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sábado, 24 de outubro de 2015

O MUSEU DE ARQUEOLOGIA E ETNOLOGIA - MAE / Universidade de São Paulo - USP é um Museu Universitário que tem sob a sua guarda um riquíssimo acervo de Arqueologia e Etnologia.

O Serviço de Biblioteca e Documentação do MAE/USP soma mais de 75.000 volumes entre livros, teses, folhetos, catálogos de exposição, obras especiais e/ou raras e periódicos nas áreas de Arqueologia clássica, médio-oriental e oriental, Numismática clássica, Arqueologia egípcia, africana, americana e brasileira, Pré-história geral e brasileira, Etnologia africana, americana e indígena, Museologia, Conservação e Restauro. A Biblioteca do MAE está aberta ao público em geral e oferece serviços online.


O acervo do MAE é composto por aproximadamente 1.500.000 itens, incluindo objetos arqueológicos e etnográficos produzidos em diferentes continentes e em épocas diversas, desde a Europa Paleolítica, com dezenas de milhares de anos de antiguidade, até a produção recente de artefatos dos povos indígenas do Brasil. O acervo tem origem nas antigas coleções dos setores de Arqueologia e Etnologia do Museu Paulista, do antigo Museu de Arqueologia e Etnologia, do Instituto de Pré-História, do Departamento de Antropologia da USP e das pesquisas atualmente realizadas por professores e alunos.



Acervo 
Documental do MAE/USP
Arqueologia Brasileira
Arqueologia Mediterrânica e Médio Oriental
Arqueologia Pré-colombiana
Etnologia Africana e Afro-Brasileira
Etnologia Brasileira


Seus professores e alunos desenvolvem pesquisa de ponta nestas duas áreas e também em Museologia. Por se tratar de um Museu Universitário o MAE atua também na divulgação científica através de exposições e outras atividades educativas.

No MAE, o ensino se desenvolve tanto na graduação como na pós-graduação. Nos últimos anos nosso Museu tem recebido muitos professores visitantes que têm também oferecido disciplinas de extensão Universitária. Como Museu universitário, o MAE tem uma extensa Programação de Ações educativas voltadas para públicos específicos envolvendo o grande potencial oferecido por seus acervos arqueológicos e etnográficos.

A pesquisa no Museu de Arqueologia e Etnologia é realizada em torno de seus acervos de Arqueologia e de Etnologia. Docentes e alunos participam do trabalho com essas coleções, provenientes de vários locais no mundo e também de vários períodos da história humana. O MAE também desenvolve pesquisas vinculadas aos vários aspectos da Museologia aplicada à Arqueologia e à Etnologia.

A Arqueologia é a ciência que procura entender a história humana a partir do estudo do patrimônio material legado ao presente pelas populações do passado. Tal patrimônio tem uma característica híbrida e é composto por elementos naturais e culturais. A Arqueologia é uma ciência social. Devido, no entanto, às características de seu objeto de estudo, sua prática requer um exercício constante de interdisciplinaridade, em diálogo permanente como as ciências naturais e com as humanidades.

A Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, nascida em 1991, substituiu os periódicos do antigo Museu de Arqueologia e Etnologia, Instituto de Pré-História e Museu Paulista (Dédalo, Revista de Pré-História e Revista do Museu Paulista), em decorrência da fusão dessas instituições ligadas à pesquisa em Arqueologia e Etnologia. Trata-se de revista acadêmica destinada à publicação de trabalhos sobre Arqueologia, Etnologia e Museologia, com ênfase em África, América, Mediterrâneo e Médio-Oriente.



http://www.nptbr.mae.usp.br/

colaboração: Eliana Rotolo 

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The East Indies Museum is an online museum exhibiting an eclectic array of traditional artworks from insular southeast Asia, Singapore

This vast area encompassing the Malay, Indonesian and Philippine archipelagos, was for centuries informally known as the East Indies and includes the modern-day nations of Brunei, Indonesia, Malaysia, the Philippines, Singapore and Timor Leste. 

We would like to dedicate this endeavor to the artists and craftsmen who designed and created these remarkable works - especially the men and women who labored in obscurity and whose names will never be known.

PENDING
Belt Buckle

Palembang, Sumatra, Indonesia 19th C
Gold and mica face, backed with copper 
19 x 9.2 cm
Private Collection
IDN: 103-187-1477

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The purpose of our library is to highlight books relating to the traditional arts from southeast Asia and to introduce new titles as they become available.

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KUMARA

Bali, Indonesia
Acquired in Central Java
Late 19th/Early 20th C.
Wood, pigments
50 cm
The East Indies Museum
IDN: 19-698-1226

Initially, we described this piece as a Kinnari which is a celestial half-woman, half-bird statue found throughout SE Asia and India. Its male counterpart is referred to as a Kinnara. However, we have received comments from both Bruce Carpenter and Garrett Solyom - two widely recognized scholars of Balinese culture - that this piece actually originates from Bali and is called Kumara. Kumara's are used to hang nearby a newborn's bed and protect the child from evil spirits. Since this piece has a striking similarity to a Kinnari, there may be a connection between the two.

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Although there has long been keen interest in the arts and crafts of Indonesia, until recently, scant attention was given to the folk art of Java and Madura.  In contrast to the more well-known artworks from the classical Hindu and Buddhist periods - and later from the royal courts of Java - folk art pieces were made by common villagers for their own use as utilitarian or decorative objects.  The designs were usually influenced by ancient traditions and the objects were always made with inexpensive, locally-available materials.  Many pieces are quite unconventional and express an authenticity and dynamism that is at once colorful, mysterious and surprisingly offbeat.  To some, these works may appear quaint and provincial - to others they reveal the natural inclination of many Javanese and Madurese villagers to give character and beauty to whatever they make.  

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fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

http://www.eastindiesmuseum.com/

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Museu Vale recebe panorama da obra de Vik Muniz, Vila Velha, Espírito Santo, Brasil.

A mostra VIK MUNIZ chega ao Museu Vale em 15 de outubro e fica até 14 de fevereiro de 2016, na esteira de uma turnê de sucesso pela América Latina (atualmente está sendo exibida no Museu da Universidade Três de Fevereiro (MUNTREF), de Buenos Aires). No Museu Vale, entretanto, chegará acrescida de obras recentes do artista, além das 33 fotografias que compõem Earthworks.



Em Earthworks – obra ícone da exposição – as minas da Vale em Carajás e Minas Gerais foram palco da construção, em 2002. – Um trabalho tão complexo como foi Earthworks, que demandou precisão, empenho de muita gente e uma estrutura incrível de logística. E agora, mais de dez anos depois, é justamente o Museu Vale quem me convida para expor no Espírito Santo– constata Vik Muniz. – Acho interessante essa rede de recorrências, de interações que multiplicam a arte.

Na vastidão das áreas mineradas a céu aberto, Vik Muniz, em parceria com a Vale do Rio Doce, realizou a série de fotografias. De helicóptero, o artista comandou a operação e fotografou os desenhos feitos com tratores e escavadeiras em grandes áreas de mineração da companhia. Com o GPS, o traçado era sinalizado no terreno, indicando onde as retroescavadeiras deveriam escavar.

As fotografias parecem uma documentação de marcas deixadas por extraterrestres em regiões não urbanas mas com certa ironia em relação aos objetos de uso cotidiano: cabide, lâmpada, tesoura, colher, dado e clipe de metal, entre outros. O trabalho remete às intervenções monumentais em paisagens naturais(Land Art) de artistas como Robert Smithson (1938–1973). Na série, Vik brinca com a percepção do espectador, intercalando fotos de maquetes com outras realizadas no terreno da Vale, ou seja, misturando obras de grande e pequena escalas.

Na mostra VIK MUNIZ, vários trabalhos referenciais do artista marcam presença como: Sugar children (Crianças de açúcar), série de rostos de meninos filhos de operários das usinas açucareiras caribenhas, desenhados com açúcar; imagens de diamantes, que recriam rostos de celebridades, redesenhados com milhares de diamantes; Postcards from nowhere(Cartões-postais de lugar nenhum), que exibe cartões postais, no mínimo, inusitados de várias cidades do mundo. Merece destaque também a série de recriações de obras originais de grandes pintores, como Caravaggio, sempre com o suporte de materiais improváveis.

É um sonho antigo ter Vik Muniz aqui – comemora Ronaldo Barbosa, diretor do Museu Vale e responsável pelo convite ao artista. – É um artista extremamente atual, com uma obra renovadora e dinâmica, afinada com as tendências mais éticas dentro da arte contemporânea hoje – sintetiza.



Na mira da arte

– Não tem problema usar chocolate, é bom. O ruim é a tinta, porque nunca se sabe direito o que contém – brinca o artista, que abriu os caminhos para uma carreira internacional na arte depois de mudar-se de São Paulo para Nova York. Explica-se: após apartar uma briga de rua, foi alvejado na perna pelo próprio agredido – que, para evitar uma denúncia, ofereceu-lhe uma gorda recompensa em dinheiro.

– Aceitei e resolvi usar o dinheiro para comprar uma passagem de avião e me mandar para Nova York – conta o artista.

Uma vez lá, deixou-se envolver de vez com a efervescência cultural da metrópole e descobriu que podia usar de tudo um pouco para materializar seu talento. Foram 30 anos nos EUA, mas sempre aqui e ali também, trabalhando em vários países. Hoje Vik mora no Rio e se envolve bastante com projetos sociais, como a ONG Spectaculu. Em 2013, inicia com recursos próprios a construção da Escola do Vidigal, que oferece a crianças em fase de alfabetização a oportunidade de aprender arte e tecnologia brincando, por meio de uma metodologia de ensino que é resultado de uma parceria entre Vik Muniz e o Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos Estados Unidos. – É uma ‘Bauhaus’ para criancinhas, brinca com um sorriso muito sério.

Transformar com atitude

Vik Muniz, 53 anos, artista múltiplo que figura entre os mais respeitados atualmente em todo o mundo, é um brasileiro simples, que não dá bola para rótulos, não tem preconceito em relação ao mercado e gosta de compartilhar arte, tecnologia e recursos para oferecer a muitos a possibilidade da arte. – Não creio na arte que se origina em uma ideia ou mensagem política que logo se transforma em arte. Pensar em fazer arte para defender os oprimidos não é fazer arte, é fazer política. Se, no caminho de fazer arte, de buscar concretizar uma ideia artística, der para transmitir uma mensagem política, isto já é outra coisa – esclarece, em recente entrevista ao jornalista Alberto Armendáriz, correspondente no Brasil do jornal argentino La Nación.

Antenado com seu tempo, acaba de inaugurar, na Bienal de Veneza, a instalação Lampedusa, alusão mais que concreta ao drama dos refugiados no Mediterrâneo, questão que muito o preocupa. Lampedusa, aliás, será leiloada ao final da Bienal. Os recursos, Vik vai destinar a uma ONG voltada para o atendimento aos refugiados.

O artista e seu processo

Nascido em São Paulo, Vik Muniz foi criado na comunidade Jardim Panamericano, na capital paulista. Com interesses tão diversos quanto publicidade, cenografia, teatro, filosofia e literatura, foi com as fotografias de suas obras em grande formato que alcançou a consagração artística.

Como criador, gosta que o espectador entenda o processo de como suas obras foram feitas.

– Isso permite que esse espectador estabeleça uma relação temporal – explica. – As pessoas costumam pensar nas imagens com algo instantâneo, imediato, porém a imagem que te inspira a imaginar como foi feita te leva a pensar no processo através do qual ela foi realizada. E isso já te dá a possibilidade de pensar em outras coisas: na intenção da imagem e até em conclusões filosóficas sobre aquilo que se está vendo – empolga-se.

Imagem, arte e publicidade

Além de ter obras suas em coleções tão importantes quanto a da Tate Modern, em Londres, e de museus como o Metropolitan, o MoMA e o Guggenheim, em Nova York, Vik Muniz criou também aberturas para TV, como a da novela Passione, da Rede Globo; e teve sua obra registrada no documentário O Lixo extraordinário (Waste Land) (2010), dirigido por Lucy Walker e co-dirigido por João Jardim e Karen Harley, indicado ao Oscar. Em 2014, para a Copa do Mundo, Vik dirige com Juan Rendon o documentário sobre futebol That is not a ball(Isto não é uma bola).

Acredita que o artista, hoje, pode e deve se envolver com todas as possibilidades que as imagens e a tecnologia oferecem. – Andy Wharol já explorava esse lado contemporâneo, trabalhava com o poder das imagens, que considero uma atitude artística muito válida. – E completa: – A mim me interessa a arte material, claro, porque basicamente o que faço são objetos, mas também me interessa que minhas imagens tenham transcendência para além do material, que estabeleçam uma relação entre a obra e a sensibilidade das pessoas.



http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2015/10/10/museu-vale-recebe-panorama-da-obra-de-vik-muniz/

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Mostrar da forma mais concreta possível como era a sociedade egípcia há quatro milénios é ambição da nova exposição do Museu Metropolitan, em Nova Iorque.

Metropolitan com exposição que humaniza a civilização egípcia

Jewel Samade/AFP

A exposição, que será inaugurada no dia 12 de Outubro, é a mais importante sobre este período organizada até agora.

O Metroplolitan expõe nesta ocasião peças que humanizam a civilização egípcia, muitas vezes reduzida a sarcófago, múmias, frisos e baixos relevos.

Entre elas, por exemplo, a representação de um açougue que mostra as diferentes etapas do ofício de figuras de madeira, num estado de conservação impressionante, sobretudo para objectos que datam da segunda dinastia (1981 A.C.), segundo noticiou a AFP.

Muitas das peças mais esclarecedoras da sociedade egípcia procedem do próprio fundo do Metropolitan, alimentado desde 1906 e que conta com cerca de 30 mil objectos. O museu dispõe também da sua própria equipa de arqueólogos que realizava escavações e cujas descobertas partilha com o Egipto.

Para enriquecer a exposição, aberta até 24 de Janeiro, o museu obteve empréstimos de 37 museus e colecções, entre eles os do parisiense Louvre e do de Belas Artes de Lyon.

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

http://www.hardmusica.pt/cultura/museus/31062-metropolitan-com-exposicao-que-humaniza-a-civilizacao-egipcia.html

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Instrumento construído em 1863 por um carpinteiro micaelense, vai ser recuperado com o intuito de dinamizar o seu ensino e proporcionar eventos musicais. O órgão do coro alto está no Museu Vivo do Franciscanismo, na Ribeira Grande, uma cidade portuguesa na ilha de São Miguel, Região Autónoma dos Açores.

A Igreja dos Frades, na cidade da Ribeira Grande, na costa norte da ilha de São Miguel, esteve encerrada ao culto quase 30 anos e reabriu a 14 de fevereiro de 2013 como museu de interpretação do Franciscanismo para dar a conhecer a importância daquela congregação religiosa.




Além do órgão de 1863, o vasto espólio religioso do templo, do século XVII, inclui mais de 30 imagens, algumas com mais de 200 anos, e retábulos de talha dourada.

"O órgão do convento de Nossa Senhora da Guadalupe foi construído em 1863 e é quarto maior instrumento construído por João Nicolau Ferreira (1820-1878), de entre os nove por ele construídos", refere a autarquia, salientando que o construtor foi "o percursor" de uma nova fase da história do órgão nos Açores.

"Numa conjuntura em que a organaria portuguesa e o circuito do repertório organístico no continente se ressentiam fortemente com as políticas liberais, nos Açores assistiu-se à continuação do ofício da organaria até 1907”, sublinha.

Natural de Ponta Delgada, João Nicolau Ferreira era carpinteiro e foi instruído na arte da organaria pelo padre Joaquim Silvestre Serrão, com quem colaborou na construção dos órgãos da Sé de Angra, em 1854, e de São Pedro, em Ponta Delgada (1858), de acordo com a Câmara.

A autarquia sublinha ainda a importância, no contexto português, dos instrumentos de João Ferreira, que utilizava "materiais acessíveis na ilha (incluindo elementos de órgãos anteriores)" e outros que concebia com base "em modelos da organaria portuguesa de final de setecentos, largamente representada nos Açores” por instrumentos assinados pelos organeiros Joaquim António Peres Fontanes e António Xavier Machado e Cerveira.

O órgão vai ser recuperado por Dinarte Machado e a autarquia refere que apresentou à Direção Regional da Cultura um pedido de comparticipação financeira.

Além de várias intervenções do género nos Açores e na Madeira, Dinarte Machado restaurou quase 80 órgãos dos cerca de 100 que compõem o acervo histórico português, entre os quais os seis órgãos do Palácio Nacional de Mafra.

Além disso, participou no restauro dos órgãos do Palácio Real de Madrid e da igreja de São Francisco, em Lorca (Múrcia), Espanha.

Foi condecorado pelo Presidente da República e ganhou o prémio internacional Europa Nostra em 2010.

A Igreja dos Frades conta ainda no seu espólio com um conjunto de esculturas que representam a vida e os santos franciscanos e anualmente saem à rua na Procissão dos Terceiros.

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

http://www.acorianooriental.pt/noticia/orgao-de-1863-do-museu-do-franciscanismo-vai-ser-recuperado

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