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terça-feira, 22 de julho de 2014

10 Tiendas Imprescindibles de Museos

Vamos a liberar un poco la carga emocional del contenido de hoy hablando de cosas realmente intrascendentes. Un día es un día y no dejamos de estar en periodo vacacional, no nos vayamos a poner tristes de nuevo que no queremos. Nunca hemos sido partidarios de mercantilizar cualquier cosa relacionada con los museos, pero sí es cierto que los museos deben financiarse para generar recursos que reviertan en inversiones y mejoras, por lo que las tiendas de los museos que venden tienen todo el sentido del mundo y cuanto más vendan, pues mejor. Además, es cierto que hay tiendas de museos que realmente tienen cosas originales y que merecen la pena. Nosotros normalmente nos fijamos en los libros o en productos editoriales pero hay otras cosas que incluso llegan a fascinar. Será que somos un poco niños y todo nos llama la atención. Os vamos a mostrar las que nos han llamado la pena y os diremos porqué, hemos hecho una selección de 10. Casi todas se han apuntado al comercio electrónico, por lo que podréis echar un vistazo a lo que ofrecen. Pues nada, allá vamos.

1. La tienda del Museo de Ciencias de Londres: los juguetes educativos que venden para niños pequeños.



2. Tienda del National Sir and Space Museum de Washington DC: venden unos pósters de aviación y espacio realmente bonitos. Los críos alucinan con las maquetas de todo tipo de cacharros que vuelan.



3. Tienda del Metropolitan Museum of Art de Nueva York: todo lo relacionado con libros de arte y productos editoriales.



4. Tienda del Victoria & Albert Museum de Londres: Lo mismo que el Metropolitan, libros fantásticos de arte (están de rebajas).



5. Tienda del Museo Thyssen Bornemisza de Madrid: por la curiosidad de ver lo que es un museo supermercado



6. Tienda del Museo Quai Brandly de París: además de ser una tienda muy bonita venden cosas realmente curiosas y bonitas relacionadas con la etnografía.



7. Tienda del Museo Brooklyn de Nueva York: además de vender cosas curiosas es una tienda impecable en su diseño.



8. La tienda de Chinese Heritage Museum en Singapur: para hacer un viaje en el tiempo, pero sobre todo como huele (solo para iniciados).



9. Tienda del Museo Panteón de los Soldados de Terracota de Xián: si queréis ver lo que es realmente una tienda de museo a lo grande, es el sitio.



10. Tienda del Museo BMW de Stuttgart: para los amantes del diseño industrial fans de la marca.



Pues nada, os dejamos calentando las tarjetas de crédito aunque los tiempos no estén para muchas florituras.


fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti  · en MISCELÁNEA, MUSEOGRAFÍA, MUSEOLOGÍA. ·

Mostra em Berlim lembra precursor da arte multimídia Otto Piene

Um visionário desafiador das fronteiras da arte volta aos museus. Mas a exposição de suas obras vira, de maneira chocante, uma retrospectiva após a inesperada morte do artista em Berlim.


 
Na verdade, a mostra Otto Piene – More Sky (Otto Piene – Mais Céu), em cartaz na Nova Galeria Nacional (Neue Nationalgalerie) e no Pavilhão de Exposição do Deutsche Bank em Berlim, deveria ser dedicada aos primeiros trabalhos do artista multimídia teuto-americano Otto Piene – os tumultuosos anos de 1950, 1960 e 1970, que libertaram a arte de seus gêneros e fronteiras, modificando-a de maneira duradoura.

A exposição conseguiu transmitir tudo isso de forma muito autêntica. Mas após a abertura, no meio dos preparativos para o seu Sky Art Event (Evento da arte do céu), o artista de 86 anos morreu em Berlim. E a mostra se transformou numa lembrança não só de seu trabalho, mas também da pessoa de Otto Piene.

Um mundo melhor pela arte

Aos 16 anos, Otto Piene foi convocado para auxiliar na defesa antiaérea em Vestfália, sua terra natal. Ele testemunhou os combates da Segunda Guerra Mundial e foi feito prisioneiro:




Precursor da arte multimídia, Otto Piene morreu na semana passada em Berlim

"Fiquei realmente surpreso quando a guerra acabou e nos foi dito 'em breve vocês podem ir para casa', e que eu estava vivo. Isso não esperávamos. E disso resultou esse enorme impulso de fazer alguma coisa que valesse o esforço e a grandeza, ou seja, um mundo diferente, um mundo melhor. E isso foi conseguido com um sucesso moderado, e talvez também de forma permanente. Porque naquela época pensávamos que nunca mais haveria guerra", disse certa vez.


Criar um mundo melhor por meio de uma nova arte que supera as fronteiras tradicionais continuou o credo artístico de Otto Piene ao longo de sua vida. Após a devastação da guerra e a ditadura nazista na Alemanha, na década de 1950, muitos artistas sentiam-se assim: eles procuravam meios de expressão novos e descompromissados.


Na música, por exemplo, Karlheinz Stockhausen experimentava com sons puros. E, nas artes plásticas, Joseph Beuys procurava novos caminhos.

Recomeço com o grupo ZERO

Em 1958, junto a Heinz Mack, Otto Piene fundou em Düsseldorf o grupo ZERO, ao qual mais tarde Günther Uecker também se juntou. Os artistas aliaram o seu reinício ao fascínio com os elementos naturais, principalmente com a luz.


A cor então cedia espaço para pinturas monocromáticas, sobretudo brancas, e autorrelevos estruturados. Formado em desenho e pintura, Otto Piene também utilizou os elementos ar e fogo como meio de criação: em seus Rasterbilder, quadros baseados no formato raster, ele observou a refração da luz; e em seus quadros de fumaça e fogo, o efeito das chamas.




Performance multimídia "The Proliferation of the Sun", na Nova Galeria Nacional em Berlim

Como o próprio Otto Piene havia elogiado recentemente, a exposição no Pavilhão de Exposição do Deutsche Bank mostra de forma "pura e límpida" como ele, aos poucos, se moveu experimentalmente da tela bidimensional para o espaço tridimensional

Os 60 trabalhos selecionados entre as suas primeiras obras, de 1951 a 1977, proporcionam uma visão do pensamento do artista. Por esse motivo, o visitante se movimenta na exposição "como num laboratório abarrotado ou num espaço experimental", explicou o curador Joachim Jäger, diretor da Nova Galeria Nacional em Berlim. "Somente assim vê-se como um projeto se desenvolve a partir do outro, como tudo está, finalmente, interligado."

Um "arco-íris" flutuante para as Olimpíadas

Otto Piene nunca desistiu da cor. Pelo contrário, ele fez dela um tópico, a cor do arco-íris. Desde 1964, ele trabalhava no Centro Avançado de Estudos Visuais, no renomado Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), em Boston – primeiro como bolsista e, quatro anos mais tarde, já como seu diretor.

Na então inovadora cooperação interdisciplinar de cientistas, engenheiros e artistas – o que ainda não existia na Alemanha – ele encontrou condições ideais para realizar as suas visões: elevar esculturas temporárias e fugidias de luz e ar ao infinito do céu.




Otto Piene morreu, mas sua obra fica: estrelas do "Sky Art Event"


As suas Inflatables, grandes objetos infláveis para o espaço público, dominaram por décadas o trabalho do artista internacional, de Tóquio a Nova York. Um documentário apresenta a complexa instalação formada por um "arco-íris" flutuante, inflado com hélio, que Otto Piene projetou para a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Munique de 1972 – um sinal de esperança.

Na segunda parte da exposição, a Nova Galeria Nacional mostra a performance multimídia elaborada por Piene The Proliferation of the Sun, "A proliferação do Sol", que, segundo o curador Joachim Jäger, é uma "das principais obras dos anos 1960, completamente subestimada". Ali, sete projetores fazem com que brilhem nas cores do arco-íris 1.120 slides pintados à mão pelo artista, com formas abstratas circulares.

O espetáculo de luz e cor, estruturado visual e ritmicamente, logo capta a atenção do espectador, porque produz um efeito mais autêntico, diferente das atuais animações computadorizadas.

E assim também mais frágil e efêmero, como as "estrelas" cheias de ar do Sky Art Events, que, admiradas por centenas de espectadores, levantam-se no céu noturno berlinense, balançando ao vento – numa saudação ao seu criador.

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.dw.de/mostra-em-berlim-lembra-precursor-da-arte-multim%C3%ADdia-otto-piene/a-17798636