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domingo, 16 de novembro de 2014

Exposição que mostra arte moderna russa de Kandinsky chega ao Brasil

Exposição "Tudo Começa num Ponto" mostra a obra de Wassily Kandinsky. Mostra chega à Brasília e vai passar ainda por outras três capitais em 2015.


video:

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Algumas das melhores obras da arte moderna russa chegam ao Brasil. É a exposição "Tudo Começa num Ponto". São trabalhos do mestre Kandinsky que estão expostos em Brasília. A mostra também vai passar por Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo no ano que vem.

As duas faces do santo guerreiro, a clássica imagem figurativa e o olhar inovador de Kandinsky.
Uma síntese da trajetória do mestre do abstracionismo. A exposição tem 164 peças de oito museus e de colecionadores de seis países. Além dos quadros, objetos que retraram a cultura popular da Rússia da segunda metade do século XIX, onde Kandinsky nasceu em 1866.

E que seriam referência do trabalho dele, principalmente depois que desistiu de ser advogado e foi pra alemanha estudar e fazer arte. "Nós conseguimos, com essa exposição, uma parceria inédita com os museus russos, o que permitirá que essas obras fiquem quase um ano no Brasil", conta Paula Sayão, gerente-geral do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil).

Há quadros do período figurativo, paisagens e cenas do cotidiano da terra natal. A guinada para o abstracionismo veio na primeira década do século XX. A conexão entre som e cores estimulou Kandinsky. Em especial, o contato com a música dodecafônica do compositor austríaco Schönberg.

O programa do primeiro concerto de Schönberg que Kandinsky presenciou está na exposição.
O diretor do centro, Arnold Schönberg, Christian Meyer, fala da amizade que surgiu entre os dois. "O que Schönberg fez para a música, ele faria na pintura", diz Meyer.

A exposição tem um espaço interativo. a tecnologia une as duas realidades: a sonora e a visual. Uma das pinturas mais famosas fica mais que ao alcance da mão.O visitante é transportado para o quadro no fundo branco. Uma conexão bem diferente com a obra do artista que acreditava que a arte tem que criar uma realidade nova.

Depois da Alemanha, Kandkinsky foi para a França, onde também deixou seu legado artístico. A diretora do Museu Estatal Russo, Eugenia Petrova, lembra que não foi fácil reunir as obras que passaram por duas guerras mundiais.

Kandkinsky morreu em Paris, em 1944. Para o outro curador daexposição, também do museu russo, Youssef Kiblitsky, abrir a temporada brasileira na única cidade moderna patrimônio da humanidade é como um talismã. "Brasília seria, para Kandinky, uma grande folha em branco. Tudo o que ele precisava para criar", diz Kiblitsky.

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2014/11/exposicao-que-mostra-arte-moderna-russa-de-kandinsky-chega-ao-brasil.html

Wim de Vos: «Em tempos de crise, é importante que os Governos invistam na Cultura»

O belga Wim de Vos, membro do Conselho Executivo do Conselho

wim de vos Internacional dos Museus (ICOM Internacional) e presidente do júri do Prémio Museu Europeu do Ano (EMYA), este em Portimão, pela primeira vez, como um dos convidados especiais dosEncontros de Outono do ICOM Portugal, que este ano tiveram lugar no Museu portimonense.
Sendo uma das vozes mais importantes da museologia a nível mundial, Wim de Vos falou com o Sul Informação sobre o papel dos museus, as dificuldades que atravessam em tempos de crise e o muito que se pode fazer no campo do património.
Sul Informação: Qual é o novo papel (ou papéis) dos Museus nos dias de hoje e no futuro?
Wim de Vos: Cada vez mais, os Museus são sítios onde as pessoas se encontram, onde se ligam entre si e com a sua herança cultural. O património já não é apresentado como algo para que devemos olhar, mas como algo que tem um papel na nossa vida e nos une a todos. É apresentado como algo que resulta do que os nossos avós, ou mesmo muitas gerações antes deles, fizeram e usaram, e como isso é simbólico de uma atitude em relação à sociedade: nós temos respeito pelo que fizeram, estamos a olhar e a admirar isso, juntos, e isso pode inspirar-nos a, juntos, criar uma sociedade baseada no respeito, no trabalho coletivo.
Os museus têm que ter laços fortes com as comunidades, têm que apostar na acessibilidade e na inclusão. Têm que ouvir e dar a ouvir a voz dos que a não têm, ouvir as vozes das pessoas da comunidade. Os museus são cruzamentos, não são anexos da sociedade, são a própria sociedade.
Por isso, os museus são cada vez mais uma peça importante na engrenagem da construção de uma comunidade, onde diferentes comunidades se podem juntar, podem ouvir-se umas às outras, podem encontrar-se e por isso podem desenvolver projetos em conjunto.
Mas a base continua a ser: tradições antigas, objetos antigos, arte antiga, ou mesmo arte moderna ou até produções contemporâneas, um estudo do que a sociedade criou num dado momento.
SI: Muita gente pensa que o Museu é apenas uma “casa” e pouco importa o que se coloca lá dentro. Esta é uma abordagem completamente diferente…
WV: Claro que é preciso um edifício e um bom edifício. Em muitas grandes cidades em todo o mundo, vê-se que o museu é um local simbólico, é um marco na paisagem, e muitas vezes o redesenvolvimento das cidades após uma crise começa também com museus, com belos edifícios, edifícios simbólicos, bons para o turismo e para o marketing da cidade.
Mas isso não é suficiente. E nem sempre isso é necessário. É bom ter um belo edifício, mas pode ter-se um museu sem isso, sem um edifício de prestígio, mesmo que todos nós gostemos de belos edifícios, como este em Portimão.
Precisamos de uma “casa”, mas precisamos de mais. Precisamos de atrair as pessoas, de trazê-las cá, que elas se sintam em casa, que esta é a sua casa, que é aqui que trabalhamos com a sua herança, com aquilo que é o património da nossa comunidade, e que elas podem vir aqui, ver isso, viver isso, em conjunto.
Wim de Vos: «Museus são um daqueles fatores que custam dinheiro quando são construídos, mas que trazem de volta mais, muito mais, para a comunidade, em valor económico, mas também em coisas que é muito mais difícil de medir»
SI: Com a crise será mais difícil criar esse novo tipo de museus?
WV: Construir museus é, sem dúvida, mais difícil com a crise. Aliás, desenvolver todo o tipo de novas atividades, se se precisa do envolvimento de profissionais, é mais difícil. E não se pode fazer tudo com voluntários. Voluntários são importantes, mas não podemos apenas ficar por aí.
Em tempos de crise, é importante que os Governos invistam na Cultura. É bom para o Turismo, mas também para o emprego e para que as pessoas se sintam orgulhosas da sua cidade, da sua comunidade. É bom para o nível global de vida. Museus são um daqueles fatores que custam dinheiro quando são construídos, mas que trazem de volta mais, muito mais, para a comunidade, em valor económico, mas também em coisas que é muito mais difícil de medir. As mais valias para a sociedade, o sentir-se bem nesta sociedade que, no final das contas, também têm um valor económico, que é estimulado pelo museu.
SI: Mas a Cultura, pelo menos em Portugal, tem um orçamento cada vez mais baixo. Será necessário mudar a maneira como os responsáveis políticos pensam na Cultura?
WV: Mas também mudar o que o público pensa sobre o assunto. Se se vê televisão, até nos canais públicos não é fácil encontrar programas sobre Cultura. É isso que nós [os Museus] temos de fazer: dar a conhecer, explicar, como a Cultura sabe bem quando é provada, devemos insistir nisso. E tentamos fazer isso: que as pessoas venham ao museu e percebam como isto é fantástico. E então, se o público estiver conquistado, automaticamente os responsáveis políticos serão mais inclinados para apoiar a Cultura e poderemos então convencê-los a também apoiar a Cultura.
Este museu em Portimão mostra isso, trabalhando em conjunto com o município e a comunidade. Não são só os grandes museus internacionais, em Glasgow, Liverpool, o MOMA de Nova Iorque, a mostrar como um museu pode ser importante para uma cidade, para o nível global de vida nessa cidade.
SI:  O senhor é também membro do júri do Prémio Museu Europeu do Ano (EMYA) e por isso conhece muitos museus em todo o mundo. Ainda se surpreende com um museu?
WV:  Este é o meu primeiro dia em Portimão e eu estou surpreendido. Estou surpreendido pelo facto de este Museu, que está instalado numa antiga fábrica de conservas de sardinha, ser tão luminoso, tão acolhedor, sentimo-nos totalmente à vontade aqui, numa atmosfera muito acolhedora, quase caseira. Não é tanto um museu de arqueologia industrial com muitas explicações técnicas, com muito barulho, numa atmosfera escura. É um ambiente de descontração, ideal para uma viagem de férias. Nesse sentido, é uma obra prima na forma como o edifício se aproxima e integra na comunidade, através da sua arquitetura, da sua recuperação, das políticas públicas. Estou muito contente por aqui estar.
SI: Como membro do júri do Prémio EMYA, o que procura nos museus?
WV: Procuramos ideias luminosas e novas. Procuramos a qualidade do edifício, mas também do acolhimento ao público. Se lá formos com a família ou com os filhos, durante as férias ou apenas por uma tarde, está lá tudo para podermos passar uma boa tarde? É um museu onde se pode sentar, onde se pode descansar, onde se pode tomar um café, ali ou na vizinhança? Tudo isso deve estar presente num museu.
Claro que a primeira coisa é o tratamento científico que o Museu faz do património, como é que o Museu se aproxima dessa herança cultural, desse património, não contando mentiras.
Mas, mais importante que isso, procuramos como é que isso é apresentado, como é que se trabalha o património, como é que se consegue fazê-lo criando uma atmosfera acolhedora e de qualidade, como é que o fazem trabalhando com e ligando-se à comunidade. Esse é o core business da nossa atividade. E se vemos ideias brilhantes, que nunca vimos em lado nenhum, é claro que somos seduzidos por isso.
SI: Em Portugal, há muitos museus, pequenos e grandes, e, apesar da crise, os Municípios continuam interessados em investir nesta área. Tivemos aqui o presidente da Câmara de Monchique, que falou do seu interesse em criar uma rede de pequenas unidades museológicas no seu concelho. Acha que estes movimentos são importantes?
Wim de Vos: «É também importante que as pessoas da terra sintam orgulho da sua própria herança cultural, do seu património, do que foi feito aqui em tempos antigos»
WV: O Algarve é uma zona turística, mas os turistas precisam de ter onde ir e o que visitar, nomeadamente quando chove ou quando lá fora está demasiado calor.
É também importante que as pessoas da terra sintam orgulho da sua própria herança cultural, do seu património, do que foi feito aqui em tempos antigos, ficando em contacto com correntes mais alargadas da civilização. Sentimo-nos menos isoladas, quando olhamos para arte ou artefactos que também existam noutras partes de Portugal, na Península Ibérica ou em toda a Europa.
Há exemplos de museus que são construídos de propósito para que as pessoas dessa comunidade tenham orgulho da cidade onde vivem e do seu património, o queiram defender e deixem de partir da sua terra.
Há que construir museus, locais de património. As pessoas muitas vezes dizem que precisamos de construir uma nova narrativa, uma nova História para a Europa, para que esta continue a ser uma terra de paz e de prosperidade. O património deve desempenhar um papel importante nisso. Porque nós temos um património muito rico na Europa e devemos sentir-nos orgulhosos dele, valorizá-lo e mostrar que é isso que somos: europeus!

Foto: Wim de Vos, ao centro, ladeado por José Gameiro, diretor científico do Museu de Portimão, e José Alberto Ribeiro, presidente do ICOM Portugal

 fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.sulinformacao.pt/2014/11/wim-de-vos-em-tempos-de-crise-e-importante-que-os-governos-invistam-na-cultura/

Tetê, 82, é um exemplo de vida, uma constante inspiração

ALFABETIZADA AOS 82, TETÊ FAZ POESIA COM RETALHOS






Ela é um exemplo de vida, uma constante inspiração


A octogenária Tetê Brandolim tem uma dessas histórias de vida que deixam a gente encantada. E serve de inspiração para pessoas de todas as idades. Descendentes de italianos, esta artista de mãos abençoadas só entrou para o mundo dos letrados aos 82 anos de vida. A história dela foi publicada pelo site Catraca Livre.


Leia:


Ela tinha um sonho: ler e escrever. Filha mais velha de uma família de imigrantes italianos, quando criança foi tirada da escola para trabalhar na roça. Já aposentada, tentou por 15 anos aprender nos programas de Educação para Jovens e Adultos. Não conseguiu. Chorou muito.



Repare na beleza desse trabalho tão delicado de arte


Mas o mundo das letras se abriu para Tetê Brandolim no ano passado, quando, com a ajuda do método do educador Paulo Freire, sua vida cruzou com a da educadora Jany DiLourdes Nascimento. Da receita do pão às histórias da fazenda, foram necessários só poucos meses para ela estar alfabetizada.


Para escrever o primeiro cartão de Páscoa para os cinco filhos, a educadora trouxe cartolinas e chita para enfeitá-los. Sobraram alguns retalhos. Foi a partir deles que Tetê criou uma técnica de colagem. “Comecei brincando e deu certo”, conta.






Flor a flor, das minúsculas às grandes, ela recorta e monta as telas, que anunciam uma primavera constante. Já são mais de 80 quadros, 20 deles comercializados. “Eu não paro, todo dia tenho que fazer um pouquinho”, diz a artista. “Gosto porque distrai a cabeça. Não dá espaço para nenhum pensamento ruim.”





Numa caixinha, ela guarda a matéria-prima: flores e animais coloridos, delicadamente recortados do tecido de algodão que ela ganha da filha Maria Zulmira de Souza, a Zuzu, sua maior incentivadora. Depois, os recortes são colocados sobre a tela e começa a montagem, que pode durar até três dias. “Eu monto e desmonto tudinho até ficar do jeito que eu quero”, explica.


Nos quadros, Tetê, que mora em Ribeirão Preto (SP) e tem suas obras expostas no Espaço Planetária, na Lapa (rua Tonelero, 1.254, em São Paulo), diz que coloca a gratidão que tem pela vida, pelas letras, pela flores, por tudo. “Chegou a hora de as flores se abrirem e de os passarinhos voarem”, diz. Fazendo poesia com retalhos.






Descoberta de lápides romanas no Alto da Vigia, na Praia das Maçãs, distrito de Lisboa, remonta a 1505.

Museu em Sintra guarda vestígios romanos e islâmicos. 
 


A escavação arqueológica no Alto da Vigia, no litoral de Sintra, pôs a descoberto vestígios romanos e islâmicos, considerados valiosos, recolhidos e estudados no Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas (MASMO).

A descoberta de lápides romanas no Alto da Vigia, na Praia das Maçãs, distrito de Lisboa, remonta a 1505, na construção de uma torre de facho, mas escavações realizadas desde 2008 revelaram outros vestígios romanos e islâmicos.

A atual campanha iniciada em setembro, inserida num projeto de investigação de quatro anos, incidiu sobre sepulturas do período islâmico e numa vala da fundação da torre da época de D. Manuel I.

Alexandre Gonçalves, que coordena o projeto arqueológico, explicou à Lusa que as inscrições encontradas na vala serão agora estudadas no MASMO, como o material de anteriores campanhas, com apoio de "uma equipa pluridisciplinar de investigadores em muitas áreas".

Os especialistas repartem-se por áreas como numismática, epigrafia e antropologia, e o projeto recorre ainda ao laboratório Hércules, da Universidade de Évora, e tem apoio direto da Câmara de Sintra.

Vestígios do santuário romano

No museu, além das peças descobertas no Alto da Vigia, já ali se encontravam expostos vestígios do santuário romano, antes da escavação, como é o caso de uma ara (monumento votivo) encontrada em Odrinhas.

"Temos uma ara datável de 140 d.C., da época de Antonino Pio, com a primeira linha muito partida, porque foi reutilizada como material de construção, onde se lê o início da palavra 'soli', o final da palavra 'oceano' e no meio teria também a evocação da lua", sublinhou José Cardim Ribeiro, diretor do MASMO.

No museu encontram-se outras lápides de maior dimensão, em bom estado de conservação, reaproveitadas num 'ribat' (convento) islâmico no Alto da Vigia, que também remete para o topónimo local Alconchel, arabização da palavra latina "concilium" (reunião), notou Cardim Ribeiro.

Além de cerâmicas e sepulturas islâmicas, sem espólio, do 'mirhab' (oratório) do 'ribat' foi recolhida uma ara do santuário romano, neste caso dedicada ao sol e ao oceano, por um procurador dos Augustos.

Na pedra desgastada pela erosão marítima, de 160 d.C., identifica-se Virius Agricola, que ali se deslocou com a família, e cujo filho ou sobrinho foi governador da Britânia.

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/detalhe/museu_em_sintra_guarda_vestigios_romanos_e_islamicos.html

O artista plástico Hildo Barros está com a exposição "A imaginação em ação" no Museu do Piauí.

Cinéas visita exposição de Hildo Barros no Museu - 

São trabalhos que mesclam o clássico com o contemporâneo, com telas antigas e novas do artista.

Em entrevista a Cinéas Santos, no quadro "Você precisa conhecer", do programa Feito em Casa deste sábado(15), Hildo explicou que costuma mesclar todas as informações e colocar na tela. "Gosto de agradar gregos e troianos", disse.










Foto: arquivo
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Foto: arquivo
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Hildo, que há muitos anos trabalha com pintura, acredita que não se pode desperdiçar o tempo e espera colorir um pouco mais, registrar o que ainda vai viver.

A exposição de Hildo fica em cartaz até final de novembro e celebra o dia da cultura no Museu. O espaço vem se transformando num centro cultural, com permanentes atividades.


fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti  http://cidadeverde.com/cineas-visita-exposicao-de-hildo-barros-no-museu-178475

Festa tradicional indígena está em exposição no Museu Goeldi

Visitantes poderão conhecer um pouco mais da Festa do Caium, uma tradição que marca vários ritos da etnia Ka´apor.

A exposição "A Festa do Caium - Ka'apor akaju kawĩ ta'yn muherha" está aberta para visitação pública no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCTI).

A mostra é dedicada à Festa do Cauim, celebração que marca vários ritos de passagem do povo indígena Ka'apor, como a iniciação feminina, o casamento, a posse do cacique e a nominação das crianças.

Os visitantes poderão ver um rico acervo da cultura material Ka'apor, que traz objetos de arte plumária, cestaria, flechas, adornos de miçangas e sementes, desenhos, além de indumentárias masculinas e femininas.

Outro destaque da exposição são as fotografias do acervo do Museu do Índio e vídeos de registro da festa do Cauim, as imagens foram gravadas na década de 1960 e em 2007 nas aldeias Ka'apor.

"Nós trouxemos das aldeias Ka'apor peças de caça, pesca e adorno que podem ser tocadas por visitantes com baixa visão ou deficiência visual completa. Isso ainda é raro em museus", ressalta o coordenador-substituto de Museologia do MPEG, Horácio Higuchi.

De acordo com o diretor, a autoria e montagem da exposição são compartilhadas com os Ka'apor, que sugeriram o tema e construíram os conteúdos em conjunto com o Museu Goeldi e o Museu de Etnografia de Leiden, na Holanda, parceiros no projeto.

A antropóloga do Museu Goeldi, Claudia López, uma das curadoras da exposição e estudiosa das dinâmicas sociais e culturais da etnia Ka'apor, afirma que "apresentar as tradições Ka'apor é uma maneira de mostrar que o povo está vivo, que resiste, que tem uma cultura viva e que eles estão defendendo seu território".

A exposição "A Festa do Caium - Ka'apor akaju kawĩ ta'yn muherha" segue até 28 de setembro de 2015. As visitações ocorrem das terças-feiras aos domingos, de 9h às 17h.
Fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti  Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Berlim ganhará novo museu de arte moderna

Governo alemão libera 200 milhões de euros para um projeto longamente esperado, que deve ficar pronto até 2021. Segundo políticos da área da cultura, fecha-se assim uma lacuna na paisagem artística da capital.





Berlim é uma cidade que atrai artistas de todo o mundo. O que faltava até o momento era um lugar onde eles pudessem expor suas obras. Agora, o governo federal acaba de liberar 200 milhões de euros para o longamente planejado Museu de Arte Moderna da capital alemã.

Com 14 mil metros quadrados, o novo prédio se localizará no complexo cultural Kulturforum, vizinho à Potsdamer Platz. O projeto a ser completado em 2021 é uma menina dos olhos da ministra da Cultura Monika Grütters. Destacada paladina das artes plásticas, ela definiu a liberação da verba como uma "gigantesca vitória para a história da cultura e para a paisagem museológica".


Secretário estadual de Cultura de Berlim, Tim Renner

A decisão foi tomada na reunião orçamentária do Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) desta sexta-feira (14/11). "A quantia é um bom ponto de partida para um prédio novo", comentou o secretário estadual de Cultura de Berlim, Tim Renner. Há menos de sete meses no cargo, o ex-produtor musical tem a chance de fazer o anúncio que a cena artística berlinenses vinha esperando há anos.

Lugar para os modernos

O argumento decisivo para esse surpreendente e generoso apoio da união foi a oferta dos colecionadores Heiner e Ulla Pietzsch, de doar ao estado de Berlim seu acervo, estimado em 120 milhões de euros. Entretanto, só sob a condição de que as obras do modernismo clássico – de Salvador Dalí, Joan Miró e René Magritte até Mark Rothko – ficassem em exposição permanente.

"Este é um avanço decisivo em anos de debate sobre a doação das extraordinárias obras de arte pelo casal Pietzsch. Finalmente será fechada essa lacuna na paisagem de museus de nossa capital", comenta o relator chefe de cultura e mídia na comissão orçamentária do Bundestag, Rüdiger Kruse.

O potencial berlinense como metrópole da arte é grande. Seis anos atrás, o salão de arte Temporäre Kunsthalle Berlin já provara isso. Numa construção provisória na praça Schlossplatz, do bairro de Mitte, ficaram expostos, durante dois anos, exclusivamente artistas que vivem e trabalham na capital.

Entretanto, o salão era uma iniciativa privada, e foi novamente desmontado em agosto de 2010. Até agora faltavam ao Senado berlinense as verbas para a construção de um museu.

Três coleções sob um teto

"Mesmo em tempos de tensão orçamentária, a cultura é indispensável, digna de fomento e deveria ser decididamente fortalecida", diz o porta-voz de cultura do Partido Social-Democrata (SPD), Johannes Kahrs.


Temporäre Kunsthalle Berlin funcionou de 2008 a 2010

Em 2013, o antecessor da ministra Grütters, Bernd Neumann, já conseguira da comissão orçamentária a liberação de surpreendentes 10 milhões de euros para a arte.

Além da coleção Pietzsch, o prédio do novo Museu de Arte Moderna também fornecerá endereço fixo às coleções Marzona e Marx, as quais incluem obras do pós-guerra e do fim do século 20. Seu lar original, o museu Hamburger Bahnhof, não oferecia espaço suficiente para expor tudo de forma abrangente.

"As coleções Pietzsch, Marx e Marzona representam uma fantástica complementação para nossa excelente paisagem de museus", comenta Tim Renner. Ele se diz satisfeito por esses objetos artísticos finalmente serem exibidos publicamente, ficando acessíveis a todos os cidadãos.
 
fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.dw.de/berlim-ganhar%C3%A1-novo-museu-de-arte-moderna/a-18066183

Museu guarda diários de viagem de imperador ao Oriente

Dom Pedro II viajou ao Egito, Líbano, Síria e Palestina e deixou suas impressões registradas em cadernetas. Elas são mantidas pelo Museu Imperial e o conteúdo pode ser acessado pelo site da instituição.

O Museu Imperial, que fica na cidade de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, guarda em seu acervo um bem precioso sobre as relações do Brasil com o mundo árabe na época da monarquia. São os diários das viagens que o imperador Dom Pedro II fez pelo Brasil e mundo afora, entre elas para o mundo árabe. As cadernetas trazem relatos da ida do monarca ao Egito, em 1871, e depois ao Líbano, Síria, Palestina e novamente Egito, em 1876.

“O fascínio dele é o Egito. Ele deixa registrado isso em várias ocasiões”, afirma o diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Júnior. O diretor destaca também o entusiasmo de Dom Pedro II com a passagem pela Palestina. Júnior ressalta características do imperador que transparecem nos diários, como a curiosidade, a emotividade com o que observa, e o sarcasmo, em função de comentários críticos e humorados com o que vê.

“Depois de ouvir missa na igreja dos Franciscanos à qual só a pé se pode chegar por causa destas ruas que parecem galerias de formiga fui às Pirâmides de Gizeh. O caminho quase todo por alamedas de acácias, das quais muitíssimas trançam entre si as comas do verde o mais esplêndido é condigno vestíbulo de tão venerando monumentos”, escreveu Dom Pedro II em sua primeira viagem ao Egito sobre a visita às pirâmides de Gizeh.

Os relatos da primeira viagem ao Egito contam basicamente sobre a visita a locais históricos, com algumas observações carinhosas e outras bem humoradas sobre as pessoas e lugares com os quais o imperador se depara.

O diretor do Museu Imperial conta que as viagens ao Oriente Médio não foram missões de estado, mas sim pessoais. Tanto que Dom Pedro II fazia questão de se registrar nos hotéis como Pedro de Alcântara e não como o imperador brasileiro. Júnior lembra que o monarca fez a primeira viagem ao exterior no ano de 1871, quando já estava na meia idade, após ter lido muito sobre os países e estudado outros idiomas.

“Às 7 e quase ¼ estava em El Arosieh (Betânia). Poucos árabes. Atravessei a aldeia para ir ao túmulo de Lázaro aonde cheguei depois de passar quase deitado de barriga para baixo por um buraco que abre para o vestíbulo de onde se descem 5 degraus, havendo até esse 27”, descreve o imperador no dia 27 de novembro de 1876, já na segunda viagem ao mundo árabe, sobre sua passagem pelo local onde fica o túmulo de Lázaro, personagem bíblico que teria ressuscitado. O local fica na atual Cisjordânia ocupada.

Nos diários da segunda viagem ao mundo árabe o imperador também se detém bastante nos locais históricos que visita, mostrando bastante conhecimento a respeito deles e fazendo algumas observações, ora analíticas, ora engraçadas. “Desde que iniciei a navegação pelo Nilo, acima e próximo de Assuan, não escutei outra coisa senão a exclamação – veja um crocodilo! – que não consegui enxergar e apenas entrever, rapidamente, três destas feras, empalhadas grosseiramente”, escreve ele na segunda passagem pelo Egito, em 1876.

No total, o arquivo do Museu guarda 47 cadernetas de viagem. Também há desenhos feitos pelo imperador em algumas, entre elas a do Egito. O material escrito não está exposto no Museu, em função do desgaste que pode sofrer o papel, mas seu conteúdo pode ser acessado pelo site da instituição. (veja link abaixo). Os relatos de viagem já foram assunto de um livro com CD produzidos pelo Museu Imperial na década de 1990, que estão esgotados, e também temas de exposição. Uma delas chamou-se “O Imperador Viajante” e percorreu 12 localidades no Brasil visitadas pelo imperador Dom Pedro II.

Júnior conta que dentro dos próximos dois anos deve ser publicado novo material com base nos diários de viagens e que o Museu Imperial planeja outra mostra sobre o tema. Nos materiais que estão expostos no museu há alguns objetos de viagens, mas eles são principalmente referentes aos deslocamentos do imperador pelo Brasil e estão inseridos em ambientes da casa, sem identificação específica das viagens.

O Museu Imperial foi criado em 1940 e está instalado na casa ou palácio de verão do imperador Dom Pedro II. No local onde ela foi construída ficava a Fazenda do Córrego, comprada por Dom Pedro I com o intuito de fazer da região um caminho mais curto do Rio para Minas Gerais, sem ter que passar por São Paulo. Dom Pedro I tinha o sonho de construir ali uma casa de verão, que se chamaria Palácio da Concórdia, mas acabou não fazendo. Recebendo a fazenda como herança, Dom Pedro II realizou o sonho do pai e construiu a casa.

A cidade de Petrópolis, então, se formou ao redor do palácio. Com a Proclamação da República, a casa foi comprada pelo estado e transformada em escola. No governo de Getúlio Vargas, com a valorização de tudo o que era nacional, ela virou em museu para abrigar peças referentes à monarquia. Parte dos materiais veio de outras instituições, mas a maioria é do acervo de Pedro de Orléans e Bragança, neto de Dom Pedro II.

O conjunto documental das viagens do imperador pelo Brasil e mundo recebeu no ano passado a nominação para o Registro Internacional do Programa Memória do Mundo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Crédito das citações: Museu Imperial/Ibram/MinC


Serviço:

Diários de Viagem Dom Pedro II

Acesso ao arquivo do Museu Imperial
http://www.museuimperial.gov.br/component/content/article/134-arquivo-historico-pt/4349-instrumentos-de-pesquisa.html

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.icarabe.org/noticias/museu-guarda-diarios-de-viagem-de-imperador-ao-oriente

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“Vestes Históricas Libanesas”
Com curadoria da consultora em cultura libanesa Samia Saab, o desfile é promovido pela Associação Cultural Brasil-Líbano, entidade responsável por importantes iniciativas de aproximação entre o Brasil e o Líbano, especialmente através do intercâmbio cultural.

A iniciativa oferecerá ao público uma nova abordagem da história do Líbano, seus costumes e sua evolução sociocultural, a partir de um desfile das vestimentas históricas libanesas e as suas transformações, do século XVI até os dias atuais.

Serviço:

Desfile “Vestes Históricas Libanesas”

Quando: 19 de novembro, quarta-feira, às 20h30

Onde: Salão Nobre do Theatro Municipal de São Paulo - Praça Ramos de Azevedo, s/n – Metrô Anhangabaú – tel 11 3053-2100

Quanto: grátis

Lugares: 400

fonte: @edisonmariotti @edisonmariotti http://www.icarabe.org/eventos/vestes-historicas-libanesas

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Exposição "Minas-Líbano: Nágila e outras presenças"

A mistura dos universos de duas culturas, a mineira e a árabe, é o fio condutor da mostra individual do artista Ronaldo Auad. A mostra permeia a memória do território de origem do artista - o interior de Minas -, que compreende elementos da arquitetura civil e religiosa, seus exteriores e interiores e aspectos da cultura árabe, relacionados à sua ascendência materna - sons, músicas, cheiros, tecidos, texturas e fotografias de álbuns de família.

Serviço:
Exposição “Minas-Líbano: Nágila e outras presenças”

Abertura: dia 7 de novembro, às 20h

Visitação: de 8 de novembro a 5 de dezembro de 2014, de terça a sexta-feira, das 11h às 20h e sábado das 11h às 15h

Local: Casa Galeria Loly Demercian - Av. Doutor Cardoso de Melo, 758/térreo – Vila Olímpia,

São Paulo – SP

Entrada franca

Mais informações: acesse www.casagaleria.com.br

Tel.: (11) 3841-9620

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.icarabe.org/eventos/exposicao-minas-libano-nagila-e-outras-presencas


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SEMNA – Semana de Egiptologia do Museu Nacional

O evento acontecerá de 2 a 5 de dezembro, no Auditório do Horto – Museu Nacional – Quinta da Boa Vista – Rio de Janeiro.

A programação será divulgada em breve no site http://www.seshat.com.br/semna/ajude-a-divulgar/?print=pdf

Mais informações e inscrições: laboratorioseshat@gmail.com

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.icarabe.org/eventos/semna-semana-de-egiptologia-do-museu-nacional-0