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segunda-feira, 20 de abril de 2015

Museu Maria Lenk contará história da 1ª brasileira em Olimpíada


Atleta foi também primeira mulher da América do Sul a ir aos Jogos; material já está sendo digitalizado




A memória da primeira heroína olímpica do país será resgatada em forma de museu. Maria Lenk, primeira mulher sul-americana a ir a uma edição dos Jogos, em Los Angeles-1932, terá trajetória contada e relíquias expostas em acervo online que será disponibilizado até o final do ano.




À coleção será dado o nome de Museu Maria Lenk. A digitalização de todo o material começou agora, em abril, e prosseguirá até julho, com ajuda financeira da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos). É possível que os Correios também apoiem a iniciativa.

A ex-nadadora, morta no ano de 2007, quando tinha 92 anos, colecionou recortes de jornal de suas façanhas, fotografias, documentos e outros itens ao longo da vida. À parte ter sido pioneira olímpica, ela também foi recordista mundial e hoje tem seu nome imortalizado no Hall da Fama da natação, que fica nos Estados Unidos.

Já com idade avançada, confiou a Lamartine da Costa, professor especialista em estudos olímpicos e seu colega na Universidade Gama Filho, no Rio, o acervo.

"A maior parte é de documentos, tudo montado em álbum. Também recortes de jornais entre 1932 e 1945, no auge da Maria Lenk, que resgatam muita coisa que se perdeu dela", disse o professor.
Só após receber o material é que Lamartine notou a riqueza do que tinha em mãos.

Eram mais de 10 mil peças e, para não correr risco de perdê-las, as armazenou na biblioteca da universidade.

O problema é que a Gama Filho acabou descredenciada pelo MEC (Ministério da Educação) em 2014 e o "memorial" de Maria Lenk teve de ser desalojado também.

Lamartine, então, apoiou-se em uma inovação lançada no ano passado pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) para não deixá-lo apodrecer.

A Agenda 2020, pacote de 40 medidas aprovadas pela entidade para modernizar o movimento olímpico, prega que é preciso misturar com profundidade cultura e esporte, como, por exemplo, em museus itinerantes.

"Aí eu propus ao Ricardo [de Moura, coordenador técnico da CBDA] que esse seria o primeiro projeto montado em função da Agenda 2020, e ele gostou", disse Lamartine, uma das maiores autoridades em Olimpíada no país. A ideia calhou ainda mais porque Maria Lenk completaria 100 anos em 2015.

"A CBDA topou dar visibilidade porque é um marco importante. A plataforma está praticamente pronta e estamos nos concentrando em focá-la para tablets e smartphones", complementou.

Há um sonho de que o acervo seja exposto fisicamente, mas não tão brevemente. Lamartine contou que, além dele, outras pessoas serão responsáveis pela manutenção do acervo: o presidente da CBDA, Coaracy Nunes, e Francisco da Silva Júnior, sobrinho de Maria Lenk e coronel aposentado da Aeronáutica.

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.otempo.com.br/superfc/museu-maria-lenk-contar%C3%A1-hist%C3%B3ria-da-1%C2%AA-brasileira-em-olimp%C3%ADada-1.1027077

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