domingo, 7 de junho de 2015

Nos Estados Unidos, ricos ajudam museus e instituições de ensino superior. Por que os milionários brasileiros não doam suas fortunas a universidades?


O centro levará o nome de Schwarzman. Há quem veja nisso um simples desejo de “imortalidade através do dinheiro”, como li em uma crítica. Pouco importa. Talvez alguém tenha pensado o mesmo quando Lenand Stanford criou a universidade que levaria seu nome, na década de 1880, na Califórnia. Ou quando resolveram dar o nome de Solomon Guggenheim, logo após sua morte, ao museu projetado por Frank Lloyd Wright, no coração de Manhattan. Quem sabe teria sido melhor, para os Estados Unidos, imitar o exemplo brasileiro. Por aqui, pouca gente tenta perpetuar o próprio nome, doando para universidades e museus. Talvez por isso lê-se, por estes dias, o anúncio de fechamento da Casa Daros, primoroso espaço de artes, no Rio de Janeiro, por fal:ta de recursos.



1- O Guggenheim, em Nova York (Foto: Sean Pavone Photo/Getty Images)


Casa Daros, 2- no Rio de Janeiro. Um museu prospera. O outro vai fechar as portas (Foto: Monica Imbuzeiro/Ag. O Globo)

A tradição da filantropia americana vem de longe. É possível pensar que Andrew Carnegie seja seu maior ícone e, de certo modo, definidor conceitual. Imigrante pobre, Carnegie fez fortuna na siderurgia americana, na segunda metade do século XIX. Em 1901, aos 66 anos, vendeu suas indústrias ao banqueiro J.P. Morgan e tornou-se o maior filantropo americano. Uma de suas tantas proezas, não certamente a maior, foi construir mais de 3 mil bibliotecas, nos Estados Unidos. Em 1889, escreveu o artigo “The Gospel of Weath”, defendendo que os ricos deveriam viver com comedimento e tirar da cabeça a ideia de legar sua fortuna aos filhos. Melhor seria doar o dinheiro para alguma causa, ou várias delas, a sua escolha, ainda em vida. O Estado poderia dar um empurrãozinho, aumentando o imposto sobre a herança, mas deveria evitar a tributação das grandes fortunas. O melhor resultado, para todos, seria obtido se os próprios ricos distribuíssem sua riqueza, com cuidado e responsabilidade. Recentemente, foi o argumento usado por Bill Gates, o maior filantropo de nossa era, em oposição a Thomas Piketty e sua obsessão em tributar os mais ricos.

Gates não fala da boca para fora, nem é uma voz isolada. Em 2009, ele lançou, junto com Warren Buffett, o mais impressionante movimento de incentivo à filantropia já visto: The Giving Pledge. A campanha tem, até o momento, 128 signatários. Para participar, basta ser um bilionário e assinar uma carta prometendo doar, em vida, mais da metade de sua fortuna a projetos humanitários. Para boa parte dessas pessoas, doar 50% é pouco. Larry Elisson, criador daOracle, comprometeu-se em doar 95% de sua fortuna, hoje avaliada em US$ 56 bilhões. Buffett foi além: vai doar 99%. Como bem observou o filósofo alemão Peter Sloterdijk, parece que, ao contrário do que acreditávamos no século XX, não são os pobres, mas os ricos que mudarão o mundo. Sloterdijt, por óbvio, não conhece bem o Brasil.

Nos Estados Unidos, o valor das doações individuais à filantropia chega a US$ 330 bilhões por ano. No Brasil, os números são imprecisos, mas estima-se que o montante não passa de US$ 6 bilhões por ano. Apenas 3% do financiamento a nossas ONGs vem de doações individuais, contra mais de 70%, no caso americano. Há, segundo a tradicional lista da revista Forbes, 54 bilionários no Brasil. Nenhum aderiu, até o momento, ao movimento da Giving Pledge. Consta que Jorge Paulo Lemann, o número 1 da lista, foi convidado. Não duvido que dia desses anuncie sua adesão. Seria um exemplo para o país.

Explicações não faltam para essa disparidade. Há quem goste de debitar o fenômeno na conta de nossa “formação cultural”. Por essa tese, estaríamos atados a nossas raízes ibéricas, sempre esperando pelos favores do Estado, indispostos a buscar formas de cooperação entre os cidadãos para construir escolas, museus e bibliotecas ou simplesmente para consertar os brinquedos e plantar flores na praça do bairro.

É possível que haja alguma verdade nisso. O rei Dom João III, lá por volta de 1530, dividiu o país em capitanias hereditárias e as dividiu entre fidalgos e amigos da corte portuguesa. Fazer o quê? Enquanto isso, os peregrinos do Mayflower desembarcaram nas costas da Nova Inglaterra, movidos pela fé e pelo amor ao trabalho, para construir um novo país. Uma bela história, sem dúvida. Muito parecida com a de meus antepassados alemães, que desembarcaram em 1824 nas margens do Rio dos Sinos, no Rio Grande do Sul. Há muitas histórias, há muitos tipos de formação cultural, no Brasil, assim como nos Estados Unidos. Não é difícil escolher uma delas para justificar qualquer coisa.

De minha parte, desconfio da tese do caráter cultural. Ela é abstrata demais, difícil de mensurar e, pior, tende a levar à acomodação. Prefiro concentrar o foco na variável sobre a qual – ao menos em boa medida – temos controle. E essa variável é institucional. Minha tese é: o modelo institucional e de incentivos que adotamos simplesmente não favorece o desenvolvimento da filantropia. Ele incentiva que as pessoas esperem que o Estado resolva seus problemas. E é o que elas fazem, em geral.

Vamos a um exemplo: nossos sistemas de incentivo fiscal a doações. Nos Estados Unidos, se alguém quiser doar algum recurso para o MoMA (o Museu de Arte Moderna, em Nova York), poderá abater até 30% de seu rendimento tributável. Para algumas instituições, esse percentual sobe a 50%. No Brasil, seu abatimento é limitado a 6% do Imposto de Renda, se o contribuinte fizer a declaração completa.

O pior, no entanto, acontece do outro lado do balcão. Para receber a doação, o museu brasileiro deverá ter um projeto previamente aprovado pelo Ministério da Cultura, em Brasília. Serão meses em uma via crucis, listando minuciosamente o gasto futuro com o projeto, e depois mais alguns meses para a prestação de contas detalhada do que foi gasto com sua execução. Fico imaginando o que o MoMA faria se, para receber doações, tivesse de enviar previamente um projeto para ser analisado em Washington, linha a linha, por um grupo de funcionários públicos. Os Estados Unidos nem sequer têm um Ministério da Cultura. As doações e os incentivos são diretos,sem burocracia. Por isso, funciona.

Vamos a outro exemplo: os americanos adotam como principal estratégia de financiamento de suas instituições – sejam museus, universidades ou orquestras sinfônicas – os chamados “fundos de endowment”. A ideia é bem simples: uma poupança de longuíssimo prazo, destinada a crescer, ano a ano, da qual a instituição retira parte dos rendimentos para seu custeio. Simplesmente nenhuma grande instituição universitária ou cultural americana vive sem seu endowment. Há 75 universidades com fundos de mais de US$ 1 bilhão. O maior de todos, de Harvard, tem US$ 36 bilhões em caixa.

Pois bem, vamos imaginar que um milionário acordasse, dia desses, decidido a doar uma boa quantia para algum endowment no Brasil. Ele gosta de artes visuais e quer doar a um museu. Em primeiro lugar, ele não teria nenhum incentivo fiscal para fazer isso. O Ministério da Cultura simplesmente proíbe que um museu brasileiro apresente um projeto para receber doações para endowments. Em segundo lugar, não haveria nenhum endowment para ser apoiado. Nos Estados Unidos, ele encontraria milhares, e bastaria escolher algum, na internet. Em Pindorama, nenhum. As leis não favorecem, os incentivos inexistem, as instituições não estão organizadas para receber as doações. E a culpa segue por conta de nossa “formação cultural”.

Outra razão diz respeito ao modelo de gestão de nossas instituições. O Brasil teima, em pleno século XXI, a manter uma malha obsoleta de universidades estatais. Elas consomem perto de 30% dos recursos do Ministério da Educação, mas nenhuma se encontra entre as 200 melhores do mundo, no último levantamento da revista Times Higher Education. Enquanto isso, os Estados Unidos dispõem de 48 das 100 melhores universidades globais. Princeton, Yale, Columbia, MIT seguem, em regra, o mesmo padrão: instituições privadas, sem fins lucrativos, com largos endowments, cobrando mensalidades e oferecendo um amplo sistema de bolsas por mérito (em âmbito global), e ancoradas em uma rede de alumni e parcerias públicas e privadas. Não é diferente do que ocorre com museus e instituições culturais.

O ponto é que o Brasil pode mudar. Há exemplos de líderes empresariais que fazem sua parte. Há o caso exemplar do banqueiroWalter Moreira Salles, fundador do Instituto Unibanco, voltado à educação, e do Instituto Moreira Salles, voltado à cultura. Há aFundação Maria Cecília Souto Vidigal, há o Museu Iberê Camargo, criado por Jorge Gerdau, e há a Fundação Roberto Marinho, à frente do maior projeto cultural do Brasil, nos dias de hoje, que é o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Há uma imensa generosidade e espírito público, no país, ainda bloqueados pelo anacronismo dos modelos de gestão pública que adotamos. Instituições, mais do que a história. Incentivos, mais do que uma suposta genética cultural. Essa deve ser nossa aposta.

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti 
http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2015/06/por-que-os-milionarios-brasileiros-nao-doam-suas-fortunas-universidades.html
Stephen Schwarzman com Peter Salovey, o milionário doou US$ 150 milhões à universidade (Foto: Divulgação)

The event occurs on June 14th, 20th and 21st at the Immigration Museum, in the city of São Paulo, Brasil featuring handicrafts, cuisine and dances from several countries, with Arabs among them. There will also be solo handicraft exhibitions from Iraq, Germany, Portugal, Peru, Russia, Colombia and Mozambique. In the Arab cuisine area there will be food stands from Egypt, Iraq, Lebanon and Syria. In this gastronomy area there will also be food prepared by immigrants from Mexico, Poland, Bolivia, Greece, Hungary and Turkey.

São Paulo – The 20th edition of the Immigrant Festival, which takes on June 14th, 20th and 21st in the city of São Paulo, will include Arab attractions. The community will be present with exhibitions of handicrafts, food stands and dance presentations. In total, more than 40 nationalities will be represented in the festival at the Immigration Museum. The goal is to recover the stories of the immigrants that stayed in the Immigrant’s Lodge (Hospedaria de Imigrantes) in Brás, the place where the Immigration Museum is located today.

“The communities of Arab immigrants and descendants have crucial roles in the festival, traditionally taking part in several parts of the program”, says the executive director of the Immigration Museum, Marília Bonas. The museum, an institution within the Culture Department of São Paulo state, has been organizing the festival for twenty years already.

Among the Arab attractions in this year’s edition, Bonas points out the presentation by Espaço Artístico Malaika, on June 20th, at 5 PM. The school will present five dances. One of them will feature dancers playing the snuj (Arab cymbals) while they dance. They will also perform a folk dance with a jar, a modern belly dancing number, the folk dance khalij, where they dance in a circle, and the dabke, which features a group of men. 

The director of the Immigration Museum also emphasizes Arab participation in the museum’s daily routine and the richness of the handicraft of the region, which will be, according to her, one of the highlights of the Immigrant Festival. “There is a significant number of several communities in the museum’s neighborhood that always visit the space and will be present in the program”, Bonas said to ANBA.

Last year, 19,000 people attended the festival. This year is the 20th anniversary of the event and that’s the reason for some new attractions, such as the concert by singer Jerry Adriani, who was born in Brás and is celebrating the 50th year of his career. He will sing Italian songs, besides his musical hits, on June 14th at 4 PM.

There will be 41 food stands, 29 handicrafts stands and 42 artistic groups. There will also be handicraft workshops, dance workshops and gastronomy classes. A ride in a traditional Maria Fumaça steam train is scheduled each hour and there will be a special space for the children, with games and storytelling.

There will also be solo handicraft exhibitions from Iraq, Germany, Portugal, Peru, Russia, Colombia and Mozambique. In the Arab cuisine area there will be food stands from Egypt, Iraq, Lebanon and Syria. In this gastronomy area there will also be food prepared by immigrants from Mexico, Poland, Bolivia, Greece, Hungary and Turkey.


fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti 


Service

20º Immigrant Festival
June 14th, 20th and 21st, 2015
From 10 AM to 5 PM
Rua Visconde de Parnaíba, 136 – Mooca – São Paulo
Tickets: R$ 6 (US$ 1.92)
Further information: (11) 2692-1866 or www.museudaimigracao.org.br

*Translated by Sérgio Kakitani
Isaura Daniel*
isaura.daniel@anba.com.br


--pt

A Hospedaria de Imigrantes de São Paulo foi inaugurada em 1888 e teve suas atividades encerradas em 1978. Ela cumpriu, durante seus noventa anos de história, três funções básicas: recepção, triagem e encaminhamento de trabalhadores estrangeiros e nacionais inseridos, prioritariamente, nas grandes propriedades produtoras de café, no interior do Estado. Por suas dependências passaram aproximadamente 3,5 milhões de pessoas sendo, 1,9 milhão de estrangeiros e 1,6 milhão de trabalhadores nacionais, oriundos notadamente da região nordeste do país.

Grande parte da documentação refere-se a registros produzidos na dinâmica dos serviços de recepção-triagem-encaminhamento. Nela encontramos registros individualizados ou de composição familiar cujos suportes básicos são: livros de registro e fichas de identificação. Há que se ressaltar, porém, a existência no acervo do Memorial do Imigrante (sucedâneo da Hospedaria) de uma variedade de outros suportes documentais; dentre eles, destacam-se os processos da Secretaria da Agricultura nos quais são encontradas informações sobre a política de terras, colonização e povoamento empreendida pelo governo estadual entre o final do século XIX até os anos 1960.

No que se refere à documentação de registro, seu objetivo básico era o controle de informações sobre os imigrantes e migrantes e seu encaminhamento para o destino final. Do ponto de vista dos suportes, esses registros variaram com o tempo; os livros constituíram a primeira e mais longeva forma de identificação dessas pessoas. Produzidos desde o início das atividades da Hospedaria, no final do século XIX, eles ainda foram utilizados nos anos 1930.

Réouverture du Musée des Beaux-Arts de Vienne

Un grand lifting. C’est ce que vient de subir pendant un an et demi, le musée des Beaux-Arts de Vienne dans l’Isère. Grâce à une nouvelle muséographie, le musée - qui a rouvert ses portes ce week-end – ambitionne de faire découvrir au public 2500 ans d’histoire de l’art dans la région.
Reportage : A.Oueslati / M.Chambrial / V.Paillot




Pacatianus, notable viennois (3e sicècle),
l'un des chefs-d'oeuvre d'art antique détenus par le Musée des Beaux-
Arts de Vienne. © France 3 Alpes

Du haut de ses 1700 ans, il vous toise, imperturbable. La statue du notable viennois Pacatianus (IIIe siècle) est l’une des pièces maîtresses des collections du Musée des Beaux-Arts de Vienne dans l’Isère. Des pièces aujourd’hui réexposées au public après 18 mois de travaux durant lesquels toute la scénographie a été repensée.
« Nous voulions redonner un coup de jeune au musée avec une nouvelle présentation des collections qui soit plus attractive, plus didactique", explique Elsa Gomes, la conservatrice du musée.
 
Une touche de modernité pour mettre l'Histoire en valeurVitrines totalement refaites, nouvel éclairage et une déambulation modifiée apportent aux nouvelles salles une cohérence scientifique et esthétique qui lui faisait jusqu’alors défaut. Le musée des Beaux-Arts qui possède certaines pièces antiques d’exception (notamment un relief de dauphins en bronze rarissime), ambitionne de rappeler la place très importante qu’occupait la ville sous l’antiquité.

Musée des Beaux-Arts et d’Archéologie, Place de Miremont, 38200 Vienne – Ouvert tous les jours sauf le lundi, de 9h30 à 13 et de 14h à 18h.


fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti 
http://culturebox.francetvinfo.fr/expositions/patrimoine/reouverture-du-musee-des-beaux-arts-de-vienne-apres-18-mois-de-travaux-220203

Sauvée de la poubelle, une petite momie va entrer au musée

Rueil-Malmaison (AFP) - Promise à la décharge, la momie d'une petite fille égyptienne née quelques siècles avant Jésus-Christ va finalement entrer au musée. Tombée du ciel lors d'une collecte d'objets encombrants en 2001 en région parisienne, Ta-Iset a été restaurée pour être bientôt exposée.

Du parcours de celle qui a d'abord été surnommée "Toutemcombrant 1er" avant d'être identifiée, on ne sait presque rien. Elle doit son sauvetage in extremis à des employés de voirie. Devant cet objet pour le moins surprenant déposé sur un parking de Rueil-Malmaison (Hauts-de-Seine), ils ont la présence d'esprit d'avertir le musée local qui confirme rapidement: c'est bien une momie, dans son cercueil.


La momie Ta-Iset retrouvée dans une poubelle
de Rueil-Malmaison (Hauts-de-Seine), le 11 mai 2015 (c) Afp

La dame qui s'en est débarrassée a disparu sans laisser de nom. "Je ne pourrais même pas la décrire, c'est allé très vite", raconte Jean-Louis Parichon, adjoint à la voirie. "Quand les gens arrivent on leur demande ce qu'ils ont à évacuer, si c'est du bois ou de la ferraille. On lui a dit +Ça doit être du bois+ et la dame a répondu +Non c'est une momie!"

Quand elle a dit ça, "on a regardé l'objet, plus que la dame et après, avec l'affolement, la dame est partie..."

En dépit des appels à témoin, elle ne s'est jamais manifestée, gardant pour elle le mystère des origines de la petite momie de 92 cm, regrette Marie-Aude Picaud, directrice du musée d'histoire locale.

Un mystère auquel la science a permis de répondre partiellement. Ta-Iset, dont le nom est inscrit sur le cartonnage qui la protège, est une fillette de quatre à cinq ans, a révélé un scanner réalisé peu après sa découverte.

Elle a vraisemblablement vécu dans la région d'Akhmîm, ville de Haute Egypte située sur la rive droite du Nil, entre 365 et 170 avant Jésus-Christ, indiquent la datation au carbone 14 et l'étude stylistique de ses cartonnages.

- Décoration murale au XIXe -

Comment est-elle arrivée en banlieue parisienne ? Là, la science doit se contenter d'hypothèses. "Rien dans nos recherches ne nous permet de mettre en lumière comment elle a transité jusqu'à Rueil-Malmaison", reconnaît Noëlle Timbart, conservatrice chargée du suivi de sa restauration.

Elle a vraisemblablement traversé la Méditerranée au XIXe siècle, en pleine "égyptomanie", pour décorer une propriété de Rueil. Un anneau métallique fixé au cercueil laisse penser qu'elle a été accrochée à un mur, précise Marie-Aude Picaud.

C'est grâce à elle que Ta-Iset va pouvoir être admirée à nouveau. En 2012, alors qu'elle vient de prendre la tête du musée de Rueil, Marie-Aude Picaud contacte le Louvre et le Centre de recherche et de restauration des musées de France pour remettre en état la momie qui se trouve depuis dix ans dans les réserves.

Après avoir récolté plus de 18.000 euros, la petite Egyptienne est accueillie début 2014 à Versailles par une équipe d'une douzaine de personnes qui se relaient pour la bichonner. Leur objectif: nettoyer la momie et faire en sorte qu'elle cesse de se dégrader.

"Nos équipes ont beaucoup travaillé sur les textiles: dépoussiérage, remise en place des bandelettes, enveloppement par un voile de crêpeline", détaille Noëlle Timbart. "Les cartonnages ont été nettoyés et solidifiés. Nous avons aussi créé un plateau pour la manipuler sans la toucher car certaines de ses articulations sont très fragiles."

Fin mars, Ta-Iset a réintégré les réserves du musée. Avant de dévoiler au public les détails et les couleurs saisissants de ses cartonnages, elle doit encore attendre la restauration de son cercueil et l'installation de sa vitrine. Rendez-vous début 2016, prévoit Marie-Aude Picaud.


fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti 
http://tempsreel.nouvelobs.com/culture/20150514.AFP7583/sauvee-de-la-poubelle-une-petite-momie-va-entrer-au-musee.html

Why have IS militants spared ancient Palmyra?

The international community has expressed alarm over the fate of the ancient Syrian city of Palmyra, which was seized by the Islamic State group on May 20. But almost two weeks later, Palmyra’s monuments are apparently still standing.

© Ho, Welayat Homs, AFP | Screen grab from an IS group propaganda video showing its flag flying over Palmyra's monuments

The news has come as a surprise to many, since the Islamic State (IS) group has drawn international condemnation for destroying irreplaceable ancient treasures in the Iraqi cities of Mossul, Nimrod and Hatra.

The jihadist movement has shared videos of a member destroying an Assyrian winged bull at a museum in Mosul with a jackhammer. It has boasted of turning bulldozers on the biblical city of Nimrud and smashing 2,000-year-old artifacts with sledgehammers in the northern city of Hatra.

But according to several media outlets, it has nevertheless spared the cherished Syrian heritage site in Palmyra – at least for now.

Instead of demolishing the city's archaeological treasures, the IS group announced that it had destroyed the prison in Palmyra, known in Arabic asTadmur. The prison, a longtime symbol of the Syrian regime’s repression, was blown apart with explosives on May 30.

Self-proclaimed IS members have gone so far as to declare that ancient Palmyra, a UNESCO World Heritage site, is not in danger.

“Concerning the historical city, we will preserve it and it will not be damaged, God willing, but what we will do is destroy the statues that the infidels used to pray to,” a man alleging to be Abu Leith, an IS group commander, told a Syrian opposition radio station.

“As for the historical monuments, we will not touch them with our bulldozers as some tend to believe,” the man was quoted as saying by the International Business Times.

PR campaign

According to some analysts, the IS group is not attempting to win sympathy among locals or foreigners by sparing Palmyra’s monuments. The announcement is, in fact, consistent with its brand.

“There is no change in strategy,” said Wassim Nasr, a FRANCE 24 journalist who specialises in jihadist movements. “From the beginning, the group has been clear that it is only out to destroy statues.”

The jihadists are nevertheless waging a PR battle in Palmyra, as elsewhere in Syria and Iraq.

“The IS group’s target in Palmyra was always the jail. By destroying it they position themselves as liberators of those oppressed by [President Bashar al-] Assad’s regime. And that is consistent with their strategy,” Nasr said.

Indeed, Palmyra’s prison is notorious as the site of a 1980 massacre in which as many as 800 inmates may have been killed, many of them Islamist opponents of then president Hafez al-Assad, Bashar’s father and predecessor.

Political prisoners from Syria and other Middle Eastern countries, and from different religious groups, have been tortured and locked up in Palmyra’s prison over the years.

Assad officially closed the prison in 2001 as he sought to improve Syria’s image internationally. The prison only reopened in 2011, officially to lock up the militants who rose up to fight Assad as the Arab Spring spread throughout the region. But some observers wonder if the prison was ever closed, and if it didn’t instead continue to house "disappeared" Syrian dissidents.

Since it took over Palmyra, the IS group has shared never-before-seen images from inside the prison, including those of jail cells almost devoid of light.

The Syrian regime transferred all of Palmyra’s prisoners before the jihadists took over the town – a move that Nasr said robbed the IS group of a priceless PR moment.
fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.france24.com/en/20150601-syria-islamic-state-isis-ancient-palmyra-site-unesco-pr?dlvrit=65413
This article was translated from its original in French.