segunda-feira, 23 de março de 2015

La maison-musée du peintre Gustave Moreau a retrouvé son éclat

Des tableaux accrochés partout, superposés dans des meubles à panneaux pivotants ou dissimulés dans de grands placards. C'est une plongée dans le 19e siècle que propose la visite de la maison-musée du peintre Gustave Moreau. Située dans le 9e arrondissement de Paris, elle vient de rouvrir après de longs travaux. Un bijou, témoin de l'art de vivre et de l'art de peindre.

Les touristes étrangers raffolent de ce petit musée à l'atmosphère ouatée, un condensé de l'esthétique française du 19e siècle. Gustave Moreau est vénéré au Japon à l'égal de Claude Monet. En 1895, trois ans avant sa mort, le peintre décide de transformer la demeure familiale en musée afin d'y conserver 25 000 œuvres dont 15 000 de sa main.

Transformer la vie pour en faire un musée

« La maison-musée Gustave Moreau est située dans le quartier de la Nouvelle Athènes, derrière l’Opéra, explique Marie-Cécile Forest, la directrice du lieu. C’est une maison qui a été achetée à l’origine par son père, en 1852. Gustave Moreau l’a transformée à la fin de sa vie pour en faire un musée. Au premier étage, on voit son bureau qu’on appelle aussi cabinet de réception, et puis son appartement, la chambre où il est décédé, le boudoir dédié à son amie Alexandrine Dureux, la salle à manger. Le deuxième et le troisième étage sont des grands ateliers, c'est-à-dire les grandes œuvres que Moreau a parfois agrandies justement en vue du musée. »

Les planchers craquent sous les pas du visiteur qui contemple de grands nus mythologiques et des aquarelles géantes accrochés à touche-touche dans l'atelier. Le premier étage, aux petites pièces intimes, conserve scrupuleusement l'atmosphère d'une demeure bourgeoise, encombrée de souvenirs, objets et portraits de proches ainsi que quelques tableaux de ses amis. On pourrait presque les croiser dans l'escalier ces fantômes comme le peintre Edgar Degas, le poète et romancier Théophile Gautier, ou le comte de Montesquiou, homme de lettres et dandy.

Gustave Moreau, un artiste prolifique et prévoyant

Moreau est un accumulateur, un artiste prolifique, qui a une idée très précise de sa postérité : « Gustave Moreau va faire le tri de ce qu’il souhaite exposer et mettre en réserve, avance Marie-Cécile Forest. Il va classer lui-même les œuvres en réserve par lot, par type d’iconographie. Pour des œuvres présentées, il va parfois faire un dessin, par exemple pour le mur des Prétendants. Après, il va donner des indications précises à Henri Rupp qui va procéder à l’aménagement de tout ce rez-de-chaussée. Henri Rupp étant un ami de très longue date et le légataire universel de l’artiste. »

Les pièces du rez-de-chaussée, fermées depuis 2002, ont été restaurées dans leur jus de 1903. C'est une maison anglaise qui a fourni les papiers peints d'époque. Ni chronologie, ni thématique dans l'accrochage des œuvres… C'est ainsi que l'avait voulu Gustave Moreau. Aujourd'hui, 4 800 dessins, 300 aquarelles et 600 peintures sont montrés au public. Au sous-sol, on retrouve un nouvel espace, lieu de travail pour les chercheurs et les conservateurs spécialistes du 19e siècle qui viennent puiser dans les immenses réserves et la bibliothèque personnelle du peintre. 

 Vue de l’atelier de Gustave Moreau avec deux autoportraits de l’artiste au 3e étage du musée Gustave Moreau.


FONTE: @EDISONMARIOTTI #EDISONMARIOTTI http://www.rfi.fr/france/20150319-maison-musee-gustave-moreau-retrouve-son-eclat/

Moçambique transforma sede da Pide em Museu


O Governo moçambicano pretende transformar a Vila Algarve, sede da polícia política portuguesa até ao 25 de Abril e actualmente em ruínas, num dos pontos de maior atracção turística da capital moçambicana, tornando-a num local histórico da luta de libertação do colonialismo.

O projecto é da responsabilidade do Ministério dos Combatentes, em parceria com o Conselho Municipal da cidade de Maputo.
A antiga sede da PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado) em Maputo vai ser transformada no Museu Nacional da Resistência Colonial, anunciou fonte do Ministério dos Combatentes de Moçambique,

Para a realização do projecto, o Ministério dos Combatentes conta com o apoio da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação de Moçambique, do Arquivo do Património Cultural e do Centro de Pesquisa da História da Luta de Libertação Nacional.

Em 2013, o ministério abriu um concurso público para um projecto de restauro do edifício, tendo sido vencido por uma companhia moçambicana não identificada, que, segundo fonte governamental, já concluiu o projecto para a reabilitação do local.

Pela cadeia da PIDE passaram muitos nacionalistas moçambicanos, na maioria membros da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) que, até 1974, desencadeou uma guerra de libertação contra o colonialismo português.

Entre os detidos mais famosos contam-se o pintor Malangatana Valente Ngwenya e o poeta José Craveirinha, ambos já falecidos.
Construída em 1934, a Vila Algarve foi erguida por ordens de José Santos Rufino, proeminente comerciante e editor fotográfico português em Lourenço Marques, actual Maputo.
Moçambique assinala a 25 de Junho 40 anos da sua independência.



fonte: @edisomariotti #edisonmariotti http://www.hardmusica.pt/cultura/museus/29282-mocambique-transforma-sede-da-pide-em-museu.html

Museus da Holanda têm agenda intensa em 2015

 A capital da Holanda, Amsterdã, tem a maior densidade de museus do mundo - cerca de 60 -, e por todo o país, novas exposições em 2015 celebram da arte clássica à contemporânea, passando pela história e cultura locais.

Além das comemorações pelos 125 anos de inspiração de Van Gogh, um dos mais ilustres pintores holandeses, os museus do país trazem uma programação intensa.


Museu Nacional da Holanda, mais conhecido como Rijksmuseum, expõe Rembrandt até maio



O Museu Van Gogh abriga e administra o maior acervo de Vincent van Gogh do mundo e atrai cerca de 1,5 milhão de visitantes por ano. Ele foi remodelado no ano passado para a celebração de 125 anos de inspiração do pintor, e desde 28 de novembro uma nova exposição da coleção permanente está em cartaz com cerca de 1.100 produções entre cartas e desenhos, que raramente são exibidas porque são muito sensíveis à luz.

O Museu Nacional da Holanda, o Rijksmuseum, traz em destaque neste ano a exposição Late Rembrandt, que reunirá até 17 de maio trabalhos do pintor feitos entre 1652 até seu falecimento, em 1669. Instalado na Museumplein (Praça do Museu), o Rijksmuseum ainda abriga uma coleção de arte e história da Holanda desde a Idade Média.

Anne Frank

O Mauritshuis, em Haia, é famoso por guardar uma das obras mais emblemáticas do artista Johannes Vermeer, Moça com Brinco de Pérola, que ficou conhecida como a Mona Lisa holandesa. Além de Vermeer, o museu reúne obras dos velhos mestres dos séculos XVII e XVIII.

A cada seis meses, uma nova exibição temporária é inaugurada na casa da mundialmente conhecida menina Anne Frank. Até abril de 2015, The helpers of the Secret Annexe está aberta à visitação, uma exposição que ressalta a importância daqueles que ajudaram a família Frank a se esconder durante a Segunda Guerra Mundial.

O Hermitage Amsterdã é o maior museu satélite do Museu Hermitage de São Petersburgo, aclamado por viajantes como o melhor museu do mundo. A coleção de cerca de três milhões de objetos no museu original garante mostras com impressionantes obras de arte. O Museu do Sexo também se encontra-se em Amsterdã. A coleção contém estátuas, pinturas, fotos, vídeos e todo tipo de objetos relacionados ao tema.


fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://atarde.uol.com.br/turismo/noticias/1668680-museus-da-holanda-tem-agenda-intensa-em-2015-premium

Afyonkarahisar Arkeoloji Müzesi - Museu Arqueológico de Afyonkarahisar



Cumhuriyet'in kuruluşunun ilk yıllarında Afyon'da kurulan Asar-ı Atika Muhipleri Cemiyeti'nin çabaları sonucunda, Gedik Ahmet Paşa Medresesi (Taş Medrese), çevredeki eski eserlerin toplandığı bir depo haline getirilmeye başlanmıştır. 

Cemiyetin Başkanı olan Öğretmen Süleyman Gönçer, 1931 yılında resmi müze deposu haline getirilen medreseye memur olarak atanmıştır. Aynı zamanda Halkevlerinin Müzecilik ve Sergi Kolu Başkanı da olan Süleyman Bey, resmi kuruluşların ve Halkevinin de desteğiyle depoyu zenginleştirmiştir. 1933 yılında Müze Müdürlüğü haline gelen müze Cumhuriyetimizin 10. yılında resmen açılmış ve başına Süleyman Bey getirilmiştir. 

1933 yılından 1970 yılına kadar karma müze olarak hizmet veren Afyon Müzesi, 1971 yılında Müze Müdürlüğü ve Arkeoloji Müzesi'nin bulunduğu yeni binasına taşınmıştır. 

1971 yılından itibaren etnografik özellikli taş eserlerin deposu durumunda bırakılan Gedik Ahmet Paşa Medresesi, 1978 yılında başlatılan ve 1994 yılına kadar süren onarımı, teşhir ve tanzimi sonucu 1995 yılında Türk İslam Eserleri Müzesi olarak ziyarete açılmış, ancak binadaki giderilemeyen yoğun rutubetin eserlere zarar vermesi nedeniyle, 1996 yılında kapatılarak eserler Müdürlük bünyesindeki depoya alınmıştır. Burada yeniden teşhir ve tanzimi yapılacaktır. Arkeoloji Müzesi, oldukça zengin bir koleksiyona sahiptir. Burada Eski Tunç, Hitit, Frig, Lidya, Helenistik, Roma ve Bizans dönemlerine ait önemli eserler yer almaktadır. Bunlar arasında mermer heykelleri, şehir sikkeleri, Kusura kazısı buluntuları, Hitit ve ana tanrıça heykel ve figürleri de vardır.


Afyonkarahisar Arkeoloji Müzesi

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.muze.gov.tr/tr/muzeler/afyonkarahisar-arkeoloji-muzesi

Não acredito que a maioria das pessoas visita museus à procura de uma lição em história de arte nos seus painéis e legendas - ou de física, de música ou de outra disciplina qualquer (algumas o fazem, é claro, e as suas necessidades são igualmente legítimas, mas os museus geralmente dão resposta a essas necessidades com vários outros meios).

Vou dizê-lo logo no início para deixar o assunto arrumado: sim, fiquei irritada com as duas afirmações de Philippe de Montebello no livro "Rendez-vous with art" relativas à questão da restituição de objectos (p.54 e p.208). Dito isto, o resto do livro é absolutamente encantador! Uma série bela, inspiradora e surpreendente de conversas entre Montebello e o crítico de arte Martin Gayford, que revela o homem por trás do historiador de arte e durante muitos anos director do Metropolitan Museum of Art.


Seguindo estas conversas, sentimos um desejo de olhar e olhar melhor, mesmo que seja apenas uma foto num livro - na esperança, é claro, de poder estar à frente do original um dia ... Como o próprio Montebello diz: "(...) nada pode substituir a experiência, a sensação muito física, de estar cercado e envolto no espaço real." (51 p.)


Philippe de Montebello revela-se



Provavelmente, um dos momentos mais tocantes vem logo no início do livro, onde Montebello responde à pergunta de Gayford sobre aquele momento único, aquela experiência única que pode tê-lo levado a uma vida nas artes. Montebello partilha connosco esse momento muito especial, quando ele tinha 15 anos e o seu pai levou para casa o livro "Les Voix du Silence" de André Malraux. E, de repente, ali estava Uta...



"Ela era a Marquesa Uta na Catedral de Naumburg e eu amei-a como mulher (...) com a sua maravilhosa gola alta e as suas pálpebras inchadas, como se depois de uma noite de amor" (p.10; imagem retirada da Wikipedia)


Fiquei a pensar: será que ele teria alguma vez posto isto na legenda num museu? Quantas pessoas teriam olhado, olhado melhor, olhado mais, se tivessem lido algo assim sobre uma estátua?


Mais à frente, Montebello admite algo que raramente ouvimos da boca de curadores, mas que é verdade para a maioria dos visitantes de museus: "Descobri que quando me forcei - muitas vezes com a ajuda de curadores - a olhar para coisas sobre as quais era indiferente ou que até me repeliam, descobri que, com mais alguns conhecimentos, o que havia sido escondido de mim tornou-se manifesto." (p.59)


Que tipo de conhecimentos é necessário para esta 'epifania' ocorrer, podemos questionar. Nem factos sobre a vida do artista, nem uma descrição detalhada e seca de pormenores estilísticos, quando são consideradas as primeiras necessidades do visitante não-especialista (ou seja, da maioria dos visitantes dos museus). Parece que podemos encontrar todas as respostas no livro de Freeman Tilden "Interpreting our Heritage": "O que está por trás do que o olho vê é muito maior do que aquilo que é visível" (p.20); (...) Mas o objectivo da interpretação é estimular o leitor ou o ouvinte a desejar ampliar os seus horizontes de interesses e conhecimentos e a procurar entender as grandes verdades que estão por trás de qualquer afirmação de factos (p.59); (…) Não com os nomes das coisas, mas expondo a alma das coisas – aquelas verdades que estão por trás do que estamos a mostrar ao visitante. Nem pregando; nem sequer dando sermões; não através da instrução, mas através da provocação (p.67).


Mais alguns exemplos do livro de Montebello poderiam ilustrar melhor estes pontos:



"(...) é absolutamente delicioso. O sapato voando para o ar, em direcção à estátua de Cupido ao lado, aquela árvore encantadora, tão espumosa e diferente de uma árvore real: é tudo como um décor de théâtre, um cenário teatral. Esta é uma lindíssima pintura sobre o estarmos a divertir-nos e sobre a qual uma pessoa não precisa de pensar muito, basta abandonar-se ao puro prazer que proporciona: uma pintura com a qual não teria nenhum problema em viver." (p. 81, Jean-Honoré Fragonard, O baloiço, 1767; imagem retirada de www.thebingbanglife.com)




"(...) então, concentrei-me nas profundas marcas de queimaduras na parte inferior do quadro, claramente feitas pelas velas votivas, confirmando que esta foi, realmente, uma imagem devocional. Apenas alguns detalhes adicionais resultaram de uma análise aprofundada, sendo um dos mais importantes que a imagem estava impecável, uma coisa rara quando se trata de imagens com fundo dourado do século XIV, uma vez que a maioria das obras sofreram muito ao longo do tempo, principalmente, receio, nas mãos dos restauradores." (p.65, Duccio di Buoninsegna, Madona e criança, c.1290-1300; imagem retirada de www.theopenacademy.com)




"Mas estou feliz só de apreciar a expressão no rosto de Adão, tão doce, e da maneira como ele segura o ramo de maçã - não é uma folha de figueira - com dois dedos, bem como a folhagem necessária para cobrir a sua nudez. Dürer dotou de uma forma tão cativante as suas figuras inspiradas na antiguidade clássica com uma terna sensualidade; e adoro Eva, parecida com Vénus, com o seu rosto bonito de fräulein de Nürnberg. Vê? Nada de história da arte, apenas a minha própria reacção muito pessoal "(p124, Albrecht Dürer, Adão e Eva, 1507; imagem retirada de www.pictify.com)



Não acredito que a maioria das pessoas visita museus à procura de uma lição em história de arte nos seus painéis e legendas - ou de física, de música ou de outra disciplina qualquer (algumas o fazem, é claro, e as suas necessidades são igualmente legítimas, mas os museus geralmente dão resposta a essas necessidades com vários outros meios). As pessoas também não visitam museus à procura de alguém que lhes diga o que devem sentir ou pensar, como defende Alain de Botton em Art is Therapy (Rijksmuseum), onde encontramos legendas como esta: "Você sofre de fragilidade, de culpa, de dupla personalidade, de auto-aversão. Você é provavelmente um pouco como esta imagem." (a respeito da pintura de Jan Steen A Festa de São Nicolau). Penso que a maioria de nós está, antes de tudo, à procura de algo que possa ter significado para nós, algo que possa deliciar-nos, surpreender-nos, fazer-nos sentir bem ou mais ricos ou mais conscientes de nós mesmos e do mundo. Muitos de nós estamos à procura de histórias, histórias de outras pessoas, seres humanos com os quais nos possamos relacionar - aqueles representados ou aqueles que procuram partilhar os seus conhecimentos connosco.


Decidir qual a história a contar não é uma escolha fácil para um museu; escrevê-la de uma forma clara e concisa é igualmente difícil. Mas não é impossível, como Montebello nos mostra no seu livro, onde abandona o seu “eu institucional" e consegue partilhar o seu enorme conhecimento de historiador de arte de uma maneira simples e humana, que é significativa e relevante para muitas mais pessoas. Não é impossível, como Paula Moura Pinheiro nos mostra todas as semanas no seu programa televisivo "Visita Guiada", onde descobrimos que curadores e especialistas em arte em Portugal também são pessoas fascinantes, capazes de partilhar connosco muito mais do que os habituais factos geralmente presentes nas legendas, e que nos fazem desejar saber mais, visitar o museu, ver o objecto - ou voltar para o ver de novo, depois do que nos foi revelado.


É possível. É uma questão de escolha e de habilidade. Não lhe falta teor científico e comunica.



"Não tenho certeza se ficaria encantado porque estou tão concentrado, tão absorto e cativado pela perfeição do que lá está; que o meu prazer - e é um prazer intenso - está maravilhado com o que o meu olho vê, não com uma abstracção que, de um modo mais ‘à história de arte’, eu poderia evocar. É como um livro que amamos e simplesmente não queremos ver o filme. Já imaginámos o herói ou a heroína de uma certa maneira. Na verdade, com os lábios de jaspe amarelo, eu nunca tentei, realmente, imaginar as partes que faltam." (p.8, Fragmento do rosto de uma rainha, Período do Império Novo, c. 1353-1336 a.C, Egipto; imagem retirada do website do Metropolitan Museum)
 
fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://musingonculture-pt.blogspot.com.br/2015/03/philippe-de-montebello-revela-se.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+blogspot/ZoenW+%28MUSING+ON+CULTURE%29

Museo y Gastronomía - · en MUSEO, MUSEOGRAFÍA, MUSEOLOGÍA, PATRIMONIO. ·

Es una idea basada en el uso de un espacio del museo local para montar una mesa con elementos suficientes dispuestos para que los visitantes comprendan los usos y formas de disponer la comida, tal y como apuntaban las costumbres domésticas del pasado cercano o lejano. Esta es una idea que se ajusta a muchos y diferentes tipos de museos locales: museos de artes decorativas, de cerámica, de arqueología, etnografía, ciencias, etcétera; en general a todos los museos que exponen piezas destinadas a usos culinarios, gastronómicos o bien que muestran objetos del menaje doméstico de la mesa o del comedor. También es posible hacerlo en casas-museo de personajes ilustres, en las cuales predomine la disposición museográfica de las habitaciones decoradas al uso de su época (period rooms) o formulas similares.



Imagen: Trendland, “Calico Wallpaper”

La exposición requiere disponer de elementos pertenecientes a servicios de mesa de la época que fuere, desde la Prehistoria – la mesa se puede sustituir entonces por una piedra – hasta el presente. Un ejemplo podría ser cerámica de cocina o mesa de un museo de arqueología romana, medieval o de la época moderna. Cuantos más elementos sea posible disponer, el recurso funcionará lógicamente mejor.



Serenah Photography

También es muy importante disponer de un soporte adecuado, es decir, si se trata de cerámica de mesa de época barroca,por ejemplo, sería muy útil disponer de una mesa de comedor adecuada. La exposición puede ser autónoma con respecto a las salas del museo, aun cuando lo más aconsejable sería montarla en una sala cualquiera, en la que hubiera espacio suficiente para ella. Obviamente se puede montar en una sala de exposiciones temporales si la hubiere y, en el caso de las casas-museo que disponen de una espacio de comedor, ese sería el lugar ideal.



Imagen: Mr. Printables, “Play Fruit Templates”

Para montar la exposición hay que disponer las piezas de tal forma que la mesa aparezca como si estuviera dispuesta para que los comensales se sienten a comer; si no disponemos del mueble de soporte de la época, es decir, la mesa barroca o el triclinio romano, lo mejor es recurrir a soportes neutros, actuales, como mesas acristaladas o soportes cúbicos que evidencian que nos son de época, como es obvio. En cualquier caso, los visitantes deberían poder dar la vuelta alrededor del montaje. Los elementos deberían estar dispuestos encima como si se tratara de una mesa, con todos sus elementos. Aquellos elementos de los cuales no se disponga del original podrían ser reemplazados por elementos de réplica debidamente diferenciados (por ejemplo candelabros pintados de blanco para dejar claro que no disponemos de los originales). La exposición deberá mostrar comida dispuesta en los platos. Para ello podemos recurrir a réplicas, pero también podemos utilizar la realidad aumentada o a vídeos en los que se ha filmado previamente los procesos de preparación de la comida.



Fotografía: Sarah Illenberger, “Food Art”

Finalmente, en la exposición no pueden faltar recetas de cocina; la selección debería hacerse mediante el uso de documentación histórica; así, por ejemplo, para la cocina romana hay que recurrir a la obra de Apicio, famoso sibarita gastrónomo de la época del imperio; o bien, para la cocina del Renacimiento habría que recurrir al tratado de 1570 sobre el arte de cocinar de Bartolomeo Scappi, el cocinero del papa Pío V, o a otros similares. Las recetas pueden estar impresas o no; se pueden facilitar mediante códigos QR o marcadores de realidad aumentada, fáciles de visualizar para la mayoría de los usuarios de telefonía móvil.



Imagen: Present & Correct

La mejor forma de dinamizar la exposición es a través de las redes sociales, promoviendo la intervención de restaurantes para que opinen y se impliquen activamente sobre los platos incluidos en las recetas que podamos mostrar; que algunos dietistas hablen de los aspectos relacionados con la salud; que los gastrónomos encuentren platos comparables en otras cocinas del mundo; y que todo esto pueda ser fotografiado y guardado por los visitantes, compartiéndolo a su vez en sus redes. También podemos organizar jornadas gastronómicas en alianza con la asociación de hostelería local: la cocina del Barroco durante una semana, por poner un ejemplo. Naturalmente, cualquier debate o iniciativa debería poder estar en red y el museo debería perder el miedo a que sus visitantes hagan fotografías y las compartan, siempre y cuando esto no vulnere el derecho de artistas ni que con sus flashes puedan perjudicar la integridad física de los elementos expuestos. Todo es poco para atraer a las personas a los museos.



Fotografía: Judit Musachs i Mercè Alfonsea