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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Belém será a primeira capital do Norte a receber o Fórum Nacional de Museus

O Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém, vai sediar o 6º Fórum Nacional de Museus, que será realizado pela 1ª vez na região Norte. O Fórum ocorrerá no período de 24 a 28 de novembro de 2014.

A diretora do departamento de Difusão, Fomento e Economia dos Museus, Eneida Braga Rocha, foi recebida nesta terça-feira (12), pela equipe comercial do Hangar, representada por Augusto Quadros e Tônia Teixeira, e pela gerente de marketing Isa Arnour, para uma visita técnica no Centro.

O Fórum irá trabalhar a memória social do Norte. “A vontade de trazer para o Norte já é bem antiga e a ideia é fazer um fórum em cada região do país. Neste ano, escolhemos Belém para sediar pela sua pujança e pelas forças dos museus da cidade. Pretendemos também trazer as demais cidades para participar, que seja um fórum da Região Norte”, explica sobre a dinâmica do evento, Eneida Braga.

No Brasil, existem mais de 3.300 museus, sendo que mais de 70% são públicos. E este será exatamente esse um dos eixos do fórum, as discussões sobre políticas públicas para a área de museus. Nesta sexta edição do evento, que acontece a cada dois anos, o tema será “Museus criativos”.

"Em 2010, enquanto decidíamos entre Belém e o Rio de Janeiro, nós estivemos com uma comitiva no Hangar e nos museus que foi muito produtiva. Gostamos muito do espaço. Agora chegou a vez da Região Norte sediar o Fórum. Estamos com uma expectativa muito boa. Além do Hangar, pretendemos fazer alguns eventos dentro dos próprios museus na capital para movimentar as pessoas”, ressalta Eneida Braga.

O Fórum deverá reunir aproximadamente mil pessoas nos cinco dias de realização.

Fernanda Scaramuzzini
Organização Social Pará 2000







O Hangar, em Belém, vai sediar o 6º Fórum Nacional de Museus, que será realizado em novembro pela 1ª vez na região Norte.
Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 12/08/2014 18:59:00

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=104004

Ilha na Tunísia se transforma em museu do street-art



Erriadh é uma pequena aldeia situada na ilha de Djerba, na Tunísia, de quase 145 mil habitantes. Desde junho, a rotina desse vilarejo pacato vem sendo transformada pela presença de 150 artistas-grafiteiros do mundo todo, entre eles dois brasileiros, que transformam seus muros em obras de street-art. Esse museu a céu aberto ganhou um nome, Djerbahood, e pode ser visitado gratuitamente enquanto as pinturas resistirem ao tempo.


Djerbahood é um sonho que virou realidade nas mãos de Mehdi Ben Cheikh, diretor da galeria Itinerrance, em Paris. Motivado pelo sucesso da Tour 13, templo de Street Art erigido em 2013 no 13° distrito da capital, ele idealizou um projeto grandioso, que começou a tomar forma no final de junho.

Tudo começou com uma conversa entre Mehdi e o embaixador tunisiano na França, Adel Fekih.“Como ele visitou a Tour 13, aproveitei a ocasião para perguntar como eu poderia imaginar algo do gênero na Tunísia. Ele me ajudou a obter as autorizações junto ao governo’’, diz Mehdi. Depois de todas as formalidades cumpridas, um outro desafio surgiu: negociar com os habitantes, já que eles cedem os muros para as intervenções dos artistas. “Quando chegamos lá foi preciso diplomacia. No início foi complicado, mas agora todo mundo aceitou a ideia. Muita gente vem visitar a cidade, que ganhou importância, e isso é muito bom. Criamos um micro-clima econômico e a cidade consegue se financiar. ’’

Foi então que as ruelas do vilarejo de Erriadh começaram a ganhar cores e formas inéditas, que se misturaram ao azul e branco característico da arquitetura local. No início os habitantes ficaram desconfiados, mas acabaram se habituando aos visitantes inesperados. “É realmente um museu a céu aberto, um verdadeiro museu. Ele representa a própria essência do street art: tem que ser na rua, tem que ser gratuito.”

Para Medhi, Djerbahood é também uma possibilidade para os artistas de trabalharem em um cenário totalmente inédito. “É um vilarejo pequeno, cheio de ruelas, muito autêntico em termos arquitetônicos. Isso é um verdadeiro exercício para os artistas. Não estamos em Miami, Nova York ou Paris, não é uma arquitetura que conhecemos. São cúpulas, tetos arqueados, muros não muito altos…ao mesmo tempo tudo tem um charme e uma autencidade. São novos parâmetros com os quais podemos 'brincar' e que os artistas abraçam com alegria, porque é um verdadeiro exercício para eles.

Brasileiro foi chamado de bruxo

Ao lado de Walter ‘Tinho’ Nomura, Herbert Baglione é um dos dois brasileiros que participa do projeto. Ele ficou cerca de uma semana em Djerba e conta que foi uma das experiências mais marcantes que já teve. "Trabalhamos com um público virgem, que não tinha nenhuma informação sobre esse tipo de arte. Com as crianças, foi um impacto muito forte. Elas ficaram hipnotizadas com o que estava acontecendo, não paravam de nos rodear, pediam para pintar a bicicleta deles…É algo que eu sinto muita falta em qualquer cidade, essa inocência", diz.

Antes de iniciar as pinturas, o grafiteiro brasileiro e os outros artistas foram orientados a evitar obras de teor político ou polêmicas envolvendo as crenças locais. "Na ilha, por exemplo, não tem cachorro, porque eles acreditam que os cachorros são pessoas ruins reincarnadas. Só tem gatos, os cachorros foram banidos da ilha. Uma série de coisas que nós, ocidentais, não temos conhecimento", conta Herbert. "A ideia é presentear a população da ilha, não ofendê-la", explica.

O artista brasileiro também conta que chegou a Djerba em pleno Ramadã, o que gerou uma certa apreensão entre os habitantes. Autor de uma série de obras que se inserem no projeto “1000 Shadows’’, sombras que se insinuam e invadem janelas, paredes, muros e portas, pintadas com spray e até carvão, Herbert foi chamado de bruxo pela população. Ele conta que pintou os muros à noite, e no dia seguinte, os habitantes disseram que ele enxergava ‘fantasmas’ e pediram para apagar a obra. Experiências que dão a Herbert vontade de voltar, caso haja a ocasião. "Se me chamarem, pego o avião agora."

Os artistas estarão na ilha até o final de agosto. A partir do dia 5 de setembro, o canal ARTE também exibirá um web-documentário sobre o projeto. Quanto a Herbert, ele está em La Rochelle, na França, trabalhando em uma instalação, ao lado do seu irmão, William, que é fotógrafo e participa de uma exposição na cidade. "Os museus hoje não suportam toda a arte que é produzida e a street-art é a mais democrática que existe", conclui o artista brasileiro.

©Aline Deschamps/Galerie Itinerrance

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.portugues.rfi.fr/geral/20140813-ilha-na-tunisia-se-transforma-em-museu-do-street-art 

A partir desta quarta-feira o museu Tate Britain vai ser palco de uma experiência inovadora: visitar um museu à noite com a ajuda de robots

No Reino Unido é possível visitar um museu à noite com a ajuda de robots.

A partir desta quarta-feira o museu Tate Britain vai ser palco de uma experiência inovadora: internautas de todo o mundo podem controlar robots que vão vaguear pelas galerias de arte e fazer uma transmissão vídeo.

Durante cinco dias, ou melhor, durante cinco noites, o museu Tate Britain vai ter convidados especiais fora de horas. Quatro robots vão vaguear pelas galerias do complexo e o controlo será feito por internautas de qualquer parte do mundo – basta fazer o registo e ter alguma sorte.

De acordo com as explicações da BBC, quem não estiver a conduzir o robot poderá acompanhar na mesma a expedição noturna. O museu terá elementos junto de algumas obras de arte que vão dar informações sobre as mesmas.

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Museu Tate Britain - After Dark



Através de uma página Web os internautas podem acompanhar o percurso escolhido por outros utilizadores – já quem está a conduzir tem mais informações disponíveis, como os níveis de proximidade relativamente às obras de arte.

Os responsáveis pelo projeto garantem que a experiência, apesar da transmissão feita através da Internet, é feita quase em tempo real.

Na página After Dark os interessados podem aceder à transmissão de conteúdos, que acontecerá amanhã, 13 de agosto, pela primeira vez depois das 22 horas. Nos quatro dias seguintes estão garantidas outras transmissões.

Todos os anos o museu Tate Britain escolhe um projeto para promover o espólio cultural através das novas tecnologias: o objetivo é encontrar uma nova forma de ligar o museu ao resto do mundo.

 fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://tek.sapo.pt/multimedia/no_reino_unido_e_possivel_visitar_um_museu_a_1403160.html

A atual exposição já esteve no Tate Modern Museum de Londres, no ano passado e na Fundação Serralves de Portugal

Mira Schendel: profundidade vivencia
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Obra da artista Mira Schendel

Uma grande mostra composta por 300 obras da artista suíça Mira Schendel (1919-1988) na Pinacoteca do Estado (Praça da Luz, 2, Luz) se destaca no panorama cultural de São Paulo por representar uma oportunidade única para o apreciador ter uma visão geral de uma obra impactante pela sutileza dos confrontos. A atual exposição já esteve no Tate Modern Museum de Londres, no ano passado e na Fundação Serralves de Portugal obtendo grande sucesso com intenso público.

Abrangendo 34 anos de produção artística desde as naturezas-mortas executadas nos anos 50 aos trabalhos em acrílica e tempera sobre madeira da série Sarrafos (1987), a mostra faz uma releitura de questões marcantes, evocando clássicos como o épico Ilíada.

Sua obra sempre esteve envolta na reflexão filosófica e no fluxo religioso numa dimensão atemporal, nascida em Zurique, era filha de pai tcheco e de mãe italiana de Nápoles, apesar de ascendência judaica foi batizada e criada nas normas do catolicismo, tendo frequentado escola no norte da Itália, na cidade de Milão, onde estudou Filosofia na Università Cattolica Del Sacro Cuore, mas com a intensa perseguição aos judeus no florescer da II Guerra Mundial, acabou indo junto com sua mãe para a Croácia. Em Saravejo, contraiu matrimonio com Jossip Hargesheimer, adotando o sobrenome do marido, tempos depois, em 1949, emigra para Porto Alegre, publicando artigos no jornal Correio do Povo fazendo uma série de denúncias sobre as péssimas condições sofridas pelos refugiados que desembarcavam no Brasil. Em 1950, Mira inicia o seu percurso artístico pintando , transferindo-se para São Paulo, em julho de 1953, mas somente em 1960, casou-se com Knut Schendel.

A sua obra reflete toda a sua vivencia conectada com a real dimensão do ser humano frente aos desafios constantes propostos pelas circunstancias que fogem do controle. A fragilidade humana exposta na expressividade artística com profundas reflexões caracteriza-se na poética de Mira, uma obra aberta a amplas interpretações, permitindo devaneios estéticos prazerosos na busca do vazio na sua origem e no arrojo de uma concepção plástica extremamente transparente, apesar das enigmáticas incursões onde surgem dicotomias, confrontos e imagens rompendo espaços em traços, letras, frases a diagnosticarem novos tempos.

Um dos grandes destaques de sua obra é a série de Monotipias, realizadas em papel-arroz, entre 1964 e 1966, mas revisitadas nos anos 70 despertando o vazio na destreza de traços a desempenharem um ritmo gráfico na sensibilidade da ação e do suporte.

A sua trajetória espelhou a produção de uma obra repleta de signos, de símbolos como mandalas, objetos gráficos, toquinhos, além da série Droguinhas que contribuiu sensivelmente para o aprimoramento da linguagem do movimento, uma obra multidirecional capaz de estimular as mais variadas reflexões simplesmente pela singeleza de um traço gestual.

fonte: José Henrique Fabre Rolim (Colunista) @edison.mariotti #edisonmariotti http://www.dci.com.br/cultura/mira-schendel-profundidade-vivencial-id408914.html