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sábado, 30 de janeiro de 2016

Cultura - Candomblé no Brasil. Cossard era de origem marroquina, mas se encantou pelo Brasil e pelo Candomblé.. --- Culture - Candomble in Brazil. Cossard was of Moroccan origin, but was enchanted by Brazil and Candomblé

Morre Antropóloga Giselle Cossard.  Ela se tornou Mãe de Santo e foi autora de livros sobre a religão


Tese na Sorbonne sobre candomblé.Foto Isabela Kassow/Diadorim Ideias


MÃE GISÈLE DE IEMANJÁ

A antropóloga de família francesa, nascida em Marrocos, e que se apaixonou pelo Brasil e pelo candomblé, Giselle Cossard, faleceu na última quinta-feira (21), aos 92 anos. Ela chegou ao Brasil na década de 60, com o marido diplomata, e se converteu à religião de matriz africana. 

Depois de iniciada, tornou-se mãe de santo e assumiu o nome africano Omindarewa. Giselle abriu um terreiro em Santa Cruz da Serra, na cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, região metropolitana do Rio de Janeiro.

Giselle Cossard também escreveu livros sobre o candomblé, apresentados como teses em universidades da França. Em sua juventude na Europa, ela participou da resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial e atuou como espiã. A mãe de santo morreu de câncer. 

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Filha de franceses, a escritora e antropóloga Gisèle Cossard Binon nasceu no Marrocos, em 1924, e morreu no Rio de Janeiro, em janeiro de 2016. Casou-se com um diplomata, com quem morou oito anos na África. Foi em 1960, contudo, em uma viagem ao Brasil, que sua vida mudou. Conheceu o terreiro de Joãozinho da Gomeia, em Duque de Caxias, onde iniciou-se  no candomblé. "Em uma festa para Iansã, entrei em transe e perdi o controle de mim. Quando acordei já não era mais a embaixatriz, como Pai Joãozinho me chamava", contava a mãe de santo.

Logo em seguida, Gisèle regressou  à França. Em 1970, defendeu tese de doutorado em antropologia, na Universidade de Sorbonne, em Paris, que no Brasil ganhou o título de Awô: O Mistério dos Orixás. Neste período, separou-se do marido e ficou amiga de Pierre Verger, fotógrafo francês e pesquisador do candomblé de Bahia. Em 1972, de volta ao Rio de Janeiro, Gisèle teve como guia o pai de santo baiano Balbino Daniel de Paula, apresentado a ela por Verger.

A antropóloga vivia entre Paris e o Rio de Janeiro enfrentou a família para viver na Baixada Fluminense como mãe de santo. Em 1974, comprou uma casa em Santa Cruz da Serra, onde mantinha o terreiro Ile Axé Atara Magba. "Construí a casa com pau de eucalipto que trouxe da África. Ele é o fundamento do candomblé: tem que plantar pra ter", costumava dizer Gisèle, que venceu o preconceito no Rio por ser uma mãe de santo branca.

Aposentada do serviço público francês em 1980, Mãe Gisèle de Iemanjá iniciou centenas de filhos de santo. "Por conta do excesso de segredos do candomblé, muito de sua essência se perdeu", dizia ela, que lutou para acabar com a interdição de informações sobre a religião de matriz africana. "Infelizmente o candomblé se tornou um show, com muito luxo e etiquetas. Mas ele é uma religião do povo".

Anos antes de falecer, Gisèle apontou sua sucessora. Segundo ela, Iemanjá teria se manisfestado indicando a filha de santo Akindelê, de 40 anos, criada desde pequena no terreiro, como a herdeira no comando do Ile Axé Atara Magba.






fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/atualidades/morre-antropologa-giselle-cossard/?cHash=42e6b554d427d89e9c58bd03e087d2b2

Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

A cultura é o único antídoto que existe contra a ausência de amor.

Vamos compartilhar.


--in via tradutor do google

Culture - Candomble in Brazil. Cossard was of Moroccan origin, but was enchanted by Brazil and Candomblé .. ---

Anthropologist Giselle dies Cossard. She became Mother of Santo and was the author of books on Religion


Thesis at the Sorbonne on candomblé.Foto Isabela Kassow / Diadorim Ideas

MOTHER IEMANJÁ Gisele

The French family anthropologist, born in Morocco, and fell in love with Brazil and the Candomblé, Giselle Cossard, died last Thursday (21), at age 92. She arrived in Brazil in the 60s, with the diplomat husband, and became the religion of African origin.

Once started, it has become holy mother and took the African name Omindarewa. Giselle opened a yard in Santa Cruz de la Sierra, in the city of Duque de Caxias, at Baixada Fluminense, the metropolitan area of ​​Rio de Janeiro.

Giselle Cossard also written books on Candomble, presented as theses at universities in France. In his youth in Europe, she participated in the French Resistance during World War II and served as a spy. The saint's mother died of cancer.

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Daughter of French, the writer and anthropologist Gisèle Cossard Binon was born in Morocco in 1924 and died in Rio de Janeiro in January 2016. He married a diplomat, who has lived eight years in Africa. It was in 1960, however, on a trip to Brazil, his life changed. Johnny met the yard of the Goméia in Duque de Caxias, which began in Candomblé. "At a party for Iansa, went into trance and lost control of me. When I woke up it was no longer the ambassador, as Father Johnny called me", he told the saint's mother.

Soon after, Gisèle returned to France. In 1970, he defended doctoral dissertation in anthropology at the University of Sorbonne in Paris, in which Brazil won the title of AWO: The Mystery of the Orishas. During this period, she separated from her husband and became friends with Pierre Verger, French photographer and Bahia de Candomblé researcher. In 1972, back in Rio de Janeiro, Bahia Gisèle had the saint's father guide Balbino Daniel de Paula, presented to her by Verger.

Anthropologist lived between Paris and Rio de Janeiro faced the family to live in the Baixada Fluminense as holy mother. In 1974, he bought a house in Santa Cruz de la Sierra, where he kept the yard Ile Axe Atara Magba. "I built the house with wooden eucalyptus brought from Africa It is the foundation of Candomblé:. Have to plant to have" used to say Gisèle, who won the prejudice in Rio for being a white saint's mother.

Retired French public service in 1980, Mother Gisèle of Yemanja began hundreds of holy children. "Because of the excess Candomblé secrets, much of its essence was lost," she said, who fought to end the ban on information about the African-based religion. "Unfortunately Candomblé became a show, with much luxury and labels. But it is a religion of the people."

Years before he died, Gisèle pointed his successor. According to her, Yemanja would have manisfestado indicating akindele saint's daughter, 40, created from an early age in the yard, as the heir in charge of the Ile Axe Atara Magba.

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