terça-feira, 24 de junho de 2014

Museu do Pescador com novo espaço ( .pt )


A Câmara Municipal do Montijo cedeu o edifício da antiga Escola Conde Ferreira (sita na mesma avenida e em frente à sede da SCUPA), para instalar o Museu do Pescador da Sociedade Cooperativa União Piscatória Aldegalense (SCUPA). A abertura ao público terá lugar no dia 26 de Junho, às 21h00.

Desde 1988, que o Museu do Pescador existe na sede da SCUPA, na Av. Dos Pescadores. Contudo, este espaço museológico apresentava fragilidades, sobretudo ao nível das acessibilidades, espaço físico e mostra expositiva. As novas instalações permitirão ultrapassar todas as barreiras que até aqui condicionavam este espaço museológico.

Com o objetivo de ser uma entidade viva, ligada à comunidade, o museu do Pescador é um espaço onde a comunidade piscatória se revê, nascendo como um símbolo da sua identidade, da sua cultura e dos seus costumes.




Fonte - CM http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=13000159&mostra=2 @edisonmariotti #edisonmariotti

Rei de Uganda luta com museu de Oxford por trono perdido

Universidade se recusa a devolver um artefato saqueado, alega seu governante


O museu Pitt Rivers, em Oxford, vive disputa com um reino em Uganda



É uma luta entre a dignidade de uma dinastia africana pronta para a batalha e a reputação de um dos mais destacados acervos históricos. E refere-se a uma discórdia que se concentra no paradeiro do trono perdido de um reino ugandense e uma percepção de injustiça -- ainda hoje lembrada -- da traição e confusão da era colonial.

Ativistas ugandenses afirmam que o Museu Pitt Rivers, um tesouro antropológico mantido pela Universidade de Oxford e fundado em 1884 pelo arqueólogo vitoriano Augustus Pitt Rivers, se recusou a devolver artefatos importantes saqueados do antigo reino de Bunyoro-Kitara.

Segundo eles, durante a era colonial quase 300 artefatos foram retirados da região, com ou sem o consentimento de seus proprietários. O atual monarca "cultural" do reino, Solomon Gafabusa Iguru I, passou a maior parte de seu reinado em campanha por sua devolução. O reino afirma ter tomado medidas legais contra o governo britânico por furto e destruição de propriedade.

Mas neste fim de semana Jeremy Coote, diretor-adjunto de coleções no Museu Pitt Rivers, disse acreditar que houve um sério mal-entendido sobre a proveniência dos artigos em exposição. Um banco cerimonial que está no museu não é, segundo Coote, um trono real supostamente saqueado do reino em 1894, mas outro doado à coleção em 1922 para melhorar a compreensão da cultura e do estilo de vida da parte ocidental de Uganda.

Em Bunyoro-Kitara, a devolução do trono seria uma vitória política importante para o que já foi o maior e mais rico reino da África, mas hoje é uma das regiões mais pobres de um país pobre.

O trono desaparecido é o tradicional de nove pernas em que se sentaram todos os antecessores de Iguru, até o rei Kabalega, que foi exilado pelos britânicos por resistir ao colonialismo em 1899. O reino de Bunyoro afirma desde então que o trono de Kabalega foi roubado pelo coronel Henry Colville em 1894, quando este era comissário de Uganda.

"Todos os que vieram depois de Kabalega não foram adequadamente empossados no cargo", disse o porta-voz pessoal do rei, Yolamu Ndoleriire Nsamba. "Solomon Iguru não foi adequadamente empossado. Sem o banco não há rei, nem trono."

Coote disse que o museu recebeu uma carta do rei, ou omukama, depois de uma visita deste ao museu em julho de 2011. O omukama escreveu ao diretor do museu em novembro de 2013, manifestando seu prazer ao ver que o acervo do museu é tão bem cuidado", disse Coote. "Ele também declarou que tinha pedido a um de seus ministros para iniciar negociações... sobre colaboração e/ou possível devolução de alguns objetos, e expressou um interesse particular pelo que descreveu como o trono real (nyamyaro), que foi confiscado pelo coronel Colville em 1894."

Coote disse também que o diretor do museu havia respondido antes do Natal do ano passado, "aprovando a possibilidade de discutir futuros projetos colaborativos. O diretor também indicou que o assento mantido aqui foi coletado em Bunyoro em 1919-1920 e não é o saqueado pelo coronel Henry Colville em 1894, cuja atual localização é desconhecida".

Trinta dos quase 300 objetos do reino em exibição na galeria inferior do museu em Oxford foram doados à universidade por Akiki Kanyarusoke Nyabongo, um príncipe do reino vizinho de Toro, que escreveu sua tese de doutorado sobre a religião ugandense na universidade nos anos 1930. A maior parte do resto foi coletada pelo reverendo John Roscoe em 1919-20, durante a expedição etnológica Mackie, e depois doada à universidade por Roscoe em 1922.

Mas em Bunyoro a questão ainda incomoda. O rei se senta em uma cadeira moderna em um palácio enorme e banal, escondido no final de Hoima, no oeste de Uganda. É atrás das paredes dessa casa, reformada pelo atual governo ugandense depois da restauração dos reinos nos anos 1990, que ele e sua corte tentam encontrar meios de dar a Bunyoro alguma semelhança do que já foi -- respeitado e rico. A sala de estar é bem acabada, com belos tapetes e móveis lustrosos. Mas por trás das cortinas elegantes há uma escada quebrada, encanamento defeituoso e gesso descascado.

Assim como sua população, da qual cerca da metade vive na pobreza, o reino sofre dificuldades financeiras. Qualquer compensação, juntamente com a recente descoberta de petróleo na região, poderia aliviar essa pobreza.

Bunyoro diz que os britânicos levaram os artefatos como parte de uma pilhagem sistemática do reino nos anos 1890. Ladislaus Rwakafuzi, o assessor jurídico do reino em Uganda, disse que a devolução dos artigos traria uma solução para os africanos que continuam sofrendo os efeitos secundários do colonialismo. "Se os britânicos vierem abertos, seria uma ocasião para refletirmos sobre os erros humanos, de mostrar que eles não se limitam no espaço e no tempo; [uma ocasião] para aceitar que os seres humanos são iguais e as violações são erradas, independentemente da raça", disse ele.


fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti Leia mais em Guardian.co.uk

Minas Gerais vai ganhar museu dedicado às artes gráficas


Restauração de exemplares do jornal Pão de Santo Antônio e recuperação de seu maquinário original já estão em andamento.



 
Trabalho de recuperação de um número do jornal Pão de Santo Antônio, que circulou em Diamantina “Patrimônio gráfico é categoria pouco conhecida, com estatuto pouco definido, mas a ser afirmada pela sua importância. O maquinário de uma tipografia, as caixas de tipos e os cavaletes para montar os textos letra por letra para serem impressos ainda não ganharam o valor histórico que deviam ter, mas não são sucata. Foi com esses equipamentos que se fez a difusão do impresso do século 15 ao 20”, ensina Ana Utsch, professora do curso de conservação e restauração da Escola de Belas-Artes da UFMG.



Argumentos que a pesquisadora apresenta com veemência, já que, no momento, coordena equipe de restauradores, designers, historiadores e museógrafos às voltas com projeto dedicado exatamente ao patrimônio gráfico: conservar, restaurar e reabilitar a antiga tipografia onde foram impressos os jornais Pão de Santo Antônio e A Voz de Diamantina durante 84 anos. A previsão é que as etapas de restauração do acervo documental e do maquinário estejam prontas em setembro.

À medida que vai sendo concluída a primeira fase do trabalho, em andamento desde fevereiro, começa a ser posta em andamento a segunda etapa. A partir de julho, o ateliê de trabalho dos pesquisadores, que funciona em espaço onde foi criada a publicação, vai ser aberto ao público. Em setembro, começam a ser realizadas no local as oficinas de tipografia. Atividades, explica Ana Utsch, que visam à consolidação de novo espaço cultural, com o objetivo de criar o Museu Casa do Pão de Santo Antônio.

“Não vai ser um museu estático, mas ativo”, conta Ana Utsch. Além de exposições, oficinas e seminários, o público vai poder observar o antigo maquinário funcionando. O museu deve ser aberto em 2015, com o lançamento de publicação contemporânea: um jornal dedicado à memória do jornalismo tipográfico, impresso com a mesma tecnologia, que vai trazer textos (ensaios, anedotas, relatos, crônicas etc.) produzidos especialmente para o projeto.

O fato de o Pão de Santo Antônio ter sido publicado até 1990, em tipografia, é testemunho da resistência de tecnologia que já era incomum nos anos 1980. “Não foi mantida por saudosismo, mas por ser mais barato e viável, já que os responsáveis pela publicação tinham maquinário e recursos humanos para fazer o trabalho”, explica. Já foi realizado um encontro dos tipógrafos e impressores que trabalharam na publicação.

É parte do projeto a digitalização das publicações, que serão disponibilizadas em biblioteca e hemeroteca digital. “Nosso desejo é exaltar um patrimônio documental que conta acontecimentos que pontuaram a história política, social e cultural do Brasil no século 20”, afirma Ana Utsch. Entre os temas que podem ser acompanhados pela publicação, exemplifica, está toda a carreira de Juscelino Kubitschek, o que sinaliza a importância histórica da preservação da memória do jornalismo tipográfico.

TÉCNICA “Todas as cidades antigas de Minas Gerais tiveram alguma atividade jornalística tipográfica”, garante Ana Utsch, observando que o patrimônio gráfico merece atenção especial. Instituições ou pessoas que têm materiais ou acervos alusivos a esse legado, na opinião da pesquisadora, devem procurar profissionais ou instituições que possam dar apoio técnico para diagnóstico das coleções. “Foi assim que nasceu o projeto Memória do Pão de Santo Antônio”, observa.

A Associação Pão de Santo Antônio procurou a diretoria de Ação Cultural da UFMG, que viabilizou um diagnóstico sobre o estado de conservação dos acervos, feito pela restauradora Janes Mendes Pinto, com o apoio do Museu Vivo Memória Gráfica da UFMG. A partir do resultado foi elaborado projeto de recuperação e resgate patrimonial, que conseguiu recursos em editais de leis de incentivo à cultura.

MEMÓRIA


O jornal Pão de Santo Antônio foi criado em 1906, por associação com o mesmo nome, voltada para a assistência de idosos, que levantou recursos com a publicação. A partir de 1933, mudou de nome e se tornou A voz de Diamantina, veículo noticioso que funcionou até 1990, editado por tipografia. O projeto de restauração trabalha com acervo de jornais e equipamentos, como cavaletes tipográficos de madeira, tipos de chumbo, clichês, matrizes de xilogravura, que quase se perderam, ameaçados por precárias condições de conservação e guarda.

 fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://divirta-se.uai.com.br/app/noticia/arte-e-livros/2014/06/24/noticia_arte_e_livros,156580/minas-gerais-vai-ganhar-museu-dedicado-as-artes-graficas.shtml

--- OpenCulture 2014: Conference Programme --- Em uma época de crescente pressão sobre os serviços de museu, arquivo e biblioteca, é essencial para que você pode colocar suas coleções para o trabalho.

OpenCulture 2014: Conference Programme

image: BookTodayPutting your collections to work

In a time of increasing pressure on museum, archive and library services, it's essential to that you can put your collections to work. This year’s OpenCulture focuses on practical ways you can do this by delivering impact, value and sustainability for your organisations. Also, see the SPECTRUM Community Meeting programme and register to attend.

Day 1 Programme - 25 June 2014

09.00 – 10.00 REGISTRATION   EXHIBITION OPENS 
10.00 – 10.05 Welcome to Conference
Nick Poole, CEO, Collections Trust 
 
10.05 – 10.10 Welcome from the Arts Council EnglandScott Furlong, Director, Acquisitions, Exports, Loans and Collections  

10.10 – 10.40
10.40 – 11.15
Keynote presentations
Nick Poole, CEO, Collections Trust
Hanna Pennock, Senior Programme Manager, Safe Heritage (Netherlands)
 
11.15 – 11.45
BREAK   QUICKFIRE UPDATES
  Management Skills
Great archives, libraries and museums need great managers. Building on CT’s successful Collections Management Competency Framework, we will look at the management skills you need to be an effective leader of and champion for collections in your organisation.
Collections Skills
Effective collections management is the key to promoting the sustainability of your organisation. From conservation to pest control and the responsible use of energy, this strand will look at the practical skills Collections Managers need to ensure collections are safe, accessible and sustainable.
 
11.45– 11.50 Chair, Jeremy EnsorCommercial Director, Ashmolean Museum Chair, Diane Gwilt
Keeper, Collections Services, Amgueddfa Cymru, National Museum Wales
 
11.50 – 12.10 Fun, popular, immersive experiences that people will pay forRichard EvansDirector, Beamish, the Living Museum of the North Promoting Environmental Sustainability in the culture sector
Paula Owen
Environmental Sustainability Director, Julie's Bicycle
 
12.10 – 12.30 The Entrepreneurial MuseumAnna BrennandChief Executive, Ironbridge Gorge Museum Environmental control for collections care in historic houses and small museumsNigel Blades
Preventive Conservation Adviser (Environment), National Trust
 
12.30 – 12.50 Rethinking the MuseumAlex SaintCreativeTourist.com Conservation for All - is a little bit of knowledge dangerous?Chris CollinsHead of Conservation, Natural History Museum  
12.50 – 13.00 Panel Q&A Panel Q&A  
13.00 – 14.15 LUNCH   QUICKFIRE UPDATES
14.15 – 14.45 Communities & Collections This interactive discussion session will focus on how museums are involving their communities in thinking about collections, from collections development to disposals and conservation.
Chair: Nick Poole, CEO, Collections Trust
Project Updates (Technology) In a return of our popular rapid-fire format, 3 speakers will present a short overview of exciting technology-based projects, including the highs and lows and what they learnt along the way!
 
14.45 – 14.50 COMFORT BREAK    
14.50 – 15.45 Informatics Skills

From databases to delivering mobile applications, today’s Collections Manager needs a comprehensive understanding of Information Management. This strand will address key informatics skills, including cataloguing, standards and new approaches to managing and using knowledge about collections.
Risk Management Skills

As every Collections Manager knows, the day-job is all about managing risk. This strand will look at effective strategies for risk management, including how to develop a culture of risk awareness and security consciousness in your organisation.
 
14.50 – 14.55 Chair, Shaun Osborne
ICT Manager, Fitzwilliam Museum
Chair, Andrew Mitchell
Line Underwriter, Art & Private Clients, Hiscox
 
14.55 – 15.10 The long and the short of it: Managing museum information
Claire Sussums
Interim Director of Content, Museum of London
Managing Risk in Small Museums
TBC
 
15.10 – 15.25 Unlocking the Battersea Arts Centre (BAC) Archive
Fonteini Aravani
Battersea Arts Centre
Risk and Resilience in Museums and Archives
Isobel Hunter

Head of Engagement, National Archives
 
15.25 – 15.40 The Power of Standards: integration and discovery of the British Library's archive cataloguesBill Stockting
Collections Cataloguing Systems and Processing Manager, The British Library
SPECTRUM and Risk Management
Hanna Pennock
Senior Programme Manager, Safe Heritage (Netherlands)
 
15.40 – 15.50 Panel Q&A Panel Q&A  
15.50 – 16.20 BREAK   QUICKFIRE UPDATES
16.20 – 17.00 KEYNOTE PRESENTATION
Sue Ridley, Head of Collections Services, V&A
 
17.15 – 19.15 CONFERENCE RECEPTION & COLLECTIONS MANAGEMENT AWARDS
Join us at the evening reception for OpenCulture 2014, where we will be announcing the winners of the prestigious Collections Management Awards!
 

Day 2 Programme - 26 June 2014

09.00 – 09.30 REGISTRATION    EXHIBITION OPENS 
09.30 – 10.00 Keynote presentation: Collections, new opportunities and challenges
Sir Peter Bazalgette, Chair, Arts Council England
 
10.00 – 11.00 OpenCulture Unconference!
Digital activists and museum enthusiasts the Ministry of Curiosity have agreed to facilitate our first ever OpenCulture unconference! Delegates will be asked to put forward proposals for sessions on day 1. Anyone can participate (no pitches!) so be prepared to share your triumphs and challenges on the day.
 
11.00 – 11.30 BREAK   QUICKFIRE UPDATES
11.30 – 13.00 Digital Skills Technology has transformed every area of collections practice. In this strand, we will explore some of the key developments in the field, including the creation and management of sustainable digital content and how best to support the ever-increasing range of channels through which your organisation needs to communicate.
Collections Skills A collection is a dynamic resource which needs to be actively managed to support the mission of your organisation and the needs of your organisation. Drawing on practice from across the sector, we will look at practical tools for collections development and rationalisation as well as new approaches to collecting.
 
11.30 – 11.35 Chair, Abhay Adikhari Chair, Hadrian Ellory van Dekker  
11.35 – 11.55 Sorry, it's more complicated than that!
David Walsh
Head of Digital Collections, Imperial War Museum
Who owns your collections?
Janet Ulph
AHRC Research Fellow (Museum Collections) School of Law, University of Leicester
 
11.55 – 12.15 Building 3D into your Collections Management practice
Chris Vastenhoud
Project Coordinator, Royal Museums of Art and History, Brussels
Using Collections Review and Disposal to shape your collectionsEmily Dodd
Imperial War Museum
 
12.15 – 12.35 Digital Asset Management and your Museum
Tom Bilson
Courtauld Institute
A case study in developing commercial partnerships
Tony Trehy
Director, Bury Art Museum and Bury Scultpure Centre
 
12.35 – 13.00 Panel Q&A Panel Q&A  
13.00 – 14.30 LUNCH   QUICKFIRE UPDATES
14.30 – 15.00 Storytelling with Collections
This interactive session will focus on how the Collections Management community can support the work of educators and storytellers.
Project Updates (Collections)
3 museum and archive sector practitioners will present short updates of their current projects, including an insight into the lessons learned and what they might do differently next time!
 
15.00 – 15.20 COMFORT BREAK    
15.20 – 16.20 GREAT COLLECTIONS DEBATE The Great Debate is a new feature at OpenCulture. Presented in an Oxford-union style debate format, the panel of leading speakers will address the motion:
"This House believes that a great museum, archive or library collects or dies"
Debaters for this session include:
  • Ros Westwood, Derbyshire Museums
  • Tonya Nelson, Petrie Museum
  • Janet Vitmayer, Chief Executive, Horniman Museum and Gardens
  • Chair: Nick Merriman, Director, Manchester Museums and Chair, Collections Trust
 
16.20 – 16.30 Concluding remarks & farewell  
16.30 CONFERENCE ENDS    
Programme background


Over two days, more than 30 speakers will explain how you can promote effective Collections Management, lead change and innovation, focus on core values and look outward to build new partnerships. The conference programme, associated exhibition, expert advice sessions and project updates will give you the skills you need to support your organisation in the years to come.

Supporting your CPD: With six specialist seminars on key skills, the programme is strongly focused on CPD. Every session delivers specific learning objectives so delegates can make a real impact when they return to work. Some of the outcomes include: Becoming a more effective manager; Why it is important to focus on sustainability; and Understanding the key elements of information management.

The seminars will also help you understand: How to manage risk more efficiently; The basics of using technology in museums, archives and libraries; and Why and how to rationalise collections.

They will be complemented by Keynote Presentations delivered by internationally-recognised expert speakers. These will provide context and expose delegates to new ideas and concepts. The number of Quickfire Sessions has been doubled from last year to meet demand and enable more delegates to make short presentations.

In addition, the SPECTRUM Community Meeting is being expanded to a full half day on the afternoon of Tuesday 24 June. This will provide more time to discuss the SPECTRUM Standard, the growth in SPECTRUM’s international adoption, its key benefits, and successful future development.


fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.collectionslink.org.uk/openculture2014-programme

¿Qué Va a Ser de los Museos?

La mayor parte de la población de la tierra nunca ha visitado un museo. Esta certeza certificada por las estadísticas es inquietante y muy preocupante. El deseo de encuentro que todos los museos deben tener con cada vez un mayor número de visitantes, suspende en ese supuesto poder de convocatoria. Nos referimos a los visitantes autóctonos, no tanto a los fluctuantes, a los turistas que vienen y van. Algo no funciona entonces sabiendo de antemano que debemos dejar fuera de este análisis fuerzas de causa mayor como que hay grandes territorios sin museo alguno.





El hambre, la enfermedad, el olvido, el fanatismo, son problemas universales prioritarios, asuntos que merecen toda la atención. Pero si desviamos nuestra mirada hacia el primer mundo – que está menguando -, no tan apaleado ni mucho menos por daños colaterales, se certifica lo dicho: la mayor parte de las personas no visitan los museos. El esfuerzo en la dimensión del plan museológico y museográfico democratizador que se está haciendo – seguimos en el primer mundo del primer mundo – para hacer que los museos guarden el equilibrio entre el factor contenido y aquello que el visitante espera y quiere encontrar en la institución, no es suficiente. Los museos deben plantear muchas preguntas que los visitantes deseen contestar. Se avecinan grandes cambios y da un poco de vértigo la idea de lo que aun queda por hacer.

 
Archivo EVE

Tenemos problemas diversos que demandan solución urgente antes de lograr que los visitantes vuelvan a los museos. Cada vez existen más tipologías diferentes de público potencial, visitantes de museos que aunque el hecho globalizador tienda a unificar criterios de percepción, se siguen dando grandes diferencias que por el momento son complicadas de resolver. Hablamos mucho de tecnología, por ejemplo, pero es grande el grupo de lo que podríamos denominar analfabetos digitales, y no suena muy bien pero es que no se nos ocurre otra forma de ponerle nombre a este grupo. Hay personas que han decidido no subirse al carro de la evolución tecnológica, o porque no quieren, o porque no pueden. Si queremos modernizar tecnológicamente el museo como medio de comunicación, debemos tener en cuenta que hay un grupo muy grande de personas que no saben o no quieren saber manejar un smartphone. Mucho menos una paleta y un ordenador. Decíamos que el museo debería asumir el papel de generador de conocimiento, potenciar la sensibilidad artística, respetar la Historia y, si nos apuran, ser la plataforma formativa más importante al servicio de la sociedad. Ese es el deseo de futuro, que sean instituciones que lleguen a educar incluso en lo relacionado con la tecnología, donde otras instituciones educativas no alcanzan.

Archivo EVE

Sí insistimos en el problema de que los potenciales visitantes a los museos no son en realidad visitantes, entonces será muy difícil establecer vínculos de complicidad en el marco de la cultura. Pero no nos podemos desanimar y debemos seguir trabajando duro para adaptar los museos a los tiempos que corren y acorten las distancias que aun ahora existen entre ellos y la sociedad. Muchos opinan que sin dinero es imposible hacer cosas. Cierto es que la ausencia de presupuestos no ayuda, pero también sabemos que la necesidad agudiza el ingenio. Aun hay un gran trabajo pendiente en colaboración con la universidad, eso sí, los alumnos deben involucrarse y formar parte de esa colaboración, y presionar para que se mecanice, se regularice, que no siga siendo una relación antinatural un tanto forzada como hasta ahora. La sociedad también debería participar activamente, pero primero debe saber como y para qué. La tercera edad en relación a English Heritage inglés sabe muy bien que hacer y el beneficio que aportan a la sociedad. Motivo para estar muy orgullosos, que lo están y ya pueden. No tenemos que inventar un nuevo modelo de relación voluntaria con los museos porque ya está inventada y funciona. Al mismo ritmo que se enuncian las propuestas surge la necesidad de solucionar los problemas. La ausencia de los museos en red, en la mayoría de los casos, no facilita la labor de modernización y adaptación de los museos a los nuevos tiempos. Hacerlo individualmente, cada uno a los suyo, lleva mucho más tiempo y cuesta más dinero.

 
Matsys Design

Es complicado no caer en la ensoñación y en el idealismo poco práctico. Cómo se suele decir: la teoría la dominamos, pero… Es muy importante que haya consenso en el reconocimiento del problema: la sociedad no acude a los museos, los museos no forman parte de la vida de las personas en una enorme mayoría. La acción cultural tiene el establecimiento de la comunicación museo-visitante como primer peaje. Los museos siguen siendo instituciones monolíticas en su gran mayoría y así es difícil moverse con soltura. Los museos deben revelar ideales y metas, una circunstancia que se debe producir en un mundo cambiante, con una sociedad plural y cada vez más joven, que ahora no asumen esfuerzos en esa dirección. El sistema actual es un modelo agonizante que ha transformado a los visitantes en consumidores. La creatividad debe ser el instrumento de generación del razonamiento práctico y no otro. Debemos añadir a esta fórmula en la búsqueda de soluciones, la imperiosa necesidad de utilizar la simplicidad de pensamiento como base del proceso mental, es vital. La cultura es emocionante y debemos contagiar entusiasmo por ella. Debemos potenciar el sentido lúdico del esfuerzo por invadir de cultura esta sociedad tan necesitada de ella.



Foto: Shorpy.com

Mark Jones, director del Museo Victoria & Alberto de Londres, ha dicho: “el espíritu de los tiempos está a nuestro favor”. Quedémonos con la voz un tanto críptica del experto para mirar con ilusión hacia el horizonte.

La fotografía de portada es el Museo Louvre de Abu Dhabi

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://evemuseografia.com/2014/06/24/que-va-a-ser-de-los-museos/