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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Assembleia de Loulé aprova credenciação na rede portuguesa de Museus ( .pt )

A Assembleia Municipal de Loulé aprovou em sessão extraordinária, realizada na passada segunda-feira, os documentos que irão integrar o processo de credenciação do Museu Municipal de Loulé à Rede Portuguesa de Museus, nomeadamente o Regulamento do Museu e a Política de Incorporação.
Com a integração nesta Rede pretende a Autarquia louletana contribuir para a qualificação deste Museu, assim como para a criação de sinergias nacionais e internacionais. Por outro lado, permitirá a candidatura a fundos nacionais e comunitários destinados exclusivamente a museus credenciados na Rede Portuguesa de Museus, mas também receber o apoio técnico qualificado da tutela do património, assim como qualificar a equipa técnica do museu, através da realização de ações de formação especializada.

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Aspecto do pólo museológico de Salir

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.barlavento.pt/index.php/noticia?id=61516
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ProAC para museus recebe projetos até 26 de agosto

Dia 26 de agosto (terça-feira) é o prazo final da recepção dos projetos para o Programa de Ação Cultural (ProAC) na área de museus, em 2014. Promovido pela Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Sistema Estadual de Museus (SISEM-SP), o valor dos dois editais é de 1,2 milhão de reais e serão selecionadas oito propostas de Difusão de Acervos Museológicos, sendo seis prêmios de R$ 75 mil e dois de R$ 100 mil, e cinco de Preservação, com prêmio de R$ 110 mil para cada projeto.


Os Editais do ProAC obedecem a regras e parâmetros específicos. Uma comissão de especialistas analisa e escolhe os vencedores, que deverão utilizar o prêmio exclusivamente na execução do plano de trabalho aprovado.
Em 2013, o ProAC destinou o mesmo valor de 1,2 milhão para quatro projetos de Preservação e oito para a Difusão de Acervos Museológicos. No primeiro, foram contemplados os planos de restauro de pinturas coloniais da Ordem Terceira de São Francisco de São Paulo,; preservação da coleção de negativos de vidros do Museu do Porto de Santos, com disponibilização do material para pesquisa em um banco de dados na internet; preservação dos acervos do Centro de Memória do Circo e o projeto de salvaguarda para o Museu da História da Colonização de Pereira Barreto.


Já as propostas para a difusão selecionadas contemplaram ações da memória ferroviária de Bauru, a produção de um catálogo digital da gravura brasileira do acervo do Museu do Olho Latino, ações da Memória Andreense, ações de educação e cultura na Fazenda São Francisco e no Museu Falante de Santa Gertrudes, além da acessibilidade comunicacional do Museu da Imagem e do Som de Campinas e aos Museus do Instituto Butantan.


O Programa também oferecerá, em outras áreas de atuação da Secretaria de Cultura, recursos para a realização de projetos independentes de dança, culturas populares, música, artes visuais, cinema, teatro, entre outros. Em 2014, o investimento destinado ao ProaAC chega ao valor recorde de R$ 40 milhões. Outras informações sobre como participar do Programa podem ser obtidas na página da Secretaria de Estado da Cultura (www.cultura.sp.gov.br).


Sistema Estadual de Museus
O Sistema Estadual de Museus (SISEM-SP) congrega e articula os museus do Estado de São Paulo, com o objetivo de promover a qualificação e o fortalecimento institucional em favor da preservação, pesquisa e difusão do acervo museológico paulista. Em mapeamento realizado em 2010, foram listadas 415 instituições museológicas, públicas e privadas, em 190 municípios paulistas. O SISEM-SP se estrutura em torno das premissas de parceria e responsabilidade compartilhada, em que as ações previstas para cada região são concebidas levando-se em conta o contexto, as demandas e as potencialidades locais. É coordenado pela Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico da Secretaria de Estado da Cultura (UPPM/SEC), tendo como instância organizacional o Grupo Técnico de Coordenação do Sistema Estadual de Museus

(GTC SISEM-SP). Para saber mais acesse: www.sisemsp.org.br
Núcleo da Notícia Comunicação Corporativa:
(16) 3237.7367 / 3237.7368 / 3237.7369
André Luís Rezende – (16) 9.8142-4299
andreluisrezende@nucleodanoticia.com.br
Juliana Dias - (16) 9.9233-1823
julianadias@nucleodanoticia.com.br
Dayane Malta – (16) 9.9233-3014
dayanemalta@nucleodanoticia.com.br
www.nucleodanoticia.com.br
Secretaria de Estado da Cultura:
Natalia Inzinna – (11) 3339-8162
ninzinna@sp.gov.br
Jamille Menezes – (11) 3339-8243
jmferreira@sp.gov.br

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.maxpressnet.com.br/Conteudo/1,694419,Edital_do_ProAC_para_museus_recebe_projetos_ate_26_de_agosto,694419,1.htmEdital do 

SISEM-SP participa da 1ª Semana de Museus de Penápolis

Instância promove duas palestras gratuitas voltadas aos profissionais de instituições culturais nos dias 19 e 21 de agosto.

O Sistema Estadual de Museus, instância ligada à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, participará, da programação da 1ª Semana de Museus de Penápolis, oferecendo duas palestras, nos dias 19 e 21 de agosto, ambas, às 14h. Uma delas terá a parceria do Museu Afro Brasil e abordará as ações implementadas no equipamento da capital paulista para alcançar efeitos positivos. As programações gratuitas são voltadas aos profissionais da área cultural.

Ministrada pela coordenadora de Desenvolvimento Institucional no Museu Afro Brasil, Natalia Moriyama, no dia 19 de agosto, a palestra mostrará a importância do planejamento de ações destinadas ao desenvolvimento e a comunicação institucional. Também serão apresentados assuntos referentes à mensuração de resultados como a Pesquisa de Perfil e Satisfação de Público, o poder das Relações Institucionais e consequente formas de captação de recursos financeiros e não financeiros, aumentando e qualificando o público físico e virtual do museu.

No dia 21 de agosto, a atividade "Um Roteiro para (re)Criação do Museu", conduzida pelo diretor do SISEM-SP, Davidson Kaseker, propõe apresentar uma breve síntese da trajetória dos museus de suas origens até os dias atuais, refletindo sobre o papel do museu como veículo e instrumento de administração da memória e do patrimônio cultural no mundo contemporâneo, para depois explicitar passo a passo as providências cabíveis para a criação de museus ou mesmo a sua requalificação se ele já existir.

A 1ª Semana de Museus de Penápolis, realizada pela Prefeitura local por meio do Museu do Folclore, acontece de 18 a 24 de agosto, com oficinas, shows, palestras e eventos culturais. Para conhecer a programação completa, acesse: https://www.facebook.com/MuseuMunicipalDoFolcloreDePenapolis?fref=ts

Serviço:
Local: Museu de Folclore de Penápolis (Praça 9 de julho, s/nº, Centro - Penápolis/SP)
Horário: das 14h às 17h
Inscrições: mhp.pen@ig.com.br ou (18) 3652-5568
Vagas: 30 (para cada)

Acerca da autonomia de arquivos e museus - ( .pt )


Em entrevista ao PÚBLICO (5/8/2014), diz Álvaro Siza Vieira que para receber os seus arquivos, "quis que se tratasse de instituições independentes, com autonomia e que não variem de quatro em quatro anos, ou coisa que o valha.” Puxada para título, como competia, esta afirmação condensa, de facto, todo um sentimento, não raro uma angústia, que amiúde os coleccionadores ou detentores de acervos de relevância colectiva têm quando chega a hora de olharem para trás e perspectivarem o futuro. E as hesitações, senão impasses, a que dá origem possuem um enquadramento bem mais vasto, que nos parece agora oportuno trazer de novo à colação, actualizando aquilo que temos vindo a escrever em anos recentes, frequentemente nestas mesma páginas.

Arquivos e museus, todos eles e por mor razão os de estatuto nacional (classificação que começou no século XIX por ser competência exclusiva do Parlamento e ainda hoje obriga a parecer vinculativo de organismos consultivos superiores, que deveriam maioritariamente ser constituídos por representantes da chama “sociedade civil”), constituem legados de memória onde se corporizam contratos intergeracionais de longo curso. A sua duração mede-se em décadas e séculos, não em legislaturas, muito menos em governos. Os seus acervos não pertencem, nem jurídica, nem moralmente, à minoria dos que em cada momento vivemos, menos ainda aos que detêm fugazes responsabilidades sobre a coisa pública; são sobretudo propriedade do especto fecundo e imenso dos já partiram (e os produziram, na maior parte) e da aurora insondável, mas prenhe, dos que hão-de vir. Vistos a esta luz, são como que as casas dos gigantes sobre os ombros dos quais caminhamos. E, sendo assim, melhor se percebe como se afiguram pequenos os homúnculos que, vegetando no presente, usam as pequenas migalhas do seu venal poder para os apoucar, retirando-lhes as condições essenciais da sua existência.

Ora, é exactamente este crime de lesa memória que se tem passado nos últimos anos com os arquivos e museus nacionais portugueses, nisto juntando as últimas governações ditas socialistas com as actuais ditas sociais-democratas e centristas. E não falamos aqui da redução de orçamentos de muito pouco, convertidos em quase nada. Não falamos sequer do hiato geracional provocado por um ermamento que apenas aguarda o primeiro escândalo de perda irreversível de algum acervo para então tocar a rebate e colocar no banco dos réus técnicos e políticos. Falamos de algo muito mais profundo e solene, o respeito devido aos outros, que deveria seria também respeito por nós próprios.

Após décadas de construção de um edifício democrático na área dos arquivos e dos museus, foram os últimos anos consumidos no desmantelamento do que antes porfiadamente se lograra alcançar. No caso dos museus, em maior número e mais ampla disseminação territorial, e onde os sentimentos de pertença comunitária são mais fortes, a Assembleia da República chegou a aprovar por unanimidade (como convém a este tipo de matérias), uma Lei-Quadro, instrumento de direito reforçado, para-constitucional, que formalmente ainda está em vigor, mas que na prática já não existe nos seus pressupostos mais essenciais. Com efeito, os museus sob tutela da Cultura (que nem departamento próprio possui no actual Governo, posto que pressurosamente nos recordam a cada passo que o que existe é somente uma espécie da gabinete do secretário de Estado) deixaram de possuir quadros de pessoal e orçamentos próprios. Nalguns casos deixaram até de possuir direcção plena, a tempo inteiro.

Pior ainda: deixaram de possuir verdadeira personalidade administrativa, sendo a autonomia de projecto reduzida também a níveis tão degradantes, que nem o centralismo do Estado Novo ousou praticar. Salvo por delegação de competências, sempre aleatória ou casuística, não podem celebrar protocolos. Não podem ser parceiros plenos em projectos interdepartamentais e internacionais. Não podem arrecadar e gerir receitas. Não podem receber doações, as quais requerem o ámen central e, sendo pecuniárias, entram no respectivo “saco sem fundo”, de onde retornam, quando retornam, tarde e frequentemente amputadas. Voltámos, em toda a força, aos tempos do “à consideração superior” ou do “porém, vosselência decidirá” – e não causa espanto que nem toda a gente esteja disposta a tal menoridade, sobretudo quando o exercício de uma chefia não constitui motivo de vida.

Compreendem-se assim bem, no actual quadro, as reservas de muitos potenciais mecenas e coleccionadores em concretizarem o depósito ou doação dos seus bens a arquivos e museus nacionais. Haverá recursos humanos e verbas para acautelar a sua perenidade? Serão os meios oferecidos postos à disposição daqueles a que se pretendem destinar? Servirão para quê, em instituições convertidas em “quintal das traseiras” dos políticos de turno? Poderão atingir directamente os cidadãos, sem a obrigatória intermediação de “políticas de espírito”? Beneficiarão as comunidades de investigadores, com a isenção a que obrigam os códigos deontológicos dos profissionais de arquivos e museus? Cumprirão, enfim, a função cívica que deles se espera? Tudo isto pode realmente ser algo duvidoso no curto prazo, mercê da miopia e da falta de sentido de Estado em que estamos imersos.

fonte:  @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.publico.pt/opiniao/noticia/acerca-da-autonomia-de-arquivos-e-museus-1666457


Prefeitura do Rio abre edital para contribuinte incentivador - Contribuinte Incentivador é a pessoa jurídica contribuinte do Imposto Sobre Serviços (ISS) no município, que destina recursos para a realização de um ou mais projetos culturais no âmbito da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, de 14 de janeiro de 2013, e do Decreto nº 37.031, de 12 de abril de 2013, que utiliza recursos do ISS.

A Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro abriu Edital do Contribuinte Incentivador nº 02/2014, para receber inscrições de empresas e contribuintes do ISS que queiram se habilitar como Contribuintes Incentivadores.



Contribuinte Incentivador é a pessoa jurídica contribuinte do Imposto Sobre Serviços (ISS) no município, que destina recursos para a realização de um ou mais projetos culturais no âmbito da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, de 14 de janeiro de 2013, e do Decreto nº 37.031, de 12 de abril de 2013, que utiliza recursos do ISS.

O edital autoriza os contribuintes cadastrados a destinar até 20% do imposto para projetos culturais. O valor total do incentivo para o exercício de 2015 será de R$ 47.955.706,53. Cada empresa contribuinte do ISS tem um limite de até 5% do valor total para esse incentivo.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas em duas etapas: a primeira por meio do sistema de inscrição online (no site www.rio.rj.gov.br/web/smc), que estará aberto até as 18h do dia 31 de agosto. A segunda etapa consiste no envio da documentação via postal.

Clique aqui para acessar o edital.

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.culturaemercado.com.br/editais/prefeitura-do-rio-abre-edital-para-contribuinte-incentivador/

Renovando a gestão de museus - “Hoje no Brasil é ousado pensar em uma gestão que envolva a participação pública na definição de suas ações. Mas o modelo de gestão para os museus do futuro não se limita à sua equipe interna e profissionais terceirizados, inclui também o público frequentador.”

O setor museológico brasileiro vem passando por grande transformação na última década, intensificado pela adesão ao modelo de gestão por Organizações Sociais em alguns Estados, pelas ações do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em território nacional e pela participação da iniciativa privada ao construir e manter museus integrados à revitalização urbana e ao desenvolvimento econômico de algumas cidades.

 
A afirmação vem de Effie Vourakis, gerente de projetos de Artes do British Council, e Lucimara Letelier, diretora adjunta de artes da instituição. Há poucos meses, eles ofereceram bolsas de estudo na área de museus para cursos de curta duração em Londres, por meio do Programa Transform de Museus. “É claro que cada local tem sua especificidade, mas em termos gerais as questões pertinentes aos museus, como segurança, conservação, atração de novos públicos e sustentação financeira são comuns a todos. E há muito o que se aprender uns com os outros”, diz Lucimara.

Segundo ela, os museus britânicos têm estado especialmente interessados na experiência brasileira de engajamento comunitário com formas de gestão participativa de museus-de-comunidade, como o Museu de Favela e o Museu da Maré. Lá eles também buscam soluções para desafios como encontrar alternativas financeiras para a crise econômica com redução do recurso do governo e também a necessidade de se tornarem relevantes para públicos diversos migrando para a Europa.

“Nos anos 1970/80/90, talvez as questões dos museus britânicos fossem as mesmas dos brasileiros atualmente. Foi um período significativo de modernização da gestão porque os museus começaram a receber recursos da loteria federal e de novos financiadores. Em contrapartida, foram requisitados a oferecer entrada gratuita e a cumprir critérios como planos para desenvolvimento de público.”

No Brasil, lembra a especialista, tradicionalmente os museus tiveram a sua gestão adaptada ao modelo de financiamento via projetos aprovados em Lei Rouanet. Por isso, de certa forma, levaram mais tempo para criarem quadros estáveis de profissionais em sua administração que pudessem assegurar o desenvolvimento institucional. “Muitas vezes o museu realiza muito bem suas exposições com profissionais terceirizados gerindo com eficiência projetos independentes. Mas, a longo prazo, atrasam sua capacidade de construir uma marca forte, de fidelizar públicos cativos e de gerar um fluxo de caixa que financie o futuro e não somente o presente”, explica.

Effie conta que, com as mudanças recentes, existem vários museus brasileiros novos ou revitalizados cuja gestão é muito similar à de outros países. Ao mesmo tempo, esses museus também inovam com soluções e propostas particulares do Brasil que podem servir de inspiração. “Mas se consideramos o amplo universo de mais de três mil museus em território nacional, a diferença em eficiência administrativa ainda é muito grande e há muito desenvolvimento a ser alcançado pela frente.”

Renovação - Identificando uma procura crescente de museólogos buscando se instrumentalizar em seu MBA de Gestão Cultural, a Universidade Candido Mendes e a Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) acabam de lançar um MBA em Gestão de Museus. “Percebemos uma demanda real neste campo em expansão, já que o tema não é tão aprofundado nas graduações em Museologia, cujos currículos são mais técnicos e conceituais”, conta Kátia de Marco, coordenadora acadêmica do curso.

Para ela, os museus que ainda focam suas atuações somente na preservação da memória e do patrimônio não atingem sua missão maior de formar, transformar, gerar, divertir e desenvolver. “A interação com o público, a comunicação e a quebra de barreiras para a democratização dos acessos tornou-se uma vertente prioritária na museologia contemporânea”, afirma. “Os museus se tornam células sociais, espaços que dialogam e atuam em suas dimensões urbanas, sociais e digitais, espaços do encontro e de lazer, espaços da memória e laboratórios de inovação e desenvolvimento através da arte, cultura e do conhecimento.”

Effie defende que renovar os museus passa pela mudança do modelo de gestão, mas não se limita a ele. É mais importante uma mudança na visão do papel do museu e seu impacto na vida das pessoas. Como consequência, o modelo de gestão irá se desenvolver. “Existem algumas premissas importantes para que os museus consigam mudar a percepção pública de ‘lugar de coisa velha’ para lugar vivo, dinâmico, interessante, acolhedor, desafiador e construtor de novas realidades. Não há nada de errado com os objetos antigos do museu. Colecionar é sua função primordial. Mas os objetos sem conexão com a realidade de cada indivíduo e com as crenças dos grupos aos quais pertence não têm valor para ele. E dessa desconexão nasce o desinteresse por frequentar museus.”

Para ela, ainda há muita resistência no que se refere a quais públicos o museu deve servir, de que forma, com qual linguagem e em quais locais. “Ou seja, há uma série de restrições que se tornam empecilhos para a criação da conexão com públicos diversos.”

Rosane Carvalho, coordenadora de conteúdo do MBA da Candido Mendes, diz que embora as pesquisas de público ainda sejam escassas, elas revelam que muitas pessoas se queixam de não serem motivadas a visitar museus porque não se sentem devidamente informadas sobre as exposições e a programação cultural desses espaços. Por isso, os profissionais precisam cada vez mais de atualização e capacitação para atuarem nas áreas de desenvolvimento de público, comunicação e gestão de forma integrada.

Os principais acertos na gestão de museus vêm, segundo ela, do levar em conta tanto a interpretação do acervo quanto os serviços que visam a maximização da experiência do visitante. Acesso a transporte, facilidade de estacionamento, acesso a deficientes físicos, legendas em vários idiomas, folhetos e visitas guiadas, conforto para refeições, facilidades e programas especiais para famílias com crianças são alguns exemplos que têm tornado os museus competitivos na mente do consumidor em relação a outras opções de lazer.

Os museus tornaram-se espaços multidisciplinares, lembra Effie. Coleções sem edifícios, edifícios sem coleções, áreas de lazer e entretenimento, templos para contemplação, locais de encontro, espaços de convivência familiar, símbolos de glamour, locais de compra e gastronomia. Mas não deixaram de ser importantes espaços de educação informal, centros de formação artística, locais de reflexão, colecionadores de obras fundamentais para a preservação da memória e construção da identidade de um povo.

“A concepção de museus como espaços culturais multidisciplinares nasce da intenção verdadeira de abrir diálogo. Diálogo com a sociedade, com as universidades, com colecionadores, com doadores, com líderes comunitários, com todos. É uma forma de integrar as coleções e propostas expositivas ao pensamento – e sentimento – dos públicos diversos com os quais se relaciona”, afirma. Por isso, é necessário ter espaços para outras formas de aproximação pública, como auditórios para fóruns, espaços de interpretação cênica e música, áreas de convivência, lojas, restaurantes.

Rosane conta que na estrutura organizacional dos museus norte-americanos, por exemplo, a atividade chamada “Development” engloba os setores de fidelização de indivíduos e empresas, eventos especiais, relações públicas e publicidade, publicações, livrarias, lojas, design de produtos e restaurantes. “Essa atividade tem como objetivo primordial captar recursos para custear as atividades próprias de um museu – aquisição de obras, preservação do acervo, pesquisa e exposições – e aumentar a sua comunicação com os diferentes segmentos de público, também do ponto de vista social, tornando-os mais inclusivos. Aponta também a necessidade dos museus desenvolverem comunicação integrada de marketing e uma articulação interna para maximizar a comunicação de suas mensagens.”

O modelo ideal de gestão, para Effie, seria aquele capaz de acolher profissionais especializados em suas áreas e integrar suas visões para criar relevância, arriscando, ousando em caminhos possíveis para renovar continuamente a coleção de objetos. “Hoje no Brasil é ousado pensar em uma gestão que envolva a participação pública na definição de suas ações. Mas o modelo de gestão para os museus do futuro não se limita à sua equipe interna e profissionais terceirizados, inclui também o público frequentador.”


fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.culturaemercado.com.br/gestao/58187/

Esqueleto de “Noé” é descoberto no porão de museu

Cientistas do Museu Penn (Museu de Arqueologia da Universidade da Filadélfia, nos EUA) redescobriram recentemente um esqueleto humano de 6.500 anos de idade, que ficou perdido em uma caixa no porão por 85 anos.

A caixa de madeira não tinha número de identificação ou cartão de catálogo. No entanto, um esforço recente para digitalizar alguns dos antigos registros do museu apontou novas informações sobre a história da caixa misteriosa e do esqueleto, apelidado de “Noé”.

Publicado em 15.08.2014
esqueleto de noe 5


O trajeto

O esqueleto humano dentro da caixa foi originalmente descoberto entre 1929 e 1930, em Ur, no atual Iraque, por Leonard Woolley e sua equipe de arqueólogos do Museu Penn e do British Museum (Museu Britânico, em Londres).

A escavação de Woolley revelou o famoso “cemitério real” mesopotâmico, com centenas de sepulturas e alguns artefatos culturais. A equipe também encontrou túmulos que precediam o cemitério de Ur por aproximadamente 2.000 anos.



Em uma planície de inundação, cerca de 15 metros abaixo da superfície, os arqueólogos descobriram 48 túmulos que datavam do período de Ubaid, cerca de 5.500 a 4.000 aC.

Embora vestígios deste período sejam extremamente raros, mesmo em 1929, Woolley decidiu recuperar apenas um esqueleto do local, que foi encaixado, enviado para Londres e mais tarde para a Filadélfia.



Várias listas feitas pelos pesquisadores enumeraram os artefatos da escavação de 1929-1930 e para onde eles estavam indo – enquanto metade permaneceu no Iraque, os demais foram divididos entre Londres e Filadélfia. Uma das listas afirmava que o Museu Penn receberia dois esqueletos.

Quando William Hafford, o gerente do projeto responsável pela digitalização dos registros do museu, viu a lista, ficou intrigado. Um daqueles dois esqueletos não podia ser encontrado.
Arqueologia macabra: centenas de guerreiros são encontrados sacrificados na Dinamarca

Pesquisas no banco de dados do museu revelaram que ele tinha sido registrado como “não contabilizado” desde 1990.

Para chegar ao fundo desse mistério, Hafford começou a explorar os extensos registros deixados pelo próprio Woolley.

Depois de localizar informações adicionais, incluindo imagens do esqueleto, Hafford foi conversar com Janet Monge, curadora de antropologia física do Museu Penn. Monge se lembrou da misteriosa caixa no porão.



Quando eles abriram a caixa mais tarde naquele dia, a curadora disse que ficou claro que o ser humano no interior era o mesmo listado por Woolley.
“Noé”

O esqueleto provavelmente pertencia a um homem com 50 anos ou mais de idade, e com altura entre 1,73 a 1,78 metros.

Pesquisadores do Museu Penn o apelidaram de “Noé” porque acredita-se que esse homem viveu depois do período que dados arqueológicos sugerem ter havido uma inundação maciça no local original em que foi descoberto, Ur.



Novas técnicas científicas que ainda não estavam disponíveis na época de Woolley podem agora ajudar os cientistas do Museu Penn a determinar muito mais coisas sobre Noé e o período da história em que viveu, incluindo sua dieta, origens ancestrais, traumas, estresse e doenças. [LiveScience 1 e 2]


fonte: @edisonmarioti #edisonmariotti http://hypescience.com/esqueleto-de-noe-redescoberto/