del momento, Azul…, que inició la renovación modernista que había de culminar en «Prosas profanas» (L 5325) y «Cantos de vida y esperanza» (L 5332), tuvo una rápida repercusión en los países de habla hispana y supuso un fortísimo estímulo para los escritores de la segunda generación del modernismo hispanoamericano. A cargo de Arturo Ramoneda, la presente edición incorpora textos que figuran en la primera de la obra (Valparaíso, 1888) pero que se suprimieron en las posteriores, así como los textos, en español y en francés, que Darío añadió en la segunda (Guatemala, 1890). Se completa además con un apéndice y una completa y esclarecedora introducción.
 
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Pintura de Gioseppe Mariotti ( Todi-Itália )

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