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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Um museu para 
a minha escola

Biólogo conta como implementou um museu em escola 
da zona rural de Porto Alegre e sugere como o professor pode criar um espaço de pesquisa


//Por Guy Barcellos

Quando entrei pela primeira vez em sala de aula, em uma pequena escola na zona rural da região metropolitana de Porto Alegre (RS), aspirava ser diferente de todos os professores que tivera, inclusive dos poucos que foram bons. Meu anseio era de fazer um trabalho que contemplasse as demandas dos alunos e neles não causasse tédio ou alienação. Apesar da intenção, percebi que estava entrando na mesma roda inexorável da sondagem de conhecimentos teóricos, das aulas expositivas e da prova.

Foi quando me questionei sobre quando, em minha vida escolar, aprendera com prazer e alegria. Lembrei-me dos tempos do Ensino Médio, em que construí, com meus colegas, um museu na escola. Chamava-se Museu da Natureza. Foi uma época na qual aprendi com uma grande aventura, a de vivenciar e pesquisar. Após esse lampejo, percebi que era a hora de entrar em ação!

Levei minhas coleções de fósseis, rochas e miniaturas de dinossauros e de animais marinhos e, antes de começarmos a organização do museu (o que chamei posteriormente de construção participativa), expliquei aos aprendizes o que era um museu. Disse que, na Grécia Antiga, acreditava-se que Orfeu, o semideus que tocava a lira, silenciou quando perdeu sua amada Eurídice. Enfurecendo, assim, as ninfas, que o estraçalharam e jogaram seus pedaços por toda a Terra. Assim, todas as coisas se contaminam pela poesia de Orfeu. Os museus têm, portanto, a missão de recuperar o lirismo de Orfeu, presente em todas as coisas.

Também naquela época, existiam os mouseions, templos dedicados às musas, detentoras do saber absoluto e filhas da titã que representava a memória, Mnemosine. Os museus guardam o maior tesouro da humanidade, a memória. Afinal, somos o que lembramos. Nossas memórias constroem nossa identidade e a nossa cultura. Fazer um museu na escola é, de certa forma, construir a identidade de uma comunidade, de um indivíduo e de um planeta.

Os mouseions desapareceram com a queda de Roma, mas renasceram entre a nobreza dos séculos seguintes com os chamados “gabinetes de curiosidades”, como aqueles do rei Ferrante de Nápoles, do duque Ferdinando I de Médici, do imperador Rodolfo II de Habsburgo, entre outros.

Acumulavam em salas de castelos desde obras de arte e engenhocas até rochas, esqueletos e conchas de animais. Também no período da Renascença (séculos XIV a XVII), grandes naturalistas como Albertus Seba e Athanasius Kircher, ávidos colecionistas, criaram museus com acervos monumentais e decisivos para a história da ciência.

Os ventos revolucionários na França mudaram a concepção de museu: passaram a ter um papel social, promovidos a guardiões públicos do patrimônio coletivo. No século XIX, surgiram museus com temáticas mais específicas e, no século XX, aparece o primeiro museu interativo, o Instituto Exploratorium, criado por Frank Oppenheimer. Hoje, o que define um museu é ser um espaço que promove a pesquisa científica, o diálogo com a comunidade, a preservação dos vários tipos de patrimônio e a animação cultural.

É, portanto, o momento de dizer que, no século XXI, um novo museu pode surgir, no qual os curadores são os alunos. Eles seriam os novos Ferrantes, Sebas, Kirchers e Oppenheimers.

No caso da escola em que leciono, a experiência intensa rendeu três anos de um trabalho capaz de transformar a geografia e a psique da escola. Os alunos passaram a ter o ambiente escolar como um espaço impregnado de suas identidades e que expressava seus saberes e pensamentos.

Existe um esforço internacional para melhoramento do ensino de Ciências e da alfabetização científica, a competência de ler o mundo pelo prisma da ciência. Recentemente, o Brasil recebeu nota baixa no Indicador de Letramento Científico (ILC), elaborado pelo Instituto Abramundo em parceria com o Instituto Paulo Montenegro e a ONG Ação Educativa. Inédito no País, o estudo revelou que a população brasileira não domina conceitos e tem dificuldade de aplicar a Ciência em situações cotidianas: apenas 5% dos brasileiros são considerados proficientes. A maioria (79%) apresentou um conhecimento mediano sobre a área e, 16%, praticamente nulos.

Portanto, em muitas escolas ocorrem feiras e mostras científicas, reproduzindo o que acontece nas universidades: pesquisadores desenvolvem seus trabalhos em laboratórios e divulgam seus resultados com artigos e apresentações. Esse tipo de dinâmica pode mostrar-se muito eficiente, mas é efêmero: após a mostra, os trabalhos são arquivados ou descartados e se reproduz somente uma forma de construção do conhecimento.

As instituições que divulgam o conhecimento, ao mesmo tempo que o produzem no meio científico, são os museus. Acima de tudo, eles transformam objetos materiais e imateriais em patrimônio, processo similar a transformar informação em conhecimento, um dos desafios contemporâneos dos professores.
As escolas visitam museus, levam seus alunos para conhecer suas coleções e exposições. Os museus visitam as escolas, com exibições itinerantes e interativas. Por que, então, o museu não poderia germinar na escola? Existem escolas com empresa, laboratório, cozinha experimental e oficina de robótica, entre outros elementos do mundo moderno. Por essas razões, um museu na escola é uma proposta densa, mas razoável.



Guy Barcellos é biólogo, mestre em Educação em Ciências e Matemática e docente de Ciências e Biologia do Instituto Estadual de Educação Paulo da Gama


Saiba mais
Livros: Manual de Implantação de Museus Escolares, de Guy Barcellos. Edipucrs, 2013.


Envie comentário, para fundamental@cartacapital.com.br
Publicado na edição 62, de outubro de 2014 
 
 
fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.cartafundamental.com.br/single/show/301/um-museu-para-a-minha-escola

Letizia d'Espagne et Leonor affreuses: Défigurées par le Musée de cire de Madrid

Le roi Felipe VI et la reine Letizia d'Espagne ainsi que leur fille Leonor, princesse des Asturies, ont désormais de nouvelles statues de cire au Musée de cire de Madrid. Dévoilées à la presse le 10 octobre 2014, ce n'est franchement pas une réussite... Dans cette photo : Letizia d'Espagne, Felipe VI d'Espagne




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La bonne nouvelle, c'est que l'adorable infante Sofia, 7 ans, a échappé de justesse au massacre ; la mauvaise, c'est que sa mère la reine Letizia et sa grande soeur Leonor, princesse des Asturies, ont largement pris pour elle !

N'est pas Madame Tussauds ou Grévin qui veut. Avec l'avènement du roi Felipe VI d'Espagne, qui a succédé le 19 juin 2014 à Juan Carlos Ier, le musée de cire de Madrid se devait de se mettre à la page et de rénover sa salle consacrée aux figures royales en conséquence. C'est chose faite... Mais est-ce une bonne chose ?

Après avoir déjà retiré dès le 18 juin, à la veille de ce renouveau historique, les répliques à l'effigie des infantes Elena et Cristina, évincées de la famille royale nouvelle version, le Museo de Cera de Madrid a enfin présenté officiellement, vendredi 10 octobre, les nouvelles statues de cire du couple royal et de leur fille aînée Leonor, dans leurs atours du grand jour : si la reproduction des tenues s'avère relativement fidèle, la toute jeune princesse des Asturies se retrouvant toutefois affublée d'une robe gris argent au lieu d'une robe rose pâle tandis que le roi Felipe apparaît bien en uniforme et la reine Letizia dans sa robe blanche Felipe Varela, les visages du trio royal ne s'en sortent pas à si bon compte...

Dans sa version de cire, la charmante reine Letizia est tout simplement impossible à reconnaître, le visage grossier et déformé, l'air d'avoir 62 ans plutôt que 42. Et pourtant, c'est presque moins terrible que Leonor, 9 ans le 31 octobre, dont le "sosie" est carrément terrifiant, semblant tout droit sorti d'un film de zombies ! Pourvu que la petite ne vienne pas au musée se confronter à son double, elle pourrait en faire des cauchemars, ou, à tout le moins, s'inventer des complexes en découvrant son strabisme flippant et sa bouche figée dans un rictus atroce ! Quant à sa petite soeur l'infante Sofia, elle bénéficie d'un répit : pour ne pas avoir à changer la statue dans trop peu de temps, compte tenu de son jeune âge et de son évolution physique prévisible à court terme, l'établissement a fait le choix d'attendre un peu, la concernant.

Heureusement, loin de la galerie (des horreurs ?) du Musée de cire, la famille du roi Felipe VI se montre sous son meilleur jour. Sur la lancée de son mois de septembre très chargé, le couple royal est très actif en ce mois d'octobre : réception officielle du président du Honduras Juan Orlando Hernández Alvarado et son épouse Ana Garcia le 1er octobre (Letizia, adepte du rose, nous fit alors le plaisir d'arborer une robe fuchsia), inauguration le lendemain de la foire de San Miguel à Zafra, clôture du congrès du Conseil entrepreneurial d'Amérique latine par le roi le 3, dîner en l'honneur de lauréats de prix journalistiques (Mariano de Cavia, Luca de Tena, Mingote) en présence de Letizia le même jour, ouverture du cursus professionnel 2014/2015 dans un établissement de Calahorra le 7, visite de travail du monarque à la Garde royale le 8 tandis que son épouse (mais aussi son père et sa mère) participait à la Journée de la Croix Rouge espagnole, réunion du comité directeur de l'Institut Cervantes le 9, audiences le 10...

Dimanche 12 octobre, Felipe VI et Letizia d'Espagne célébraient la Fête nationale pour la première fois en tant que couple royal. Et pour la première fois, leurs filles Leonor et Sofia les accompagnaient. En vrai, une ravissante famille.


fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.purepeople.com/article/letizia-d-espagne-et-leonor-affreuses-defigurees-par-le-musee-de-cire-de-madrid_a148940/1#lt_source=external,manual