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quinta-feira, 2 de julho de 2015

O prazer de descobrir o valor internacional de um Museu Municipal Leonel Trindade, Alcobaça, Portugal

Na sua apresentação, o Museu Municipal Leonel Trindade “assume-se como um museu de Arqueologia e História, destinado ao estudo das origens e evolução histórica do Homem no Concelho de Torres Vedras”, mas a verdade é que aquilo que aqui se testemunha são momentos fulcrais da história mundial. 


É bem no centro de Torres Vedras, na Praça 25 de Abril, no antigo Convento da Nossa Senhora da Graça (Fundado no século XVI, por Eremitas de Santo Agostinho), que se pode ter contacto com acontecimentos que acabaram por se tornar marcos civilizacionais. 





Foi em Torres Vedras que, em 1414, D. João I decidiu o movimento que conduziria aos descobrimentos portugueses, a expedição a Ceuta. E foi também aqui que, em 1810, teve inicio a derrocada de Napoleão Bonaparte, com a derrota que o exército francês sofreu nas Linhas de Torres, considerado o mais eficiente sistema de fortificações de campo da história da arquitectura militar. 


“Temos um núcleo dedicado à Guerra Peninsular e às Linhas de Torres Vedras, e brevemente vamos ancorar no Forte de São Vicente (que foi uma das mais importantes fortificações integrantes do sistema de defesa de Lisboa) um centro de interpretação,” destaca a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Torres Vedras, Ana Umbelino. 


Mas o Museu, que serve de âncora a uma micro-rede de Centros de Interpretação, que está em desenvolvimento, e do qual já fazem parte o Castelo de Torres Vedras e o Núcleo Museológico de Santa Cruz (onde existe uma azenha que foi reconstruída e requalificada), alberga várias colecções importantes e de valor inestimável. 


No Museu Municipal de Torres Vedras encontramos um espólio de natureza histórica e artística composto por incontornáveis colecções de paleontologia, arqueologia (do paleolítico à romanização), pintura antiga (séculos XV-XVI), arquitectura e escultura (séculos XVI-XVII).

Uma especial atenção tem de ser dada aos achados arqueológicos da Idade do Cobre, nomeadamente ao Castro do Zambujal, um Monumento Nacional que desde os anos 70 tem vindo a ser estudado de forma intensa pelo Instituto Arqueológico Alemão. 


“Os achados feitos no Castro do Zambujal têm um valor muito grande. O Castro é objecto de estudo de várias instituições europeias e norte americano. Há várias universidades que realizam aqui os Campos de Verão,” esclarece Ana Umbelino. 


Sinal do dinamismo que marca a vida do Museu Leonel Trindade, a par da actividade intensa que desenvolve para os diferentes tipos de público, é a política de exposições temporárias, onde o trabalho de investigação e produção de conteúdos é feita por equipas internas, muitas vezes em parceria com outras entidades. 


Um dos exemplos destas parcerias será apresentado ao público muito brevemente. Em Novembro inaugura uma exposição sobre as investigações que o Instituto Alemão de Arqueologia tem desenvolvido no Castro do Zambujal.

Mas, para já, e até 10 de Outubro, existem dois outros grandes motivos que justificam uma visita a Torres Vedras e ao Museu Leonel Trindade: As exposições “Torres Vedras no caminho de Ceuta – 600 Anos. Do Conselho Régio de Torres Vedras... à conquista de Ceuta (1414-1415)” e “Sarmento Rodrigues – Viagem ao Oriente Português”.

A primeira tem como tema a reunião em que D.João I apresentou a decisão da expedição a Ceuta, associando o nome de Torres Vedras ao início da Expansão Portuguesa. A segunda evoca a figura do Ministro do Ultramar, Sarmento Rodrigues, que em 1952 realizou a 1ª visita oficial de um representante do Estado português à Índia Portuguesa, Timor e Macau. 


Duas exposições que, segundo Ana Umbelino, “permitem questionar o papel de Portugal no Mundo. E assim criar diálogos entre patrimónios e entre questões temáticas.”


fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti
http://www.wort.lu/pt/luxemburgo/torres-vedras-o-prazer-de-descobrir-o-valor-internacional-de-um-museu-municipal-5593e61e0c88b46a8ce5c1a0

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